IBOVESPA +0,74% | 175.334 Pontos
CÂMBIO +0,67% | 5,09/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em alta de 0,7%, aos 175.334 pontos. O movimento foi impulsionado pela expectativa de retomada das negociações entre EUA e Irã, depois que os americanos suspenderam os ataques contra o país ao longo do fim de semana, o que elevou o apetite por risco nos mercados. A mesma perspectiva de distensão derrubou os preços do petróleo, pressionando as ações do setor de óleo e gás, mas o recuo simultâneo dos juros futuros beneficiou os papéis domésticos, que sustentaram o avanço do índice.
Na ponta positiva, Embraer (EMBJ3, +5,3%) avançou após reportar carteira de pedidos recorde de US$ 34,5 bilhões no segundo trimestre. Por outro lado, Petrobras (PETR4, -2,8%) e PRIO (PRIO3, -5,3%) lideraram as perdas, pressionadas pela queda dos preços do petróleo no dia.
Nesta terça-feira, o mercado repercute a divulgação do IPCA-15 de julho.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram ontem em queda, refletindo a sinalização de avanços diplomáticos entre EUA e Irã e a queda dos preços do petróleo, movimento que reduziu preocupações inflacionárias globais. Nos EUA, as Treasuries fecharam em baixa, com a T-note de 2 anos a 4,32% (-1 bp), a T-note de 10 anos a 4,65% (-3 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,13% (-3 bps).
No Brasil, a curva de juros acompanhou o alívio externo, com o fechamento das taxas concentrado nos vértices intermediários e longos: o DI jan/27 encerrou a 13,90% (-6 bps), o DI jan/29 a 14,31% (-15 bps) e o DI jan/31 a 14,55% (-8 bps). A NTN-B apresentou movimentos mistos, com a B29 a 8,27% (vs. 8,31%), a B35 a 8,20% (vs. 8,20%) e a B50 a 7,71% (vs. 7,67%).
Mercados globais
Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -1,0%), enquanto investidores aguardam a decisão de juros do Federal Reserve e uma intensa agenda de balanços. Na Europa, o Stoxx 600 sobe 0,3%, com ganhos disseminados entre os setores, exceto óleo e gás. Na Ásia, o desempenho foi negativo, liderado por uma forte realização no setor de tecnologia, com o Kospi despencando 10,8%, após atingir queda de 11,3% no intradiário, acionando um circuit breaker pela oitava vez no ano (e 14ª na história) e negociando abaixo dos 6.000 pontos pela primeira vez desde 14 de abril. O Nikkei recuou 4,0% e o CSI 300 caiu 2,8%.
A pressão sobre as ações de tecnologia continua após a forte queda das fabricantes de semicondutores na Ásia, refletindo preocupações com a continuidade dos investimentos em inteligência artificial antes dos resultados de Apple, Amazon, Meta e Microsoft. No pré-mercado, Micron, AMD e Marvell recuam, acompanhando as perdas de Samsung e SK Hynix na Coreia do Sul. O mercado também acompanha a decisão de política monetária do Federal Reserve na quarta-feira, com expectativa de manutenção dos juros, além dos balanços de Coca-Cola, UPS, Boeing e Corning hoje. No cenário macro, o petróleo segue em queda, com o Brent abaixo de US$ 85/barril, após sinais de redução das tensões entre Estados Unidos e Irã.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta segunda-feira em queda de 0,18%, aos 3.798,06 pontos.
No desempenho por segmento, os fundos de tijolo recuaram 0,29%, pressionados principalmente pelas quedas em ativos logísticos (-0,41%), shoppings (-0,21%) e lajes corporativas (-0,15%). Os fundos de recebíveis também encerraram o dia no campo negativo (-0,16%), enquanto os fundos híbridos apresentaram estabilidade, com leve recuo de 0,01%. Já o segmento de multiestratégia/FOFs registrou queda de 0,21%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram CACR11 (+4,8%), BRCR11 (+2,1%) e SPXS11 (+1,6%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por RCRB11 (-2,0%), BBIG11 (-1,7%) e OUPI11 (-1,6%).
Economia
No ambiente global, o presidente Donald Trump afirmou ontem que Estados Unidos e Irã estão em negociações diplomáticas para encerrar o conflito no Oriente Médio, mas alertou que os dois lados voltarão a se enfrentar caso as conversas não resultem em acordo. Os americanos não realizaram ataques pelo terceiro dia consecutivo, enquanto Irã e Omã tentam chegar a um entendimento para retomada da navegação pelo Estreito de Ormuz. Com isso, o preço do petróleo recuou cerca de 9%, para 88 dólares por barril.
No Brasil, destaque para a divulgação do Boletim Focus do Banco Central. Por um lado, a mediana das expectativas para o IPCA de 2026 continuou em trajetória de queda, ao passar de 5,15% para 5,12% (estava em 5,33% há quatro semanas). Por outro lado, as medianas para a inflação de 2027 (de 4,20% para 4,22%) e 2028 (de 3,78% para 3,80%) subiram moderadamente. Em relação à atividade econômica, a projeção para o crescimento do PIB em 2027 declinou de 1,65% para 1,60%.
Hoje, o IPCA-15 de julho será o destaque da agenda doméstica. Esperamos elevação de 0,26% em comparação com junho, levando a inflação acumulada em 12 meses para 4,73%. Nossas estimativas consideram alívio nos preços de combustíveis e alimentos. Ademais, as contas externas de junho serão publicadas pelo Banco Central. Prevemos déficit em conta corrente de US$ 2,0 bilhões no mês, enquanto os ingressos líquidos de Investimento Direto no País (IDP) devem totalizar US$ 5,5 bilhões.
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Economia
Preço do petróleo volta a ficar abaixo de US$ 90 em meio às negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar conflito
- No ambiente global, o Presidente Donald Trump afirmou ontem que Estados Unidos e Irã estão em negociações diplomáticas para encerrar o conflito no Oriente Médio, mas alertou que os dois lados voltarão a se enfrentar caso as conversas não resultem em acordo. Os americanos não realizaram ataques pelo terceiro dia consecutivo; enquanto isso, Irã e Omã tentam chegar a um entendimento para retomada da navegação pelo Estreito de Ormuz. Com isso, o preço do petróleo recuou cerca de 9%, para 88 dólares por barril (Brent), devolvendo o prêmio de risco acumulado em duas semanas de hostilidades;
- No Brasil, destaque para a divulgação do Boletim Focus do Banco Central. Por um lado, a mediana das expectativas para o IPCA de 2026 continuou em trajetória de queda, ao passar de 5,15% para 5,12% (estava em 5,33% há quatro semanas). Por outro lado, as medianas para a inflação de 2027 (de 4,20% para 4,22%) e 2028 (de 3,78% para 3,80%) subiram moderadamente. Ou seja, alguma melhora na percepção de inflação corrente, mas expectativas de médio prazo ainda mais distantes da meta. Em relação à atividade econômica, a projeção para o crescimento do PIB em 2026 permaneceu em 1,99%. Para 2027, entretanto, a mediana das estimativas declinou de 1,65% para 1,60%. Concordamos com a avaliação de atividade resiliente no curto prazo, mas com perda de fôlego no próximo ano, em linha com a premissa de uma política fiscal/parafiscal menos expansionista. Por fim, no que diz respeito à taxa Selic, as projeções de mercado continuaram em 14,00% no final de 2026 e 12,00% no final de 2027;
- Hoje, o IPCA-15 de julho será o destaque da agenda doméstica. Esperamos elevação de 0,26% em comparação com junho, levando a inflação acumulada em 12 meses para 4,73%. Nossas estimativas consideram alívio nos preços de combustíveis e alimentos. Ademais, as contas externas de junho serão publicadas pelo Banco Central. Prevemos déficit em conta corrente de US$ 2,0 bilhões no mês, enquanto os ingressos líquidos de Investimento Direto no País (IDP) devem totalizar US$ 5,5 bilhões. No exterior, atenções voltadas para indicadores dos Estados Unidos: balança comercial de junho (exp: US$ -101,3 bilhões); índice de confiança do consumidor – The Conference Board – de julho (exp: 92,2); e sondagem industrial do Fed de Richmond (exp: 10,0).
Commodities
Papel e Celulose: Melhora do momentum de preços para containerboard nos EUA; fraqueza dos preços de celulose continua
- A PCA anunciou na última semana um aumento significativo e inesperado de preços de containerboard nos EUA;
- Um indicativo positivo sobre as condições de oferta e demanda no mercado de papel norte-americano, e que pode ajudar a aliviar o recente momentum negativo de preços nos mercados internacionais de containerboard;
- Por outro lado, os preços de BHKP na China continuaram recuando em Jul’26, refletindo mercados de papel sazonalmente mais fracos, estoques portuários elevados e menores custos de produção doméstica na China;
- Do lado da oferta, embora nenhuma adição relevante de capacidade de celulose de mercado seja esperada antes do fim de 2027, a China deve adicionar ~4Mt de capacidade integrada de kraft, o que pode deslocar ainda mais a demanda por celulose de mercado;
- Por fim, em relação aos dados recentes do setor, destacamos que os preços líquidos de BHKP e NBSK na China estão atualmente em US$578/t e US$626/t, respectivamente, enquanto os futuros de BHKP estão em US$583/t para Ago’26 (-2% S/S);
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Empresas
JSL (JSLG3): Prévia Operacional do 2T26; Positiva
- A JSL reportou resultados operacionais positivos no 2T26;
- Destacamos:
- Receita bruta de R$2,9 bilhões (+5% T/T e +6% A/A, em linha com a XPe), refletindo (a) uma reaceleração da JSL Serviços Dedicados (+5% T/T ou +6% excluindo a reclassificação do agronegócio) e (b) a continuidade do forte desempenho da Intralog (+5% T/T) e da JSL Digital (+42% A/A¹ e +14% vs. XPe);
- Margem EBITDA praticamente estável em relação ao 1T26 e levemente acima das nossas estimativas;
- Continuidade da trajetória de desalavancagem (dívida líquida/EBITDA de 2,7x vs. 2,8x no 1T26), apoiada por um capex controlado, que manteve o capex líquido negativo, em linha com a estratégia da companhia de alugar ativos em vez de adquiri-los;
- Mantemos nossa recomendação de Compra;
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BR Partners (BRBI11): Fundamentos Sólidos em Meio a uma Recuperação Mais Lenta
- Estamos publicando nosso preview de resultados do 2T26 para o BR Partners (BRBI11), atualizando nossas estimativas e rolando nosso preço-alvo para o final de 2027:
- Embora esperemos uma melhora sequencial modesta nos resultados do 2T26, acreditamos que o cenário de juros cada vez mais desafiador continua sendo o principal obstáculo para a tese de investimento, provavelmente atrasando a recuperação da atividade nos mercados de capitais e, consequentemente, da trajetória de lucros da companhia;
- Refletindo premissas mais conservadoras para a execução dos deals, passamos a projetar um lucro de 2026 praticamente estável em relação a 2025 e reduzimos nosso preço-alvo para R$21,00 por unit ao final de 2027 (ante R$26,00 ao final de 2026);
- Ainda assim, continuamos enxergando um potencial de valorização atrativo de aproximadamente 40%, sustentando nossa recomendação de Compra;
- Nossa visão construtiva é baseada na forte cultura corporativa da companhia, na disciplina de custos e no balanço significativamente fortalecido após o IPO e as subsequentes captações de capital, que ampliaram suas capacidades de produtos e fortaleceram sua capacidade de atender uma base de clientes mais ampla e diversificada;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Mantiqueira Alimentos estrutura emissão de CRAs de R$ 150 milhões (CNN Agro);
- Minoritários da Emae contestam proposta da Sabesp na Justiça (Pipeline Valor);
- Thopen pede proteção para entrar com Recuperação Judicial (Canal Energia);
- Moody’s Local Brasil rebaixa rating da FS para A+.br; perspectiva estável (Moody’s Local).
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Estratégia
XP Short Scout: Monitor de short selling no Brasil – 27/07/2026
- O short interest mediano no Ibovespa caiu 56 bps, para 6,5%. As posições em aberto recuaram para R$ 122,2 bilhões (-2,0%).
- CSN Mineração (CMIN3) viu sua taxa de aluguel subir para 53,6%, um aumento de 45,8 p.p. em relação a 10 de julho. Ainda assim, o short interest caiu 0,3 p.p., para 8,8% do free float, enquanto o days to cover ficou em 14,1 dias de ADTV, uma queda de 13,9% frente a duas semanas atrás.
- Já o Grupo Casas Bahia (BHIA3) apresentou taxa de aluguel de 46,9%, alta de 13,8 p.p. em relação à atualização anterior. Ainda assim, o short interest caiu 6,9 p.p., para 31,3% do free float, enquanto o days to cover recuou 20,9%, para 14,9 dias de ADTV.
- Também destacamos a alta da taxa de aluguel da Brava Energia (BRAV3) para 7,3%, um avanço de 3,1 p.p. nas últimas duas semanas. Seu days to cover está em 12,6 dias de ADTV (-18,5%), enquanto o short interest atualmente representa 16,3% do free float (+0,3 p.p.).
- Outros nomes para acompanhar: ABEV3, BBSE3, CSAN3, CVCB3, INTB3, ISAE4, MRVE3, YDUQ3
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX recua 0,18%; RCRB11 lidera perdas e CACR11 sobe 4,81% (Suno Notícias);
- Fundo imobiliário da Kinea aprova oferta de até R$ 500 milhões; IFIX acumula queda em julho (Money Times);
- Mercado Livre e Shopee locam milhões de m² e mercado de galpões logísticos bate recorde de vacância e abosrção (Forbes);
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ESG
Brasil se torna o maior importador de veículos chineses no 1º semestre de 2026 | Café com ESG, 28/07
- O pregão de segunda-feira fechou em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 0,74% e 1,54%, respectivamente.
- Do lado das empresas, (i) o conselheiro da Vale, Marcelo Gasparino, enviou uma carta de renúncia à companhia na manhã desta segunda-feira, após o colegiado decidir destituir Gasparino do cargo em reunião do conselho realizada no dia de 19 de junho – o advogado ocupava ainda a vice-presidência do conselho e, na semana passada, concorreu para a presidência do colegiado em assembleia geral de acionistas, mas perdeu a disputa para Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira; e (ii) o Brasil se tornou o principal importador de carros chineses no mundo no primeiro semestre de 2026, segundo dados da alfândega chinesa – o movimento é liderado pelos carros eletrificados, cuja importação somou US$ 4,5 bilhões nos primeiros cinco meses do ano, frente principalmente a uma política de exportações mais agressiva da China para compensar a fraqueza da demanda doméstica e a crescente aceitação do consumidor.
- Na política, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abrirá, na quinta-feira, a consulta pública sobre o primeiro leilão de baterias do Brasil que acontecerá no final do ano – segundo a agência, os contratos terão 15 anos de duração, com início de suprimento em 1º de agosto de 2028.
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