Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de quinta-feira em território negativo, com o IBOV e ISE recuando 1,23% e 1,29%, respectivamente.
• No Brasil, (i) o presidente da Engie, Eduardo Sattamini, afirmou que a companhia tem interesse em participar dos dois leilões previstos para o segundo semestre: o de transmissão, em outubro, e o de baterias, em dezembro – segundo o executivo, o mercado de baterias desperta grande apetite, como demonstrado pelo cadastro de mais de seis mil projetos para o certame, mas alertou que muitos desses projetos não têm consistência e devem cair ao longo do tempo; e (ii) o fenômeno climático El Niño pode aumentar a volatilidade nos preços da energia, avaliou o vice-presidente de regulação, institucional e de mercado da Axia Energia, Rodrigo Limp, em teleconferência com analistas sobre os resultados do trimestre – entre os efeitos que podem se refletir nos preços está o aumento de chuvas no Sul do país, o que pode reduzir os valores da eletricidade naquela região.
• Ainda no país, um estudo realizado pela Carbonn Nature mostrou que o agronegócio brasileiro tem potencial para gerar até R$ 314,3 milhões de créditos de carbono até 2035, mas a ausência de regras operacionais para autorizar e comercializar esses ativos ainda impede que o setor aproveite plenamente as oportunidades do mercado internacional – segundo o estudo, uma estratégia moderada de autorizações permitiria negociar cerca de 15,7 milhões de toneladas de carbono no mercado internacional e gerar receitas de R$ 2,4 bilhões por meio dos Resultados de Mitigação Transferidos Internacionalmente, mecanismo previsto no Artigo 6 do Acordo de Paris que permite a comercialização de créditos entre países.
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Brasil
Empresas
Setor de transporte conta com IA para descarbonização
“A inteligência artificial está deixando de ser apenas uma ferramenta de automação para se tornar uma aliada da descarbonização dos transportes, ao permitir operações mais eficientes, menor consumo de combustível, melhor planejamento logístico e integração entre diferentes modais. Em um setor que ainda depende majoritariamente de veículos movidos a combustíveis fósseis, especialistas avaliam que a tecnologia pode reduzir emissões desde já, antes mesmo da eletrificação em larga escala da frota, ao aumentar a eficiência operacional, reduzir desperdícios e otimizar o uso da infraestrutura existente. A avaliação está em linha com estudo divulgado em 2025 pela Coalizão dos Transportes, que reúne mais de 50 associações setoriais, empresas e instituições acadêmicas. O relatório aponta que o transporte responde por cerca de 11% das emissões brasileiras de gases de efeito estufa e que mais de 90% dessas emissões são provenientes do modal rodoviário. Considerando esse modal, além da expansão dos biocombustíveis, da eletrificação e da mudança da matriz de transportes, o estudo identifica a eficiência operacional como uma das frentes para reduzir emissões no curto prazo, por meio do uso da inteligência artificial para melhorar as rotas do transporte de cargas e reduzir emissões. A conclusão é semelhante à de relatório publicado em 2025 pelo Fórum Econômico Mundial e pela consultoria McKinsey, segundo o qual a IA não substitui as mudanças estruturais necessárias para descarbonizar o transporte, mas é a tecnologia com maior potencial para reduzir emissões no curto prazo, utilizando melhor os ativos que já existem. Segundo o documento, intitulado “Transporte Inteligente, Futuro Mais Verde: A Inteligência Artificial como Catalisadora da Descarbonização da Logística Global”, a adoção dessas ferramentas pode reduzir em até 15% as emissões da logística global, apenas aumentando a eficiência operacional. Ao Valor, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirma que, em um país como o Brasil, onde os custos logísticos têm grande impacto sobre a produção, pequenos ganhos de eficiência podem produzir efeitos econômicos. Além disso, geram benefícios ambientais, uma vez que quanto menor o consumo de energia por tonelada movimentada ou passageiro transportado, menores serão as emissões associadas à atividade econômica. Na avaliação do ministro, nesse contexto, a inteligência artificial se insere no conjunto de soluções voltadas à descarbonização do setor. “A eletrificação será um dos pilares da descarbonização dos transportes, mas seus resultados serão muito maiores quando combinada com outras transformações tecnológicas. A inteligência artificial é uma delas. Seu principal papel não é substituir a eletrificação, mas aumentar sua eficiência e integrar diferentes soluções para reduzir emissões”, diz. Segundo Capobianco, a complementaridade é particularmente relevante no Brasil, em razão da matriz elétrica predominantemente renovável e do avanço dos combustíveis de baixa intensidade de carbono, o que permite combinar diferentes soluções conforme as características de cada modal. O ministro afirma que a descarbonização dos transportes dificilmente será resultado de uma única tecnologia e dependerá da capacidade de integrar diferentes frentes para um sistema mais eficiente.”
Fonte: Valor Econômico; 07/08/2026
Copel e Axia dizem estar preparadas para efeitos do El Niño
“A Axia Energia e a Copel disseram estar preparadas para os efeitos do fenômeno climático El Niño sobre as operações e as finanças das duas empresas. Previsões meteorológicas indicam a ocorrência de um super El Niño no país, a partir deste mês. O fenômeno é causado pelo aquecimento das águas do Pacífico Equatorial. Resulta em chuvas mais fortes no Sul do Brasil, seca nas regiões mais ao Norte e aumento da temperatura média em grande parte do país. Executivos das duas empresas que participaram ontem de teleconferências com analistas sobre os resultados do segundo trimestre comentaram sobre os possíveis impactos do fenômeno. No caso da Copel, a empresa está pronta para capturar eventuais picos que venham a ocorrer nos preços horários da energia, conhecidos como PLD horário, e converter tais ganhos em margens operacionais, segundo disse o presidente da companhia, Daniel Slaviero. O El Niño, explicou, tende a elevar chuvas no Sul do país, o que pode causar aumento nas vazões dos rios nos quais estão localizadas as hidrelétricas da empresa. Ao mesmo tempo, no Sudeste e Centro-Oeste, as temperaturas tendem a subir, com consequente aumento do consumo de energia elétrica. Slaviero afirmou que a empresa está protegida contra as variações de preços, evitando exposições a eventuais altas no PLD. “Em nossa visão, [o El Niño] terá oscilação pontual, sem mudar nosso balanço nem perspectivas de preços. Não afetará a contratação de curto prazo”, afirmou. A Axia também vê possibilidade de o fenômeno aumentar a volatilidade nos preços da energia. Segundo o vice-presidente de regulação, institucional e de mercado da Axia, Rodrigo Limp, as previsões são de um El Niño forte até o primeiro trimestre de 2027, pegando o período úmido. “Dentro do nosso portfólio, consideramos todos os cenários possíveis, diante dos efeitos”, disse O vice-presidente financeiro e de relações com investidores, Eduardo Haiama, afirmou que o El Niño é “parte da jornada” e a empresa está com um plano de adaptação de ativos para as mudanças climáticas. Esse plano teve início em 2023, com diagnóstico dos riscos de geração da companhia. O plano para a geração foi definido em 2024, quando teve início a avaliação dos riscos na transmissão. Em 2025, os planos de adaptação dos ativos de geração e de transmissão começaram a ser implementados e, até o momento, 60% dos ativos estão com ações em andamento.”
Fonte: Valor Econômico; 07/08/2026
Agro pode gerar R$ 314 milhões em créditos de carbono até 2035, diz estudo
“O agronegócio brasileiro tem potencial para gerar até R$ 314,3 milhões de créditos de carbono entre até 2035, mas a ausência de regras operacionais para autorizar e comercializar esses ativos ainda impede que o setor aproveite plenamente as oportunidades do mercado internacional. A conclusão é de um estudo apresentado nesta quinta-feira (6), durante o Fórum de Agro & Sistemas Alimentares, na São Paulo Climate Week. O levantamento, elaborado pela Carbonn Nature com apoio do Instituto Equilíbrio e do IEAg (Instituto de Estudos do Agronegócio), da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), estima que o Brasil poderia movimentar bilhões de reais mesmo sem comprometer suas metas climáticas. Segundo o estudo, uma estratégia moderada de autorizações, limitada a um impacto de até 4% sobre a segunda Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês) do Brasil no âmbito do Acordo de Paris, permitiria negociar cerca de 15,7 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente no mercado internacional. Esse volume poderia gerar receitas de até R$ 2,4 bilhões por meio dos chamados Resultados de Mitigação Transferidos Internacionalmente, mecanismo previsto no Artigo 6 do Acordo de Paris que permite a comercialização de créditos entre países. Caso esses créditos sejam destinados ao Corsia, programa internacional de compensação de emissões da aviação civil, a receita potencial sobe para R$ 3,5 bilhões. O estudo aponta que o potencial do agro brasileiro está concentrado em três frentes: o manejo aprimorado de terras agrícolas, a recuperação de áreas degradadas e a redução das emissões de metano provenientes do manejo de dejetos animais. Segundo os pesquisadores, essas atividades já possuem metodologias reconhecidas internacionalmente e contam com projetos em desenvolvimento no país. Para a pesquisadora responsável pelo estudo, Natascha Trennepohl, o levantamento mostra uma mudança no papel do agronegócio dentro da agenda climática. “O agronegócio brasileiro deixou de ser discutido apenas como fonte de emissões e passa a ocupar o centro da conversa sobre soluções. Não existe uma escolha binária entre gerar receita com carbono e proteger a meta climática do País. Com critérios de autorização bem definidos e volumes graduais, as duas coisas caminham juntas”, afirmou. Apesar do potencial identificado, o estudo ressalta que os valores estimados não representam receitas garantidas. A concretização dos negócios depende da autorização do governo brasileiro para que os créditos sejam reconhecidos como ITMOs, da existência de compradores internacionais e das condições de mercado. Os autores avaliam que o principal entrave não está na capacidade do agronegócio de gerar créditos, nem na demanda internacional, mas na falta de regulamentação para operacionalizar o mercado. Entre as medidas consideradas prioritárias estão a regulamentação do Artigo 6 do Acordo de Paris, a definição de critérios para autorização dos ITMOs, o reconhecimento de metodologias do agronegócio no SBCE (Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões), a criação de limites de créditos compatíveis com as metas climáticas brasileiras, a emissão das cartas de autorização pelo governo federal e o fortalecimento dos sistemas de monitoramento, reporte e verificação dos projetos. O estudo também recomenda preparar os projetos brasileiros para o aumento da demanda do Corsia a partir de 2027, quando o programa passará a exigir compensações obrigatórias para a maior parte dos voos internacionais. Para Trennepohl, o país reúne as condições técnicas para disputar esse mercado, mas ainda depende de avanços regulatórios. “O Brasil já fez a parte mais difícil, que é comprovar que tem escala, metodologia e integridade ambiental para competir nesse mercado. O que falta agora é essencialmente operacional: destravar a regulamentação para que esse potencial vire projeto, investimento e renda para o produtor rural”, concluiu.”
Fonte: CNN; 06/08/2026
El Niño pode aumentar volatilidade nos preços da energia, diz Axia
“O fenômeno climático El Niño pode aumentar a volatilidade nos preços da energia, avaliou o vice-presidente de regulação, institucional e de mercado da Axia Energia, Rodrigo Limp, em teleconferência com analistas sobre os resultados do trimestre encerrado em junho. Entre os efeitos que podem se refletir nos preços, disse o executivo, está o aumento de chuvas no Sul do país, que pode reduzir os valores da eletricidade para aquela região. O El Niño causa aumento do volume de chuvas no Sul, secas no Norte e Nordeste e aumento da temperatura média em grande parte do país. Segundo Limp, as previsões são de um El Niño forte até o primeiro trimestre de 2027, pegando o período úmido. Já o vice-presidente financeiro e de relações com investidores, Eduardo Haiama, afirmou que o El Niño é “parte da jornada” da empresa, que está com um plano de adaptação de ativos para as mudanças climáticas em andamento. Esse plano, contou, teve início em 2023, com diagnóstico dos riscos de geração da companhia. O plano para a geração foi definido em 2024, quando também teve início a avaliação dos riscos na transmissão. Em 2025, os planos de adaptação dos ativos da geração e da transmissão começaram a ser implementados e, até o momento, 60% dos ativos estão com ações em andamento. Haiama destacou que a Axia passou a usar inteligência artificial para prever impactos do clima extremo sobre as instalações e adaptou metodologias para considerar fatores climáticos na avaliação de projetos que serão disputados em leilões de transmissão e em operações de compra e venda de ativos (M&A). O segundo trimestre da Axia Energia foi marcado por forte expansão dos investimentos, afirmou Ivan Monteiro, presidente da companhia. De acordo com ele, parte desses investimentos foi direcionada para a modernização de equipamentos para aumentar a resiliência operacional. A empresa totalizou R$ 3,11 bilhões no segundo trimestre. Nesse sentido, receitas e resultados também refletiram a “melhor marca” da comercialização de energia, da empresa e a redução das contingências contábeis, especialmente os estoques financeiros para o empréstimo compulsório.”
Fonte: Valor Econômico; 06/08/2026
Temos interesse em próximos leilões tanto de transmissão quanto de baterias, diz Engie
“O presidente da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini, afirmou que a companhia está estudando e tem interesse participar dos dois leilões previstos para o segundo trimestre na frente de energia: de transmissão em outubro e de baterias em dezembro. O executivo pontuou, no entanto, que a participação está condicionada à disciplina de capital característica da companhia, embora a recente operação de oferta subsequente de ações (“follow-on”) de R$ 8,36 bilhões realizada em julho tenha dado à empresa “algum espaço para novos investimentos”. Sattamini destacou que o mercado de baterias é novo no país e tem um grande apetite, conforme demonstrado pelo cadastro de mais de seis mil projetos para participação do certame, segundo divulgou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Na avaliação do executivo, porém, “muitos desses projetos não têm consistência e vão cair ao longo do tempo”, afirmou durante teleconferência de resultados da empresa obtidos no segundo trimestre. O executivo afirmou ainda que, de todo modo, a expectativa é de alta competição no certame, mas destacou a experiência internacional da Engie com esta tecnologia. “Se as propostas forem racionais dentro da normalidade, a gente deve ter uma chance grande de sair vencedor”, disse o executivo o citar a participação da companhia com baterias na América Latina e na América do Norte.”
Fonte: Valor Econômico; 06/08/2026
Principal incerteza do El Niño na geração de energia está nas chuvas no Sudeste, diz Auren
“O presidente da Auren Energia, Fabio Zanfelice, avaliou que, do ponto de vista da geração de energia elétrica, a principal incerteza relacionada aos impactos do El Niño está nas chuvas sobre a região Sudeste, que concentra hidrelétricas com reservatórios importantes para o sistema elétrico brasileiro das quais parte são da própria companhia. “Se existe alguma variável hoje sob dúvida ou que nós precisamos realmente refinar é o que ocorre nos meses de novembro e dezembro em relação às chuvas. As outras todas já estão mais ou menos bem consolidadas”, afirmou a investidores e analistas durante teleconferência sobre os resultados da empresa no segundo trimestre. Entre as variáveis com previsões mais acuradas citadas pelo executivo, estão o aumento de temperatura e uma provável melhora nos recursos eólicos do Nordeste que, se confirmados, vão reverter o quadro apresentado pela empresa de abril a junho, quando os ventos foram mais fracos, prejudicando a geração. Em relação aos cortes de geração renovável, chamados no setor pelo jargão “curtailment”, o executivo disse que o tema terá de ser dialogado com o Congresso Nacional, o que só deve ocorrer a partir do próximo ano em virtude nas eleições. A discussão deve englobar os cortes não contemplados pelo ressarcimento previsto por lei aprovada no ano passado, que considera duas das três motivações para restrições, mas apenas para o período entre 1º de setembro de 2023 e 25 de novembro de 2025. A expectativa da companhia é que o reembolso seja da ordem de R$ 300 milhões e se dê ao longo de 2027.”
Fonte: Valor Econômico; 06/08/2026
Vibra avança em empresa de baterias fundada por ex-Tesla
“A Comerc, braço de energia renovável da distribuidora de combustíveis Vibra (postos BR), está consolidando o controle sobre a Micropower, apurou a coluna Capital. A empresa de baterias, fundada por Marco Krapels, ex-executivo da Tesla, está sendo transformada em subsidiária integral da Comerc. Para avançar no negócio, a companhia da Vibra está comprando a fatia minoritária detida, desde 2020, pela Equinor. A petroleira norueguesa possuía 10% da Micropower. Além disso, a Comerc está adquirindo a participação de 31% que estava nas mãos da Micropower Energy Inc., empresa sediada nos Estados Unidos que deu origem à companhia fundada por Krapels. A Comerc está consolidando seu controle sobre o negócio às vésperas do primeiro leilão de baterias organizado pelo Brasil. Previsto para dezembro, o certame recebeu o cadastramento de 6.091 projetos, somando 297 mil megawatts (MW) de potência, um recorde de participação para leilões de energia, segundo informou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) nesta semana. O fundador já não atua diretamente na Micropower. Ex-vice-presidente de expansão internacional para energia solar e armazenamento da Tesla, fabricante de carros elétricos de Elon Musk, Krapels trocou a Califórnia por São Paulo para colocar a companhia de pé em 2018. O negócio nasceu fornecendo sistemas de baterias de lítio como alternativa aos geradores a diesel para varejistas, hotéis e clientes industriais. Logo no início, a Comerc comprou participação na empresa. Pouco depois, o braço de investimentos da Siemens adquiriu uma fatia de 20%. A Equinor entrou no negócio em 2020.”
Fonte: NovaCana; 06/08/2026
Multilixo faz M&A de R$ 150 milhões e cresce fora de São Paulo
“O lixo segue valendo milhões. O Grupo Multilixo está comprando 100% da RCR Ambiental numa transação de R$ 150 milhões – a maior aquisição da empresa paulistana desde que foi fundada em 1996. A aquisição também é a 28ª da Multilixo desde que a companhia controlada pela família Urias iniciou um ciclo de consolidação de mercado em 2018. Até agora, o maior cheque havia sido os R$ 120 milhões pagos pela Engep Ambiental, em 2019. Hoje a maior empresa de coleta no setor privado do País, a Multilixo estima haver desembolsado cerca de R$ 600 milhões em M&As até agora. A empresa tem uma receita anual estimada em R$ 1,5 bilhão, fontes do setor disseram ao Brazil Journal. A companhia não abre o faturamento. A compra da RCR também marca a entrada mais forte da Multilixo em outros estados, já que 20% da receita da RCR vêm do Rio de Janeiro e de Goiás. Hoje praticamente todo o faturamento da Multilixo vem de São Paulo. A RCR chamou a atenção da Multilixo por uma atividade ainda pouco difundida: a recuperação fiscal de produtos vencidos e avariados. A empresa cuida da destruição documentada dessas mercadorias, especialmente em operações industriais, farmacêuticas e de outros setores regulados. Com isso, o cliente pode dar baixa nos estoques, reconhecer a perda para fins tributários e comprovar que os produtos não voltaram ao mercado. Esse negócio responde por metade da receita da RCR. Os outros 50% vêm do gerenciamento tradicional de resíduos. “É um negócio altamente regulado e com uma barreira de entrada tremenda,” Lucas Urias, o diretor de estratégia e inovação da Multilixo, disse ao Brazil Journal. “E é contracíclico, porque representa um benefício para o cliente em vez de ser apenas um custo.” A lógica da aquisição passa pelo cross-selling. A Multilixo poderá oferecer a recuperação fiscal a seus mais de 8 mil clientes, enquanto usa a carteira da RCR no Rio e em Goiás para vender os serviços que já oferece em São Paulo. “Há pelo menos três anos discutimos quando seria o momento de sair de São Paulo,” disse Lucas. A companhia tem mais de 30 unidades operacionais, 4 mil funcionários e 1.200 caminhões, movimenta quase 50 mil toneladas de resíduos por mês e atende 12 mil pontos de coleta diariamente. Entre os clientes da Multilixo estão empresas como McDonald’s, GPA, GRU Airport e Sabesp. A coleta responde por metade do faturamento, seguida por reciclagem (20%), aterros (15%) e biometano (15%). A companhia foi fundada pelos irmãos Flávio, Silvio, Sandro e Danilo – mas a história da família com o lixo começa antes. Nos anos 1980, Flávio e Sílvio criaram um negócio de coleta de papel e papelão nas ruas e nos escritórios do centro de São Paulo. Em 1993, a família fundou a Flacipel, dedicada à reciclagem. Três anos depois veio a Multilixo. A companhia prevê investir cerca de R$ 350 milhões este ano, sem considerar a aquisição. Para 2027, o capex será de R$ 400 milhões – o maior da história da companhia e voltado apenas ao crescimento orgânico. Deste total, R$ 100 milhões serão destinados ao biometano: o grupo pretende dobrar a capacidade da usina inaugurada em Jambeiro em 2023 e construir uma segunda unidade em Americana.”
Fonte: Brazil Journal; 06/08/2026
Política
ANP mobiliza agentes para garantir combustíveis para térmicas do Norte na seca
“A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciou, em julho, uma mobilização junto aos agentes do mercado de combustíveis da região Norte para garantir o abastecimento às térmicas dos sistemas isolados durante o período de seca. O assunto foi uma das pautas da reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) desta quarta (5/8), que se debruçou sobre a segurança do sistema diante das perspectivas de agravamento do fenômeno climático El Niño durante o segundo semestre. A ANP alertou sobre os gargalos logísticos da região (como a perda de navegabilidade e casos de pirataria nos rios) e solicitou planos de contingências dos agentes de refino e distribuição de derivados da região, segundo fontes do governo ouvidas pela agência eixos. O regulador está coordenando a formação antecipada de estoques de combustíveis, dentre outras medidas. A preocupação com a segurança do suprimento das térmicas do Norte não é uma novidade. A ANP vem monitorando e coordenando esforços para lidar com os riscos de secas severas na região desde 2023. E o cenário já foi pior. A vazão do rio Madeira está acima das mínimas históricas e a expectativa para 2026 é de que a seca não será tão severa quanto 2024 – quando não houve desabastecimento. No CMSE desta quarta (5), foram compartilhadas as preocupações com o El Niño: a probabilidade de o fenômeno ocorrer com intensidade ainda maior no segundo semestre é de 70%, o que requer medidas preventivas. Em nota, o Ministério de Minas e Energia (MME) informou que, dentre as principais medidas adotadas, está a redução de defluências para preservação das cabeceiras dos reservatórios. A UTE Paulínia Verde iniciou em agosto a operação comercial do contrato de reserva de capacidade arrematado no LRCAP de março. O acordo para o fornecimento de energia firme tem vigência de dez anos. A térmica, que já havia sido vencedora do Procedimento Competitivo Simplificado de 2021), foi a primeira movida a biometano a integrar a rede nacional.”
Fonte: Eixos; 06/08/2026
Internacional
Empresas
“As obras para a construção do centro de dados planejado pelo Google na Índia estão a todo vapor – com a encosta acima do local já terraplanada até a terra vermelha e escalonada em terraços -, mas a crescente oposição de ambientalistas está criando obstáculos para o projeto de US$ 15 bilhões da gigante de tecnologia americana. O estado de Andhra Pradesh, no sul do país – governado por um aliado do primeiro-ministro Narendra Modi, que classificou o projeto como histórico e transformador -, negou as alegações de que a iniciativa teria sido acelerada sem a devida avaliação dos riscos para o abastecimento de água e a vida selvagem. No entanto, a oposição crescente pode se tornar um teste inicial para o maior investimento já realizado pelo Google na Índia, que enfrenta diversos desafios jurídicos relacionados ao seu impacto no abastecimento de água e à proximidade com um santuário de vida selvagem que abriga leopardos e pangolins. Nas últimas semanas, ativistas e crianças realizaram marchas na cidade de Visakhapatnam, exibindo faixas com a frase “Não podemos beber DADOS” e pintando algemas sobre o logotipo do Google, conforme mostram publicações nas redes sociais. No domingo, a Reuters acompanhou uma reunião pública na qual ativistas traçaram planos para campanhas de conscientização de porta em porta e protestos em praias nos próximos dias. “O desenvolvimento não deve ocorrer à custa do sustento das pessoas”, afirmou Raja Rama Mohan Roy, fundador da organização sem fins lucrativos Green Visakha, durante o evento em que apresentou estatísticas sobre a pressão na oferta e demanda de água em Visakhapatnam. O governo afirma que a cidade recebe 410 milhões de litros de água por dia de seus reservatórios e rios, frente a uma demanda de 480 milhões. O racionamento de água é comum na cidade, que possui uma população de 2,5 milhões de habitantes. A rápida expansão de centros de dados enfrenta resistência em todo o mundo devido ao consumo de enormes quantidades de água para resfriar servidores e de eletricidade. Esse impacto potencial é ainda mais acentuado em uma nação em desenvolvimento como a Índia. Nos EUA, opositores realizaram 142 protestos em 42 estados durante o mês de julho, levantando preocupações semelhantes. Na segunda-feira, o tribunal superior do estado solicitou ao governo que apresentasse defesa contra as alegações do grupo ativista Jal Biradari (“Comunidade da Água”), que afirma que o projeto comprometerá a disponibilidade hídrica ao sobrecarregar um reservatório próximo.”
Fonte: Reuters; 06/08/2026
O investimento excessivo em gás natural poderia elevar as contas de eletricidade nos EUA?
“À medida que centros de dados surgem por todos os EUA, muitas concessionárias de energia têm recorrido à construção de nova infraestrutura a gás para atender à explosão na demanda por eletricidade. No entanto, analistas alertam que alguns desses centros de dados propostos podem nunca ser construídos, deixando os consumidores com a conta de novas e caras usinas a gás que talvez não sejam necessárias. Um novo relatório, compartilhado com exclusividade com a Energy Source, constatou que atender à demanda dos centros de dados principalmente com gás – um ativo de longa vida útil e alto custo – poderia gerar riscos financeiros para os consumidores de energia. Segundo o RMI, um think tank de sustentabilidade anteriormente conhecido como Rocky Mountain Institute, algumas concessionárias estão tomando decisões de grandes investimentos antes de determinar, por meio de um planejamento que abrange todo o sistema, qual combinação de geração, armazenamento e transmissão seria a mais econômica para atender à nova demanda. O RMI estima que o investimento excessivo em recursos a gás poderia aumentar as contas de luz de uma residência americana média entre US$ 94 e US$ 118 por ano, prejudicando a capacidade de pagamento de americanos que já enfrentam custos crescentes de eletricidade. “Como as solicitações dos centros de dados surgem muito rapidamente, as concessionárias — e, às vezes, os próprios grandes consumidores – estão propondo usinas individuais de grande porte para atender a essa demanda; isso difere um pouco de uma abordagem de portfólio baseada no planejamento de todo o sistema”, disse Jesse Cohen, associado sênior do RMI. “A velocidade com que as coisas estão acontecendo está rompendo o processo tradicional de planejamento”, acrescentou ele. A escala dessa expansão tornou os EUA líderes internacionais no desenvolvimento de capacidade de geração a gás, superando a China pela primeira vez, de acordo com o Global Energy Monitor. A Entergy Louisiana planeja construir 10 usinas a gás para abastecer os centros de dados da Meta no estado. A concessionária Northern Indiana Public Service Company planeja construir duas usinas a gás para atender aos centros de dados que a Amazon pretende instalar em Indiana. A rápida proliferação de centros de dados já afetou a forma como as concessionárias tomam decisões de investimento.”
Fonte: Financial Times; 06/08/2026
Política
EUA impõem tarifa de 15% sobre matéria-prima de painel solar e chip em resposta à China
“O governo dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira que vai impor uma tarifa de 15% e um preço mínimo sobre as importações de produtos feitos de polissilício, matéria-prima essencial utilizada em painéis solares e chips semicondutores. A medida visa proteger as empresas americanas de polissilício contra o domínio da China na cadeia de suprimentos do setor solar e suas ambições no mercado de chips semicondutores. As empresas receberão incentivos do governo se investirem na produção nacional do material, segundo um decreto assinado na quinta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A tarifa e o preço mínimo de importação entrarão em vigor em 4 de dezembro, segundo a Casa Branca. O polissilício será importado a um preço mínimo de US$ 21 por quilograma, enquanto o preço mínimo de importação para lingotes e “wafers” (placas) feitos do material será de US$ 100 por quilograma. Células e módulos solares importados terão preços iniciais de 22 centavos de dólar por watt e 38 centavos de dólar por watt, respectivamente. O secretário de Comércio terá autorização para ajustar os preços mínimos de importação. Caso se constate que empresas estão estocando polissilício antes de 4 de dezembro, o governo restringirá suas importações, segundo a Casa Branca. A produção de polissilício nos Estados Unidos é dominada pela Hemlock Semiconductor (da Corning) e pela Wacker Chemie (sediada em Munique). A Hemlock e a Wacker Chemie não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. Mundialmente, os chineses lideram a produção de polissilício, com 96% da capacidade total em 2024, segundo a BloombergNEF. Os Estados Unidos responderam por 0,8% da produção global de polissilício. A indústria solar é a principal consumidora de polissilício, enquanto os chips semicondutores representaram 2,4% do consumo anual em 2025, segundo a Associação da Indústria de Semicondutores. O material é transformado em “wafers” de silício, que os Estados Unidos importam principalmente do Japão, de Taiwan e da Coreia do Sul. A Hanwha Qcells afirmou que a decisão da Casa Branca abrirá caminho para mais investimentos. “A demanda por energia confiável, acessível e segura nunca foi tão alta. Os fabricantes americanos de energia solar estão prontos para enfrentar esse desafio”, afirmou Andy Park, executivo-chefe (CEO) da Hanwha Qcells. No entanto, críticos alertaram para o aumento dos custos. Alguns grupos do setor de energia solar já haviam manifestado descontentamento com a investigação, alegando que não há polissilício suficiente nos Estados Unidos para atender à demanda interna por energia solar. Segundo as associações, as tarifas sobre o material e seus derivados pressionarão a atividade industrial dos produtores americanos e elevarão os custos de parques solares e os preços de eletrônicos de consumo.”
Fonte: Valor Econômico; 07/08/2026
“A substituição do antigo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) pelo mecanismo previsto no Artigo 6.4 do Acordo de Paris representa uma mudança estrutural na governança dos mercados internacionais de carbono e impõe novos desafios para governos, investidores e desenvolvedores de projetos de mitigação. Essa é a principal conclusão de um novo policy brief lançado pela LACLIMA, que analisa os efeitos da transição sobre a integridade ambiental dos créditos de carbono, a previsibilidade regulatória e a implementação do novo sistema. Intitulado “A transição do MDL ao Artigo 6.4: Integridade, Assimetrias e o Futuro do Mercado de Carbono”, o estudo argumenta que o novo mecanismo vai além de uma simples atualização das regras internacionais. Segundo a publicação, o Artigo 6.4 redefine a relação entre os mercados de carbono e as metas climáticas nacionais, amplia o papel dos governos na autorização e transferência dos créditos e busca elevar os padrões de qualidade e credibilidade das reduções de emissões. Para Yago Freire, coordenador de Políticas Climáticas e Mercados de Carbono da LACLIMA e coautor do relatório, trata-se de uma transformação estrutural na forma como os mercados de carbono se relacionam com as metas climáticas dos países, com o financiamento da ação climática e com os compromissos assumidos no âmbito do Acordo de Paris. “Ao mesmo tempo em que busca corrigir fragilidades identificadas no modelo anterior, o novo mecanismo introduz desafios relacionados à governança, à previsibilidade regulatória e à capacidade institucional necessária para sua implementação”, afirma. Uma das principais mudanças apontadas pelo estudo é que as reduções de emissões passam a estar diretamente vinculadas às Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) de cada país. Na prática, isso significa que os governos nacionais assumem um papel mais ativo na autorização, uso e transferência dos créditos de carbono, tornando o mercado mais integrado às estratégias nacionais de mitigação e desenvolvimento. O relatório organiza os principais desafios da transição em quatro grandes áreas — chamadas de “dimensões” pelo estudo. Uma delas é a integridade ambiental: garantir que os créditos emitidos correspondam a reduções de emissões reais, e não superestimadas.”
Fonte: Valor Econômico; 06/08/2026
Grécia recorre ao espaço no combate a incêndios florestais
“Com incêndios florestais ocorrendo a noroeste de Atenas, a Grécia está testando se uma nova frota de satélites térmicos pode fornecer aos bombeiros alertas mais precoces e uma visão mais clara das chamas, que se tornam cada vez mais difíceis de conter em um clima em aquecimento. O Hellenic Fire System (Sistema Helênico de Combate a Incêndios), uma constelação de quatro satélites térmicos compactos de baixa altitude, transmitiu suas primeiras imagens para a Terra em junho. O sistema deve entrar em pleno funcionamento em setembro, enquanto os bombeiros ainda passam por treinamento para utilizá-lo. No entanto, ele já está fornecendo dados às autoridades, inclusive sobre incêndios devastadores que varreram destinos turísticos populares nas ilhas gregas e a região da Ática, perto de Atenas, nas últimas semanas. “Desenvolvemos uma solução, mas agora a parte mais difícil é a adoção dessa solução”, disse Dimitris Bliziotis, gerente do programa de Observação da Terra no Centro Espacial Helênico. “O corpo de bombeiros está acostumado com a tecnologia que utilizava anteriormente; portanto, agora precisamos treiná-los sobre como processar os novos tipos de dados.” A tecnologia foi desenvolvida pela empresa alemã de satélites OroraTech em parceria com o Centro Espacial Helênico. Seus satélites sobrevoam frequentemente as mesmas áreas, buscando incêndios ativos ou focos de calor menores que poderiam se transformar em grandes incêndios. Segundo Ioannis Lantouris, chefe de operações da OroraTech na Grécia, o sistema consegue detectar fontes de calor de apenas 4 por 4 metros. “Ele não tira apenas fotos”, afirmou Lantouris. “Processamos as imagens no próprio satélite e, em seguida, as enviamos para a Terra.” O software então verifica se um sinal de calor provavelmente corresponde a um incêndio real ou a um falso alarme, antes de utilizar dados sobre o terreno e a intensidade das chamas para estimar como o fogo pode se propagar. Satélites são usados para detectar incêndios florestais há anos, mas, até agora, a maioria não havia sido projetada especificamente para esse fim nem implantada como parte de uma constelação dedicada. Suas limitações são, em parte, físicas: quanto maior a distância, menor a frequência com que podem revisitar o mesmo local e maior precisa ser o incêndio para aparecer com clareza.”
Fonte: Financial Times; 06/08/2026
Senadores republicanos dos EUA propõem revogar as normas de emissões da Califórnia
“Quatro senadores republicanos dos EUA propuseram, na quinta-feira, revogar normas emblemáticas da Califórnia sobre emissões veiculares, numa tentativa de impedir que o estado imponha requisitos de emissão mais rigorosos do que o governo federal. Em junho, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos EUA enviou ao Congresso — controlado pelos republicanos — as normas estaduais de emissões veiculares para possível revogação, argumentando que as autorizações especiais concedidas à Califórnia sob a Lei do Ar Limpo (Clean Air Act) — referentes a regulamentações ambientais aprovadas por administrações democratas anteriores — deveriam ter sido submetidas aos legisladores nos termos da Lei de Revisão do Congresso (CRA). A Califórnia entrou com uma ação judicial em tribunal federal para bloquear a medida, alegando ser ilegal submeter tais autorizações ao Senado sob a CRA. A tramitação pela CRA permite a revogação por maioria simples de votos, em vez dos 60 votos necessários para a maioria das legislações. Os senadores Cynthia Lummis, Eric Schmitt, Pete Ricketts e Jon Husted afirmaram que as autorizações permitiam ao Conselho de Recursos do Ar da Califórnia (CARB) “impor sua agenda regulatória muito além das fronteiras da Califórnia”. A administração Trump empreendeu esforços em várias frentes para impedir a Califórnia de exigir veículos mais limpos e uma maior quantidade de veículos elétricos. A EPA também estabeleceu regras que facilitam às montadoras a venda de mais carros e caminhões movidos a gasolina, ao mesmo tempo em que tornam mais cara a compra de veículos elétricos. As autorizações concediam à Califórnia o poder de estabelecer seus próprios padrões de emissão para carros e caminhões, bem como para equipamentos de jardinagem e lavadoras de alta pressão. Tais normas incentivaram as empresas a produzir modelos elétricos mais limpos para reduzir as emissões. Em 2022, a Califórnia obteve aprovação da EPA — sob a gestão do então presidente Joe Biden — para suas atuais normas veiculares, conhecidas como Advanced Clean Cars I (ACC I); essas regras permanecem em vigor e estão entre as autorizações que se pretende revogar. As normas da Califórnia exigem que as montadoras vendam um número crescente de veículos elétricos e cumpram limites cada vez mais rigorosos de emissões, muito mais severos do que as regras federais.”
Fonte: Reuterss; 06/08/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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