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Copom decide juros hoje; saiba o que esperar

Negociações entre EUA e Irã e decisão de juros no Brasil são alguns dos temas de maior destaque nesta quarta-feira, 05/08/2026

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IBOVESPA -0,06% | 177.894 Pontos

CÂMBIO +0,65% | 5,10/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em queda de 0,1%, aos 177.894 pontos, apresentando um desempenho inferior aos mercados globais. Os investidores aguardam pela decisão do Copom após o fechamento do pregão de hoje e avaliam os balanços divulgados pelas empresas durante a temporada de resultados do 2º trimestre.

CSN (CSNA3, +6,2%), foi o destaque positivo do dia, apresentando uma recuperação parcial após a forte queda dos pregões anteriores. Já Marcopolo (POMO4, -10,4%) recuou, após a divulgação dos resultados do 2º trimestre da companhia.

Para o pregão de quarta-feira, Axia Energia, Bradesco, Copel, Totvs, Klabin, Engie Brasil, Smart Fit, Brava Energia, Auren e Vivara irão divulgar seus resultados do 2T26.

Renda Fixa

Os juros futuros fecharam a sessão de terça-feira com movimentos mistos. Nos EUA, o alívio nos preços do petróleo, diante de expectativas de reabertura do Estreito de Ormuz, favoreceu o recuo das Treasuries, com a T-note de 2 anos encerrando a 4,20% (-6bps), a T-note de 10 anos a 4,62% (-7bps) e o T-bond de 30 anos a 5,18% (-5bps). No Brasil, embora a queda da produção industrial e a melhora do cenário externo tenham sustentado a curva pela manhã, a percepção de risco fiscal e preocupações no campo diplomático levaram a uma abertura nos vértices mais longos, com o DI jan/27 fechando a 13,79% (-2bps), o DI jan/29 a 14,02% (+4bps) e o DI jan/31 a 14,21% (+2bps). As NTN-Bs apresentaram movimentos marginais, com a NTN-B 2029 encerrando a 8,24% (vs. 8,20%), a NTN-B 2035 a 8,09% (vs. 8,07%) e a NTN-B 2050 a 7,63% (vs. 7,65%).

Mercados globais

Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: +0,04%), estendendo o rali da véspera, quando o S&P 500 fechou acima de 7.700 pontos pela primeira vez, impulsionado pela expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Na Europa, o Stoxx 600 opera perto ao neutro e perto das máximas históricas, sustentado pelos setores de mineração, varejo e petróleo e gás. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta, na esteira da desescalada no Oriente Médio: o Kospi (Coreia) subiu 3,8% e o Nikkei 225 (Japão) avançou 0,9%, enquanto na China, o CSI 300 ganhou 1,2% e o Hang Seng subiu 0,2%.

O mercado acompanha a reação aos resultados da SpaceX, que recua mais de 8% no pré-mercado após reportar salto de seis vezes no capex trimestral, para US$ 18,4 bilhões, acima do esperado e majoritariamente direcionado a inteligência artificial, ofuscando um trimestre que superou as estimativas. Enquanto isso, a AMD cai 7% após reportar lucro ajustado apenas ligeiramente acima do consenso.

No mercado de commodities, o petróleo opera em leve alta, com o Brent subindo 0,8%, para US$ 80,04/barril, e o WTI avançando 0,3%, para US$ 76,03/barril, à medida que os investidores reavaliam o alcance das negociações entre Estados Unidos e Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, após declarações do secretário do Tesouro, Scott Bessent.

No radar macro, sai hoje o relatório da ADP de julho, para o qual o consenso espera 75 mil vagas, além do ISM de serviços. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com Disney, Eli Lilly e Uber divulgando ao longo do dia, e para o payroll de julho na sexta-feira.

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de terça-feira praticamente estável, aos 3.784,38 pontos.

No desempenho por segmento, os fundos de recebíveis lideraram os ganhos do dia, com valorização de 0,38%. Na outra ponta, os fundos híbridos recuaram 0,33%, enquanto os fundos de tijolo registraram queda de 0,23%, pressionados principalmente pelos segmentos de shoppings (-0,51%) e lajes corporativas (-0,35%). Os ativos logísticos apresentaram leve recuo de 0,03%, enquanto o segmento de multiestratégia/FOFs caiu 0,25%.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram MFII11 (+6,6%), LIFE11 (+2,3%) e RPRI11 (+1,8%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-9,3%), RBRP11 (-7,1%) e BROF11 (-3,4%).

Economia

Nos Estados Unidos, o déficit comercial diminuiu em junho e as vagas de emprego recuaram, mas a demanda doméstica e o mercado de trabalho seguem resilientes, mantendo o foco do Federal Reserve sobre a inflação. Ao mesmo tempo, as negociações para reabrir o Estreito de Ormuz elevaram as expectativas de normalização do fluxo global de petróleo, contribuindo para a queda das cotações da commodity.

PMIs de serviços mostram Europa se recuperando em julho, enquanto Japão desacelera sob pressão de custos elevados.

No Brasil, a produção industrial decepcionou em junho, reforçando sinais de desaceleração da atividade econômica e levando à revisão para baixo das estimativas de crescimento do PIB no segundo trimestre.

Na agenda, destaque para o ISM de Serviços e o Relatório ADP nos Estados Unidos. No Brasil, atenção para a decisão do Copom, para a qual esperamos um corte de 0,25 p.p. na taxa Selic.

Veja todos os detalhes

Economia

Indústria brasileira desacelera enquanto mercado acompanha Copom e negociações sobre Ormuz

  • O déficit comercial dos Estados Unidos diminuiu 5,6% em junho, para US$ 73,3 bilhões, refletindo uma queda mais intensa das importações do que das exportações. Apesar da melhora pontual, a demanda doméstica continua robusta, impulsionada pelo consumo e pelos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial, indicando que a contribuição negativa do setor externo para o crescimento deve persistir. No mercado de trabalho, as vagas em aberto medidas pelo relatório JOLTS recuaram para 7,36 milhões, abaixo das expectativas, mas o aumento das contratações e a estabilidade das demissões reforçaram a percepção de um mercado de trabalho ainda resiliente, em um ambiente descrito como de slow-hire, slow-fire, permitindo ao Federal Reserve manter o foco no combate à inflação;
  • As negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz avançaram, com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmando que um acordo poderá ser firmado nos próximos dias para restabelecer a livre circulação de navios pela região. O Catar, Omã e Paquistão seguem mediando as tratativas, embora o governo iraniano negue negociar diretamente com Washington. A expectativa de um entendimento reduziu o prêmio de risco geopolítico e provocou queda superior a 4% nas cotações do petróleo, ainda que permaneçam incertezas relevantes sobre a efetiva implementação de um acordo;
  • Em julho, o PMI de serviços mostrou trajetórias opostas entre as principais economias. O Japão recuou de 52,2 para 51,2 pontos, ainda em expansão, mas perdendo fôlego com custos elevados comprimindo margens. Já a Europa apresentou recuperação generalizada: Zona do Euro subiu a 51,7 (maior nível em 5 meses), Reino Unido a 52,1 (retornando ao terreno expansionista) e Alemanha a 49,8 (quase saindo da contração). O denominador comum segue sendo a persistência inflacionária sobre custos, forçando repasses de preços — especialmente no Japão. O PMI composto confirmou o movimento, com Zona do Euro (52), Reino Unido (52,2) e Alemanha (51,3) todos superando as prévias.
  • Os preços ao produtor industrial na Zona do Euro recuaram 0,3% em junho ante maio, primeira queda em quatro meses e em linha com as expectativas, após alta de 0,2% em maio. O movimento foi puxado pelo recuo de 1,5% nos custos de energia, reflexo da queda do petróleo após o cessar-fogo (temporário) entre EUA e Irã. Os demais segmentos desaceleraram: bens intermediários (+0,3% ante +1,4%), bens de capital (+0,2% ante +0,3%) e duráveis (+0,2% ante +0,3%), enquanto não duráveis ficaram estáveis. Na comparação anual, o PPI subiu 4,6%, desacelerando ante os 5,9% de maio (maior patamar desde março de 2023).
  • A produção industrial brasileira recuou 1,8% em junho, segunda queda consecutiva e resultado significativamente pior do que o esperado pelo mercado. A retração foi disseminada entre os setores industriais, levando a indústria a iniciar o terceiro trimestre com carrego estatístico negativo de 1,5%. Após a divulgação, a estimativa de crescimento do PIB no segundo trimestre foi revisada de 0,47% para 0,40% na margem, embora permaneça a projeção de crescimento de 2,0% para 2026;
  • Na agenda, o principal destaque internacional será a divulgação do ISM de Serviços dos Estados Unidos, importante indicador para avaliar o ritmo da atividade do setor de serviços, e do Relatório ADP, que antecede o Payroll e fornece sinais sobre a evolução do mercado de trabalho privado. No Brasil, o foco estará na decisão de política monetária do Copom. Esperamos um corte de 0,25 p.p. na taxa Selic. Acesse nosso relatório “Esquenta do Copom” para mais detalhes da nossa perspectiva sobre a reunião.

Empresas

BradSaúde (SAUD3): Administração reitera expectativa de sinistralidade estável em 2026 vs. 2025

  • A BradSaúde realizou hoje uma teleconferência para discutir seus resultados do 2T26;
  • Como destacamos em nossa análise publicada ontem, embora o lucro reportado tenha superado as expectativas, a atenção dos investidores continua concentrada na sustentabilidade das tendências de sinistralidade (MLR) e nas perspectivas para a utilização dos planos nos próximos trimestres;
  • Durante a teleconferência, as discussões se concentraram principalmente em:
    • (i) expectativas de uma sinistralidade amplamente estável ao longo de 2026 vs 2025, sustentadas pela disciplina de subscrição e por iniciativas operacionais;
    • (ii) continuidade do crescimento da base de beneficiários, especialmente no segmento de PMEs, com foco em rentabilidade acima de volume;
    • (iii) contribuição crescente da Atlântica para os resultados consolidados;
    • e (iv) a política de distribuição de dividendos da companhia;
  • Clique aqui para acessar nosso relatório completo.

SLC (SLCE3) | Atualização do modelo: relação risco-retorno permanece balanceada

  • Atualizamos o TP para BRL 17/ação (vs. 16,4) refletindo a posição de hedge mais recente, a aquisição de terras e um cenário macro mais desafiador, mantendo recomendação Neutra;
  • Apesar do suporte das commodities, a apreciação do real, os juros mais altos e a recente aquisição de terras devem pressionar a geração de caixa, levando a Dívida Líquida/EBITDA de 3,7x e a uma queima de caixa próxima de BRL 1bi em 2026;
  • Além disso, as incertezas relacionadas ao El Niño seguem representando risco para a produtividade, reforçando nossa visão de um perfil de risco-retorno equilibrado;
  • Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/slc-slce3-atualizacao-do-modelo-relacao-risco-retorno-permanece-balanceada/.

Nubank (NU): Lucro líquido positivo apesar de maiores provisões

  • Os dados operacionais do 2T26 da Nu México foram divulgados;
  • A carteira total cresceu +9,4% QoQ, atingindo US$ 2,1 bilhões, continuando a superar os depósitos, que recuaram -5,0% QoQ para US$ 5,7 bilhões;
  • A qualidade dos ativos deteriorou sequencialmente, com o NPL ratio aumentando para 11,3% (+90 bps QoQ), à medida que a formação de inadimplência continuou crescendo mais rapidamente do que a expansão da carteira adimplente;
  • O Receita Líquida de Juros (NII) avançou +7,9% QoQ, para US$ 164 milhões, sustentado pelo crescimento da carteira, enquanto o NIM permaneceu estável em 33%;
  • As provisões aumentaram +20,1% QoQ, para US$ 130 milhões, levando o cost of risk a piorar para 26,3% (+230 bps QoQ), provavelmente refletindo a maturação da carteira de crédito;
  • Apesar da pressão dos custos de crédito, a eficiência operacional continuou melhorando, com o índice de eficiência recuando para 39,5%, ante 42,7% no 1T26, beneficiado pelo crescimento da receita e pelo controle de despesas;
  • Como resultado, o lucro líquido atingiu US$ 7 milhões no 2T26, embora abaixo dos US$ 14 milhões registrados no 1T26, uma vez que o aumento das provisões mais do que compensou o crescimento das receitas;
  • No geral, vemos os resultados de forma positiva, pois os números reforçam nossa tese de que o México deve se tornar um contribuinte cada vez mais relevante para o crescimento dos lucros consolidados da Nu;
  • Embora a rentabilidade tenha enfraquecido sequencialmente devido ao maior nível de provisões, acreditamos que alguma volatilidade nos resultados é natural à medida que a operação continua ganhando escala e a carteira de crédito amadurece;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Gerdau (GGBR4): América do Norte impulsionando mais uma surpresa positiva de EBITDA; revisão do 2T26

  • A Gerdau reportou resultados acima do esperado, com EBITDA ajustado de ~R$3,4 bilhões (+16% T/T, +6% vs;
  • XPe/consenso), refletindo mais uma performance sólida da operação na América do Norte e melhora de margens no Brasil;
  • Destacamos: (i) forte desempenho da BD América do Norte, impulsionado por preços mais altos (+7% T/T em USD) e volumes maiores (+6% T/T), backlog sólido (i.e, >100 dias), com o perspectiva da Nucor para o 3T26E sugerindo espaço para melhora adicional no próximo trimestre;
  • (ii) melhora da performance da BD Brasil (margens +1p.p. T/T), com preços mais altos (+4% T/T) e embarques maiores (+2% T/T) compensando custos caixa/t mais elevados (+3% T/T);
  • E (iii) geração de FCF de R$0,3 bilhão, impactada por ~R$1,0 bilhão de consumo de capital de giro (novamente devido ao aumento de estoques);
  • A Gerdau também anunciou dividendos de R$0,23/ação (yield anualizado de 3,5%) e segue avançando com o programa de recompra (~31% concluído);
  • No geral, a Gerdau continua sendo nossa preferência na cobertura de Mineração e Siderurgia, apoiada por uma geração resiliente de FCF em 2026-27E, conforme discutido em nossa atualização recente;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

PRIO (PRIO3) | Resultados do 2T26: Próxima parada – Dividendos

  • Nesta terça-feira (4), após o fechamento do mercado, a PRIO divulgou seus resultados do 2T26. O EBITDA ajustado de US$ 879 milhões ficou em linha com nossa estimativa (+0.5% vs. XPe). O EBITDA da PRIO aumentou modestamente (+3%   t/t), uma vez que os preços mais altos do Brent (+13% t/t) e os maiores offtakes (+3% t/t) foram compensados pelo imposto sobre as exportações de petróleo (-US$ 114 milhões) e pelas maiores participações governamentais;
  • O lucro líquido atingiu US$ 413 milhões, bem acima da nossa estimativa (+50% vs. XPe), refletindo principalmente uma alíquota efetiva de imposto menor;
  • No geral, esperamos uma reação neutra do mercado. Olhando além do trimestre, acreditamos que os investidores continuarão atentos ao ritmo de desalavancagem da PRIO e, mais importante, ao anúncio da aguardada política de remuneração aos acionistas da companhia. Vale destacar que alguns investidores esperavam uma atualização hoje, o que não se concretizou;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Itaú Unibanco (ITUB4): Forte execução, perspectiva mais fraca para receitas de serviços

  • O Itaú reportou um sólido 2T26, com lucro líquido recorrente de R$ 12,4 bilhões (+1,0% T/T; +7,8% A/A), totalmente em linha com nossa estimativa, entregando um ROE consolidado de 24,3% e um ROE Brasil de 25,7%.  Ajustando por um índice CET1 de 11,5%, o ROE consolidado teria alcançado 25,1%;
  • O NII gerencial totalizou R$ 33,5 bilhões (+3,6% T/T; +5,2% A/A), 1,2% acima da nossa projeção, mas com o NII de clientes crescendo 5,1% A/A, próximo ao limite inferior do guidance;
  • As receitas de tarifas e seguros atingiram R$ 14,1 bilhões (+0,4% T/T), confirmando nossa visão de que esta seria a linha mais fraca do trimestre, levando a administração a revisar para baixo o guidance de Tarifas & Seguros, de 5,0%-9,0% para 2,0%-5,0%, enquanto manteve inalteradas todas as demais métricas de guidance para 2026;
  • A qualidade dos ativos evoluiu em linha com o esperado, com o índice de inadimplência acima de 90 dias permanecendo estável em 1,9% pelo sexto trimestre consecutivo e o custo de crédito inalterado em 2,7%.;
  • Com os volumes continuando a expandir, as métricas de crédito permanecendo sob controle e o excesso de capital oferecendo flexibilidade adicional para distribuições aos acionistas, reiteramos nossa recomendação de Compra, e o Itaú segue como nossa Top Pick;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Vulcabras (VULC3): 2T misto; receita sólida apesar da forte concorrência, mas margem enfrenta ventos contrários 

  • Conforme esperado, a Vulcabras reportou resultados mistos no 2T, com crescimento sólido da receita em meio a um ambiente competitivo ainda desafiador, mas com custos mais elevados relacionados aos preços do petróleo e ao absenteísmo trazendo novamente pressão sobre as margens; 
  • Apesar do fluxo de clientes mais fraco durante a Copa do Mundo e da forte concorrência persistente, a companhia sustentou crescimento de dois dígitos, embora custos mais elevados relacionados aos derivados de petróleo (matérias-primas, embalagens e frete) e o aumento do absenteísmo, aliados à necessidade de mão de obra terceirizada adicional, tenham pesado sobre as margens; 
  • Como resultado, o lucro líquido recorrente ficou ligeiramente abaixo das nossas estimativas; 
  • No lado positivo, o FCF atingiu R$110 milhões, sustentado pela melhora da dinâmica de capital de giro (ciclo de caixa -10 dias), impulsionada principalmente por recebíveis (-14 dias) e fornecedores (+5 dias); 
  • Embora a pressão sobre as margens possa ser uma preocupação de curto prazo para os investidores, consideramos que ela é amplamente impulsionada por fatores externos, sem mudanças estruturais na tese, o que nos leva a manter nossa recomendação de Compra; 
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

C&A (CEAB3): Resultados do 2T em linha

  • A C&A reportou resultados do 2T em linha, com vestuário permanecendo resiliente, entregando crescimento das vendas nas mesmas lojas (SSS) de +4,1% sobre uma base de comparação difícil, mesmo em meio a um fluxo de clientes mais fraco durante a Copa do Mundo e às reformas de lojas em curso, enquanto a receita consolidada foi novamente mascarada pelos negócios descontinuados, que também comprimiram a base de receita para alavancagem operacional; 
  • Vale destacar que a administração ressaltou que, excluindo esses efeitos, as despesas com vendas, gerais e administrativas teriam diluído, e a margem EBITDA ajustada teria apresentado uma leve expansão, em vez da retração reportada; 
  • Nesse contexto, acreditamos que a atenção dos investidores pode se voltar para a dinâmica negativa de capital de giro, com piora do ciclo de caixa devido aos maiores dias de estoque (+18 a/a), embora a alavancagem tenha permanecido em níveis saudáveis mesmo após a execução da recompra; 
  • Olhando à frente, vemos as iniciativas por trás do desempenho de vestuário persistindo (Test & Learn, precificação dinâmica por meio do Hub de Inteligência Comercial e agenda de reformas Energia), enquanto as bases de comparação devem ficar mecanicamente mais fáceis, tanto em vestuário quanto nas operações descontinuadas: a Bradescard sairá da base a partir do 3T e Eletrônicos tem apenas mais um trimestre de impacto negativo; 
  • Mantemos nossa recomendação de Compra; 
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

RD Saúde (RADL3): 2T com resultados fortes

  • Continua executando bem em todas as frentes; 
  • A RD reportou mais um trimestre sólido, com as vendas-mesmas-lojas-maduras (MSSS) permanecendo em níveis elevados (+11% vs. +8% da PGMN), apesar da desaceleração esperada diante de bases de comparação mais difíceis; 
  • Os GLP-1 permaneceram como o principal vetor de crescimento (RX +24% a/a), o que deve aliviar as preocupações dos investidores em relação à desaceleração da categoria, enquanto a companhia, assim como a PGMN, destacou que o crescimento de volume dos produtos mais novos mais do que compensou as recentes reduções do preço médio; 
  • Em rentabilidade, a margem EBITDA surpreendeu positivamente, permanecendo estável a/a, com a alavancagem operacional e as economias de custos compensando os investimentos recentes em despesas com vendas; 
  • Por fim, o FCF foi outro destaque, sustentado por resultados operacionais fortes e pela melhora do capital de giro (ciclo de caixa -11 dias), reduzindo a alavancagem para 0,8x; 
  • De modo geral, acreditamos que os resultados reforçam nossa visão construtiva sobre a RD e, portanto, reiteramos nossa recomendação de Compra; 
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

Tenda (TEND3): Margens brutas mais fortes e revisão positiva do guidance

  • A Tenda entregou resultados positivos no 2T26, acima das nossas estimativas e do consenso, impulsionados principalmente pelo forte desempenho das margens brutas;
  • A receita líquida consolidada atingiu R$1,29 bilhão (+30% A/A; +9% T/T), 4% abaixo da nossa estimativa, mas 3% acima do consenso;
  • A margem bruta ajustada avançou para 37,3% (+5,3 p.p. A/A; +1,8 p.p. T/T), 4,1 p.p. acima da nossa projeção, resultando em EBITDA ajustado de R$275 milhões (+65% A/A; +7% T/T), 12% acima das nossas estimativas;
  • O lucro líquido ex-swap alcançou R$161 milhões (+109% A/A; +6% T/T), praticamente em linha com nossas estimativas, já que o desempenho operacional acima do esperado foi compensado por despesas financeiras superiores ao previsto;
  • A companhia também elevou seu guidance para 2026 de vendas líquidas da Tenda, EBITDA e lucro líquido consolidado ex-swap para R$600-660 milhões;
  • Clique aqui para acessar o relatório;

Iguatemi (IGTI11): Desempenho operacional sólido parcialmente compensado por receitas abaixo do esperado

  • A Iguatemi reportou resultados mistos no 2T26, com indicadores operacionais saudáveis, mas resultados financeiros abaixo das nossas estimativas;
  • As vendas dos lojistas atingiram R$6,6 bilhões, alta de 4,6% A/A, enquanto SSS e SAS cresceram 1,7% e 4,2%, respectivamente;
  • A receita líquida ex-linearização atingiu R$396 milhões, 6% abaixo da nossa estimativa, apesar do crescimento pró-forma de 11,6% A/A;
  • O NOI alcançou R$323 milhões, 3% abaixo da nossa projeção, enquanto o EBITDA ajustado ficou 5% abaixo do esperado, em R$291 milhões, com margem em linha, de 73,4%, e crescimento pró-forma de 10,8% A/A;
  • O lucro líquido ajustado e o FFO atingiram R$134 milhões e R$171 milhões, respectivamente, 6% e 3% abaixo das nossas estimativas, apesar do crescimento recorrente de 22% e 21% A/A;
  • A alavancagem líquida aumentou para 1,62x dívida líquida/EBITDA ajustado, ante 1,29x no 1T26;
  • No geral, indicadores operacionais saudáveis e a contínua produtividade do portfólio foram parcialmente compensados por resultados financeiros mais fracos do que o esperado e maior alavancagem;
  • Clique aqui para acessar o relatório;

Usiminas (USIM5): Três razões para estarmos mais cautelosos

  • A forte performance das ações da Usiminas desde o início de 2026 foi amplamente impulsionada por revisões positivas de resultados, à medida que os investidores passaram a antecipar um ambiente de preços mais favorável para o setor de aço no Brasil;
  • Principalmente após a implementação das medidas antidumping, que ajudaram a reduzir as importações de ~33% da demanda aparente em Mai’25 para ~20% em Jun’26;
  • Olhando à frente, porém, acreditamos que esse cenário está se tornando menos construtivo (algo também sugerido pela performance recente da USIM5);
  • Uma vez que (i) tendências mais fracas de demanda, (ii) benefícios incrementais limitados de novas iniciativas de defesa e (iii) pressões crescentes de custos (como destacado pela perspectiva da companhia para o 3T26E) podem voltar a atuar como ventos contrários para a lucratividade a partir do 3T26E;
  • Dito isso, embora ainda incorporemos preços mais elevados em nosso modelo como fator mitigador de custos, nossa análise de valuation aponta para uma assimetria negativa caso a Usiminas (e o setor de maneira geral) não consiga implementar reajustes de preços com sucesso nos próximos trimestres;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Principais notícias dos setores

Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.

  • Radar Tech XP: Notícias diárias do setor de Telecom e Tecnologia
    • A Anatel divulgou a base de assinantes referente a junho/26;
    • No segmento móvel (ex-M2M), opós-pago continuou crescendo, alcançando aproximadamente 58% da base total de acessos, com 653 mil adições líquidas no mês. Por outro lado, o pré-pago apresentou queda de 311 mil acessos;
    • No total, a base de acessos aumentou para 220 milhões. Em termos líquidos e na comparação mensal, Vivo e Claro adicionaram 263 mil e 96 mil clientes, respectivamente, enquanto a TIM perdeu 168 mil acessos;
    • A Vivo adicionou 208 mil clientes no pós-pago e 55 mil no pré-pago durante o mês. Na comparação anual, a companhia ganhou 3.010 mil clientes no pós-pago (+6% A/A), mas perdeu 2.069 mil no pré-pago (-6% A/A), resultando em um ganho líquido de 941 mil clientes nos últimos 12 meses;
    • A Claro adicionou 281 mil clientes no pós-pago e perdeu 185 mil no pré-pago durante o mês. Na comparação anual, a companhia ganhou 3.545 mil clientes no pós-pago (+9% A/A), mas perdeu 1.061 mil no pré-pago (-3% A/A), resultando em um ganho líquido de 2.484 mil clientes nos últimos 12 meses;
    • A TIM adicionou 43 mil clientes no pós-pago e perdeu 211 mil no pré-pago durante o mês. Na comparação anual, a companhia ganhou 1.164 mil clientes no pós-pago (+5% A/A), mas perdeu 2.468 mil no pré-pago (-8% A/A), resultando em uma perda líquida de 1.303 mil clientes nos últimos 12 meses;
    • A NuCel atingiu 1,06 milhão de clientes e segue mantendo um forte ritmo de adições líquidas.
    • Na Banda larga, a Vivo registrou 57 mil adições líquidas em junho;
    • Em FTTH, Vivo e Claro lideraram o mercado com 61 mil e 104 mil adições líquidas, respectivamente;
    • Brisanet e Unifique cresceram em ritmo moderado, enquanto Alloha e Vero continuaram perdendo clientes;
    • Clique aqui para acessar o relatório completo.
  • Combustível XP: As principais notícias que movem o setor de Óleo & Gás
    • Petroquímicos | Prévia do 2T26: Uma janela de alívio
      • Neste relatório, apresentamos a prévia dos resultados do 2T26 para as empresas petroquímicas sob nossa cobertura. No geral, esperamos uma melhora sequencial relevante tanto para a Braskem quanto para a Unipar, após vários trimestres fracos em meio ao prolongado ciclo de baixa do setor. A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã impulsionou uma forte recuperação dos preços e spreads petroquímicos internacionais durante o trimestre, o que deve se traduzir em resultados significativamente mais fortes;
      • Projetamos EBITDA de R$ 5.6 bi (US$ 1.1 bi) para a Braskem, alta de +462% t/t, enquanto o EBITDA da Unipar deve aumentar +136% t/t, para R$ 411 milhões;
      • Olhando à frente, no entanto, esperamos uma piora sequencial dos resultados, à medida que os recentes ganhos nos spreads petroquímicos comecem a se reverter;
      • Clique aqui para acessar o relatório completo.
  • XP Daily: As principais notícias do setor Imobiliário
    • Estamos atualizando nossa cobertura de incorporadoras de baixa renda, incorporando nossas estimativas oficiais, ajustadas para uma Selic mais alta, em linha com as projeções da nossa equipe econômica, e refletindo os resultados divulgados pelas companhias no início do ano;
    • No geral, seguimos otimistas com o segmento de baixa renda, sustentados por um cenário de custos controlado, demanda forte, competição racional e as melhores condições já vistas para o MCMV em termos de acessibilidade;
    • Mantemos a Cury como nossa principal escolha, com a companhia negociando a 7,0x P/L 2026 ex-dividendos, oferecendo dividend yield de 10,1% em 2026 e 12,9% em 2027, segundo nossas estimativas;
    • Também melhoramos nossas projeções para a Tenda, após desempenho acima das nossas expectativas ao longo de 2026 até aqui, aumentando nossa confiança de que a companhia superará seu guidance de lucro líquido;
    • Reiteramos a Cury como nossa principal escolha;
    • Clique aqui para acessar o relatório;

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • Banco do Brasil passa a operar nova linha para aquisição de máquinas agrícolas (Globo Rural);
  • Eneva inicia operação comercial da UTE Azulão I no Amazonas (Agência Infra);
  • Corredor Minas-Rio deve abrir frente para chamamento de 30 ferrovias (Agência Infra);
  • Turbulência fiscal eleva taxa do BNDES e penaliza empresas que buscam crédito para investir (O Globo).
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Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • IFIX fecha pregão estável, em leve queda de 0,03% (Suno Notícias);
    • XP mantém carteira defensiva de FIIs em agosto (EuQueroInvestir);
    • Fundos imobiliários (FIIs): XP aponta os melhores para agosto; veja a lista (Money Times);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • Carteira Recomendada XP FIIs – Carteira Viva de Renda com FIIs – Agosto/26
    • Atualizamos a carteira Viva de Renda com FIIs para o mês de agosto de 2026;
    • Em julho a carteira registrou queda de 0,5%, ficando abaixo do IFIX, que recuou 0,3% no período. Além disso, entregou um dividend yield mensal de 0,99%, equivalente a 11,9% em termos anualizados;
    • Com isso, a carteira acumula valorização de 13,8% nos últimos 12 meses, correspondente a 124,3% do IFIX e a 95,8% do CDI acumulado no período;
  • Clique aqui para mais informações.

  • ETF Brief: B3 ganha primeiro ETF de empresas de serviços de petróleo dos EUA e JP Morgan Asset lista BDR de ETF ativo de tecnologia.
    • Carteira Brasil ETFs | Agosto (XP Research)
    • B3 ganha primeiro ETF de empresas de serviços de petróleo dos EUA — conheça o OLEO11 (Terra)
    • JP Morgan Asset lista na bolsa BDR de ETF ligado a fundo ativo de tecnologia (Valor)
    • Token pode democratizar investimentos, aponta especialista (Valor)
    • Encerramento de gestão macro pela Gávea é mais um sintoma da crise dos hedge funds brasileiros (Valor)
    • A Quant and a Korean Dentist Push the Limits of Leveraged ETFs (Bloomberg)
    • Clique aqui para acessar o relatório.

ESG

BYD lança primeiro carro híbrido plug-in flex produzido no Brasil | Café com ESG, 05/08

  • O pregão de terça-feira fechou em território negativo, com o IBOV e ISE recuando 0,06% e 0,42%, respectivamente.
  • No Brasil, (i) a CFO da ISA Energia, Silvia Wada, confirmou em teleconferência de resultados que a companhia cadastrou projetos para uma eventual participação no leilão de baterias previsto para dezembro – segundo ela, a companhia fez o cadastro para ter a opção de participar, sem nenhuma perspectiva ou obrigação de ganhar market share; e (ii) a BYD lançou seu primeiro carro híbrido plug-in flex produzido no país após investimento de R$ 100 milhões durante dois anos – fabricado na fábrica em Camaçari, na Bahia, o novo carro cumpre com a meta da empresa de utilizar mais de 50% de peças locais em todos os seus veículos produzidos no país até janeiro de 2027. 
  • Ainda no país, a expansão dos investimentos na cadeia de minerais críticos e de terras raras no Brasil pode adicionar R$ 192,1 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) até 2050, segundo um estudo inédito que a Amcham Brasil lançou nesta terça-feira – o levantamento traz dois cenários, um com capital majoritariamente doméstico e produção voltada à exportação com baixa agregação de valor, e outro com maior participação estrangeira, processamento interno e uso pela indústria nacional.
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