IBOVESPA +1,71% | 171.497 Pontos
CÂMBIO -0,55% | 5,14/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em alta de 1,7%, aos 171.497 pontos, registrando seu melhor desempenho diário desde 20 de maio. O movimento ganhou força ao longo da tarde após o presidente Donald Trump recuar das ameaças de novos ataques ao Irã e sinalizar um possível acordo para encerrar o conflito, reduzindo a aversão a risco global. Como consequência, o real se valorizou, a curva de juros doméstica fechou e os ativos de risco tiveram um desempenho positivo.
Vamos (VAMO3, +6,5%), Direcional (DIRR3, +5,8%) e Cury (CURY3, +5,2%) lideraram os ganhos do índice, impulsionadas pelo fechamento da curva de juros. Já a Natura (NATU3, -2,0%) registrou uma das maiores quedas do índice, em movimento técnico.
Renda Fixa
Os juros futuros fecharam a quinta-feira em forte queda ao longo de toda a curva, acompanhando o alívio externo diante da perspectiva de acordo entre EUA e Irã. No mercado de Treasuries, os rendimentos recuaram, com a T-note de 2 anos a 4,05% (-8bps), a de 10 anos a 4,45% (-9bps) e o T-bond de 30 anos a 4,94% (-9bps), refletindo a redução do prêmio de risco geopolítico, ainda que dados mais fortes de inflação ao produtor nos EUA tenham limitado movimentos mais acentuados.
No Brasil, a curva de DI apresentou fechamento expressivo, com o DI jan/27 a 14,31% (-19bps), o DI jan/29 a 14,51% (-44bps) e o DI jan/31 a 14,41% (-42bps), em movimento de compressão de prêmios mais intenso que no exterior, sustentado por ajuste técnico após estresse recente e pela melhora do ambiente global, que voltou a reforçar apostas de eventual flexibilização monetária no curto prazo. A curva de NTN-B teve abertura nos vértices mais curtos e recuo no longo, com a B29 em 8,68% (vs. 8,61%), a B35 em 8,14% (vs. 8,17%) e a B50 em 7,58% (vs. 7,69%).
Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,7%; Nasdaq 100: +0,6%) após um veículo midiático iraniano relatar um possível acordo com os EUA que incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz e a flexibilização das sanções ao petróleo iraniano.
Na Europa, as bolsas acompanham o movimento e avançam fortemente (Stoxx 600: +1,8%), enquanto na China os mercados também fecharam no positivo (CSI 300: +1,2%; HSI: +1,9%), impulsionados pela valorização de ações de semicondutores e pelo aumento das expectativas de um acordo de paz. Os investidores também acompanham a estreia da SpaceX na Nasdaq.
IFIX
O IFIX encerrou o pregão de ontem aos 3.802,59 pontos, com alta de 0,67%, em um movimento de recuperação parcial após três sessões consecutivas de queda. O desempenho foi impulsionado pela queda do preço do petróleo, diante de sinalizações mais concretas de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, o que contribuiu para o fechamento da curva de juros. Os Fundos de Recebíveis avançaram 0,51%. Os FIIs de Tijolo subiram 0,65%: Lajes Corporativas lideraram o bloco com +1,14%, enquanto Ativos Logísticos e Shoppings registraram ganhos de 0,66% e 0,27%, respectivamente. Híbridos avançaram 1,01%, Fundos de Fundos subiram 1,08% e Multiestratégia registrou alta de 0,9%.
Entre os destaques positivos, sobressaíram CACR11 (+5,4%) e TGAR11 (+5,3%), ambos em movimento de recuperação após perdas expressivas acumuladas nos pregões recentes, seguidos por OUJP11 (+4,3%). No campo negativo, as quedas foram de menor amplitude, com DEVA11 recuando 1,9%, GZIT11 cedendo 1,6% e MFII11 encerrando com queda de 1,0%.
Economia
No exterior, a sinalização de avanço nas negociações entre EUA e Irã trouxe alívio parcial ao risco geopolítico e pressionou o petróleo para baixo, mas o ceticismo em relação a uma resolução rápida ou definitiva do conflito aumentou, diante da ausência de decisão final por parte de Teerã e do histórico recente de anúncios não concretizados. Ainda assim, o pano de fundo global segue desafiador, com o PPI dos EUA surpreendendo para cima, o El Niño adicionando risco para alimentos e cadeias de oferta, e o BCE voltando a elevar juros diante da inflação pressionada por energia.
No Brasil, a PMS de abril veio acima do esperado e reforçou a resiliência da atividade no início do 2T26. Na agenda de hoje, o destaque fica com o IPCA de maio, além do PIB do Reino Unido e da leitura das expectativas de inflação da Universidade de Michigan nos EUA.
Veja todos os detalhes
Economia
Falas de Trump aliviam preço do petróleo, mas resolução do conflito ainda é incerta
- Donald Trump afirmou que os “pontos finais” de um acordo com o Irã foram aprovados e indicou que a assinatura pode ocorrer já neste fim de semana, dizendo ainda que o acerto incluiria o compromisso iraniano de não buscar armas nucleares, a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio naval dos EUA. Apesar disso, o governo iraniano voltou a negar uma decisão final, classificou as notícias como “especulativas”, afirmou que grande parte do texto já estava pronta, acusando Washington de fazer exigências excessivas e de mudar de posição ao longo das negociações, reiterando que Teerã não abrirá mão de suas “linhas vermelhas”. O ceticismo também é reforçado pelo histórico recente, já que Trump havia sinalizado anteriormente um acordo próximo sem que ele se materializasse, e pelo fato de que, horas antes de falar em entendimento, o próprio presidente americano havia ameaçado novos ataques. Além disso, mesmo após o cessar-fogo de abril, EUA e Irã voltaram a trocar ataques nesta semana, mantendo o Estreito de Ormuz e a segurança do fluxo global de energia no centro das preocupações. Israel confirmou conversa com Trump, mas ressaltou que não é parte do memorando e defendeu termos mais amplos para o programa nuclear e de mísseis do Irã. Ainda assim, a sinalização de avanço nas negociações trouxe alívio parcial ao risco geopolítico na quinta-feira, com o Brent recuando para cerca de US$ 89 por barril, o que ajudou a reduzir parte do prêmio de risco embutido na energia, embora o quadro siga altamente volátil;
- Nos Estados Unidos, o índice de preços ao produtor (PPI) subiu 1,1% em maio na margem, acima do consenso de mercado (0,7%), após alta também de 1,1% em abril. Nos doze meses, o índice acelerou de 5,7% para 6,5%, maior alta desde novembro de 2022. O dado reforça a leitura de inflação mais disseminada, aumentando a necessidade de uma postura mais conservadora do Fed no curto prazo;
- A NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) oficializou o início do El Niño, com as temperaturas da superfície do mar no Pacífico tropical já acima do limiar de 0,5°C e 63% de probabilidade de um evento muito forte entre novembro e janeiro. Alguns modelos dos EUA e da Europa já apontam anomalias potencialmente superiores a 3,0°C no fim do ano. A incidência do fenômeno cria dificuldades para a produção de alimentos, o que pode elevar a volatilidade de commodities, pressionar preços e tornar o processo de desinflação global mais irregular.
- O Banco Central Europeu (BCE) elevou a taxa de juros de 2,0% para 2,25%, primeiro aumento desde setembro de 2023, em uma tentativa de conter a inflação antes que o choque de energia provocado pela guerra no Irã se espalhe de forma mais ampla pela economia. A decisão, amplamente esperada, veio acompanhada de projeções mais altas para a inflação neste ano e no próximo, mesmo em um ambiente de crescimento fraco, reforçando a leitura de que a autoridade monetária busca preservar sua credibilidade e evitar a desancoragem das expectativas. Ao mesmo tempo, o BCE manteve a postura dependente de dados para as próximas reuniões, embora o mercado já passe a precificar pelo menos mais dois aumentos adicionais ao longo do próximo ano;
- No Brasil, o setor de serviços cresceu 1,2% m/m em abril, acima da nossa projeção (1,0%) e do consenso de mercado (0,8%), enquanto, na comparação interanual, a alta foi de 1,9%, também acima do esperado. Além disso, o dado de março foi revisado de 3,0% para 3,3% a/a. Em conjunto, os números sugerem que a atividade segue em trajetória de crescimento moderado, ainda que com volatilidade mensal elevada, e reforçam a leitura de alguma resiliência da economia no início do 2T26. O XP Tracker aponta expansão de cerca de 0,6% t/t para o PIB, embora o cenário à frente ainda seja de desaceleração gradual.
- Na agenda de hoje, destaque para a divulgação do IPCA de maio no Brasil, (XP:0,54% m/m; consenso:0,53% m/m). O dado mostrará a evolução dos preços ao consumidor no mês e terá grande importância para a leitura da dinâmica inflacionária corrente, servindo também como sinalização relevante para a condução da política monetária. No cenário internacional, o Reino Unido publica o resultado do PIB, enquanto, nos Estados Unidos, será divulgada a leitura das expectativas de inflação da Universidade de Michigan, indicador relevante para a avaliação das perspectivas de política monetária do Fed;
Empresas
Randoncorp & Frasle Mobility: Vetores de melhora em curso, embora incertezas macro persistam
- Nos reunimos com os times de RI da Randoncorp e da Frasle Mobility nesta semana para discutir tendências de curto prazo, com sinais de melhora para o 2S26E em ambas as companhias;
- Para Randoncorp, vemos demanda volátil em meio a um pano de fundo macro ainda incerto, mas destacamos iniciativas de eficiência de custos e vetores visíveis de crescimento;
- Para Frasle, vemos sinais mais claros de inflexão de margem após um trimestre impactado por efeitos pontuais, apesar de alguma pressão de câmbio;
- No geral, permanecemos Neutros em ambos os nomes, reconhecendo a defensividade de FRAS3, mas aguardando sinais mais claros de inflexão para nos tornarmos mais construtivos em RAPT4;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Principais notícias dos setores
Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.
- Radar Tech XP: Notícias diárias do setor de Telecom e Tecnologia
- Relatório Temático | Starlink Mobile – O foguete está se movendo mais rápido do que a disrupção
- Como fizemos em nosso relatório Cisne Roxo, onde antecipamos uma tendência disruptiva, trazemos agora um novo tema:
- O IPO da SpaceX e seu pedido de SMP junto à Anatel colocaram o Starlink Mobile no centro do debate sobre riscos para as teles brasileiras;
- O movimento reforça as ambições da companhia e amplia sua opcionalidade regulatória no Brasil, mas ainda enxergamos o Direct to Cell muito mais como complementar do que como uma ameaça material para TIM e Vivo;
- A tecnologia ainda está longe de entregar capacidade, qualidade de serviço e cobertura indoor comparáveis às redes móveis urbanas;
- O principal risco estratégico não é a rede em si, mas o canal: se a Starlink conseguir integrar o serviço de forma nativa aos smartphones e estabelecer acesso direto aos consumidores, a discussão migra de infraestrutura para distribuição e ownership do cliente;
- Esse é um vetor de longo prazo que merece atenção, especialmente se o D2C ganhar tração como solução de continuidade de serviço em áreas menos densamente povoadas;
- Por ora, o impacto permanece mais estratégico do que financeiro, sem efeito relevante nas estimativas.
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- Entrega XP: Notícias diárias do setor de varejo
- Varejo XP: Mapeando a precificação do setor de vestuário brasileiro; Uma análise aprofundada da precificação no varejo de moda no Brasil
- Neste relatório, realizamos web scraping de mais de 37 mil SKUs em oito players de moda de média renda para avaliar o posicionamento competitivo entre as marcas;
- Nossos principais achados foram: i) Renner, C&A e Riachuelo ainda dominam o mercado de massa, com a Renner tendo a precificação mais competitiva;
- ii) Zara permanece em uma liga premium própria;
- iii) Bershka e H&M ficam no meio do caminho e não são uma ameaça competitiva (ainda);
- e iv) Shein se destaca como o player estruturalmente mais barato, mesmo excluindo descontos e cupons;
- Vemos as lojas de departamento bem posicionadas no segmento, sustentadas por esforços recentes em qualidade de produto e percepção de valor, enquanto a precificação competitiva da LREN é um dos pilares por trás de nossa preferência pela ação;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
- Agro, Alimentos & Bebidas: confira as principais notícias
- Agronegócio | Brasil e Argentina impulsionam a narrativa de oferta de milho; Revisão do WASDE de Jun/26
- Em soja e milho, as principais mudanças se concentraram na composição da demanda dos EUA, com impacto limitado no carry out, mas sinais relevantes em crush, exportações e uso para etanol. Na América do Sul, o USDA avançou na direção dos nossos números para ambas as culturas, elevando a produção de soja na Argentina e a produção de milho no Brasil e na Argentina;
- Em trigo, o S&D dos EUA apertou com menor produção, embora o número global tenha sido revisado levemente para cima, refletindo melhores safras na Rússia e na Ucrânia;
- Em algodão, as mudanças foram limitadas, com estoques ligeiramente mais apertados nos EUA e no global, além de um trade do old crop um pouco mais forte;
- Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/agro-alimentos-e-bebidas-data-expert-analise-do-wasde-jun-26/.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- BRB espera concluir aumento de capital até o fim do mês (Valor Econômico);
- Novo controlador da Braskem anuncia oferta a minoritários para trocar ações por debêntures (InvestNews);
- Alívio externo recoloca debate sobre cortes de Selic na mesa (Valor Econômico);
- Perspectiva do rating do Banco Daycoval alterada para positiva por elevada rentabilidade; ratings ‘brAA+/ brA-1+’ reafirmados (S&P National).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Novo ciclo de FIIs: de renda passiva à gestão de capital (Valor Econômico);
- Escritórios no Rio: O que está por trás da vacância positiva (SiiLA);
- Fiagros sob pressão: juros altos, conflito externo e El Niño (Capital Aberto);
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- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- ETFs Brief: SpaceX dispara corrida por ETFs pré-IPO; bancos contêm apostas em SK Hynix e Samsung; investidores fogem de ETFs de volatilidade do VIX
- SpaceX ETFs Are Booming Ahead of IPO: ETFs com exposição à SpaceX disparam em captação à medida que investidores se antecipam ao IPO, levantando questões sobre como veículos listados precificam ativos privados ilíquidos. (ETF.com)
- Banks Curb Hedge Fund Bets on SK Hynix, Samsung After Wild Moves (Bloomberg)
- Investidores retiram US\$ 645 mi de ETFs de volatilidade baseados no VIX (Investing.com)
- Itaú Asset lança ETF atrelado ao CDI com isenção de IR mirando reserva de emergência (Suno)
- Japão avança em lei para regular cripto como ações e abrir caminho para ETFs (Valor)
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Amazon reduz uso de água em data centers apesar da expansão da infraestrutura | Café com ESG, 12/06
- O mercado encerrou o pregão quinta-feira em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 1,71% e 1,69%, respectivamente;
- No Brasil, a Natura atingiu a marca de 52 bioingredientes amazônicos no portfólio em 2025, superando com dois anos de antecedência a meta de 49 estabelecida para 2027 no seu sustainability-linked bond (SLB) – a operação de R$ 1,32 bilhão emitida em julho de 2024 foi a primeira do Brasil com metas atreladas à biodiversidade da Amazônia;
- No internacional, (i) a Amazon informou que suas operações globais de data centers usaram cerca de 2,5 bilhões de galões de água em 2025, em um momento em que empresas que atuam nesse segmento enfrentam crescente escrutínio sobre o impacto ambiental da inteligência artificial (IA) – segundo a companhia, o consumo de água nas instalações que possui e opera diretamente caiu 2% em relação a 2024, mesmo com a expansão de sua infraestrutura de data centers; e (ii) a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) confirmou nesta quinta-feira a formação do El Niño, fenômeno climático natural que ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes que o normal – a confirmação já era esperada por meteorologistas, depois de meses de aquecimento gradual no Pacífico e de projeções indicando alta probabilidade de desenvolvimento do fenômeno ainda no primeiro semestre de 2026;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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