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Resumo da Semana | 06/05/22: Ibovespa fecha em queda de -2,5%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 29/04 a 06/05

Fonte: Bloomberg, XP Research

Ibovespa: -2,54% | 105.135 pontos

Em semana marcada pela intensa volatilidade para os mercados globais após a decisão da taxa de juros americana, o que inclui o Brasil, o Ibovespa encerrou em queda de -2,5% aos 105 mil pontos. Grande causador do aumento da volatilidade na semana, o Federal Reserve deu mais um passo em sua política de aperto monetário, ao subir a taxa de juros em 0,50 p.p. – superando a alta de 0,25 pp na reunião anterior – e sinalizar que o ciclo deve continuar nesse ritmo adiante. Além disso, o banco central americano afirmou que começará a redução de US$ 47,5 bilhões/mês do seu balanço patrimonial em junho, aumentando o ritmo após 3 meses para uma redução de US$ 95 bilhões/mês. Em coletiva de imprensa após o anúncio, o presidente do Fed, Jerome Powell, anulou especulações sobre um aperto monetário mais agressivo e esclareceu que o Fed não está considerando ativamente um aumento maior, de 75 pontos base. Antes mesmo do anúncio do aumento nos juros, o Título americano de 10 anos foi negociado acima de 3% já no início da semana, o nível mais alto desde 2018, antecipando a continuidade do ciclo de aperto monetário.

Nos dados econômicos americanos, as vagas de emprego nos EUA e o número de americanos que deixaram seus empregos em março subiram para recordes, indicando que os empregadores continuam lutando para reter e contratar trabalhadores. O número de posições disponíveis aumentou para 11,5 milhões no mês, acima dos 11,3 milhões em fevereiro, e superando os 11,2 milhões esperados pelo consenso. No relatório de emprego, conhecido como nonfarm payroll, foi constatada a criação líquida de 428 mil empregos em abril, número bem acima das 391 mil vagas esperadas pelo mercado. A taxa de desemprego permaneceu em 3,6% no mês, enquanto a remuneração média por hora subiu 0,3%, contra previsão de alta de 0,4%. Os dados destacaram os fortes fundamentos da economia norte-americana, apesar da contração do PIB no primeiro trimestre.

No Brasil, a semana foi marcada pelo anúncio do Banco Central de aumento da Selic em 1,0 ponto percentual, que passa a 12,75% ao ano, em linha com o esperado pelo mercado. Além disso, o BC indicou ser provável uma extensão do ciclo de alta dos juros com um ajuste de menor magnitude na próxima reunião, em junho, sem especificar se esse seria o último aumento da taxa. Ainda assim, a equipe de economia da XP mantém a projeção de 13,75% como taxa terminal, por acreditar que, como as perspectivas de inflação continuam desafiadoras, o Copom acabará optando por manter o ritmo de aumento em 1,0p.p. – ou mesmo fazer duas altas adicionais de 0,5p.p. No mercado de ações brasileiro, a temporada de resultados segue, com quase 60% do Ibovespa já com os resultados reportados. Destaque positivo para Petrobras, que reportou resultados fortes e dividendos altos, afastando o temor político e segurando parte das perdas do Ibovespa na semana.

Na China, o presidente Xi Jinping pediu para prosseguir com a política zero-Covid, além de afirmar que o país irá combater tudo que questionar a estratégia sanitária. A atividade do setor de serviços da China contraiu em abril no segundo ritmo mais forte já registrado, visto que as restrições mais rigorosas da Covid-19 pararam a indústria, levando a reduções mais acentuadas em novos negócios e empregos. O Índice de Gerentes de Compras, também conhecido como PMI, de serviços do Caixin caiu para 36,2 em abril, o segundo menor nível desde o início da pesquisa em novembro de 2005, de 42 em março. O dado continuou bem abaixo da marca de 50 que separa contração de expansão.


Perdeu algum resultado da semana? Confira abaixo os destaques

Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana com alta de +2,16% em relação ao Real, em R$ 5,08/US$. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou queda de -44bps na semana, atingindo 12,51%.

Fonte: Bloomberg, XP Research
Fonte: Bloomberg, XP Research

O que esperar para semana que vem?

No cenário internacional, o destaque será a inflação ao consumidor e produtor nos EUA e na China, referentes ao mês de abril. Além disso, também serão importantes os dados de setor externo e crédito na China e produção industrial na Europa.

No Brasil, os destaques serão a ata da última reunião do Copom, a inflação de abril (IPCA), as vendas no varejo (PMC) e volume de serviços (PMS) de março.

Ações

Atribuímos a alta das ações ao desempenho positivo do Brent e aos fortes resultados divulgados durante a semana. Além disso, o forte desempenho operacional permitiu que a companhia anunciasse a aprovação de mais uma rodada de distribuição de dividendos, de R$ 3,72/ação (11,3% dividend yield sobre PETR4).

Atribuímos o desempenho do papel na semana à divulgação de resultados positivos do 1T22, principalmente pela sinalização de melhora da rentabilidade A/A e T/T. Para ter mais detalhes, veja nossa opinião com mais detalhes no relatório (link).

A alta das ações reflete o anúncio de resultados melhores do que o esperado durante o primeiro trimestre, principalmente em relação à melhora do segmento de Papel e Embalagem, que apresentou um forte desempenho em todas as linhas e acima das nossas estimativas.

Atribuímos a alta das ações ao desempenho positivo do Brent e aos fortes resultados divulgados durante a semana. Além disso, o forte desempenho operacional permitiu que a companhia anunciasse a aprovação de mais uma rodada de distribuição de dividendos, de R$ 3,72/ação (11,3% dividend yield sobre PETR4).

Acreditamos que a alta das ações de Suzano seja reflexo do resultado operacional do 1T22 divulgado durante a semana.

Atribuímos o desempenho negativo da ação à uma leitura negativa por parte do mercado em relação aos resultados divulgados para o 1T22, com aumento dos níveis de alavancagem podendo implicar em maiores riscos para crescimento da companhia no curto-prazo – clique aqui para acessar nosso comentário completo.

Logo da Totvs

A queda das ações da companhia na semana refletem (i) resultados do primeiro trimestre de 2022 abaixo do esperado, principalmente no segmento de Techfin (clique aqui para conferir nossa visão sobre os resultados) e (ii) aumento da taxa juros de longo prazo, impactando negativamente ações do setor de tecnologia com duration alto.

Atribuímos a performance negativa de Marfrig à expectativa de uma queda nos resultados nas operações da America do Norte nos próximos trimestres, após atingirem níveis recordes em 2021. Além disso, também entendemos que o resultado negativo de BRF, da qual a Marfrig detém cerca de 33% do capital social, pesou na performance da ação, uma vez que levanta questionamentos sobre a alocação de capital da Marfrig e a tese de investimento na BRF.

Atribuímos a performance negativa das ações à maior aversão ao risco do mercado, que, por sua vez, estão saindo dos papéeis de growth e migrando para papéis de valor.

Sem notícias relevantes. Durante a semana, a Cosan, junto com a Raízen, anunciou a aquisição do negócio de lubrificantes da Shell Brasil, o que foi mal recebido pelo mercado, em razão dos múltiplos da operação.

Fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira

Nessa semana, o saldo acumulado da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi cerca de -R$ 5,7 bilhões*.

*Até dia 04/05/2022.

Fonte: Bloomberg, XP Research

Performance das Bolsas mundiais na semana

Fonte: Bloomberg, XP Research
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