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ETFs de semicondutores e terras raras chegam à B3 | ETF Brief Julho 2026

Um resumo diário dos principais movimentos, notícias e fluxos que influenciam o mercado de ETFs para apoiar suas decisões de investimento.

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Bom dia! Neste relatório diário preparado pelo time de Alocação do Research da XP, reunimos as principais notícias, movimentos e fluxos do universo de ETFs, no Brasil e no exterior. O objetivo é oferecer uma visão rápida, objetiva e relevante dos movimentos que moldam o mercado e apoiar suas decisões de alocação.

📊 ETF Brief — Quarta-feira, 08 de Julho

Chegada de ETFs de semicondutores e terras raras à B3 e novo Nasdaq-100 da BlackRock ampliam acesso à tese de IA enquanto trade de metais preciosos reverte

| Mercados Globais

🗞️ Gold’s Bull Market Has Ended, and Now All Eyes Are on Bears: reprecificação do ouro força quem carrega ETFs de metais preciosos a rever a tese de proteção — o hedge clássico vira posição a defender. (Bloomberg);

🗞️ The Precious Metals Trade Has Gone Into Reverse: a saída de fluxo de ETFs de metais preciosos confirma rotação para fora do trade defensivo, reforçando o movimento visto no ouro. (ETF.com);

🗞️ BlackRock to Launch Nasdaq-100 ETF, Challenging Invesco’s Dominance as AI Rally Boosts Demand: a entrada da BlackRock no Nasdaq-100 pressiona custos no maior veículo de exposição à IA (QQQ) e tende a beneficiar o investidor via taxas menores, num momento de fluxo recorde para tech. (Reuters);

🗞️ 🇪🇺 UCITS: Second Quarter of 2026 Was the Strongest Quarter on Record for UCITS ETFs: captação recorde em UCITS amplia liquidez e leque de produtos para o investidor brasileiro offshore, tornando esses veículos alternativa cada vez mais competitiva à alocação direta em ETFs americanos. (ETF Express).

| Mercado Doméstico

🗞️ Os ETFs mudaram a forma de investir, mas não o gosto do brasileiro pela renda fixa: mesmo com a popularização dos ETFs, a preferência estrutural por renda fixa mantém FIXA11 e ETFs de crédito como porta de entrada natural — sinal de que a captação local segue mais defensiva que o hype de renda variável sugere. (Exame);

🗞️ SpaceX foi a ação mais negociada pelos brasileiros nos EUA: o apetite por ativos temáticos e de fronteira reforça a demanda por ETFs setoriais (espacial, IA, defesa) como forma diversificada de capturar teses que hoje o brasileiro persegue via ações individuais. (Valor Investe);

🗞️ ETFs com exposição a semicondutores e terras raras chegam à bolsa: a chegada de ETFs temáticos de semicondutores e terras raras à B3 dá ao investidor local acesso em reais a cadeias estratégicas de IA e transição energética, sem precisar operar no exterior. (Valor Investe).

| Alternativos

🗞️ Bitcoin sobe para US\$ 63 mil após pior junho desde 2022: a recuperação do bitcoin após o pior junho desde 2022 tende a reativar fluxo para ETFs de cripto à vista, mas a volatilidade recente exige cautela com posições em veículos como HASH11 e ETFs de BTC spot. (Valor).


📊 ETF Brief — Terça-feira, 07 de Julho

ETFs dobram patrimônio no Brasil e fecham 1º semestre entre os grandes captadores enquanto o maior ETF da China vira fundo de ouro e a reação regulatória à alavancagem coreana ganha força

| Mercados Globais

🗞️ China’s Biggest ETF Is Now a Gold Fund as ‘National Team’ Retreats: O fato de o maior ETF da China ser agora um fundo de ouro — à medida que o “national team” estatal recua das ações — é um poderoso sinal de aversão a risco e busca por proteção no segundo maior mercado do mundo, reforçando a tese do ouro como refúgio em meio à incerteza sobre o crescimento chinês. (Bloomberg);

🗞️ Backlash Over Korea Leveraged ETFs Grows as Lawmakers Demand Fix: A escalada da reação política contra os ETFs alavancados na Coreia, com parlamentares exigindo correções, marca o ponto em que o risco desses produtos deixou de ser tema de mercado para virar pauta regulatória — um precedente relevante que pode redesenhar as regras para veículos alavancados globalmente. (Bloomberg);

🗞️ $2 Trillion at Year-End? A Wild First Half: A Look Back at ETFs: O balanço de um primeiro semestre marcado por captação recorde reforça que a indústria global de ETFs segue em expansão acelerada, com a IA e o ouro entre os grandes vetores — um pano de fundo relevante para calibrar expectativas de alocação no segundo semestre. (ETF.com).

| Mercado Doméstico

🗞️ Nova febre da bolsa: ETFs dobram patrimônio para R$ 121 bi e apostam em temas globais: A duplicação do patrimônio dos ETFs no Brasil, para R$ 121 bilhões, confirma a classe como um dos grandes vetores de crescimento da bolsa local, com o investidor buscando cada vez mais exposição a temas globais via veículos listados — uma migração estrutural que tende a se acelerar no segundo semestre. (Exame);

🗞️ Os ETFs que dispararam no 1º semestre: chips, semicondutores e proteção cambial lideram: O balanço semestral mostra chips, semicondutores e proteção cambial no topo da rentabilidade dos ETFs locais, confirmando que os temas de IA e hedge dominaram o apetite do investidor brasileiro — um retrato de como a agenda global de tecnologia e a defesa contra o câmbio moldaram os melhores retornos do período. (B3 Bora Investir);

🗞️ Fundos de investimentos terminam semestre com captação líquida de R$ 185 bilhões: A captação líquida de R$ 185 bilhões pela indústria de fundos no semestre confirma o forte apetite do investidor brasileiro por produtos de investimento, um pano de fundo positivo para a expansão dos ETFs, que disputam espaço crescente nessa migração de recursos. (Valor Investe).

📎 Para se aprofundar: [Relatório XP]


📊 ETF Brief — Segunda-feira, 06 de Julho

Captação de ETFs cruza US$ 1 tri no semestre enquanto Bitcoin encerra 10 dias de saídas com entrada líquida apesar de iniciar o semestre em queda

| Mercados Globais

🗞️ Captação de ETFs passa US$ 1 trilhão na metade de 2026: O fôlego da indústria confirma o superciclo de alocação — US$ 210 bi entraram em junho (US$ 1,05 tri no ano, rumo a US$ 2 tri), com equities dos EUA levando US$ 103 bi e renda fixa US$ 46 bi; o IVV liderou com US$ 43,6 bi e o Roundhill Memory (DRAM) captou quase US$ 10 bi virando um dos ETFs de crescimento mais rápido da história, enquanto commodities e câmbio ficaram no vermelho — sinal de que o dinheiro persegue S&P 500 barato e a tese de IA/semis, e evita ouro e cripto. (ETF.com).

| Alternativos

🗞️ ETFs de Bitcoin encerram sequência de saídas de dez dias com entrada de US$ 221,7 milhões: A entrada líquida de US$ 221,7 mi em 2/jul quebra dez pregões seguidos de resgates (que somaram mais de US$ 2,7 bi) e sinaliza que o pior do recuo institucional pode ter passado — o patrimônio dos ETFs à vista voltou a US$ 74,4 bi, com IBIT (+2,48%) liderando o alívio, um primeiro sinal de estabilização do fluxo que é hoje o principal driver de preço da cripto. (TradingView);

🗞️ Bitcoin fica abaixo de US$ 59 mil e inicia semestre com cautela: A cautela do investidor BR reflete o mesmo vetor global — juros altos nos EUA e saídas líquidas dos ETFs spot (mais de US$ 4 bi desde meados de maio) mantêm a demanda institucional fraca; ainda assim, contratos futuros em aberto elevados, funding rates positivas e acumulação on-chain sugerem que a retomada dos fluxos de ETF é o gatilho a monitorar para o 2º semestre. (Valor Investe).

📎 Para se aprofundar: [Relatório XP]


📊 ETF Brief — Sexta-feira, 03 de Julho

Fluxo para ETFs cruza US$ 1 tri no semestre e alavancagem recorde alimenta trade de IA enquanto Citi corta Bitcoin diante de saídas persistentes de cripto

| Mercados Globais

🗞️ Leveraged ETFs are just the tip of the iceberg: A alavancagem recorde que se espalha pelo sistema — puxada pela demanda de varejo por ETFs geared, que explodiu com os resultados de Micron & cia — cria um risco sistêmico latente: hedge funds, bancos e money market funds ficam expostos a perdas em cascata caso o trade de IA reverta, transformando o produto de nicho num termômetro de fragilidade do mercado. (Bloomberg);

🗞️ ETF Zoo mid-year: fluxo cruza US$ 1 tri e o trade de IA não para: A indústria captou mais de US$ 1 tri no 1º semestre e mira US$ 2 tri no ano — mas o dinheiro não vai só para VOO e SPY: ETFs alavancados de ação única (Micron perto de +1.000%) e de semicondutores dominam o leaderboard, e os produtos alavancados/inversos já são 17% do volume total (~US$ 500 bi), num sinal de que o apetite por risco concentrado em IA definiu o semestre. (ETF.com);

🗞️ SMH vs SOXX, SPY vs IVV: os ETFs mais comparados de 2026: As comparações mais buscadas revelam onde está a curiosidade do investidor — o duelo de semicondutores SMH x SOXX lidera (SOXX rendeu 170% no ano contra 136% do SMH, por ser menos concentrado em Nvidia), enquanto SPY x IVV mostra que custo (0,03% vs 0,09%) e liquidez ditam a escolha entre veículos idênticos de S&P 500. (ETF.com);

🗞️ 3 ETFs para o rali de julho: VOO, SOXX e QQQ: Com o Wells Fargo apontando a 1ª metade de julho como o período sazonalmente mais forte do S&P 500 em um século (+1,35% médio) e o Goldman estimando que a IA responde por ~40% do crescimento de lucros do índice, o mapa tático se divide em três apostas via ETF — mercado amplo (VOO), infraestrutura de IA (SOXX) e big tech concentrada (QQQ) —, com a ressalva de que a amplitude do mercado está na mais estreita desde as dotcom. (Invezz);

🗞️ Dow Jones fica mais ‘tech’ com Google e pode ganhar atratividade para ETFs: A entrada da Alphabet no lugar da Verizon dá à Alphabet peso de ~4% no índice e reúne 5 das “Sete Magníficas” no Dow, aproximando o benchmark da economia de IA e nuvem — movimento que pode revitalizar o DIA (State Street), historicamente o “primo pobre” da prateleira de ETFs frente a S&P 500 e Nasdaq, e ampliar sua atratividade para gestoras. (Valor Investe).

| Alternativos

🗞️ Citi cuts bitcoin, ether forecasts as ETF flows turn negative: O Citi cortou o alvo de 12 meses do Bitcoin de US$ 112 mil para US$ 82 mil (e do Ether para US$ 2.240) justamente porque zerou sua premissa de captação de ETF, de US$ 10 bi para zero — a confirmação de que o fluxo dos ETFs virou o principal driver de preço da cripto, e que a rotação para ativos de IA drenou o veículo que sustentava o rali. (Reuters).

📎 Para se aprofundar: [Relatório XP]


📊 ETF Brief — Quinta-feira, 02 de Julho

Entrada relâmpago da SpaceX no Nasdaq-100 força US$ 4,3 bi de compra em QQQ enquanto Contas Trump elegem ETFs de S&P e crédito privado ganha 1º ETF no Brasil

| Mercados Globais

🗞️ SpaceX entra no Nasdaq-100 em 7 de julho — veja os ETFs mais afetados: A inclusão mais rápida da história pós-IPO (15 pregões) obriga todo fundo que replica o Nasdaq-100 a comprar SPCX — ~US$ 4,3 bi só no QQQ e até US$ 27 bi somando QQQ, QQQM, TQQQ e trackers da Russell — diluindo proporcionalmente Apple, Nvidia e Microsoft para abrir espaço a uma empresa de US$ 1,75 tri com prejuízo GAAP; ETFs temáticos de espaço [NASA, XOVR, UFO] surfam a demanda, enquanto S&P 500 [SPY, VOO, IVV] fica de fora até 2027. (ETF.com);

🗞️ Tesouro dos EUA escolhe ETFs de State Street, BlackRock e Vanguard para as Contas Trump: O programa que deposita US$ 1.000 por criança nascida entre 2025-2028 usará o SPYM (State Street) como opção padrão, além de IVV, ITOT, SPTM e VTI — todos de custo baixíssimo (0,03%) — canalizando fluxo estrutural e recorrente para ETFs de S&P 500 e total market e consolidando o índice barato como veículo de poupança de longo prazo nos EUA. (Reuters);

🗞️ Robinhood rolls out perpetual futures tied to commodities and ETFs in Europe: Ao lançar futuros perpétuos (sem vencimento, com alavancagem de até 10x) atrelados a ouro, prata, petróleo e câmbio para clientes europeus, a Robinhood importa a lógica 24/7 do mundo cripto para commodities e ETFs — sinal de que a fronteira do trading de ETF migra para produtos alavancados e ininterruptos. (Bloomberg).

🗞️ Melhores ETFs do 1º semestre de 2026: tankers e semicondutores dominam: O balanço de meio de ano mostra onde esteve o dinheiro esperto — o Breakwave Tanker (BWET) subiu 684% com o gargalo de Hormuz, mas todo o restante do top 10 não alavancado é semicondutor/IA [PSI, AIS, SOXX], e o pódio geral é tomado por produtos 2x de ação única [MUU, LINT], confirmando que o superciclo de IA e a alavancagem foram os grandes vetores de retorno do semestre. (ETF.com).

| Mercado Doméstico

🗞️ Leto Capital, ex-JGP, anuncia primeiro ETF de crédito privado do Brasil: O 1º ETF de crédito privado local abre uma nova classe de ativos na B3, mas nasce mirando institucionais por causa da tributação máxima de 25% e da baixa liquidez (só 30% dos ativos têm preço público) — gargalos que a Anbima negocia com a Receita e que, se resolvidos, podem destravar um mercado projetado em R$ 100-150 bi até 2030. (Valor Investe).

📎 Para se aprofundar: [Relatório XP]


📊 ETF Brief — Quarta-feira, 01 de Julho

SEC revê regras de ETFs diante de boom de US$ 16 tri enquanto China ganha ETF de chips próprios e Bitcoin fecha pior semestre desde 2022

| Mercados Globais

🗞️ SEC busca comentário público sobre ETFs “novel” em meio à explosão de produtos: A revisão regulatória mira diretamente o que mais cresce na indústria — ETFs alavancados, de opções, cripto e prediction markets, que já respondem por 98% dos filings — e pode redesenhar o pipeline de lançamentos: com o mercado em US$ 15,7 tri (US$ 16 tri, na leitura da Bloomberg), a SEC estuda dar mais confidencialidade a quem registra e ampliar seu poder de suspender fundos já efetivos, elevando a barreira para produtos exóticos. (Reuters);

🗞️ China wants its own chips — now there’s an ETF for it: O novo VanEck China Semiconductor ETF (SMHC, 0,65%) dá ao investidor exposição direta à aposta de US$ 295 bi de Pequim numa cadeia de chips 100% doméstica — mas o veículo exclui nomes sancionados como a SMIC e carrega o desconto crônico de multiplicador dos ativos chineses, oferecendo tese de IA soberana com risco geopolítico embutido. (ETF.com).

| Alternativos

🗞️ Bitcoin fecha pior semestre desde 2022 e perde mais de 30%: A queda de 33% no semestre é indissociável dos ETFs: junho foi o pior mês de resgates desde o lançamento (~US$ 4 bi, IBIT à frente), e a saída institucional — somada a PCE acima do esperado e Fed hawkish — mantém o BTC como termômetro de risk-off, não como diversificador de carteira. (Valor Investe).

📎 Para se aprofundar: [Relatório XP]


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