IBOVESPA -0,86% | 180.342 Pontos
CÂMBIO +0,01% | 4,89/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em queda de 0,9%, aos 180.342 pontos, em uma sessão de maior aversão a risco, pressionada pelas tensões persistentes no Oriente Médio e por dados de inflação mais fortes no Brasil e nos EUA, o que pesou especialmente sobre as ações mais sensíveis a juros.
Braskem (BRKM5, +29,0%) registrou sua melhor sessão desde maio de 2023, após um banco de investimentos elevar a recomendação do papel. Na ponta negativa, Natura (NATU3, -5,6%) recuou após divulgar resultados do 1T26 abaixo do esperado.
Na agenda desta quarta-feira, o destaque macro fica para a divulgação do PPI nos EUA e do PIB do primeiro trimestre da Zona do Euro. No micro, o mercado acompanha os resultados de Banco do Brasil, Boa Safra, Braskem, CSN Mineração, CSN, Eneva, entre outros.
Renda Fixa
Os juros futuros avançaram na terça-feira, em meio à escalada das tensões entre EUA e Irã, petróleo Brent em alta de cerca de 4% a US$ 107,77 e dados de inflação mais fortes no núcleo tanto nos EUA (CPI) quanto no Brasil, aumentando a percepção de que o aperto monetário pode durar mais tempo. Nos EUA, a T-note de 2 anos encerrou em 3,99% (+4 bps), a T-note de 10 anos em 4,46% (+5 bps) e o T-bond de 30 anos em 5,03% (+5 bps). No Brasil, a curva de DIs teve ganho de inclinação, com o DI jan/27 fechando em 14,12% (+1 bp), o DI jan/29 em 13,75% (+5 bps) e o DI jan/31 em 13,82% (+5 bps).
Mercados globais
Nessa quarta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,7%), com investidores aguardando a divulgação do PPI de abril após o CPI vir acima do esperado no dia anterior. O mercado segue sustentado pela tese de inteligência artificial e pela resiliência dos lucros corporativos. O movimento recente, contudo, continua condicionado às tensões no Oriente Médio, após Donald Trump voltar a endurecer o discurso contra o Irã e classificar o cessar-fogo como “extremamente frágil”.
Na Europa, as bolsas operavam em alta (Stoxx 600: +0,4%) após a forte aversão a risco observada na sessão anterior, enquanto os yields dos gilts britânicos recuavam diante de uma estabilização parcial do cenário político no Reino Unido. O primeiro-ministro Keir Starmer rejeitou novamente especulações sobre sua saída, tentando conter a pressão interna após o mau desempenho eleitoral do Partido Trabalhista.
Na China, os mercados fecharam em alta (CSI 300: +1,0%; HSI: +0,2%), com investidores avaliando perspectivas para comércio global e possíveis negociações geopolíticas envolvendo Oriente Médio e tarifas comerciais. No restante da Ásia, os mercados fecharam sem direção única, refletindo o impacto combinado da inflação mais forte nos EUA, das tensões envolvendo Irã e EUA e das expectativas em torno do encontro entre Trump e Xi Jinping, previsto para os próximos dias.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de terça‑feira com queda marginal de 0,09%, aos 3.865,24 pontos, dando continuidade ao movimento de correção observado no pregão anterior, em uma sessão marcada pela divulgação de dados de inflação e pela piora do cenário geopolítico, à medida que os juros avançaram.
Entre os segmentos, os FIIs de Tijolo fecharam praticamente estáveis, com variação de 0,00%. Os fundos de Shoppings foram o destaque positivo, com alta de 0,73%, enquanto Lajes Corporativas recuaram 0,80% e Ativos Logísticos cederam 0,14%. Os Fundos de Recebíveis, principal componente do índice, registraram queda de 0,10%, reforçando seu perfil mais defensivo e menos volátil em relação aos segmentos de tijolo. Os Fundos de Fundos apresentaram a maior queda do dia, com recuo de 1,57%, enquanto os Híbridos caíram 0,28%.
Nos destaques individuais, o VGHF11 liderou as altas, com valorização de 2,7%, em movimento de recuperação parcial após a forte queda de 7,1% no pregão anterior, seguido por RZTR11 (+2,2%) e BRCO11 (+2,0%). Entre as maiores quedas, o CACR11 recuou mais 5,0%, acumulando desvalorização superior a 55% desde o anúncio da suspensão de dividendos. O HFOF11 cedeu 3,0% e o VILG11 encerrou o pregão com queda de 2,9%.
Economia
Nos Estados Unidos, o CPI de abril acelerou para 3,8% em 12 meses — o maior patamar desde maio de 2023 —, puxado principalmente pelos preços de energia em meio à guerra no Oriente Médio. O resultado praticamente eliminou as apostas de corte de juros pelo Fed em 2026, com contratos futuros passando a precificar alguma probabilidade de alta. Paralelamente, o Senado americano confirmou Kevin Warsh como membro do conselho de governadores do Fed, com votação para presidente do banco central prevista para hoje.
No Brasil, o IPCA de abril avançou 0,67%, em linha com as expectativas, mas com composição ligeiramente pior do que o esperado. Serviços subjacentes e alimentos surpreenderam para cima. Mantemos nossa projeção de IPCA em 5,3% para 2026 e esperamos cortes de 0,25 p.p. nas próximas reuniões do Copom, levando a Selic a 13,75%.
Na agenda de hoje, destaque para o PPI de abril nos EUA e para a Pesquisa Mensal do Comércio de março no Brasil, na qual esperamos alta de 0,2% para o varejo restrito e estabilidade (0,0%) para o ampliado.
Veja todos os detalhes
Economia
IPCA de abril apresenta composição preocupante; CPI dos EUA acelera para maior nível em quase três anos
- Nos Estados Unidos, o CPI de abril avançou 0,6% em relação a março, levando a inflação acumulada em 12 meses a 3,8% — o maior patamar desde maio de 2023, e 0,1 p.p. acima do consenso de mercado. A energia respondeu por mais de 40% da variação mensal, com gasolina subindo 28,4% em base anual, reflexo direto do choque de petróleo decorrente do fechamento do Estreito de Ormuz. O núcleo da inflação (excluindo energia e alimentos) avançou 0,4% no mês e 2,8% no acumulado em 12 meses — patamar que, embora mais moderado, permanece bem acima da meta de 2% do Fed. Diante do resultado, as expectativas de corte de juros continuam a recuar: contratos futuros praticamente não precificam mais nenhuma redução em 2026, e há até precificação de alguma probabilidade de alta de juros;
- Ainda nos Estados Unidos, o Senado confirmou Kevin Warsh como membro do conselho de governadores do Fed em votação de 51 a 45 — com apenas um democrata, John Fetterman, cruzando linhas partidárias. Uma votação separada para confirmar Warsh como presidente do Fed está prevista para hoje, véspera do encerramento do mandato de Jerome Powell no cargo. Powell declarou que permanecerá como governador após deixar a presidência. Warsh assumiria o Fed em um momento particularmente desafiador: inflação no maior nível em quase três anos, juros elevados e um ambiente de incerteza geopolítica intensa;
- Trump inicia hoje sua visita de estado à China, onde se encontrará com Xi Jinping nos dias 14 e 15 de maio. A agenda abrange comércio, tecnologia, minerais estratégicos, Taiwan, inteligência artificial e a guerra no Oriente Médio. Os EUA buscarão pressionar a China a usar sua influência sobre o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, enquanto Pequim deve priorizar estabilidade bilateral e avanços econômicos concretos. Analistas mantêm expectativas baixas para entregas substantivas, mas avaliam que a reunião tem potencial para reduzir riscos de escalada em múltiplas frentes;
- No Brasil, o IPCA de abril avançou 0,67% em relação a março, em linha com nossa projeção (0,67%) e praticamente em linha com o consenso de mercado (0,68%). A inflação acumulada em 12 meses subiu de 4,14% para 4,39%. A composição foi ligeiramente pior do que o esperado: a inflação de serviços subjacentes acelerou para 0,52% no mês, com a tendência de curto prazo (3M SAAR) subindo de 5,4% para 6,0%. Os preços de alimentos no domicílio surpreenderam para cima (1,64% vs. 1,35% esperado), e o cenário de curto prazo para esse grupo segue pressionado. Os dois principais vetores de desinflação do ano passado — alimentos e bens industrializados — deixaram de contribuir para o processo de moderação dos preços. Mantemos nossa projeção de IPCA em 5,3% para 2026 e 4,0% para 2027. Em termos de política monetária, esperamos cortes de 0,25 p.p. nas próximas reuniões do Copom, levando a Selic a 13,75%;
- Na agenda de hoje, destaque para o PPI de abril nos Estados Unidos, indicador antecedente de pressões inflacionárias ao consumidor — dado que ganha relevância adicional no contexto de choque de custos de energia. No Brasil, será divulgada a Pesquisa Mensal do Comércio de março. Projetamos alta de 0,2% para o varejo restrito e estabilidade (0,0%) para o varejo ampliado, ambos em relação a fevereiro.
Empresas
MRV (MRVE3): Venda de ativo com impacto positivo a um cap rate atrativo
- A MRV reportou resultados fracos no 1T26, em função de um resultado abaixo do esperado. As receitas líquidas da MRV&Co cresceram 22% A/A, enquanto a margem bruta consolidada permaneceu praticamente estável em 28,7% (+0,8 p.p. A/A). A MRV Inc. reportou lucro líquido ajustado de R$ 133 milhões. Em contrapartida, a Resia reportou prejuízo líquido acima do esperado, de –R$ 120 milhões, versus nossa expectativa de –R$ 54 milhões;• Como resultado, o prejuízo líquido ajustado consolidado foi de –R$ 14 milhões, bem abaixo da nossa projeção de +R$ 65 milhões. Acreditamos que a recuperação da ação ainda depende de um menor custo de capital e de menor volume de venda de recebíveis, e avaliamos que o papel pode reagir negativamente em função do resultado abaixo do esperado e da queima de caixa prolongada;
- Reiteramos nossa recomendação de Compra, baseada em valuation, embora a companhia ainda precise entregar melhora em sua execução;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Direcional (DIRR3): Trimestre recorrente forte, impulsionado pela resiliência das margens
- A Direcional apresentou resultados sólidos no 1T26, amplamente em linha com as nossas expectativas. Os principais destaques incluem: (i) receita líquida de R$ 1,16 bilhão (+30% A/A), ligeiramente abaixo das nossas estimativas, impulsionada por forte reconhecimento de backlog; (ii) margem bruta de 40,7%, acima da XPe, com margem bruta ajustada atingindo novo recorde de 42,9%; (iii) margem de backlog saudável de 44,4%, estável T/T, sustentando a rentabilidade à frente; e (iv) EBITDA de R$ 302 milhões (+41% A/A), 1% acima da XPe, apoiado pelo desempenho das margens, apesar de SG&A acima do esperado;
- O lucro líquido ajustado atingiu R$ 201 milhões (+27% A/A), o que implica um ROE anualizado sólido de 38%, mesmo com maior participação de minoritários, enquanto a dívida líquida/PL permaneceu confortável em 24%;
- De forma geral, avaliamos os resultados como sólidos e amplamente em linha com nossas projeções. Reiteramos recomendação de Compra;
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JBS (JBSS32) | Acerto no alvo — mas não onde o mercado esperava
- A JBS apresentou resultados amplamente em linha com nossas estimativas no nível de P&L, embora ~8% abaixo do consenso;
- O EBITDA ajustado IFRS atingiu BRL 6,0 bi (+1% vs. XPe), versus consenso de ~BRL 6,5 bi, enquanto o EBITDA ajustado US GAAP ficou em USD 916 mi, praticamente em linha com nossa estimativa de USD 913 mi (incluindo USD 24,6 mi em ajustes relacionados a litígios, majoritariamente associados ao acordo do PPC previamente reportado). O principal ponto negativo foi a geração de caixa;
- A JBS reportou um consumo de caixa de USD 1,5 bi no trimestre, materialmente pior que nossa estimativa de USD 731 mi, impulsionado principalmente por maior consumo de capital de giro do que o esperado (USD 682 mi acima de XPe), além de despesas financeiras e de arrendamento em caixa mais elevadas (USD 59 mi acima do nosso forecast);
- O lucro líquido veio acima das nossas estimativas, embora o beat tenha sido amplamente explicado por receitas financeiras não caixa;
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Brisanet (BRST3): Operacional em linha, com melhor resultado final e margens ainda sob pressão
- A Brisanet reportou um 1T26 amplamente em linha operacionalmente, com receita e EBITDA ajustado próximos às nossas estimativas, enquanto o lucro líquido veio acima da XPe;
- A receita líquida atingiu R$ 454 milhões (+16% A/A), impulsionada pelo crescimento da base de clientes em banda larga e móvel, que alcançou 954 mil assinantes;
- O EBITDA ajustado foi de R$ 192 milhões (+11% A/A);
- A margem de EBITDA ajustado atingiu 42%, com contração de 200 bps A/A devido à expansão do móvel;
- O lucro líquido atingiu R$ 19 milhões, R$ 14 milhões acima da nossa estimativa, principalmente devido a melhores despesas de D&A. ND/LTM EBITDA atingiu 2,24x (vs. 2,21x no 4T25);
- No geral, os resultados foram razoáveis: a execução permanece sólida, mas a tese de investimento ainda depende da maturação do móvel, recuperação gradual de margens e uma trajetória mais clara de desalavancagem ao longo do tempo;
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Bemobi (BMOB3): Surpresa positiva sólida, com pagamentos e SaaS impulsionando o crescimento
- A Bemobi reportou resultados fortes no 1T26, acima das nossas estimativas nas principais linhas;
- A receita líquida atingiu R$ 222 milhões (+33% A/A), 4% acima da XPe, sustentada por crescimento orgânico de 20% e pela consolidação da Paytime;
- Pagamentos e SaaS foram novamente os principais motores e cresceram 41% e 25% A/A organicamente, respectivamente, representando agora ~70% das receitas;
- O EBITDA ajustado atingiu R$ 75 milhões (+32% A/A), 6% acima da XPe, com margem de 33,6%, 61 bps acima da nossa estimativa, apesar do perfil de rentabilidade mais baixo da Paytime e dos investimentos contínuos em tecnologia, IA e pessoal;
- O lucro líquido ajustado atingiu R$ 37 milhões (+21% A/A), também acima da XPe;
- No geral, vemos o trimestre como positivo, reforçando a execução consistente da Bemobi, a melhora no mix de negócios e o posicionamento de longo prazo em pagamentos digitais recorrentes;
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Cury (CURY3): Cury entrega resultados fortes, com ROE elevado e dividendos atrativos
- A Cury apresentou resultados mais fortes no 1T26, acima das nossas expectativas elevadas. A receita líquida aumentou para R$ 1,6 bilhão, alta de +33% A/A, acima das nossas estimativas e do consenso. A margem bruta recuou para 39,0% (–130 bps T/T e +10 bps vs. XPe), enquanto as margens de backlog permaneceram quase estáveis em 42,9% (–40 bps T/T), refletindo ajustes de custos de frete e o aumento da mão de obra após reajustes anuais;
- O EBITDA veio 12% acima das nossas estimativas e 10% acima do consenso, explicado por menores despesas operacionais, que totalizaram 14% da receita líquida (–210 bps vs. XPe). O lucro líquido atingiu R$ 303 milhões, alta de +42% A/A e +4% vs. XPe, levando a um ROE LTM forte de 79,5% (+12,0 p.p. A/A). A companhia também distribuiu R$ 160 milhões em dividendos (~1,7% de yield), sustentados por forte geração de caixa;
- Reiteramos a Cury como nossa top pick e esperamos uma reação positiva das ações;
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PagBank (PAGS): Tendências em melhora compensadas por tração de lucros limitada
- Vemos o 1T26 do PagBank como um trimestre razoável, com sinais iniciais de melhora em fundamentos-chave ainda não totalmente refletidos na rentabilidade:
- O TPV atingiu R$128,2 bilhões (estável A/A), sugerindo que os volumes se estabilizaram e estão começando a se recuperar, embora ainda sem se traduzir em crescimento consistente.
- Além disso, yields controlados e disciplina de preços indicam um ambiente competitivo mais racional.
- Ao mesmo tempo, o custo de funding segue melhorando (APY em 83,9% do CDI, -2,9 p.p. T/T), e a disciplina de despesas permanece sólida, com Opex GAAP em R$1,3 bilhão (-2% A/A).
- No segmento de Banking, a carteira de crédito cresceu de forma robusta para R$5,0 bilhões (+8,8% A/A, no topo do guidance), sustentando a geração de receitas, ainda que com maior risco (+90 bps T/T no CoR).
- Dito isso, a pressão contínua em Payments e os custos de funding ainda elevados compensam essas melhorias, limitando a conversão em lucros.
- Como resultado, o Lucro Bruto totalizou R$1,9 bilhão (-8,2% T/T, +0,8% A/A; -2% vs. XPe), com a margem bruta recuando 310 bps A/A, enquanto o Lucro Líquido (GAAP) atingiu R$546 milhões (-13% T/T, +7% A/A; em linha com XPe), implicando um ROAE de 15,0% (+140 bps T/T).
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Sabesp (SBSP3) | AySA: Um ativo oculto à vista de todos
- À medida que as oportunidades de alocação de capital para a Sabesp ganham relevância, decidimos fazer um deep dive em uma oportunidade “oculta”: a privatização da AySA, concessão de água e esgoto de Buenos Aires;
- Estimamos que a AySA possa valer cerca de US$ 1,8 bilhão e que o potencial de criação de valor, assumindo um cheque de US$ 500 milhões pelos 90% atualmente detidos pelo governo, possa chegar a US$ 1,3 bilhão (algo próximo a 5% do valor de mercado da Sabesp);
- Os riscos (macro/jurisdicionais) são elevados e, portanto, exigem retornos acima da média de qualquer potencial comprador;
- Também atualizamos nossos números para Sabesp para incluir: resultados do 1T26, dados macro atualizados e a revisão tarifária concluída no fim do ano passado;
- Nosso novo preço-alvo passa a ser R$ 38,3/ação (vs. R$ 31,5/ação anteriormente), refletindo essas mudanças e nosso novo Ke real de 8,5% (antes 10%), já que acreditamos que a Sabesp tenderá a convergir gradualmente para o patamar de seus pares globais;
- Mantemos recomendação de compra;
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Desktop (DESK3): EBITDA em linha e melhora no FCF
- A Desktop reportou resultados melhores no 1T26, amplamente em linha com nossas estimativas;
- A receita líquida atingiu R$ 322 milhões (+9% A/A; +1% acima da XPe), enquanto o EBITDA ajustado totalizou R$ 175 milhões (+14% A/A; 1% acima da XPe);
- O lucro líquido ajustado foi de R$ 29 milhões, R$ 5 milhões abaixo da XPe. O CFO ajustado – Capex ajustado atingiu R$ 54 milhões, uma melhora relevante A/A;
- Além disso, a dívida líquida atingiu R$ 1,6 bilhão (+5% A/A), implicando 2,2x ND/EBITDA considerando o EBITDA anualizado pro forma, estável vs. 4T25 (2,2x);
- Não esperamos que os fundamentos por si só conduzam a ação no curto prazo;
- Em vez disso, esperamos que as ações da Desktop negociem cada vez mais ancoradas na dinâmica do deal;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- UE proíbe importação de carne e animais do Brasil por causa de antimicrobianos, diz agência (Globo Rural);
- CSN recebe ofertas para compra de sua divisão de cimento, dizem fontes (Valor Econômico);
- Na Azzas, o desconforto entre os sócios foi parar na Justiça (Brazil Journal);
- Moody’s Local Brasil eleva rating da Usiminas para AAA.br; perspectiva estável (Moody’s Local).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Estratégia
MSCI Brazil: Rebalanceamento de maio de 2026
- No dia 12 de maio, a MSCI anunciou sua próxima Revisão de Índices, com as alterações nos constituintes de seus índices globais entrando em vigor em 1º de junho.
- Para o índice MSCI Brazil, haverá duas inclusões: Aura Minerals (AUGO) e as ações ordinárias de Itaú Unibanco (ITUB3). Além disso, Totvs (TOTS3) será removida do portfólio.
- O peso de Nubank (NU) aumentou de 8,98% para 9,88%, potencialmente gerando fluxos de entrada entre 0,3 e 0,4 dias de seu ADTV de 3 meses. São esperados fluxos de saída para Weg (WEGE3) e Axia Energia (AXIA3).
- No índice MSCI Latin America, a chilena CMPC (CMPC) e a mexicana Grupo Comercial Chedraui (CHDRAUIB) serão removidas do portfólio.
- O peso das empresas brasileiras no Emerging Markets permaneceu inalterado em 4,88%. Os maiores aumentos foram observados em Taiwan (+30,1 bps), Coreia (+14,5 bps) e África do Sul (+6,2 bps), enquanto Malásia (-7,9 bps), China (-9,4 bps) e Indonésia (-22,6 bps) registraram as maiores quedas.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
- Link: https://researchxp1.s3.sa-east-1.amazonaws.com/XP+Equity+Strategy+Monthly+Chartbook+-+May+2026.pdf
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX fecha em leve queda de 0,09% (Suno Notícias);
- Como a XP ajudou a levar a indústria de FIIs a mais de R$ 70 bilhões de patrimônio (InfoMoney);
- Carrefour quer vender sua sede em São Paulo (Metro Quadrado);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- Reestruturação do índice MSCI deve atrair bilhões para outros mercados: A Goldman Sachs afirmou na quarta-feira que a mais recente reestruturação dos índices globais de ações da MSCI deverá atrair bilhões de dólares em investimentos para os mercados australiano, taiwanês e coreano, mas também provocar saídas de capital do Japão, Indonésia e Índia. (TradingView);
- After DRAM, Investors Want a Photonics ETF: Following the massive success of the DRAM ETF, which quickly gathered nearly $7 billion in assets, investors are now looking for a more targeted ETF exposure to the photonics segment tied to AI infrastructure, though current products have struggled to gain traction due to design issues and the lack of a clear “access gap” that previously drove demand. (etf.com);
- Bitcoin pode voltar aos US$ 100 mil com impulso de ETFs, dizem analistas: Analistas apontam que o bitcoin pode voltar aos US$ 100 mil sustentado por fortes fluxos para ETFs regulados, que já se tornaram o principal canal de demanda institucional, criando um suporte estrutural de compra e indicando maior maturidade do mercado de criptomoedas. (Bloomberg Linea);
- Roundhill fund becomes fastest-growing ETF ever as retail investors seek semiconductor exposure: Individual investors who can’t seem to get enough of the red-hot market for semiconductor stocks have made a five-week-old exchange-traded fund the most successful ETF launch in history, according to market data and analysts. (Reuters).
- Acesse o relatório completo aqui
ESG
Petrobras estuda participar do leilão de baterias no Brasil, afirma diretoria | Café com ESG, 13/05
- O mercado fechou o pregão de terça-feira em queda, com o IBOV e o ISE ambos recuando 0,86%;
- No Brasil, (i) a Petrobras avalia participar, em parceria com outros agentes, do leilão de baterias que o governo pretende realizar ainda este ano, segundo a diretora de Comercialização e Logística, Angélica Laureano – em contexto, a companhia tem avançado no plano de instalar baterias em refinarias como parte da estratégia de converter o acionamento de compressores e turbinas, hoje a gás natural, para energia elétrica, reduzindo assim a pegada de carbono das operações; e (ii) segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o banco está analisando atualmente 56 projetos relacionados a minerais críticos – com o objetivo de desenvolver esse setor no país, o BNDES prevê destinar cerca de R$ 50 bilhões em investimentos e crédito;
- Ainda no país, a ISA Energia acaba de instalar o primeiro reator de alta tensão a óleo vegetal (no lugar de óleo mineral, derivado de petróleo) da América Latina, desenvolvido pela Hitachi Energy e instalado na Subestação Bauru, no interior de São Paulo – a solução, que representa um marco para o setor elétrico rumo à descabonização, possui pegada de carbono menor e reduz em 11% as emissões totais do reator ao longo do ciclo de vida;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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