O que é o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)?

Não são poucos os aspectos e componentes que devem ser levados em conta quando se fala em investimentos. Um dos fatores fundamentais incluídos nesse contexto é o chamado Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, ou, como é mais conhecido, o IPCA. Calculado desde 1979 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA […]


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Não são poucos os aspectos e componentes que devem ser levados em conta quando se fala em investimentos. Um dos fatores fundamentais incluídos nesse contexto é o chamado Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, ou, como é mais conhecido, o IPCA.

Calculado desde 1979 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA é considerado o termômetro oficial da inflação no Brasil. Ele reflete o custo de vida e o poder de compra da população no país.

Na prática, o IPCA mede mensalmente a variação nos preços de uma série de produtos e serviços comercializados no varejo e compara os números obtidos com os dados do mês anterior. A variação identificada nessa equação é a inflação do mês em questão.

Nesse texto, você vai ler sobre:

– Como é calculado?

– Para que serve?

– Quais os impactos e como o IPCA afeta a sua vida?

– Como consultar o IPCA?

– O que é IPCA+?

Vamos lá!?

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Como é calculado?

Entre as categorias incluídas na pesquisa referente ao IPCA figuram segmentos como: alimentação e bebidas, vestuário, habitação, transportes, saúde e educação. Essas vertentes, por sua vez, são divididas em mais de 400 subcategorias.

O universo pesquisado abrange famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas das seguintes cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia e Campo Grande, além do Distrito Federal.

Para que serve?

O IPCA fornece um panorama sobre como está o poder de compra da população e sua variação no país. E, a partir dos dados que compila, sua aplicação é ampla.

Ele é utilizado, por exemplo, como um índice de reajuste e rendimento em muitos contratos, como os títulos IPCA+ do Tesouro Direto.

Da mesma forma, o IPCA pode ser usado como uma das taxas de referência para a remuneração de outras modalidades de investimentos.

Ao mesmo tempo, o IPCA está atrelado a outras variáveis da economia, entre elas a taxa Selic, o que pode trazer reflexos diretos na remuneração de aplicações. Por isso, o índice é muito importante para os investidores.

Quais os impactos e como o IPCA afeta sua vida?

O IPCA é um indicador que pode gerar uma série de impactos para os investidores e a população em geral.

Sua importância está no fato de ele ser a referência usada pelo governo para monitorar a sua meta de inflação anual e para determinar as políticas monetárias e medidas econômicas que serão adotadas. É assim que o Governo Federal consegue controlar os índices de inflação.

Se, por exemplo, o IPCA indica que a inflação anual irá superar a meta definida, uma das estratégias normalmente implantadas para controlar esse índice é a elevação da taxa Selic, o que deve trazer como resultado a desaceleração do consumo.

Ao mesmo tempo, a elevação do IPCA é acompanhada pela redução do poder de compra dos brasileiros. Isso porque boa parte dos comerciantes reajusta seus preços com base neste indicador.

Como consultar?

A variação e o histórico do IPCA podem ser consultados por meio do site do IBGE (www.ibge.gov.br).

Em sua atualização mais recente, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, atualizou suas projeções para o indicador.

Para 2019, a previsão é de 3,3%. Já para 2020, a estimativa é de 3,6%.

Quais investimentos são atrelados ao índice?              

Na hora de investir, é fundamental entender que todas as modalidades de aplicações são, direta ou indiretamente, impactadas pelo IPCA.

O índice é o balizador das políticas monetárias do governo e, por consequência, influencia decisivamente na variação da inflação. E, como regra básica, todo investidor deve acompanhar essas taxas.

Dentro desse contexto, há um verdadeiro pacote de investimentos cuja remuneração pode estar atrelada diretamente ao IPCA e que podem ser escolhas interessantes em períodos de expectativas de alta na inflação.

Nessas categorias, a rentabilidade será resultado da variação desse índice mais o retorno da taxa predefinida no momento da contratação do título.

Entre as opções à disposição do investidor estão, por exemplo, o Tesouro IPCA+ e o Tesouro IPCA com juros semestrais. As alternativas incluem ainda modalidades como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI), a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), os fundos de investimento e outros.

O que é IPCA+?

Como é um índice que acompanha as variações de inflação, ele pode ser utilizado para ser atrelado à rentabilidade de investimento como renda fixa. A este índice pode ser adicionada uma taxa fixa anual.

Por exemplo: no caso do IPCA+ 3%, a taxa de rentabilidade prometida seria o índice IPCA do período mais a taxa fixa combinada de 3%.

Esse tipo de investimento garante uma rentabilidade real acima da inflação. Com isso, protege o investidor de oscilações na economia no período em que o dinheiro está investido.

Conclusão

Com o status de termômetro oficial da inflação, o IPCA é um dos indicadores macroeconômicos de peso para o país. E, sob esse cenário, é fundamental para qualquer investidor acompanhar e estar atento às variações desse índice.

De um lado, ele é a base para as políticas econômicas e monetárias instituídas pelo governo para controlar a inflação. Isso se reflete em questões como a redução ou elevação da taxa básica de juros da economia, a Selic.

Em outra frente, como a remuneração de títulos como Tesouro Direto IPCA+, LCI e LCA está atrelada ao IPCA, ela acaba sendo um ponto positivo por conta da sua rentabilidade mesmo em momentos com as oscilações na economia do país.

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