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Payroll nos EUA e projeções XP para a economia em destaque

Dados de emprego nos Estados Unidos e superávit na balança comercial brasileira são alguns dos temas de maior destaque nesta sexta-feira, 07/08/2026

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IBOVESPA -1,23% | 175.546 Pontos

CÂMBIO -0,27% | 5,10/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em queda de 1,2%, aos 175.546 pontos. As ações brasileiras repercutiram a decisão de juros do Copom da quarta-feira e, principalmente, a temporada de resultados do 2T26 no Brasil. 

Na ponta positiva, Petrobras (PETR4, +0,5%) e Ultrapar (UGPA3, +1,1%) acompanharam a alta dos preços do petróleo. Enquanto isso, Smart Fit (SMFT3, -7,8%) liderou as quedas do índice, depois que o mercado reagiu negativamente ao balanço do segundo trimestre da companhia. 

Para o pregão de sexta-feira, a atenção do mercado se volta para o payroll de julho nos Estados Unidos. 

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram ontem em alta. Nos EUA, aumentaram as apostas de uma política monetária mais restritiva por parte do Federal Reserve, em meio à alta do petróleo e expectativa pelo payroll, levando a T-note de 2 anos a 4,24% (+6bps), a T-note de 10 anos a 4,66% (+5bps) e o T-bond de 30 anos a 5,21% (+4bps).

No Brasil, a combinação de maior prêmio de risco global, preocupações com inflação e percepção de balanço de riscos ainda assimétrico pelo Copom impulsionou a curva doméstica, com o DI jan/27 encerrando a 13,77% (+1bp), o DI jan/29 a 14,12% (+10bps) e o DI jan/31 a 14,33% (+14bps). As NTN-Bs apresentaram movimentos marginais, com a NTN-B 2029 encerrando a 8,23% (vs. 8,20%), a NTN-B 2035 a 8,13% (vs. 8,07%) e a NTN-B 2050 a 7,67% (vs. 7,63%).

Mercados globais

Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,5%), com os investidores em compasso de espera pelo relatório de emprego de julho. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,5%, impulsionado principalmente pelos setores de saúde, que avança 1,3%, e de tecnologia, que sobe mais de 1%. Na Ásia, os mercados operam majoritariamente em alta: o Nikkei 225 (Japão) avançou 0,3%, enquanto na China o Hang Seng subiu 0,5%. Por outro lado, o Kospi (Coreia) opera em queda de 0,6%.

O mercado acompanha o relatório de emprego de julho nos EUA, para o qual o consenso projeta criação de 83 mil vagas e taxa de desemprego estável em 4,2%, depois de um junho fraco, com apenas 57 mil postos, e de um dado da ADP que apontou 44 mil contratações no setor privado, abaixo das 75 mil esperadas. Nas commodities, o Brent avança 1,1%, para próximo de US$ 83/barril, e o WTI sobe 0,8%, a US$ 77,91, ainda sob o efeito das tensões em torno do Estreito de Ormuz, movimento que pressionou as ações americanas na véspera. Apesar disso, os índices caminham para a segunda semana consecutiva de ganhos.

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de ontem em queda de 0,58%, aos 3.760,11 pontos.

A pressão sobre o índice foi disseminada entre os principais segmentos. Os fundos híbridos registraram a maior queda do dia (-1,62%), seguidos por lajes corporativas (-1,06%) e pelo segmento de multiestratégia/FOFs (-0,79%). Os fundos de tijolo recuaram 0,49%, pressionados principalmente por ativos logísticos (-0,43%) e shoppings (-0,20%), enquanto os fundos de recebíveis apresentaram desempenho mais resiliente, com baixa de 0,22%.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram CACR11 (+10,6%), SNEL11 (+1,3%) e VILG11 (+1,1%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRXF11 (-5,3%), BROF11 (-4,2%) e URPR11 (-2,7%).

Economia

O mercado de trabalho dos Estados Unidos segue estável, com pedidos de seguro-desemprego abaixo das expectativas e demissões em mínimas de dois anos, enquanto o foco se volta para o Nonfarm Payroll. No Oriente Médio, novas ameaças de restrições à navegação no Estreito de Ormuz voltaram a elevar o prêmio de risco, levando o Brent a subir, aproximadamente, 3,8%.

No Brasil, a balança comercial registrou superávit de US$ 7,1 bilhões em julho, abaixo das expectativas, com preços mais elevados impulsionando simultaneamente exportações e importações, apesar da queda dos volumes. Publicamos também nosso relatório “Brasil Macro Mensal: Desaceleração e desinflação antes do esperado?”, no qual mantivemos as projeções de Selic em 14,00% e crescimento do PIB de 2,0% em 2026, além de adicionarmos viés de baixa à projeção de crescimento de 1,0% em 2027.

Na agenda, será divulgado o IGP-DI no Brasil, que trará novos sinais sobre a dinâmica inflacionária no país.

Veja todos os detalhes

Economia

Petróleo volta a subir com riscos em Ormuz enquanto mercado aguarda Payroll nos EUA

  • O mercado de trabalho dos Estados Unidos permaneceu estável, com os pedidos iniciais de seguro-desemprego aumentando marginalmente para 199 mil, abaixo da expectativa de 202 mil. Ao mesmo tempo, os anúncios de demissões recuaram 27% em julho, para o menor nível em dois anos, e ficaram 46% abaixo do observado no mesmo período de 2025. Apesar da desaceleração recente na criação de vagas, o baixo nível de desligamentos reforça a leitura de um mercado de trabalho ainda resiliente. As atenções agora se voltam para o Nonfarm Payroll de julho, para o qual o consenso de mercado aponta criação de 80 mil vagas e manutenção da taxa de desemprego em 4,2%;
  • O petróleo voltou a subir diante da renovação dos riscos no Estreito de Ormuz. Uma comissão do Parlamento iraniano analisa um projeto que proibiria a entrada de embarcações dos Estados Unidos, Israel e outros países considerados hostis na rota e aplicaria multas de até 20% do valor das cargas em caso de descumprimento. Paralelamente, os houthis anunciaram novos ataques contra posições sauditas no Iêmen, ampliando também as preocupações com a segurança das rotas pelo Mar Vermelho. Nesse contexto, o Brent avançou 3,83%, para US$ 82,49 por barril, enquanto o WTI subiu 2,75%, para US$ 77,29;
  • No Brasil, a balança comercial registrou superávit de US$ 7,1 bilhões em julho, abaixo da nossa projeção de US$ 8,5 bilhões e do consenso de US$ 8,4 bilhões. As exportações somaram US$ 34,1 bilhões, alta de 6,2% em relação ao ano anterior, com o aumento de 10,8% dos preços compensando a queda de 4,3% dos volumes. Petróleo bruto e soja foram os principais destaques positivos. As importações alcançaram US$ 27,1 bilhões, alta de 7,6%, também impulsionadas pelos preços, especialmente de combustíveis e componentes eletrônicos, apesar da retração dos volumes. À frente, petróleo e soja devem continuar sustentando as exportações, enquanto a desaceleração da atividade tende a limitar os volumes importados. Projetamos superávit comercial de US$ 78,7 bilhões em 2026;
  • Publicamos nosso relatório mensal “Brasil Macro Mensal: Desaceleração e desinflação antes do esperado?”. As últimas divulgações do IPCA vieram bem abaixo das expectativas. Em nossa visão, ainda é cedo para dizer que a política monetária restritiva está superando os efeitos dos choques de oferta global e demanda doméstica, e trazendo a inflação para baixo antes do esperado. A taxa de desemprego encontra-se em mínimas históricas, o mercado de crédito continua resiliente (apesar da leve moderação em algumas modalidades) e o El Niño ainda deverá pressionar os preços de alimentos no quarto semestre. Assim, mantivemos nossa projeção de 14,00% para a taxa Selic ao final de 2026. Com relação ao PIB, esperamos crescimento de 2,0% para 2026 e adicionamos viés de baixa à nossa expectativa de 1,0% para 2027, na esteira das políticas fiscal e monetária contracionistas. Além disso, prevemos inflação de 5,1% neste ano e 4,2% no ano que vem. Para mais detalhes, confira “Brasil Macro Mensal: Desaceleração e desinflação antes do esperado?”;
  • Na agenda internacional, o principal destaque será o Nonfarm Payroll dos Estados Unidos, importante para avaliar o ritmo de criação de empregos e calibrar as expectativas para a política monetária do Fed (banco central). No Brasil, será divulgado o IGP-DI, esperamos redução de 0,98% na comparação mensal e elevação de 2,65% na comparação interanual.

Empresas

BR Partners (BRBI11): Construindo hoje, colhendo amanhã

  • O BR Partners reportou resultados do 2T26 abaixo do esperado, com lucro líquido de R$35,1 milhões (-7,0% T/T; -22,4% A/A), 9,5% abaixo da nossa estimativa, e ROAE recuando para 17,5%;
  • Embora os números reportados tenham sido mais fracos, o cenário operacional foi um pouco mais equilibrado;
  • As receitas com clientes permaneceram resilientes em R$104,4 milhões (-2,2% T/T; +2,8% A/A), apoiadas pela melhora da atividade de Investment Banking (IB) na comparação anual. No entanto, isso não foi suficiente para compensar a menor remuneração de capital e, mais importante, a contínua pressão das despesas com pessoal;
  • O banco permaneceu comprometido com sua estratégia de investir mesmo em um ambiente macroeconômico desafiador;
  • Embora essa abordagem crie um descasamento entre os investimentos necessários para expandir a franquia e o ritmo em que as receitas são capturadas, dinâmica que destacamos no 1T26, entendemos que isso está alinhado com a estratégia de longo prazo da instituição;
  • Em nossa visão, o histórico do banco de investir para diversificar suas fontes de receita tem se mostrado eficaz, resultando em um modelo de negócios mais resiliente. Mantemos nossa visão construtiva para o papel, apesar da pressão sobre os resultados no curto prazo;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Itaú Unibanco (ITUB4): Ainda faz sentido pagar por qualidade

  • Estamos atualizando nossas estimativas para o Itaú Unibanco (ITUB4), incorporando os resultados do 2T26, o guidance atualizado e as novas projeções macroeconômicas, além de rolar nosso preço-alvo para R$50/ação ao final de 2027;
  • Continuamos vendo o Itaú como um composto de alta qualidade, sustentado por uma combinação de crescimento saudável da carteira de crédito, qualidade de ativos resiliente e rentabilidade líder no setor;
  • Embora um ambiente mais fraco para os mercados de capitais e iniciativas focadas na experiência do cliente possam pressionar o crescimento das receitas com tarifas no curto prazo, levando-nos a revisar nossa estimativa de lucro líquido de 2026E em -1%, o banco continua bem posicionado para entregar crescimento saudável e atravessar um ciclo de crédito mais desafiador, apoiado por custos de crédito estáveis, sólida geração de capital e um mix de carteira favorável, concentrado em segmentos de maior qualidade;
  • A cerca de 9x P/L 2027E, o Itaú já não é uma tese baseada em valuation. Em vez disso, vemos o múltiplo atual como um preço justo por uma visibilidade superior de resultados, qualidade de ativos resiliente e consistente geração de capital;
  • Com cerca de 20% de potencial de valorização até nosso preço-alvo para o final de 2027 e um DY de ~8%, continuamos vendo uma atrativa relação risco-retorno e reiteramos nossa recomendação de Compra, mantendo ITUB4 como nossa Top Pick;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Multiplan (MULT3): Colhendo os benefícios dos investimentos recentes

  • Realizamos um NDR com a Multiplan após os resultados do 2T26;
  • Os principais destaques foram: (i) expansões e revitalizações continuam sustentando o crescimento das vendas dos lojistas, com contribuições adicionais esperadas de ParkShopping Brasília e BarraShopping;
  • As margens de NOI devem se normalizar a partir do nível atual de 96%, mas permanecer acima de 90%;
  • A Multiplan segue recuperando recebíveis acumulados desde a pandemia, sustentando uma melhora gradual na inadimplência;
  • A alavancagem de 1,9x oferece flexibilidade para financiar investimentos, realizar recompras adicionais de ações e potencialmente aumentar a distribuição de JCP;
  • No geral, acreditamos que o portfólio premium da Multiplan deve continuar sustentando uma execução sólida;
  • Reiteramos nossa recomendação de Compra para a ação;
  • clique aqui para acessar o relatório;

Mineração e Siderurgia | Papel e Celulose: Importações de aço plano retomam trajetória de queda em Jul’26

  • A SECEX divulgou os dados de Jul’26, com destaque para: (i) importações de aço plano recuando M/M (-24% M/M, -41% A/A), revertendo parte da alta observada em Jun’26, impulsionadas por menores fluxos de produtos revestidos, o que vemos como positivo para Usiminas e CSN;
  • (ii) exportações de aço plano em queda M/M, enquanto importações e exportações de aço longo avançaram;
  • (iii) importações menores de laminados a frio e galvanizados, mas maiores para HRC e fio-máquina, cujas decisões antidumping seguem pendentes;
  • (iv) exportações de celulose de fibra curta avançando M/M, embora ligeiramente menores A/A, impulsionadas por maiores embarques de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo, enquanto os volumes de Ortigueira, da Klabin, aumentaram M/M e A/A;
  • E (v) exportações de minério de ferro recuando (-10% M/M, -7% A/A), com menores embarques em Ponta da Madeira e Tubarão, parcialmente compensados por maiores volumes em Itaguaí;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Tupy (TUPY3): Sinais de melhora reforçados; redução da dívida líquida como destaque positivo; revisão do 2T26

  • A Tupy reportou resultados ainda pressionados, mas com melhora sequencial, com EBITDA ajustado de R$156 milhões (-26% A/A, mas +57% T/T);
  • As receitas líquidas de R$2,5 bilhões vieram em linha com nossas estimativas, com ventos contrários de FX e demanda doméstica fraca sendo compensados por uma melhora sequencial dos mercados externos;
  • A margem EBITDA ajustada atingiu 6,3%, ligeiramente abaixo da nossa estimativa, mas +2,0p.p. T/T, apoiada por iniciativas contínuas de eficiência de custos e ganhos de mix que compensaram parcialmente a pressão cambial e que, juntamente com melhor alavancagem operacional, devem continuar sustentando a lucratividade no 2S26E;
  • A alavancagem aumentou para 4,14x (abaixo da nossa estimativa de 4,8x), enquanto a dívida líquida recuou -8% T/T, sugerindo que o aumento sequencial foi impulsionado por uma base ainda deprimida de EBITDA UDM, e não por deterioração do balanço;
  • A melhora das tendências do backlog da própria Tupy na América do Norte nos dá maior confiança de que os volumes devem se recuperar, apontando para uma perspectiva mais construtiva do que os indicadores de OEMs isoladamente sugerem;
  • No geral, vemos o 2T26 como mais um trimestre de transição, com sinais iniciais de que as condições operacionais atingiram o fundo do ciclo, e continuamos esperando que 3T-4T26E tragam uma confirmação mais clara da recuperação;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Hypera (HYPE3): Resultados em linha, com destaque para a geração de caixa

  • A Hypera entregou resultados do 2T26 amplamente em linha com as expectativas, com receita crescendo 8,5% a/a (sell-out de +7,6% a/a);
  • Um mix de produtos mais favorável sustentou a expansão da margem bruta (+170bps a/a), mas esse benefício, como esperado, foi mais do que compensado pelo aumento das despesas operacionais, resultando em uma contração de 135bps na margem EBITDA;
  • O principal destaque positivo foi a geração de caixa, com o fluxo de caixa livre atingindo R$ 425 milhões, acima da nossa estimativa de aproximadamente R$ 300 milhões;
  • O lucro líquido totalizou R$ 490 milhões, alta de 15,2% a/a;
  • No geral, esperamos uma reação levemente positiva do mercado, uma vez que a Hypera continua demonstrando maior consistência nos resultados em comparação ao desempenho mais volátil observado ao longo de 2025;
  • Reiteramos nossa recomendação de Compra;
  • Clique aqui para acessar nosso relatório completo.

Fleury (FLRY3): Execução sólida, mas comparações mais desafiadoras à frente

  • O Fleury divulgou resultados sólidos no 2T26, em linha com as expectativas, embora a surpresa positiva no lucro líquido tenha sido explicada principalmente por fatores abaixo do EBITDA;
  • A receita cresceu 15% a/a, sustentada por mais um trimestre forte da marca Fleury (+12% a/a), enquanto a margem EBITDA ficou ligeiramente acima da nossa estimativa (+20bps), reforçando nossa visão de que a companhia continua se beneficiando de ganhos de escala e diluição de custos fixos;
  • A geração de caixa também foi um destaque, atingindo R$ 430 milhões (yield de FCF de 4,5%), enquanto o lucro líquido avançou 46% a/a, para R$ 222 milhões;
  • De forma geral, o trimestre reforça a sólida execução e o bom momento operacional da companhia, o que deve sustentar uma reação positiva do mercado aos resultados;
  • Ainda assim, permanecemos mais cautelosos para o 2S26, diante de comparações mais desafiadoras de receita. Neutra;
  • Clique aqui para acessar nosso relatório completo.

Allos (ALOS3): Resultados positivos, sustentados por serviços e receitas de incorporação

  • A ALLOS apresentou resultados positivos no 2T26, com receita líquida e EBITDA ajustado acima das nossas estimativas, sustentados por serviços, incorporação imobiliária e ganhos contínuos de eficiência em SG&A;
  • As vendas dos lojistas cresceram 4,6% A/A, excluindo o Shopping Tijuca, enquanto SSS e SSR atingiram 2,6% e 4,6%, respectivamente;
  • A receita líquida ex-linearização alcançou R$732 milhões, 4% acima da nossa estimativa e alta de 12% A/A, enquanto o NOI totalizou R$601 milhões, praticamente em linha com nossa projeção e crescimento de 4% A/A;
  • O EBITDA ajustado atingiu R$525 milhões, 2% acima da nossa estimativa e alta de 10% A/A, apesar da diluição de margem decorrente da maior contribuição das receitas de mídia;
  • O FFO atingiu R$341 milhões, alta de 12% A/A, enquanto a alavancagem líquida permaneceu controlada em 1,7x;
  • No geral, o trimestre combinou indicadores operacionais resilientes, crescimento das novas verticais de negócios e ganhos adicionais de eficiência;
  • clique aqui para acessar o relatório;

EZTEC (EZTC3): Margem bruta acima das estimativas compensada por despesas operacionais mais fracas

  • A EZTEC apresentou resultados mistos no 2T26, com lucro líquido ligeiramente acima das nossas expectativas;
  • Os principais destaques incluem: (i) receita líquida de R$377 milhões, queda de 16% A/A, mas 7% acima da nossa estimativa, impulsionada pelo avanço das obras, pela superação de cláusulas suspensivas e por uma venda de terreno;
  • (ii) margem bruta de 39,7%, 1,1 p.p. acima da nossa estimativa, sustentada por R$17 milhões em economias nos custos de construção e por uma contribuição de R$11 milhões ao lucro bruto decorrente da venda do terreno;
  • (iii) queda de 48% A/A no EBITDA ajustado, que ficou 3% abaixo da nossa estimativa, uma vez que as menores despesas comerciais foram compensadas por maiores despesas gerais e administrativas, outras receitas operacionais negativas e menor resultado de equivalência patrimonial;
  • (iv) lucro líquido de R$110 milhões, queda de 21% A/A, mas 5% acima da nossa estimativa, sustentado por um resultado financeiro acima do esperado;
  • A companhia consumiu R$5 milhões em caixa no trimestre, embora a geração de caixa excluindo dividendos tenha sido positiva em R$23 milhões;
  • clique aqui para acessar o relatório;

Assaí (ASAI3): 2T em linha; mais um trimestre de disciplina em meio a um cenário macro difícil 

  • O Assaí reportou resultados do 2T em linha, com crescimento moderado, mas forte controle das despesas com vendas, gerais e administrativas e geração de caixa; 
  • Conforme esperado, a receita permaneceu pressionada por um ambiente macroeconômico desafiador, que continua pesando sobre o poder de compra dos consumidores, enquanto as tendências de trade-down sustentaram o fluxo de clientes e os ganhos de participação de mercado (+0,3 p.p.), embora em detrimento do crescimento do ticket; 
  • Enquanto isso, apesar da consequente desalavancagem operacional, a companhia conseguiu entregar uma margem EBITDA amplamente estável, sustentada por efeitos tributários positivos, maturação das lojas e rígido controle das despesas com vendas, gerais e administrativas; 
  • Conforme esperado, o Assaí reconheceu cerca de R$293 milhões em monetização extemporânea de créditos tributários de PIS/COFINS relacionados às suas operações de bebidas frias; 
  • Embora os números operacionais tenham ficado aproximadamente em linha com nossas expectativas, um efeito não caixa decorrente da atualização monetária dos créditos tributários levou o lucro líquido a superar o Xpe em 128%; 
  • Em suma, vemos com bons olhos os esforços da companhia para manter as despesas com vendas, gerais e administrativas sob controle em um ambiente desafiador para a receita, ao mesmo tempo em que permanece focada na geração de caixa e na desalavancagem; 
  • Mantemos nossa recomendação de Compra; 
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

Lojas Renner (LREN3): 2T fraco; SSS pressionado leva a uma surpresa negativa de 6% no EBITDA 

  • A Lojas Renner apresentou resultados fracos no 2T, com EBITDA e lucro líquido 6% e 5% abaixo das nossas estimativas, respectivamente, devido ao crescimento moderado da receita no Varejo; 
  • Diferentemente de seus pares, o SSS da Lojas Renner ficou abaixo das nossas expectativas novamente, atingindo +0,5% (+1,5% em vestuário), desacelerando em relação ao 1T (-2,5 p.p.) e abaixo dos pares (SSS de vestuário da CEAB em +4,1% e da RIAA em +7,8%); 
  • Isso, aliado a uma perspectiva macroeconômica/competitiva mais desafiadora à frente, levou a companhia a reduzir seu guidance de receita para este ano em 5 p.p., de 9–13% para 4–8%; 
  • Isso deve contribuir para o ceticismo dos investidores em relação ao guidance, provavelmente tornando-o obsoleto até que a LREN efetivamente o entregue; 
  • Embora todos os pares da LREN tenham mencionado dinâmicas desafiadoras no trimestre, principalmente associadas à Copa do Mundo, a LREN apresentou a desaceleração t/t mais acentuada; 
  • Isso levanta preocupações sobre sua execução e agilidade de resposta; 
  • Em rentabilidade, a companhia apresentou a menor margem bruta de vestuário entre os pares, em 58,7% (vs. 59,2% e 59,1% para RIAA e CEAB, respectivamente), embora tenha apresentado a maior margem EBITDA, impulsionada por uma produtividade superior das lojas; 
  • Em nossa visão, a companhia precisa trabalhar sua estratégia comercial para recuperar sua posição de outperformer e continuar capturando os benefícios de seu novo modelo operacional; 
  • Esperamos que a ação precifique pelo menos a surpresa negativa no lucro líquido/revisão do guidance, embora a estratégia de retorno de capital da companhia por meio de recompra/IoC (yield de 5,8%) deva oferecer algum suporte à ação; 
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

Panvel (PNVL3): 2T sólido; mantendo o ritmo  

  • A Panvel apresentou resultados sólidos no 2T, destacando-se como a única companhia farmacêutica a acelerar o crescimento da receita apesar de uma base de comparação mais difícil, enquanto a expansão da margem foi impulsionada pela alavancagem operacional e por ganhos de produtividade; 
  • Embora a aceleração já fosse esperada, vemos o desempenho de forma positiva, uma vez que a Panvel foi a única companhia do setor a alcançá-la em meio a uma base de comparação mais desafiadora a partir de maio, após o lançamento do Mounjaro; 
  • Em rentabilidade, apesar da pressão sobre a margem bruta, a maturação das lojas e os ganhos de produtividade continuaram sustentando a alavancagem operacional; 
  • Permanecemos construtivos em relação ao novo ciclo estratégico da companhia, que deve impulsionar um forte crescimento da receita e expansão da margem EBITDA por meio de uma expansão mais rápida, melhoria do mix de produtos e eficiências operacionais; 
  • Mantemos nossa recomendação de Compra; 
  • Clique aqui para acessar o relatório completo

Magazine Luiza (MGLU3): 2T fraco; preservando margens em meio a um ambiente macroeconômico (e de vendas) difícil   

  • A Magazine Luiza reportou resultados fracos e em linha no 2T, com retração da receita em meio a um ambiente macroeconômico e competitivo ainda desafiador; 
  • O canal de lojas físicas e os serviços financeiros foram os principais destaques, com as lojas físicas sustentadas por categorias relacionadas à Copa do Mundo (vendas de TVs crescendo 19% em junho) e pela penetração do CDC, enquanto a Luizacred apresentou um trimestre forte; 
  • A Magalupay SCFI também concluiu a migração do CDC, com 100% da originação nas lojas físicas agora sendo realizada pelo braço financeiro, melhorando a economia da vertical de serviços financeiros; 
  • Enquanto isso, o online permaneceu fraco em meio a um ambiente competitivo acirrado; 
  • Em suma, acreditamos que o trimestre ainda reflete um cenário difícil para a Magalu, embora a parceria 1P com a Amazon anunciada recentemente (junho/26) possa trazer algum alívio para as vendas online no 2S26, com a companhia também indicando que outras parcerias devem ser anunciadas em breve; 
  • Mantemos nossa recomendação Neutra; 
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

Alpargatas (ALPA4): 2T forte; EBITDA supera estimativas com operações internacionais e crescimento mais forte no Brasil 

  • A Alpargatas reportou mais um trimestre forte, com o EBITDA 16% acima da nossa estimativa, diante de resultados sólidos em ambas as BUs; 
  • Apesar das nossas expectativas já positivas e acima do consenso, a ALPA apresentou novamente resultados melhores do que o esperado, agora com as operações internacionais liderando a melhora; 
  • Em nossa visão, as indicações permanecem positivas em todas as frentes, com o Brasil sustentando ganhos de participação de mercado e rentabilidade recorde para um 2T, mesmo absorvendo investimentos concentrados em marketing relacionados à Copa do Mundo, e os resultados internacionais confirmando o novo ciclo da BU, com execução sólida na principal temporada da Europa e o novo modelo comercial dos EUA já apresentando ganhos de eficiência, apesar do impacto negativo esperado sobre o sell-in; 
  • Além disso, embora vejamos a recente alta do petróleo em meio às tensões geopolíticas como uma fonte de preocupação para os investidores no 2S, a administração reforçou a capacidade da companhia de mitigar a sensibilidade às oscilações externas de curto prazo; 
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

Unipar (UNIP6) | Resultados do 2T26: Melhora sequencial, em linha com as expectativas 

  • A Unipar divulgou seus resultados do 2T26 nesta quinta-feira (6), após o fechamento do mercado. A receita líquida de R$ 1,5 bilhão ficou em linha com nossa estimativa (+2% vs. XPe). O EBITDA recorrente de R$ 402 milhões também ficou em linha (-2% vs. XPe);
  • O EBITDA aumentou substancialmente na comparação sequencial (+177% t/t), impulsionado pelos maiores volumes de vendas e pelos preços internacionais mais altos de soda cáustica e PVC, que mais do que compensaram os maiores custos de eteno e gás natural. O lucro líquido de R$ 123 milhões ficou abaixo da nossa estimativa (-21% vs. XPe);
  • O FCFE recorrente foi positivo em c.R$170 milhões (retorno de 2,4%). Olhando à frente, esperamos que os resultados recuem no 3T26, à medida que os recentes ganhos nos preços petroquímicos comecem a se reverter;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Utilities: Pacote de resultados do 2T26 – AXIA, AURE, CPLE e EGIE

  • Quatro empresas sob nossa cobertura reportaram resultados ontem à noite: AXIA, AURE, CPLE e EGIE;
  • A AXIA entregou um miss nos resultados vs. XPe (e marginalmente abaixo do consenso) e anunciou mais R$ 3,7 bilhões em capital a ser devolvido aos acionistas (~5% de yield acumulado a ser distribuído);
  • Esperamos uma reação neutra a marginalmente positiva do mercado. A AURE entregou resultados em linha conosco (EBITDA ajustado 1% acima da XPe);
  • No geral, não esperamos que os resultados sejam um mover para a AURE;
  • Os resultados da CPLE também vieram em linha conosco e com o consenso (2% abaixo da XPe), com uma composição de resultados em linha tanto na G&T quanto na DisCo;
  • Também esperamos uma reação neutra do mercado para a CPLE;
  • Por fim, a EGIE reportou um EBITDA ajustado em linha com nossas estimativas e também não deve ser um mover de mercado para o papel;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

LOG CP (LOGG3): Tendências operacionais sólidas e demanda por nova reciclagem de ativos

  • A LOG apresentou resultados positivos no 2T26, sustentados por indicadores operacionais sólidos e pela aceleração da reciclagem de ativos, apesar dos efeitos não recorrentes relevantes da transação;
  • A receita líquida atingiu R$66 milhões (+7% A/A; estável T/T), 3% abaixo da nossa estimativa, enquanto o EBITDA de locação totalizou R$57 milhões (+6% A/A; +1% T/T), 14% acima da nossa projeção, com margem de 85,8%;
  • O EBITDA consolidado atingiu R$80 milhões, 61% acima da nossa estimativa, embora os números reportados tenham sido distorcidos pelos custos relacionados à transação com o ILCP11;
  • O lucro líquido ajustado da operação de locação alcançou R$4,9 milhões, superando nossa expectativa de prejuízo líquido de R$4 milhões, enquanto a alavancagem ajustada recuou para 0,8x dívida líquida/EBITDA;
  • No geral, a sólida execução operacional e a reciclagem de ativos continuam sustentando o pipeline de desenvolvimento e fortalecendo o balanço;
  • Reiteramos nossa recomendação Neutra para a ação;
  • Clique aqui para acessar o relatório;

PetroReconcavo (RECV3) | Resultados do 2T26: Resultados em linha

  • Nesta terça-feira (6), após o fechamento do mercado, a PetroReconcavo divulgou seus resultados do 2T26;
  • O EBITDA de R$ 396 milhões ficou em linha com nossas estimativas (-2% vs. XPe). O EBITDA da RECV aumentou sequencialmente (+28% t/t), sustentado por preços realizados mais altos de óleo e gás (+28% e +10%, respectivamente);
  • Esses ganhos foram parcialmente compensados por custos mais altos, principalmente pelas maiores compras de gás de terceiros durante a parada programada para manutenção da UPGN de Guamaré. O lucro líquido de R$ 203 milhões (+64% t/t) ficou acima da nossa estimativa (R$ 186 milhões), beneficiado por ganhos cambiais;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Petrobras (PETR4) | Resultados do 2T26: Acima das expectativas

  • Nesta quinta-feira (6), após o fechamento do mercado, a Petrobras divulgou resultados fortes no 2T26 e dividendos acima das nossas estimativas e do consenso. O EBITDA ajustado de US$ 19,0 bilhões (incluindo -US$ 965 milhões em despesas com o imposto sobre as exportações de petróleo) superou nossa estimativa em +7,8% e o consenso em +5,7%.
  • O EBITDA aumentou c.+64% t/t, à medida que a Petrobras capturou os ganhos decorrentes dos preços mais altos do petróleo e dos spreads de refino, mesmo com os preços domésticos permanecendo, em sua maioria, abaixo da paridade durante o trimestre. O lucro líquido de US$ 10,4 bilhões também ficou acima da nossa estimativa (+30,0% vs. XPe) e do consenso (+19,8% vs. cons.);
  • Da mesma forma, os dividendos de US$ 3,4 bilhões (c.2,8% yield no trimestre) e a geração de fluxo de caixa livre (c.3,8% de FCFE yield) também superaram as expectativas. Acreditamos que os resultados do 2T26 superaram as expectativas e devem provocar uma reação positiva do mercado no próximo pregão;
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Utilities: Pacote de Resultados do 2T26 – ENGI e ALUP

Negativo para ENGI e Em Linha para ALUP

  • Duas empresas sob nossa cobertura reportaram resultados ontem à noite: ENGI e ALUP;
  • A ENGI reportou um EBITDA ajustado de R$ 1,95 bilhão, 7% abaixo das nossas expectativas;
  • O miss foi impulsionado principalmente pela pressão no PMSO e pelo maior nível de inadimplência. Embora algumas distribuidoras estejam atualmente passando por janelas de ano-teste, acreditamos que o resultado mais fraco pode pesar sobre o papel, particularmente porque o debate em curso sobre o opex regulatório estrutural está tornando mais difícil para os investidores distinguirem entre pressões de custo temporárias e estruturais;
  • A inadimplência, em nossa visão, é mais cíclica, embora um cenário macroeconômico mais fraco possa prolongar o impacto negativo;
  • A ALUP reportou resultados operacionais amplamente em linha em ambos os segmentos e anunciou dividendos adicionais equivalentes a R$ 0,21 por unidade (0,6% de yield). Esperamos uma reação neutra do mercado;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • Empresas retomam plano de emissões externas após início de ano fraco (Valor Econômico).
  • Aegea reduz prejuízo no 2º tri e avança em plano de reestruturação financeira (Valor Econômico)
  • Exclusivo: Cosan adia entrega de propostas pela Rumo para início de setembro (InvestNews)
  • CSN se aproxima de quórum necessário para acordo de dívida, dizem fontes (Bloomberg Línea)
  • Clique aqui para acessar o clipping..

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • Fundo imobiliário anuncia compra de shopping por R$ 216 milhões; IFIX tem 3ª queda consecutiva (Money Times);
    • FIIs de papel puxam desempenho no 1º semestre; confira destaques e perspectivas (B³ Bora Investir);
    • Seletividade na escolha de FIIs segue em foco após Copom (ClubeFII News);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • Valora CRA Fiagro (VGIA11) | Desconto excessivo frente aos riscos mapeados na carteira
    • Nossa recomendação de COMPRA para o VGIA11 está fundamentada nos seguintes fatores:
      • Gestão qualificada e experiente, com histórico consistente de geração de valor e atuação bem-sucedida em cenários adversos;
      • Foco na originação e estruturação proprietária, o que garante maior controle sobre as operações;
      • Perspectiva de maior diversificação da carteira, aliada ao potencial de geração de valor via programa de recompra de cotas;
      • Preço de negociação convidativo, que já incorpora, de forma mais que suficiente, os riscos mapeados no portfólio;
    • Clique aqui para mais informações.
  • ETFs: Patrimônio de ETFs de renda fixa supera o de renda variável no Brasil pela primeira vez, enquanto bitcoin registra leve alta com entradas em ETFs e fundos de ações dos EUA têm saídas antes dos dados de emprego
    • Patrimônio de ETFs de renda fixa bate o de renda variável pela primeira vez (Valor Investe)
    • Bitcoin sobe levemente com entrada em ETFs, mas segue perto dos US\$ 64 mil: (Valor)
    • Day Traders Hammered by Stock Market Slump Double Down in Taiwan (Bloomberg)
    • US Equity Funds See Outflows as Investors Take Profits Ahead of Jobs Data (Reuters)
    • Clique aqui para acessar o relatório.

ESG

CEO da Engie confirma interesse da companhia em participar do leilão de baterias | Café com ESG, 07/08

  • O mercado fechou o pregão de quinta-feira em território negativo, com o IBOV e ISE recuando 1,23% e 1,29%, respectivamente.
  • No Brasil, (i) o presidente da Engie, Eduardo Sattamini, afirmou que a companhia tem interesse em participar dos dois leilões previstos para o segundo semestre: o de transmissão, em outubro, e o de baterias, em dezembro – segundo o executivo, o mercado de baterias desperta grande apetite, como demonstrado pelo cadastro de mais de seis mil projetos para o certame, mas alertou que muitos desses projetos não têm consistência e devem cair ao longo do tempo; e (ii) o fenômeno climático El Niño pode aumentar a volatilidade nos preços da energia, avaliou o vice-presidente de regulação, institucional e de mercado da Axia Energia, Rodrigo Limp, em teleconferência com analistas sobre os resultados do trimestre – entre os efeitos que podem se refletir nos preços está o aumento de chuvas no Sul do país, o que pode reduzir os valores da eletricidade naquela região.
  • Ainda no país, um estudo realizado pela Carbonn Nature mostrou que o agronegócio brasileiro tem potencial para gerar até R$ 314,3 milhões de créditos de carbono até 2035, mas a ausência de regras operacionais para autorizar e comercializar esses ativos ainda impede que o setor aproveite plenamente as oportunidades do mercado internacional – segundo o estudo, uma estratégia moderada de autorizações permitiria negociar cerca de 15,7 milhões de toneladas de carbono no mercado internacional e gerar receitas de R$ 2,4 bilhões por meio dos Resultados de Mitigação Transferidos Internacionalmente, mecanismo previsto no Artigo 6 do Acordo de Paris que permite a comercialização de créditos entre países.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

A corrida global por data centers e a oportunidade para o Brasil

  • Ontem, os times de Research ESG e Capital Goods da XP se reuniram com Luciano Fialho, vice-presidente sênior da Scala Data Centers, principal plataforma latino-americana de data centers sustentáveis no mercado de hiperescala, para discutir as perspectivas de crescimento da demanda por energia impulsionada pela expansão dos data centers, bem como as oportunidades que esse movimento pode gerar para o Brasil;
  • Entre os principais pontos discutidos na reunião, destacam-se: (i) a capacidade global de data centers deve triplicar até 2030; (ii) a conexão à rede elétrica como o principal gargalo do setor; (iii) a oportunidade estrutural para o Brasil, apesar dos desafios de competitividade; e (iv) o acesso a renováveis é uma vantagem estratégica, enquanto a adoção de baterias se aproxima de um ponto de inflexão.
  • Clique aqui pera ler o conteúdo completo. 

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