Economia em destaque: Donald Trump com Covid-19 e as idas e vindas do Renda Cidadã no Brasil

Semana marcada pela acirrada disputa eleitoral nos EUA e discussões sobre um novo programa de transferência de renda no Brasil


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Cenário Internacional

No cenário internacional, o grande destaque da semana veio na madrugada da sexta-feira, com a confirmação de diagnóstico positivo para Covid-19 de Donald Trump e da primeira dama dos EUA. A notícia veio após o primeiro (e acalorado) debate presidencial entre o atual presidente e o adversário democrata Joe Biden, trazendo mais incerteza a já acirrada disputa de 3 de novembro – que, ao que depender do posicionamento de Trump, não deve ter seus resultados conhecidos rapidamente.  

Enquanto isso, cresce a pressão para um acordo entre democratas e republicamos para um novo pacote fiscal. Dados do mercado de trabalho divulgados nessa semana indicam que a retomada pode estar perdendo ímpeto (mesmo diante de uma queda na taxa de desemprego para de 8,4% para 7,9%), como ilustrado pela queda na renda dos trabalhadores no mês de agosto. Entretanto, até agora, segue improvável que um novo pacote seja aprovado antes das eleições.

Ao longo da semana, conhecemos também dados de atividade e mercado de trabalho na Zona do Euro, indicando uma retomada ainda heterogênea na região, com a Alemanha seguindo na dianteira, além do PMI industrial na China, que seguiu em expansão em agosto.  

Finalmente, seguem as discussões entre Reino Unido e União Europeia sobre a saída dos britânicos do bloco comum europeu. Após aprovação de lei no parlamento britânico que os europeus acusam de violar o acordo assinado ao final do ano passado, líderes se reúnem nesse final de semana para discutir os termos da saída – se de fato existirão.

Enquanto isso, no Brasil

A semana por aqui foi marcada pelas discussões de um potencial novo programa de transferência de renda. Após anúncio conjunto por parte do governo e aliados de que o rebatizado programa Renda Cidadã seria financiado por recursos de precatórios alocados no orçamento da União (diante da criação de um limite para os pagamentos anuais), além de parte da contribuição da União para o Fundeb, a discussão voltou à fase inicial diante de reações negativas à estratégia, e posicionamentos contrários dentro da própria equipe técnica do governo. Discutimos esse tema em mais detalhes aqui.

Sem fonte de financiamento definida, o programa segue sem definição. O adiamento da entrega da PEC Emergencial retarda também o provisionamento de gatilhos que viabilizariam reduções de despesas primárias- uma importante ferramenta para o cumprimento da regra do teto de gastos.  

No campos dos indicadores, conhecemos ao longo da semana os resultados de crédito, mercado de trabalho, produção industrial e contas públicas referentes aos meses de julho e agosto. O cenário descrito pelos resultados segue sinalizando para uma recuperação substancial da atividade econômica, impulsionada principalmente por programas de estímulos fiscais, creditícios e monetários implementados pelo governo. Por outro lado, o aumento de gastos pesa na saúde fiscal do país e adiciona a cautela quanto a trajetória dos gastos públicos no pós crise ao impacto do fim dos estímulos na atividade econômica.

Finalmente, outro destaque relevante da semana foi a decisão do Supremo Tribunal Federal em relação à venda de subsidiárias de empresas estatais sem licitação ou aval do Congresso Nacional. A decisão provém uma importante base de certeza jurídica, e mantém o plano de desinvestimento de refinarias e outras subsidiárias da Petrobras – paralisado por conta da discussão jurídica.

O que esperar?

No cenário internacional, as discussões eleitorais seguirão o foco principal, assim como a evolução do quadro de saúde de Donald Trump. Teremos também ata do FOMC, dados de atividade nos EUA e zona do Euro e PMI de serviços das principais economias.

Já no Brasil, as atenções seguem voltadas ao debate sobre o novo programa de transferência de renda e sua viabilidade orçamentária diante dos desafios políticos em jogo. Teremos também IPCA de setembro e dados de vendas no varejo de agosto.

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