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Eco Invest em destaque: 5º leilão é lançado | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Eco Invest Brasil: Resultados do 4º leilão e lançamento da 5ª edição focada em inovação

Na mídia. Governo lança novo leilão do Eco Invest e espera arrecadar R$ 50 bilhões – InfoMoney, 25 de maio (link)

Um breve contexto. Criado pelo governo federal e liderado pelo Tesouro Nacional, o Eco Invest Brasil busca mobilizar capital privado, nacional e internacional, para apoiar a transição verde do país por meio de estruturas financeiras inovadoras e mecanismos de redução de risco. Desde seu lançamento, em 2024, o programa já realizou quatro leilões, mobilizou mais de R$ 140 bilhões e credenciou 13 instituições financeiras, consolidando-se como uma das principais plataformas de financiamento climático do país. De forma prática, instituições financeiras locais participam de leilões, competindo com base no potencial de alavancagem financeira, comprometendo-se a financiar projetos em transição energética, bioeconomia, economia circular, infraestrutura verde e adaptação climática. O programa é estruturado com mecanismos de blended finance e instrumentos de proteção contra a volatilidade cambial, de modo a viabilizar propostas que, ao mesmo tempo, minimizam o uso de recursos públicos e permitem a entrada de capital estrangeiro com hedge adequado.

O que há de novo. Na segunda-feira (25 de maio), o governo anunciou: (i) os resultados do quarto leilão do Eco Invest, focado na Amazônia Legal (bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura), que atraiu oito instituições financeiras e gerou mais de R$ 7 bilhões em financiamento catalítico; e (ii) o lançamento do quinto leilão, voltado à inovação, que contará com até R$ 2,5 bilhões em recursos do Tesouro para alavancar capital privado e potencialmente mobilizar cerca de R$ 50 bilhões, o que o tornaria a maior rodada do programa até o momento. Essa nova fase prevê a criação de seis fundos de inovação direcionados a cadeias de valor estratégicas, incluindo fertilizantes verdes, combustíveis sustentáveis, minerais críticos, sistemas de baterias, soluções industriais baseadas em inteligência artificial, biomateriais, veículos elétricos e aplicações de economia circular.

Nossa visão. Continuamos vendo o Eco Invest como um instrumento de política pública positivo e cada vez mais relevante, sustentado por três fatores principais: (i) ele endereça o risco cambial e os custos de hedge — um dos principais entraves para investidores estrangeiros no Brasil — ao criar instrumentos de proteção cambial de longo prazo e direcionar recursos públicos por meio de leilões competitivos desenhados para maximizar a alavancagem financeira; (ii) fortalece a coordenação público privada por meio de uma abordagem de blended finance, o que consideramos fundamental para escalar o investimento na agenda climática, dado o caráter complexo, de longo prazo e intensivo em capital da transição energética; e (iii) mantém um foco temático dinâmico, como mostra o quinto leilão voltado à inovação, ao ampliar o alcance para novas cadeias estratégicas e alternar entre diferentes eixos (transição energética, Amazônia Legal, SAF etc.), de forma a acompanhar a evolução das prioridades domésticas e das tendências globais de investimento. Em seu primeiro ano, o programa mobilizou mais de R$ 75 bilhões em capital doméstico e internacional, sinalizando sólido apetite de mercado pela agenda de investimentos verdes no Brasil. Olhando à frente, esperamos que o Eco Invest siga como ferramenta central para atrair capital às cadeias de valor da transição energética e reforçar ainda mais a posição do Brasil como destino competitivo para o financiamento climático global.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



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