IBOVESPA +0,33% | 198.657 Pontos
CÂMBIO -0,87% | 4,98/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a terça-feira em alta de 0,3%, aos 198.657 pontos, renovando novamente máximas históricas e se aproximando cada vez mais da marca de 200 mil pontos. O movimento positivo foi acompanhado pelo desempenho dos mercados globais (S&P 500, +1,2%; Nasdaq, +2,0%), mesmo sem sinais claros de avanço nas negociações entre EUA e Irã.
Cogna (COGN3, +4,8%) foi o principal destaque positivo do dia. Por outro lado, Petrobras (PETR3, -3,7%) foi o destaque negativo, em linha com a queda dos preços de petróleo (Brent: -4,8%).
Nesta quarta-feira, foco para divulgação dos dados do PIB na China do 1T26 e para o índice de inflação IGP-10 no Brasil.
Renda Fixa
Os juros futuros tiveram novo recuo nesta terça‑feira, em sessão marcada por alívio adicional na aversão ao risco com a perspectiva de novas negociações entre Estados Unidos e Irã e dados de inflação ao produtor (PPI) abaixo do esperado nos EUA. Ao longo do dia, os rendimentos dos Treasuries recuaram, em meio à combinação de noticiário geopolítico mais benigno, forte queda do petróleo e leitura de pressões inflacionárias contidas. A T‑Note de 2 anos encerrou em 3,75% (‑2 bps), a T‑Note de 10 anos em 4,25% (‑4 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,86% (‑3 bps). No Brasil, o DI jan/27 fechou em 13,99% (‑11 bps), o DI jan/29 em 13,21% (‑11 bps) e o DI jan/31 em 13,30% (‑5 bps).
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam estáveis (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: 0,0%), após uma forte sequência de alta que levou o S&P 500 a ficar a menos de 1% de sua máxima histórica. O S&P acumula 9 altas em 10 sessões, já tendo zerado as perdas desde o início do conflito. No radar, temporada de resultados ganha força, com Bank of America, Morgan Stanley, PNC Financial e ASML divulgando números hoje.
Na Europa, as bolsas operam em leve queda (Stoxx 600: -0,1%), pressionadas pelo setor de luxo. Empresas como Kering (-9,8%) e Hermès (-8,4%) lideram as quedas após resultados fracos, contaminando o sentimento no setor e puxando também nomes como LVMH e Christian Dior. O movimento ocorre apesar do tom mais positivo global, com investidores ainda digerindo a trajetória do conflito e a possibilidade de retomada das negociações.
Na China, os mercados fecharam mistos (HSI: +0,3%; CSI 300: -0,3%), em linha com uma dinâmica mais equilibrada na Ásia. No restante da região, o movimento foi majoritariamente positivo, com o Kospi avançando +2,1% e o Nikkei +0,4%. O pano de fundo segue sendo o aumento das expectativas de um acordo entre EUA e Irã, embora ainda com elevado grau de incerteza.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta segunda-feira praticamente estável, com leve alta de 0,03%, em um dia marcado pelo fechamento da curva de juros. Entre os segmentos, o destaque positivo ficou para os Fundos de Recebíveis, que avançaram 0,12%, seguidos pelos Fundos de Fundos, com alta de 0,11%. Os Fundos de Tijolo registraram leve recuo de 0,04%, pressionados principalmente pelos Fundos de Lajes Corporativas, que caíram 0,11%, enquanto os Fundos de Logística avançaram 0,03%. Já os Fundos Multiestratégia e os Fundos Híbridos encerraram o dia praticamente estáveis. Entre os destaques de alta, sobressaíram VIUR11 (+2,0%), KCRE11 (+1,2%) e BROF11 (+1,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram observadas em GRUL11 (-4,7%), VGRI11 (-4,4%) e HSAF11 (-1,2%).
Economia
O Irã estuda uma pausa voluntária nos embarques pelo Estreito de Ormuz para não comprometer novas rodadas de negociação, enquanto Trump sinalizou que as conversas podem ser retomadas “nos próximos dois dias” no Paquistão. O petróleo Brent recuou 4,3%, para US$ 95,1 por barril, reagindo ao tom diplomático e ao alerta da AIE de que o conflito pode eliminar o crescimento da demanda global de petróleo pelo primeiro ano desde a pandemia. Nos Estados Unidos, o PPI de março veio bem abaixo das expectativas (0,5% m/m vs. exp. 1,1%), com a surpresa baixista refletindo a estabilidade dos preços de serviços e a queda nos alimentos — embora os combustíveis tenham subido fortemente, em reflexo direto da guerra.
No Brasil, a receita real de serviços avançou apenas 0,1% em fevereiro (XP e Mercado: 0,5%), puxada para baixo pelo fraco desempenho do setor de transportes. Em contrapartida, os Serviços Prestados às Famílias mostraram recuperação firme (1,4% m/m), favorecidos pelo mercado de trabalho aquecido. Nossa estimativa para o PIB do 1T26 aponta crescimento de 1,0% T/T.
Na agenda de hoje, destaque para os dados de atividade da China. Nos Estados Unidos, serão divulgados os índices de preços de importação e exportação de março e, ao final do dia, o Fed publica o Livro Bege. No Brasil, o IBGE divulga a Pesquisa Mensal do Comércio de fevereiro — estimamos alta de 1,0% para o varejo ampliado. Por fim, o governo apresentará o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027.
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Economia
Conversas com o Irã podem ser retomadas nos próximos dias, segundo Trump
- Segundo notícias, o Irã estuda uma pausa voluntária nos embarques pelo Estreito de Ormuz para não comprometer novas rodadas de negociação, enquanto Trump sinalizou ao New York Post que as conversas podem ser retomadas “nos próximos dois dias” no Paquistão — onde o vice-presidente Vance liderou o encontro do último final de semana. As notícias desencadearam movimento de alívio nos ativos de risco. O petróleo Brent recuou 4,3%, para 95,1 dólares por barril, reagindo tanto ao tom diplomático quanto ao alerta da Agência Internacional de Energia (AIE) de que o conflito pode eliminar o crescimento da demanda global de petróleo pelo primeiro ano desde a pandemia. O cessar-fogo expira em 21 de abril;
- Nos Estados Unidos, o índice de preços ao produtor (PPI) de março avançou 0,5% em relação a fevereiro, resultado bem abaixo das expectativas de mercado (exp: 1,1% m/m). O núcleo – que exclui alimentos e energia – subiu apenas 0,1% m/m (exp: 0,5%). No resultado acumulado em 12 meses, a inflação ao produtor foi de 4,0%. A surpresa baixista refletiu tanto a estabilidade dos preços de serviços quanto a queda nos preços de alimentos, que compensaram parcialmente o choque em combustíveis (reflexo direto do conflito no Oriente Médio, que mantém o petróleo em patamares elevados);
- No Brasil, a receita real de serviços avançou apenas 0,1% em fevereiro frente a janeiro (XP e Mercado: 0,5%). Na comparação com fevereiro de 2025, o setor registrou expansão de 0,5% (XP e Mercado: 1,5%). A surpresa baixista foi explicada, em grande medida, pelo desempenho fraco de Transportes e Armazenagem (-2,8% a/a), com destaque para o transporte aéreo — resultado que reflete o efeito deflator da alta expressiva nas passagens. Em contrapartida, os Serviços Prestados às Famílias apresentaram firme recuperação (1,4% m/m; 4,2% a/a), puxados sobretudo por Alimentação e Alojamento. Ademais, os resultados de janeiro foram revisados para cima (de 0,6% a/a para 2,1% a/a). Esse grupo é favorecido pela elevação da renda real, na esteira do mercado de trabalho aquecido e de maiores transferências fiscais. Em contrapartida, o maior comprometimento de renda das famílias com o serviço das dívidas tem limitado o espaço para gastos discricionários e, com isso, impedido uma expansão mais robusta. Assim, embora o faturamento total tenha frustrado as expectativas, segmentos-chave da demanda doméstica, em especial os serviços prestados às famílias, exibiram recuperação firme no início de 2026. Nossa estimativa para o PIB do 1T26 indica crescimento de 1,0% em comparação ao 4T25;
- Na agenda de hoje, destaque para a publicação dos dados de atividade da China. Entre eles, produção industrial, vendas varejistas, investimentos em ativos fixos e taxa de desemprego referentes a março, além do PIB do 1º trimestre de 2026. Também teremos os índices de preços de importação e exportação dos Estados Unidos referentes a março. Ao final do dia, o Fed (banco central) publica o Livro Bege, relatório sobre condições econômicas que poderá trazer as primeiras percepções das empresas sobre os impactos do choque energético. No Brasil, o IBGE divulgará a Pesquisa Mensal do Comércio. As vendas varejistas devem registrar o segundo aumento consecutivo, refletindo a solidez do mercado de trabalho e o aumento das concessões de crédito (sobretudo para aquisição de veículos) no período recente. Estimamos alta de 1,0% para o índice de varejo ampliado em fevereiro em relação a janeiro. Por fim, o governo apresentará o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027.
Empresas
Marcopolo (POMO4): Resultados do leilão do Caminho da Escola ajudam a reduzir o risco dos volumes domésticos
- Hoje, o FNDE realizou o leilão do Caminho da Escola, com resultados preliminares (ou seja, ainda sujeitos à homologação final) implicando uma leitura positiva para a Marcopolo, melhorando a visibilidade sobre os volumes domésticos em um momento em que as condições de demanda permanecem desiguais.
- A licitação totalizou 7,5 mil unidades, com Volkswagen/Marcopolo emergindo como os principais vencedores e a Marcopolo garantindo ~7,2 mil unidades, ou ~97% do volume total, muito acima de sua faixa histórica. A alocação entre veículos micro, urbanos e Volare dá suporte ao planejamento de produção e à utilização de capacidade, uma vez que as entregas devem ocorrer de forma faseada entre o 2S26E e o 1S28E.
- Vemos upside para o cenário-base de nossas estimativas de lucros para 2026E, embora limitado (contribuição de dígito baixo), com o resultado trazendo visibilidade mais clara e reduzindo o risco de execução doméstica ao longo dos próximos dois anos, em nossa visão. Combinado a um valuation descontado (P/E 2026E de 6,9x), yields atrativos e baixa volatilidade de lucros, seguimos vendo POMO4 como uma tese de investimento de menor risco, com perfil favorável de risco-retorno (mais detalhes aqui).
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Órgãos antitruste aprovam criação da Sadia Halal por joint venture de MBRF e fundo saudita (Valor Econômico);
- Processo de venda da CSN Cimentos atrai três grupos chineses e outros 11 interessados (Valor Econômico);
- Oncoclínicas: minoritários fazem pressão por OPA e falam em ‘inércia’ da CVM (O Globo);
- Governo federal planeja 13 concorrências de rodovias neste ano, e prepara 21 projetos para o pós-2026 (Valor Econômico).
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Estratégia
Factor Pulse: Valor retoma a liderança, Momentum devolve parte dos ganhos
- Fatores defensivos lideram: Valor liderou março (+3,4%) e segue como o melhor fator no acumulado do ano (+16,5%); Baixo Risco também teve um mês sólido (+3,2%, +11,3% YTD). Qualidade manteve-se estável (+2,6%), com Rentabilidade como seu subfator mais forte (+4,4% em março, +17,7% YTD — maior retorno absoluto no ano entre todos os fatores).
- As ações mais vendidas a descoberto continuaram superando o mercado em março: a cesta Long/Short de Short Interest caiu -2,3%, estendendo o padrão de fevereiro (-3,1%). No acumulado do ano, o fator ainda é positivo (+8,8%), mas as perdas mensais consecutivas sugerem que posições vendidas concentradas seguem sendo espremidas no curto prazo.
- Fatores de tendência: Momentum ficou negativo em março (-1,1%) após a recuperação de fevereiro, reduzindo seu ganho YTD para +4,7%. Revisões de Sell-side foi o fator mais fraco do mês (-4,4%), arrastando seu acumulado do ano para praticamente zero.
- Tópico especial: introduzimos uma análise que mapeia a composição setorial da cesta do quintil superior de cada fator ao longo do tempo. Baixo Risco é o mais concentrado; Valor é historicamente exposto a Utilidades Públicas e Construção Civil; Qualidade é o que mais rotaciona, enquanto Momentum e Revisões de Sell-side apresentam os perfis mais diversificados; Short Interest registrou uma alta recente do setor de Varejo.
- As 10 melhores ações segundo o modelo multifatores: JHSF3, BRAP4, LEVE3, BRSR6, TIMS3, ABEV3, ITSA4, PETR4, NEOE3, ALOS3
- As 10 ações para evitar segundo o modelo multifatores: RECV3, SBFG3, MULT3, BRBI11, GGBR4, SUZB3, CBAV3, TOTS3, PRNR3, SANB11
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX avança 0,03% e fecha aos 3.904,60 pontos (Suno);
- Gestores de FIIs priorizam eficiência e ampliam gestão ativa para maximizar portfólios (FIIs);
- Dividendos concentram retorno histórico em FIIs (ClubeFII);
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- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- Investo lança ETF de mercados emergentes em meio à onda de novos fundos de índice: A Investo lançou o IVWO11, ETF de mercados emergentes que replica o Vanguard FTSE Emerging Markets ETF, oferecendo exposição a mais de 5.900 ações em cerca de 24 países, como China, Índia e Brasil, com cota inicial de R$ 20 e taxa de 0,30% ao ano, ampliando a oferta de ETFs globais no mercado brasileiro em um momento de forte expansão da indústria. (Infomoney);
- ETF do mercado argentino foi o que mais subiu em meio à guerra. Por quê? Vai subir mais?: O ARGE11, ETF ligado ao mercado argentino, foi o destaque de março, com alta próxima de 11%, impulsionado sobretudo pela valorização do petróleo e pelo peso de empresas de energia na carteira; além do efeito das commodities, o movimento também reflete otimismo com reformas econômicas e melhora fiscal na Argentina, levantando a discussão sobre potencial adicional de valorização do fundo. (Valor Investe);
- BlackRock Brazil Fund Records Largest Daily Inflow Since 2017: The iShares MSCI Brazil ETF (EWZ) recorded its largest daily inflow since 2017, with more than $300 million added in one session, as a renewed global risk appetite and rotation toward emerging markets fueled strong demand for Brazilian equities amid easing geopolitical tensions and improving sentiment toward non‑U.S. assets. (Bloomberg);
- Aporte em fundos é o maior para um 1º trimestre em cinco anos, mas retornos decepcionam: Os fundos de investimento registraram captação líquida de R$ 159,2 bilhões no 1º trimestre, o maior volume para o período em cinco anos, impulsionado principalmente pela renda fixa; ainda assim, a rentabilidade ficou abaixo dos índices de referência, com fundos de renda fixa, ações e multimercados rendendo menos que CDI e Ibovespa, refletindo a volatilidade associada à guerra e a eventos corporativos relevantes. (Valor Investe).
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ESG
Petrobras mira em combustível de aviação sustentável (SAF) em 1ª planta de larga escala na América Latina | Café com ESG, 15/04
- O mercado encerrou o pregão de terça-feira em alta, com o IBOV e o ISE avançando 0,33% e 0,93%, respectivamente;
- No Brasil, a Petrobras escolheu a tecnologia ATJ (alcohol-to-jet) da Honeywell para desenvolver um projeto de produção de combustível sustentável de aviação (SAF) em sua refinaria Replan, localizada em Paulínia (SP) – a iniciativa prevê a produção de até 10 mil barris diários de SAF, representando o primeiro projeto em larga escala dessa tecnologia na América Latina;
- No internacional, (i) os preços dos contratos de compra de energia renovável nos EUA subiram de forma expressiva no 1T26, com solar ficando 13% mais caro em relação ao mesmo período de 2025, enquanto os de energia eólica aumentaram 24% – esse movimento reflete a combinação de tarifas de importação sobre equipamentos, gargalos nas cadeias de suprimento de painéis e turbinas, e aumento dos custos de financiamento de projetos de infraestrutura energética; e (ii) a União Europeia planeja reduzir impostos sobre eletricidade e acelerar a expansão de tecnologias limpas para reduzir a exposição dos consumidores à alta dos preços de petróleo e gás – segundo rascunho preliminar da Comissão Europeia, que deve ser publicada em 22 de abril, a iniciativa visa compensar o impacto da guerra no Irã sobre o setor de energia;
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