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Reunião climática de Bonn, na Alemanha, inicia preparação para a COP31 | Café com ESG, 09/06

Conferência de Bonn e SAF no Brasil em pauta

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de segunda-feira em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,77% e 0,62%, respectivamente.

• No Brasil, a JetBio anunciou nesta segunda-feira (8) a aquisição de um terreno em Paulínia, onde pretende erguer uma biorrefinaria para transformar etanol em combustível sustentável de aviação (SAF), em um projeto estimado em US$ 2 bilhões – em contexto, a JetBio é a subsidiária brasileira da Summit NextGen, braço de combustíveis da americana Summit Agricultural Group.

• No internacional, (i) empresas do setor de painéis solares na China estão lutando para gerar lucros num momento de supercapacidade após o crescimento das exportações impulsionado por subsídios – como exemplo, a Jinko Solar, maior fabricante de painéis do mundo, registrou receita de 12,2 bilhões de yuans (US$ 1,8 bilhão) no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 12% em relação ao ano anterior; e (ii) a diplomacia climática global passa a se concentrar na Alemanha a partir desta segunda-feira, 8, e até o dia 18 de junho, quando negociadores, cientistas e observadores de praticamente todos os países se reúnem em Bonn para a 64ª sessão dos Órgãos Subsidiários da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima – o que sair das conversas, na forma de textos amadurecidos, prioridades alinhadas e impasses destravados, define o quanto a COP31, que a Turquia sediará em Antalya em novembro, terá de avançar do zero.

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Brasil

O plano de US$ 2 bi da JetBio para fazer SAF com etanol brasileiro

“Um projeto de US$ 2 bilhões para produzir combustível sustentável de aviação (SAF) começa a tomar forma no interior de São Paulo. A JetBio anuncia nesta segunda-feira (8) a aquisição de um terreno em Paulínia, onde pretende erguer uma biorrefinaria para transformar etanol em querosene verde para aviões. A JetBio é a subsidiária brasileira da Summit NextGen, braço de combustíveis da americana Summit Agricultural Group — a mesma controladora da FS, hoje uma das maiores produtoras de etanol de milho do país. A escolha do Brasil como base do primeiro grande projeto da companhia não é acidente geográfico. É a tese central do negócio. “A história é, na verdade, uma história sobre o Brasil e as vantagens que o país tem a partir de matéria-prima de baixa intensidade de carbono”, diz ao Reset William Moore, CEO da JetBio e da Summit NextGen. “Para ser competitivo, você tem que ser o produtor de menor custo com a menor intensidade de carbono. E essa é a vantagem real que o Brasil oferece.” O conograma prevê início da construção em 2027 e entrada em operação em 2030. O plano é que a fábrica de Paulínia tenha capacidade de produzir 1 bilhão de litros por ano, 25 vezes mais que a única planta comercial que hoje produz SAF com álcool como matéria-prima: a unidade Freedom Pines, da LanzaJet, na Geórgia (EUA).”

Fonte: Capital Reset; 08/06/2026

Pesquisa de terras raras ocupa área 8 vezes maior que SP

“Com a maior reserva de terras raras do mundo depois da China, o Brasil registrou aumento de processos ligados à pesquisa desses minerais em anos recentes. O pico aconteceu entre 2023 e 2024, mas os protocolos de 2025 e 2026 já cobrem juntos área quase oito vezes maior que a cidade de São Paulo, mostra ferramenta do Serviço Geológico do Brasil (SGB), que reúne dados georreferenciados geridos pela Agência Nacional de Mineração (ANM). O grupo de elementos conhecido como terras raras tem ganhado destaque no noticiário desde o ano passado, quando a China adotou medidas que restringiam a exportação dos minerais, estratégicos para áreas como Defesa e transição energética. Aquele país concentra a maior parte da produção e praticamente todo o processo de refino de terras raras, recurso do qual indústrias de muitos países do Ocidente, como os Estados Unidos, são altamente dependentes. O Brasil conta com 2,7 mil processos ativos ligados à pesquisa mineral de terras raras, que abrangem 4,39 milhões de hectares, ou cerca de 43 mil quilômetros quadrados, área maior que a Suíça. Mais da metade do total de protocolos, 1,6 mil, é do biênio que compreende 2023 e 2024. O resultado desses dois anos é maior do que o de todos os anos anteriores, de 1975 até 2022, que somam juntos pouco mais de 400 processos. Desde o ano passado, quando os elementos se tornaram ainda mais conhecidos, mais 675 processos foram abertos, cobrindo 1,2 milhão de hectares, ou 12 mil quilômetros quadrados, área 7,9 vezes maior que a capital paulista, de 1,5 mil quilômetros quadrados.”

Fonte: Valor Econômico; 09/06/2026

Voltalia obtém conexão de 322 MW em Pecém para data centers

“A Voltalia assinou contrato com o Operador Nacional do Sistema (ONS) para obter 322 megawatts (MW) de capacidade de conexão à rede no Complexo de Pecém (CE) para instalação de data centers. A companhia está em negociações avançadas com diversos operadores desses projetos. Segundo a empresa, o acordo é um “marco importante” para consolidação como parceira para projetos de infraestrutura digital com alto consumo energético. A Voltalia planeja desenvolver projetos dedicados de energia renovável, principalmente energia eólica, para atender à crescente demanda por eletricidade descarbonizada. “A presença da Voltalia na região combina atributos fundamentais, incluindo acesso a recursos renováveis de alta qualidade, conexão garantida à rede elétrica e um ambiente industrial pronto para o desenvolvimento, permitindo que a empresa apoie projetos de grande escala e de alto consumo de energia” disse o CEO da Voltalia, Robert Klein, em nota.”

Fonte: Eixos; 08/06/2026

Internacional

Excesso de oferta e guerra de preços levam gigantes chinesas de painéis solares ao prejuízo

“Empresas do setor de painéis solares na China estão lutando para gerar lucros num momento de supercapacidade após o crescimento das exportações impulsionado por subsídios. A Jinko Solar, maior fabricante de painéis do mundo, registrou receita de 12,2 bilhões de yuans (US$ 1,8 bilhão) no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 12% em relação ao ano anterior, com um prejuízo líquido de 1,3 bilhão de yuans. Todas as cinco principais empresas chinesas do setor registraram prejuízo, com perdas líquidas combinadas totalizando 7 bilhões de yuans. A Longi Green Energy Technology viu seus custos superarem a receita, resultando em uma margem de lucro bruto negativa no primeiro trimestre. A Jinko Solar e a Trina Solar conseguiram obter pequenos lucros brutos, mas insuficientes para cobrir os custos fixos. O setor está em crise, produzindo sem gerar lucro. A China considera veículos elétricos, baterias de lítio e células solares como o novo trio principal de categorias de exportação, substituindo vestuário, móveis e eletrodomésticos. As empresas chinesas conquistaram cerca de 80% do mercado mundial de painéis solares, vencendo a competição global — ou talvez vencendo de forma excessiva. Encorajadas por subsídios governamentais e outras formas de apoio, as empresas aumentaram os investimentos para expandir a capacidade de produção, resultando em um excesso de oferta. Somente os cinco maiores fabricantes de painéis têm uma capacidade anual estimada em 500 gigawatts. A indústria chinesa como um todo tem uma capacidade de 1 mil GW, segundo a mídia local — de 1,5 a 2 vezes a capacidade instalada global, que varia de 500 GW a 700 GW por ano. Esse excesso de oferta levou ao colapso dos preços dos painéis, que caíram cerca de 60% em relação ao pico de 2021, de acordo com a empresa de pesquisa CEIC. Os preços do polissilício, uma matéria-prima, despencaram cerca de 85%.”

Fonte: Valor Econômico; 09/06/2026

Descarbonização da aviação está sob risco com atraso de SAF e barreiras europeias, diz Iata

“A trajetória da aviação global rumo à neutralidade de carbono até 2050 está ameaçada pelo ritmo insuficiente de expansão da produção de combustível sustentável de aviação (SAF) e pela forma como governos estão regulando o mercado, alertou a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) no domingo (7/6). Executivos da associação criticaram o atraso de projetos de SAF, os efeitos de mandatos de mistura que elevaram os custos do combustível renovável sem ampliar a oferta e as iniciativas da União Europeia que, segundo a entidade, enfraquecem o mecanismo global de compensação de carbono da aviação, o Corsia. “O programa Corsia está sendo prejudicado e a produção de SAF não está crescendo com a rapidez necessária”, afirmou o diretor-geral da Iata, Willie Walsh, durante a 82ª Assembleia Geral Anual da entidade, realizada no Rio de Janeiro.Segundo estimativas da associação, a produção global de SAF deve atingir apenas 2,4 milhões de toneladas em 2026, volume equivalente a 0,8% do consumo de combustível da aviação mundial. O resultado representa um avanço considerado insuficiente para cumprir a meta do setor de alcançar emissões líquidas zero em 2050, que exigirá cerca de 500 milhões de toneladas de SAF por ano. “Parece que este será mais um ano decepcionante para a produção de SAF. Cinco anos após o compromisso de atingir emissões líquidas zero até 2050, a produção de SAF representará apenas 0,8% do consumo de combustível das companhias aéreas”, disse Walsh.”

Fonte: Eixos; 08/06/2026

Na semana da Copa do Mundo, EUA registram segunda primavera mais quente em 132 anos

“Os Estados Unidos encerraram a primavera de 2026 com a segunda maior temperatura média já registrada para o período, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 8, pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). O órgão também alertou para a continuidade das condições de seca em diversas regiões do país. Entre março e maio, a temperatura média nos 48 estados contíguos — excluindo Alasca e Havaí — alcançou 13,2°C. De acordo com a NOAA, o resultado coloca a estação entre as três mais quentes dos últimos 132 anos de medições e representa o maior índice desde 2012.Além do calor acima da média, os primeiros meses de 2026 registraram o período mais seco desde 1988 em parte do território continental americano. No Havaí, o cenário foi diferente. O arquipélago teve a primavera mais chuvosa desde o início dos registros locais, há 36 anos, com volume de precipitação superior ao dobro da média histórica. Outras áreas do país também receberam chuvas acima do normal. Ainda assim, mais da metade dos estados contíguos continuava enfrentando algum nível de seca no começo de junho. As áreas mais afetadas incluem o noroeste dos Estados Unidos, partes do sudoeste, as Montanhas Rochosas do norte e regiões das Planícies Centrais. As projeções meteorológicas indicam ainda a possibilidade de expansão da seca para partes do Centro-Oeste americano. Por outro lado, a NOAA prevê melhora gradual das condições em áreas das Planícies Centrais, da região sul e em boa parte do sudoeste do país.”

Fonte: Exame; 08/06/2026

Começa reunião climática de Bonn, que prepara o terreno para a COP31 na Turquia

“A diplomacia climática global passa a se concentrar na Alemanha a partir desta segunda-feira, 8, e até o dia 18 de junho, quando negociadores, cientistas e observadores de praticamente todos os países se reúnem em Bonn para a 64ª sessão dos Órgãos Subsidiários (SB64) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). As tradicionais reuniões climáticas de junho da ONU são consideradas tão ou mais estratégicas que as próprias COPs. Tecnicamente, é uma escala intermediária. Politicamente, é onde se mede a temperatura das negociações antes do grande encontro do ano. O que sair das conversas, na forma de textos amadurecidos, prioridades alinhadas e impasses destravados, define o quanto a COP31, que a Turquia sediará em Antalya em novembro, terá de avançar do zero. Quanto mais trabalho ficar pronto agora, mais espaço sobra para as grandes decisões políticas. O processo de Bonn se apoia em duas estruturas que costumam passar despercebidas fora do circuito especializado, mas que sustentam boa parte da máquina das negociações. O Órgão Subsidiário de Assessoramento Científico e Tecnológico (SBSTA) faz a ponte entre o conhecimento científico e as escolhas de política pública, enquanto o Órgão Subsidiário de Implementação (SBI) cuida da parte mais ingrata e decisiva: verificar se o que foi estabelecido no Acordo de Paris e nas decisões anteriores está, de fato, saindo do papel. A pauta deste ano é extensa. Entre os temas, adaptação aos impactos do clima, transição justa, financiamento, agricultura e segurança alimentar, transferência de tecnologia, perdas e danos e o acompanhamento do primeiro Balanço Global.”

Fonte: Exame; 09/06/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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