Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado encerrou o pregão de segunda-feira em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,91% e 1,08%, respectivamente.
• Na política, o interesse de investidores em projetos de data centers no Brasil já soma 38 GW em pedidos de parecer de acesso à rede elétrica, dos quais 7,1 GW correspondem a investimentos estimados em R$ 159 bilhões nos próximos anos, segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira – ao defender o potencial do país para atrair grandes centros de processamento de dados, o ministro destacou a disponibilidade de energia e a segurança jurídica como pilares para a expansão desse setor.
• No lado das empresas, (i) Vale e Lojas Renner, as duas primeiras companhias do país a aderir voluntariamente à divulgação de informações financeiras de sustentabilidade nos padrões IFRS S1 e S2, sinalizaram que pretendem manter a prática, mesmo após o fim da obrigatoriedade pela CVM – em contexto, ambas optaram pela adoção voluntária e publicaram seus relatórios em meados do ano passado, com base no exercício de 2024; e (ii) segundo dados da S&P Global Mobility, as vendas de veículos elétricos em 37 países atingiram recordes mensais em março ou abril, impulsionadas pela alta dos preços dos combustíveis devido à guerra no Oriente Médio – as vendas de veículos elétricos vinham em tendência de queda em muitos mercados devido à redução dos incentivos à compra, mas a crise energética os tornou mais atraentes para os consumidores.
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Brasil
Empresas
Junho será mais quente do que a média na maior parte do país
“A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de junho indica chuva acima da média em áreas das regiões Norte, Nordeste e Sul. As temperaturas devem ficar acima da média em grande parte do país, principalmente na porção central. Para a Região Sudeste, o prognóstico aponta chuvas abaixo da média no sul de Minas Gerais e em grande parte de São Paulo. Nas demais áreas da região, são previstos volumes próximos à média histórica. Na Região Sul, a previsão indica chuva acima da média em praticamente todo o Rio Grande do Sul. Por outro lado, em boa parte do Paraná e no nordeste de Santa Catarina são previstos volumes na faixa normal ou abaixo da média..No Norte, são previstos totais de chuva acima da média em praticamente todo o Pará, sudoeste e centro-leste do Amazonas, centro-sul de Roraima e em todo o Amapá. Por outro lado, são esperados volumes abaixo da média no restante do estado de Roraima e extremo noroeste do Pará. Em relação à Região Nordeste, é prevista chuva acima da média no norte do Maranhão e Piauí, e em grande parte dos estados de Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Nas demais áreas da região, espera-se volumes de chuva próximos à média. Os termômetros devem registrar temperaturas acima da média para o mês de junho em todas as regiões do país.”
Fonte: Eixos; 01/06/2026
Auren Energia avança em reorganização societária, com conclusão de incorporação
“A Auren Energia concluiu a primeira fase da reorganização societária do grupo neste domingo (31), com a incorporação da Auren Participações pela Auren Operações, em que a companhia listada passou a deter participação direta. A reorganização tem como objetivos a concentração dos ativos hidrelétricos da companhia em um único veículo de investimento, a simplificação da estrutura societária e a maior eficiência na gestão de caixa e endividamento. Foi dividida pela Auren Energia em duas etapa, sendo que a segunda “encontra-se em fase final de estudos”, segundo comunicado divulgado pela empresa ao mercado nesta segunda-feira (1º). Com a operação, as debêntures emitidas no âmbito da 2ª emissão de debêntures simples da Auren Participações S.A., passarão a representar a 13ª emissão da emissão da Auren Operações, e continuarão a ser negociadas sob o código “AURP12”. Já as debêntures emitidas no âmbito da 3ª emissão da Auren Participações S.A., passarão a representar a 14ª emissão de debêntures simples, da Auren Operações, e continuarão a ser negociadas com o ticker “AURP13”.”
Fonte: Valor Econômico; 01/06/2026
Sem obrigação da CVM, pioneiras Vale e Renner mantêm reportes
“A mineradora Vale e varejista de moda Renner, as duas primeiras empresas do país a aderir de forma voluntária à divulgação de dados financeiros de sustentabilidade nos padrões IFRS S1 e S2, afirmaram que vão continuar publicando os reportes, mesmo com o fim da obrigatoriedade pela CVM. “A Vale seguirá reportando conforme o novo padrão ISSB, de forma voluntária, por acreditar que essas normas ajudam a divulgar práticas sustentáveis de forma transparente, facilitando decisões de investimento responsáveis e promovendo mais qualidade e confiança nas informações relacionadas ao desempenho ambiental, social e de governança corporativa”, afirmou a mineradora em nota enviada ao Reset. Também em nota, a Renner disse que a mudança anunciada pelo regulador brasileiro “não altera sua estratégia nem suas práticas de reporte”. “A companhia mantém seu compromisso com a transparência, a consistência das divulgações e o atendimento às expectativas dos investidores. O avanço das divulgações financeiras relacionadas à sustentabilidade amplia a qualidade da informação e apoia decisões de investimento mais qualificadas.” Até aqui, Vale e Renner foram as únicas empresas brasileiras a fazer as divulgações segundo os novos padrões. Elas aderiram de forma voluntária na primeira oportunidade oferecida pela CVM e publicaram seus relatórios em meados do ano passado, com base no exercício de 2024.”
Fonte: Capital Reset; 01/06/2026
Política
Pedidos de data centers chegam a 38 GW, diz ministro que cobra aprovação do Redata
“O interesse de investidores por projetos de data centers no Brasil já soma 38 gigawatts (GW) em pedidos de parecer de acesso à rede elétrica, dos quais 7,1 GW representam investimentos estimados em R$ 159 bilhões nos próximos anos. Os números foram apresentados nesta segunda (1/6) pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante participação no Fórum Jurídico de Lisboa, em Portugal. Ao defender o potencial brasileiro para atrair grandes centros de processamento de dados, o ministro associou o avanço do setor à disponibilidade de energia e à segurança jurídica do país, além de destacar que a infraestrutura digital passou a ocupar espaço estratégico nas discussões geopolíticas e comerciais envolvendo o Brasil. “Quando falamos em data center, não falamos apenas em tecnologia, falamos principalmente em energia, porque energia é o que sustenta a possibilidade de nós avançarmos em investimentos no data center no Brasil”, afirmou. Segundo Silveira, o país reúne condições consideradas atrativas para investidores internacionais, como uma matriz elétrica majoritariamente renovável e estabilidade regulatória. O ministro também afirmou que o agravamento dos conflitos no Oriente Médio tem redirecionado investimentos globais para o Brasil. Segundo Silveira, empresas que inicialmente planejavam instalar centros de processamento de dados na região passaram a buscar alternativas em território brasileiro e celeridade dentro do Operador Nacional do Sistema (ONS) para acesso à rede de transmissão de energia. Recentemente, a Casa dos Ventos comprou da Voltalia os direitos de acesso à rede elétrica em Pecém (CE) para produção de hidrogênio verde e instalação de data centers. “Muitos investimentos em data center que estavam indo para o Oriente Médio hoje estão nos procurando. Tenho na minha agenda, no mínimo, três, quatro grandes companhias mundiais em data center me procurando, pedindo que converse no ONS, que acelere no ONS”, afirmou.”
Fonte: Eixos; 01/06/2026
Internacional
Empresas
Déficit de armazenamento freia energia renovável na Europa
“Durante o dia, quando o vento e o sol avançam com força, a oferta de eletricidade renovável costuma superar a demanda em países europeus, como a Alemanha. O gargalo, porém, está na baixa capacidade de armazenamento: faltam baterias capazes de reter esse excedente para uso posterior. Como consequência, ao anoitecer, usinas a gás seguem entrando em operação para sustentar a rede – mesmo após horas de produção de energia verde. O dilema dificulta o plano alemão de alcançar a neutralidade climática até 2045 – cinco anos antes do prazo estipulado pela União Europeia. Isso porque sistemas de armazenamento de energia verde são considerados essenciais para a transição energética e para manter estáveis os preços da eletricidade. Na prática, o continente já produz uma quantidade considerável de energia renovável, que poderia diminuir o custo para todo o sistema, mas os problemas de armazenamento impedem sua autonomia. Em toda a Europa, os grandes sistemas de baterias somam hoje quase 14 GW de potência instalada, segundo o Joint Research Centre (JRC) da Comissão Europeia. Esse valor representa a potência máxima que esses sistemas conseguem fornecer à rede elétrica em um determinado momento. Em termos práticos, isso equivale ao consumo médio simultâneo de cerca de 35 milhões de residências. A quantidade de energia efetivamente armazenada depende de quanto tempo essas baterias conseguem sustentar essa potência. O objetivo europeu é expandir essa capacidade para atingir as metas climáticas. Outros 84 GW estão em planejamento ou construção. Esses projetos devem entrar em operação nos próximos anos e podem ampliar ainda mais a participação das fontes renováveis na matriz elétrica da União Europeia, que já respondem por aproximadamente metade da geração de eletricidade.”
Fonte: NovaCana; 01/06/2026
China: Montadoras de veículos elétricos registram vendas mistas em maio
“As montadoras chinesas de veículos elétricos registraram vendas mistas em maio, refletindo um mercado cada vez mais dividido, com a demanda externa ajudando a compensar a desaceleração doméstica. A BYD manteve-se como a principal vendedora, com um total de 383.453 unidades entregues em maio, um aumento de 0,3% em relação ao ano anterior. As exportações da empresa cresceram 80% no mês passado, para 160.644 veículos de nova energia, categoria que inclui veículos elétricos e híbridos. A NIO esteve entre as montadoras com melhor desempenho, com um aumento de 62% nas entregas, para 37.705 veículos. As vendas totais de veículos da Geely Automobile subiram 1%, para 237.637 carros. A Li Auto e a XPeng registraram queda nas vendas no mês passado. As vendas da Li Auto caíram 18%, para 33.350 unidades, enquanto a XPeng entregou 32.158 veículos em maio, uma queda de 4,1% em comparação com o ano anterior. A Xiaomi afirmou que suas entregas ultrapassaram 30 mil unidades em maio. O setor automotivo chinês está entrando em uma era de crescimento mais lento após anos de expansão acelerada. A demanda interna diminuiu após o impulso das isenções fiscais para veículos elétricos e dos generosos subsídios governamentais introduzidos em 2024 e 2025.”
Fonte: Valor Econômico; 02/06/2026
BYD interrompe a mais longa sequência de quedas nas vendas
“A gigante chinesa de veículos elétricos BYD interrompeu sua mais longa série de recuo nas vendas em maio, apesar do enfraquecimento da demanda doméstica e da intensificação da concorrência que continuam a pesar sobre o desempenho. As vendas globais de veículos cresceram 0,3% em maio, em relação ao ano anterior, para 383.453 unidades, de acordo com cálculos da Reuters baseados em um relatório divulgado nesta segunda-feira (1º), após oito meses de contração nas vendas. A produção da maior fabricante de veículos elétricos do mundo aumentou 8,8% no quinto mês de 2025, em relação ao ano anterior, encerrando uma série de quedas consecutivas que persistiam desde julho de 2025. As exportações continuaram a registrar um crescimento robusto, compensando a persistente desaceleração no mercado interno, onde as vendas da BYD caíram 24%, registrando queda pelo 13º mês consecutivo. As vendas no exterior aumentaram 80,4% ante mesmo período do ano anterior, atingindo 160.644 unidades em maio, impulsionadas pela maior demanda por veículos elétricos na Europa e nos mercados emergentes, motivada pelo aumento dos preços do petróleo após a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã.A BYD e outras montadoras chinesas vêm ganhando força na Europa, já que a demanda por veículos elétricos continua a apoiar o crescimento geral do mercado. Seu mercado interno, no entanto, continua enfrentando dificuldades após uma acirrada guerra de preços.”
Fonte: Valor Econômico; 01/06/2026
Alta do petróleo faz vendas de veículos elétricos baterem recordes em 37 países
“As vendas de veículos elétricos em 37 países atingiram recordes mensais em março ou abril, impulsionadas pela alta dos preços dos combustíveis devido à guerra no Oriente Médio. As vendas de veículos elétricos vinham em tendência de queda em muitos mercados devido à redução dos incentivos à compra, mas a crise energética os tornou mais atraentes para os consumidores. Isso mostrou uma mudança na dinâmica de adoção de veículos elétricos, que passou de ser impulsionada por regulamentações e subsídios para ser direcionada pelo mercado. Dos 150 países para os quais há dados disponíveis, 28, incluindo Austrália e Reino Unido, registraram recordes mensais de vendas de veículos elétricos em março, segundo dados da S&P Global Mobility. Nove países, incluindo Brasil e Filipinas, registraram vendas recordes em abril. Tanto em março quanto em abril, as vendas de veículos elétricos superaram os números do ano anterior em 91% dos países, a primeira vez desde abril de 2023 que mais de 90% dos países registraram aumentos.”
Fonte: Valor Econômico; 02/06/2026
Duke Energy busca parcerias com empresas de tecnologia para mitigar riscos de expansão nuclear
“A Duke Energy (DUK.N), uma das maiores concessionárias de energia elétrica dos Estados Unidos, afirmou nesta segunda-feira que já conversou com grandes empresas de tecnologia (hiperscalers) sobre a possibilidade de construir novas usinas nucleares, desde que essas companhias assumam parte do risco financeiro associado aos projetos. Sediada na Carolina do Norte e com atuação em grande parte do sudeste dos EUA, a Duke tem observado uma forte alta na demanda por energia vinda de empresas que constroem data centers intensivos em consumo elétrico, o que vem levando o uso de eletricidade no país a níveis recordes. Para atender a esse crescimento, a empresa discutiu a hipótese de ampliar sua frota de usinas nucleares — que já é a maior entre as utilities reguladas do país —, disse o CEO da Duke, Harry Sideris, em entrevista ao programa Reuters NEXT Newsmaker. A construção de usinas nucleares é notoriamente mais cara e demorada do que o inicialmente previsto, e as concessionárias de energia dos EUA têm sido relutantes em assumir sozinhas o risco de novos projetos.”
Fonte: Reuters; 01/06/2026
Política
Incêndios florestais de 2025 foram os mais caros da história, revela novo estudo
“Embora a área global consumida por incêndios florestais tenha sido uma das menores das últimas duas décadas, 2025 ficou marcado por alguns dos eventos mais destrutivos já registrados em regiões ricas do planeta. A conclusão é de um estudo liderado pela Universidade de East Anglia, no Reino Unido. Segundo a pesquisa, cerca de 335 milhões de hectares foram queimados no mundo no ano passado — o segundo menor total desde 2002. Ainda assim, incêndios de grandes proporções provocaram mortes, destruição de moradias, evacuações em massa e prejuízos econômicos significativos em países como Estados Unidos, Canadá, Espanha, Portugal e Coreia do Sul. Entre os episódios mais graves estiveram os incêndios de Palisades e Eaton, em Los Angeles, considerados entre os mais destrutivos da história dos Estados Unidos. No Reino Unido, um megaincêndio na Escócia queimou mais de 100 mil hectares e contribuiu para que o país registrasse seu recorde histórico de área atingida pelo fogo. Na Península Ibérica, incêndios sem precedentes consumiram mais de meio milhão de hectares na Espanha e em Portugal. Já a Coreia do Sul enfrentou a temporada de incêndios mais letal e extensa de sua história. De acordo com o levantamento, os incêndios responderam por mais de 38% das perdas seguradas associadas a desastres climáticos em 2025. Os pesquisadores destacam que mudanças no uso da terra, especialmente a expansão de áreas agrícolas na África, ajudaram a reduzir a propagação de grandes incêndios em savanas e contribuíram para a queda da área global queimada.”
Fonte: Um Só Planeta; 01/06/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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