A semana na Renda Fixa (20/09 a 24/09)

Acompanhe os principais movimentos da semana no mercado de renda fixa e o que esperar para a semana que se inicia.


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Resumo: Em semana de decisão do Copom, as taxas futuras de juros fecharam em leve baixa frente a semana anterior, mesmo com a divulgação do IPCA-15 de setembro no teto das projeções dos agentes de mercado. Enquanto isso, as taxas dos títulos do Tesouro indexados à inflação (NTN-B), que representam as expectativas para o juro real, encerraram em leve alta.

As curvas de spreads das debêntures classificadas com ratings “AAA”, “AA” e “A” seguiram com a trajetória de fechamento observada nas últimas semanas.

Na semana que vem, os mercados seguirão monitorando de perto os desdobramentos da Evergrande. No Brasil, a discussão segue na política monetária, com a ata da última reunião do Copom na terça e o Relatório Trimestral de Inflação do BC na quinta.

Cenário macroeconômico

No cenário internacional, os destaques foram a reunião política monetária nos EUA, onde o banco central americano sinalizou a possibilidade de alta nos juros em 2022, e as incertezas vindas da gigante chinesa do setor imobiliário Evergrande, que está com dificuldades de honrar seus compromissos de curto prazo. A empresa tem dívidas em torno de 300 bilhões de dólares.

No Brasil, a questão orçamentária segue em pauta, após reunião do ministro Paulo Guedes com os presidentes da Câmara e Senado. Destaque também para a elevação de juros pelo Banco Central, para 6,25%, e para a inflação do IPCA-15, que voltou a dois dígitos.

Leia tudo o que aconteceu na semana em economia.

Juros

Em semana de decisão do Copom, as taxas futuras de juros fecharam em leve baixa frente a semana anterior, mesmo com a divulgação do IPCA-15 de setembro no teto das projeções dos agentes de mercado. Apesar da abertura das taxas na quinta e na sexta-feira, prevaleceu o movimento de fechamento no início da semana direcionado pelos indícios de redução das políticas estimulativas dos Bancos Centrais ao redor do globo.

Enquanto isso, as taxas dos títulos do Tesouro indexados à inflação (NTN-B), que representam as expectativas para o juro real, encerraram em leve alta.

O mercado espera Selic de 8,37% ao fim de 2021 (ante 8,51% na sexta feira anterior), 10,07% em 2022 (vs. 10,25%), 10,81% em 2023 (vs. 11,03%) e 10,81% (vs. 11,04%) em 2024. Quanto à inflação, é esperado 8,97% em 2021 (contra 8,80% na última semana), 4,73% em 2022 (vs. 4,80%), 5,45% em 2023 (vs. 5,53%) e 5,72% em 2024 (vs. 5,80%).

Fonte: Bloomberg, XP.

Títulos públicos

Mercado primário (leilões)

Para mais informações sobre o funcionamento de leilões de títulos públicos, clique aqui.

Leilão do dia 21/09 – NTN-B

O Tesouro Nacional ofertou 2,5 milhão de Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-Bs) no leilão da última terça-feira (21), ante 1,15 milhão de títulos do leilão anterior. Os lotes foram postos em sua integralidade no mercado, com giro financeiro de R$ 10 bilhões, superior ao volume de R$ 4,5 bilhões do último leilão.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

Leilão do dia 23/09 – LTN, NTN-F e LFT

No leilão da quinta feira (23), o TN aumentou a oferta de Letras do Tesouro Nacional (LTN) de 7 milhões na semana anterior para 10 milhões e Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F) de 300 mil para 650 mil. Por outro lado, reduziu a oferta de Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) de 1,5 milhão para para 1 milhão.

O TN vendeu a oferta total dos lotes. O giro financeiro somou R$ 20,5 bilhões, ante R$ 22,4 bilhões na última semana.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

As LTNs e NTN-Fs são ofertadas em lotes individuais, enquanto as LFTs são ofertadas em leilão híbrido, com vencimentos em lotes agrupados (ou seja, soma-se o volume colocado nos dois vértices ofertados de LFT). Entenda mais sobre o funcionamento dos leiloes de títulos públicos.

Mercado Secundário

Dado o porte dos leilões e a absorção dos lotes em suas integralidades, houve maior fluxo no secundário dos papéis ofertados, com destaque para as NTN-Bs com vencimento em 2026 e 2055, LTNs com vencimento em 2023 e NTN-Fs 2031.

Destaca-se na semana um maior fluxo vendedor de NTN-Bs, em razão de saques em fundos referenciados ao Índice IMA e menor inflação implícita.

O IMA-B representa a evolução, a preços de mercado, da carteira de títulos públicos indexados ao IPCA (NTN-B). O IRF-M representa a evolução, a preços de mercado, da carteira de títulos públicos prefixados (LTN e NTN-F). Ambos são calculados pela Anbima.

Fonte: Economatica. Elaboração: XP.

Tesouro Direto

O preço dos títulos sobe quando a expectativa de juro futuro cai (e vice-versa) devido à relação inversa entre os dois. Esse mecanismo que mostra o efeito dos juros sobre preços é a marcação a mercado. Entenda mais aqui.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

Crédito Privado

Fluxo

Na última semana, o fluxo médio diário de negociações em debêntures não incentivadas foi de R$ 801 milhões (ante R$ 695 milhões na semana anterior), R$ 438 milhões em debêntures incentivadas (vs. R$ 429 milhões), R$ 196 milhões em CRAs (vs. R$ 204 milhões) e R$ 318 milhões em CRIs (vs. R$ 142 milhões).

Os papeis mais negociados por classe de ativos foram debêntures AEGEA Saneamento e ISA CTEEP, CRI Vinci Logística Habitasec e CRA BRF.

Como não são disponibilizados a tempo da publicação do relatório, os dados desta sexta-feira não são considerados e podem alterar o apresentado. Para trazer uma aproximação do resultado em cinco dias, os dados abrangem desde a sexta-feira da semana anterior até a quinta-feira da semana corrente.

Fonte: Anbima e Cetip. Elaboração: XP.

Spreads de crédito

As curvas de spreads das debêntures classificadas com ratings “AAA”, “AA” e “A” seguiram com a trajetória de fechamento observada nas últimas semanas.

Assim como nos dados de fluxo, os números da sexta-feira para os spreads de crédito também não são considerados e podem alterar o apresentado.

As curvas são extraídas a partir de debêntures precificadas diariamente pela ANBIMA (DI Percentual, DI+spread e IPCA+spread) e refletem estruturas de spread zero-cupom sobre a curva soberana para diferentes níveis de risco.

Fonte: Anbima. Elaboração: XP.

Ações de rating

Ratings são notas atribuídas por agências classificadoras de risco de crédito que podem impactar diretamente seus investimentos em Renda Fixa. Entenda mais aqui.

Fonte: Fitch Ratings e Moody’s. Elaboração: XP.

Para os relatórios publicados durante a semana, dirija-se ao final do relatório.

O que esperar – Semana de 27/09 a 01/10

Agenda econômica

Na semana que vem, os mercados seguirão monitorando de perto os desdobramentos da Evergrande. No Brasil, a discussão segue na política monetária, com a ata da última reunião do Copom na terça e o Relatório Trimestral de Inflação do BC na quinta.

Acesse aqui o Boletim Focus do dia 24/09 (disponível a partir de segunda-feira)

Leilões do Tesouro Nacional

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

Vencimentos de debêntures da próxima semana

Fonte: Anbima. Elaboração: XP.

Relatórios publicados na semana de 20/09 a 24/09

Renda Fixa

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