IBOVESPA -2,68% | 171.006 Pontos
CÂMBIO -0,19% | 5,34/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira (28) em queda de 2,7%, aos 171.006 pontos, acumulando perda de 16,6% na semana até agora. A cautela fiscal seguiu pressionando os ativos brasileiros. Os juros futuros longos avançaram, enquanto o dólar recuou 0,2%, a R$ 5,34. No exterior, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos (EUA), manteve os juros entre 3,75% e 4,00% ao ano, conforme esperado.
Na ponta positiva, MBRF (MBRF3, +2,8%) liderou as altas, seguida por TIM (TIMS3, +2,3%) e Weg (WEGE3, +2,3%). PRIO (PRIO3, +1,8%) também avançou, acompanhando a valorização do petróleo. Na ponta negativa, Cosan (CSAN3, -12,3%), Vamos (VAMO3, -11,3%) e Cogna (COGN3, -10,0%) registraram as maiores quedas. Bradesco (BBDC4, -6,7%) recuou após um banco de investimentos reduzir sua recomendação, enquanto Santander (SANB11, -5,9%) repercutiu a queda de 28% no lucro trimestral.
Renda Fixa
Os juros futuros apresentaram comportamento misto nesta quarta-feira. Nos EUA, os Treasuries encerraram com a T-note de dois anos em 4,70% (-3 bps), a T-note de 10 anos em 5,02% (+3 bps) e o T-bond de 30 anos em 5,35% (+4 bps). Após a manutenção dos Fed Funds entre 3,75% e 4,00%, declarações do presidente do Fed, Kevin Warsh, foram interpretadas como mais dovish na ponta curta da curva, enquanto a mudança no calendário de reuniões do FOMC a partir de 2027 ampliou a inclinação da curva e manteve a expectativa de nova alta de juros em dezembro. No Brasil, os juros futuros apresentaram elevada volatilidade. O DI jan/29 fechou em 14,75% (+1 bp) e o DI jan/31 em 14,97% (+12 bps), refletindo a continuidade das incertezas em torno da condução da política fiscal, além de ajustes de posições após os movimentos recentes do mercado. A NTN-B encerrou com a B29 a 7,89% (vs. 7,83%), a B35 a 7,97% (vs. 7,87%) e a B50 a 7,46% (vs. 7,47%).
Mercados globais
Nesta quinta-feira (29), os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -1,0%), pressionados pelo tombo de cerca de 10% da Alphabet após a divulgação de resultados. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta (+0,6%), sustentado pelos setores de energia e aeroespacial. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda: o Kospi (Coreia) recuou 1,2%, em realização após o forte rali da véspera, o Nikkei 225 (Japão) subiu cerca de 1%, enquanto na China o CSI 300 perdeu 1,0% e o Hang Seng (Hong Kong) caiu 0,6%.
O mercado repercute os balanços das Big Techs, que reacendem dúvidas sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial; a Samsung também recuou, mesmo com lucro recorde. Em contrapartida, a Microsoft sobe cerca de 3,5% no pré-mercado, após ótimo desempenho do segmento de Agents and Infra, que inclui o serviço de nuvem Azure. Na quarta-feira, o Fed de Kevin Warsh manteve os juros entre 3,75% e 4,00%, com dois votos a favor de alta, e o mercado precifica mais de 85% de chance de elevação em dezembro; o Treasury de 10 anos recua para perto de 5%. O Brent cai para próximo de US$ 114/barril, com esforços diplomáticos no Oriente Médio. Os investidores também direcionam o foco para a decisão do BCE, para o PCE de setembro e para os balanços de Eli Lilly e Merck antes da abertura, além de Amazon e Intel após o fechamento.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quarta-feira com queda de 1,75%, aos 3.654,09 pontos, dando continuidade ao movimento de correção observado nos últimos pregões.
A sessão foi marcada por perdas disseminadas entre os principais segmentos do mercado. Os fundos de recebíveis recuaram 1,13%, enquanto os FIIs de tijolo registraram baixa de 1,95%. Entre os segmentos de tijolo, os fundos de ativos logísticos caíram 1,79%, seguidos pelos fundos de shoppings (-1,86%) e pelas lajes corporativas (-2,01%). Já os fundos híbridos apresentaram queda de 2,56%, enquanto a categoria multiestratégia/FOF registrou baixa de 2,49%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram VGRI11 (+0,9%), MCCI11 (+0,5%) e RBRY11 (+0,2%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-7,5%), RBRL11 (-6,0%) e GZIT11 (-5,8%).
Economia
No cenário internacional, o Fed manteve os juros entre 3,75% e 4,00%, por 10 votos a 2, diante da inflação ainda elevada e da necessidade de acompanhar novos indicadores. O presidente Kevin Warsh afirmou que a economia americana não apresenta sinais de superaquecimento, destacando possíveis ganhos de produtividade, e anunciou mudanças no calendário do FOMC a partir de 2027. No Canadá, o banco central elevou os juros em 25 pontos-base, para 2,50%, diante da aceleração da inflação. No Reino Unido, o governo anunciou medidas de apoio às famílias para compensar o choque energético, em meio à revisão baixista do crescimento para 2027. A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, informou nesta manhã que deixará o cargo em 7 de fevereiro de 2027, antes do término previsto de seu mandato, em outubro de 2027.
No Brasil, os estados aprovaram um aumento do ICMS sobre combustíveis a partir de fevereiro de 2027, com reajustes de R$ 0,07 por litro de gasolina, R$ 0,13 por litro de diesel e R$ 0,91 por botijão de gás de cozinha de 13 kg. A medida ocorre em um cenário de preços elevados de energia e poderá adicionar pressões inflacionárias no início do próximo ano, embora os estados ainda avaliem alternativas para o reajuste do diesel.
Na agenda internacional, os principais destaques serão o PCE e o PIB dos Estados Unidos. Também serão divulgados os pedidos iniciais de seguro-desemprego, a decisão de juros do BCE e a inflação ao consumidor do Japão. No Brasil, serão publicadas as estatísticas monetárias e de crédito de setembro e o IGP-M de outubro, para o qual esperamos alta de 1,47% M/M e 5,23% A/A.
Veja todos os detalhes
Economia
Fed mantém juros e BoC retoma aperto monetário, enquanto presidente do BCE antecipa saída do cargo
- Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a taxa básica de juros na faixa de 3,75% a 4,00%, em linha com as expectativas, por 10 votos a 2, interrompendo temporariamente o ciclo de aperto monetário iniciado em setembro. Em comunicado, o FOMC ressaltou que a inflação permanece elevada e que novas informações serão necessárias para determinar a trajetória apropriada dos juros, visando ao retorno da inflação à meta de 2%. No mercado de trabalho, o Comitê avaliou que a geração de empregos acompanha o crescimento da força de trabalho, enquanto a taxa de desemprego permanece relativamente estável. Em coletiva, o presidente Kevin Warsh afirmou que a economia americana não apresenta sinais de superaquecimento, apesar da expansão dos investimentos em inteligência artificial. Segundo Warsh, parte da resiliência da atividade pode refletir ganhos de produtividade, que ampliam a capacidade produtiva sem necessariamente gerar pressões inflacionárias adicionais. O dirigente ressaltou, entretanto, a dificuldade de mensurar esses ganhos e o crescimento potencial da economia. A manutenção dos juros não representa um compromisso com o encerramento do aperto monetário, especialmente diante da persistência das pressões de preços. Warsh também anunciou mudanças no calendário do FOMC: a partir de 2027, uma das oito reuniões anuais será dedicada exclusivamente à discussão de estratégia de política monetária, sem votação sobre juros. Para 2028, a intenção é ampliar esse número para duas reuniões estratégicas, mantendo seis encontros regulares para decisões monetárias;
- No Canadá, o banco central (BoC) elevou sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, para 2,50%, em linha com as expectativas, realizando seu primeiro aumento desde julho de 2023. A decisão reflete a preocupação com a disseminação dos choques de energia para outros preços, em um ambiente de atividade econômica mais resiliente do que o esperado. A inflação anual acelerou para 3,2% em setembro, superando o limite superior da faixa de tolerância de 1% a 3%. O BoC também revisou significativamente suas projeções, passando a esperar inflação de 3,5% ao final de 2026 e 3,1% em 2027, ante expectativa anterior de 2,0% para o próximo ano. A convergência para a meta de 2% é prevista apenas para meados de 2028. Na atividade, o banco elevou sua projeção de crescimento do PIB de 2026 de 0,7% para 1,0%, após expansão anualizada de 3,3% no segundo trimestre e sinais de crescimento próximo de 2% no terceiro. Apesar da melhora, a autoridade monetária prevê desaceleração no quarto trimestre, pressionada pelas tarifas americanas e pelas condições financeiras restritivas. A decisão evidencia uma divergência na condução da política monetária norte-americana: enquanto o Fed optou por aguardar novos dados, o BoC retomou o aperto para reduzir os riscos de persistência inflacionária;
- No Reino Unido, o governo anunciou um pacote de apoio às famílias para compensar os efeitos da alta dos preços de energia, acompanhado de medidas tributárias para financiar os benefícios em um ambiente de crescimento econômico mais fraco e custos elevados de financiamento público. O pacote prevê pagamento de £ 100 para aproximadamente 20 milhões de famílias que residem em imóveis de menor valor, com custo estimado de £ 2,6 bilhões, além da prorrogação do congelamento do imposto sobre combustíveis, preservando até pelo menos julho a redução temporária de cinco pence por litro. O governo também pretende reduzir encargos fixos nas contas de gás. Para financiar as iniciativas, o ministro das Finanças, John Healey, anunciou aumentos de impostos sobre bancos, jogos de azar e rendimentos de poupadores e proprietários de imóveis, além de regras mais rígidas de IVA para plataformas de comércio eletrônico. No cenário macroeconômico, o OBR elevou marginalmente sua projeção para o PIB de 2026 de 1,1% para 1,2%, mas reduziu a estimativa para 2027 de 1,6% para 1,0%, refletindo os efeitos da inflação elevada e dos juros mais altos. A margem de segurança para o cumprimento das metas fiscais diminuiu de £ 24 bilhões para £ 15 bilhões, diante do aumento dos custos de financiamento. Apesar disso, o governo reafirmou o objetivo de eliminar o déficit orçamentário corrente e alcançar superávit em três anos. O pacote também contempla mais de £ 20 bilhões em apoio a instituições financeiras estatais para investimentos em inteligência artificial, defesa e energia verde até o início da próxima década;
- No mercado global de energia, o petróleo do tipo Brent avançou 0,3%, para US$ 114,30 por barril, em meio à persistência das tensões geopolíticas no Oriente Médio e aos riscos de interrupção do abastecimento global. Os preços permanecem próximos das máximas de seis meses após os houthis do Iêmen afirmarem ter atingido a maior refinaria da Arábia Saudita, com capacidade de processamento de 550 mil barris por dia, embora o ataque não tenha sido confirmado pelas autoridades sauditas. O grupo também intensificou suas operações militares no Iêmen, incluindo um ataque ao aeroporto de Aden. Em paralelo, os Estados Unidos e o Irã intensificaram contatos diplomáticos, com relatos de conversas envolvendo o vice-presidente americano, JD Vance, e autoridades iranianas, além de esforços de mediação conduzidos por Catar, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão. Entretanto, as propostas apresentadas ainda enfrentam resistência de Teerã, enquanto a possibilidade de novas operações militares americanas após as eleições de 3 de novembro mantém elevado o prêmio de risco geopolítico. Nos Estados Unidos, os estoques comerciais de petróleo bruto recuaram 1,9 milhão de barris, para 410,6 milhões, contrariando as expectativas de aumento. Em contrapartida, os estoques de gasolina avançaram 3,9 milhões de barris, enquanto os de destilados diminuíram 1,5 milhão. A combinação de riscos geopolíticos e estoques menores de petróleo bruto sustenta os preços, embora os esforços diplomáticos e a recomposição dos estoques de gasolina representem fatores de alívio;
- A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, informou ao Conselho do BCE e ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, que deixará o cargo em 7 de fevereiro de 2027, antes do término previsto de seu mandato, em outubro de 2027. O anúncio ocorre após meses de especulações sobre uma saída antecipada, com o Fórum Econômico Mundial sendo apontado como um possível próximo destino, e no mesmo dia em que o BCE deve anunciar sua mais recente decisão de política monetária.
- No Brasil, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou o aumento das alíquotas de ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha a partir de fevereiro de 2027, seguindo a metodologia estabelecida pela Lei Complementar nº 192/2022, que prevê tributação em valores fixos por unidade e alíquotas uniformes em todo o país. O reajuste será de R$ 0,07 por litro de gasolina (+4,5%), R$ 0,13 por litro de diesel (+11,1%) e R$ 0,91 por botijão de gás de cozinha de 13 kg (+4,8%). A decisão ocorre em meio à persistência dos preços elevados de energia, após o diesel acumular alta de aproximadamente 20% no Brasil desde o início do conflito no Oriente Médio, mesmo com os subsídios federais. Segundo o Comsefaz, os estados ainda avaliam alternativas para flexibilizar a aplicação do reajuste sobre o diesel, diante da instabilidade dos preços internacionais. A medida poderá adicionar pressões inflacionárias no início de 2027, especialmente por meio dos custos de transporte e produção, embora o impacto efetivo sobre os preços ao consumidor dependa do repasse tributário e da evolução das cotações internacionais;
- Na agenda internacional, os principais destaques serão a divulgação do PCE dos Estados Unidos, indicador de inflação preferido pelo Fed, e do PIB americano, fundamentais para avaliar a dinâmica dos preços e da atividade após a decisão do FOMC de manter os juros entre 3,75% e 4,00%. Também serão divulgados os pedidos iniciais de seguro-desemprego, com destaque para a média móvel de quatro semanas, que permitirá acompanhar as condições do mercado de trabalho. Na Zona do Euro, o destaque será a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE), enquanto no Japão será divulgado o índice de inflação ao consumidor (CPI). No Brasil, serão publicadas as estatísticas monetárias e de crédito do Banco Central referentes a setembro, relevantes para avaliar o ritmo das concessões, o endividamento e a inadimplência. Também será divulgado o IGP-M de outubro, para o qual esperamos alta de 1,47% M/M e 5,23% A/A, refletindo a aceleração das pressões inflacionárias.
Empresas
Petrobras (PETR4) | Prévia do 3T26: Brent mais fraco, produção mais forte
- Nesta quarta-feira (28), após o fechamento do mercado, a Petrobras divulgou seu relatório de produção e vendas do 3T26. O principal destaque foi o aumento sequencial da produção de óleo para 2,83 MMbpd (+5,3% t/t), impulsionado pelo ramp-up das plataformas do pré-sal;
- Esperamos que a produção continue em trajetória de alta nos próximos trimestres. Também atualizamos nossas estimativas para o 3T26. Projetamos EBITDA de c. US$17,3 bilhões, abaixo dos US$19,0 bilhões do trimestre anterior, refletindo principalmente preços mais baixos do petróleo e cargas em trânsito, apesar da maior produção;
- Mesmo com um EBITDA menor, esperamos que os dividendos ordinários aumentem sequencialmente para US$3,6 bilhões (2,6% yield). Também projetamos FCFE de US$4,8 bilhões (3,5% yield). Por fim, nosso modelo diferencial aponta para uma faixa potencial de EBITDA entre US$15,5 bilhões e US$18,8 bilhões, com desvio padrão de c. ±4,0%;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
AmBev (ABEV3) | A parte fácil ficou para trás
- A AmBev reportou um resultado significativamente abaixo das nossas estimativas e do consenso, apesar de ainda apresentar crescimento A/A beneficiado por comparações fáceis;
- Esperamos que este resultado seja recebido com ceticismo pelos investidores. Com tendências operacionais ainda fracas e o lucro reportado influenciado por linhas não operacionais, a atenção deve rapidamente se voltar para o 4T26;
- Mais importante, a AmBev agora enfrenta um ambiente competitivo mais desafiador e não contará mais com as comparações favoráveis que sustentaram os resultados recentes;
- Dessa forma, esperamos uma reação cautelosa do mercado, com o potencial de revisão negativa sendo parcialmente mitigado pelo programa de recompra anunciado;
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TMT: encontrando oportunidades após a queda
- As ações brasileiras vêm sofrendo pressão significativa, refletindo uma avaliação mais cautelosa do cenário macroeconômico doméstico;
- O aumento dos juros de longo prazo, a ampliação dos prêmios de risco e a maior volatilidade do mercado têm pressionado as avaliações das ações, particularmente de empresas com maior sensibilidade às taxas de juros e à atividade econômica local;
- Nesse contexto, revisitamos nossa cobertura de TMT para identificar as companhias que acreditamos estar mais bem posicionadas para navegar o ambiente atual;
- Nossa preferência continua sendo por negócios que combinam receitas recorrentes, fundamentos operacionais resilientes, balanços saudáveis e geração consistente de caixa, especialmente quando as avaliações se tornaram mais atrativas após a recente correção;
- Nossos nomes preferidos são Vivo, Bemobi e TOTVS, cada um oferecendo uma combinação distinta de visibilidade de resultados, crescimento e retorno ao acionista;
- Também vemos oportunidades surgindo entre empresas mais cíclicas, especialmente Intelbras e LWSA, onde a recente volatilidade das ações pode criar pontos de entrada atrativos;
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Bens de capital: relação risco-retorno se deslocando para nomes defensivos e expostos ao dólar
- Os desenvolvimentos macroeconômicos após as eleições estão alterando a relação risco-retorno em nossa cobertura;
- Caso se sustente, um BRL mais fraco deve proporcionar suporte incremental aos lucros dos exportadores, reforçando a tese de investimento para companhias com exposição internacional, especialmente WEG e Embraer;
- Por outro lado, embora os valuations dos nomes ligados ao ciclo doméstico tenham se tornado mais atrativos após a recente correção, um ambiente de juros potencialmente mais altos por mais tempo continua adicionando incerteza aos lucros dos casos alavancados;
- Nesse sentido, aguardaríamos sinais mais claros de uma recuperação da demanda antes de nos tornarmos mais construtivos em relação aos nomes de beta doméstico em nossa cobertura;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Intelbras (INTB3): margens seguem resilientes, mas demanda permanece fraca
- A Intelbras reportou um bom 3T26, com receitas amplamente em linha e rentabilidade ligeiramente acima das nossas estimativas;
- A receita líquida atingiu R$1.177 milhões (+4,6% A/A; +2,4% T/T), 0,2% acima da XP, enquanto o EBITDA somou R$170 milhões (+18,1% A/A), 2,1% acima da nossa projeção, com margem de 14,5%;
- O lucro líquido alcançou R$177 milhões (+19,7% A/A), 2,7% acima da XP;
- O principal destaque positivo foi a resiliência das margens brutas, que recuaram menos do que esperávamos, apesar do impacto gradual dos maiores custos de reposição de estoques;
- O ROIC também avançou para 20,0% (+1,2 p.p. T/T), outro desenvolvimento encorajador;
- No geral, vemos um trimestre positivo, especialmente em termos de rentabilidade e eficiência de capital, embora o ambiente de receitas continue desafiador;
- Reiteramos nossa recomendação de Compra;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
MBRF (MBRF3) | Um cenário mais construtivo; atualização do modelo e prévia do resultado do 3T26
- Estamos atualizando nosso modelo e introduzindo um novo preço-alvo para o final de 2027 de BRL 24/ação, mantendo nossa recomendação Neutra;
- Os principais vetores são:
- Uma inflexão no ciclo do boi nos EUA, com os preços do gado terminado recuando em relação ao pico de junho enquanto o cutout permanece resiliente, elevando o EBITDA da National Beef de USD 51 mi para USD 178 mi em 2026; e
- Um piso de margem mais elevado na BRF, que agora estimamos em 14,7% em 2027 e 13,9% em 2028. Ambos os fatores são parcialmente compensados pela América do Sul, seja devido a preços mais altos do gado e/ou ao calendário de cotas da China.
- Esperamos que o EBITDA consolidado cresça 4% em 2027 e 2028. Atualmente, a MBRF negocia a 5,2x EV/EBITDA 2027, praticamente em linha com as 5,4x que utilizamos para a JBS, mas as despesas financeiras ainda consomem 32% do EBITDA de 2027, enquanto o dividend yield é de apenas 1,0%, vs. 8,0% na JBS;
- Como ressalva final, a perspectiva menos construtiva para os juros no Brasil deve manter os investidores mais cautelosos;
- Clique aqui para acessar o relatório.
Hypera (HYPE3) | Notas da teleconferência do 3T26
- A Hypera realizou hoje uma teleconferência para discutir seus resultados do 3T26;
- Conforme destacado em nossa revisão de resultados publicada ontem (Resultados em linha, com atenções voltadas para a aceleração do sell-out do Semavy), o trimestre ficou, de forma geral, em linha com as expectativas, com o foco dos investidores se voltando para o ramp-up do Semavy;
- A teleconferência trouxe detalhes adicionais sobre (i) as tendências e perspectivas para o sell-out; (ii) o Capex e a alocação de capital; (iii) a dinâmica do capital de giro; e (iv) as potenciais pressões de custos e os impactos da reforma tributária;
- Reiteramos nossa recomendação de Compra.
- Clique aqui para acessar nosso relatório.
Klabin (KLBN11): pressões de curto prazo afetam o desempenho de custos
- A Klabin reportou resultados do 3T26 ligeiramente abaixo das nossas expectativas, com EBITDA ajustado de R$1.856 milhões (-5% QoQ, -12% YoY, -3% vs. XPe), uma vez que volumes e preços resilientes foram compensados por custos mais elevados (em parte devido a fatores conjunturais);
- Destacamos: (i) custos caixa consolidados +9% QoQ, para ~R$3,5 mil/t, refletindo principalmente os gastos relacionados à preparação para o El Niño (+R$111/t), com os números dos 9M26 ligeiramente acima do limite superior do guidance para 2026E;
- (ii) volumes sólidos em papéis e embalagens, incluindo o destaque positivo do aumento de +8% QoQ nos volumes de papel-cartão; e
- (iii) volumes de celulose +4% QoQ, impulsionados por maiores embarques de fibra curta, embora os preços realizados de fibra curta tenham recuado sequencialmente;
- No geral, vemos os resultados com um viés ligeiramente negativo, principalmente devido ao aumento sequencial dos custos caixa (embora parcialmente conjuntural) e ao progresso limitado na desalavancagem, com as atenções voltadas para a evolução desses indicadores, especialmente diante de um ambiente doméstico potencialmente mais fraco;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Santander Brasil (SANB11): leve superação diante de baixas expectativas; ROE ainda sob pressão
- O Santander reportou resultados mistos no 3T26, com lucro líquido de R$ 2,9 bilhões (-4,3% T/T; -28,0% A/A), 4% acima de nossas estimativas, que já estavam deprimidas, e ROAE de 11,9% (-60 p.b. T/T);
- A leve superação veio principalmente de provisões abaixo do esperado e da continuidade da disciplina de custos, enquanto as tendências subjacentes das receitas permaneceram fracas;
- A margem financeira recuou 2,5% T/T (-1% vs. nossas estimativas), com a margem financeira com clientes ainda impactada pela compressão das margens e a ampliação das perdas na margem financeira com o mercado;
- A qualidade do crédito também permaneceu desafiadora, com a inadimplência acima de 90 dias aumentando 10 p.b. T/T, para 3,4%, embora as provisões tenham recuado sequencialmente e a inadimplência de curto prazo tenha apresentado melhora;
- As despesas operacionais permaneceram bem controladas, proporcionando algum alívio aos resultados;
- De modo geral, o trimestre foi ligeiramente melhor do que nossas expectativas, que já eram cautelosas, mas o cenário subjacente permanece fraco;
- Com a rentabilidade ainda em queda, a margem financeira com clientes sob pressão e os custos de crédito elevados, vemos poucos sinais de uma recuperação relevante do desempenho operacional no curto prazo;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Financials: recuperação com desconto
- Estamos publicando nossas prévias do 3T26 e atualizações dos modelos de Agibank e Banco Pine, com novos preços-alvo para 2027E de US$ 10 para AGBK e R$ 19 para PINE4;
- Embora as recentes mudanças regulatórias nos segmentos de consignado do INSS e consignado privado tenham pressionado os volumes no curto prazo, esperamos que os volumes do INSS se normalizem a partir do 4T26, enquanto o novo mecanismo de renovação automática do vínculo empregatício deve favorecer uma melhor dinâmica na concessão de crédito e nas oportunidades de venda cruzada;
- Para o Agibank, esperamos que o início de ano mais desafiador, os custos de captação mais elevados e um custo de risco modestamente maior sejam parcialmente compensados por receitas de tarifas mais fortes, LDR mais elevado e controle de custos;
- Mantemos uma visão construtiva, considerando a recuperação esperada dos volumes e do ritmo de crescimento dos resultados, enquanto a ação é negociada a menos de 4x P/L 2027E;
- Para o Pine, os volumes de crédito consignado privado continuam surpreendendo positivamente, apesar dos critérios de concessão mais restritivos, enquanto o seguro de perda de renda ajuda a manter a qualidade do crédito sob controle durante a maturação da carteira;
- Em nossas estimativas, o banco também é negociado abaixo de 4x P/L 2027E, de modo que vemos um ponto de entrada atrativo;
- Mantemos uma visão construtiva para ambos os nomes, uma vez que a melhora da dinâmica do crédito consignado, a resiliência das carteiras colateralizadas e as avaliações atrativas devem sustentar uma dinâmica positiva à frente;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
ISPs brasileiras + Positivo: destaques positivos para Desktop e Positivo
- Neste relatório, apresentamos nossas estimativas para os resultados do 3T26 de Unifique (FIQE3), Desktop (DESK3), Brisanet (BRST3) e Positivo (POSI3);
- A FIQE deve reportar um trimestre misto, impulsionado pela incorporação de aquisições recentes e pela maior penetração móvel, mas parcialmente compensado pela compressão da margem EBITDA;
- Também esperamos que a DESK apresente uma melhora nos resultados operacionais, tendo como principal destaque os ganhos de eficiência;
- Para a BRST, esperamos resultados mistos. Estimamos um crescimento de 10,8% da receita, impulsionado pela continuidade do ramp-up das operações móveis, enquanto esperamos compressão da margem EBITDA;
- POSI deve reportar um resultado positivo, com crescimento da receita líquida e do EBITDA de 21,0% e 33,8% A/A, respectivamente, impulsionado pelo crescimento na faixa dos dois dígitos altos no segmento de Infraestrutura;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Aliados dos EUA reduzem compras de Treasuries em mais de 60%, com queda maior na Ásia (Bloomberg Línea);
- Incorporadoras recorrem a fundos para reduzir estoque e aliviar balanços (Valor Econômico);
- Às vésperas de assembleia, Raízen fecha acordo para regularizar R$ 22,4 bilhões em dívidas com a União (InvestNews);
- Déjà vu? Possível tributação de isentos volta a comprimir spreads das debêntures incentivadas (Valor Econômico).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX cai 1,75% e fecha pregão da quarta-feira em 3.654,09 pontos (Suno Notícias);
- FIIs têm data para sair da B3 após aprovação de operação com PCIP11 (FIIs);
- XPML11 capta R$ 391,4 milhões e encerra 15ª emissão (FIIs);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) | Carteira com perfil defensivo em um ambiente de incertezas
- Reiteramos nossa recomendação de COMPRA para o KNCR11 para o fundo, com base nos seguintes pilares:
- Gestão experiente e qualificada;
- Carteira de crédito de baixo risco;
- Dividend yield estimado em 12,3% em nosso cenário-base para os próximos 12 meses e rentabilidade implícita líquida de taxas de aproximadamente CDI + 0,1% a.a;
- Elevada liquidez no mercado secundário;
- Menor volatilidade em relação aos pares;
- Clique aqui para mais informações.
- Reiteramos nossa recomendação de COMPRA para o KNCR11 para o fundo, com base nos seguintes pilares:
ESG
Governo nomeia novo secretário-executivo para o conselho de minerais críticos | Café com ESG, 29/10
- O pregão de quarta-feira fechou em território negativo, com o IBOV e o ISE caindo 2,68% e 3,40%, respectivamente.
- Do lado das empresas, (i) uma projeção feita pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostra que consumo de energia dos data centers no Brasil deverá crescer cerca de dez vezes até 2036, quando essas instalações responderão por 3% da demanda de eletricidade do país – o estudo também prevê um forte aumento do consumo de energia pelos veículos elétricos, de 1 milhão de MWh em 2026 para 15 milhões de MWh em 2036; e (ii) a empresa de energia EDP e a Motiva anunciaram um contrato de autoprodução de eletricidade gerada a partir da fonte solar para abastecer 13 concessões de rodovias e trilhos (trens, metrôs e VLT) em cinco estados do país – além da energia solar, o contrato prevê a emissão de certificados de energia renovável (I-RECs), que garantem a rastreabilidade da energia contratada.
- Na política, o governo federal nomeou Carlos Leonardo Teófilo Durans para o cargo de secretário-executivo do CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos), órgão criado para coordenar a nova política brasileira para o setor mineral – Durans ficará responsável por comandar a estrutura técnica e administrativa do conselho, instalada no MDIC, que terá participação direta na análise de projetos, investimentos e operações empresariais envolvendo minerais críticos e estratégicos.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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