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Resumo dos resultados do 4º tri de 2021: 47% dos resultados acima das nossas expectativas

Veja a retrospectiva dos resultados divulgados, com uma análise consolidada do nosso universo de cobertura de ações. Aqui você também poderá acessar os links para os comentários mais detalhados de cada empresa, que organizamos por destaques negativos, positivos e em linha.

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A divulgação dos resultados do 4° trimestre de 2021 (4T21) das empresas listadas na Bolsa começou na semana do dia 2 de fevereiro e 76% das empresas do Ibovespa já reportaram seus resultados.

Vemos os resultados do quarto trimestre como sólidos, porém já sendo uma temporada mais fraca que as anteriores. 47% das empresas reportaram Lucros Operacionais (EBITDA) acima do que esperávamos, 11% foram em linha, e os 42% restantes abaixo do que esperávamos. Quanto à receita, 39% das empresas superaram nossas expectativas, 25% foram em linha e 36% vieram abaixo.

Quanto aos setores, empresas de Papel e Celulose, Tecnologia, Mídia e Telecom e Small Caps reportaram EBITDA acima das nossas expectativas. De destaques negativos, as empresas de Saúde que reportaram até agora desapontaram as expectativas.

Durante o quarto trimestre de 2021, fatores domésticos e externos afetaram os resultados das empresas. Como no terceiro trimestre do ano passado, incertezas sobre a trajetória fiscal brasileira e a mudança no teto de gastos, pressões inflacionárias levando a taxas de juros mais altas, projeções de crescimento econômico mais baixas – para 0% em 2022 – e tensões políticas crescentes pressionaram os ativos brasileiros. Fora do Brasil, o anúncio do Federal Reserve sobre a necessidade de antecipar a alta das taxas de juros norte-americanas, as preocupações com a nova variante Ômicron, a crise energética mundial e a ruptura nas cadeias de produção afetaram os mercados globais.

Outro fator importante no 4T foi o início da alta dos preços das commodities. A rápida retomada das atividades econômicas após o afrouxamento das restrições impostas na pandemia, fez com que a retomada da produção de commodities não seguisse a mesma velocidade, desequilibrando a balança entre oferta e demanda. Com menos quantidade disponível do que a necessária para abastecer as cadeias produtivas, os preços das commodities começaram a subir.

Considerando as empresas com cobertura XP e que integram o índice Ibovespa, a receita ficou, em média, 0,4% abaixo das nossas expectativas. No entanto, o EBITDA ficou 0,2% acima das nossas expectativas.

Fonte: Bloomberg, Economatica, XP Research. Dados de 14/03/2022. Surpresas de consenso segundo estimativas da Bloomberg. Para as estimativas XP de empresas do Setor Financeiro, a margem financeira bruta foi usada em vez de receita líquida, e os dados de lucro operacional foram usados ​​em vez de EBITDA. Quanto ao consenso, foram utilizadas estimativas de lucro líquido ao invés do EBITDA devido à disponibilidade de dados.

Revisão de lucros voltaram a subir

Mesmo diante de um cenário Macro pior, os altos preços das commodities ajudaram o LPA do Ibovespa a voltar a subir, depois de terem estagnado e caído marginalmente no trimestre anterior. Desde o início da temporada 4T21 no início de fevereiro, o consenso futuro de 12 meses e as estimativas de EPS 2023 subiram, entre 5,5% e 5,2%. No entanto, o EPS de 2024 faz o oposto, não precificando mais o preço das commodities tão alto e cai marginalmente em torno de -0,8%.

Fonte: Bloomberg, XP Research.

Destaque dos setores

Em toda a cobertura da XP, 40 das empresas já reportaram resultados. Até agora, todas as empresas de Papel e Celulose, Tecnologia, Mídia e Telecom e Small Caps superaram nossas estimativas de EBITDA. Do lado negativo, todas as 3 empresas de Saúde que reportaram até agora apresentaram EBITDA abaixo de nossas projeções, incluindo Blau (BLAU3). Em Elétricas, 4 das 6 empresas também reportaram abaixo das nossas expectativas, incluindo Taesa (TAEES11) e EDP Energias do Brasil (SNBR33). Em Bens de Capital, 2 de 3 empresas também se desapontaram.

Fonte: XP Research.

Comparando com trimestres anteriores, até o momento, os resultados de EBITDA que superaram nossas estimativas no 4T21 (47%) foram inferiores aos dois últimos trimestres (56% e 64% no 2T e 3T, respectivamente). Em contraste, os resultados que vieram abaixo do esperado (42%) foram significativamente maiores do que o histórico (29% e 26% no 2T e 3T, respectivamente).

Na receita, a queda de resultados que vieram acima do esperado (-16p.p.) foi levemente menor do que a queda no EBITDA (-17p.p.), incluindo um aumento no número de resultados em linha. Entre os resultados de receita que desapontaram as nossas expectativas, também é possível observar um aumento (10p.p.).

Esse resultado comparativo reflete dois fatores principais que marcaram o trimestre. O aumento dos preços das commodities e a ruptura nas cadeias produtivas, repassando esse custo ao preço final do consumidor, além da deterioração do cenário macroeconômico.

Fonte: XP Research. Apenas empresas na cobertura da XP.
Fonte: XP Research. Apenas empresas na cobertura da XP.

Veja abaixo a comparação entre as expectativas e os números reportados para cada uma das empresas que divulgaram seus resultados até agora e fazem parte da nossa cobertura.

Fonte: XP Research.

Destaques dos Resultados Divulgados

Aeris Energy (AERI3): Aeris apresentou resultados positivos no 4T21, com EBITDA de R$77 milhões +48% A/A (ano contra ano) e +26% T/T (trimestre contra trimestre) (14% acima de nossas estimativas). Do lado positivo, observamos: (i) melhora sequencial da margem EBITDA de 340bps T/T (13,1% vs. 9,7%), positivamente afetada receitas associadas a início de contrato reconhecidas durante o trimestre (estimamos margem EBITDA em 11,4% excluindo estas receitas, ainda +170bps T/T); e (ii) a manutenção do guidance para 2022 (detalhes em nosso relatório). Do lado negativo, notamos queda de receita de 21% A/A e 6% T/T, principalmente devido à continuidade dos níveis de produção mais fracos (-29% A/A e -5% T/T), que esperamos recuperar à medida que as linhas recentemente implementadas continuem a maturar. Reiteramos nossa recomendação Neutra para a Aeris e preço-alvo de R$10/ação

BrasilAgro (AGRO3): A BrasilAgro apresentou bons números no 2T22 (ano-fiscal 4T21), em parte devido às vendas de fazendas anunciadas anteriormente, mas ainda com espaço para uma surpresa positiva devido ao forte aumento na receita de todos os produtos agrícolas (+88% A/A nos 6M22), com clima favorável no Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. A Receita Líquida ficou em linha com nossa projeção em R$ 579,5mi (+387% A/A e -2% vs. XPe), enquanto o Lucro Bruto e o EBITDA ficaram abaixo (-10% e -20% vs. XPe), porém é difícil acertar um alvo em alta velocidade, uma vez que a empresa registrou aumentos estelares de 470% e 540% A/A, respectivamente. Continuamos otimistas com a agricultura brasileira e reiteramos nossa recomendação de Compra para AGRO3 com preço-alvo de R$ 32,80/ação.

Banco do Brasil (BBAS3): O Banco do Brasil apresentou resultados positivos no quarto trimestre de 2021 (4T21). Apesar da Margem Financeira Bruta (MFB) mais fraca do que o esperado, as maiores receitas de serviços, menores despesas operacionais e custos de crédito compensaram a MFB, resultado em um lucro líquido de R$ 5,9 bilhões no trimestre, superando nossas estimativas. Além disso, o perfil defensivo de sua carteira de crédito continua sustentando seu baixo índice de inadimplência e robusto índice de cobertura. Com isso, esperamos uma reação positiva e reiteramos nossa visão positiva para o Banco do Brasil, sendo também nosso papel favorito do setor (preço-alvo R$ 52/ação).

Bemobi (BMOB3): A Bemobi divulgou resultado forte, acima do esperado, no terceiro trimestre, com a receita líquida e o EBITDA ajustado crescendo 21% e 22%,respectivamente, no comparativo A/A. Cabe destacar que esse foi o primeiro resultado consolidando um mês da Tiaxa a partir de setembro (~R$9 milhões). Mesmo desconsiderando a receita inorgânica referente a nova adquirida, a receita da Bemobi teria crescido 6% A/A e 8% T/T. Vale destacar a aceleração trimestral, sinalizando uma reversão de tendência após trimestres desafiadores devido à Covid-19 e seu impacto no segmento pré-pago.

Burguer King Brasil (BKBR3): O Burger King Brasil (BKBR3) é a segunda maior rede de fast-food do Brasil, com quase mil lojas pelo País todo. No seu quarto trimestre de 2021 (4T21), a empresa entregou resultados mais fortes do que esperávamos, superando os níveis pré-pandemia e confirmando sua recuperação robusta. A empresa teve uma receita líquida de R$ 913 milhões, 6% acima do que esperávamos e 29% acima do que foi registrado no 3T21. Destacamos a performance positiva do Popeye’s, a rede de restaurantes focada em sanduíches de frango que pertence ao BK: as vendas da marca cresceram 23% sob a base comparável. Quanto às margens financeiras do BK, sua margem bruta ficou próxima ao que esperávamos, na casa dos 65%. Vale lembrar que o cenário de inflação de custos por conta da alta dos preços dos alimentos ainda estaria presente. Por outro lado, sua margem EBITDA em 18% veio muito acima do que antecipávamos. Entendemos que isso ocorreu por conta de economias em despesas gerais e administrativas maiores do que prevíamos. Além disso, também celebramos o retorno do lucro líquido do BK ao campo positivo: a empresa postou um resultado de cerca de R$ 24 milhões no 4T21. Nesse contexto, mantemos nossa visão construtiva para o BK, com recomendação de Compra.

Banrisul (BRSR6): O Banrisul apresentou resultados acima do esperado no quarto trimestre de 2021 (4T21), com Lucro Líquido de R$ 248 milhões, crescendo 58% na comparação trimestral e 7% anualmente (18% acima das nossas estimativas), principalmente impulsionado pelas menores provisões, uma vez que o banco manteve uma boa qualidade de ativos, compensando a Margem Financeira Bruta (MFB) abaixo do esperado. O banco foi capaz de reduzir as provisões enquanto o índice de inadimplência permaneceu saudável e consumindo marginalmente seu índice de cobertura, que permanece em níveis confortáveis (310%) em relação aos bancos incumbentes, ao passo que mantém uma carteira defendida no caso de um cenário macroeconômico mais deteriorado, com grande parcela de crédito rural e consignado. Com isso, reiteramos nossa recomendação de Compra e preço-alvo de R$ 19,0/ação.

Gerdau (GGBR4): a Gerdau divulgou seus resultados trimestrais um pouco acima das nossas estimativas e do consenso de mercado, mas mostrando uma tendência de deterioração no futuro. O EBITDA ajustado foi de R$ 5.983 milhões (-15% no trimestre, +96% na comparação anual), com margem EBITDA de 27,8% (queda de 5 p.p. no trimestre). Os principais destaques foram: (i) maiores exportações no Brasil, compensando a menor demanda doméstica; (ii) expansão das margens na América do Norte e (iii) maiores vendas na América Latina. Mantemos nossa recomendação de Compra para a Gerdau com preço alvo de R$33,8 por ação.

Grupo Matheus (GMAT3): O Grupo Mateus (GMAT3) apresentou resultados sólidos no quarto trimestre, com o EBITDA vindo 19% acima das nossas estimativas por uma dinâmica mais controlada de despesas operacionais. A Receita Líquida cresceu 22% A/A, impulsionadas principalmente pelo plano de expansão da empresa, com 44 novas lojas em 2021 vs. a meta de 35-40. O desempenho das Vendas mesmas lojas (SSS) foi um destaque, uma vez que o SSS consolidado cresceu 1,4% A/A (vs. ASSAI -3%, Atacadão -5%, Carrefour -9% e GPA -2%), com destaque para as operações de varejo e atacado do GMAT, enquanto o destaque negativo ficou com o segmento de Móveis e Eletroeletrônicos (SSS -13,5% A/A). A rentabilidade veio pressionada pela estratégia da empresa de investir em competitividade para proteger volumes, enquanto vemos seus balcões de atacado como um diferencial em relação aos seus pares. Em nossa visão, outro destaque foi a manutenção das despesas operacionais (SG&A) como % das vendas A/A, apesar da forte abertura de lojas no período. Por fim, o lucro líquido foi de R$ 208 milhões, um aumento de 7,5% A/A.

Itaú (ITUB4): O Itaú (ITUB4) reportou resultados acima das expectativas no quarto trimestre de 2021 (4T21), apesar das provisões acima do esperado, principalmente impulsionado pela Margem Financeira Bruta (MFB) mais forte. O desempenho da MFB foi atribuído principalmente a um crescimento mais forte da carteira de crédito. Como resultado do crescimento da carteira de crédito, o banco aumentou as provisões no trimestre. Por consequência, o índice de cobertura aumentou para 241% (+7p.p. T/T e -79p.p. A/A), enquanto a taxa de inadimplência permaneceu estável T/T. Por fim, esperamos que o mercado reaja positivamente ao lucro construtivo combinado com a boa qualidade dos resultados no próximo pregão. No entanto, reiteramos nossa recomendação Neutra e preço-alvo de R$ 28,0/ação diante do cenário macroeconômico mais desafiador a frente.

Jalles Machado (JALL3): A Jalles Machado (JALL3) apresentou bons números em seu 3T22 (ano-fiscal 4T21), diante de uma tendência de alta nos preços de açúcar e etanol, o que confirma nossa visão de um ano doce para a empresa. A Receita Líquida ficou acima da nossa estimativa em R$ 360mi (+35% A/A e +10% XPe), com uma surpresa positiva no EBIT de R$ 204mi (excluindo ativos biológicos), muito acima da nossa previsão de R$ 124mi e com aumento de 189% A/A, em parte devido aos preços mais altos, mas também devido a uma maior participação nas vendas de etanol. Permanecemos otimistas com as perspectivas para o setor de açúcar e álcool, especialmente levando em consideração os preços do açúcar travados (hedge) para 22/23, e reforçamos JALL3 como nossa top pick do setor com recomendação de Compra e preço-alvo de 14,20/ação. Esperamos uma reação positiva no mercado na seção de amanhã.

JSL (JSLG3): A JSL apresentou resultados sólidos no 4T21, com EBITDA de R$ 220 milhões +82% A/A e +11% T/T (+13% vs. nossas estimativas). Destacamos: (i) crescimento contínuo da receita líquida (+62% A/A e +13% T/T), com indicativos positivos de crescimento orgânico (+18% A/A e +8% T/T); (ii) expansão internacional, com a entrada em serviço da JSL na África do Sul no 4T21 indicando os esforços da empresa no mercado externo (R$ 146 milhões de receita externa total em 2021, +313% A/A); e (iii) margem EBITDA permanecendo em um nível de ~17% (contribuição positiva da Transmoreno e TPC, com margens em um nível de ~23-26%), aliviando as preocupações de aumento dos custos de insumos, em nossa opinião, após recente repasse de preços às tarifas. Continuamos vendo a JSL bem posicionada para consolidar o fragmentado setor de logística no Brasil, reiterando nossa recomendação de Compra.

Kepler Weber (KEPL3): Apesar das altas expectativas, a Kepler Weber excedeu as nossas previsões no resultado do quarto trimestre de 2021 (4T21). A empresa entregou um forte crescimento de receita: 10% acima do que esperávamos, 26% acima do trimestre anterior (3T21) e 68% acima do mesmo trimestre no ano passado (4T20). Além disso, a companhia também obteve significativos de margem: destacamos a margem bruta, que atingiu 35% – versus a nossa expectativa de 30% -, além da margem líquida de 20% – versus a nossa previsão de 15%. Olhando para a frente, a performance de vendas parece estar mantendo o ritmo forte, mesmo depois da empresa ter atingido resultados recorde sequenciais. Em seu relatório de resultados, a Kepler escreve que conseguiu fazer “vendas relevantes” de Armazenagem em um momento de R$ 76 milhões, o que deve impactar positivamente o resultado do segmento no 1T21. No geral, estamos ainda mais otimistas quanto à Kepler Weber e reiteramos nossa recomendação de Compra para o papel.

LOG CP (LOGG3): A Log CP apresentou resultados sólidos e em linha com nossas estimativas no 4T21. Do lado operacional, a absorção bruta no trimestre foi de 121,3 mil m², o que representou um aumento de 18% em relação ao 3T21. A produção de ABL foi de 349,2 m² (%Log) no ano. Em 2021, a Log entregou 6 projetos em 5 cidades, atingindo 231,1 mil m² de ABL. Até 2022, a empresa espera entregar mais de 414 mil m² de ABL. Em 2021, a Log firmou 5 contratos (BTS) com grandes players de e-commerce, atingindo 313,6 mil m² de ABL, refletindo um bom momento comercial para a empresa. Reiteramos nossa recomendação neutra, negociando a 28x P/FFO em 2022. A empresa teve uma pequena queda na taxa de ocupação, atingindo 96,9% vs. 97,3% no 3T21. A inadimplência líquida permaneceu estável em 0,6%. Além disso, a absorção bruta atingiu 786,5 mil m² em ABL, com 86% fora do eixo RJ/SP em 2021.

Movida (MOVI3): A Movida apresentou fortes resultados no 4T21, com lucro de R$ 277 milhões 4-7% acima do consenso e de nossa estimativa (+7% T/T, incluindo ~R$ 18 milhões [antes de impostos] de ganhos de créditos tributários relacionados a PIS/COFINS). Os principais pontos positivos foram: (i) a continuidade do forte desempenho do segmento RaC (aluguel de varejo), com margem EBITDA de 59,6% (ou 57,1% excluindo ganhos de crédito relacionados a impostos) +7p.p. T/T, refletindo uma mudança positiva de preços (tarifa média +23% T/T), em nossa opinião aliviando as preocupações de lucratividade devido ao aumento dos preços dos carros novos; e (ii) mais uma vez números positivos de vendas de carros usados, com fortes margens EBITDA em Seminovos (22,4%) refletindo os altos preços dos carros usados (preço médio do carro vendido +30% A/A; +11% T/T). Ainda notamos um cenário desafiador para o crescimento dos volumes (aluguéis de RaC +3% T/T), impactado pelo ambiente restritivo de oferta de carros. Reiteramos nossa visão positiva do setor e recomendação de compra da Movida.

Multiplan (MULT3): A Multiplan apresentou resultados fortes e bem acima de nossas estimativas no 4T21. Do lado operacional, o portfólio da Multiplan operou cerca de 100% do horário normal no 4T21, impulsionando as vendas dos lojistas para (+8,1% vs. níveis do 4T19). A receita de locação aumentou (+35,4% vs. níveis do 4T19), principalmente devido ao efeito do reajuste do IGP-DI e redução dos descontos. Além disso, a taxa de inadimplência líquida manteve-se saudável atingindo 4,6% no 4T21 vs. 3,9% no 3T21, mesmo com aluguel das mesmas lojas (SSR) mais forte que o esperado. A Multiplan também destacou o mês de janeiro de 2022, com vendas aumentando 4,4% em relação a janeiro de 2019, apesar das preocupações com a Omicron. Portanto, reiteramos nossa recomendação de compra e TP de R$28,0/ação.

Natura (NTCO3): A Natura (NTCO3) reportou fortes resultados do 4T21, impulsionados principalmente pelas sinergias da Avon. A receita líquida consolidada veio em linha com as nossas estimativas e caíram 3% A/A frente a um cenário macro desafiador, base de comparação desafiadora e impactos da variante Ômicron. No entanto, a rentabilidade foi o principal destaque, com as sinergias da Avon surpreendendo positivamente (50% já capturadas em 2021 vs. 40% esperados), e com a Avon Internacional apresentando uma margem EBITDA de 10,7% (vs. ~2% no 3T e 3,4% no 4T20), beneficiada por uma combinação de efeitos estruturais e pontuais. O lucro líquido acima do esperado foi beneficiado pela melhora dos resultados operacionais, combinado com um efeito fiscal positivo resultante da simplificação da estrutura da América Latina com a integração da Avon, que esperamos continuar a ver ao longo dos próximos trimestres. Do lado operacional, destacamos a estabilização da produtividade da Natura Brasil (vs. -16% yoy no 3T), enquanto a empresa observava sinais promissores do novo modelo comercial da Avon no Brasil (com a base se recuperando sequencialmente desde outubro) e no Equador.

Totvs (TOTS3): A Totvs reportou resultados sólidos no quarto trimestre, acima das nossas estimativas e do consenso. A receita líquida consolidada atingiu R$ 890 milhões, um aumento de 31,4% A/A e 7,7% T/T e 3,9% acima de nossos números. A receita recorrente cresceu 37% A/A, com receita recorrente anualizada (ARR) de R$ 3,1 bilhões, um número notável com uma adição líquida orgânica de R$ 255,2m vs. o terceiro trimestre. Com os custos sob controle, aumentando em um ritmo mais lento do que as receitas, o EBITDA cresceu 32,3% A/A, superando nossas estimativas de EBITDA em cerca de 3%. A margem EBITDA ajustada foi de 24,4% (vs. 24,6% XPe). O lucro líquido atingiu R$ 126 milhões, um aumento de 30,9% A/A e acima das nossas estimativas (R$ 97 milhões). Ressaltamos que, a partir deste trimestre, a receita de Techfin utilizada na consolidação da receita da companhia passa a ser apresentada líquida do custo de funding. Dessa forma, a receita consolidada da Companhia passa a ser denominada “Receita Líquida de Funding (Non-GAAP)” e a receita da dimensão Techfin “Receita de Techfin Líquida de Funding”, inclusive no cálculo das margens de contribuição de Techfin, EBITDA e Líquida.

Via (VIIA3): A Via reportou resultados do 4T21 acima do esperado. A dinâmica de receita continua sendo impactada pelo cenário macroeconômico desafiador, enquanto a margem EBITDA foi o destaque, subindo 2,1p.p A/A. A Via reportou um EBITDA forte e acima do esperado nos resultados do 4T21. A dinâmica de crescimento de receita continua sendo impactada pelo cenário macroeconômico desafiador, forte base de comparação e restrições relacionadas à Covid-19, com declínio do GMV Total de -7% A/A, devido à queda de 24% do GMV das lojas físicas, enquanto o canal online cresceu +20%, impulsionado pelo 3P (+68% A/A). Em relação à rentabilidade, a margem bruta se manteve estável A/A, enquanto a margem EBITDA foi o principal destaque, subindo 2,1p.p A/A, devido à redução de despesas gerais e administrativas, acompanhando menores subsídios para as compras online, e menores investimentos em marketing e em comissões de vendas. O lucro líquido alcançou R$29mi, acima das nossas estimativas, devido a um benefício tributário não recorrente.

Weg (WEGE3): A WEG reportou números sólidos no 4T21, com lucro de ~R$874 milhões ~3-4% acima das nossas estimativas e consenso, mostrando um aumento de 18% A/A (+8% Y/Y). Vemos a receita líquida de ~R$6,5 bilhões refletindo um melhor desempenho relativo do mercado externo (+38% A/A e +12% T/T, beneficiada pela desvalorização do real de 3% A/A e 7% T/T), com o mercado doméstico ainda em níveis elevados, embora apresentando queda vs. o 3T21 (+29% A/A e -1% T/T). Na rentabilidade , a margem EBITDA de ~17,2% apresentou contração de 1p.p. T/T, refletindo a pressão de custos já esperada de matéria-prima e mix de produtos, com ROIC (retorno sobre o capital investido) permanecendo em um forte nível de 30,5% (vs. 31,3% no 3T21 e 25,5% no 4T20). Reiteramos nossa recomendação de Compra para a WEG.

Bradesco (BBDC4): O Bradesco reportou resultados fracos no quarto trimestre de 2021 (4T21). Apesar da Margem Financeira Bruta mais forte do que o esperado no trimestre, as maiores despesas e provisões compensaram seus ganhos, resultando em lucro líquido de R$ 6,6 bilhões, -4% abaixo de nossa estimativa e -2,7% abaixo do consenso Visible Alpha. O lucro foi impactado por um ajuste não recorrente de marcação a mercado de TVM que foram reclassificados de “disponíveis para venda” para “negociação”. Embora as provisões tenham aumentado para R$ 5,1 bilhões no 4T21, em grande parte devido ao crescimento da carteira de crédito, o índice de cobertura continuou caindo e atingiu 261%. Isso nos leva a acreditar que há mais espaço para provisões nos próximos trimestres. Portanto, reiteramos nossa recomendação Neutra e preço alvo de R$ 26,0/ação.

Blau (BLAU3): Blau apresentou resultados ligeiramente negativos no 4T21, com lucro líquido de R$44M (-40% vs. nossa estimativa). As receitas aumentaram levemente em relação ao ano anterior, mas a empresa apresentou uma queda de 6,6 p.p. A/A na margem EBITDA, principalmente devido à menor participação de imunoglobulina na receita. O resultado líquido foi afetado por um efeito fiscal pontual de R$28 milhões e, ajustado para esse efeito, o lucro líquido teria sido de R$72 milhões (em linha com nossa estimativa). Apesar dos resultados do 4T21, continuamos positivos com relação ao papel devido aos sólidos fundamentos de longo prazo.

CSN Mineração (CMIN3): a CSN Mineração (CMIN3) divulgou números abaixo do esperado no quarto trimestre de 2021. O EBITDA ajustado de R$ 850 milhões ficou 25% abaixo das nossas estimativas e 29% abaixo do consenso. A margem EBITDA ajustada foi de 35,7% no 4T21 (+6%p.p T/T e -30p.p A/A). Os principais destaques foram os menores volumes de vendas e a forte queda nos preços do minério de ferro. O caixa líquido (caixa – dívida bruta) atingiu R$ 6,1 bilhões (de R$ 7,2 bilhões no 3T21), ou 0,6x EBITDA, devido à geração de caixa negativa no trimestre. O Fluxo de Caixa Livre ajustado da CMIN no quarto trimestre de 2021 (4T21) foi negativo em -R$ 436 milhões devido ao Capex e aumento do capital de giro. Mantemos nossa recomendação de Compra em CMIN3.

CTEEP (TRPL4): Os resultados ficaram abaixo de nossas estimativas, refletindo principalmente o impacto do reperfilamento de parte da RBSE (-R$ 150 milhões), reduzindo o componente financeiro dos ciclos tarifários 21/22 e 22/23. Apesar dos resultados negativos, a queda na receita da RBSE nos ciclos 2021/22 e 2022/23, será integralmente compensada nos ciclos seguintes, até 2028. Dito isso, consideramos esse efeito como já precificado nas ações. EBITDA ajustado ficou em R$ 478,0 milhões, abaixo da nossa estimativa de R$ 631,8 milhões e do consenso de R$ 562,4 milhões (-24% e -15% respectivamente). O lucro líquido ficou em R$ 133,4 milhões abaixo dos nossos R$ 254,0 milhões. A diferença em nossas estimativas reflete: (i) uma despesa financeira acima do esperado e, (ii) uma equivalência patrimonial abaixo do esperado. Mantemos nossa recomendação Neutra na CTEEP, com preço-alvo de R$ 26/ação.

EDP Energias do Brasil (ENBR3): A EDP Energias do Brasil divulgou seus resultados do 4T21 que ficaram abaixo de nossas estimativas e do consenso de mercado, principalmente, devido à uma menor margem de contribuição no segmento de geração (-20% A/A e -21% vs. XPe). Os principais eventos do ano de 2021 foram: (i) aquisição da CELG-T, concluída em 22/07/07; (ii) programa de recompra de ações e cancelamento de 25,7 milhões de ações; (iii) reciclagem de capital de três linhas de transmissão (RAP de R$ 131 milhões); (iv) desenvolvimento de projetos solares e linhas de transmissão; e (v) forte distribuição de dividendos. Mantemos nossa recomendação de Compra em Energias do Brasil, com preço-alvo de R$ 22/ação.

Lavvi (LAVV3): A Lavvi (LAVV3) apresentou resultados mistos no 4T21, explicados pela receita líquida de R$ 109 milhões, abaixo das nossas estimativas (-28% vs. nossa projeção), prejudicada pelo maior distrato e o mix de receita (menor reconhecimento do POC) afetado negativamente pelas vendas de novos lançamentos. Como resultado, podemos ver uma reação ligeiramente negativa dos papéis. Do lado positivo, a margem bruta atingiu sólido patamar de 39,3% (+1,9 p.p. vs. nossa projeção e -0,8 p.p. A/A). Portanto, o lucro líquido ficou abaixo de nossas estimativas, atingindo R$ 25 milhões (-24% vs. nossas estimativas). A Lavvi também reportou uma sólida geração de caixa de R$ 35 milhões, impulsionada pelo pré-pagamento mais rápido do que o esperado dos projetos Villa Versace e Grand Vitrali.

Hermes Pardini (PARD3): Pardini apresentou resultados levemente negativos no 4T21, com lucro de R$ 40M. As receitas ficaram estáveis A/A mesmo com o número de unidades aumentando 31% no mesmo período, já que a receita por unidade diminuiu 18% A/A enquanto o número de clientes L2L aumentou apenas 2,5% A/A. A queda na receita por unidade deve-se (i) à diminuição da demanda por testes de Covid-19, (ii) novas unidades e (iii) aquisições. A margem EBITDA diminuiu 0,9 p.p. causada por inflação de custos e menor participação dos testes Covid-19 na receita total. Em nossa visão, os resultados indicam que o ano de 2022 – com inflação alta e provavelmente desaceleração na demanda por testes de Covid-19 a partir do 2T22 – deve apresentar um cenário difícil para a companhia.

Petrobras (PETR4): A Petrobras (PETR4) divulgou seus resultados trimestrais, com EBITDA ligeiramente abaixo de nossos números e consenso de mercado, mas com maior geração de caixa por conta de capital de giro melhor que o esperado. O EBITDA ajustado foi de US$ 11,2 bilhões (-3% contra o trimestre anterior “T/T”, +28% contra o ano anterior “A/A”), com margem EBITDA de 47% (queda de 3 p.p. T/T). Os principais destaques foram: (i) maiores preços médios de venda em geral devido ao aumento do Brent; (ii) custo de extração acima do esperado no pré-sal e (iii) maiores custos de gás importado levando o EBITDA do G&P para território negativo. Mantemos nossa recomendação de compra no nome com preço alvo de R$ 45,3/ação.

Rumo (RAIL3): A Rumo reportou resultados pouco inspiradores para o 4T21. Destacamos: (i) resultados trimestrais ainda mais fracos que o esperado (EBITDA de R$419 milhões, -45% A/A e -15% vs. XPe). Apesar do desempenho de volume relativamente positivo em um cenário de demanda adverso (garantindo melhorias substanciais de market share), o faturamento não foi suficiente para compensar o aumento nos custos de combustível (+39% A/A); e (ii) guidance de EBITDA para 2022 está abaixo do consenso (ponto médio de R$4,3 bilhões versus consenso de R$4,8 bilhões e XPe de R$4,6 bilhões). Indicando ventos contrários de rentabilidade para o ano (acreditamos que a Rumo tenha vendido parte da capacidade de 2022, quando os preços do frete ainda não refletiam o aumento nos preços do diesel). Finalmente, acreditamos que a Rumo está focada em garantir sua posição de liderança no longo prazo e reiteramos nossa visão positiva sobre o nome.

Tenda (TEND3): A Tenda divulgou resultados fracos no 4T21, prejudicados por um aumento de custos bem acima das expectativas, levando a margem bruta ajustada para -10,9% (-42,5 pp A/A / -33,5 pp T/T), bem abaixo da nossa estimativa de 21,9%, e negativamente impactada por uma inflação de custos de construção ainda forte, perda de produtividade mais forte do que o esperado devido à pandemia e uma falha estratégia de orçamento de infraestrutura.

AES Brasil (AESB3): AES Brasil divulgou seus resultados após o fechamento do mercado. A empresa enfrentou um ano desafiador devido à fraca hidrologia, resultado da política do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) de preservar os reservatórios e favorecer a geração térmica. Por outro lado, a geração eólica foi muito superior devido à conclusão da aquisição do Complexo Ventus (dezembro/20) e Mandacaru e Salinas (abril/21). O Resultado Líquido ficou em linha com nossas estimativas compensado por despesas financeiras abaixo do esperado. Mantemos nosso recomendação de Compra para AES Brasil com preço-alvo de R$ 15/ação.

Alpargatas (ALPA4): Alpargatas (ALPA4) reportou resultados fracos, conforme esperado, com o EBITDA em linha com nossas estimativas mas com o lucro acima por conta de efeitos não recorrentes. A Receita Líquida cresceu 7% A/A puxada por uma melhora de preço/mix uma vez que houve uma queda de volumes de 2,5% A/A, com Brasil -4% A/A por conta de uma base mais difícil e o internacional subindo 16% A/A, puxado por EMEA (+62%) e mercados distribuidores. A rentabilidade foi o ponto fraco do resultado, conforme esperado, com queda de margem bruta de 7,3p.p. A/A uma vez que a margem no Brasil continuou sendo pressionada pela alta de matéria prima e aumentou seu gap A/A vs. o 3T21 enquanto o internacional acompanhou a pressão de margem e apresentou uma queda de 4,9p.p. A/A (vs. +4,3p.p. no 3T21). O EBITDA consolidado foi R$169 milhões, +35% A/A, enquanto o lucro líquido veio em R$303 milhões, impactado positivamente por efeitos não recorrentes (variação cambial positiva, créditos fiscais e resultados da Osklen).

Estapar (ALPK3): A Estapar (ALPK3) é a maior empresa de estacionamentos do Brasil, com cerca de 8% de participação de mercado. Para o quarto trimestre de 2021 (4T21), a empresa divulgou resultados melhores, consolidando seu processo de retomada, como já era esperado devido ao afrouxamento de restrições de mobilidade e do avanço do processo de vacinação no Brasil. No trimestre, a receita líquida da companhia atingiu R$ 265 milhões, um crescimento de 44% na comparação anual e ficando 6% acima das nossas estimativas. Olhando para frente, a companhia destacou que as receitas de janeiro atingiram 93% da base comparável de 2019, o que vemos como um sinal positivo de retomada. O EBITDA (não ajustado e incluindo IFRS) da empresa no trimestre foi de R$ 67 milhões, o que representa uma queda de 30% na comparação anual, mas que já tínhamos antecipado nas nossas estimativas. Por fim, a companhia divulgou um prejuízo líquido de R$51 milhões, uma queda relevante em comparação com a nossa previsão. Do lado positivo, destacamos as iniciativas de gestão do passivo da companhia, com a conclusão do processo de alongamento da dívida de curto prazo. Ainda assim, diante das incertezas do cenário de mobilidade urbana no Brasil, por enquanto mantemos nossa recomendação Neutra para ALPK3.

Americanas (AMER3): A Americanas reportou resultados em linha com as nossas estimativas de dados operacionais, mas com um lucro acima por conta de um efeito positivo não recorrente na linha de imposto. O principal destaque do resultado foi o crescimento de receita, com resiliência das lojas físicas e um crescimento robusto do canal online, porém com uma margem EBITDA pressionada principalmente devido à maior participação do online. A Americanas reportou resultados em linha com nossas estimativas, com o GMV Total crescendo +28% A/A, puxado pelo crescimento de +36% do canal online e de +11% das lojas físicas (vendas mesmas lojas em +4,1%), suportadas por um portfólio de produtos com ticket médio mais baixo e mais resiliente frente ao cenário macroeconômico mais desafiador. Isso se compara a nossa estimativa de um crescimento de +6% A/A para MGLU e -5% para VIIA, principalmente afetados pelo desempenho das lojas físicas (SSS -22% e -24%, respectivamente).

Arezzo (ARZZ3): A Arezzo&Co. (ARZZ3) reportou resultados de 4T21 fortes, porém em linha com nossas estimativas. A Receita Líquida cresceu 70% A/A puxado por um sólido crescimento orgânico (+40% vs. 4T19) combinado ao crescimento inorgânico. Schutz foi um destaque dentre as marcas orgânicas, crescendo 59% vs 4T19, enquanto Reserva continua a reportar resultados sólidos, com o digital crescendo 49% A/A, e a expansão de Vans continua a surpreender positivamente. Em relação à rentabilidade, apesar da margem bruta ter sido beneficiada por mix de canais (com maior participação de lojas próprias e ecommerce) e EUA, a margem EBITDA caiu por conta de investimentos para sustentar o crescimento futuro (sendo principalmente nas marcas, operação dos EUA e digital). Finalmente, o lucro líquido foi de R$111 milhões, subindo 33% A/A.

Assaí (ASAI3): O Assaí apresentou resultados fracos, mas em linha com nossas expectativas, com o menor poder de compra dos consumidores e a forte base de comparação afetando o crescimento orgânico (vendas mesmas lojas). A receita cresceu 8% A/A, explicada pela expansão recorde de lojas (+28 aberturas), enquanto o SSS (vendas mesmas lojas) caiu -3% frente à difícil base de comparação e o cenário macro mais desafiador (vs. XPe em -2% e Atacadão -5%). No entanto, a rentabilidade permaneceu sólida, com margem bruta estável (+0,1p.p. A/A) e uma margem EBITDA caindo apenas 0,3p.p. A/A apesar da forte abertura de lojas no trimestre, para 7,9%, o que está em linha com o reportado pelo Atacadão. O lucro líquido foi de R$ 527 milhões, número bem acima das nossas estimativas devido ao reconhecimento de créditos fiscais no período (R$ 241 milhões).

Aura Minerals (AURA33): A Aura reportou resultados em linha com as nossas estimativas no quarto trimestre de 2021. O EBITDA ajustado de US$ 53,1 milhões ficou 4% abaixo das nossas estimativas e 2% acima do consenso, um aumento de 57% no trimestre e 10% na comparação anual, recuperando dos bloqueios em San Andrés. Os principais destaques foram maiores volumes e preços, que aliados à queda de 6% no trimestre no custo caixa resultaram em um EBITDA consolidado mais alto.

C&A Brasil (CEAB3): A C&A (CEAB3) reportou resultados fracos no quarto trimestre, embora em linha com nossas estimativas. A receita líquida cresceu 7% A/A e +5% vs. 4T19, desacelerando em relação aos +8% registrados no 3T21, devido à melhora na dinâmica da categoria de vestuário (Vendas Mesma Lojas +15% A/A), parcialmente compensada pela performance negativa no segmento de fashiontronics (SSS -25% A/A). Vale notar que o crescimento do canal online permaneceu sólido, em +24% A/A, representando 11% das vendas no trimestre. Em termos de rentabilidade, a empresa expandiu a margem EBITDA (+1,4p.p. A/A) principalmente devido ao mix de vendas e efeitos pontuais nas margens de fashiontronics. Em serviços financeiros, o C&A Pay foi um destaque, contribuindo com R$ 0,7 milhão em vendas (a partir de dez/21), embora as vendas de serviços financeiros tenham apresentado uma queda de 49% A/A frente à maiores provisões dado o cenário macro mais desafiador. Por fim, o lucro líquido subiu 41% A/A devido a um reconhecimento de créditos fiscais positivo, além de despesas financeiras menores que o esperado.

Carrefour Brasil (CRFB3): O Carrefour Brasil apresentou resultados mistos e praticamente em linha com nossas estimativas, com o menor poder de compra dos consumidores afetando o crescimento orgânico (vendas mesmas lojas) do Atacadão e o varejo não alimentar, enquanto a rentabilidade do Carrefour permaneceu pressionada visando evitar vendas mesmas lojas negativa (subindo +1,4% A/A para categoria alimentar). A receita consolidada cresceu 4%, com o crescimento de 7% do Atacadão puxada pela expansão de lojas (44 inaugurações em 2021) compensou a queda de 3,4% nas vendas da operação de varejo (vendas mesmas lojas -9% A/A) devido à difícil base de comparação do varejo não alimentar (vendas mesmas lojas -23 % A/A) e um ambiente macro mais desafiador.

Egie (EGIE3): A Engie reportou seus resultados do 4T21 em linha com nossas expectativas. O baixo GSF de 2021 penalizou os resultados durante o ano, mas, apesar do cenário hidrológico, a companhia deu continuidade à sua estratégia de descarbonização e anunciou fortes dividendos que representam 100% do seu lucro líquido de 2021. Uma surpresa interessante foi a aquisição de dois complexos solares em MG e RN com uma TIR atrativa (+10%, em termos reais). Mantemos nossa recomendação neutra na Engie Brasil, com preço-alvo de R$ 49/ação.

Fras-le (FRAS3): A Fras-le reportou números neutros no 4T21, com EBITDA ajustado de R$ 83 milhões desfocado pelo reconhecimento de provisão referente a desconto contratual com um grande cliente, impactando as vendas e resultados operacionais do 4T21 em ~R$ 31 milhões – estimamos um EBITDA recorrente de R$103 milhões no 4T21 (veja a Figura 1), -10% A/A e -4% T/T, com margem EBITDA recorrente de 14,6% contraindo ~2p.p. vs. 3T21 devido aos aumentos de preços de matérias-primas e sazonalidade (volumes -11% T/T). Além disso, notamos um desempenho positivo da receita líquida no 4T21, com receita líquida ajustada de R$ 704 milhões +18% A/A e +7% T/T, com melhores preços compensando menores volumes. Reiteramos nossa recomendação Neutra devido a nossa visão de um valuation justo (7,3x EV/EBITDA 2022 vs. média histórica de ~6x).

Grendene (GRND3): A Grendene é uma das maiores fabricantes de calçados do Brasil, com mais de 50 anos de história no País e dona de marcas como Ipanema, Zaxy, Rider e Cartago. No seu quarto trimestre de 2021 (4T21), a empresa reportou resultados robustos: suas margens financeiras vieram em linha com o que esperávamos, mas o seu volume de vendas nos surpreendeu, ficando cerca de 5% acima do esperado. A companhia atribui tal aumento nas vendas a uma combinação de: (i) exportações mais fortes, que teriam sido beneficiadas por um real desvalorizado, além de crescimento em volumes; (ii) um mix de maior valor agregado, o que indicaria que a Melissa teria ganho participação na receita da empresa, potencialmente.

Hypera (HYPE3): A Hypera apresentou resultados ligeiramente positivos no 4T21, com lucro líquido ajustado totalizando R$366M (6,6% abaixo da nossa estimativa). A empresa continuou a apresentar crescimento de dois dígitos, com receitas crescendo 15,2% A/A organicamente (+43,3% A/A considerando aquisições). A margem EBITDA cresceu 4,1 p.p. A/A impulsionada principalmente por sinergias de aquisições recentes, mostrando o potencial dos portfólios das marcas adquiridas. As despesas financeiras líquidas foram um grande detrator para o lucro, já que a empresa possui uma dívida líquida de 6,7x o valor de um ano antes. Embora abaixo do esperado, consideramos os resultados positivos e esperamos que o desempenho operacional melhore ainda mais no 1T22.

Irani (RANI3): a Irani reportou mais um conjunto de bons resultados, em linha com nossas estimativas. O EBITDA foi de R$ 134 milhões e ficou em linha com nossas estimativas (-4% T/T, +115% A/A), com margem EBITDA de 32% (estável no trimestre). Os principais destaques foram o menor custo por tonelada, volumes de papel acima do esperado e menores volumes de resina. Mantemos nossa recomendação Neutra para Irani, com preço alvo de R$8,0 por ação.

Klabin (KLBN11): A Klabin reportou mais um conjunto de bons resultados, em linha com nossas estimativas. O EBITDA recorrente foi de R$ 1.884 milhões e ficou em linha com nossas estimativas, queda de 2% no trimestre (T/T) e alta de 44% ano contra ano (A/A), com margem EBITDA de 41% (-3p.p. T/T). Os principais destaques positivos foram preços realizados mais altos em diversos produtos e melhor mix de vendas de celulose. Por outro lado, os custos de celulose aumentaram 14% T/T, enquanto as despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) subiram 16% A/A, em razão da incorporação da IP. Mantemos nossa recomendação de Compra (preço-alvo de R$31,2/ação).

Localiza (RENT3): A Localiza apresentou resultados fortes no 4T21 (em linha com nossas expectativas e do mercado), com lucro líquido de R$ 442 milhões (+10% A/A). Os principais pontos positivos foram: (i) forte desempenho do EBITDA de Rent-a-Car (RaC) (+48% A/A e 40% T/T) baseado em volumes, tarifas e margem sequencialmente melhores; e (ii) Seminovos continuamente forte (~25% de margem bruta e ~14% de margem EBITDA) apesar de apenas ~15,5 mil carros vendidos no trimestre (-51% A/A e -28% T/T). Do lado negativo, observamos o ambiente de compra de carros ainda prejudicado, causando custos de manutenção acima do ideal relacionados a uma frota mais envelhecida e impactando negativamente a margem EBITDA das divisões de aluguel. Reiteramos nossa visão positiva e recomendação de Compra para a Localiza.

Omega (MEGA3): Os resultados ficaram abaixo de nossas expectativas principalmente devido às más condições meteorológicas que implicaram em menor incidência de ventos e solar durante o trimestre. Do lado positivo, a hidrologia foi boa e compensou parcialmente os resultados. Mantemos a Omega Energia como nossa top-pick com um preço-alvo de R$ 17/ação. O EBITDA (ajustado pelas participações minoritárias) foi de R$ 406,4 milhões, menor em 22% em relação à nossa estimativa de R$ 523,1 milhões. Os resultados ficaram abaixo do guidance da companhia e podem ser explicados pelo menor resultado operacional.

Pão de Açúcar (PCAR3): O GPA reportou resultados do 4T21 em linha com nossas estimativas, com margens pressionadas pela liquidação do Extra. No entanto, a companhia abriu a performance do novo GPA Brasil (excl. Hiper e farmácias), que superou seus pares, com vendas mesmas lojas em +2,3% A/A e margem EBITDA em 8,4%. A receita líquida consolidada subiu 7% A/A e o EBITDA ajustado caiu 10% A/A, por conta dos resultados das operações descontinuadas (Extra Hiper e farmácias), enquanto o lucro líquido veio bastante acima das estimativas por conta de efeitos positivos não recorrentes.

Pague Menos (PGMN3): A Pague Menos (PGMN3) reportou resultados em linha com o esperado, com o crescimento de receita bruta de +6% A/A, suportado pela performance de vendas mesmas lojas maduras (SSS) de +4,1% (vs. XPe em +1,9%), enquanto pressões inflacionárias e despesas de lojas pré-operacionais pressionaram a margem EBITDA (ex-IFRS) em 1,1p.p A/A. Mantemos recomendação de Compra e preço alvo de R$13,0 por ação. A companhia apresentou um crescimento de receita bruta de +6% A/A no trimestre, em linha com as nossas estimativas, suportadas pelo crescimento de SSS de +4,3% (maduras em 4,1%), refletindo ganhos de produtividade e melhorias no sortimento médio por loja. Em relação à rentabilidade, a margem bruta apresentou expansão de 0,3p.p A/A, decorrente de iniciativas internas (vendor management e menor nível de perda de estoques) e um impacto positivo de mix de vendas (maior participação de genéricos, serviços e marca própria) mais que compensando uma estratégia promocional mais agressiva no digital e em parcerias com convênios. Por outro lado, a margem EBITDA apresentou queda de 1,1p.p A/A, reflexo de pressões inflacionárias em despesas operacionais, aceleração do ritmo de expansão de lojas e crescimento dos canais digitais. Por fim, a companhia reportou um lucro líquido de R$26mi, em linha com o esperado.

RaiaDrogasil (RADL3): A RD reportou resultados mistos, com a receita bruta em linha com as nossas estimativas, suportadas pela sólida performance de vendas mesmas lojas maduras (SSS) em +9,1% (vs. XPe em +7%), enquanto pressões inflacionárias e contínuos investimentos na sua transformação digital pressionaram a margem EBITDA em 0,8p.p A/A. O destaque positivo do resultado foi o crescimento de receita, em +17% A/A, impulsionado pela abertura bruta de 240 lojas no ano e pela sólida performance de vendas mesmas lojas (SSS) em 11,5%, ou lojas maduras +9,1% (vs. XPe em +7%). Em relação à rentabilidade, apesar da expansão da margem bruta (+0,6p.p A/A) por conta do ganho inflacionário dos estoques e pela política comercial, a queda de margem EBITDA foi o ponto negativo do resultando, caindo 0,8p.p A/A por conta de pressões inflacionárias principalmente em despesas operacionais, além da continuidade de investimentos na transformação digital da companhia. O lucro líquido foi de R$187milhões, praticamente em linha com nossas estimativas devido a um impacto positivo não recorrente de incentivos fiscais.

São Martinho (SMTO3): A São Martinho apresentou bons números no 3T22 (ano-fiscal 4T21), com preços mais altos no etanol (+76,9% A/A) e no açúcar (+30,9%) como os principais destaques, enquanto a produtividade agrícola foi menor (-11,6%) devido à seca, geadas e incêndios e os custos aumentaram em média 20,3%. A Receita Líquida foi de R$ 1,53bi (+26% A/A e -8% vs. XPe), com Lucro Bruto de R$ 635,1mi (+37% A/A e -14% vs. XPe), mas aumento de 48% A/A no EBIT para R$ 556,2mi e margem de 36,3%, confirmando um trimestre forte após um ano desafiador. Para 2022/23, apesar da crescente pressão de custos, os preços mais altos já travados para o açúcar devem ajudar a compensar, enquanto o mercado de etanol está mais lucrativo, mas também com maiores incertezas. Continuamos otimistas com a SMTO e reforçamos nossa recomendação de Compra com preço-alvo de R$ 42,8/ação.

Taesa (TAEE11): Temos uma avaliação positiva dos resultados da Taesa no 4T21, apesar do EBITDA Ajustado ter vindo em linha com nossas estimativas e com o consenso de mercado, o desempenho de 2021 foi impressionante na comparação anual, principalmente devido aos reajustes inflacionários da RAP e a entrada em operação da Janaúba. Embora tenhamos uma visão positiva da estabilidade do segmento de transmissão, com base em uma estrutura de receita fixa, vemos as ações como devidamente precificadas. A Taesa reportou um EBITDA Ajustado (incluindo equivalência patrimonial, consistente com nossa metodologia para fins de comparação) de R$ 472,9 milhões, em linha (+4,0%) com nossa estimativa de R$ 454,9 milhões e com o consenso de mercado de R$ 453,6 milhões. O Lucro Líquido foi de R$ 105,5 milhões, abaixo da nossa estimativa de R$ 210,1 milhões, refletindo principalmente uma equivalência patrimonial abaixo do esperado e despesas financeiras acima do esperado. Mantemos nossa recomendação Neutra na TAESA, com preço alvo de R$ 39/unit.

Usiminas (USIM5): A Usiminas reportou seus resultados trimestrais em linha com o consenso do mercado, mas mostrando uma tendência de queda nas margens. O EBITDA Ajustado Recorrente foi de R$ 1.839 milhões (-38% T/T, +26% A/A), com margem EBITDA de 23% (queda de 10 p.p. no trimestre). Os principais destaques foram: (i) menores volumes na siderurgia; (ii) maior custo caixa por tonelada de aço em razão da menor alavancagem operacional e maiores custos de carvão (iii) maiores volumes de minério de ferro com baixos preços realizados. A Usiminas reportou um EBITDA Ajustado de 2.458 milhões no trimestre, porém este número inclui um ganho não recorrente de R$ 619 milhões em créditos tributários e reversões de provisão de fundos de pensão. Excluindo este efeito, temos um EBITDA Recorrente Ajustado de R$ 1.839 milhões. Mantemos nossa recomendação Neutra (preço-alvo de R$15,5/ação).

Vale (VALE3): A Vale (VALE3) reportou resultados operacionais piores do que o esperado no quarto trimestre de 2021. O EBITDA ajustado (exclui despesas de doações de Brumadinho e Covid-19) em US$ 6,9 bilhões ficou em linha com nossas estimativas e consenso. Os destaques (negativos) foram: (i) geração de caixa abaixo do esperado, negativa em US$ 175 milhões, em função do aumento do capital de giro, CAPEX, pagamentos de Brumadinho e outros; e (ii) a nova rodada de provisões relacionadas à descaracterização de barragens de US$ 2,1 bilhões. Vemos esses resultados como ligeiramente negativos, pois o EBITDA recorrente ficou em linha com nossas estimativas, no entanto as provisões mais altas e a geração de caixa mais fraca foram decepcionantes. Mantemos nossa recomendação de Compra no nome

Vamos (VAMO3): A Vamos apresentou números fortes para o 4T21, com lucro líquido atingindo R$117 milhões (+94% A/A), em linha com nossas estimativas. Destacamos: (i) a continuidade do forte momento operacional da divisão de locação, com receita de ~R$255 milhões +52% A/A e +11% T/T (frota total no final de período de 26,4 mil ativos +30% T/T [+16% orgânico]), acompanhada de forte rentabilidade (margem EBITDA de 81,0% +11,5pp A/A e +1,0pp T/T); (ii) o faturamento das concessionárias cresceu 150% A/A, parcialmente inorgânico (-9% T/T) com margem EBITDA estável de 9,6% A/A (-2p.p. T/T). Reiteramos nossa visão positiva sobre a Vamos (top-pick no setor de Transportes), baseada em sua liderança em um mercado ainda pouco explorado de locação de caminhões no Brasil (garantindo a ela poder de precificação, o que vemos como importante no atual ambiente inflacionário).

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O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto. O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.

A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


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