IBOVESPA – 0,21% | 168.668 Pontos
CÂMBIO + 0,45% | 5,18/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 0,2%, aos 168.669 pontos, registrando a terceira baixa consecutiva e o menor fechamento desde janeiro. O mercado continuou pressionado pela deterioração das expectativas de juros no Brasil e nos EUA. Domesticamente, aumentaram as apostas de manutenção da Selic na próxima reunião do Copom, enquanto os juros reais de longo prazo atingiram os maiores níveis em mais de uma década, pressionando as ações brasileiras.
Braskem (BRKM5, +0,9%) foi um dos destaques positivos após revisões de estimativas por um banco de investimentos. Na ponta negativa, as ações da MRV (MRVE3, -4,6%) recuaram após serem rebaixadas para recomendação neutra por um outro banco de investimentos.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a sessão de segunda-feira em alta, em meio à piora da percepção de risco global com aumento das tensões no Oriente Médio e à continuidade da reprecificação das expectativas para a trajetória da Selic. Nos EUA, as Treasuries avançaram, com a T-note de 2 anos a 4,16% (0bps), a de 10 anos a 4,56% (+2bps) e o T-bond de 30 anos a 5,04% (+3bps).
No Brasil, a curva de juros acompanhou o movimento externo, com o DI jan/27 a 14,52% (+9bps), o DI jan/29 a 14,94% (+13bps) e o DI jan/31 a 14,82% (+11bps). A curva de NTN-B acompanhou a abertura, com a B29 em 8,43% (vs. 8,23%), a B35 em 8,16% (vs. 7,93%) e a B50 em 7,65% (vs. 7,53%).
Mercados globais
Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,4%; Nasdaq 10: +0,7%), impulsionados pela recuperação das ações de semicondutores após a forte correção observada nos últimos dias. No cenário geopolítico, o Irã interrompeu os ataques contra Israel, mas afirmou que retomará as hostilidades caso as operações israelenses no Líbano continuem.
Na Europa, as bolsas acompanham o movimento (Stoxx 600: +0,6%), enquanto na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta, recuperando parte das perdas registradas na sessão anterior. O destaque foi a Coreia do Sul, com o Kospi avançando 8,2%, seguido pelo Nikkei (Japão), que subiu mais de 2,0%. Na China, o CSI 300 avançou 1,9%.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta segunda-feira aos 3.818,23 pontos, com queda de 0,78% em relação ao fechamento anterior. No acumulado do mês, o índice recua 1,53%, reduzindo o ganho no ano para 1,14%. O movimento foi influenciado pela dinâmica inflacionária, após a divulgação do Boletim Focus, que trouxe nova revisão para cima da projeção de IPCA para 2026, agora em 5,09% — acima do teto da meta. Soma-se a esse cenário um ambiente externo ainda desafiador, com o petróleo em patamar elevado e o aumento das tensões no Oriente Médio, fatores que seguem pressionando a abertura da curva de juros no ambiente doméstico. O recuo foi generalizado, sem segmentos relevantes no campo positivo.
Os fundos de recebíveis caíram 0,54%, com apenas 16% dos ativos encerrando no positivo. Já os FIIs de tijolo recuaram 0,88%, com destaque para shoppings (-1,07%), lajes corporativas (-0,98%) e logística (-0,86%). Os fundos híbridos registraram queda de 0,95%, enquanto multiestratégia/FOFs recuaram 0,64%.
Entre os destaques positivos, figuraram ICRI11 (+0,9%), VRTM11 (+0,9%) e KNUQ11 (+0,7%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por OUJP11 (-9,2%), VGRI11 (-6,5%) e TGAR11 (-5,9%).
Economia
Os mercados globais permaneceram atentos à evolução do conflito no Oriente Médio. O Irã sinalizou o encerramento de suas operações militares contra Israel, enquanto Donald Trump disse que um novo cessar-fogo estaria próximo e que as negociações entre Washington e Teerã vêm registrando avanços. O preço do petróleo subiu cerca de 1% ontem (movimento moderado em relação às cotações de abertura da sessão), para US$ 94 por barril.
No Brasil, mais um dia de depreciação dos ativos financeiros, com destaque para a abertura da curva de juros, o que reforçou a tendência observada desde o início da semana passada. Nesse contexto, o mercado passou a atribuir cerca de 70% de probabilidade de manutenção da taxa Selic na próxima reunião do Copom (semana que vem). A taxa de câmbio atingiu R$/US$ 5,19. As expectativas de inflação permanecem em alta, conforme divulgado no Boletim Focus do Banco Central. A mediana das projeções para o IPCA de 2026 subiu de 5,09% na semana passada para 5,11% no relatório publicado ontem (estava em 4,91% há quatro semanas). A previsão para 2027 – o atual horizonte relevante da política monetária – avançou marginalmente de 4,02% para 4,03%. Ou seja, o Boletim Focus reforça a percepção de que o espaço para flexibilização monetária segue bastante limitado. Para uma análise completa, clique aqui.
Na agenda de hoje, destaque para os dados de inflação ao consumidor e ao produtor da China referentes a maio. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) deve apresentar elevação de 1,3% nos últimos 12 meses (após 1,2% em abril), com os preços de alimentos ainda em queda. Por sua vez, o índice de preços ao produtor (PPI) deve acelerar de 2,8% para 3,8%, refletindo o impacto da alta nos preços de energia (e de outras commodities) sobre o setor industrial.
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Economia
Expectativas de inflação continuam em alta e mercado espera cautela ainda maior do Banco Central
- Os mercados globais permaneceram atentos à evolução do conflito no Oriente Médio. O Irã sinalizou o encerramento de suas operações militares contra Israel, enquanto o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um novo cessar-fogo estaria próximo e que as negociações entre Washington e Teerã vêm registrando avanços. O alívio das tensões geopolíticas reduziu a pressão altista sobre o petróleo vista no início da segunda-feira. Com isso, o preço da commodity encerrou o dia com alta de 1%, para cerca de US$ 94 por barril;
- No Brasil, mais um dia de depreciação dos ativos financeiros, com destaque para a abertura da curva de juros, o que reforçou a tendência observada desde o início da semana passada. Nesse contexto, o mercado passou a atribuir cerca de 70% de probabilidade de manutenção da taxa Selic na próxima reunião do Copom, a ser realizada na semana que vem. A taxa de câmbio se depreciou em 0,5% ontem, atingindo R$/US$ 5,19;
- As expectativas de inflação permanecem em alta, conforme divulgado no Boletim Focus do Banco Central. A mediana das projeções de mercado para o IPCA de 2026 subiu de 5,09% na semana passada para 5,11% no relatório publicado ontem (estava em 4,91% há quatro semanas). A previsão para 2027 – o atual horizonte relevante da política monetária – avançou marginalmente de 4,02% para 4,03%. Por sua vez, a mediana para 2028 recuou ligeiramente de 3,66% para 3,65%. No geral, as projeções de inflação seguem consideravelmente acima da meta (3,0%) para este e os próximos anos. Em linha com esse quadro, o mercado revisou novamente para cima a trajetória esperada para a taxa Selic. A mediana para o final de 2026 aumentou de 13,25% para 13,50%; para o final de 2027, houve elevação de 11,25% para 11,50%. Ou seja, o Boletim Focus reforça a percepção de que o espaço para flexibilização monetária segue bastante limitado. Para uma análise completa sobre o último Boletim Focus, clique aqui;
- Na agenda de hoje, destaque para os dados de inflação ao consumidor e ao produtor da China referentes a maio. A mediana das projeções para o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) aponta para alta de 1,3% nos últimos 12 meses, ligeiramente acima dos 1,2% registrados em abril, com os preços de alimentos ainda em queda. Por sua vez, espera-se que o índice de preços ao produtor (PPI) suba de 2,8% para 3,8%, refletindo o repasse do salto nos preços de energia (e de outras commodities) para o setor industrial. O PPI do Japão referente a maio também será divulgado hoje (expectativa: 5,5% em 12 meses; anterior: 4,9%). Nos Estados Unidos, atenções voltadas para as estatísticas da balança comercial de abril (expectativa: US$ -56,4 bilhões; anterior: US$ -60,3 bilhões) e as vendas de casas existentes em maio (expectativa: 0,5% m/m; anterior: 0,2% m/m). Nenhum indicador econômico relevante será publicado no Brasil.
Empresas
Grupo SBF (SBFG3): Acompanhando a disponibilidade das camisas da seleção brasileira
- Estamos atualizando nosso Monitor de Disponibilidade da Camisa da Seleção Brasileira com as seguintes observações:
- a falta de estoque está aumentando em todos os canais, reforçando os sinais de forte demanda;
- a falta de estoque agora é evidente tanto na faixa de preço mais baixo (camisa da CBF) quanto na faixa de preço mais alto (versão Masculina para Jogadores);
- a disponibilidade também está diminuindo para as linhas Feminina e Infantil, especialmente para a linha de torcedores;
- o modelo Jordan se destaca por estar amplamente disponível, o que pode indicar uma demanda menor do que o esperado para essa opção.
- Em nossa opinião, nosso monitor aponta para uma demanda sólida por camisas, o que deve contribuir para um segundo trimestre forte, em linha com nossa visão de que a SBF deve ser a principal protagonista no varejo para o tema da Copa do Mundo;
- Embora a falta de estoque precoce possa indicar que parte da demanda não será capturada pela SBF, essa demanda está se mostrando difícil de estimar quando consideramos a dinâmica macroeconômica e política, enquanto as vendas antecipadas mitigam os riscos de uma “eliminação precoce” do Brasil;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Principais notícias dos setores
Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.
- XP Daily: As principais notícias do setor Imobiliário
- Real Estate | Momento forte em baixa renda persiste, enquanto pressões de custos aumentam
- De forma geral, a última semana reforçou um cenário ainda construtivo para o setor, com baixa renda permanecendo como principal destaque, sustentada pela atividade do MCMV, demanda sólida e melhora na visibilidade de execução. Por outro lado, o segmento de média/alta renda continua enfrentando um ambiente mais desafiador, com lançamentos mais fracos, maior dependência de incentivos comerciais e pressão contínua sobre a capacidade de pagamento;
- Em propriedades de renda, as tendências operacionais seguem sólidas, com aumento de tráfego em shoppings e expansão contínua do segmento logístico. Por outro lado, um mercado de trabalho mais apertado e discussões sobre redução da jornada indicam um ambiente de custos mais desafiador à frente;
- Na sequência, apresentamos nosso comps de valuation, destacando diferenças relevantes de múltiplos entre os nomes, seguido pelo desempenho das ações, que mostrou movimentos relativamente dispersos na semana, e o gráfico da semana, evidenciando o aumento recente do crédito imobiliário no Brasil;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Mercado de crédito privado ensaia retomada após 3 meses (Valor Econômico).
- Braskem propõe ajustes no estatuto social e altera indicações para conselho (Valor Econômico);
- Ratings da Iguá Rio rebaixados para ‘brAA’ diante de ramp-up mais lento; perspectiva estável (S&P National);
- Moody’s Local Brasil rebaixa o rating da CSN para BBB.br; rating permanece em revisão para rebaixamento (Moody’s Local).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Mercado Livre lidera corrida bilionária pelo Brasil com investimento de R$ 57 bilhões (Buildings);
- Fundo imobiliário amplia aposta na logística urbana com negócio de R$ 135 milhões; IFIX recua (FIIs);
- Fiagros têm captação líquida positiva em maio, mostra Anbima (Canal Rural);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- Carteira de Alocação Global: Jun/2026
- Atualizamos nossa Carteira de Alocação Global com percentuais por classe de ativo para a parcela de recursos destinados a um portfólio de ativos globais;
- Neste mês, fizemos um ajuste na duration média recomendada em Renda Fixa Global, de 4 para 2 anos, considerando a elevada volatilidade das taxas mais longas;
- Maio deu continuidade à recuperação observada em abril e consolidou um ambiente ainda construtivo para os mercados globais, com os principais índices acionários dos Estados Unidos renovando máximas históricas;
- Acesse aqui o conteúdo completo.
- Relatório Mensal de Alocação: Jun/2026
- A atuação diplomática trouxe poucos avanços no conflito entre EUA e Irã no mês de maio, e após três meses com a manutenção de altos preços de petróleo e a intensa queda nos seus estoques, os sinais de pressão na inflação global vêm se tornando mais evidentes;
- No Brasil, o choque de oferta global nos preços do petróleo encontra uma economia já bastante aquecida. O mercado reduz suas expectativas de cortes de juros nas reuniões restantes do Copom de 2026, o que, somado à rotação global em direção a IA e ao aumento de ruídos políticos domésticos, levou a um mês negativo na Renda Variável;
- Em maio, apenas a carteira Conservadora apresentou retorno acima de sua meta. A carteira Moderada teve um desempenho positivo mais modesto, enquanto a carteira Sofisticada encerrou o mês no campo negativo;
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- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- Galápagos lança ETFs de ouro e prata na bolsa brasileira: a casa amplia a prateleira de metais preciosos na B3, abrindo acesso direto a uma classe que antes exigia veículos no exterior — movimento que chega em meio à corrida por proteção e diversificação. (Valor Investe)
- Mercado de ETF tem potencial para dobrar de tamanho antes de 2030, diz Itaú (Valor)
- BlackRock to offer space ETF that will add new IPOs within days (Bloomberg)
- Treasury asked to clarify fast-growing ETF tax-busting strategy (Bloomberg)
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Reunião climática de Bonn, na Alemanha, inicia preparação para a COP31 | Café com ESG, 09/06
- O mercado encerrou o pregão de segunda-feira em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,77% e 0,62%, respectivamente;
- No Brasil, a JetBio anunciou nesta segunda-feira (8) a aquisição de um terreno em Paulínia, onde pretende erguer uma biorrefinaria para transformar etanol em combustível sustentável de aviação (SAF), em um projeto estimado em US$ 2 bilhões – em contexto, a JetBio é a subsidiária brasileira da Summit NextGen, braço de combustíveis da americana Summit Agricultural Group;
- No internacional, (i) empresas do setor de painéis solares na China estão lutando para gerar lucros num momento de supercapacidade após o crescimento das exportações impulsionado por subsídios – como exemplo, a Jinko Solar, maior fabricante de painéis do mundo, registrou receita de 12,2 bilhões de yuans (US$ 1,8 bilhão) no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 12% em relação ao ano anterior; e (ii) a diplomacia climática global passa a se concentrar na Alemanha a partir desta segunda-feira, 8, e até o dia 18 de junho, quando negociadores, cientistas e observadores de praticamente todos os países se reúnem em Bonn para a 64ª sessão dos Órgãos Subsidiários da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima – o que sair das conversas, na forma de textos amadurecidos, prioridades alinhadas e impasses destravados, define o quanto a COP31, que a Turquia sediará em Antalya em novembro, terá de avançar do zero;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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