IBOVESPA -0,70% | 168.619 Pontos
CÂMBIO +0,14% | 5,17/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 0,7%, aos 168.619 pontos. O índice foi pressionado pela abertura da curva de juros e pela continuidade das tensões entre EUA-Irã, e agora acumula queda em nove dos últimos onze pregões.
Petrobras (PETR3, +1,5%) e Prio (PRIO3, +1,7%) se destacaram acompanhando a alta dos preços do petróleo. Na ponta negativa, Magazine Luiza (MGLU3, -6,7%), Natura (NATU3, -5,7%), Vamos (VAMO3, -4,5%) e Localiza (RENT3, -4,2%) foram pressionadas pela alta dos juros futuros, que continua penalizando ações cíclicas.
Renda Fixa
Os juros futuros fecharam ontem com leve alta, em meio às tensões no Oriente Médio, ao petróleo mais firme e ao CPI nos EUA. As Treasuries encerraram com a T-note de 2 anos a 4,13% (+1bps), com a de 10 anos a 4,54% (+2bps) e com o T-bond de 30 anos a 5,03% (+3bps), refletindo a cautela com o quadro geopolítico e a percepção de que o Fed deve seguir em compasso de espera.
No Brasil, a curva de DI também permaneceu pressionada, com o DI jan/27 a 14,50% (+2bps), o DI jan/29 a 14,94% (+2bps) e o DI jan/31 a 14,82% (+5bps), em sessão marcada por volatilidade, ajustes técnicos e persistência dos prêmios diante da reprecificação da trajetória da Selic e das incertezas fiscais e inflacionárias domésticas. A curva de NTN-B teve leve abertura nos vértices mais curtos, com a B29 em 8,61% (vs. 8,57%), a B35 em 8,17% (vs. 8,16%) e a B50 em 7,69% (vs. 7,69%).
Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,7%; Nasdaq 100: +1,2%), após os Estados Unidos anunciarem a conclusão de novos ataques contra o Irã. No dia anterior, os dados do CPI vieram em linha com as expectativas, com a taxa anual de inflação avançando para 4,2% A/A, principalmente devido ao salto nos preços de energia.
Na Europa, as bolsas acompanham o movimento e negociam em alta (Stoxx 600: +0,8%), com o setor de óleo e gás liderando os ganhos, devido a continuidade de temores geopolíticos. Por outro lado, na Ásia, as bolsas fecharam em queda, refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio.
IFIX
O IFIX encerrou o pregão desta quarta-feira aos 3.777,30 pontos, com queda de 0,91%, equivalente a uma retração de 34,58 pontos em relação ao fechamento anterior. O recuo foi o mais intenso da semana até o momento, levando o índice ao menor nível do mês e reduzindo o ganho no ano para apenas 0,05%. O pregão foi marcado por leve alta dos juros futuros e leve abertura da curva das NTN-Bs, movimento que pode ter pressionado os prêmios exigidos pelo mercado e pesou sobre a precificação dos FIIs de forma geral. Além disso, o ambiente seguiu pressionado pelo cenário macroeconômico doméstico, com inflação acima do teto da meta e curva de juros elevada limitando o apetite por ativos imobiliários.
O recuo foi generalizado e de elevada amplitude. Os Fundos de Recebíveis cederam 0,78%. Os FIIs de Tijolo recuaram 0,96%, com Lajes Corporativas liderando as perdas no bloco com -1,28%, seguidas por Shoppings (-0,93%) e Ativos Logísticos (-0,86%). Os fundos Híbridos caíram 1,05%, e Multiestratégia (-1,05%) registrou recuo equivalente. Fundos de Fundos cederam 0,72%.
Entre os destaques positivos, figuraram GTWR11 (+0,7%), GZIT11 (+0,7%) e RZAT11 (+0,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-8,3%), LIFE11 (-6,0%) e URPR11 (-5,9%).
Economia
O conflito entre EUA e Irã se intensificou com novos ataques, embora notícias esta manhã indiquem que os dois países realizaram negociações durante a noite. O núcleo da inflação ao consumidor de maio nos EUA ficou abaixo do esperado, reduzindo a pressão sobre o Fed. O Banco Central Europeu, por sua vez, deve aumentar as taxas de juros hoje, em uma tentativa de conter a onda inflacionária impulsionada pela guerra no Oriente Médio.
No Brasil, o mercado se preocupa com a pauta-bomba fiscal que avança no Senado. O IBGE publica hoje dados da produção do setor de serviços de abril.
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Economia
Risco fiscal aumenta com medidas aprovadas pela Comissão de Justiça do Senado
- O conflito entre EUA e Irã se intensificou, enquanto o núcleo do IPC nos EUA ficou abaixo das expectativas. No Brasil, o risco fiscal aumenta com as medidas aprovadas pela Comissão de Justiça do Senado.
- EUA e Irã trocaram ataques aéreos pelo segundo dia consecutivo na quinta-feira, com o presidente Donald Trump alertando para mais ações contra Teerã caso o país não aceite imediatamente um acordo de paz. Notícias esta manhã, no entanto, indicam que os dois países realizaram negociações durante a noite. O preço do petróleo Brent recuou hoje para US$ 92,59 por barril, após a alta inicial de ontem, em decorrência da segunda rodada de ataques desta semana. Os preços elevados do petróleo estão pressionando a inflação global, forçando os bancos centrais a adotarem uma política monetária mais cautelosa.
- Nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,5% em maio em relação ao mês anterior, elevando a taxa anual para 4,2% — o nível mais alto em três anos e em linha com as expectativas do mercado. A energia representou mais de 60% do aumento mensal, com os preços da gasolina subindo 7,0% em relação a abril e 40,5% no último ano, um reflexo direto das restrições contínuas ao tráfego no Estreito de Ormuz. O núcleo do IPC, que exclui alimentos e energia, subiu apenas 0,2% no mês e 2,9% em relação ao ano anterior, ficando abaixo das expectativas e sinalizando que o repasse dos custos mais altos de energia para os preços em geral permanece contido. O núcleo do IPC mais baixo reduz a pressão sobre o Fed (banco central dos EUA) para ajustar a política monetária. Os mercados reagiram positivamente ao número;
- O Banco Central Europeu deve aumentar as taxas de juros hoje, em uma tentativa de conter a pressão inflacionária oriunda da guerra no Oriente Médio. A inflação na Zona do Euro está acima de 3%, ultrapassando a meta de 2% do BCE, o que reforça os argumentos para o primeiro aumento da taxa de juros pelo banco central em quase três anos.
- Na agenda de hoje, o principal indicador dos EUA será a inflação do Índice de Preços ao Produtor (IPP) de maio — o mercado espera um aumento mensal de 0,7%, desacelerando em relação ao ganho de 1,4% de abril. Em 12 meses, o IPP geral atingiu 6,0% em abril, o maior desde 2022. Os pedidos iniciais de seguro-desemprego da última semana também serão divulgados (exp: 220 mil);
- No Brasil, a Comissão de Justiça do Senado aprovou medidas fiscais que podem elevar os gastos em cerca de 200 bilhões de reais, segundo o Governo. A mais relevante em termos de impacto fiscal é a renegociação da dívida dos produtores rurais. A sustentabilidade fiscal é o principal desafio de médio prazo para a economia brasileira.
- O IBGE divulgará a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de abril, que acompanha a evolução dos volumes de atividade no setor de serviços.
Empresas
Simpar (SIMH3): Mantendo a Alavancagem Sob Controle
- Realizamos um almoço com a administração da Simpar (CFO, Denys Ferrez, e RI, Victor Mizusaki);
- Os principais pontos foram:
- O aumento de capital reforça a estratégia de desalavancagem do grupo, com foco em extrair maior valor dos ativos existentes e em iniciativas para levar a dívida líquida da holding a zero (ex: novos desinvestimentos);
- CS Infra avalia estruturas de parceria para sustentar crescimento com flexibilidade de balanço;
- A Vamos segue focada na otimização de sua base de ativos, enquanto o novo CEO deve reforçar a execução, especialmente para acelerar a realocação de ativos ociosos;
- Automob, a normalização do estoque agro parece próxima, enquanto a Simpar ainda vê a oportunidade em seminovos como subestimada, em meio a melhorias operacionais contínuas;
- Mantemos nossa recomendação de Compra;
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Marcopolo (POMO4): Outperformance em micro-ônibus continua
- Dados da FABUS de mai’26 A FABUS divulgou seus dados de produção de carrocerias de ônibus referentes a Mai’26, com produção total de 2.480 unidades, alta de +4% A/A (-2% M/M);
- Destacamos (i) produção doméstica em alta de +9% A/A, enquanto (ii) as exportações registraram forte contração de -27% A/A;
- Por segmento, micro-ônibus continuam superando o mercado (+126% A/A, +45% M/M), provavelmente sustentados por programas governamentais, como o do Ministério da Saúde;
- Tendência que esperamos que continue nos próximos meses à medida que as entregas do programa Caminho da Escola reacelerem;
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Agronegócio | Nova Safra Americana 2026/27
- Os principais mercados agrícolas estão entrando em uma fase de crescente assimetria. No milho , o elevado carry-in pode permitir um derisking de curto prazo, mas um balanço de oferta e demanda (S&D) mais apertado no pós-colheita pode sustentar os preços mais adiante;
- A soja difere devido a uma oferta atualmente mais restrita e, portanto, maior sensibilidade a surpresas negativas de produtividade, abrindo espaço para picos de preços mais expressivos;
- No algodão , a oferta mais apertada nos países exportadores e a demanda incerta, especialmente da China, tornam o S&D mais frágil do que os números headline sugerem;
- De forma geral nas commodities, (i) os resultados de produtividade, (ii) os fluxos globais de comércio e (iii) a demanda impulsionada por biocombustíveis serão determinantes para a trajetória de preços em 2026/27;
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Celulose & Papel: Mercados de celulose divergentes, implicando upside limitado no curto prazo
- Analisando Dados Globais de Celulose & Papel Os preços de celulose divergiram em Mai’26, com a China ficando para trás enquanto os mercados ocidentais permaneceram resilientes;
- Na China, os preços de fibra curta se mantiveram em ~US$600–610/t, à medida que os produtores defenderam níveis de preço em meio à demanda fraca por papéis e cartões, estoques elevados e custos de madeira mais suaves, enquanto a fibra longa recuou para ~US$645–660/t;
- Em contraste, a BEKP avançou na América do Norte, com a Europa mais firme apesar da resistência aos reajustes;
- As dinâmicas de curto prazo refletem menor suporte de custos, com preços domésticos mais baixos de cavacos de madeira na China e fretes ainda elevados, embora disrupções de oferta e mercados ocidentais mais apertados ofereçam alguma compensação;
- Com demanda mais fraca, estoques elevados e fábricas integradas operando em alta utilização, vemos os preços sustentados no curto prazo, mas com upside limitado na ausência de uma demanda chinesa mais forte ou disciplina de oferta mais rígida;
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Fim da vantagem fiscal pode mudar rota dos condomínios logísticos (SiiLA);
- Os 12 fundos imobiliários mais recomendados; veja ranking (Valor Investe);
- Fintechs, coworkings e tecnologia figuram nas maiores locações de escritórios no 2T de 2026 (até agora) (Buildings);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETF alavancado de SK Hynix movimenta o Kospi enquanto Brasil ganha novos produtos táticos e renda fixa domina buscas com guerra no Oriente Médio
- SK Hynix ETF Boom Is Becoming a Force in the Stock’s Trading: ETFs alavancados de SK Hynix listados em Hong Kong já captaram mais de US\$ 1,3 bi e estão amplificando os movimentos da ação no mercado coreano, em meio ao boom de IA. (Bloomberg)
- Com guerra longe do fim, renda fixa domina o topo dos investimentos (Valor Investe)
- Investo lança ETF de acumulação focado em setores essenciais da economia brasileira (Funds Society)
- Bitcoin sobe acima de US\$ 62 mil com tensões com o Irã e saídas de ETFs em foco (Investing.com)
- Buena Vista Capital lança TOPY11, ETF com estratégia long & short e geração de renda mensal (Funds Society)
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
CVM pode rediscutir regra de divulgação de relatórios de sustentabilidade alinhados ao IFRS, diz novo presidente | Café com ESG, 11/06
- O mercado encerrou o pregão quarta-feira em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,70% e 1,07%, respectivamente;
- No Brasil, (i) o novo presidente da CVM, Otto Lobo, afirmou estar em diálogo com o Ministério da Fazenda e disse que a autarquia voltará a discutir a votação realizada no fim do mês passado sobre a Resolução 244, que revogou a obrigatoriedade de divulgação de relatórios de sustentabilidade por companhias abertas – questionado sobre sua posição pessoal em relação à possível reinstituição da obrigatoriedade, ele preferiu não se posicionar; e (ii) a Acelen Renováveis e a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, em inglês) anunciaram nesta quarta a assinatura de um Memorando de Entendimento para colaboração no mercado de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF, em inglês) – a parceria mira o diálogo para ampliar o leque de alternativas de matérias-primas para o SAF e atender a uma demanda que tende a crescer com o início da fase obrigatória do acordo de descarbonização setorial, o Corsia, em 2027;
- No internacional, a BYD pretende investir quase 2 bilhões de euros no desenvolvimento da infraestrutura necessária para levar sua tecnologia de recarga ultrarrápida de cinco minutos a todos os seus modelos de grande produção nos próximos anos – a montadora planeja instalar 20 mil carregadores ultrarrápidos na China até o final deste ano e outros 3.000 na Europa até 2027, apostando na recarga ultrarrápida como diferencial para conquistar participação de mercado frente às montadoras tradicionais;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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