Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O pregão de segunda-feira fechou em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,91% e 0,82%, respectivamente.
• Do lado das empresas, após crescer e ameaçar as montadoras tradicionais, a BYD está se consolidando em outro segmento da eletrificação no Brasil, liderando os emplacamentos de ônibus elétricos no mercado doméstico – em agosto, das 254 unidades comercializadas, a BYD teve uma participação de 49,6% no segmento, emplacando 126 unidades, reforçando a penetração da companhia no país.
• Na política, (i) o presidente Lula deve sancionar, nesta quarta, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), criada pelo PL 2.780/2024 – o projeto cria, além da política nacional, o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, onde estão previstos até R$ 5 bilhões em créditos fiscais, entre 2027 e 2034, para projetos de beneficiamento e transformação de minerais críticos e estratégicos no Brasil; e (ii) uma divergência dentro do governo federal deve adiar a definição dos critérios para escolha das fontes de energia usadas pelos empreendimentos do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata) – o pano de fundo da divergência é a disputa sobre a inclusão do gás natural entre as fontes aptas a abastecer os data centers, com o Ministério Minas e Energia tendo uma posição mais favorável à utilização do insumo, enquanto o Ministério da Fazenda apresenta maior resistência.
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Brasil
Empresas
Credores da Raízen definem nomes para conselhos após conversão da dívida, dizem fontes
“Os credores da Raízen já definiram os nomes que deverão representá-los nos conselhos das duas companhias que surgirão da separação dos negócios de combustíveis e de açúcar, etanol e bioenergia, segundo apurou o Valor. Ao mesmo tempo, os bancos não chegaram a um acordo para entregar a firmas especializadas em reestruturação a gestão das participações acionárias que receberão com a conversão da dívida. Sem consenso, a tendência, por enquanto, é que essas ações permaneçam diretamente com as instituições financeiras, segundo fontes a par das discussões. Os dois movimentos fazem parte da implementação da recuperação extrajudicial (RE) da Raízen, a maior já realizada no mercado brasileiro. O processo abrange R$ 64,7 bilhões em créditos financeiros e quirografários e teve o plano homologado pela Justiça no fim de julho, depois de receber apoio superior a 80% dos créditos sujeitos à reestruturação. Na frente de governança, para a Raízen Combustíveis, os nomes escolhidos pelos credores seriam o de Paulo Figueiredo, da Geribá Investimentos, e Samuel Aguirre, da FTI Consulting, disseram interlocutores que falaram na condição de anonimato. A FTI assessorou os bancos credores durante o processo de negociação da reestruturação com a Raízen. Para o negócio de açúcar, etanol e bioenergia, teriam sido escolhidos Nelson Oliveira, também da Geribá, e Mário Peixoto, da Makalu Partners. A escolha dos representantes avança enquanto os credores discutem como administrar as participações que passarão a deter na companhia. Pelo plano, 45% da dívida reestruturada será convertida em ações, enquanto os 55% restantes serão reperfilados. A operação inclui ainda um aporte de R$ 3,5 bilhões da Shell e a possibilidade de uma injeção adicional de R$ 500 milhões pela Aguassanta, holding de Rubens Ometto, o que ainda não está definido.”
Fonte: Valor Econômico; 14/09/2026
Enel Rio anuncia plano para enfrentar ‘Super El Niño’
“A Enel Rio anunciou um plano de operação para enfrentar efeitos da ocorrência do fenômeno climático El Niño, que tem previsão de ser forte ou muito forte, neste segundo semestre. A programação será adotada para o verão 2026/2027 nos 66 municípios da área de concessão da empresa e inclui medidas como contratação de novos profissionais, implantação de bases operacionais e modernização de equipamentos da rede elétrica. O El Niño é resultado do aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial e causa secas severas no Norte e Nordeste, enchentes no Sul e altas temperaturas no Sudeste e Centro-Oeste. Segundo a distribuidora, o plano para o “Super El Niño” prevê chegar ao fim do ano com contratação de mais de 2 mil novos profissionais de campo, 16 novas bases operacionais, ampliação de outras três bases, e disponibilidade do triplo de veículos para a frota da companhia.”
Fonte: Valor Econômico; 14/09/2026
Eólica offshore pode reduzir necessidade de linhas transmissão, aponta estudo
“Estudo sugere que a energia eólica offshore reduziria a necessidade de investimentos em linhas de transmissão de longa distância no Brasil, ao permitir que parte da nova geração renovável seja instalada mais perto dos grandes centros de consumo. A conclusão faz parte de uma análise elaborada pela Ocean Energy Pathway (OEP) e conduzida pela consultoria MRTS, que aponta que o valor da fonte para o sistema elétrico vai além da quantidade de energia produzida. Segundo o levantamento, a entrada de 18 GW de eólicas no mar aumentaria o custo total de expansão do sistema elétrico em apenas 1,3%, ao mesmo tempo em que diminuiria a necessidade de novas linhas de transmissão de longa distância. A lógica está relacionada à geografia da expansão elétrica brasileira. Grande parte do crescimento recente das fontes renováveis ocorreu no Nordeste, enquanto os principais centros de carga permanecem no Sudeste. Isso exige capacidade de transmissão para transportar grandes blocos de energia por milhares de quilômetros. A eólica offshore, segundo o estudo, abre a possibilidade de inverter parcialmente essa dinâmica.”
Fonte: Eixos; 14/09/2026
BYD lidera as vendas de ônibus elétricos e São Paulo é o principal “cliente”
“Após crescer e ameaçar as montadoras tradicionais, a BYD está se consolidando em outro segmento da eletrificação no Brasil. A marca chinesa lidera os emplacamentos de ônibus elétricos no país. Em agosto, a empresa respondeu por quase metade dos emplacamentos. Foram 126 das 254 unidades comercializadas no mês. Esse volume representou uma participação de 49,6% no segmento. A liderança da BYD se repete no acumulado de janeiro a agosto de 2026. A fabricante contabiliza 301 ônibus elétricos emplacados nos oito primeiros meses do ano. Essa quantidade corresponde a 32,3% do mercado nacional. Os incentivos ao uso de transportes públicos elétricos são uma das justificativas dos recordes de vendas da companhia. Até o momento, foram emplacados, de diversas marcas, 932 ônibus para circularem exclusivamente com eletricidade. No mesmo período, em 2025, foram 512 ônibus elétricos emplacados. O aumento foi de expressivos 82,03% em relação ao mesmo período do ano anterior”
Fonte: NovaCana; 14/09/2026
Política
Fazenda tenta resolver ‘passaporte’ para exportação de créditos de carbono
“O governo federal tenta encontrar uma forma de registrar no Brasil os créditos de carbono destinados à exportação sem fazer com que eles percam a identificação necessária para serem reconhecidos por compradores estrangeiros. A dificuldade está na mudança de registro. A Lei 15.042, de 2024, determina que os créditos destinados à transferência internacional (chamados de ITMOs) devem ser registrados como Certificados de Redução Verificada de Emissões (CRVEs) no Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), o mercado regulado de carbono do país. Isso, porém, cria um risco que é apontado por especialistas desde a tramitação da lei: essa mudança de registro faz o crédito deixar de ser reconhecido no lugar em que foi originalmente emitido, normalmente nas certificadoras internacionais como Verra, Gold Standard e Art Trees. Elas têm metodologias de geração de créditos de carbono reconhecidas internacionalmente e, sem seu “carimbo”, esses ativos dificilmente são aceitos por compradores estrangeiros.”
Fonte: Capital Reset; 15/09/2026
Arquitetura energética eficiente
“A transição energética brasileira não deve ser entendida como uma competição entre fontes, mas como a construção de uma arquitetura energética baseada na complementaridade entre recursos, tecnologias e soluções capazes de reduzir progressivamente a intensidade de carbono da economia. Em um país continental e com uma matriz energética diversificada, o desafio não é escolher uma única fonte ou tecnologia, mas combinar diferentes alternativas de acordo com a função que cada uma pode desempenhar na segurança e na soberania energética, na competitividade, na inclusão e na redução líquida das emissões de carbono. O sistema energético que precisamos é, portanto, aquele em que cada fonte seja empregada em função de suas características e da contribuição que pode oferecer ao conjunto. Descarbonização não significa, necessariamente, eliminar todas as fontes fósseis simultaneamente. Significa reduzir sistematicamente as emissões associadas à produção e ao consumo de energia, utilizando cada recurso de forma compatível com sua eficiência, disponibilidade, impacto ambiental e capacidade de contribuir para uma economia de baixo carbono. Ou seja, cada fonte pode ter um papel estrutural, complementar, transitório ou estratégico para determinados setores. Cabe ao poder público otimizar essa matriz levando em consideração as características e a adequação de cada fonte a um propósito específico no sistema energético nacional.”
Fonte: Valor Econômico; 15/09/2026
Gás natural ainda é dúvida no decreto do Redata
“Uma divergência dentro do governo federal deverá adiar a definição dos critérios para escolha das fontes de energia usadas pelos empreendimentos do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata). O decreto do programa, lançado pelo governo federal para atrair “data centers” ao Brasil, será publicado nesta terça-feira (15), junto com a sanção do projeto de lei que institui o regime. O texto deverá definir os códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) dos bens que terão suspensão de tributos federais e do Imposto de Importação. Mas a tendência é que a regulamentação das fontes de energia fique para portaria interministerial posterior. O pano de fundo da divergência é a disputa sobre a inclusão do gás natural entre as fontes aptas a abastecer os empreendimentos de “data centers”. De acordo com fontes, o Ministério Minas e Energia (MME) tem uma posição mais favorável à utilização do insumo, enquanto o Ministério da Fazenda tem maior resistência. O tema foi discutido em uma reunião nesta segunda-feira (14) na Casa Civil, mas não houve consenso. A expectativa, neste momento, é que o decreto preserve apenas a formulação já aprovada pelo Congresso, que prevê o uso de “fontes renováveis ou de baixa emissão”, sem detalhar quais fontes se enquadram nesse conceito. Os critérios específicos deverão ser discutidos pelo MME e pela Fazenda ao longo desta semana, com expectativa de publicação da portaria na próxima.”
Fonte: Valor Econômico; 15/09/2026
Na bonança do Redata, lobby das renováveis tenta tirar o gás do jogo
“O projeto do Governo para incentivos fiscais a data centers virou alvo de uma intensa disputa entre lobbies do setor elétrico em Brasília. Depois da aprovação do Redata no Congresso, o que está em jogo agora é quem vai ganhar com a colossal demanda por energia que deve vir por aí. Com o Presidente Lula se preparando para sancionar o projeto em uma cerimônia prevista para amanhã, o próximo round da briga nos bastidores gira em torno da regulamentação dos benefícios tributários. O plano original do Governo previa incentivos apenas para data centers que contratassem 100% de sua energia com fontes limpas e renováveis.”
Fonte: Brazil Journal; 15/09/2026
Lula deve sancionar marco legal dos minerais críticos nesta quarta (16)
“O presidente Lula (PT) deverá sancionar nesta quarta (16/9), às 10h30, no Palácio do Planalto, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), criada pelo PL 2.780/2024. Os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, enviaram nesta segunda (14/9) convites a empresários do setor de mineração para participar da cerimônia. A sanção ocorre duas semanas após o Senado aprovar, em votação simbólica, o relatório do senador Eduardo Braga (MDB/AM), que preservou a essência do texto aprovado pela Câmara, com mudanças feitas por meio de emendas de redação. O projeto, de autoria do deputado Zé Silva (Solidariedade/MG) e relatado na Câmara por Arnaldo Jardim (Cidadania/SP), cria, além da política nacional, o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE). Estão previstos até R$ 5 bilhões em créditos fiscais, entre 2027 e 2034, para projetos de beneficiamento e transformação de minerais críticos e estratégicos no Brasil. Além do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), que poderá receber até R$ 2 bilhões da União. O fundo poderá oferecer garantias contra riscos cambiais, de liquidez, de hedge e de cumprimento de contratos, com o objetivo de facilitar o financiamento de projetos, inclusive em fases pré-operacionais.”
Fonte: Eixos; 14/09/2026
“A regulamentação do Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB) pela Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) (através da Resolução nº 996/2026) separa o atributo ambiental do biometano da própria molécula de gás, sendo passível de circulação, transferência e utilização para fins de cumprimento da meta regulatória. Com isso, produtores, comercializadores e consumidores passam a lidar com dois ativos distintos em uma mesma operação, e os contratos do setor ainda não estão preparados para essa realidade. Uma vez que o atributo ambiental passa a constituir elemento autônomo, objeto de negociação separada se observadas as regras de rastreabilidade e de controle estabelecidas pelo marco regulatório, sua negociação demandará maior cuidado e atenção específica. Esse novo cenário traz desafios concretos. Antes, a principal preocupação contratual no setor estava ligada à continuidade do fornecimento do energético. Agora, é igualmente necessário definir quem será titular do atributo ambiental, quem poderá utilizá-lo para cumprir metas regulatórias e como será feita a transferência e a destinação do certificado. A possibilidade de circulação do CGOB entre diferentes agentes do setor aumenta a complexidade das operações e eleva a importância dos contratos como mecanismo de alocação de riscos. Quanto mais sofisticado o modelo regulatório de certificação, maior a necessidade de incorporar essas exigências aos contratos.”
Fonte: Eixos; 14/09/2026
Anbima publica agenda do mercado de capitais para os candidatos à Presidência
“A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) publicou hoje uma agenda para ampliar o papel do mercado de capitais no desenvolvimento do Brasil. O documento vem sendo apresentado aos assessores econômicos dos candidatos à Presidência da República e tem servido de subsídio para uma série de encontros. Participam dessas rodadas membros da diretoria da Anbima e do grupo consultivo macroeconômico, formado por 25 economistas-chefes das principais instituições associadas. A agenda compila o posicionamento da entidade para temas considerados estratégicos para o longo prazo, como financiamento da economia, ambiente institucional e regulatório, ampliação da base de investidores, educação financeira, transformação digital e incorporação dos princípios de responsabilidade ambiental, social e de governança (ESG). A agenda também traz recomendações para questões voltadas para a competitividade da economia, como inteligência artificial, ativos virtuais, cibersegurança e sustentabilidade.”
Fonte: Valor Econômico; 14/09/2026
Internacional
Empresas
Fabricantes de caminhões da UE pedem adiamento de 3 anos para as metas de CO2 de 2030
“Na segunda-feira, as fabricantes de caminhões da Europa pediram à União Europeia que adiasse em três anos o cumprimento das metas de redução de CO2 para 2030, argumentando que a insuficiência de redes de recarga e os altos custos de energia tornavam a aquisição de veículos com emissão zero inviável do ponto de vista comercial. Segundo as normas atuais da União Europeia, as fabricantes do bloco devem reduzir as emissões de CO2 de novos veículos pesados em 43% até 2030 (em relação aos níveis de 2025), 64% até 2035 e 90% até 2040, sob pena de multas para quem não cumprir as exigências, embora exista a possibilidade de obter créditos de emissão referentes ao período de 2025 a 2029. No entanto, atualmente, apenas 2,4% dos novos veículos pesados são de emissão zero — um índice muito abaixo do necessário para atingir a meta de 2030 —, informou a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA). Os CEOs das sete principais fabricantes de caminhões e ônibus da Europa, incluindo DAF Trucks, Daimler Truck, Iveco e Scania, declararam que o prazo para o cumprimento da meta de 2030 deveria ser adiado em três anos.”
Fonte: Reuters; 14/09/2026
Grandes farmacêuticas despejam bilhões em empresas de biotecnologia da China
“A indústria de biotecnologia da China tornou-se uma ameaça à liderança tecnológica dos Estados Unidos tão relevante quanto as empresas emergentes chinesas de inteligência artificial. Recentemente, as grandes farmacêuticas americanas fecharam acordos de licenciamento avaliados em dezenas de bilhões de dólares para medicamentos contra o câncer desenvolvidos no país, e algumas veem as empresas chinesas como responsáveis por ditar tendências no setor. Os investidores também deveriam prestar atenção. Além de empresas que chegaram cedo à Nasdaq, como BeOne Medicines e Zai Lab, uma série de companhias em ascensão vem se destacando na Bolsa de Hong Kong, entre elas Akeso, Sichuan Kelun Biotech, CSPC Pharmaceutical Group, Innovent Biologics, 3sBio, Jiangsu Hengrui Pharmaceuticals, WuXi Biologics e muitas outras. O diretor-presidente da AstraZeneca, Pascal Soriot, afirma que sua companhia precisa aprender a inovar na “velocidade chinesa”. A gigante farmacêutica, sediada no Reino Unido, está investindo bilhões em parcerias e programas de pesquisa na China.”
Fonte: Valor Econômico; 14/09/2026
Política
“A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) está prestes a revogar formalmente as normas de poluição por carbono para usinas termelétricas a carvão e gás, informou a Bloomberg News no domingo, citando pessoas familiarizadas com o assunto. Espera-se que essa nova medida de reversão de políticas climáticas seja anunciada já nesta segunda-feira, paralelamente à reunião de ministros de energia do G20 em Houston, Texas, segundo a Bloomberg. No ano passado, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, propôs a revogação de regras aprovadas durante a gestão do ex-presidente Joe Biden para conter as emissões de dióxido de carbono, mercúrio e outros poluentes atmosféricos provenientes de usinas de energia. Nesta semana, a EPA está finalizando uma parte da proposta inicial, e autoridades da agência também planejam propor uma regra separada para revogar a determinação federal de que os gases de efeito estufa provenientes de usinas de energia representam, especificamente, uma ameaça, afirmou a Bloomberg. A Reuters não conseguiu verificar a reportagem de imediato. A EPA não respondeu a um pedido de comentário fora do horário comercial. A revogação é um passo importante na estratégia mais ampla de Trump em relação a regulamentações ambientais que ele considera barreiras desnecessárias ao desenvolvimento industrial e à expansão da produção de energia. As regras de emissão de carbono para usinas de energia estabelecidas por Biden teriam reduzido as emissões de gases de efeito estufa em 1 bilhão de toneladas métricas até 2047, sendo uma parte crucial do combate de sua administração às mudanças climáticas. O setor elétrico é responsável por quase um quarto da poluição por gases de efeito estufa nos EUA.”
Fonte: Reuters; 14/09/2026
Venda de mina de níquel no Brasil para chineses entra na mira da UE
“A Comissão Europeia deve publicar neste mês um alerta formal com preocupações sobre a compra da operação brasileira de níquel da empresa britânica Anglo American pela chinesa MMG. A informação foi revelada por fontes envolvidas no processo para a agência Reuters e o jornal Financial Times. O órgão abriu uma investigação sobre o negócio em novembro do ano passado com a justificativa de que a compra poderia resultar na redução do fornecimento de níquel para mercados europeus. A Comissão Europeia atua como regulador concorrencial da União Europeia, e pode barrar negócios envolvendo empresas com faturamento relevante dentro do bloco, ou impor condições para sua conclusão. A Anglo American fornece ferroníquel, uma liga formada por níquel e ferro, para a indústria siderúrgica da Europa, que passa por dificuldades devido à concorrência chinesa e altos custos de energia, entre outros fatores. O produto brasileiro é considerado de baixo carbono por usar energia renovável em seu processamento, o que o torna mais atraente para as empresas sujeitas ao mercado regulado de carbono do bloco. A mineradora brasileira Vale também fornece ferroníquel para a Europa.”
Fonte: Capital Reset; 11/09/2026
Pressão dos EUA sobre bancos de desenvolvimento para abandonar metas de financiamento climático
“O acordo da ONU para fornecer US$ 1,3 trilhão em financiamento climático está ameaçado, uma vez que se espera que credores multilaterais sigam o Banco Mundial ao abandonar metas “verdes” após intensa pressão dos EUA. Pelo menos dois bancos multilaterais de desenvolvimento — o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Banco Asiático de Desenvolvimento — estavam discutindo o cancelamento de metas de financiamento climático, segundo pessoas a par das negociações. Isso ocorre depois que o Banco Mundial anunciou, em junho, que iria “descontinuar” uma meta de destinar 45% de seus financiamentos a projetos que oferecessem “co-benefícios” climáticos. Um especialista sênior em financiamento para o desenvolvimento afirmou: “Os bancos multilaterais de desenvolvimento estão cedendo às pressões dos EUA… Isso terá consequências enormes”. Países como o Reino Unido e a Alemanha, sob crescente pressão orçamentária e política, também devem reduzir o financiamento climático internacional, destinado a ajudar nações em desenvolvimento a transitar para longe dos combustíveis fósseis ou a responder aos efeitos das mudanças climáticas. Sob a gestão do presidente Donald Trump, que classificou as mudanças climáticas como uma “fraude”, os EUA têm pressionado bancos multilaterais de desenvolvimento e outros países a reduzir o financiamento verde. O governo americano também tem pressionado pelo afrouxamento das restrições ao financiamento de combustíveis fósseis, segundo um representante de um banco de desenvolvimento.”
Fonte: Financial Times; 14/09/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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