Radar ESG | Farmácias: Raia Drogasil como a ação prescrita no setor para exposição a ESG

Ao longo deste relatório, destacamos como as farmácias brasileiras dentro do nosso universo de cobertura (d1000, Pague Menos e Raia Drogasil) estão posicionadas quando o tema é ESG.


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Para as empresas farmacêuticas, vemos a frente Social como a mais importante dentre as três, seguida pelos pilares de Governança e Meio Ambiente, respectivamente. Conforme as farmácias brasileiras evoluem para o “novo normal” e os consumidores se preocupam mais com Saúde & Bem-Estar, acreditamos que as empresas farmacêuticas têm um papel crescente e significativo a desempenhar quando o tema é saúde na sociedade brasileira.

Vemos a Raia Drogasil se destacando vs. Pague Menos e d1000, principalmente frente às robustas iniciativas relacionadas ao pilar ambiental, com destaque para os esforços da empresa para medir e reduzir sua pegada de carbono, aliada a uma ótima governança corporativa, enquanto vemos a Pague Menos como uma clara vencedora quando o tema é diversidade de gênero, sendo 1 dentre as apenas 14 companhias brasileiras listadas cuja presidência do Conselho de Administração é ocupada por uma mulher.

Neste relatório, destacamos os fatores ESG que vemos como os mais importantes para o setor farmacêutico e analisamos como as empresas brasileiras desse setor que fazem parte do universo de cobertura da XP (RADL3, PGMN3 e DMVF3) se posicionam quando o tema é ESG.


Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades: Um olhar para as farmácias brasileiras

À medida que o tema ESG ganha mais tração, inclusive no Brasil, a análise sobre o papel do setor farmacêutico na sociedade também aumenta. Para as farmacêuticas, vemos a Frente Social como a mais importante das três, seguida pelos pilares de Governança e Meio Ambiente, respectivamente. Abaixo destacamos os fatores ESG que são comuns a essa indústria, em uma perspectiva setorial.

Ambiental: Embora menos relevante para as farmácias vs. para demais setores, as empresas farmacêuticas também desempenham um papel importante quando o tema são as mudanças climáticas, apoiando essa agenda por meio de iniciativas para a redução da sua pegada de carbono (quantidade total das emissões de gases do efeito estufa – GEEs – causadas diretamente e indiretamente por um produto ao longo de seu ciclo de vida). Dito isso, ações para reduzir as emissões de gases do efeito estufa nas atividades de transporte e logística das farmacêuticas, bem como em seus centros de distribuição (CDs) e nas operações das suas lojas, são muito bem-vindas. Na nossa visão, tal esforço, além de reduzir o impacto ambiental das operações dessas empresas, faz com que elas estejam bem posicionadas para administrar um potencial aumento de custos devido à flutuação dos preços da energia e do carbono.

Social: Neste pilar, destacamos três questões fundamentais: (i) Gestão dos funcionários, visando a motivação dos colaboradores e também a formação da força de trabalho das empresas; (ii) Privacidade e Segurança de Dados, cuja importância ficou ainda maior frente ao crescimento considerável das vendas online devido à crise do COVID-19, aumentando a exposição das empresas farmacêuticas aos riscos relacionados à segurança de dados; e (iii) Segurança e qualidade do produto, uma vez que os varejistas de medicamentos são suscetíveis aos riscos de enfrentar recalls de produtos (termo em inglês, que significa uma solicitação de devolução de um lote de produtos feita pelo próprio fabricante) ou perder a confiança do cliente como resultado de problemas significativos de qualidade do produto.

Governança: De acordo com a MSCI, a indústria de varejo de alimentos e de produtos básicos, com as farmácias sendo uma subindústria desse setor, possui majoritariamente empresas com controle definido (56% vs. 45% para o índice MSCI ACWI), das quais mais da metade são empresas familiares. No caso das farmácias brasileiras dentro do universo de cobertura da XP, essa realidade também se aplica. A Raia Drogasil é uma empresa de controle familiar, assim como a Pague Menos, cuja família fundadora detém 64% do capital, enquanto a d1000 tem a Profarma como acionista controlador. Além disso, as três empresas estão listadas atualmente no Novo Mercado, o mais alto nível em relação aos padrões de governança corporativa do mercado brasileiro.



À medida que as empresas farmacêuticas evoluem para o “novo normal” e os consumidores se preocupam mais com Saúde & Bem-Estar, acreditamos que as empresas farmacêuticas têm um papel crescente e significativo a desempenhar quando o tema é saúde na sociedade brasileira. No entanto, melhorar o acesso aos cuidados de saúde e aumentar a acessibilidade dos medicamentos, mantendo as partes interessadas satisfeitas, não é uma tarefa fácil. Isso posto, o que as empresas farmacêuticas estão fazendo como companhias para alavancar a sustentabilidade? Ao longo deste relatório, destacamos como as farmácias brasileiras dentro do nosso universo de cobertura (d1000, Pague Menos e Raia Drogasil) estão posicionadas quando o tema é ESG.


Raia Drogasil: Pronta para o jogo; muito mais por vir

Vemos a Raia Drogasil se destacando vs. Pague Menos e d1000, principalmente impulsionada por suas robustas iniciativas relacionadas ao Meio Ambiente, com destaque para os esforços da empresa para medir e reduzir sua pegada de carbono, aliada a uma ótima Governança. Em uma perspectiva Social, vemos com bons olhos a cultura de doação e diversidade de gênero da empresa, cuja força feminina representa 63% do quadro de funcionários da Raia Drogasil, ao mesmo tempo em que ainda vemos espaço para iniciativas sociais mais amplas. Veja abaixo os principais destaques de cada pilar ESG.

Em relação ao Meio Ambiente, destacamos os esforços da empresa para medir e reduzir sua pegada de carbono, com iniciativas robustas para rastrear e reduzir suas emissões de gases do efeito estufa, envolvendo tanto a logística da empresa, quanto seus CDs e operações nas lojas. Apesar de ainda estar nos estágios iniciais, vemos a Raia Drogasil alcançando marcos importantes quando se trata de reduzir o impacto ambiental da empresa.

Do ponto de vista Social, vemos com bons olhos a cultura de doação da RD, expressa por meio do programa de voluntariado da empresa, revistas vendidas em farmácias e o programa Troco Solidário. Também vale ressaltar que em meio à crise do COVID-19, a demanda por serviços digitais aumentou consideravelmente, dadas às orientações em relação ao distanciamento social. Com isso, os downloads do aplicativo da Raia Drogasil aumentaram de 1,4 milhão em dezembro de 2019 para ~2,2 milhões em março de 2020, o que, embora positivo para permitir que as vendas omnicanal permaneçam altas no futuro (7% das vendas no terceiro trimestre), aumenta a exposição da empresa aos riscos relacionados à segurança de dados.


Como mencionado anteriormente, a RD é uma empresa controlada e familiar, ao mesmo tempo em que sua Governança atinge altos padrões, com as ações da empresa (RADL3) listadas no Novo Mercado – o mais alto nível de governança corporativa da Bolsa de Valores brasileira. Além disso, a empresa possui comitês estruturados para iniciativas ESG que se reportam diretamente à alta administração e ao Conselho, o que vemos como positivo. Por outro lado, o Conselho de Administração da empresa carece de uma maioria independente (apenas 3 dos 9 membros), bem como de um Presidente do Conselho independente. Em relação à diversidade de gênero, o conselho da Raia Drogasil possui apenas 1 mulher dentre os 9 membros. No entanto, notamos que as mulheres representam 63% da força de trabalho da empresa, conforme ilustrado no gráfico acima, sendo também a maioria em cargos de liderança nas lojas da Raia Drogasil.

Em relação à divulgação das métricas ESG da empresa, vemos a Raia Drogasil já exercendo um bom trabalho, que a coloca à frente de seus pares, ao mesmo tempo em que a companhia trabalha internamente para avançar ainda mais, tanto nas iniciativas ESG, quanto na divulgação de informações, o que permitirá aos acionistas e mercado em geral acompanhar de perto as evoluções da companhia. Nesse sentido, reiteramos que há muito mais por vir adiante!


Pague Menos: Abraçando a diversidade de gênero

Vemos a Pague Menos bem posicionada em fatores Sociais e de Governança, enquanto em relação ao Meio Ambiente a empresa tem espaço para aprimorar suas iniciativas atuais. No que diz respeito à igualdade de gênero, a Pague Menos é uma clara vencedora, com destaque para (i) a composição de seu Conselho de Administração; e (ii) a presença da Sra. Patriciana Rodrigues como presidente do Conselho, o que coloca a Pague Menos como 1 dentre as somente 14 companhias brasileiras listadas cuja presidência do Conselho de Administração é ocupada por uma mulher. Em relação à divulgação das métricas ESG da empresa, vemos espaço para melhorias, com o objetivo de dar mais transparência aos investidores e ao mercado. Do lado positivo, em nossa última ligação com a empresa ficou claro que a Pague Menos reconhece essa necessidade e vemos o empenho da companhia em melhorar nesta questão, o que é bem recebido, dado que, na nossa visão, a falta de divulgação de dados ESG por empresas em todo o mundo é um dos principais desafios para investidores e analistas. Veja abaixo os principais destaques de cada pilar ESG.

Vemos a Pague Menos desempenhando um importante papel Social nas comunidades onde atua, que também foi intensificado durante a pandemia, com o uso eficaz do “Health Hub” da empresa no atendimento às necessidades da sociedade.

Em relação ao Meio Ambiente, vemos como positiva a iniciativa da empresa de promover a adaptação da sua matriz energética para fontes limpas, com a utilização de energia fotovoltaica para o funcionamento das suas lojas, enquanto vemos espaço para a empresa expandir as suas iniciativas atuais visando reduzir de forma mais ampla sua pegada de carbono por meio do rastreamento e consequente redução de suas emissões de gases do efeito estufa, não só em suas lojas, mas também relacionada à logística e CDs da empresa.




No que diz respeito à Governança, a Pague Menos é uma empresa controlada e familiar, com ações da empresa (PGMN3) listadas no Novo Mercado, o mais alto padrão de governança corporativa da B3. O Conselho de Administração da Pague Menos ainda carece de maioria independente (apenas 2 dos 9 membros), no entanto, acolhemos a profissionalização do Conselho com a inclusão de dois membros da General Atlantic. Por fim, no que se refere à diversidade do Conselho, a empresa é uma clara vencedora: mais de 30% de seus membros são mulheres (3 dos 9 membros), sendo a Sra. Patriciana Rodrigues a presidente do Conselho.

De acordo com a empresa Teva Índices, dentre as 221* empresas brasileiras listadas, apenas 14 delas possuem uma mulher ocupando esta posição e apenas 10 têm três ou mais mulheres no conselho. Sobre esse tema, destacamos que vários estudos mostram que empresas com três ou mais conselheiras tendem a superar, em média, as empresas onde este limiar não é atingido. Dito isso, vemos o Conselho da Pague Menos estando à frente de seus pares e bem equipado para orientar o futuro da companhia.

* Teva Índices – Critérios de elegibilidade do estudo: (i) FreeFloat: Não são consideradas empresas que tenham menos de 1,0% de suas ações em circulação; (ii) Market Cap: Não são consideradas empresas que tenham capitalização de mercado menor do que R$300 milhões.


d1000: Vale a pena ficar de olho na governança

Parte do Grupo Profarma, a d1000 é uma rede de drogarias formada pelas aquisições das bandeiras Drogasmil, Farmalife, Drogarias Tamoio e Drogaria Rosário.

Vemos a d1000 bem posicionada no que diz respeito à frente Social, com destaque para o Instituto Profarma de Responsabilidade Social (IPRS), que atualmente possui uma parceria exclusiva com o UNICEF no segmento farmacêutico, com as Drogarias Tamoio, Drogaria Rosário e Drogasmil oferecendo aos seus clientes a possibilidade de doações diretas ao UNICEF, enquanto na perspectiva relacionada ao Meio Ambiente, a empresa carece de iniciativas de monitoramento e, consequentemente, redução de sua pegada de carbono.

Por fim, no pilar Governança, antes do IPO, a Profarma detinha 100% de participação na d1000 e, após a oferta, essa participação foi reduzida para 53% (47% em circulação, “free float” no termo em inglês). Vale ressaltar que a Profarma também é o principal fornecedor da d1000 e, portanto, surgiram preocupações em relação à governança formal dos contratos comerciais, em função das transações das partes relacionadas. Após o IPO, a administração da d1000 estabeleceu um Comitê de Partes Relacionadas independente de três pessoas, cuja função é garantir que todos os contratos sigam as condições normais de mercado, o que vemos com bons olhos, pois acreditamos que a d1000 provavelmente terá acesso a termos comerciais similares aos dos demais concorrentes.

Em relação à divulgação das métricas ESG da empresa, assim como no caso da Pague Menos, vemos espaço para melhorias, com o objetivo de dar mais transparência aos investidores e ao mercado. Contudo, ressaltamos que em nossas conversas com a empresa fica claro que a companhia mostra-se empenhada em evoluir nesta questão, reconhecendo a importância do tema, que já é amplamente discutido na alta administração da empresa.


Estamos iniciamos cobertura da Pague Menos, nossa preferência no setor, com recomendação de Compra e preço alvo de R$13,0; Raia Drogasil com Neutro e preço alvo de R$27,0 e d1000 com Compra e preço alvo de R$16,0 – clique no links abaixo para ler os relatórios completos!

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