IBOVESPA +2,63% | 192.115 Pontos
CÂMBIO -0,08% | 5,21/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana em alta de 4,7% em reais e de 4,2% em dólares por conta da depreciação de 0,6% do real, aos 192.115 pontos.
Hapvida (HAPV3, +24,6%) foi o destaque positivo da semana após dados mostrarem queda de 37% nas novas ações judiciais contra o sistema de saúde privado em agosto.
Por outro lado, Santander (SANB3, -5,6%) foi o destaque negativo, acompanhando a queda das ações da controladora espanhola, que reduziu o valor implícito da oferta de permuta pelos papeis da subsidiária brasileira.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana com direções mistas entre Estados Unidos (EUA) e Brasil. Nos EUA, os rendimentos dos Treasuries seguiram em alta, em meio ao petróleo elevado, à resiliência da atividade e às preocupações fiscais, com os títulos longos renovando máximas de mais de duas décadas. A T-note de dois anos encerrou a 4,83% (-2 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos a 5,28% (+12 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,63% (+14 bps). No Brasil, a curva doméstica apresentou fechamento, especialmente nos vértices intermediários, diante de sinais de desaceleração da atividade e da redução dos prêmios de risco relacionados ao cenário eleitoral. O DI jan/27 encerrou a 13,51% (-4 bps vs. semana anterior), o DI jan/29 a 13,69% (-14 bps) e o DI jan/31 a 13,92% (-1 bp). A NTN-B também apresentou fechamento nos vértices mais longos, com a B29 a 7,46% (vs. 7,49%), a B35 a 7,65% (vs. 7,60%) e a B50 a 7,27% (vs. 7,31%).
Mercados globais
Nesta segunda-feira (5), os futuros nos EUA operam em leve queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,2%), devolvendo parte do rali da última sexta-feira, quando o S&P 500 subiu 0,7% após dados fracos de emprego reduzirem as apostas em novas altas de juros pelo Fed, com o Treasury de 10 anos em 5,28% ainda no radar. Na Europa, o Stoxx 600 opera em leve alta de 0,2%. Na Ásia, os mercados fecharam em alta: o Nikkei 225 (Japão) opera próximo a estabilidade, e o Hang Seng (Hong Kong) ganhou 0,3%.
O mercado repercute a aquisição da americana PTC pela Schneider Electric, em uma operação de US$ 22,6 bilhões (US$ 205 por ação), com as ações da francesa recuando perto de 10%. O petróleo opera com o Brent estável perto de US$ 102/barril, à medida que as exportações de petróleo do Oriente Médio aumentam e o G7 avança na liberação de estoques, depois que a Opep+ manteve inalteradas as metas de produção para novembro. O envio de um terceiro porta-aviões americano ao Oriente Médio segue no radar. Os investidores também direcionam o foco para a ata da última reunião do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, e para os PMIs de serviços e do ISM, além da agenda de resultados, com divulgações esperadas de PepsiCo e Delta Air Lines ao longo da semana.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de sexta-feira (2) em alta de 0,43%, aos 3.772,09 pontos. Às vésperas do 1º turno das eleições, o índice encerrou o acumulado da semana em alta de 0,81%. Entendemos que parte desse movimento pode estar associada a uma reação defasada da classe em relação a outros ativos de risco domésticos, que apresentaram desempenho positivo em setembro, favorecidos pelo fechamento das curvas de juros, ante queda de 0,2% do IFIX no mês. O movimento também pode ter sido influenciado positivamente pela principal data mensal de anúncio de dividendos dos FIIs, ocorrida na última quarta-feira, último dia útil do mês.
Historicamente, o IFIX não exibe um padrão consistente de comportamento no período pré-eleitoral e, nos ciclos com 2º turno, a volatilidade tende a recuar até a definição do pleito, retornando a níveis próximos aos observados antes do processo eleitoral, sem evidências de mudanças estruturais no comportamento do indicador. Esse histórico reforça, na ausência de uma quebra estrutural, o caráter relativamente mais defensivo da classe diante das incertezas associadas ao pleito (link).
Os ganhos foram disseminados entre a maior parte dos segmentos acompanhados durante o pregão de sexta-feira. O segmento de multiestratégia liderou a sessão, com avanço de 0,92%, seguido pelos ativos logísticos (+0,73%), pelos fundos de shoppings (+0,68%) e pelos fundos híbridos (+0,44%). Os fundos de recebíveis também encerraram o dia no campo positivo, com alta de 0,24%, enquanto os fundos de tijolo avançaram 0,60% no agregado. Na outra ponta, as lajes corporativas recuaram 0,25% e os fundos de fundos registraram queda de 0,10%.
Entre os destaques positivos, sobressaíram HGCR11 (+2,3%), KNHF11 (+2,0%) e RBRX11 (+1,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por RBRR11 (-2,6%), BCRI11 (-2,4%) e CACR11 (-1,7%).
Economia
No Brasil, Flávio Bolsonaro venceu o 1º turno da eleição presidencial, superando o atual presidente, Lula da Silva, mas sem alcançar a maioria absoluta necessária para garantir a vitória imediata. A média das pesquisas sugeriam uma vitória de Lula por uma pequena margem. Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Haverá um 2º turno entre os dois candidatos em 25 de outubro. Candidatos de direita também venceram a maioria das disputas para governadores estaduais decididas no primeiro turno, bem como as vagas em disputa no Senado (dois terços das 81 cadeiras foram renovadas na eleição de ontem);
Nos Estados Unidos, os dados do mercado de trabalho de setembro publicados na última sexta-feira ficaram abaixo do esperado: a economia registrou criação de apenas 29 mil vagas (ante 90 mil esperados), acompanhados por revisões baixistas dos meses anteriores, alta do desemprego para 4,2% e moderação dos salários. A leitura reduziu a possibilidade de nova alta de juros pelo Fed em outubro, embora este ainda seja um cenário possível.
Na agenda da semana, destaques para a ata da última reunião de política monetária nos EUA e para o IPCA de setembro, no Brasil.
Veja todos os detalhes
Economia
Payroll enfraquece nos EUA; indústria brasileira recua mais que o esperado
- Os dados do mercado de trabalho nos EUA de setembro, publicados na última sexta-feira, mostraram uma perda de força maior do que o esperado, com criação de apenas 29 mil vagas de trabalho, ante expectativa de 90 mil. Agosto foi revisado de 162 mil para 133 mil vagas, enquanto julho passou a mostrar destruição líquida de 10 mil postos; no total, os dois meses tiveram 60 mil vagas a menos que o estimado anteriormente. A taxa de desemprego subiu de 4,1% para 4,2%, acompanhada por aumento da participação na força de trabalho de 61,6% para 61,8%. Os salários também desaceleraram, avançando apenas 0,1% m/m e 3,0% a/a. Após a divulgação, a probabilidade de alta de juros pelo Fed em outubro recuou um pouco, mas segue um cenário possível;
- O conflito no Oriente Médio parece estar se espalhando mais uma vez. No fim de semana, o governo do Iêmen, apoiado pela Arábia Saudita, anunciou o lançamento de uma ofensiva militar contra os Houthis — grupo apoiado pelo Irã — com o objetivo de retomar áreas do país controladas pela milícia. Por sua vez, o Irã enfatizou que o Estreito de Ormuz não será liberado enquanto não forem atendidas sete condições estabelecidas em um acordo provisório firmado com os EUA em junho. Apesar das tensões, a possibilidade de retomada das exportações de petróleo bruto do Oriente Médio e a liberação de estoques de petróleo do G7 ajudaram a conter os preços da commodity na segunda-feira.
- No Brasil, o candidato de direita Flávio Bolsonaro venceu o primeiro turno da eleição presidencial, superando o atual presidente, Lula da Silva, mas sem alcançar a maioria absoluta necessária para garantir a vitória imediata. A média das pesquisas sugeriam uma vitória estreita de Lula. Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Haverá um segundo turno entre os dois candidatos em 25 de outubro. Candidatos de direita também venceram a maioria das disputas para governadores estaduais decididas no primeiro turno, bem como as vagas em disputa no Senado (dois terços das 81 cadeiras foram renovadas na eleição de ontem);
- A produção industrial recuou 0,6% em agosto contra julho, abaixo das expectativas (0,1%). Com isso, o indicador apresentou queda de 2,0% no trimestre móvel encerrado em agosto. A queda foi disseminada: todas as quatro grandes categorias econômicas e a maior parte dos setores pesquisados registraram contração na margem. Por exemplo, a produção de bens de capital segue fraca, reflexo da política monetária restritiva, do endividamento elevado das empresas e da maior penetração de importações. Os bens intermediários, que respondem por cerca de 60% da indústria, recuaram pelo quarto mês consecutivo. De modo geral, o resultado corrobora o enfraquecimento da atividade econômica incorporado em nosso cenário-base. Mantemos a expectativa de que o PIB total crescerá 1,7% em 2026 e 1,0% em 2027, abaixo do crescimento potencial;
- Na agenda da semana, o Fed divulgará a ata da última reunião do FOMC, que deve detalhar a avaliação da autoridade sobre os próximos passos do ciclo de alta de juros. Nos Estados Unidos, também serão divulgados a sondagem ISM de serviços e as expectativas de inflação da Universidade de Michigan. Na Zona do Euro, teremos inflação ao produtor e vendas no varejo, enquanto uma série de PMIs será divulgada ao redor do mundo. No Brasil, o destaque será o IPCA de setembro, que deve voltar ao terreno positivo, pressionado pelo fim do Bônus de Itaipu nas contas de luz e pela alta dos alimentos, com expectativa também de aceleração dos núcleos. Completam a agenda o IGP-DI, que deve acelerar diante da alta dos preços do petróleo e das commodities agrícolas, e a balança comercial, para a qual se espera superávit robusto.
Empresas
Unifique (FIQE3): controladora anuncia OPA a R$6,00/ação
- A Unifique anunciou que sua controladora, Unitá Participações, pretende realizar uma OPA para adquirir as ações em circulação, com o objetivo de converter o registro da companhia para a categoria B e cancelar sua listagem no segmento Novo Mercado;
- O preço proposto é de R$6,00/ação, aproximadamente 10% acima do preço de fechamento de sexta-feira, de R$5,44;
- O laudo de avaliação indicou R$5,42/ação, com base na metodologia do preço médio ponderado por ação;
- A R$6,00, nosso modelo aponta múltiplos de aproximadamente 3,9x EV/EBITDA e 10,8x P/E para 2026E, e 3,5x e 10,0x para 2027E;
- Como referência, nosso estudo anterior sobre a consolidação de ISPs indicou múltiplos entre 5,5x e 6,0x EV/EBITDA para ativos de maior escala, embora essas transações estratégicas incorporem sinergias e tenham natureza diferente da OPA atual;
- Operacionalmente, a companhia permanece bem posicionada, com baixa alavancagem e sólida dinâmica em banda larga e móvel;
- O foco agora se volta à reação dos acionistas minoritários e aos quóruns de aprovação exigidos para a operação;
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Aura (AURA33): Aura anuncia internalização da frota em três operações brasileiras
- O que há de novo? A Aura anunciou a aquisição da frota de mineração, dos contratos de arrendamento de equipamentos e da força de trabalho dedicada que atualmente atendem Apoena, Almas e Borborema, internalizando as atividades de mineração e manutenção a partir de Jan’27;
- A transação possui um enterprise value de ~US$118 milhões, dos quais ~US$48 milhões serão pagos em caixa, com o restante consistindo principalmente em obrigações assumidas de arrendamento de equipamentos;
- O management espera que a iniciativa reduza o AISC ponderado em US$150-200/oz nas três operações a partir de 2027;
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Embraer (EMBJ3): Entregas estáveis; em linha para atingir os guidances de 2026, na nossa visão
- A Embraer anunciou suas entregas do 3T26, compostas por 22 aeronaves comerciais (vs. 20 no 3T25), 41 jatos executivos (vs. 41 no 3T25) e 3 aeronaves de defesa (vs. 1 no 3T25);
- No geral, vemos a divulgação como neutra para o 3T26 (entregas comerciais em linha com a XPe, enquanto Aviação Executiva ficou 5 unidades abaixo da XPe);
- Dito isso, as entregas de Aviação Executiva atingiram 115 aeronaves no 9M26, implicando 55 entregas no 4T26 para atingir o limite superior do guidance da companhia, um nível que vemos como alcançável (~5% abaixo dos níveis do 4T25);
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Brasil encara a data de vencimento do pré-sal. E ainda precisa encontrar um substituto (InvestNews);
- Correios: estatal precisa de uma reestruturação até para ser privatizada (InvestNews);
- Cosan vende ativos, reduz dívida e ganha força para negociar Rumo (Estadão);
- Relator nega cautelar à J&F para suspender GPC do CUST em Uruguaiana (CanalEnergia).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX fecha em alta de 0,43% e encerra semana com avanço de 0,81% (FIIs);
- FII da Vinci adiciona galpão de R$ 140 mi à carteira; Shopee está entre locatários (InfoMoney);
- HGBS11 conclui compra de 75% do Shopping Jaraguá (Clube FII News);
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ESG
BNDES estuda participação em projeto de terras raras em Minas Gerais | Café com ESG, 05/10
- O mercado encerrou a semana passada em território positivo, com o Ibovespa e o ISE avançando 4,70% e 5,01%, respectivamente. O pregão de sexta-feira também fechou em alta, com o IBOV subindo 2,46%, e o ISE 2,62%.
- No Brasil, o BNDES estuda participar do projeto de uma futura planta de refino e separação de óxidos de terras raras ligada à Lynas Rare Earths e à Meteoric Resources em Minas Gerais, segundo a CNN – a participação do banco no projeto está praticamente acertada, mas o que ainda está em discussão é o formato do apoio: se será concedido um financiamento ou se o BNDES entrará por meio de uma participação acionária, passando a dividir o risco e o retorno do empreendimento com os investidores privados.
- No internacional, (i) o Reino Unido deu um passo atrás em sua agenda corporativa de sustentabilidade após a Financial Conduct Authority (FCA) anunciar que desistiu do plano de tornar obrigatória a divulgação de informações de riscos e oportunidades climáticas por empresas listadas – segundo documento da autoridade, as empresas poderão escolher se divulgam relatórios nos padrões internacionais IFRS S1 e S2; e (ii) a divisão de computação em nuvem da Amazon, a Amazon Web Services (AWS), anunciou um investimento de mais de US$ 1 bilhão ao longo dos próximos cinco anos em comunidades norte-americanas onde mantém data centers, comprometendo-se a mitigar os impactos das instalações no consumo de energia elétrica e água – em contexto, os data centers têm enfrentado forte resistência em comunidades por todo o país em meio a preocupações com a sobrecarga da demanda elétrica, encarecimento das contas de luz e outros impactos locais.
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