IBOVESPA -2,05% | 184.750 Pontos
CÂMBIO +0,21% | 4,99/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 2,1%, aos 184.750 pontos, o sexto pregão consecutivo que o índice termina no campo negativo. O movimento foi pressionado pela divulgação de balanços mais fracos referentes ao 1T26, o aumento nos preços do petróleo e enquanto os investidores aguardavam as decisões de juros do Copom e Federal Reserve.
As petroleiras se destacaram, com Petrobras (PETR3, +2,7%; PETR4, +2,5%) e Prio (PRIO3, +2,6%) avançando com a alta do petróleo. WEG (WEGE3, -7,2%) e Vale (VALE3, -6,3%) lideraram as perdas após resultados abaixo do esperado.
Para o pregão de hoje, o destaque fica para o PIB do 1º trimestre nos EUA, e as decisões de juros na Zona do Euro e Reino Unido. No micro, o foco recai sobre a temporada de resultados do 1T26, com AgroGalaxy e Irani no Brasil, e Apple, Lilly, Mastercard e Merck no exterior.
Renda Fixa
Os juros futuros dispararam nesta quarta-feira, diante da escalada do petróleo acima de 5%, do tom mais conservador do Fed em meio à guerra no Oriente Médio e da criação de vagas formais acima do esperado no Brasil. Nos EUA, a T-note de 2 anos encerrou em 3,93% (+9 bps), a T-note de 10 anos em 4,41% (+6 bps) e o T-bond de 30 anos em 4,98% (+5 bps). No Brasil, a curva de DIs teve forte abertura, com pressão mais intensa na parte intermediária e longa diante do dado de mercado de trabalho e do risco de viés hawkish do BC, com o DI jan/27 em 14,21% (+9 bps), o DI jan/29 em 13,85% (+27 bps) e o DI jan/31 em 13,84% (+25 bps).
Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: 0,2%), após a divulgação de resultados mistos das Big Techs e com pressão adicional vinda da alta do petróleo. No corporativo, destaque negativo para Meta Platforms (-6% antes da abertura), pressionada por frustração com crescimento de usuários e capex, enquanto Alphabet (+6,3%) e Amazon (+2,1%) avançam após resultados sólidos, especialmente em cloud. Microsoft teve reação mais neutra, apesar do forte crescimento do Azure. No macro, o Federal Reserve manteve os juros inalterados (3,5%–3,75%), com divisão alta interna (8-4) e sinalização de maior cautela com inflação, reduzindo a probabilidade de cortes no curto prazo.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,3%), apesar de petróleo ainda em alta e tensões no Oriente Médio. Setorialmente, setor automotivo lidera as perdas, seguidos por bancos, enquanto Oil & Gas avança. No macro, o foco se volta para decisões do European Central Bank e do Bank of England, além de dados de PIB e inflação.
Na China, os mercados fecharam em queda (CSI 300: -0,1%; HSI: -1,3%). No restante da Ásia, o tom foi negativo, com o Nikkei 225 (-1,1%) devolvendo parte dos ganhos recentes e o Kospi (-1,4%) também em queda, apesar de acumular o melhor mês em quase três décadas, impulsionado por semicondutores.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de quarta-feira com leve alta de 0,06%, em uma sessão marcada pela decisão do Copom. Entre os segmentos, o desempenho foi misto. Os Fundos de Recebíveis se destacaram positivamente, com avanço de 0,19%, registrando o melhor índice de aproveitamento do segmento ao longo da semana. Já os FIIs de tijolo encerraram o dia levemente negativos, com queda de 0,07%: shoppings e ativos logísticos recuaram 0,20% e 0,10%, respectivamente, enquanto lajes corporativas cederam 0,07%. Os fundos híbridos avançaram 0,24%, enquanto os multiestratégia registraram leve alta de 0,08%. Os Fundos de Fundos encerraram próximos da estabilidade, com valorização de 0,09%. Nos destaques individuais, o KCRE11 liderou as altas, com valorização de 1,7%, seguido por RECR11 e MCRE11, ambos com ganho de 1,3%. Na ponta negativa, o TOPP11 recuou 4,1%, o BPML11 cedeu 2,4% e o JSRE11 encerrou o pregão com queda de 1,2%.
Economia
O preço do petróleo (tipo Brent) se aproximou de US$ 120 por barril, o maior patamar desde meados de 2022, em meio ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Ontem, o Presidente Donald Trump rejeitou a proposta iraniana de reabrir o Estreito de Ormuz e deixar a discussão sobre o programa nuclear do país para um segundo momento.
O Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) manteve a taxa básica de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75%, conforme amplamente esperado. Quatro dos doze membros do Comitê de Política Monetária votaram de forma diferente da maioria, a dissidência mais relevante desde outubro de 1992. Três dos dissidentes apoiaram a manutenção de juros, mas se opuseram à inclusão de viés acomodatício no comunicado, sinalizando resistência a cortes de juros futuros. Apenas o Diretor Stephen Miran votou por uma redução de 0,25 p.p.. O comunicado destacou que a inflação permanece elevada, em parte refletindo o aumento recente nos preços globais de energia. Nosso cenário não prevê cortes de juros em 2026.
No Brasil, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 p.p., para 14,50%, confirmando as expectativas. O comunicado pós-reunião indicou que o cenário de inflação se deteriorou, à medida que os dados correntes e as projeções (incluindo as do próprio Copom) estão “distanciando-se adicionalmente da meta”. Por outro lado, o comunicado reiterou que as atuais condições monetárias restritivas têm sido efetivas para conter o crescimento da atividade, “criando condições para que ajustes no ritmo e extensão dessa calibração, à luz de novas informações, sejam possíveis”. A projeção de inflação do Copom para o IPCA de 2027 – atual horizonte relevante de política monetária – aumentou de 3,3% para 3,5%. A elevação foi mais intensa do que a esperada pela maioria dos participantes do mercado (entre 3,3% e 3,4%). Nosso cenário projeta a taxa Selic em 13,50% ao final de 2026. No entanto, uma calibração menor ou mais lenta vem se tornando mais provável, já que o cenário inflacionário pode se deteriorar adicionalmente nos próximos meses. Para uma análise detalhada sobre a decisão do Copom, clique aqui.
No campo político, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), por 42 votos a 34. Messias precisava de no mínimo 41 votos favoráveis. De acordo com o time de Análise Política da XP, a derrota do governo deve manter em segundo plano outras nomeações pendentes, como é o caso das duas vagas de diretorias abertas no Banco Central.
Veja todos os detalhes
Economia
Federal Reserve mantém juros em meio à piora no cenário de inflação; Copom reduz a taxa Selic novamente em 0,25 p.p., para 14,50%
- O preço do petróleo (tipo Brent) se aproximou de US$ 120 por barril, o maior patamar desde meados de 2022, em meio ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Ontem, o Presidente Donald Trump rejeitou a proposta iraniana de reabrir o Estreito de Ormuz e deixar a discussão sobre o programa nuclear do país para um segundo momento. Os ativos de risco registraram perdas na maioria dos mercados;
- Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (banco central) manteve a taxa básica de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75%, conforme amplamente esperado. Quatro dos doze membros do Comitê de Política Monetária votaram de forma diferente da maioria, a dissidência mais relevante desde outubro de 1992. Três dos dissidentes apoiaram a manutenção de juros, mas se opuseram à inclusão de um viés acomodatício no comunicado, sinalizando resistência a cortes de juros futuros. Apenas o Diretor Stephen Miran votou por uma redução de 0,25 p.p.. O comunicado destacou que a inflação permanece elevada, em parte refletindo o aumento recente nos preços globais de energia. Na coletiva de imprensa que sucedeu a decisão de juros, o Presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que o impacto da guerra no Oriente Médio sobre os preços “ainda não atingiu o pico”. Powell sinalizou que pretende permanecer como diretor do banco central após o término de sua presidência em maio, até que a investigação do Departamento de Justiça sobre as reformas na sede da instituição esteja “verdadeiramente concluída”. Mais cedo, o Comitê Bancário do Senado aprovou, em votação partidária, a indicação de Kevin Warsh como sucessor de Powell, encaminhando o nome para o plenário da Casa, que tem maioria republicana. Nosso cenário não prevê cortes de juros em 2026;
- No Brasil, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) reduziu a taxa Selic em 0,25 p.p., para 14,50%, confirmando as expectativas. O comunicado pós-reunião indicou que o cenário de inflação se deteriorou, à medida que os dados correntes e as projeções (incluindo as do próprio Copom) estão “distanciando-se adicionalmente da meta”. Ademais, o Comitê incluiu no balanço de riscos a possibilidade de que as expectativas de inflação de médio prazo incorporem “impactos potenciais de segunda ordem de restrições de oferta de petróleo e seus derivados”. Por outro lado, o comunicado reiterou que as atuais condições monetárias restritivas têm sido efetivas para conter o crescimento da atividade, “criando condições para que ajustes no ritmo e extensão dessa calibração, à luz de novas informações, sejam possíveis”. Em outras palavras, a piora do cenário inflacionário não foi suficiente para alterar o plano do Copom de continuar calibrando (isto é, reduzindo) a taxa de juros. A extensão e o ritmo da calibração – de 0,25 p.p. ou 0,50 p.p. por reunião – dependerão do fluxo de novas informações, incluindo dados “sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio”. A projeção de inflação do Copom para o IPCA de 2027 – atualmente o horizonte relevante de política monetária – aumentou de 3,3% (conforme divulgado no último Relatório de Política Monetária) para 3,5%. A elevação foi mais intensa do que a esperada pela maioria dos participantes do mercado (entre 3,3% e 3,4%). Nosso cenário projeta a taxa Selic em 13,50% ao final de 2026. Esse cenário considera dois cortes de 0,50 p.p. nas reuniões de junho e agosto – à medida que as tensões no Oriente Médio arrefeçam e os preços do petróleo recuem para a faixa de US$ 80 a US$ 90 por barril – seguidos por uma pausa para avaliação durante o período eleitoral. No entanto, uma calibração menor ou mais lenta vem se tornando mais provável, já que o cenário inflacionário pode se deteriorar adicionalmente nos próximos meses. De fato, nossas projeções para o IPCA estão acima das do Copom tanto para 2026 quanto para 2027. Para uma análise detalhada sobre a decisão do Copom, clique aqui;
- O Caged mostrou criação líquida de 228,2 mil empregos formais em março, bem acima das expectativas (Mercado: 148,6 mil; XP: 165,0 mil). Em termos dessazonalizados, o saldo aumentou de aproximadamente 130 mil em fevereiro para 175 mil em março, com a média móvel de três meses avançando de 70 mil para 135 mil. A melhora foi disseminada entre os setores, com Serviços liderando (115 mil), seguidos por Comércio (33 mil), Construção (21 mil) e Indústria (16 mil). Os salários permaneceram em alta, a despeito de alguns sinais de moderação. As estatísticas do CAGED reforçaram o cenário de mercado de trabalho aquecido e aceleração da atividade doméstica no curto prazo;
- O governo central registrou déficit primário de R$ 73,8 bilhões em março, muito pior do que o superávit de R$ 1,6 bilhão no mesmo mês do ano passado. O resultado ficou próximo à projeção de mercado (-R$ 72,4 bilhões) e nossa expectativa (-R$ 71,7 bilhões). O pagamento de precatórios impactou de forma relevante o resultado geral. Excluída esta rubrica, o déficit primário teria sido de R$ 7,2 bilhões. As receitas líquidas cresceram 7,5% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionadas por IOF, imposto de importação e IRPJ/CSLL. Pelo lado das despesas, mesmo descontados os precatórios, houve crescimento forte em benefícios previdenciários e pessoal. Os dados ainda não refletem a recente alta do petróleo, que deve elevar substancialmente as receitas com royalties, nem as desonerações e subvenções implementadas pelo governo para mitigar o aumento nos preços dos combustíveis. Nossa projeção de déficit primário de R$ 44,3 bilhões em 2026 (-0,3% do PIB) deve ser revisada após a incorporação dos efeitos de medidas governamentais recentemente anunciadas;
- No campo político, o plenário do Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), por 42 votos a 34. Messias, que precisava de no mínimo 41 votos favoráveis, não ocupará a vaga na Corte deixada após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. De acordo com o time de Análise Política da XP, a derrota do governo deve manter em segundo plano outras nomeações pendentes, como é o caso das duas vagas de diretorias abertas no Banco Central. O tema deve voltar ao radar do Palácio do Planalto somente depois de uma definição sobre a estratégia de atuação a respeito da vaga de ministro no STF;
- Hoje, a agenda internacional traz a divulgação de importantes indicadores econômicos dos Estados Unidos: PIB do 1º trimestre de 2026 (primeira leitura); deflator das despesas de consumo pessoal (PCE) — métrica de inflação favorita do Federal Reserve — de março; renda e gastos pessoais de março; e pedidos iniciais de seguro-desemprego na semana passada. Na Zona do Euro, os analistas de mercado acompanharão os dados do PIB do 1º trimestre, a leitura preliminar do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de abril e a taxa de desemprego de março. Além disso, o Banco Central Europeu anunciará sua decisão de política monetária, seguida por coletiva de imprensa com a Presidente Christine Lagarde. O Banco da Inglaterra também anunciará sua decisão de juros, acompanhada da ata da reunião e de uma carta aberta sobre a trajetória da inflação. No Brasil, destaque para a publicação de estatísticas do mercado de trabalho (PNAD Contínua) e do setor público consolidado (União, governos regionais, empresas estatais) referentes a março.
Empresas
Multiplan (MULT3): Tendências operacionais sólidas parcialmente compensadas por maior inadimplência
- Os resultados da Multiplan no 1T26 vieram amplamente em linha, com crescimento saudável de vendas e SSS de 5,1%, sustentados por expansões recentes e bom desempenho de Alimentação e Serviços, apesar do aumento da inadimplência para 2,4%;
- A forte alta da receita (+58% A/A) foi explicada pela venda não recorrente de 10% do BH Shopping, enquanto EBITDA e FFO ficaram levemente abaixo das estimativas, pressionados por custos imobiliários e despesas normalizadas. O balanço seguiu sólido, com redução da alavancagem (DL/EBITDA em 2,13x) e distribuição relevante de JCP;
- Mantemos visão positiva e recomendação de compra;
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Motiva (MOTV3): Resultados do 1T26 – Entrega operacional forte em todos os segmentos; positivo
- A Motiva reportou resultados positivos, com EBITDA ajustado ex‑aeroportos de R$2,3bn (+8% A/A, em linha com nossas estimativa).
- Destacamos:
- (i) forte desempenho operacional em todos os segmentos (EBITDA +15% A/A em rodovias* e +8% A/A em mobilidade urbana), impulsionado principalmente por
- (a) menores despesas relacionadas ao encerramento das operações da ViaOeste e das Barcas,
- (b) mudanças contábeis na Motiva Paraná, e
- (c) custos de energia mais baixos em mobilidade urbana (especialmente nas concessões de São Paulo);
- (ii) redução dos compromissos de capex para R$55bn (vs. R$56bn no 4T25), refletindo o avanço na execução de investimentos; e
- (iii) alavancagem praticamente estável em 3,6x dívida líquida/EBITDA. Mantemos nossa recomendação de Compra.
- (i) forte desempenho operacional em todos os segmentos (EBITDA +15% A/A em rodovias* e +8% A/A em mobilidade urbana), impulsionado principalmente por
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Iochpe-Maxion (MYPK3): Melhorias operacionais em curso, resultados melhores a seguir; revisão do 1T26
- A Iochpe Maxion divulgou resultados em linha no 1T26, com EBITDA ajustado de R$ 363 milhões (+3% vs. XPe, +2% A/A);
- A receita líquida de R$ 3,8 bilhões ficou em linha com a sazonalidade, refletindo ventos contrários de câmbio e volumes mais fracos;
- Particularmente na América do Norte, parcialmente compensados por tendências mais resilientes e ganhos de participação de mercado na América do Sul e na Europa, respectivamente;
- A margem EBITDA ajustada ficou em 9,5%, em linha com a XPe e +0,4 p.p. A/A, apoiada por ajustes contínuos de capacidade, um mix mais favorável e estabilização dos preços de matérias-primas;
- Olhando à frente, vemos de forma positiva as indicações de recuperação de volumes, especialmente sinais mais claros de normalização dos volumes na América do Norte, ramp ups de OEMs chineses e melhora da visibilidade de pedidos no Brasil;
- No entanto, com os ventos contrários de câmbio devendo persistir no 2T e o 1T efetivamente em breakeven, vemos espaço para revisões negativas de lucro;
- Embora a diversificação geográfica da Iochpe mitigue riscos em momentos de baixa de ciclo, notamos que ela também implica menor alavancagem à esperada virada de ciclo;
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Utilities: Prévia de Resultados 1T26
Axia e Energisa Devem se Destacar
- Para a temporada de resultados do 1T26, esperamos números fortes para Axia e Energisa, resultados mistos para as demais geradoras e resultados saudáveis para Orizon;
- As geradoras de energia tendem a apresentar um quadro misto, pois: i) o curtailment segue elevado e impactando o segmento de renováveis; ii) GSF baixo e preços spot altos pressionam os resultados sazonais das hidrelétricas;
- Para as distribuidoras listadas (EQTL e ENGI), esperamos a continuidade de uma dinâmica de volumes e margens saudáveis, com custos controlados;
- No saneamento, a Sabesp deve seguir entregando resultados robustos, sustentados por um crescimento modesto de volumes;
- Já a ORVR deve manter tendências operacionais similares às recentes, com margens sólidas e gate fees em alta;
- Aproveitamos também para atualizar nosso preço-alvo de para o final de 2026 para SBSP3 para R$ 31,5/ação após o split de ações, mantendo inalteradas nossas estimativas e recomendação;
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Suzano (SUZB3): Volumes sazonalmente mais fracos e FX pressionam os resultados
- A Suzano reportou resultados abaixo do esperado no 1T26, com EBITDA ajustado de R$4,6 bilhões (-9% vs. XPe, -6% vs. consenso), refletindo volumes sazonalmente mais fracos em celulose e papel, parcialmente mitigados por um desempenho melhor de custos (especialmente em celulose);
- Destacamos: (i) EBITDA de celulose mais fraco (-15% T/T), impulsionado por menores envios (-17% T/T), majoritariamente impactados pelas paradas de manutenção ao longo do trimestre e pela valorização do BR;
- Apesar de preços de celulose mais firmes em USD (+4% T/T); e (ii) resultados mais fracos em papel (EBITDA -14% A/A), em função de volumes menores, com destaque para embalagens nos EUA;
- Olhando à frente, embora os volumes devam melhorar sazonalmente a partir do 2T26E, a valorização contínua do BRL e o momentum mais fraco de preços de celulose seguem como ventos contrários (em meio a sinais de um possível pico do ciclo na China);
- Ainda assim, a assimetria de valuation segue positiva em nossa visão, com yields de FCF acima de 12% em 2026‑27E, atrativos mesmo sob premissas conservadoras, compensando parcialmente o momentum mais fraco no curto prazo tanto em celulose quanto em FX;
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WEG (WEGE3): Pesquisa da XP: Sentimento fica mais bearish
- Após a divulgação do 1T26 da WEG, conduzimos uma pesquisa com investidores para mapear suas impressões;
- Observamos um sentimento mais bearish, consistente com a performance de -7% do papel hoje;
- A maioria dos respondentes viu os resultados como piores do que o esperado, com 67% enxergando como um gatilho para vender;
- Em nossa visão, apesar de um miss de headline relativamente moderado, a lucratividade subjacente foi mais fraca, com margens recorrentes sugerindo um patamar inferior daqui em diante e ventos contrários de FX persistindo;
- Reforçando preocupações de resultados no curto prazo e aumentando a probabilidade de revisões negativas de estimativas;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Locação de Veículos: Avaliando as Implicações de Programas Recentes de Incentivos ao Crédito
- Analisamos os incentivos governamentais atualmente em vigor e em discussão (em parceria com nosso time de Política) e identificamos potenciais implicações para as empresas sob nossa cobertura;
- No lado negativo, destacamos:
- (1) em Locação de veículos pesados, alertamos para VAMO, MILS e ARML, já que incentivos à venda de caminhões e máquinas podem afetar a demanda por locação e criar um ambiente mais desafiador para a venda de ativos usados (principalmente para VAMO e ARML);
- (2) em Locação de carros, RENT e MOVI podem enfrentar leve pressão de receita em função de iniciativas voltadas a motoristas de aplicativos (ainda que com impacto agregado limitado).
- Por outro lado, Automob tende a ser beneficiada por incentivos à venda de veículos novos, tanto no segmento leve quanto no pesado;
- No geral, vemos um risco mais relevante para locação de veículos pesados em comparação com locação de carros diante dos potenciais incentivos governamentais;
- Clique aqui para ver o relatório.
Varejo XP: O debate sobre a taxa das blusinhas está de volta
- Nesta edição do Carrinho XP, revisitamos o debate sobre a taxa das blusinhas e avaliamos as potenciais implicações para os varejistas brasileiros, após a retomada da discussão nas últimas semanas;
- Dito isso, a resistência de autoridades-chave do governo, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin e o Ministério da Fazenda, juntamente com a mobilização política em torno de outras prioridades (ex.: o debate do 6×1), pode mais uma vez empurrar essa discussão para segundo plano;
- Ainda que o imposto federal de importação fosse reduzido ou eliminado, não esperamos que as importações de pequeno valor retornem aos níveis pré-Remessa Conforme, uma vez que essas compras continuariam sujeitas aos tributos estaduais (e potencialmente a uma alíquota federal menor);
- Enquanto isso, acreditamos que os varejistas brasileiros de vestuário estão mais bem posicionados para competir, oferecendo uma proposta de valor mais atrativa tanto em produto quanto em preço;
- No geral, estimamos um impacto potencial de até ~5% para o segmento de vestuário, o que, em nossa visão, já está mais do que precificado dada a performance recente das ações;
- Assim, reiteramos Lojas Renner como uma de nossas principais escolhas no setor;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
3Tentos (TTEN3) | Prévia do 1T26 & atualização do modelo: um ótimo começo de ano; continua sendo nossa top pick
- Nesta Neste relatório, nós:
- estamos divulgando nossa prévia do 1T26, que esperamos ser forte e representar uma redução de risco para a tese de investimento;
- estamos atualizando nossas estimativas e nosso preço-alvo para o final de 2026 (26YE TP) para BRL 21,6/ação (de BRL 23,6/ação), queda explicada principalmente por premissas mais cautelosas para despesas logísticas; e
- trazemos uma atualização rápida sobre os principais fatores que afetam nossas estimativas.
- Clique aqui para ver o relatório.
Petrobras (PETR4) | A joia da coroa – Destaques do Investor Tour 2026 da Petrobras
- Nesta terça-feira (28), a Petrobras realizou seu Investor Tour 2026 no Rio de Janeiro. A edição deste ano teve foco no campo de Búzios e em suas perspectivas de crescimento. Aproveitamos essa oportunidade para apresentar uma visão mais aprofundada do ativo;
- O campo produz atualmente cerca de 950 kbpd de petróleo e deve crescer nos próximos anos à medida que novas unidades de produção entrem em operação. Vale destacar que o FPSO P-78 (Búzios 7) iniciou a produção no início deste ano e ainda está em fase de ramp-up, enquanto o primeiro óleo do FPSO P-79 (Búzios 8) é esperado em breve;
- O campo figura como o maior do mundo em águas ultraprofundas e também representa o principal vetor de crescimento da produção de petróleo da Petrobras;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
WEG (WEGE3): Tendências mais fracas sob a superfície
- Revisão do 1T26 A WEG reportou resultados do 1T26 abaixo do esperado, com lucro líquido de R$1,46 bilhão, -6% vs. consenso e -2% vs. XPe;
- Além da manchete negativa de desaceleração da receita, a rentabilidade recorrente aponta para um desvio maior vs. consenso, o que, junto aos ventos contrários do câmbio spot ainda em curso, reforça preocupações com o crescimento no curto prazo e eleva o risco de novas revisões para baixo, em nossa visão;
- As receitas recuaram -6% A/A (-8% T/T), com crescimento neutro ao câmbio de +0% A/A, refletindo uma combinação de vendas domésticas mais fracas de GTD (-36% A/A, impulsionadas por volumes mais fracos em solar), apesar de operações externas relativamente resilientes;
- A margem EBITDA reportada atingiu 22,2% (-0,2 p. p. T/T), parcialmente sustentada por itens não recorrentes — em base recorrente, estimamos margens mais próximas de ~20%, pressionadas por desalavancagem operacional e ventos contrários de custos;
- Como ponto positivo, custos mais altos com pessoal confirmam o ramp-up de capacidade em curso, o que deve sustentar o crescimento à frente, acompanhando tendências estruturais de demanda;
- No geral, vemos uma leitura negativa para o momentum de lucros no curto prazo diante dos resultados de hoje;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Santander Brasil (SANB11): Trimestre mais fraco, com NII e impostos pressionando o resultado
- O Santander reportou resultados do 1T26 abaixo das nossas estimativas, com lucro líquido recorrente de R$ 3,8 bilhões (-7,3% T/T; -1,9% A/A; vs. XPe de R$ 4,0 bilhões), entregando um ROAE de 16,0%, recuo de 150 bps T/T.
- O trimestre foi amplamente influenciado pela sazonalidade típica do primeiro trimestre, com contração da carteira, menores receitas de tarifas e deterioração da qualidade de ativos, todos os fatores já antecipados em nossa prévia.
- Os resultados vieram, de forma geral, em linha na maior parte das linhas de receita, com o NII de Clientes ligeiramente abaixo do esperado e a alíquota efetiva de imposto um pouco acima da nossa estimativa como os principais vetores do resultado abaixo do esperado na última linha.
- No front de qualidade de ativos, o salto expressivo nas baixas chama atenção, embora pareça refletir uma mudança deliberada de política, e não uma deterioração cíclica incremental.
- De forma geral, o trimestre é consistente com a tese de normalização gradual, mas reforça que uma reprecificação mais relevante de ROE segue dependente de um ambiente macroeconômico menos adverso e da resolução do ciclo de inadimplência em segmentos específicos.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- GPA quer deságio de até 90% na dívida e credores reagem (Valor Econômico);
- BRB levanta R$ 220 milhões com venda de ações da Biomm a Luiz Alves (Pipeline Valor);
- TCU determina que INSS suspenda novas concessões de empréstimo consignado e pega governo de surpresa (Valor Econômico);
- Exportadores de carnes querem crédito de apoio por guerra no Irã (Globo Rural).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX sobe 0,06% e encosta no topo histórico recente (Suno);
- O que os dados revelam sobre Selic e IFIX (B³ Bora Investir);
- Rota logística em SP favorece FIIs com aluguéis em alta (Suno);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Governo coloca em consulta pública Plano Nacional de Transição Energética | Café com ESG, 30/04
- O mercado encerrou o pregão de quarta-feira em queda, com o IBOV e o ISE caindo 2,05% e 2,27%, respectivamente;
- No Brasil, o governo brasileiro colocou em consulta pública nesta quarta o Plano Nacional de Transição Energética (Plante), um mapa com quase duzentas iniciativas para o país cumprir os objetivos de sua política de descarbonização setorial – o documento, que receberá contribuições pelo prazo de 45 dias, indica prioridade em temas como segurança e eficiência energética, mobilidade de baixo carbono e novos combustíveis e tecnologias, como hidrogênio e captura de carbono (CCUS);
- No internacional, (i) enquanto o conflito entre EUA e Irã tem impulsionado o interesse global por energia renovável, a demanda mais fraca na China pesa sobre as perspectivas do setor de solar – segundo a produtora chinesa de painéis solares JinkoSolar, a demanda global por painéis solares deve recuar entre 5% e 10% A/A em 2026; e (ii) o governo da Bélgica planeja comprar os ativos de geração nuclear da francesa Engie no país, em um movimento que, segundo Bruxelas, deve ajudar a garantir o abastecimento de energia – o acordo proposto abrangeria todas as atividades nucleares atualmente pertencentes e operadas pela Engie e por sua subsidiária Electrabel, incluindo os sete reatores nucleares belgas;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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