IBOVESPA -1,2% | 173.825 Pontos
CÂMBIO +0,5% | 5,09/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em queda de 1,2%, aos 173.825 pontos, após a confirmação de tarifas de 25% dos Estados Unidos sobre parte das importações brasileiras. Apesar disso, o impacto direto sobre a Bolsa brasileira deve ser limitado, devido à isenção de produtos relevantes.
As distribuidoras de combustíveis Ultrapar (UGPA3, +2,6%) e Vibra (VBBR3, +1,6%) ficaram entre os destaques positivos do dia, após elevação de preço-alvo por um banco de investimentos. Na ponta negativa, Braskem (BRKM5, -5,1%) liderou as perdas da sessão, em meio à continuidade das preocupações dos investidores com o processo de reestruturação da companhia.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram ontem com estabilidade nos EUA e inclinação da curva DI brasileira. Nos EUA, os agentes seguiram avaliando os impactos do conflito no Oriente Médio, sustentando os rendimentos das Treasuries, com a T-note de 2 anos a 4,15% (0 bp), a T-note de 10 anos a 4,56% (+1 bp) e o T-bond de 30 anos a 5,09% (0 bp).
No Brasil, a curva de DI foi pressionada pela cautela com o quadro fiscal e pelos desdobramentos relacionados às tarifas impostas pelos EUA aos produtos brasileiros, com o DI jan/27 a 13,88% (-1 bp), o DI jan/29 a 14,10% (+7 bps) e o DI jan/31 a 14,30% (+5 bps). Já a curva de NTN-B apresentou maior estabilidade, encerrando com a B29 a 8,26% (vs. 8,28%), a B35 a 8,03% (estável) e a B50 a 7,54% (vs. 7,55%).
Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,8%; Nasdaq 100: -1,5%), pressionados pela escalada das tensões no Oriente Médio e pela continuidade da realização no setor de semicondutores. O ETF VanEck Semiconductor (SMH) acumula queda de 6,9% na semana, com baixas em TSMC, Marvell, STMicroelectronics, ASML, ASMI, Infineon e BE Semiconductor. A TSMC divulgou resultados bons, com forte crescimento do lucro na comparação anual, mas elevou sua projeção de investimentos para o ano, aumentando preocupações sobre os elevados gastos em infraestrutura de IA. No cenário geopolítico, os EUA realizaram a sexta noite consecutiva de ataques contra alvos militares no Irã, intensificando as incertezas e voltando a afetar o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
Na Ásia, o Nikkei caiu 4,0%, o CSI 300 recuou 3,6% e a Coreia do Sul permaneceu fechada por feriado. Na Europa, o Stoxx 600, que recua -0,6% é pressionado pelas fortes perdas das fabricantes de chips. Ao longo do dia, os investidores acompanham a divulgação da prévia de julho do índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão ontem em alta de 0,18%, aos 3.846,24 pontos. Dentre os segmentos, os fundos de tijolo avançaram 0,24%, impulsionados principalmente pelas altas em lajes corporativas (+0,28%), ativos logísticos (+0,28%) e shoppings (+0,18%). Os fundos híbridos também registraram valorização de 0,21%, enquanto os fundos de recebíveis subiram 0,08%. Já o segmento de multiestratégia/FOFs avançou 0,18%, acompanhando o movimento positivo observado no restante do mercado. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram MFII11 (+3,1%), SNFF11 (+2,1%) e TGAR11 (+1,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-6,1%), BPML11 (-2,5%) e DEVA11 (-1,3%).
Economia
No exterior, ataques entre EUA e Irã nos últimos dias vem mantendo elevada a incerteza sobre o Estreito de Ormuz e os riscos para a oferta global de energia. Nos Estados Unidos, declarações ontem mais duras de dirigentes do Federal Reserve (banco central) levaram a alguma recuperação do dólar.
No Brasil, o governo indicou que adotará medida para apoiar os exportadores afetados pelas novas tarifas comerciais de 25% impostas pelos Estados Unidos. Segundo nossos cálculos, as novas tarifas terão um impacto macroeconômico modesto no Brasil, mas o impacto microeconômico sobre algumas empresas e regiões pode ser relevante.
Na atividade econômica, as vendas no varejo decepcionaram em maio, sugerindo alguma moderação do consumo das famílias no segundo trimestre.
Na agenda de hoje, destaque para a produção industrial dos Estados Unidos e para o IBC-Br, indicador mensal de atividade econômica do Banco Central.
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Economia
Tarifas elevam tensão entre Brasil e EUA enquanto conflito no Oriente Médio mantém riscos sobre energia
- Os Estados Unidos realizaram ontem a quinta noite consecutiva de ataques contra o Irã, com novas ofensivas visando instalações militares próximas ao Estreito de Ormuz. O Irã lançou hoje uma nova série de ataques aéreos contra instalações dos EUA no Oriente Médio, após a ação americana. A possibilidade de expansão da campanha para a infraestrutura petrolífera e nuclear mantém elevada a incerteza sobre o abastecimento global de energia e os riscos inflacionários. Os preços do petróleo operavam em alta nesta manhã, com os contratos futuros do tipo Brent cotados a US$ 84,81 o barril;
- Nos Estados Unidos, o dólar interrompeu uma sequência de dois dias de queda após declarações mais duras da presidente do Federal Reserve de Dallas, Lorie Logan, que defendeu juros “moderadamente mais altos” para equilibrar os riscos à inflação e ao mercado de trabalho. Embora os dados recentes tenham mostrado moderação na inflação ao consumidor e ao produtor, as vendas no varejo cresceram 0,2% em junho e os pedidos iniciais de seguro-desemprego recuaram para 208 mil, reforçando a resiliência da atividade. Logan reconheceu a melhora da inflação, mas avaliou que o cenário depende da ausência de novos choques de energia, em um momento em que o preço do petróleo Brent acumula alta superior a 11% na semana;
- A taxa de inflação anual na Zona do Euro caiu para 2,8% em junho de 2026, ante 3,2% no mês anterior, segundo o Eurostat. O resultado ficou em linha com as expectativas do mercado;
- No Brasil, o ministro da Fazenda, Dario Durigan afirmou que o governo prepara medidas de apoio aos exportadores frente às novas tarifas comerciais de 25% impostas pelos Estados Unidos, embora o valor ainda dependa da avaliação dos setores mais afetados. Segundo nossos cálculos, as novas tarifas terão um impacto macroeconômico modesto no Brasil, considerando a baixa relação exportações/PIB do país (cerca de 12%), a participação limitada dos EUA nas exportações brasileiras (cerca de 10%) e a exclusão de produtos relevantes das tarifas adicionais. Dito isso, o impacto microeconômico sobre algumas empresas e regiões pode ser relevante;
- As vendas no varejo restrito avançaram apenas 0,1% em maio frente a abril, abaixo das expectativas de alta de 0,6%, enquanto o varejo ampliado recuou 0,2%, também aquém do consenso. A principal contribuição negativa veio do segmento de hipermercados, supermercados, alimentos, bebidas e fumo, afetado pela maior inflação de alimentos no período. Em contrapartida, categorias como veículos, materiais de construção, vestuário e móveis e eletrodomésticos apresentaram crescimento. Os dados sugerem alguma moderação do consumo das famílias no segundo trimestre, embora a resiliência da renda do trabalho e a recuperação de segmentos discricionários devam sustentar expansão moderada nos próximos meses;
- Na agenda de hoje, destaque para a produção industrial nos EUA, que deverá fornecer sinais adicionais sobre o ritmo da atividade manufatureira. No Brasil, serão publicados o IGP-10, indicador relevante para acompanhar a dinâmica dos preços ao produtor e das commodities, e o IBC-Br, principal medida mensal de atividade econômica do Banco Central e importante termômetro para o desempenho do PIB.
Empresas
Saúde: Prévia de Resultados 2T26
- Esperamos que o 2T26 reforce ainda mais a melhora das tendências operacionais tanto da Rede D’Or quanto da Bradesco Saúde, trazendo sinais importantes para o restante de 2026;
- Na Rede D’Or, o sólido desempenho hospitalar deve continuar sustentando a expansão de margens (+20bps A/A), enquanto a SulAmérica deve apresentar um MLR de 79,1%, representando uma melhora de 280bps em relação ao mesmo período do ano anterior. Projetamos lucro líquido de R$ 1,2 bilhão (+13,5% A/A);
- Na Bradesco Saúde, a melhora dos indicadores de sinistralidade e a aceleração do crescimento orgânico (+100 mil adições líquidas T/T) devem sustentar mais um trimestre sólido, com lucro líquido estimado em R$ 930 milhões;
- Também esperamos um trimestre forte para o Fleury, impulsionado pelo robusto crescimento orgânico e por uma modesta expansão de margens, enquanto a Blau deve reportar resultados mais fracos em meio à desaceleração da receita;
- Após revisarmos nossas estimativas, elevamos nossos preços-alvo para SAUD e FLRY para R$ 18,00 (ante R$ 17,00);
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Bens de Capital: Resultados dos pares sugerem implicações positivas para WEG e Embraer
- Hoje, ABB e GE Aerospace divulgaram seus resultados do 2T26, reforçando leituras construtivas para WEG e Embraer;
- A entrada recorde de pedidos da ABB e margens resilientes sustentam a visão de que a lucratividade deve ser o principal destaque da WEG, apesar do crescimento mais fraco no curto prazo e das pressões de custos ainda presentes;
- Enquanto isso, a demanda saudável da GE e a melhora na disponibilidade de motores e materiais apontam para um alívio gradual das restrições da cadeia de suprimentos;
- Enquanto maiores entregas, alavancagem operacional e um mix de clientes mais favorável sustentam uma lucratividade potencialmente acima do esperado para a Embraer;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Agronegócio, alimentos e bebidas | Avaliando os impactos da nova tarifa de 25% dos EUA
- Os EUA confirmaram que uma nova tarifa de 25% sobre a maior parte das importações brasileiras entrará em vigor em 22 de julho, substituindo o regime temporário anterior e estabelecendo uma medida comercial mais permanente sob a Seção 301;
- Os EUA justificaram a medida com base em supostas práticas comerciais desleais, citando preocupações relacionadas ao comércio digital, meios eletrônicos de pagamento (PIX), proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais;
- Embora autoridades americanas tenham indicado que continuam abertas a negociações adicionais, o governo brasileiro criticou fortemente a decisão e sinalizou possíveis medidas de retaliação, além de uma contestação por meio do mecanismo de solução de controvérsias da OMC;
- Veja o relatório completo com a nossa visão aqui.
Bens de Capital: Analisando o cenário tarifário (novamente)
- Em relação às discussões comerciais entre EUA e Brasil, o desenvolvimento mais recente foi a aprovação da (a) Section 301 Brasil (25%), com vigência a partir de 22 de julho;
- Embora produtos de aviação civil permaneçam isentos (preservando a isenção para exportações relacionadas a aeronaves), produtos como motores, geradores e diversas categorias de equipamentos elétricos não foram incluídos na lista de isenções e, portanto, continuam expostos;
- Vemos o anúncio como neutro para Embraer (sem impactos) e Tupy/Frasle (sem alterações nesses impactos), e marginalmente negativo, embora esperado, para WEG (o aumento dos impactos tarifários já fazia parte do nosso cenário-base);
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- JBS lança debêntures de R$ 400 milhões para projetos de biodiesel (CNN Agro);
- Oncoclínicas pede à Justiça proteção contra risco de perda de R$ 4 milhões em remédios (Bloomberg Linea);
- Votorantim Cimentos vai investir R$ 260 milhões em fábrica no Tocantins (Valor Econômico);
- Moody’s Ratings downgrades Cosan’s ratings to B1, negative outlook (Moody’s).
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Estratégia
Um semestre de dois opostos para os fluxos estrangeiros no 1º semestre de 2026 – Fluxo em foco
- Junho foi mais um mês negativo para o fluxo estrangeiro, com o registro de saída de R$ 7,7 bi (-7,8 bi no mercado a vista e +R$ 0,1 bi em futuros).
- Analisando o 1º semestre como um todo, vemos um semestre de dois opostos para os fluxos estrangeiros: as entradas acumuladas atingiram um forte nível de R$ 69,1 bi em meados de abril, antes de reverterem de forma significativa, encerrando o período em R$ 33,8 bi no mercado à vista.
- Dito isso, o fluxo estrangeiro começou julho com uma tendência levemente positiva, com entradas líquidas de R$ 1,1 bi no mercado à vista e de R$ 0,8 bi em futuros, após uma leitura benigna do IPCA no Brasil e o aumento de dúvidas em torno da tese de inteligência artificial.
- Enquanto isso, os investidores domésticos foram comprados líquidos em junho, com os investidores institucionais e pessoa física registrando entradas líquidas de R$ 2,6 bi.
- Por fim, a indústria de fundos voltou ao terreno negativo, registrando saídas líquidas de R$ 5,3 bi, puxadas principalmente pelos R$ 14,3 bi de resgates nos fundos multimercados. Fundos de renda fixa registraram saídas de R$ 0,7 bi, enquanto os fundos de ações apresentaram fluxo líquido neutro.
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Guerras, tecnologia e FIIs: como lidar com ruídos de mercado (ClubeFII News);
- Brasil e Índia ampliam aproximação e podem abrir novas oportunidades para Fiagros (FIIs);
- FII HGRE11 vende conjuntos comerciais em SP e propõe emissão de até R$ 700 milhões (InfoMoney);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETFs: A semana dos chips alavancados fecha com o manual do fenômeno: a Reuters explica o motor do rali de IA, o dinheiro corre para o EWY como atalho para a SK Hynix, o refino vive seu melhor ano com o CRAK e o Nubank amplia a onda de renda fixa no Brasil
- Explainer: o que são ETFs alavancados e como estão movendo o rali de IA — o feedback loop do rebalanceamento diário que amplificou a volatilidade em Samsung e SK Hynix. (Reuters)
- EWY tem entrada recorde e vira o atalho para a SK Hynix: o maior ETF de Coreia listado nos EUA captou US$ 1,1 bi na quarta, após US$ 814 mi no dia anterior (Bloomberg)
- Após 11 anos quietos, o CRAK vive seu momento: o ETF de refinarias quadruplicou de tamanho e sobe 40% no ano com o crack spread em recorde (ETF.com)
- Nu Asset lança três ETFs de Tesouro IPCA+ (2, 5 e 10 anos) com novos índices da B3 (Valor Investe)
- ETFs de cripto perdem R$ 4 bi na B3, mas ganham 30 mil investidores — o Brasil na contramão do exterior (Estadão)
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Venda de elétricos na Europa supera 1 milhão de unidades no 1º semestre | Café com ESG, 17/07
- O pregão de quinta-feira encerrou em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 1,24% e 0,96%, respectivamente.
- No Brasil, a divisão do custo de contratação do armazenamento de energia retornou ao Congresso Nacional, com discussões na Câmara dos Deputados e no Senado Federal – hoje, o custo do armazenamento é arcado pelas geradoras de energia, mas há propostas para dividir os valores com os consumidores, com o tema voltando à tona com a proximidade dos primeiros leilões para contratar baterias no Brasil, previsto para dezembro.
- No internacional, (i) a venda veículos elétricos na Europa superaram 1 milhão de unidades no primeiro semestre do ano, impulsionados por subsídios, políticas de incentivo e pelo aumento dos preços dos combustíveis – desde o início do ano, foram vendidos 1,24 milhão de veículos elétricos a bateria na região, um crescimento de 33,7% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da E-Mobility Europe; e (ii) os incêndios florestais na Europa resultaram em um número recorde de incêndios este ano, à medida que os riscos em toda a Europa aumentaram durante ondas de calor consecutivas e secas em regiões – uma análise do Financial Times mostra que a área queimada na França foi cerca de quatro vezes maior do que a média, ultrapassando 41.000 hectares (vs. uma média de 9.400 hectares).
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