IBOVESPA -0,42% | 170.415 Pontos
CÂMBIO -0,78% | 5,04/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 0,4%, aos 170.415 pontos. Apesar do forte avanço dos mercados globais após o anúncio de um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã para a reabertura do Estreito de Hormuz, a Bolsa brasileira ficou na contramão devido ao forte peso do setor de petróleo no índice. A queda do Brent pressionou as ações do segmento e mais do que compensou o movimento positivo observado nos demais setores.
Embraer (EMBR3, +7,2%) liderou os ganhos do índice após notícias favoráveis para sua divisão de defesa, incluindo avanços na potencial venda de aeronaves C-390 para a Grécia e perspectivas de expansão na Índia. As empresas ligadas ao petróleo concentraram as maiores perdas do dia. Prio (PRIO3, -6,8%), PetroReconcavo (RECV3, -6,4%), Petrobras (PETR4, -5,0%) e Brava Energia (BRAV3, -3,9%) foram pressionadas pela forte queda dos preços do petróleo.
Renda Fixa
Os juros futuros fecharam em queda ao longo de toda a curva ontem, refletindo o maior apetite a risco global após o acordo no Oriente Médio e a consequente forte queda do petróleo, em um contexto de expectativa pelo Copom e pelo Fed. Nos EUA, as Treasuries encerraram com a T-note de 2 anos a 4,06% (-2bps), a de 10 anos a 4,47% (-1bps) e o T-bond de 30 anos a 4,97% (+0bps).
No Brasil, a curva de DI acompanhou o movimento externo, com o DI jan/27 a 14,24% (-12bps), o DI jan/29 a 14,33% (-13bps) e o DI jan/31 a 14,24% (-9bps). A curva de NTN-B teve queda nos vencimentos mais curtos, com a B29 em 8,32% (vs. 8,58%), a B35 em 7,94% (vs. 7,94%) e a B50 em 7,42% (vs. 7,42%).
Mercados globais
Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam mistos (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: +0,2%) após forte alta na sessão anterior, impulsionada pelo anúncio de um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Na véspera, o S&P 500 avançou mais de 1%, enquanto o Nasdaq ganhou 3,1%.
Na Europa, as bolsas sobem (Stoxx 600: +0,5%), apoiadas principalmente pelos setores industrial e financeiro. Na Ásia, o desempenho foi misto, com o Nikkei (Japão) encerrando praticamente estável, após atingis máxima intradiária história, enquanto o Kospi (Coreia do Sul) avançou 2,1%. Em contrapartida, na China as ações recuaram (CSI 300: -0,2%; HSI: -1,4%). Os investidores também acompanham dados de atividade imobiliária e de comércio exterior nos Estados Unidos, além dos desdobramentos do acordo entre Washington e Teerã.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a segunda-feira em alta de 0,50%, aos 3.833,15 pontos, avançando 19,12 pontos frente ao fechamento anterior e mantendo a sequência positiva do índice. Os Fundos de Tijolo lideraram os ganhos do dia, com avanço de 0,61%, sustentados por Shoppings (+0,70%) e Ativos Logísticos (+0,31%), enquanto Lajes Corporativas contribuíram positivamente com alta de 0,69%. Os Fundos de Recebíveis também encerraram no campo positivo, com valorização de 0,41%, reforçando seu desempenho consistente. Os Fundos Híbridos avançaram 0,44%, os Fundos de Fundos registraram alta de 0,38% e Multiestratégia subiu 0,62%. Entre os resultados positivos do pregão, sobressaíram MEII11 (+13,7%), DEVA11 (+5,8%) e CACR11 (+4,6%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TGAR11 (-2,3%), HSLG11 (-1,6%) e BROF11 (-1,5%).
Economia
O acerto entre Estados Unidos e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz dominou os mercados globais ontem. O presidente Donald Trump e autoridades iranianas assinaram virtualmente um memorando de entendimento, com a previsão de reabertura total da via marítima até sexta-feira. Assim, o preço do petróleo (tipo Brent) recuou quase 4,5%, para US$ 83,6 por barril, o menor patamar em dois meses.
Indicadores de atividade econômica da China enviaram sinais mistos em maio. Do lado positivo, a produção industrial acelerou em relação ao mês anterior e a taxa de desemprego recuou ligeiramente. Por outro lado, as vendas varejistas recuaram pela primeira vez desde dezembro de 2022. Além disso, os investimentos em ativos fixos e no setor imobiliário mostraram quedas acentuadas no período recente. Além disso, o Banco do Japão (BoJ) elevou os juros para 1%, o nível mais alto desde 1995, em linha com as expectativas. O aperto da política monetária ocorre em um contexto de enfraquecimento da taxa de câmbio e aumento expressivo da inflação, em parte devido ao choque global de energia.
No Brasil, destaque para as mudanças na curva de juros futuros. O mercado agora precifica cerca de 80% de probabilidade de um corte de 0,25 p.p. na reunião do Copom desta semana. A precificação de alta de juros ainda em 2026 recuou para cerca de 0,30 p.p. Conforme publicamos no relatório Esquenta do Copom, a taxa Selic deve ser reduzida de 14,50% para 14,25%. O Comitê não deve indicar que o ciclo de flexibilização monetária terminou, mantendo espaço para cortes adicionais caso o cenário evolua de modo favorável. No entanto, o Copom deve retirar menções a “próximos passos da calibração dos juros”, sugerindo que uma pausa pode ocorrer em breve. Afinal, as expectativas de inflação permanecem em alta, como apresentado no Boletim Focus do Banco Central. A mediana das projeções de mercado para o IPCA de 2026 subiu de 5,11% na semana passada para 5,30% no relatório publicado ontem. A previsão para 2027 – o atual horizonte relevante da política monetária – avançou de 4,03% para 4,10%.
Hoje, destaque para a publicação da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de abril. As vendas reais do varejo ampliado devem apresentar o quarto aumento consecutivo. Por sua vez, o índice de varejo restrito – exclui os segmentos de veículos, materiais de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo – deve mostrar contração mensal.
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Economia
Preços do petróleo atingem o menor nível em dois meses após EUA e Irã chegarem a um acordo sobre o fim da guerra e a reabertura do Estreito de Ormuz
- O acerto entre Estados Unidos e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz dominou os mercados ontem. O Presidente Donald Trump e autoridades iranianas assinaram virtualmente um memorando de entendimento, com a previsão de reabertura total da via marítima até sexta-feira. Assim, o preço do petróleo (tipo Brent) recuou quase 4,5%, para US$ 83,6 por barril, o menor patamar em dois meses. O noticiário mais favorável sobre o conflito no Oriente Médio também impulsionou os ativos de risco globais, com destaque aos mercados acionários americanos (S&P 500: +1,7%; Nasdaq: +3,1%);
- Nos Estados Unidos, a produção industrial ficou estável em maio, após expansão de 0,7% em abril. O consenso de mercado apontava para ligeiro ganho de 0,2%. O indicador subiu 1,4% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Apesar da estabilidade divulgada ontem, o aumento nos gastos com inteligência artificial por parte das empresas vem impulsionando o setor manufatureiro, o que ajuda a compensar parte do impacto negativo das tarifas de importação mais elevadas e do choque de energia causado pela guerra no Oriente Médio. Incentivos tributários para investimento em equipamentos também vêm puxando o setor;
- Indicadores de atividade econômica da China enviaram sinais mistos em maio. Do lado positivo, a produção industrial cresceu 4,5% ante o mesmo mês do ano passado, acelerando em relação à alta de 4,1% observada em abril. A mediana das estimativas de mercado apontava para ganho de 4,3%. Além disso, a taxa de desemprego recuou ligeiramente de 5,2% para 5,1% (expectativa: 5,2%). Por outro lado, as vendas varejistas declinaram 0,6% em maio (expectativa: 0,0%), após uma elevação de 0,2% no mês anterior. Trata-se do primeiro recuo desde dezembro de 2022. Os investimentos em ativos fixos caíram 4,1% nos primeiros cinco meses de 2026 (expectativa: -2,0%), após a queda de 1,6% no período de janeiro a abril. Ademais, a contração dos investimentos imobiliários se aprofundou em maio (-16,2% no acumulado do ano). Em linhas gerais, a economia chinesa vem apresentando desempenho bastante heterogêneo entre os setores. As exportações e a indústria seguem robustas, o que contrasta com a persistente fragilidade no consumo das famílias e no setor imobiliário;
- O Banco do Japão (BoJ) elevou os juros para 1%, o nível mais alto desde 1995, em linha com as expectativas. A decisão de subir juros em 0,25 p.p. teve o placar de 7-1. O aperto da política monetária ocorre em um contexto de enfraquecimento da taxa de câmbio e aumento expressivo da inflação, em parte devido ao choque global de energia;
- No Brasil, destaque para as mudanças na curva de juros futuros. O mercado agora precifica cerca de 80% de probabilidade de um corte de 0,25 p.p. na reunião do Copom desta semana. Além disso, a precificação de alta de juros ainda em 2026 recuou para cerca de 0,30 p.p. Os juros fecharam em toda curva, sobretudo nos vértices mais curtos. Neste sentido, publicamos o relatório Esquenta do Copom. Prevemos redução de 0,25 p.p. na taxa Selic, para 14,25%. A nosso ver, o comunicado pós-reunião destacará as pressões recentes e os riscos para a convergência da inflação à meta. O Comitê não deve indicar que o ciclo de flexibilização monetária terminou, mantendo espaço para cortes adicionais caso o cenário evolua favoravelmente. No entanto, o Copom deve retirar menções a “próximos passos da calibração dos juros”, sugerindo que uma pausa pode ocorrer em breve;
- Apesar da melhora nos ativos financeiros, as expectativas de inflação permanecem em alta, conforme divulgado no Boletim Focus do Banco Central. A mediana das projeções de mercado para o IPCA de 2026 subiu de 5,11% na semana passada para 5,30% no relatório publicado ontem (estava em 4,92% há quatro semanas). A previsão para 2027 – o atual horizonte relevante da política monetária – avançou de 4,03% para 4,10%. Na mesma linha, a mediana para 2028 aumentou de 3,65% para 3,68%. Enquanto isso, a expectativa para o crescimento real do PIB em 2026 se elevou de 1,91% para 1,96%, refletindo a resiliência da atividade doméstica no curto prazo em meio a um amplo conjunto de medidas governamentais de estímulo. A estimativa para o PIB de 2027 continuou em 1,70%. Além disso, o mercado revisou novamente para cima a trajetória esperada para a taxa Selic. A mediana para o final de 2026 subiu de 13,50% para 13,75%; para o final de 2027, houve elevação de 11,50% para 12,00%. Isto é, o Boletim Focus reforça a percepção de que o espaço para flexibilização monetária segue limitado;
- Hoje, destaque para a publicação da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de abril. As vendas reais do varejo ampliado devem apresentar o quarto aumento consecutivo (XP: 0,2% m/m e 3,3% a/a; Mercado: 0,1% m/m e 3,2% a/a). Por sua vez, o índice de varejo restrito – exclui os segmentos de veículos, materiais de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo – deve mostrar queda no mês (XP: -0,6% m/m e 2,2% a/a; Mercado: -0,5% m/m e 2,3% a/a). Nos Estados Unidos, atenções voltadas para os dados de concessões de alvarás, construções residenciais, preços de exportação e preços de importação – todos referentes a maio.
Commodities
Papel e Celulose: Fraqueza na China vs. força no Ocidente mantém suporte de curto prazo, embora limite upside
- Na última semana, publicamos nossa Perspectiva de Mercado de Papel e Celulose para Jun’26, destacando mercados de celulose divergentes, com a China ainda fraca enquanto os mercados ocidentais permaneceram mais firmes;
- Na China, os preços de BEKP ficaram em ~US$600-610/t, com demanda fraca e estoques elevados impedindo novos aumentos de preços, enquanto custos menores de madeira doméstica reduziram parte do suporte da curva de custos;
- Em contraste, o BEKP na América do Norte aumentou US$50/t, para ~US$1.530/t; No geral, vemos os preços de celulose sustentados no curto prazo por disrupções de oferta e custos elevados de frete;
- Mas com upside limitado diante da demanda fraca na China e custos menores de madeira doméstica;
- Em relação aos dados recentes do setor, destacamos: (i) envios brasileiros de caixas de papelão ondulado totalizaram ~358kt em Mai’26 (estáveis M/M e -1% A/A), segundo a Empapel;
- E (ii) os preços líquidos de BHKP na China estão atualmente em US$604/t, com futuros de BHKP em US$608/t para Jul’26 (estáveis S/S), enquanto o NBSK está em US$680/t;
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Principais notícias dos setores
Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.
- Agro, Alimentos & Bebidas: confira as principais notícias
- Relatório temático | El Niño; Tema quente, mas longe de garantir perdas de produtividade
- O NOAA confirmou a ocorrência do El Niño e projeta um dos mais fortes já registrados. Para as commodities, vemos os impactos abaixo:
- Soja: a produtividade do Brasil parece resiliente ao El Niño, com o principal downside concentrado no MATOPIBA, enquanto o Sul pode se beneficiar;
- Milho: o principal risco está concentrado na safrinha (2ª safra), dada sua dependência de chuvas e problemas de plantio, de modo que essa preocupação deve ganhar força apenas até o final de 2026;
- Algodão: apresenta uma relação menos consistente com o El Niño, sendo a Bahia responsável pela maior parte do downside em episódios mais severos;
- Açúcar: é uma das commodities mais sensíveis ao El Niño, já que o fenômeno pode pressionar a produtividade da cana no Brasil e reduzir o excedente exportável na Índia e na Tailândia.
- Em relação à equities , vemos:
- Farming: SLC e BrasilAgro estão expostas ao risco de queda de produtividade decorrente da volatilidade de produtividade, dada a possibilidade de clima mais seco e temperaturas mais elevadas em suas áreas;
- 3Tentos: apresenta um cenário mais construtivo, já que sua forte exposição ao Rio Grande do Sul pode se beneficiar de uma normalização das chuvas, sustentando a produtividade e impulsionando uma melhora generalizada em seus segmentos operacionais;
- S&E: as condições climáticas podem impactar a produtividade da São Martinho e da Jalles, mas a produção deste ano já está assegurada e, dado o ambiente de max moagem, o cenário para açúcar e etanol permanece baixista.
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- O NOAA confirmou a ocorrência do El Niño e projeta um dos mais fortes já registrados. Para as commodities, vemos os impactos abaixo:
- XP Daily: As principais notícias do setor Imobiliário
- Real Estate | Um mercado mais seletivo em meio ao aumento de pressões
- Principais índices de inflação. Iniciamos o ano com uma visão otimista para as construtoras de baixa renda, sustentadas pelas condições do programa Minha Casa Minha Vida, um cenário de inflação controlada, baixa concorrência e demanda relevante;
- Por outro lado, o segmento de propriedades de renda não compartilhava do mesmo entusiasmo, diante de índices de inflação mais negativos/contidos, o que sugeria um ano de crescimento mais limitado de receita, especialmente considerando a atividade mais fraca do varejo e expectativas tímidas para operações de M&A;
- Avançando seis meses, permanecemos otimistas com as construtoras de baixa renda, mas com a alta recente dos índices de inflação, nossa preferência relativa pelos operadores de shoppings aumenta, à medida que o trade relativo observado no início do ano pode se inverter no segundo semestre, caso as pressões de custos persistam.
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- IG4 faz oferta por créditos detidos por credores da Raízen (Valor Econômico);
- Neoenergia obtém financiamento de R$ 764 milhões com agência do Japão para concessão na Bahia (Valor Econômico);
- Oncoclínicas convoca assembleias de debenturistas para discutir possível recuperação extrajudicial (Valor Econômico);
- Moody’s Local Brasil eleva ratings do Agibank para AA.br; perspectiva estável (Moody’s Local).
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Estratégia
XP Short Scout: Monitor de short selling no Brasil – 15/06/2026
- O short interest mediano no Ibovespa aumentou 42 bps, para 6,5%. As posições em aberto recuaram para R$ 127,8 bilhões (-5,9%).
- Brava Energia (BRAV3) viu sua taxa de aluguel subir para 41,5%, um aumento de 37,8 p.p. em relação a 29 de maio. O short interest também avançou 1,2 p.p., para 16,6% do free float, enquanto o days to cover ficou em 9,6 dias de ADTV, uma alta de 13,9% frente a duas semanas atrás.
- Já a Copasa (CSMG3) apresentou taxa de aluguel de 20,2%, alta de 14,0 p.p. em relação à atualização anterior, enquanto o short interest subiu 1,4 p.p., para 22,6% do free float, e o days to cover recuou 3,3%, para 8,6 dias de ADTV.
- Também destacamos a alta da taxa de aluguel de Engie Brasil (EGIE3) para 6,5%, um avanço de 2,6 p.p. nas últimas duas semanas. Seu days to cover está em 23,7 dias de ADTV (+9,3%), enquanto o short interest atualmente representa 15,1% do free float (+2,5 p.p.).
- Outros nomes para acompanhar: BEEF3, BRSR6, CVCB3, HBSA3, ITUB3, JHSF3, PLPL3, SLCE3
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Os investidores estrangeiros registraram as maiores saídas mensais no mercado à vista desde março de 2020
- Em maio, os fluxos estrangeiros deram continuidade à tendência negativa iniciada em meados de abril, com saídas líquidas de R$13,3 bilhões no mercado à vista, parcialmente compensadas por entradas líquidas de R$2,4 bilhões em futuros. Desde meados de abril, quando as saídas estrangeiras se intensificaram, as saídas acumuladas já somam R$31,0 bilhões no mercado à vista, com entradas registradas em apenas 3 dos últimos 38 pregões. A tendência permaneceu negativa em junho, com saídas líquidas de R$3,4 bilhões no mercado à vista, apesar de entradas líquidas de R$1,7 bilhão em futuros.
- Como resultado, as entradas acumuladas de capital estrangeiro em 2026, que atingiram um pico de R$69,1 bilhões em meados de abril, recuaram para R$40,4 bilhões. Como discutimos em nosso último Raio-XP, vemos três principais fatores por trás dessa reversão nas ações brasileiras: (i) a retomada do trade de IA, que redirecionou fluxos de estratégias ligadas a commodities e HALO para ações nos EUA e outros mercados emergentes, como Coreia e Taiwan; (ii) o aumento das expectativas de inflação e juros, tanto globalmente quanto no mercado doméstico; e (iii) a maior volatilidade política e eleitoral no Brasil. Em nível setorial, quase todos os setores registraram saídas líquidas de capital estrangeiro em maio, com exceção de Inst. Financeiras, Óleo, Gás & Petroquímicos e Mineração & Siderurgia. Em contrapartida, Construção Civil, Alimentos & Bebidas e Saúde foram os setores que sofreram as maiores retiradas por parte dos estrangeiros.
- Enquanto isso, os investidores institucionais foram fortes compradores líquidos de ações brasileiras em maio, interrompendo uma sequência de oito meses consecutivos de saídas. Eles registraram entradas líquidas de R$13,3 bilhões no mercado à vista, parcialmente compensadas por saídas líquidas de R$4,0 bilhões em futuros. Até agora em junho, os investidores institucionais seguem como compradores líquidos, com entradas totais de R$0,7 bilhão.
- Os investidores pessoa física também permaneceram compradores líquidos, com entradas líquidas de R$5,8 bilhões no mercado à vista e de R$1,5 bilhão em futuros durante maio. Em junho, eles continuaram aumentando exposição, com entradas líquidas acumuladas de R$1,4 bilhão.
- Por fim, a indústria de fundos voltou ao terreno positivo em maio, registrando entradas líquidas de R$10,3 bilhões, impulsionadas principalmente por R$10,4 bilhões de captação em fundos de renda fixa. Por outro lado, os hedge funds e os fundos de ações continuaram enfrentando resgates, registrando saídas líquidas de R$6,4 bilhões e R$0,1 bilhão, respectivamente.
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX fecha o pregão da segunda-feira em alta de 0,5% (Suno Notícias);
- Entidade quer transformar FIIs em vitrine global para o mercado latino-americano (InfoMoney);
- Fiagro da JiveMauá nasce com proteção ao investidor e dois anos de carência (TheAgriBiz);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- Hedge Top FOFII 3 FII (HFOF11) | Dividend yield convidativo, sustentado por desconto histórico
- Reiteramos a recomendação de COMPRA, fundamentada nos seguintes pontos:
- Gestão ativa eficiente, com histórico consistente de retornos superiores ao IFIX;
- Carteira majoritariamente composta por fundos de tijolo, com elevado potencial de valorização patrimonial;
- Preço de negociação atrativo, com VM/VP de 0,85x, refletindo um deságio de 15,3% em relação à cota patrimonial;
- Yield convidativo, sustentado por resultados recorrentes sólidos e uma reserva acumulada robusta;
- Programa de recompra de cotas, que, em nossa visão, gera valor patrimonial imediato, eleva o resultado por cota e reforça o alinhamento entre gestão e cotistas.
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- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- ETF Brief: IA turbina ETFs na B3 com altas de quase 20% enquanto Bitcoin se aproxima de US\$ 68 mil com alívio geopolítico e ETF da Argentina dispara 18% no mês
- IA impulsiona ETFs na B3: veja 4 fundos que avançaram quase 20% em um mês: a temática de inteligência artificial chega com força à bolsa brasileira e turbina o desempenho de ETFs locais. (Valor Investe)
- Com muito sobe e desce no ano, ETF do mercado argentino subiu 18% em um mês; vale investir? (Valor Investe)
- Bitcoin sobe e se aproxima dos US\$ 68 mil com queda do petróleo e alívio geopolítico (Valor Investe)
- IA e stablecoins serão próximo grande motor de crescimento das criptomoedas, diz executiva da Visa (Valor)
- Fluxos da semana (08/06–12/06): VOO lidera captação global com US\$ 48,2 bi, enquanto IVV registra US\$ 43,9 bi em saída; no Brasil, SMAL11 puxa os inflows (US\$ 145 mi). Resumo completo no ETF Brief.
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Mapeando a evolução da governança corporativa no mercado de capitais brasileiro
- Hoje, o time de Research ESG da XP realizou uma reunião com Fabio Coelho, presidente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec), para discutir as percepções sobre a recente temporada de assembleias no Brasil e aprofundar em demais tendências que vêm moldando o cenário de governança corporativa no país.
- Neste relatório, apresentamos os principais pontos da conversa, incluindo: (i) o papel crescente dos credores nas decisões corporativas; (ii) os principais temas observados na última temporada de assembleias; (iii) a evolução das práticas de engajamento entre investidores locais e estrangeiros; e (iv) a decisão da CVM de rever seu posicionamento anterior e tornar voluntário o reporte de sustentabilidade alinhado ao IFRS.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Vale divulga segundo relatório alinhado ao IFRS S1 e S2 | Café com ESG, 16/06
- O pregão encerrou segunda-feira em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,41% e 0,34%, respectivamente;
- No lado das empresas, (i) a Vale divulgou nesta segunda-feira (15) seu segundo relatório de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade e ao clima, em linha com as normas IFRS S1 e S2 – a companhia manteve os mesmos riscos e oportunidades climáticos identificados para o exercício de 2024, com atualização das estimativas de impacto, e acrescentou quatro novos riscos e uma nova oportunidade em sustentabilidade, com destaque para a mineração circular; e (ii) o BNDES divulgou ontem a aprovação de R$ 500 milhões para financiar a construção de uma nova planta de etanol de milho da FS em Campo Novo do Parecis (MT) – a unidade terá capacidade de processamento anual de até 1,2 milhão de toneladas de milho e produção anual de até 540 milhões de litros de etanol;
- Na política, o governo brasileiro decidiu não aderir à proposta liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a criação de uma reserva estratégica internacional de terras raras, iniciativa que será debatida durante a cúpula do G7, na França, esta semana – em contexto, o Brasil não integra o bloco, mas foi convidado para participar das sessões abertas da cúpula;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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