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Cautela predomina mercados internacionais e elevação do risco fiscal dita o tom no Brasil.

Tudo o que você precisa saber sobre os mercados nacional e internacional, com análises econômicas e políticas sobre fatos que podem impactar seus investimentos.

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IBOVESPA -1,60% | 100.461 Pontos

CÂMBIO -1,11% | 5,37/USD

O que pode impactar o mercado hoje

O Ibovespa fechou em queda de 1,62% nesta quinta-feira (13) a 100.460 pontos pressionado principalmente por blue chips como Petrobras e Vale em dia de desvalorização das commodities no mercado internacional. O dólar comercial caiu 1,56% a R$ 5,36. As taxas de juros futuro apresentaram nova elevação no longo prazo, com o principal destaque sendo as preocupações em relação à agenda fiscal, mesmo com declaração do Presidente Jair Bolsonaro de que teria compromisso com o teto de gastos. A aversão ao risco fez com que a inclinação da curva retornasse a níveis de maio. DI jan/21 fechou em 1,89%; DI jan/23 encerrou em 3,96%; DI jan/25 subiu para 5,77%; e DI jan/27 foi para 6,79%.

Nos mercados internacionais, o Senado americano entrou em recesso sem um fim do impasse pelo novo pacote de estímulos a economia entre a Casa Branca e a oposição. Existe a possibilidade de que os parlamentares sejam chamados de volta caso se chegue a um acordo, mas as posições dos republicanos e democratas ainda parecem estar muito longe uma da outra e não há indícios de novas negociações.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira que Israel e os Emirados Árabes Unidos chegaram a um acordo para estabelecer relações diplomáticas bilaterais. O acordo é uma vitória para Trump na política externa e deve ser utilizado no seu discurso eleitoral.

O PIB da Zona do Euro encolheu 12,1% entre o primeiro e o segundo trimestres de 2020 e 15% com relação ao segundo trimestre de 2019. Os números vieram em linha com as expectativas e apontaram para a maior contração da série histórica iniciada em 1995.

No Brasil, um dia depois da defesa do teto de gastos, o presidente Jair Bolsonaro admitiu ontem a existência de uma “boa briga” dentro do governo pelos rumos da política econômica. Relatou a busca de ministérios como o da Defesa, o de Infraestrutura e o do Desenvolvimento Regional por mais recursos e pontuou: “A ideia de furar o teto existe, o pessoal debate, qual o problema?”. A fala reabre as discussões sobre a disposição do Palácio do Planalto de perseguir a responsabilidade fiscal.

E pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta registra avanço na popularidade do presidente, de 32% para 37% – o maior índice medido em seu mandato – e queda de 10 pontos percentuais na rejeição, de 44% para 34%, na comparação com junho.

Na economia, depois de ter sido o único setor a apresentar contração na comparação mensal de maio, o setor de serviços apresentou expansão de 5,0% em junho. O setor apresentou melhora generalizada no mês, mas as melhores performances vieram dos serviços prestados às famílias e de outros serviços.

No noticiário econômico, destaque para matéria da Folha afirmando que o imposto digital que vem sendo desenhado pelo Ministério da Economia deve incidir não apenas sobre transações digitais, mas também sobre saques em dinheiro, transações bancárias, investimentos e até operações entre contas de mesma titularidade. Caso as mudanças se materializem, o novo imposto deve ter um espectro de cobrança ainda mais amplo do que a extinta CPMF. Destaque também para matéria do Estadão afirmando que o governo pretende atrelar a discussão do Renda Brasil à proposta para antecipar medidas de ajuste como forma de cumprir o teto de gastos. A ideia é que a discussão aconteça ao mesmo tempo para garantir a definição de um programa que ofereça uma renda básica sem furar o teto.

Do lado das empresas, enxergamos como muito positiva a aprovação da expansão do S11D pelo Conselho da Vale. Esperamos uma reação positiva e reiteramos nossa recomendação de compra (top pick) com preço-alvo de R$85/ação. Os benefícios deste projeto vão além do aumento da capacidade total do S11D para 120 milhões de toneladas por ano de minério de ferro, proporcionando mais flexibilidade e robustez ao Sistema Norte. A capacidade total do sistema chegará a 260mtpa (de 240mtpa atualmente).

A Suzano reportou ontem um novo conjunto de resultados mais fortes que as expectativas e esperamos uma reação positiva no preço das ações. O EBITDA ficou em R$4,2 bilhões, +38% no trimestre, 27% e 23% acima da nossa estimativa e do consenso. Os destaques do trimestre para os volumes mais altos de celulose, foram o movimento de desestocagem da Suzano, aumento na demanda por tissue (papeis sanitários), além de preços realizados mais altos. Reiteramos nossa recomendação de Compra para o papel.

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Agenda de resultados

Cemig (CMIG4): após o fechamento

Temporada de resultados do 2º trimestre – o que esperar?
Calendário da temporada de resultados 2° tri 2020

Coronavírus

O caso para se comprar Brasil: Rumo aos 110 mil
Medidas econômicas para combater o coronavirus no Brasil

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Internacional

  1. Política internacional: Senado entra em recesso sem acordo

    Acesse aqui o relatório internacional

Empresas

  1. Lojas Americanas e B2W (LAME4 / BTOW3): Sólidos resultados no 2T20
  2. B3 (B3SA3): Lucro abaixo do esperado, mas volumes consistentemente altos | Revisão do 2T20
  3. JBS (JBSS3): 2T20 supera expectativas do mercado; reiteramos Compra
  4. CCR (CCRO3) 2T20: Resultados levemente acima; Tráfego consolidado -18,2% a/a
  5. Equatorial Energia (EQTL3): Análise dos resultados do 2T20
  6. Sabesp (SBSP3): Resultados do 2T20: Em linha de forma recorrente, mas o resultado trimestral não é o principal fator de influência da performance das ações; Mantemos Neutro
  7. Copel (CPLE6): Fortes resultados no 2T20 reforçando sua resiliência; Mantemos Compra
  8. Suzano (SUZB3): Resultados do 2T acima do esperado com volumes e margens mais altos em celulose. Positivo
  9. Unidas (LCAM3) 2T20: Um trimestre desafiador, mas com sinais positivos em julho; Mantemos Compra
  10. brMalls (BRML3) 2T20: Resultados pressionados, mas tendências melhores em julho
  11. EZTec (EZTC3): Trimestre fraco, mas com sinais positivos de recuperação
  12. Setor Elétrico: Senado aprova Projeto de Lei que dá solução ao risco hidrológico
  13. Vale (VALE3): Anúncio de expansão do S11D para 120mtpa. Muito positivo


Veja todos os detalhes


Política internacional: Senado entra em recesso sem acordo

  • O Senado Americano entrou em recesso sem acordo pelo novo pacote de estímulos a economia.  Existe a possibilidade de que os parlamentares sejam chamados de volta caso se chegue a um acordo, mas as posições dos republicanos e democratas ainda parecem estar muito longe uma da outra e não há indícios de novas negociações;
  • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira que Israel e os Emirados Árabes Unidos chegaram a acordo para estabelecer relações diplomáticas bilaterais. O acordo é uma vitória para Trump na política externa e deve ser utilizado no seu discurso eleitoral.

Empresas

Lojas Americanas e B2W (LAME4 / BTOW3): Sólidos resultados no 2T20

  • Lojas Americanas e B2W reportaram fortes resultados referentes ao segundo trimestre de 2020 (2T20). As vendas do Universo Americanas (faturamento combinado da Lojas Americanas e da B2W) apresentaram um aumento de +25% na comparação anual (vs. +17% no 1T20), com desempenho especialmente forte na operação digital (B2W);
  • Esperamos uma reação positiva aos anúncios, com os números reportados acima das nossas expectativas. Os principais destaques na nossa visão foram (i) o avanço da integração entre as operações de varejo físico e digital, (ii) a aceleração importante das vendas e da base de usuários no canal digital, e (iii) a melhora contínua na dinâmica de capital de giro;
  • Mantemos a nossa recomendação de Compra para as ações da Lojas Americanas (LAME4), com preço-alvo de R$44,0 ao final de 2020. Também mantemos a nossa recomendação de Neutro para as ações da B2W, com preço-alvo de R$135,0 ao final de 2020. Acesse nosso relatório de atualização recente (LINK) para mais detalhes sobre ambas as teses de investimento. Clique aqui para conferir o conteúdo completo.

B3 (B3SA3): Lucro abaixo do esperado, mas volumes consistentemente altos | Revisão do 2T20

  • B3 acaba de reportar resultados abaixo do esperado, com o lucro 9% abaixo das expectativas do mercado, atingindo R$ 1 bilhão;
  • Embora a receita tenha vindo alta como o esperado, o resultado foi afetado negativamente por maiores provisões operacionais;
  • No entanto, ainda gostamos dos volumes da bolsa e acreditamos que as perspectivas de longo prazo são melhores do que o previsto, dada a evolução do mercado financeiro no Brasil que melhora em ritmo acelerado, a taxa básica de juros que está ainda mais baixa e as ofertas do mercado de capitais que estão de volta. Clique aqui para acessar o conteúdo completo.

JBS (JBSS3): 2T20 supera expectativas do mercado; reiteramos Compra

  • JBS reportou resultados mais fortes do que o esperado no 2T20. O EBITDA ajustado atingiu R$ 10,5 bi e ficou 32,2% acima da nossa expectativa, além de ter praticamente dobrado na comparação anual (+105,9% A/A). Todas as unidades de negócio apresentaram bons resultados, mas aquelas focadas em carne bovina se sobressaíram. Para conferir o relatório completo da JBS no 2T20, clique aqui;
  • Vale lembrar que este trimestre foi impactado pelo covid-19, com adaptações em todas as fábricas e o fechamento temporário de algumas. Ainda assim, a empresa registrou lucro da empresa de R$ 3,4 bilhões. Tal valor veio 173,9% acima das nossas estimativas e foi forte o suficiente para surpreender o mercado. A geração de fluxo de caixa livre de R$ 9,5 bi (+176,5% A/A) também deve surpreender positivamente;
  • Por fim, a alavancagem em R$ caiu para de 2,8x no 2T19 para 2,1x agora. A empresa segue contando com um balanço forte, com quase R$ 31,3 bilhões em caixa e equivalentes. Tal valor é suficiente para pagar todas as dívidas da JBS até 2025. Reiteramos nossa recomendação de compra para JBS, com preço-alvo de R$ 35.

CCR (CCRO3) 2T20: Resultados levemente acima; Tráfego consolidado -18,2% a/a

  • A CCR reportou resultados levemente acima do esperado no 2T20. O EBITDA foi de R$ 894 milhões, 6% acima da nossa projeção e ~16% acima do consenso da Bloomberg. A diferença foi reflexo principalmente da receita líquida consolidada de R$ 1,8 bilhão, ~13% acima das nossas estimativas. O resultado financeiro também veio melhor que o esperado, mas os impactos em questão foram parcialmente compensados por uma margem EBITDA mais baixa que a projetada, o que por sua vez reflete custos caixa mais pressionados. O tráfego consolidado teve queda de -18,2% a/a, em linha com nossas estimativas. Acesse o comentário completo sobre os resultados;
  • Temos recomendação Neutra para as ações da CCR, com preço-alvo de R$ 16,0/ação. Atualmente vemos a companhia negociando a uma TIR real (taxa interna de retorno) de ~6%. Apesar dos impactos negativos da política de distanciamento social sobre o tráfego, os dados comparáveis vêm apresentando melhora desde seus níveis mínimos observados em abril.

Equatorial Energia (EQTL3): Análise dos resultados do 2T20

  • Em 33 de agosto, a Equatorial Energia divulgou os resultados do 2T20. O Lucro Líquido foi de R$ 405,7 milhões, acima de nossa estimativa de R$ 269,2 milhões. O EBITDA ajustado (cálculos da empresa, refletindo principalmente a remoção de efeitos contábeis não-caixa do segmento de transmissão, linha com nossa metodologia) ficou em R$ 631 milhões, significativamente abaixo de nossa estimativa de R$ 798,2 milhões (-21%);
  • Outros destaques operacionais incluem: provisões para despesas com inadimplência como percentual da Receita Bruta de 3,5% / 6,8% / 3,9% / 3,9% para Equatorial Maranhão / Pará / Piauí / Alagoas, respectivamente;
  • Temos uma visão negativa sobre os resultados da Equatorial no 2T20, uma vez que o EBITDA Ajustado divulgado ficou abaixo de nossas estimativas. Embora continuemos a considerar a Equatorial como uma das melhores operadoras no setor de distribuição de energia, a pandemia da COVID-19 acabou por impactar negativamente os resultados da companhia, razão pela qual passamos a ter uma visão mais cautelosa para as ações desde abril de 2020 (veja mais no link). Continuamos a ver uma perspectiva desafiadora para a empresa e para o setor de distribuição de energia no futuro devido aos impactos contínuos da pandemia da COVID-19 (menor demanda de energia e aumento na inadimplência) e deterioração das perspectivas econômicas no Brasil, que acreditamos que acabará se traduzindo em maiores perdas não-técnicas (furto de energia) e menor demanda de energia em uma perspectiva estrutural;
  • Mantemos nossa recomendação Neutra na Equatorial Energia, com um preço-alvo baseado em DCF de R$ 22 / ação. Clique aqui para acessar o conteúdo completo.

Sabesp (SBSP3): Resultados do 2T20: Em linha de forma recorrente, mas o resultado trimestral não é o principal fator de influência da performance das ações; Mantemos Neutro

  • Em 13 de agosto, após o fechamento do mercado, a Sabesp divulgou seus resultados do 2T20, com Lucro Líquido de R$ 378,2 milhões acima de nossa estimativa de R$ 169,4 milhões, mas ligeiramente abaixo do consenso da Bloomberg de R$ 431,1 milhões. O EBITDA ajustado de R$ 1.385,8 milhões ficou praticamente em linha com nossa estimativa de R$ 1.344,2 milhões (+ 3,1%), mas um pouco abaixo do consenso de R$ 1.439,5 milhões (-3,7%);
  • Temos uma avaliação Neutra dos resultados da Sabesp no 2T20, dado que os números do EBITDA Ajustado vieram praticamente em linha com nossas estimativas e do as do consenso de forma recorrente, esperamos uma reação neutra do mercado. Dito isso, após a aprovação do novo marco do saneamento e as expectativas de uma potencial privatização, não acreditamos que o resultado trimestral deva ser o principal fator de influência da performance das ações das ações;
  • Em nossa opinião, os investidores devem monitorar daqui pra frente: (i) quaisquer mensagens e medidas adotadas pelo Governo do Estado de São Paulo relacionadas ao início de uma potencial privatização da Sabesp, (ii) o calendário de eleições municipais, em particular os municípios mais relevantes para a Sabesp (região metropolitana de São Paulo) e (iii) o desenrolar do terceiro ciclo de revisão tarifária da Sabesp. Mantemos nossa recomendação Neutra da Sabesp, com preço-alvo de R$ 51/ação. Clique aqui para acessar o relatório completo.

Copel (CPLE6): Fortes resultados no 2T20 reforçando sua resiliência; Mantemos Compra

  • Em 13 de agosto, a Copel reportou EBITDA Ajustado de R$ 979,7 milhões no 2T20 acima de nossa estimativa de R$ 917,2 milhões (+ 6,8%), mas abaixo das estimativas de consenso de R$ 1.120,0 milhões (-13%). O Lucro Líquido foi de R$ 1.608,1 milhões, muito acima da nossa estimativa de R$ 403,7 milhões e do consenso da Bloomberg de R$ 496,0 milhões. A diferença com relação às nossas estimativas pode ser explicada principalmente por um ganho não recorrente de R$ 809,154 milhões com créditos tributários em função de decisão favorável à Copel Dis, que reconhece o direito de excluir o ICMS da base de cálculo do PIS/COFINS;
  • Temos uma avaliação neutra dos resultados da Copel no 2T20, dado que os números do EBITDA Ajustado ficaram acima de nossas estimativas, porém abaixo das expectativas de mercado. Dito isso, consideramos sólido o desempenho da empresa no contexto de um trimestre desafiador para a o setor de energia como um todo (especialmente para o segmento de distribuição de energia) devido a pandemia de COVID-19. Vemos os resultados como uma ilustração do contínuo processo de melhoria que vem ocorrendo na Copel nos últimos dois anos e que tem aumentado a resiliência da empresa;
  • Daqui para frente, acreditamos que os principais temas a serem monitorados pela Copel são (1) a recuperação da demanda impactada pela pandemia de COVID 19, especialmente nos segmentos industrial (-19,1% A/A) e comercial (-18,8% A/A) e (2) desdobramentos do processo de desinvestimento da Copel Telecom, tendo a diretoria da Copel aprovado o processo em 15 de julho. Mantemos nossa recomendação de compra na Copel, com preços-alvo de R$ 67/ação. Clique aqui para acessar o relatório completo.

Suzano (SUZB3): Resultados do 2T acima do esperado com volumes e margens mais altos em celulose. Positivo

  • Ontem, a Suzano reportou resultados operacionais acima do esperado no segundo trimestre. O EBITDA de R$4,2 bilhões, aumento de +38% no trimestre veio 27% acima da nossa estimativa, com (1) volumes mais altos de celulose seguindo o movimento de desestocagem da Suzano e demanda saudável de tissue e (2) preços realizados mais fortes (+22% T/T) devido a um dólar mais alto. Clique aqui para acessar o relatório completo do resultado da Suzano no 2T20;
  • No lado da dívida, a alavancagem segue sendo uma preocupação com a Dívida Líquida/EBITDA caindo para 5,6x, contra 6,0x no 1T. Em dólar, a Dívida Líquida/EBITDA diminuiu para 4,7x (de 4,8x no primeiro trimestre). Contudo, é importante destacar que a empresa não tem risco de refinanciamento até 2022;
  • Em celulose, o EBITDA de R$3,9 bilhões veio acima das nossas expectativas, com volumes em 2,788kt e preços mais altos na comparação anual. A redução das despesas operacionais e do custo caixa excluindo os efeitos de paradas por manutenção também ajudaram a empresa as superar nossos números. Já em papel, os volumes mais baixos ficaram abaixo das nossas expectativas, com EBITDA em R$317 milhões, queda de 5% no trimestre, setor bastante impactado pelo Covid-19.

Unidas (LCAM3) 2T20: Um trimestre desafiador, mas com sinais positivos em julho; Mantemos Compra

  • A Unidas divulgou resultados consolidados levemente acima das nossas estimativas e do consenso, com um EBITDA recorrente de R$ 209 milhões (7% acima da nossa estimativa e ~9% acima do consenso), e com um lucro líquido recorrente de R$ 4 milhões (ante nossa projeção de um prejuízo líquido de R$ 10 milhões). Seminovos foi um destaque positivo em nossa visão, com volumes e margens ajustadas acima do esperado (margem EBITDA de +2%, ajustada pelo impairment de R$ 24,5 milhões da frota). No segmento de RAC (aluguel de veículos), por outro lado, apesar de a receita ter superado a estimativa, as margens vieram mais pressionadas que o previsto (margem EBITDA de 3,7%, -45 p.p. a/a), refletindo algumas decisões estratégicas adotadas no trimestre. Ademais, a Unidas também reportou dados preliminares referentes ao mês de julho, que apontam para melhora sequencial na maioria dos indicadores operacionais. Acesse aqui o comentário de resultados;
  • Temos recomendação de Compra para as ações da Unidas, com um preço-alvo de R$ 22,0/ação, e vemos as ações negociando a 23x P/L 2021 atualmente. Acreditamos que a companhia esteja bem preparada para superar o cenário desafiador, tanto em termos de posicionamento de mercado como em termos de solidez financeira.

brMalls (BRML3) 2T20: Resultados pressionados, mas tendências melhores em julho

  • A brMalls reportou resultados mais fracos que o esperado em geral, abaixo de nossas estimativas e também abaixo do consenso da Bloomberg (se ajustarmos para o impacto da linearização). A receita líquida foi de R$ 186 milhões (-44% a/a, ~20% abaixo de nós e ~11% abaixo do consenso, retirando a linearização), enquanto o EBITDA ajustado foi de R$ 49 milhões (-80% a/a e também abaixo de nós). A diferença em relação aos nossos números reflete (i) receitas de aluguel e estacionamento mais fracas que o previsto, (ii) custos mais pressionados, como reflexo do crescimento de 114% nos custos condominiais e (iii) maiores despesas com vendas, o que reflete a abordagem mais conservadora da brMalls com relação às provisões. Por outro lado, esses efeitos foram parcialmente compensados ​​por um forte controle nos custos com pessoal e serviços. Acesse o comentário completo sobre os resultados;
  • As vendas dos shoppings diminuíram ~84% a/a no 2T20, enquanto as Vendas Mesmas Lojas (SSS) diminuíram 71% e os Aluguéis Mesmas Lojas (SSR) diminuíram 74%. Hoje todos os shoppings da companhia estão em operação. Temos recomendação Neutra para as ações, com um preço-alvo de R$ 13,0/ação.

EZTec (EZTC3): Trimestre fraco, mas com sinais positivos de recuperação

  • Ontem, a EZTec (EZTC3) reportou resultados mistos referente ao 2T20, impactado negativamente pelo fraco desempenho operacional (nenhum lançamento e vendas líquidas fracas). A companhia reportou receita líquida baixa em função dos impactos da COVID-19, mas margens brutas e líquidas fortes devido ao melhor mix de vendas, baixo impacto no processo construtivo (e do reconhecimento de receita), queda das despesas comerciais e iniciativas de redução de despesas com marketing. Por fim, o lucro líquido totalizou R$68,1 milhões (-24% a/a e -12% t/t);
  • No balanço patrimonial, a companhia reportou geração de caixa de R$29,2 milhões, o que reforçará sua sólida posição de caixa líquido de R$1.296 milhões;
  • Apesar do desempenho mais fraco no curto prazo em razão da crise do COVID-19, nossa visão positiva sobre o papel no longo prazo segue inalterada e mantemos nossa recomendação de compra e preço alvo de R$44,20/ação. Para mais detalhes, confira o relatório completo.

Setor Elétrico: Senado aprova Projeto de Lei que dá solução ao risco hidrológico

  • Ontem, o plenário do Senado aprovou em votação simbólica o projeto de lei que busca compensar as geradoras hidrelétricas prejudicadas pela estiagem, cenário conhecido como risco hidrológico ou pela sigla do setor GSF (Generation Scaling Factor).A proposta segue para a sanção presidencial;
  • A matéria busca solucionar o impasse entre o governo e geradoras que atuam no mercado livre, que não aceitaram os termos da legislação que regula o risco hidrológico. Em vista da falta de chuvas observada nos últimos anos, as geradoras hidrelétricas não puderam produzir energia de acordo com sua capacidade, e acabaram tendo que incorrer em despesas de compra de energia no mercado de curto prazo. Diversos geradores que não aceitaram pactuar o risco hidrológico nas condições oferecidas pelo governo entraram na Justiça e conseguiram liminares para não quitarem seus débitos no mercado de curto prazo;
  • O projeto de lei aprovado prevê a compensação pelos custos relacionados ao risco hidrológico (de compra de energia) mediante a extensão de contratos de concessão das usinas. Como contrapartida, as geradoras teriam que desistir de suas liminares na Justiça. Pelos termos da lei aprovada, a ANEEL tem 90 dias para calcular os termos da compensação dos prejuízos passados às geradoras hidrelétricas, e 30 dias subsequentes para publicar os resultados da extensão das outorgas das usinas. Finalmente, as geradoras tem 60 dias subsequentes para manifestar seu interesse em aderir à solução proposta e obter a extensão das concessões;
  • A notícia é de grande importância para geradoras hidrelétricas, em particular a AES Tietê, que possuí débitos de R$1.16 bilhão relacionados ao risco hidrológico. O potencial de criação de valor para as ações dependerá da combinação de (i) condições de pagamento dos débitos existentes, principalmente com relação a prazo (já assumimos o pagamento em 3 anos em nossas estimativas para a Tietê) e (ii) período de extensão de concessão das usinas, que executivos do setor e fontes do mercado estimam entre 2 e 3 anos. Um cenário de extensão de concessão das usinas contribuiria positivamente a nosso preço-alvo de R$17/unit para TIET11 (recomendação de Compra).

Vale (VALE3): Anúncio de expansão do S11D para 120mtpa. Muito positivo 

  • Vemos como muito positiva a aprovação da expansão do S11D pelo Conselho da Vale. Esperamos uma reação positiva e reiteramos nossa recomendação de compra (top pick) com preço-alvo de R$85/ação. Os benefícios deste projeto vão além do aumento da capacidade total do S11D para 120 milhões de toneladas por ano, proporcionando mais flexibilidade e robustez ao Sistema Norte. A capacidade total do sistema chegará a 260mtpa (de 240mtpa atualmente);
  • O Projeto Serra Sul 120 tem o objetivo de aumentar a capacidade do complexo mina-planta do S11D para 120mtpa (vs. 100mtpa atualmente). O investimento total chega a US$1,5 bilhão com o início das operações no primeiro semestre de 2024. Isso incluirá (1) novas áreas de mineração, (2) duplicação da correia transportadora de longa distância, (3) expansão da planta com novas linhas de processamento e (4) expansão das áreas de armazenamento;
  • Este projeto está alinhado com o core business da Vale e irá reforçar o poder de precificação da empresa com mais flexibilidade em minério de alta qualidade. Não vemos nenhum impacto sobre os dividendos potenciais devido à menor alavancagem e a expectativa de forte geração de caixa. Temos um rendimento com dividendos de 7% em 2021E considerando preço médio de minério de ferro em US$85/t. 
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A XP Investimentos se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto. O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.

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