IBOVESPA +0,44% | 187.422 Pontos
CÂMBIO +0,09% | 5,11/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a terça-feira em alta de 0,4%, aos 187.423 pontos. A queda do petróleo, diante de sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã, favoreceu o apetite por risco global e contribuiu para as ações brasileiras.
A ação da Suzano (SUZB3, +2,8%) avançou após a empresa anunciar reajustes nos preços da celulose. Na ponta negativa, Vivara (VIVA3, -4,4%) registrou a maior queda do índice, ao lado de outros papéis ligados ao consumo, como Natura (NATU3, -2,1%) e Raia Drogasil (RADL3, -1,8%).
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram ontem em leve queda, em movimento favorecido pelo alívio do cenário geopolítico. Nos EUA, as Treasuries fecharam sem direção única e com pequenos ajustes, com a T-note de 2 anos a 4,74% (-1 bp), a de 10 anos a 4,95% (0 bp) e o T-bond de 30 anos a 5,29% (+1 bp), em meio a comentários de dirigentes do Fed reforçando uma postura mais rígida no combate à inflação.
No Brasil, a curva fechou, principalmente no vértice mais curto, com o DI jan/27 a 13,53% (-3 bps), o DI jan/29 a 13,68% (0 bp) e o DI jan/31 a 13,87% (-1 bp). Além do suporte externo, a ata do Copom foi interpretada como consistente com a possibilidade de novos cortes da Selic. A NTN-B encerrou com a B29 a 7,49% (vs. 7,41%), a B35 a 7,62% (vs. 7,62%) e a B50 a 7,31% (vs. 7,33%).
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,0%), em compasso de espera pelo PMI preliminar de setembro, após altas do Nasdaq nos últimos dias. Na Europa, o Stoxx 600 opera perto da estabilidade, com leve viés de baixa (-0,2%), sustentado pelos setores aeroespacial e de defesa, mesmo com a fraqueza em ações de consumo básico. Na Ásia, os mercados fecharam mistos: o Kospi (Coreia) subiu 0,9%, no quarto pregão consecutivo de alta, o Nikkei (Japão) perdeu 0,5%, enquanto na China, o CSI 300 perdeu 0,6% e o Hang Seng recuou 1,0%, em meio à cautela diante da cúpula entre Trump e Xi Jinping.
O mercado repercute a disparada da Meta Platforms, após o lançamento do agente de inteligência artificial Muse, o que ajudou a levar o Nasdaq a fechar em recorde. O petróleo opera em leve queda, com o Brent perto de US$ 98 por barril, depois que Estados Unidos e Irã sinalizaram avanços em conversas diplomáticas na ONU, aliviando temores de escalada. Os investidores direcionam o foco para a cúpula entre Trump e Xi Jinping em Washington nesta quinta e sexta-feira, com tarifas, terras raras e Taiwan na pauta, além da temporada de resultados, com divulgações esperadas de Costco e General Mills ao longo da semana.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de terça-feira em queda de 0,41%, aos 3.746 pontos.
A pressão sobre o índice foi disseminada entre os principais segmentos do mercado. Os fundos híbridos registraram a maior queda do dia (-0,52%), seguidos pelo segmento de multiestratégia/FOFs (-0,54%) e pelos fundos de recebíveis (-0,37%). Os fundos de tijolo recuaram 0,44%, pressionados principalmente pelos fundos de shoppings (-0,42%), ativos logísticos (-0,41%) e lajes corporativas (-0,28%).
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram ICRI11 (+3,4%), FATN11 (+2,9%) e MFII11 (+2,8%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MCRE11 (-2,9%), VGIP11 (-2,7%) e ITRI11 (-2,3%).
Economia
Sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã reduziram o prêmio de risco no mercado de energia. Donald Trump classificou como “muito produtiva” a reunião entre representantes dos dois países em Nova York, enquanto surgiram notícias de que Teerã poderia reabrir o Estreito de Ormuz caso Washington suspenda o bloqueio aos portos iranianos. Nesse contexto, o Brent recua 1,8%, para US$ 98,5 por barril.
No Brasil, a Ata do Copom reforçou os sinais de desaceleração da atividade e melhora da inflação, sem alterar o balanço de riscos ou a estratégia de política monetária. Entendemos que o documento mantém um novo corte de 0,25 p.p. em novembro como cenário mais provável. A arrecadação federal, por sua vez, permaneceu forte em agosto, apoiada sobretudo pelas receitas relacionadas ao setor de petróleo.
Na agenda, teremos apenas as leituras do índice de gerentes de compras (PMI) de serviços e composto referentes ao mês de setembro nos Estados Unidos.
Veja todos os detalhes
Economia
Ata do Copom reforça cenário de continuidade dos cortes
- As negociações entre Estados Unidos e Irã avançaram durante a Assembleia Geral da ONU, apesar da manutenção de uma retórica agressiva entre as partes. Donald Trump voltou a ameaçar o Irã caso não haja acordo, mas posteriormente classificou como “muito produtiva” a reunião de três horas entre Steve Witkoff, Jared Kushner e representantes iranianos em Nova York, afirmando que um novo encontro já está sendo planejado. Segundo a mídia estatal iraniana, Teerã apresentou condições para a reabertura do Estreito de Ormuz, incluindo o fim do bloqueio naval e a liberação de ativos iranianos congelados, enquanto notícias divulgadas pela manhã indicaram que o estreito poderia ser reaberto caso os EUA suspendam o bloqueio aos portos iranianos. A perspectiva de avanço diplomático reduziu o prêmio de risco no mercado de energia, levando o petróleo tipo Brent a cair 1,8%, para US$ 98,5 por barril;
- No Brasil, a Ata do Copom reforçou os sinais de desaceleração da atividade e de melhora da inflação. O Comitê destacou a “moderação gradual da atividade econômica”, principalmente nos setores mais cíclicos, e observou que as medidas subjacentes de inflação desaceleraram. O documento trouxe ainda uma análise mais detalhada do mercado de crédito, cuja dinâmica recente foi considerada consistente com desaceleração do crescimento em meio a uma política monetária restritiva. Apesar disso, o Copom reiterou que a atividade ainda parte de um nível forte, a inflação permanece acima da meta e o cenário externo continua sendo fonte de risco. Como os trechos referentes ao balanço de riscos e à estratégia de política monetária permaneceram inalterados, entendemos que um novo corte de 0,25 p.p. em novembro continua sendo o cenário mais provável. Esperamos cortes de 0,25 p.p. nas próximas reuniões, levando a Selic a 13,25% no fim de 2026, e eventual aceleração para cortes de 0,50 p.p. a partir da segunda reunião de 2027, com a taxa alcançando 11,50% em meados do ano. Os principais riscos seguem relacionados ao petróleo, ao El Niño e à volatilidade dos ativos durante o processo eleitoral. Para detalhes, acesse Ata do Copom: Atividade em desaceleração e inflação mais baixa reforçam continuidade do ciclo de cortes de juros em meio a incertezas elevadas.
- A arrecadação federal atingiu R$ 235,6 bilhões em agosto, crescimento real de 8,3% a/a e melhor resultado para o mês na série histórica, praticamente em linha com nossa projeção de R$ 236,1 bilhões e abaixo do consenso de R$ 239,0 bilhões. No acumulado do ano, as receitas somam R$ 2,112 trilhões, alta real de 7,1%. O desempenho foi impulsionado sobretudo pelo setor de petróleo: IRPJ/CSLL avançou 13,1%, enquanto outras receitas administradas pela Receita Federal cresceram 32,0%, beneficiadas pela tributação das exportações de petróleo, que gerou R$ 1,9 bilhão no mês. A arrecadação previdenciária também permaneceu forte (+4,3%), enquanto o IRRF sobre rendimentos do trabalho caiu 8,9%, refletindo a isenção para rendimentos de até R$ 5 mil mensais. Para os próximos meses, esperamos que os preços mais elevados do petróleo continuem sustentando as receitas apesar da desaceleração da atividade e projetamos arrecadação de R$ 3,196 trilhões em 2026, alta real de 6,0%;
- Na agenda, teremos apenas as leituras do PMI de serviços e composto do mês de setembro para os Estados Unidos.
Empresas
Mineração e Siderurgia: uma semana positiva para as commodities metálicas
- Os preços do cobre subiram +5% S/S, sustentados por uma demanda chinesa mais forte e disponibilidade spot mais restrita, com o projeto Furnas da Ero Copper reforçando a opcionalidade de crescimento de longo prazo do cobre da Vale Base Metals;
- Ainda sobre a Vale, a companhia concordou em adquirir uma participação de 30% na Ligga por ~US$190 milhões, garantindo o offtake de uma operação cuja produção deve aumentar de ~2Mtpa para ~8Mtpa até 2028E e adicionando volumes de alta qualidade próximos ao seu Sistema Norte;
- Enquanto isso, os preços do minério de ferro aumentaram +2% S/S, impulsionados pela recomposição de estoques na China antes do feriado, embora margens fracas das siderúrgicas e uma demanda final incerta continuem limitando o upside;
- O ouro também subiu +1% S/S, sustentado pela demanda por ativos seguros, embora as expectativas de taxas de juros mais altas por mais tempo nos EUA tenham limitado os ganhos (as entradas em ETFs foram de +27 toneladas);
- Também observamos que os preços do HRC e do vergalhão no Brasil recuaram -3% e -1% S/S, respectivamente, com a paridade de importação do aço plano em +16% (-3p.p. S/S) e a paridade do aço longo em -11% (-3p.p. S/S), enquanto as importações de aço do Egito (isentas de tarifas) sugerem uma paridade de -1%;
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Renda Fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Crédito privado: negociação cai e oferta de incentivadas despenca 91% (Valor Investe);
- Renegociação de dívidas do agro deve avançar em 30 dias, diz ministra (CNN Brasil Agro);
- Suzano confirma novo aumento no preço da celulose (CNN Brasil Agro);
- Negativa da Aneel deve inviabilizar acordo sobre térmicas da Eneva (CanalEnergia).
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Estratégia
XP Short Scout: monitor de short selling no Brasil – 22/09/2026
- O short interest mediano no Ibovespa aumentou 57 bps, para 7,1%. As posições em aberto subiram para R$ 123,8 bilhões (+2,3%).
- Frasle Mobility (FRAS3) viu sua taxa de aluguel subir para 14,6%, um aumento de 2,4 p.p. em relação a 4 de setembro. O short interest permaneceu praticamente estável em 4,5% do free float, enquanto o days to cover ficou em 28,7 dias de ADTV, uma alta de 21,3% frente a duas semanas atrás.
- Já o Itaú Unibanco (ITUB3) apresentou taxa de aluguel de 2,7%, alta de 1,6 p.p. em relação à atualização anterior, enquanto o short interest subiu 0,3 p.p., para 14,3% do free float, e o days to cover avançou 2,2%, para 39,6 dias de ADTV.
- Também destacamos a alta da taxa de aluguel da PetroReconcavo (RECV3) para 4,8%, um avanço de 3,5 p.p. nas últimas duas semanas. Seu days to cover está em 12,3 dias de ADTV (-13,8%), enquanto o short interest atualmente representa 8,1% do free float (-2,0 p.p.).
- Outros nomes para acompanhar: AZZA3, CVCB3, CXSE3, ECOR3, EZTC3, LREN3, MOVI3, OPCT3.
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX fecha terça-feira em queda de 0,41%, em 3.746 pontos (FIIs);
- Seis gigantes do e-commerce gastam cerca de R$ 2,08 bilhões em aluguéis em condomínios logísticos (SiiLA);
- O plano para colocar a Zona Oeste de SP no mapa da inovação (Metro Quadrado);
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- Patria Log (HGLG11) | Processo de qualificação do portfólio em andamento
- Recomendamos COMPRA para o HGLG11, com base nos seguintes fatores:
- Gestão qualificada, com histórico consistente de geração de valor;
- Preço de negociação atrativo, com desconto de 10,8% em relação ao valor patrimonial (VM/VP de 0,89x) e potencial de valorização de 18,3% frente à nossa estimativa;
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- ETF Brief: Tributação de ETFs de renda fixa entra no centro do mercado brasileiro, enquanto fluxos voltam a favorecer cripto
- Anbima defende alíquota de 15% de IR para ETFs de crédito privado (Valor Investe)
- Bitcoin ETF Flows Turn Positive After $4.6 Billion Rebound (Bloomberg)
- BlackRock, Vanguard Muni ETFs See Record Inflows After Bond Rout (Bloomberg)
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ESG
Susep abre consulta pública para aprimorar reporte de sustentabilidade no setor | Café com ESG, 23/09
- O pregão de terça-feira fechou em território levemente positivo, com o IBOV e o ISE avançando 0,44% e 0,24%, respectivamente;
- No Brasil, (i) a Superintendência de Seguros Privados (Susep) abriu uma consulta pública para atualizar as regras de sustentabilidade das empresas do setor, com o objetivo de aprimorar os requisitos de divulgação e gestão de riscos de sustentabilidade – entre as mudanças propostas, destacam-se alterações nas tabelas que integram o relatório de sustentabilidade das companhias com metas e métricas mais objetivas sobre governança, responsabilidades da administração, e processos de gestão de riscos; e (ii) após receber em setembro a autorização do Ibama, a Petrobras deve começar a perfurar os três novos poços na Bacia da Foz do Amazonas em janeiro, segundo a diretora de engenharia da companhia, Renata Baruzzi – de acordo com a empresa, as novas perfurações vão permitir delimitar melhor a descoberta e avaliar a quantidade de óleo e se há comercialidade;
- No internacional, um estudo realizado em parceria pelo think tank Chatham House e pelo grupo de certificação Forest Stewardship Council (FSC) mostrou que a produção global de biocombustíveis pode crescer 70% até 2030 em relação aos níveis de 2025, à medida que os principais países produtores avançam com o aumento das obrigações de mistura em resposta à crise energética desencadeada pela guerra envolvendo o Irã – segundo os autores, diante da competição entre a produção de biocombustíveis e a produção de alimentos em algumas regiões, sobretudo na Europa, ao priorizar a segurança energética no curto prazo, algumas respostas políticas podem acabar gerando um aumento da insegurança alimentar no médio prazo;
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