IBOVESPA +1,00% | 177.418 Pontos
CÂMBIO -0,36% | 5,18/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em alta de 1,0%, aos 177.419 pontos, no nono pregão consecutivo de ganhos. O movimento combinou a forte alta do petróleo, após a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, com a repercussão de novas pesquisas eleitorais. Enquanto a alta da commodity beneficiou as petroleiras, o cenário político impulsionou as ações domésticas.
Na ponta positiva, destaque para as construtoras MRV (MRVE3, +6,17%) e Cyrela (CYRE3, +5,52%), as maiores altas do índice. Na ponta negativa, ações de companhias exportadoras, como Vale (VALE3, -0,93%), Embraer (EMBJ3, -1,82%) e Suzano (SUZB3, -1,50%) recuaram.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram ontem praticamente estáveis. Nos EUA, a curva operou sem direção única, com a T-note de 2 anos a 4,34% (-1 bp), a T-note de 10 anos a 4,74% (+1 bp) e o T-bond de 30 anos a 5,24% (+3 bps).
No Brasil, o DI jan/27 encerrou a 13,62% (+1 bp), o DI jan/29 a 14,18% (+1 bp) e o DI jan/31 a 14,48% (-3 bps), refletindo a cautela dos investidores diante do aumento de ruídos no cenário político e da manutenção da pressão externa sobre os juros globais. A NTN-B teve pouca oscilação, com a B29 a 7,95% (estável), a B35 a 7,91% (vs. 7,92%) e a B50 a 7,49% (vs. 7,50%).
Mercados globais
Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,6%; Nasdaq 100: -1,0%), com os investidores digerindo a nova escalada de tensões no Oriente Médio, depois que os Estados Unidos atingiram duas plataformas de lançamento de foguetes na ilha iraniana de Larak e um navio-tanque foi atingido ao cruzar o Estreito de Ormuz.
Na Europa, o Stoxx 600 opera também em queda de 0,8%. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em baixa: o Nikkei 225 (Japão) caiu 1,2%, enquanto na China o CSI 300 perdeu 0,3% e o Hang Seng recuou 0,9%; em contrapartida, o Kospi (Coreia) avançou 0,2%.
O mercado acompanha a alta do petróleo, com o Brent subindo 2,0%, para cerca de US$ 92/barril, diante do risco de interrupção do fluxo pelo Estreito de Ormuz, que sustenta as ações de energia e pressiona setores sensíveis a custos. Além disso, a leitura hawkish do discurso do presidente do Fed, Kevin Warsh, em Jackson Hole, levou o mercado a ampliar as apostas em uma elevação de juros na reunião de setembro e empurrou o rendimento da Treasury de 10 anos para 4,788%. Os investidores também direcionam o foco para o ISM industrial, divulgado hoje, e para o ISM de serviços, na quinta-feira, além do relatório de payroll de agosto, na sexta-feira, e do balanço da Broadcom, na quarta-feira após o fechamento.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de ontem em alta de 0,59%, aos 3.762,79 pontos.
Os ganhos foram disseminados entre os principais segmentos do mercado. As lajes corporativas lideraram as altas do dia, com valorização de 1,13%, seguidas pelos fundos de shoppings (+0,88%) e pelos fundos híbridos (+0,67%). Os fundos de tijolo avançaram 0,66% no agregado, enquanto o segmento de multiestratégia/FOFs registrou alta de 0,65%. Já os fundos de recebíveis encerraram a sessão com valorização de 0,42%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram XPSF11 (+6,8%), RZAT11 (+4,4%) e VINO11 (+3,8%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por GZIT11 (-1,9%), SNCI11 (-1,3%) e BTAL11 (-1,2%).
Economia
Em relação ao noticiário geopolítico, destaque aos ataques militares entre Estados Unidos e Irã – os primeiros em cerca de um mês – que levaram o preço do petróleo (Brent) a subir cerca de 3% ontem, para US$ 91 por barril. Esse movimento reforçou as apostas em alta de juros nos Estados Unidos, com o mercado precificando 2/3 de chances de elevação na próxima reunião de política monetária do Federal Reserve (15-16 de setembro).
No Brasil, o governo federal apresentou ontem o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, com projeção de superávit primário de R$ 18,6 bilhões — superando a meta fiscal em R$ 10,1 bilhões. A estimativa é sustentada por premissas otimistas de receita, incluindo expansão de 2,5% para o PIB no próximo ano. Projetamos déficit total de R$ 47,8 bilhões em 2027 (0,3% do PIB), refletindo projeções de crescimento do PIB mais conservadoras e a exclusão de medidas de elevação de receitas de concretização incerta.
Hoje, dados de atividade e mercado de trabalho dos Estados Unidos serão os destaques da agenda econômica internacional: sondagem industrial ISM de agosto e abertura de vagas de emprego – relatório JOLTS – de julho. Conforme já divulgado nesta manhã, a inflação ao consumidor da Zona do Euro acelerou de 2,9% em julho para 3,3% em agosto (acumulado em 12 meses), em linha com as expectativas. Já o núcleo da inflação — que exclui itens voláteis de alimentos e energia — recuou sutilmente de 2,5% para 2,4%, enquanto o mercado esperava estabilidade.
Na agenda doméstica, o PIB do 2º trimestre ocupará o centro das atenções. Estimamos alta de 0,4% para o PIB total em comparação ao 1º trimestre de 2026 (e de 1,9% em relação ao 2º trimestre de 2025). Pelo lado da oferta, os principais setores devem registrar crescimento, embora em ritmo mais moderado do que no trimestre anterior. Pelo lado da demanda, a absorção doméstica deve mostrar solidez, com avanço tanto do consumo quanto dos investimentos em ativos fixos. Olhando adiante, entretanto, a atividade deve desacelerar de forma acentuada. Prevemos que o PIB crescerá 2,0% em 2026 e 1,0% em 2027, com viés de baixa.
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Economia
PIB do Brasil deve registrar crescimento moderado no 2º trimestre
- Em relação ao noticiário geopolítico, destaque aos ataques militares entre Estados Unidos e Irã – os primeiros em cerca de um mês – que levaram o preço do petróleo (Brent) a subir cerca de 3% ontem, para 91 dólares por barril. Esse movimento reforçou as apostas em alta de juros nos Estados Unidos, com o mercado precificando 2/3 de chances de elevação na próxima reunião de política monetária do Federal Reserve (15-16 de setembro);
- No Brasil, o governo federal apresentou ontem o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, com projeção de superávit primário de R$ 18,6 bilhões — superando a meta fiscal em R$ 10,1 bilhões. A estimativa é sustentada por premissas otimistas de receita, incluindo expansão de 2,5% para o PIB de 2027. O teto de gastos aumentou em 7,7%, enquanto as despesas obrigatórias cresceram 6,7%, abrindo espaço para uma modesta expansão dos gastos discricionários. Projetamos déficit total de R$ 47,8 bilhões no próximo ano (0,3% do PIB), refletindo projeções de crescimento do PIB mais conservadoras e a exclusão de medidas de elevação de receitas de concretização incerta. A nosso ver, é improvável que o governo alcance superávit primário. Calculamos a necessidade de R$ 18,8 bilhões adicionais em receitas — ou o equivalente em cortes de despesas — para cumprimento do limite inferior do intervalo de tolerância que contém a meta de resultado primário;
- Ainda no campo fiscal, o setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 1,4 bilhão em julho, abaixo da nossa projeção de R$ 5,8 bilhões e do consenso de mercado de R$ 6,4 bilhões. O governo central apresentou superávit de R$ 11,0 bilhões, porém o resultado foi quase totalmente compensado pelos déficits de R$ 8,5 bilhões dos governos regionais e de R$ 1,1 bilhão das empresas estatais. O principal ponto de atenção continua sendo a dívida pública: a DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral) subiu de 81,9% para 82,5% do PIB, o maior nível desde abril de 2021, enquanto a DLSP (Dívida Líquida do Setor Público) alcançou 69,1% do PIB, o maior patamar da série histórica. No acumulado em12 meses, as despesas com juros nominais chegaram a 8,7% do PIB, levando o déficit nominal a 9,3% do PIB. Como proporção do PIB, projetamos o resultado primário do setor público consolidado em -0,4% e a DBGG em 83,2% em 2026;
- O Boletim Focus do Banco Central apresentou alta adicional nas projeções para a inflação de 2027. A mediana das expectativas de mercado para o IPCA do próximo ano subiu de 4,25% para 4,28%, marcando a terceira semana consecutiva de elevação. Por sua vez, a mediana para o IPCA de 2026 recuou ligeiramente de 5,02% para 5,01%, enquanto a mediana para 2028 permaneceu em 3,80%. No que diz respeito à atividade econômica, a mediana das projeções para o crescimento do PIB este ano continuou em trajetória de queda, ao passar de 1,95% para 1,92%. As expectativas para 2027 e 2028 seguiram em 1,50% e 1,98%, respectivamente. Por fim, as previsões para a taxa Selic não foram alteradas: as medianas permaneceram em 13,75% no final de 2026 (com um corte de 0,25 p.p. na reunião do Copom de setembro), 12,00% no final de 2027 e 10,50% no final de 2028;
- Hoje, dados de atividade e mercado de trabalho dos Estados Unidos serão os destaques da agenda econômica internacional: sondagem industrial ISM de agosto (expectativa: 55,2; anterior: 55,6) e abertura de vagas de emprego – relatório JOLTS – de julho (expectativa: 7,30 milhões; anterior: 7,36 milhões). Conforme já divulgado nesta manhã, a inflação ao consumidor da Zona do Euro acelerou de 2,9% a/a em julho para 3,3% a/a em agosto (leitura preliminar), em linha com as expectativas. Já o núcleo da inflação — que exclui itens voláteis de alimentos e energia — recuou ligeiramente de 2,5% para 2,4% a/a, enquanto o mercado esperava estabilidade;
- Na agenda doméstica, a divulgação do PIB do 2º trimestre ocupará o centro das atenções. Estimamos alta de 0,4% para o PIB total em comparação ao 1º trimestre de 2026 (e de 1,9% em relação ao 2º trimestre de 2025). Pelo lado da oferta, os principais setores devem registrar crescimento, embora em ritmo mais moderado do que no trimestre anterior. Pelo lado da demanda, a absorção doméstica deve mostrar solidez, com avanço tanto do consumo quanto dos investimentos em ativos fixos. Olhando adiante, entretanto, as condições monetárias apertadas, o elevado endividamento de famílias e empresas, e a retirada parcial dos atuais estímulos fiscais e parafiscais devem aprofundar a desaceleração econômica. Prevemos que o PIB crescerá 2,0% em 2026 e 1,0% em 2027, com viés de baixa. Para detalhes, acesse nosso relatório PIB deve registrar alta de 0,4% no 2º trimestre – XP Investimentos.
Commodities
Papel e Celulose: Suzano anuncia aumento de preço para Set’26 à medida que o sentimento do mercado de celulose melhora
- Na semana passada, a Suzano anunciou um aumento de US$20/t no preço da BHKP para pedidos de Set’26 na China e em outros mercados asiáticos, marcando seu primeiro aumento na região desde Abr’26;
- O anúncio ocorre após a melhora na entrada de pedidos de celulose, a recuperação dos preços de papel e estoques mais normalizados, reforçando os sinais de que os preços da BHKP estariam se aproximando de um piso após a recente correção;
- Enquanto isso, os produtores integrados que dependem de madeira importada continuam enfrentando pressão de custos, com custos marginais estimados em ~US$585/t;
- Enquanto os custos daqueles que dependem de madeira doméstica são estimados em ~US$515/t, com os níveis atuais de custos sustentando uma potencial recuperação dos preços da celulose na China;
- Do lado da oferta, a Domtar anunciou a paralisação por tempo indeterminado de sua fábrica de celulose Howe Sound, retirando ~380ktpa de capacidade de NBSK e reforçando uma maior disciplina de oferta;
- Em relação aos dados recentes do setor, observamos (i) que os estoques de celulose nos portos europeus recuaram -10% M/M em Jul’26 (-21% A/A), totalizando 1.202kt, segundo a Europulp;
- E (ii) que os preços líquidos da BHKP e da NBSK na China estão atualmente em US$564/t e US$626/t, respectivamente, enquanto os futuros de BHKP estão em US$570/t para Out’26 (estáveis S/S);
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Mineração e Siderurgia | Papel e Celulose | Bens de Capital: Modo de baixa convicção; mas ainda favorecendo nomes globais relativamente defensivos
- Estivemos em roadshow nas últimas semanas, com um posicionamento desigual dos investidores entre os setores/empresas que cobrimos e sem que uma oportunidade consensual clara, comprada ou vendida, surgisse nas discussões;
- De maneira geral, os investidores ainda favorecem nomes globais em relação aos domésticos, sem pressa para entrar em empresas alavancadas/expostas ao Brasil, dado que a convicção em uma recuperação da macro doméstica permanece baixa;
- Dito isso, a Suzano parece ser percebida como um consenso bullish, após os recentes anúncios de aumentos nos preços da celulose e como a opção preferida de “hedge em BRL” antes das eleições;
- WEG, Embraer, Aura e Vale também foram mencionadas como componentes positivos para os portfólios, embora o valuation tenha sido uma ressalva recorrente, com cobre e ouro como as commodities com visões mais bullish;
- Por outro lado, notamos uma preocupação crescente com o momentum de resultados da Marcopolo (uma vez que as atuais condições fracas de mercado podem levar a novas revisões negativas de resultados);
- Usiminas (dado que o momentum mais fraco de preços adiciona pressão às perspectivas de resultados para o 2S26E);
- E Gerdau (diante de um possível acordo entre EUA e México e do momentum fraco do setor siderúrgico brasileiro);
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Empresas
PRIO (PRIO3) e Brava Energia (BRAV3) | Prévia de produção – Agosto/26
- As petroleiras independentes de E&P devem divulgar os dados de produção de agosto nos próximos dias.
- Antes das divulgações, revisamos os dados diários de produção disponíveis da ANP até 25 de agosto e apresentamos nossas expectativas;
- Nossos principais destaques são: (i) a produção de óleo da PRIO deve recuar para c.181.7kbpd (-8.6kbpd m/m), refletindo menores volumes em Peregrino e Albacora Leste; e (ii) a produção de óleo da Brava deve cair para c.61.4kbpd (-2.1kbpd m/m), impactada pela parada programada em Papa-Terra;
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Principais notícias dos setores
Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.
- Notícias Diárias do Setor Financeiro
- Estamos publicando nosso Guia de Ações, um relatório elaborado para consolidar os principais indicadores técnicos, fundamentalistas e de mercado das empresas sob nossa cobertura;
- O relatório está dividido nas seguintes seções: Dados Macroeconômicos, Indicadores de Mercado, Múltiplos e Desempenho das ações de TMT, além de Dados Operacionais e Financeiros, oferecendo uma visão abrangente dos principais temas que atualmente influenciam o setor;
- Dados macroeconômicos: A curva de juros futuros no Brasil permaneceu praticamente estável em relação ao mês anterior. Atualmente, estimamos que a taxa Selic encerrará 2026 em 13,25%. Para 2026, as projeções para o IPCA e o IGP-M são de 5,1% e 4,7%, respectivamente;
- Indicadores de mercado: Agosto marcou mais uma reversão nos fluxos de investidores. Os investidores estrangeiros registraram saída líquida de R$ 21,4 bilhões, enquanto os investidores institucionais locais voltaram a apresentar fluxo positivo, de R$ 14,3 bilhões;
- Desempenho das ações de Telecom: As ações de Telecom tiveram desempenho inferior ao IBOV nos últimos 30 dias, com Vivo e TIM recuando 16% e 13%, respectivamente;
- Desempenho das ações de Tecnologia: As ações de Tecnologia superaram o desempenho do IBOV nos últimos 30 dias, lideradas por LWSA, Totvs e Intelbras, que avançaram 15%, 11% e 9%, respectivamente. Apesar da recuperação recente, os múltiplos do setor permanecem abaixo das médias históricas, especialmente para Totvs e LWSA;
- Indicadores técnicos: As posições vendidas continuam mais concentradas em Intelbras, com 10,2% do free float, seguida por LWSA, com 6,7%, enquanto as empresas de Telecom seguem apresentando níveis mais baixos de posições vendidas;
- Revisões de resultados: Vivo e TIM registraram revisões negativas nas estimativas de lucro líquido, enquanto a Totvs continuou apresentando melhora nas expectativas operacionais. A Intelbras permaneceu como destaque positivo, sustentada por premissas de margem mais favoráveis, apesar das projeções de receita menores;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Global bond sell-off deepens amid inflation fears (Financial Times);
- Cemig aprova renovação da concessão da UHE Sá Carvalho (Agência Infra);
- O gado mexicano chegou mais pesado nos EUA. Bom para os frigoríficos (The Agribiz);
- Fitch Coloca IDRs da Nexa em Observação Negativa e Afirma Rating Nacional em ‘AAA(bra)’ (Fitch Ratings).
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Estratégia
Raio-XP: Bolsa brasileira permanece com assimetria positiva
- Em agosto, as bolsas globais se recuperaram (ACWI +2,9%), com uma temporada de resultados do 2T26 muito forte nos EUA. A Bolsa brasileira, por outro lado, teve mais um mês negativo (EWZ -1,7%), com a aceleração das saídas de estrangeiros e uma temporada de resultados local decepcionante;
- Neste Raio-XP, discutimos dois temas:
- Onde está a assimetria na Bolsa brasileira, a partir da construção de um score “Out of Favor” para ações e setores;
- Avaliamos os riscos para as estimativas de consenso de 2027 no Brasil, e vemos um potencial de revisão de -19% nos lucros em um cenário pessimista;
- Como estamos no meio do trade eleitoral, seguimos esperando volatilidade, embora consideremos o valuation e o técnico continuam atrativos, com nosso indicador de sentimento ainda próximo do território de “Extremo Pessimismo”;
- Mantemos nosso valor justo do Ibovespa para o fim de 2026 em 200 mil pontos. Também atualizamos nossas carteiras XP, mantendo o viés defensivo e de qualidade;
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX avança 0,59% no pregão, mas encerra no vermelho pelo quarto mês consecutivo (Suno Notícias);
- Por que as cotas dos fundos imobiliários caem? (CBN);
- HGRE11 vende Ed. Alegria por R$ 115,5 milhões (ClubeFII News);
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ESG
Natura anuncia Alessandro Carlucci como novo CEO; C&A divulga relatório financeiro alinhado ao IFRS | Café com ESG, 01/09
- O pregão de segunda-feira fechou em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 0,1% e 1,32%, respectivamente.
- Do lado das empresas, (i) a C&A divulgou nesta segunda-feira, pela primeira vez, o relatório financeiro que mapeia os riscos e as oportunidades das mudanças climáticas para seus negócios, segundo o padrão internacional IFRS S1 e S2 – para a companhia, ondas de calor e frio fora de época alteram os padrões de consumo de vestuário e afetam as vendas no varejo de moda, razão pela qual esse fenômeno foi quantificado como um dos principais riscos impostos pelas mudanças climáticas ao negócio; e (ii) a Natura anunciou ontem uma troca de cadeiras no topo da companhia após a saída do CEO João Paulo Ferreira, que estava há 10 anos no cargo – seu lugar será ocupado por Alessandro Carlucci, atual presidente do conselho de administração, e que também já havia ocupado o cargo de diretor-presidente do grupo por dez anos, entre 2005 e 2014.
- De olho no leilão de baterias, fabricantes chinesas de sistemas de armazenamento de energia, como Jinko ESS e CATL, estão fechando parcerias com empresas brasileiras do segmento para nacionalizar projetos e garantir uma participação maior no leilão – como exemplo, a Jinko ESS anunciou, nesta segunda-feira, um memorando de entendimento com a UCB Power para que os projetos desenvolvidos em parceria possam atender aos requisitos de conteúdo local do primeiro certame, programado para o dia 2 de dezembro.
- Clique aqui para acessar o relatório completo

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