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Venda de elétricos na Europa supera 1 milhão de unidades no 1º semestre | Café com ESG, 17/07

Venda de veículos elétricos atinge recorde na Europa

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de quinta-feira encerrou em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 1,24% e 0,96%, respectivamente. 

• No Brasil, a divisão do custo de contratação do armazenamento de energia retornou ao Congresso Nacional, com discussões na Câmara dos Deputados e no Senado Federal – hoje, o custo do armazenamento é arcado pelas geradoras de energia, mas há propostas para dividir os valores com os consumidores, com o tema voltando à tona com a proximidade dos primeiros leilões para contratar baterias no Brasil, previsto para dezembro.

• No internacional, (i) a venda veículos elétricos na Europa superaram 1 milhão de unidades no primeiro semestre do ano, impulsionados por subsídios, políticas de incentivo e pelo aumento dos preços dos combustíveis – desde o início do ano, foram vendidos 1,24 milhão de veículos elétricos a bateria na região, um crescimento de 33,7% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da E-Mobility Europe; e (ii) os incêndios florestais na Europa resultaram em um número recorde de incêndios este ano, à medida que os riscos em toda a Europa aumentaram durante ondas de calor consecutivas e secas em regiões – uma análise do Financial Times mostra que a área queimada na França foi cerca de quatro vezes maior do que a média, ultrapassando 41.000 hectares (vs. uma média de 9.400 hectares).

Gostaria de receber os relatórios ESG por e-mailClique aqui.
Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Solví vai transformar lixo de São Paulo em combustível para caminhões da coleta

“Parte do lixo produzido pela cidade de São Paulo percorre 33 quilômetros pela Rodovia dos Bandeirantes até chegar ao aterro de Caieiras, onde 10 mil toneladas de resíduos são depositadas por dia, o equivalente a 60% de tudo que a capital paulista descarta. Dentro do aterro, esse lixo se decompõe e libera biogás que, desde 2024, é purificado e vendido como biometano para o mercado industrial. A próxima etapa do plano da Solví, empresa que opera Caieiras e outros 43 aterros pelo Brasil, é usar biometano também para abastecer os caminhões que coletam o lixo de São Paulo, fechando um ciclo em que o lixo se torna o combustível do veículo que o recolhe. Para isso, a empresa captou R$ 800 milhões via Eco Invest, programa do Tesouro Nacional para atração de capital privado para projetos de transição ecológica. Foram R$ 800 milhões com instituições financeiras para ampliar a capacidade do aterro, impermeabilização de compartimentos onde o lixo é depositado, contruir novas plantas de biometano e para um projeto de recuperação energética de resíduos, que deve entrar em operação em 2029. Já a Loga, sua subsidiária responsável pela coleta de lixo de metade da cidade de São Paulo, tomou um empréstimo do BNDES de R$ 500 milhões. Parte dos recursos serão usados para para substituir a frota movida a diesel por caminhões que rodam a biometano. A Solví registrou R$ 4,9 bilhões de faturamento em 2025, crescimento de 20% em relação ao ano anterior. A meta para 2030 é dobrar a receita, sustentada por um plano de investimentos de R$ 5 bilhões nos próximos cinco anos. “Nosso negócio principal são os aterros sanitários. Deles vêm o biogás transformado em biometano, que é para onde estamos olhando”, diz Frederico Guimarães, diretor financeiro da Solví. A Solví tem mais de 50 anos e nos últimos anos diversificou os negócios para além da coleta e gestão de resíduos, de olho na transição energética. Hoje, a empresa opera 11 termelétricas a biogás, com capacidade instalada de 60 megawatts, suficiente para abastecer até 30 mil residências. Em 2024, a empresa adquiriu a Cetrel, responsável pelo tratamento de efluentes do Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia, um negócio com faturamento de R$ 800 milhões e que opera exclusivamente para a indústria química. Mas o que melhor representa a ambição da empresa com a transição energética é o biometano, gás renovável produzido a partir de resíduos orgânicos que substitui o gás natural, um combustível de origem fóssil. O Brasil produz 600 mil metros cúbicos desse gás por dia – e dois terços vêm dos aterros sanitários. A Solví opera hoje três plantas de biometano: em Caieiras (SP), em Minas do Leão (RS) e em São Leopoldo (RS), esta última recém-concluída. Em 2025, as duas primeiras geraram R$ 150 milhões em receita.”

Fonte: Capital Reset; 16/07/2026

Bayer transforma fábrica brasileira em seu maior projeto de descarbonização na América Latina

“Uma caldeira movida a biomassa na produção industrial é a nova aposta de descarbonização da Bayer, gigante alemã que atua nos setores de saúde e agronegócio e tem no Brasil sua segunda maior operação global. Batizado de “Vapor Verde”, o projeto foi inaugurado nesta quinta-feira, 16, na fábrica da empresa em São José dos Campos (SP), substituindo o gás natural como principal fonte de geração de vapor da planta que é intensiva em energia. A estimativa é cortar cerca de 40% as emissões de CO₂ da unidade em relação ao ano base de 2019, ou o equivalente a tirar mais de 5 mil carros de passeio de circulação por ano, segundo cálculo baseado em referência da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos. “Todos os fatores foram importantes nessa tomada de decisão, mas a prioridade que orientou o projeto foi a redução de impacto”, destaca Lígia Izzo, vice-presidente de Operações da Divisão Agrícola da Bayer para a América Latina, em entrevista à EXAME. Com o petróleo em meio a nova onda de volatilidade por causa da guerra entre EUA e Irã, reduzir a dependência de combustíveis fósseis também virou questão de competitividade: menos exposição a esse tipo de choque no mercado de energia significa mais previsibilidade de custo para a operação no longo prazo. “Por ser uma operação crítica, que funciona 24 horas por dia, precisávamos de uma fonte que garantisse fornecimento contínuo”, explica a VP. A executiva ressalta que outras alternativas renováveis foram avaliadas antes da escolha da biomassa, que é originada do cavaco de madeira e resíduos da indústria madeireira. “Fontes intermitentes, como solar e eólica, não atenderiam da mesma forma a essa necessidade”, diz. A viabilidade em escala também passou pelo modelo de negócio: a implementação foi feita em parceria com a Ecogen Brasil em um modelo asset-light, no qual a empresa de soluções energéticas investe, instala e opera a infraestrutura, enquanto a Bayer contrata o fornecimento de vapor. São José dos Campos não é a maior planta da Bayer no Brasil, mas é uma das mais estratégicas. O complexo, com cerca de 100 mil m² dedicados ao segmento químico e distribuídos em quatro áreas produtivas, tem como foco principal a produção de herbicidas. A unidade também sedia o GBS (Global Business Services) Américas da Bayer, hub global de serviços compartilhados que dá suporte em ciência regulatória, bioinformática e ciência de dados aplicadas à proteção de cultivos. A planta completa 50 anos de operação no Vale do Paraíba, no mesmo ano em que a Bayer marca 130 anos de atuação no Brasil. Felipe Albuquerque, diretor de Sustentabilidade da Bayer na América Latina, argumenta que o peso do projeto na meta global da companhia é relevante mesmo sem a Bayer detalhar o impacto por unidade.”

Fonte: Exame; 16/07/2026

Fim da Moratória da Soja pode aumentar desmatamento em 17% na Amazônia, diz estudo 

“O fim da Moratória da Soja pode aumentar o desmatamento na Amazônia em 17% na próxima década na comparação com o histórico dos últimos dez anos, segundo um estudo de pesquisadores do Brasil e dos EUA publicado nesta quinta-feira (16) na revista acadêmica Science. Referência mundial de iniciativa de conservação florestal do setor privado, o acordo foi esvaziado no início de 2026 com a saída de grandes empresas compradoras de soja, as tradings, após intensa pressão política e jurídica contra o mecanismo. A Moratória foi firmada em 2006 pelas principais tradings com atuação no Brasil, em resposta à pressão internacional para reduzir o desmatamento associado ao cultivo de soja na Amazônia. Por duas décadas, o acordo impediu a compra da commodity produzida em áreas desmatadas depois de 2008, inclusive a permitida legalmente. A limitação foi responsável por reduzir o desmatamento em 35% nos seus primeiros dez anos, ao impedir a destruição de 1,8 milhão de hectares, segundo um estudo publicado na revista Nature em 2020. A pesquisa isolou outros fatores que também contribuíram para a queda do desmatamento no período, como políticas públicas e reforço na fiscalização. Ao mesmo tempo, a área de soja cultivada na Amazônia mais do que triplicou desde 2008, ocupando espaços que já estavam desmatados. O novo estudo aplica o mesmo modelo econométrico para estimar o impacto futuro da retirada das limitações impostas pela Moratória. A estimativa é de que 1,4 milhão de hectares estão sob alto risco de destruição, o equivalente a quase dois milhões de campos de futebol. Essa perda florestal liberaria 745 milhões de toneladas de CO2, o equivalente ao total de emissões do Canadá em um ano. O estudo foi assinado por pesquisadores das universidades americanas de Wisconsin–Madison, Illinois Urbana-Champaign e DePaul, além da WWF e do Greenpeace, duas organizações da sociedade civil signatárias da Moratória. Para a análise, os pesquisadores focaram em áreas com aptidão para o cultivo de soja e com facilidade logística, entre outras características. A estimativa varia em cerca de 600 mil hectares, para mais ou menos, a depender de condições como a intensidade da fiscalização ambiental e o preço da soja nos próximos anos. O principal risco é que o fim da Moratória leve a uma nova corrida por terras na região, disse Tiago Reis, especialista em conservação do WWF-Brasil e um dos autores do estudo. Isso porque o acordo setorial não reduziu apenas o desmatamento atribuível ao cultivo da soja na Amazônia, mas foi capaz de conter o desmatamento associado à especulação fundiária. “Existe toda uma cadeia especializada em grilar terra, fraudar títulos e fazer a legalização com expectativa de vender a área com valor muito mais alto”, disse Reis ao Reset. “Qual a cadeia produtiva que paga mais pela terra? É a soja. Então quando o mercado diz que não vai comprar soja de área desmatada depois de 2008, isso tira um tufo de dinheiro do especulador fundiário.”

Fonte: Exame; 16/07/2026

Os mercados precificam o risco climático?

“Os riscos associados às mudanças climáticas estão sendo incorporados aos preços dos ativos? Essa é uma das questões centrais das finanças climáticas. Afinal, a incorporação de informações climáticas em análises ou processos de investimento, por si só, não significa que esses riscos estejam sendo precificados. Para isso, é necessário observar seus efeitos sobre variáveis financeiras relevantes, como custo de capital, spreads de crédito ou valuation. Nos últimos anos, um número crescente de estudos procurou responder a essa pergunta. O conjunto das evidências sugere que sim, especialmente no caso dos chamados riscos de transição, que são aqueles que decorrem das transformações econômicas associadas à migração para uma economia de baixo carbono. Incluem mudanças regulatórias, avanços tecnológicos, alterações nas preferências dos consumidores, riscos reputacionais e ativos que podem perder valor econômico. Dois dos estudos mais influentes sobre o tema foram publicados por Patrick Bolton e Marcin Kacperczyk, em dois prestigiosos periódicos internacionais de finanças: o Journal of Financial Economics1 e o Journal of Finance2. No primeiro, os autores analisaram mais de 3.000 empresas listadas nos Estados Unidos entre 2005 e 2017. No segundo, expandiram a análise para mais de 14.400 empresas distribuídas por 77 países, representando cerca de 80% do valor de mercado das companhias abertas no mundo, no período de 2005 a 2018. Apesar da diferença de escopo, os dois estudos chegam essencialmente à mesma conclusão: empresas com maiores emissões de carbono apresentam retornos esperados mais elevados. Em finanças quanto maior o retorno esperado, maior tende a ser o risco. A interpretação dos autores é que esses retornos mais altos representam um prêmio de risco (“carbon premium”) exigido pelos investidores como compensação pela exposição ao risco de transição das empresas mais emissoras de carbono. Em outras palavras, os investidores exigem maior retorno para financiar empresas mais expostas ao risco de transição, e o mercado incorpora essa exigência aos preços dos ativos, elevando o custo de capital dessas empresas. Um dos resultados mais interessantes desses estudos é que esse prêmio está associado ao volume absoluto de emissões, e não à intensidade de carbono que, em finanças climáticas, costuma ser medida como a razão entre emissões e vendas. Esse resultado é relevante porque muitos indicadores de mercado utilizam a intensidade de carbono como principal medida de desempenho climático. As evidências encontradas por Bolton e Kacperczyk sugerem, porém, que eficiência de carbono e exposição ao risco de transição não são necessariamente a mesma coisa. Outro resultado importante do estudo global é que o prêmio de carbono foi observado para emissões dos Escopos 1, 2 e 3, indicando que os investidores consideram não apenas as emissões diretas das operações, mas também aquelas associadas à energia adquirida e às cadeias de valor. Os autores também investigaram se esse prêmio se intensificou após o Acordo de Paris, quando o risco de transição ganhou maior saliência. Os resultados apontam para um prêmio de carbono mais elevado após 2015, embora os autores ressaltem que essa evidência não permita atribuir esse aumento exclusivamente ao Acordo de Paris.”

Fonte: Valor Econômico; 17/07/2026

MP pede que TCU apure indícios de irregularidades na aprovação do E32

“O Ministério Público (MP) junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu que a Corte de Contas apure o que o subprocurador Lucas Furtado classificou como “indícios de irregularidades” relacionados à alteração da política energética adotada em razão das repercussões do conflito entre o Irã e os Estados Unidos, em especial quanto a elevação temporária da mistura de etanol anidro na gasolina para 32%, aprovada na terça-feira, 14, pelo Comitê Nacional de Política Energética (CNPE). “Há indícios de que a decisão tenha sido impulsionada predominantemente por critérios econômicos e conjunturais, sem a divulgação de estudos técnicos suficientemente detalhados sobre seus efeitos sobre a frota nacional, os consumidores e a segurança do abastecimento”, afirmou o subprocurador no pedido encaminhado, e já aceito, pelo TCU. Ainda assim, ele reconhece que a eventual ausência de divulgação não permite concluir, por si só, que nenhum estudo tenha sido realizado, mas revela a necessidade de que o processo administrativo integral seja submetido a controle. O MP pede então que o Tribunal verifique se a elevação foi precedida de estudos técnicos suficientes, análise de impacto regulatório, avaliação de riscos, demonstração de economicidade, disponibilidade de oferta, adequada motivação e observância dos princípios da eficiência, razoabilidade, transparência e proteção do consumidor. Além disso, afirma que devem ser examinadas as possíveis consequências sobre a qualidade e a segurança dos combustíveis, a compatibilidade e a durabilidade de veículos e equipamentos, o consumo, os custos de manutenção, o abastecimento, o preço final e a segurança da frota nacional. “O objetivo pode ser legítimo e compatível com a busca por maior segurança energética. Entretanto, a urgência econômica e a gravidade do cenário internacional não dispensam a Administração Pública de demonstrar, de maneira documentada, a viabilidade técnica, a adequação econômica, a segurança operacional e os impactos sociais da decisão”, afirmou. Ele afirma que a alteração na composição de combustíveis com efeitos nacionais não pode ser tratada como “simples mecanismo emergencial” de contenção de preços.”

Fonte: NovaCana; 16/07/2026

Quem paga o custo das baterias? Discussão ressurge no Congresso Nacional

“A divisão do custo de contratação do armazenamento de energia retornou ao Congresso Nacional na quarta-feira (15/7), com discussões na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. O tema volta à tona com a proximidade dos primeiros leilões para contratar baterias no Brasil, previstos para dezembro. Hoje, o custo do armazenamento é arcado pelas geradoras de energia, mas há propostas para dividir os valores com os consumidores. No caso da Câmara, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania/SP) apresentou o projeto de lei 3716/2026 na quarta (15/7). O texto tem o apoio de associações setoriais ligadas à geração de energia renovável, como Abeeólica e Absolar, além da entidade que representa o armazenamento, a Absae. Segundo as entidades, o atual rateio cria “uma assimetria regulatória incompatível com o princípio da neutralidade tecnológica” e gera insegurança jurídica para os leilões. Já no Senado, o tema entrou no substitutivo ao projeto de lei 5017/2019, aprovado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura, na terça (14/7). O custo das baterias não foi o único assunto a ressurgir nesse caso: a proposta do “Brasduto” também foi incluída no PL. O texto tratava, originalmente, da criação de descontos nas tarifas de energia para exploração de poços semiartesianos, mas passou a incluir outras propostas, inclusive a contratação de térmicas locacionais. O rateio dos custos no setor elétrico foi debatido no ano passado, a partir da MP da reforma do setor elétrico, sancionada com a lei 15.269, de 2025. Vale lembrar que os consumidores já arcam com diversos custos do setor, por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que este ano vai ultrapassar os R$ 50 bilhões pela primeira vez. Agora, a discussão ressurge conforme avançam os trâmites para os dois primeiros leilões de baterias. Na quarta (15/7), o Tribunal de Contas da União (TCU) também aprovou a abertura do processo de fiscalização do leilão. Além do rateio dos custos, ainda há questões importantes a serem definidas sobre os certames, como a possibilidade de participação de projetos localizados junto a usinas ou apenas baterias autônomas. O edital dos leilões está em elaboração pela Aneel e deve entrar em consulta pública entre o final de julho e o início de agosto. O prazo para o credenciamento dos empreendimentos junto à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) vai até o final de julho.”

Fonte: Eixos; 16/07/2026

El Niño: Manaus usa drones, monitora qualidade do ar e combate queimadas em prevenção

“A Prefeitura de Manaus já prepara uma ofensiva de prevenção contra os efeitos esperados do El Niño na Amazônia, combinando monitoramento tecnológico, campanhas de prevenção às queimadas e planejamento para reduzir os impactos da estiagem sobre a população. A estratégia, divulgada com exclusividade para a EXAME, está sendo colocada em prática ao longo do mês de julho, antes do período mais crítico da seca, quando a redução do nível dos rios costuma comprometer a navegação e o abastecimento de comunidades ribeirinhas. Entre as medidas anunciadas está o início da campanha “Queimada é Crime”, voltada à conscientização de moradores e produtores rurais sobre a prevenção de incêndios. Paralelamente, dois drones equipados com sensores térmicos passarão a monitorar áreas da cidade para identificar focos de calor e apoiar a emissão de alertas quando a qualidade do ar atingir níveis considerados críticos. Embora os dados do INPE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, indiquem maior concentração de incêndios florestais em municípios vizinhos, a administração municipal aponta as queimadas urbanas como um dos principais desafios locais. O movimento ocorre em um momento de aumento das preocupações com o fenômeno climático. A NOAA, Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, confirmou que o El Niño já está estabelecido e estima 63% de probabilidade de que ele atinja intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, o que o colocaria entre os eventos mais intensos registrados desde 1950. Modelos do Centro Europeu para Previsões Climáticas indicam aquecimento superior a 3°C nas águas do Oceano Pacífico, cenário associado a menos chuvas, temperaturas elevadas e redução dos níveis dos rios na Amazônia. Como complemento às ações preventivas, a prefeitura pretende estabelecer regras para a atuação de caminhões-pipa em áreas de vegetação densa consideradas mais suscetíveis ao surgimento de incêndios. A proposta é manter esses locais umedecidos para reduzir o risco de propagação do fogo.”

Fonte: Exame; 16/07/2026

Internacional

Vendas de veículos elétricos na Europa ultrapassam 1 milhão no primeiro semestre

“Os registros de veículos elétricos a bateria (BEVs, na sigla em inglês) na Europa superaram 1 milhão de unidades no primeiro semestre do ano, impulsionados por subsídios, políticas de incentivo e pelo aumento dos preços dos combustíveis. Desde o início do ano, foram vendidos 1,24 milhão de veículos elétricos a bateria na região, um crescimento de 33,7% em relação ao mesmo período de 2025. Em junho, os registros de BEVs em 17 mercados europeus cresceram 39,5% na comparação anual, para 275.060 veículos, elevando a participação dos carros totalmente elétricos para 25,6% do mercado, segundo dados da E-Mobility Europe, New Automotive e Fier Automotive.”

Fonte: Valor Econômico; 16/07/2026

Incêndios florestais queimam área recorde na França à medida que o risco na Europa se intensifica

“Incêndios florestais destruíram uma área sem precedentes na França e resultaram em um número recorde de focos de incêndio na Espanha este ano, à medida que os riscos em toda a Europa aumentaram durante ondas de calor consecutivas e secas em muitas regiões. Uma análise do Financial Times mostra que a área queimada na França foi cerca de quatro vezes maior do que a média, ultrapassando 41.000 hectares — em comparação com uma média de cerca de 9.400 hectares —, incluindo 2.000 hectares da floresta de Fontainebleau, uma reserva da biosfera da UNESCO próxima a Paris. Dados do Sistema Europeu de Informações sobre Incêndios Florestais também indicaram que o número de incêndios, tanto na Espanha quanto na França, atingiu o nível mais alto já registrado para esta época do ano. A Espanha registrou 330 incêndios até agora em 2026 — o triplo da média —, que causaram 13 mortes e queimaram mais de 65.000 hectares, mais que o dobro da média. Cientistas afirmaram que a combinação de calor extremo, ventos fortes e maior ressecamento da vegetação elevou o risco de uma temporada de incêndios intensa. O mês passado foi o junho mais quente já registrado na Europa Ocidental. A Europa não é a única região do hemisfério norte próxima ao Ártico a sofrer com condições extremas ligadas às mudanças climáticas; o derretimento da neve e do gelo expõe um solo mais escuro, que absorve os raios solares e contribui para um aquecimento global mais acelerado do que a média. Mais de 110 incêndios florestais eram considerados “fora de controle” no Canadá na quinta-feira, com a densa fumaça dos focos de incêndio se espalhando até o Meio-Oeste e o Nordeste dos EUA. No Reino Unido, incêndios se espalhavam rapidamente pelas charnecas de Cairngorms, na Escócia, na quinta-feira, enquanto as áreas de charneca de Dovestone, no Peak District, continuavam a fumegar pelo quinto dia, com o país enfrentando uma “onda de incêndios”

Fonte: Financial Times; 16/07/2026

Trabalhadores de minério de ferro da BHP na Austrália entram em greve

“Trabalhadores das operações de minério de ferro da BHP na Austrália Ocidental paralisaram as atividades na quinta-feira, na primeira greve no setor de mineração da importante região de Pilbara em décadas, após meses de negociações trabalhistas infrutíferas. Cerca de metade dos 450 trabalhadores do terminal de exportação de Port Hedland, da BHP, apoiou a greve de oito horas, parte de uma disputa crescente sobre salários e condições de trabalho no local. Pilbara é a fonte de grande parte do minério de ferro mundial, utilizado na produção de aço. Port Hedland é um dos maiores portos de exportação de ferro, escoando a enorme quantidade de material produzida pela BHP. Os empregos na mineração na remota e pouco povoada região de Pilbara já foram considerados lucrativos, mas os trabalhadores afirmam que isso mudou nos últimos anos. Embora os vastos recursos de minério de ferro da região tenham sido um pilar da economia australiana por décadas, eles agora enfrentam a ameaça de novas operações, incluindo a mina de Simandou, na Guiné. A paralisação de quinta-feira, envolvendo trabalhadores de manutenção e operação de três sindicatos, ocorreu após longas, porém malsucedidas, negociações com a BHP na terça-feira. Os trabalhadores afetados alegam estar sob contratos individuais que variam substancialmente em termos de remuneração e outros aspectos fundamentais, e que os níveis salariais gerais para essas funções sofreram erosão na última década. Os trabalhadores votaram a favor da greve em junho, marcando a primeira ação sindical no setor de mineração da região em décadas. A próxima negociação, mediada pela Comissão de Trabalho Justo (Fair Work Commission) da Austrália, está agendada para 21 de julho. A BHP está entre as maiores produtoras de minério de ferro do mundo, mas está direcionando seus investimentos para o cobre. Esse metal industrial de alta condutividade tem grande demanda à medida que países expandem redes de energia para centros de dados de IA e estações de recarga para veículos elétricos. “Continuamos comprometidos em negociar de boa-fé e acreditamos que envolver a comissão é a maneira mais construtiva, transparente e justa de alcançar o melhor resultado”, disse um porta-voz da BHP. “Assim como fazemos diante de quaisquer possíveis interrupções em nossos negócios, temos planos em vigor para garantir que as operações possam continuar com segurança.” A greve ocorreu no momento em que a BHP relatou uma queda de 3% na produção de minério de ferro em relação ao ano anterior no trimestre encerrado em junho, enquanto a produção de cobre recuou 5%. A produção de cobre no próximo ano poderá cair até 15% em relação a 2026, alertou a empresa, devido à redução da concentração do metal em sua principal mina, Escondida, no Chile.”

Fonte: Financial Times; 16/07/2026

Controle chinês sobre minerais críticos alimenta nacionalismo de recursos

“No fim do século 18, um químico finlandês chamado Johan Gadolin recebeu uma rocha negra incomum descoberta em uma pedreira em Ytterby, perto de Estocolmo. Acreditava-se que o material continha tungstênio, mas Gadolin anunciou que na verdade era constituído de uma “nova terra”, uma substancia mineral até então nunca vista. “A ‘ítria’ de Gadolin viria a se tornar conhecida como a primeira descoberta de um composto de terra rara. Entre os elementos produzidos a partir desse composto, estava o metal prateado agora conhecido como “ítrio”. Hoje, o ítrio tem um enorme valor estratégico por ser usado na produção dos chips que são a espinha dorsal da inteligência artificial (IA). Também é um dos metais de nicho que estão no olho de um intenso furacão geopolítico. A grande maioria do ítrio, assim como de vários outros minerais necessários em processos da indústria mundial, é produzida na China. À medida que a guerra comercial dos Estados Unidos contra o país se intensifica, Pequim vem restringindo cada vez mais o acesso aos suprimentos de metais críticos. Entre eles, estão o gálio, usado em sistemas de radar, e o germânio, usado em câmeras térmicas. O ítrio, no entanto, é “o gargalo matador”, diz um fornecedor para a indústria de chips. “Estamos nos deparando com um risco existencial […] Até agora, não há uma previsão de quando teremos uma cadeia de suprimentos totalmente livre de riscos”. A limitação na oferta tem causado “pânico” nos últimos meses, segundo o CEO da startup americana Phoenix Tailings, Nick Myers. Empresas dos setores automotivo, de chips e de defesa telefonam “o tempo todo” e algumas delas alertam para a possibilidade de se ver obrigadas a interromper a produção até o Natal caso não consigam o metal. Mesmo antes da entrada em vigor dos controles chineses, especialistas advertiam que o envelhecimento das minas e o aumento da demanda por metais cruciais para a IA e para os veículos elétricos poderiam resultar na falta desses materiais. Agora, muitos países ocidentais vêm sentindo os efeitos de terem perdido empresas de processamento que deixaram de bom grado migrar para a China, um choque que tem provocado pânico no mercado e uma nova onda de nacionalismo de recursos.”

Fonte: Valor Econômico; 17/07/2026

EUA cobiçam setor química e terras raras, diz ministro

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou o alto escalão da Esplanada, com a presença atípica do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, para rebater de forma mais dura o tarifaço implementado pelos Estados Unidos contra as exportações brasileiras, ocasião em que foram dados mais detalhes sobre as exigências feitas pelo governo americano e reiterada a disposição de auxiliar os setores atingidos. O vice-presidente Geraldo Alckmin disse que o Brasil usará a Lei de Reciprocidade “no momento adequado”. Os ministros presentes comentaram também que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou como prioridade o atendimento aos setores impactados. Citaram como exemplos madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, mobiliários, produtos cerâmicos, calçados e açúcar. Nesse contexto, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo vai reforçar as medidas de apoio aos setores afetados pela tarifa de 25% pelos Estados Unidos por meio da ampliação do programa “Plano Brasil Soberano”, restrita às linhas de crédito. Segundo ele, os valores ainda não foram definidos, mas a expectativa é que o montante seja inferior aos R$ 15 bilhões mobilizados anteriormente. Durigan ressaltou que pretende “tranquilizar o mercado”. Ele afirmou que as eventuais medidas serão implementadas sem comprometer as metas e os compromissos fiscais. “Setores afetados serão chamados ao diálogo e ampliaremos e reforçaremos o plano Brasil Soberano.” Segundo o ministro da Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, durante as negociações no âmbito das investigações baseadas na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, o governo americano pretendia a abertura de todo o mercado do setor químico, a redução a zero das tarifas dos bens industriais e o acesso ao mercado do setor automotivo. Também tentou acordo para a imposição de limites a investimentos em minerais críticos e terras raras por atores “não orientados pelo mercado” e “entidades estrangeiras”. Na prática, esta imposição atingiria diretamente a China. O governo brasileiro apresentou, em todas as reuniões com as autoridades americanas, os pontos “negociáveis e inegociáveis”, afirmou Elias Rosa. “Nos afastamos, óbvia e evidentemente, de qualquer pretensão que pudesse expor a risco ou à violação aquilo que é interesse nacional, como é o caso do Pix, ou aquilo que poderia representar um grande dano ou prejuízo para o setor industrial brasileiro”, disse. Uma das críticas feitas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), responsável pela Seção 301, foi a suposta priorização do Pix pelo Brasil, em detrimento de empresas americanas. Galípolo, cuja participação na entrevista coletiva não estava prevista, afirmou que é difícil compreender o pleito do governo americano. Para ele, os próprios argumentos feitos pelas autoridades dos EUA justificam a necessidade de se ter uma infraestrutura pública para permitir a competição.”

Fonte: Valor Econômico; 17/07/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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