A semana na Renda Fixa (05/07 a 08/07)

Acompanhe os principais movimentos da semana no mercado de renda fixa e o que esperar para a semana que se inicia.


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Resumo: As taxas futuras de juros encerraram a semana em alta, tendo como principais direcionadores o aumento dos ruídos políticos locais e o menor apetite a risco nos mercados globais. Como consequência, a curva de juros futuros apresentou leve ganho de inclinação. Enquanto isso, as taxas dos títulos do Tesouro indexados à inflação (NTN-B), que representam as expectativas para o juro real, encerraram a semana com alta marginal em toda a curva.

Em virtude da maior percepção de risco, os títulos do Tesouro Direto registraram desvalorização na semana, com exceção do Tesouro Selic (ativo de menor risco). Assim como na semana anterior, as curvas das debêntures classificadas com ratings “AAA”, “AA” e “A” apresentaram abertura de spreads, observada com maior intensidade nas durations mais longas.

Para a próxima semana, destaque para a inflação, com divulgação de indicadores de preços ao consumidor e ao produtor nos EUA e Zona do Euro. A semana conta também com dados de varejo nos EUA e produção industrial europeia. Na China, haverá divulgação do PIB do segundo trimestre, além de desemprego de junho. No Brasil, o palco político deve seguir impactando a precificação de ativos domésticos. Na seara de indicadores, destaque para a divulgação da pesquisa mensal de serviços de maio, e do indicador de atividade do Banco Central (IBC-Br) do mesmo período.

Cenário macroeconômico

Elaborado pelo time de Economia da XP

Leia tudo o que aconteceu na semana em economia.

Juros

As taxas futuras de juros encerraram a semana em alta, tendo como principais direcionadores o aumento dos ruídos políticos locais e o menor apetite a risco nos mercados globais. Como consequência, a curva de juros futuros apresentou leve ganho de inclinação.

As taxas dos títulos do Tesouro indexados à inflação (NTN-B), que representam as expectativas para o juro real, encerraram a semana com alta marginal em toda a estrutura da curva.

O mercado espera Selic ao fim do período de 7,43% em 2021, 8,46% em 2022, 9,05% em 2023 e 9,13% em 2024. Para a inflação, a expectativa é de 6,85% em 2021, 4,52% em 2022, 4,68% em 2023 e 4,80% em 2024.

Fonte: Bloomberg, XP.

Títulos públicos

Mercado primário (leilões)

Para mais informações sobre o funcionamento de leilões de títulos públicos, clique aqui.

Leilão do dia 06/07 – NTN-B

No leilão da última terça-feira, o Tesouro ofertou 1,1 milhão de Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B), valor superior à oferta de 700 mil da semana anterior.

O mercado absorveu as ofertas dos vencimentos para 2024 e 2040 em sua totalidade, e 288 mil dos 300 mil ofertados para 2028. O leilão movimentou R$ 4,3 bilhões, ante R$ 2,9 bilhões na semana anterior.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

Leilão do dia 08/07 – LTN, NTN-F e LFT

No leilão de venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN), Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F) e Letras Financeiras do Tesouro (LFT) realizado na última quinta-feira (01), o TN aumentou a oferta de LTNs ante o leilão da quinta-feira passada de 10 milhões para 11,5 milhões e LFTs, de 500 mil para 750 mil. O lote de NTN-Fs permaneceu em 1 milhão.

O giro financeiro somou R$ 20,7 bilhões, ante R$ 14 bilhões da última semana.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

As LTNs e NTN-Fs são ofertadas em lotes individuais, enquanto as LFTs são ofertadas em leilão híbrido, com vencimentos em lotes agrupados (ou seja, soma-se o volume colocado nos dois vértices ofertados de LFT). Entenda mais sobre o funcionamento dos leiloes de títulos públicos.

Mercado Secundário

Dentre os principais movimentos observados na semana, destacam-se o fluxo de rolagem de LFTs de setembro de 2021 para setembro de 2023 no secundário, e a maior demanda por NTN-Bs curtas para operações de inflação implícita.

O volume negociado na semana foi inferior ao registrado nas semanas anteriores devido ao sentimento de aversão a risco, conforme mencionado anteriormente.

O IMA-B representa a evolução, a preços de mercado, da carteira de títulos públicos indexados ao IPCA (NTN-B). O IRF-M representa a evolução, a preços de mercado, da carteira de títulos públicos prefixados (LTN e NTN-F). Ambos são calculados pela Anbima.

Fonte: Economatica. Elaboração: XP.

Tesouro Direto

Em virtude da maior percepção de risco no mercado local, os títulos do Tesouro Direto registraram desvalorização na semana, com exceção do Tesouro Selic (ativo de menor risco e menos sensível às oscilações de mercado).

O preço dos títulos sobe quando a expectativa de juro futuro cai (e vice-versa) devido à relação inversa entre os dois. Esse mecanismo que mostra o efeito dos juros sobre preços é a marcação a mercado. Entenda mais aqui.

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

Crédito Privado

Fluxo

Na última semana, o fluxo médio diário de negociações em debêntures não incentivadas foi de R$ 594 milhões (vs. R$ 876 milhões na semana anterior), R$ 261 milhões em debêntures incentivadas (vs. R$ 374 milhões), R$ 117 milhões em CRAs (vs. R$ 119 milhões na semana anterior) e R$ 113 milhões em CRIs (vs. R$ 345 milhões).

Os papeis mais negociados por classe de ativos foram debêntures Concessionária do Sistema Anhanguera-Bandeirantes, debêntures Companhia de Água e Esgoto do Ceará, CRI Rede D’Or e CRA Cerradinho.

Vale lembrar que, como não são disponibilizados a tempo da publicação do relatório, os dados da quinta-feira não são considerados e podem alterar o apresentado.

Fonte: Anbima e Cetip. Elaboração: XP.

Spreads de crédito

Assim como na semana anterior, as curvas das debêntures classificadas com ratings “AAA”, “AA” e “A” apresentaram abertura de spreads, observada com maior intensidade nas durations mais longas.

Assim como nos dados de fluxo, os números da sexta-feira para os spreads de crédito também não são considerados e podem alterar o apresentado.

As curvas são extraídas a partir de debêntures precificadas diariamente pela ANBIMA (DI Percentual, DI+spread e IPCA+spread) e refletem estruturas de spread zero-cupom sobre a curva soberana para diferentes níveis de risco.

Fonte: Anbima. Elaboração: XP.

Ações de rating

Ratings são notas atribuídas por agências classificadoras de risco de crédito que podem impactar diretamente seus investimentos em Renda Fixa. Entenda mais aqui.

Fonte: Fitch Ratings e Moody’s. Elaboração: XP.

Para os relatórios publicados durante a semana, dirija-se ao final do relatório.

O que esperar – Semana de 12/07 a 16/07

Agenda econômica

No cenário internacional, o destaque da semana que vem ficará para a inflação, com divulgação de indicadores de preços ao consumidor e ao produtor nos EUA e Zona do Euro. A semana conta também com dados de varejo nos EUA e produção industrial europeia. Na China, haverá divulgação do PIB do segundo trimestre, além de desemprego de junho.

No Brasil, o palco político deve seguir impactando a precificação de ativos domésticos, com desdobramentos da CPI da Pandemia no Senado e Reforma Tributária no centro do debate. Na seara de indicadores, destaque para a divulgação da pesquisa mensal de serviços de maio, e do indicador de atividade do Banco Central (IBC-Br) do mesmo período.

Acesse aqui o Boletim Focus do dia 09/07 (disponível a partir de segunda-feira)

Leilões do Tesouro Nacional

Fonte: Tesouro Nacional. Elaboração: XP.

Vencimentos de debêntures da próxima semana

Fonte: Anbima. Elaboração: XP.

Relatórios publicados na semana de 05/07 a 08/07

Renda Fixa

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