IBOVESPA -1,35% | 165.653 Pontos
CÂMBIO +1,33% | 5,49/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em queda de 1,4%, aos 165.523 pontos, na sexta baixa consecutiva e no menor nível desde janeiro. A cautela fiscal e a expectativa pela decisão do Copom mantiveram a pressão sobre os ativos brasileiros, com o dólar avançando a R$ 5,49.
Na ponta positiva, Natura (NATU3, +4,3%) liderou as altas, seguida por Embraer (EMBJ3, +4,2%), que repercutiu a venda de três cargueiros KC-390 à Grécia, com opção de compra de mais três unidades.
Na ponta negativa, Cogna (COGN3, -12,7%) registrou a maior queda após um banco de investimentos rebaixar sua recomendação para venda e reduzir o preço-alvo, citando deterioração dos resultados.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram em alta ontem. Nos EUA, as Treasuries avançaram ao longo da curva, com a T-note de 2 anos em 4,62% (+5 bps), a T-note de 10 anos em 4,96% (+6 bps) e o T-bond de 30 anos em 5,33% (+2 bps). O movimento foi impulsionado pela divulgação de indicadores acima do esperado, com destaque para o relatório Jolts e os dados de encomendas à indústria, que reforçaram a percepção de resiliência da atividade econômica e mantiveram no radar a perspectiva de juros elevados por mais tempo. As eleições de meio mandato também contribuíram para uma postura mais cautelosa dos investidores.
No Brasil, a curva de juros voltou a apresentar abertura, em meio ao aumento das incertezas sobre a condução da política econômica a partir de 2027 e à piora das expectativas fiscais. O DI jan/28 encerrou a 14,57% (+8 bps), o DI jan/29 a 15,07% (+11 bps) e o DI jan/31 a 15,37% (+10 bps). A NTN-B encerrou com a B29 a 7,88% (vs. 7,80%), a B35 a 8,02% (vs. 7,92%) e a B50 a 7,62% (vs. 7,53%).
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,6%; Nasdaq 100: +0,5%), recuperando-se das perdas da madrugada, quando o índice futuro do Nasdaq 100 chegou a cair mais de 2% após os democratas conquistarem a Câmara e o Senado nas eleições de meio de mandato. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,9%, impulsionado principalmente pelos setores bancário e de energia limpa. Na Ásia, os mercados fecharam mistos: o Kospi (Coreia) subiu 0,6%, revertendo uma queda de até 4,0% no pregão, o Nikkei 225 (Japão) perdeu 1,4%, no terceiro pregão seguido de baixa, enquanto na China, o CSI 300 avançou 2,3% e o Hang Seng (Hong Kong) subiu 1,7%, sustentados por medidas de Pequim de apoio às bolsas.
O mercado repercute o resultado das eleições, que deixa o governo dividido a partir de janeiro e reacende temores de uma regulação mais dura sobre inteligência artificial, pressionando as big techs no pré-mercado. O Treasury de 10 anos recua para 4,92% diante do menor espaço para cortes de impostos, embora o mercado ainda precifique cerca de 81% de chance de alta de juros pelo Fed em dezembro. O Brent opera em queda, próximo de US$ 103/barril, com expectativas de uma saída diplomática entre EUA e Irã. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com divulgações esperadas de Uber e National Grid, além do relatório de emprego de outubro, na sexta-feira.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de terça-feira em queda de 3,34%, aos 3.524,86 pontos, acompanhando a abertura da curva de juros em meio à aversão ao risco.
A sessão foi marcada por fortes perdas entre os principais segmentos do mercado. Os fundos de recebíveis recuaram 3,16%, enquanto os FIIs de tijolo registraram baixa de 3,39%. Entre os segmentos de tijolo, os ativos logísticos caíram 2,55%, enquanto os fundos de shoppings e as lajes corporativas recuaram 3,98% e 3,85%, respectivamente. Já os fundos híbridos apresentaram queda de 3,48%, enquanto a categoria multiestratégia/FOF registrou baixa de 4,22%.
Em um pregão de quedas generalizadas, o CACR11 foi o único destaque positivo, com alta de 2,2%. RCRB11 (estável) e HTMX11 (-0,1%) também se saíram melhor que o índice, praticamente sem variação. No campo negativo, as maiores quedas foram de TGAR11 (-15,6%), VGHF11 (-11,6%) e GZIT11 (-11,3%).
Economia
Nos Estados Unidos, os Democratas conquistaram a maioria tanto no Senado quanto na Câmara nas eleições de meio de mandato (midterms). Essa vitória expressiva pode ter refletido a frustração dos eleitores com a gestão econômica de Donald Trump e com a deflagração da guerra contra o Irã, o que elevou significativamente os preços dos combustíveis e o custo de vida americano. A perda do controle nas casas legislativas pode dificultar a implementação da agenda fiscal, tributária e comercial de Trump, exigindo negociações mais intensas com a oposição, especialmente no que diz respeito ao orçamento federal e a novas legislações (incluindo a regulamentação de Inteligência Artificial).
No Brasil, o primeiro Boletim Focus após o segundo turno das eleições mostrou piora das expectativas econômicas. As previsões de inflação subiram, inclusive para horizontes mais longos (como 2029). As estimativas de taxa de câmbio e taxa de juros também aumentaram, ao passo que as projeções de PIB continuaram em trajetória de queda.
Hoje, o destaque da agenda internacional será a divulgação do ISM de Serviços nos Estados Unidos (sondagem empresarial sobre as condições econômicas e de mercado) referente a outubro. Conforme já publicado nesta manhã, a inflação ao consumidor da Zona do Euro atingiu 4,0% no acumulado em 12 meses até outubro, acima da leitura do mês anterior (3,8%) e em linha com as expectativas. A medida de núcleo da inflação – exclui os itens mais voláteis, como alimentos e energia – permaneceu em 2,5%, também como previsto.
No Brasil, atenções voltadas para a decisão de juros do Copom. Esperamos manutenção da taxa Selic em 13,75%, acompanhada de um comunicado pós-reunião mais duro (hawkish), como resposta à deterioração do cenário de inflação. A propósito, revisamos ontem nosso cenário de política monetária. Prevemos estabilidade da taxa básica até o final de 2027. Para mais informações, ver nosso relatório Esquenta do Copom. Os agentes de mercado também irão monitorar os dados de geração de emprego formal (Caged) em setembro.
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Economia
Vitória expressiva dos Democratas nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos; decisão do Copom no centro das atenções: esperamos manutenção da taxa Selic em 13,75%
- Nos Estados Unidos, os Democratas conquistaram a maioria tanto no Senado quanto na Câmara nas eleições de meio de mandato (midterms). Na Câmara, a chamada “onda azul” reverteu mais de 20 cadeiras anteriormente ocupadas por Republicanos, em importantes estados como Kentucky, Nova Jersey e Carolina do Norte. No Senado, os Democratas reverteram oito cadeiras — o dobro do ganho líquido de quatro assentos necessários para assumir o controle da casa legislativa. Essa vitória expressiva pode ter refletido a frustração dos eleitores com a gestão econômica de Donald Trump e com a deflagração da guerra contra o Irã, o que elevou significativamente os preços dos combustíveis e o custo de vida americano. Trump afirmou que aceitará os resultados das eleições de meio de mandato, atribuindo as perdas do Partido Republicano ao fato de seu nome não constar nas urnas. A perda do controle nas casas legislativas pode dificultar a implementação da agenda fiscal, tributária e comercial de Trump, exigindo negociações mais intensas com a oposição, especialmente no que diz respeito ao orçamento federal e a novas legislações (incluindo a regulamentação de Inteligência Artificial). A apuração completa das eleições de meio de mandato pode levar mais alguns dias, embora os resultados já conhecidos possam de fato caracterizar as escolhas da população como uma “onda azul”;
- Ainda nos Estados Unidos, o Presidente Donald Trump afirmou que seu governo está próximo de concluir um acordo comercial com o Canadá, sinalizando uma possível redução das tensões após meses de imposição recíproca de tarifas. O anúncio ocorreu após conversas entre Trump e o Primeiro-Ministro canadense, Mark Carney, que confirmou a continuidade das negociações entre as equipes técnicas nas próximas semanas. Segundo Trump, o entendimento poderá beneficiar especialmente os produtores agrícolas americanos. As tarifas sobre produtos canadenses tornaram-se uma questão politicamente sensível em estados próximos à fronteira, como Michigan e Maine, em meio às eleições de meio de mandato. Um eventual acordo poderia reduzir a incerteza enfrentada por produtores e empresas, melhorar a previsibilidade das cadeias produtivas integradas entre os dois países e aliviar parte dos custos associados às barreiras comerciais. Entretanto, os termos do entendimento ainda não foram divulgados e não há confirmação de sua conclusão, de modo que eventuais reduções tarifárias e seus impactos econômicos permanecem incertos;
- O Banco do Povo da China (PBoC) anunciou aumento do compulsório sobre depósitos em moeda estrangeira de 4% para 6%, com entrada em vigor em 15 de novembro, buscando reforçar a gestão da liquidez cambial e reduzir os riscos de volatilidade do yuan. A elevação de 2 pontos percentuais restringe a parcela dos depósitos em divisas disponível para utilização pelas instituições financeiras, ampliando o controle da autoridade monetária sobre a liquidez em moeda estrangeira. Em paralelo, o PBoC reafirmou seu compromisso com uma política monetária moderadamente expansionista, mantendo a possibilidade de cortes de juros e reduções de outros recolhimentos compulsórios para sustentar a atividade econômica. A estratégia busca conciliar a estabilidade cambial com condições monetárias favoráveis ao crédito e ao crescimento, especialmente por meio de estímulos à demanda doméstica, à inovação tecnológica e ao financiamento de pequenas e médias empresas;
- No Brasil, o Ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou o compromisso do governo com um ajuste fiscal gradual, conciliando a melhora das contas públicas com a preservação dos compromissos assumidos durante a campanha presidencial. Segundo o Ministro, a equipe econômica pretende melhorar o resultado primário por meio da revisão e avaliação das políticas públicas existentes, buscando maior eficiência na alocação dos recursos e preservando programas sociais e investimentos estratégicos. Durigan também procurou reduzir as preocupações dos investidores com a condução da política fiscal, afirmando que as medidas em discussão com o Presidente Lula não justificariam uma reação de temor do mercado. Na frente tributária, o governo pretende prorrogar a cobrança do IPI em janeiro de 2027 para os setores que passarão a ser tributados pelo Imposto Seletivo (IS), buscando evitar perdas de arrecadação decorrentes do atraso na regulamentação do novo tributo. Como o IS está sujeito à regra da noventena, sua cobrança não poderá começar em 1º de janeiro, sendo prevista para fevereiro. A proposta de extensão temporária do IPI depende de aprovação do Congresso e abrangeria setores como veículos automotores, cigarros, bebidas alcoólicas e açucaradas, bens minerais e determinadas modalidades de apostas. A proposta orçamentária de 2027 prevê arrecadação de R$ 41,9 bilhões com o IS, equivalente a cerca de R$ 3,5 bilhões mensais. A medida representa uma tentativa de preservar receitas durante a transição tributária, enquanto o governo sinaliza compromisso com a melhora gradual do resultado fiscal;
- O primeiro Boletim Focus após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais apresentou piora das expectativas econômicas, com revisões altistas para inflação, juros e câmbio, acompanhadas de novas reduções nas projeções de crescimento do PIB. A mediana para o IPCA de 2026 subiu de 5,19% para 5,22%, enquanto a projeção para 2027 avançou de 4,34% para 4,76%, a maior alta semanal desde o início da coleta para o ano. As expectativas para 2028 e 2029 também aumentaram, de 3,75% para 4,00% e de 3,50% para 3,98%, respectivamente, o que evidencia maior preocupação com a persistência inflacionária. Em relação à atividade, as projeções para o PIB recuaram de 1,80% para 1,76% em 2026 e de 1,31% para 1,20% em 2027, enquanto a leitura restrita aos últimos cinco dias úteis aponta estimativas ainda menores, de 1,70% e 1,00%. Na política monetária, a expectativa para a taxa Selic ao final de 2026 subiu de 13,25% para 13,50%, enquanto as projeções para 2027 e 2028 avançaram para 12,50% e 11,00%, respectivamente. Apesar de a mediana geral ainda implicar um corte de 0,25 p.p. em novembro, os respondentes mais recentes projetam a taxa básica de juros em 13,75% tanto em novembro quanto em dezembro, sugerindo interrupção do ciclo de flexibilização monetária. Por fim, a projeção de mercado para a taxa de câmbio no final de 2026 saltou de R$/US$ 5,05 para R$/US$ 5,34, a maior revisão semanal da série de dados, enquanto as medianas para 2027 e 2028 avançaram para R$/US$ 5,40. A combinação entre depreciação cambial, expectativas inflacionárias mais elevadas e condições financeiras restritivas reforça os riscos para a atividade doméstica e a convergência da inflação à meta;
- Revisamos nossas projeções para a taxa Selic para 13,75% ao final de 2026 e 2027, passando a incorporar uma pausa prolongada no ciclo de flexibilização monetária. Para a reunião do Copom hoje à noite, acreditamos que a manutenção da taxa básica no patamar atual será acompanhada de um comunicado mais duro (hawkish), diante da deterioração do cenário de inflação desde a última reunião de política monetária. A depreciação cambial, os preços elevados do petróleo, os riscos associados ao El Niño e a forte elevação das expectativas inflacionárias de médio prazo levaram à revisão das nossas estimativas para o cenário de referência do Banco Central: a inflação esperada pelo Copom para o final de 2027 deve subir de 3,9% para 4,4%, enquanto a projeção para o 2º trimestre de 2028 – atual horizonte relevante da política monetária – deve aumentar de 3,1% para 3,5%. Em contrapartida, a desaceleração da atividade econômica atua como fator moderador. A nosso ver, o Comitê não sinalizará sobre os próximos passos. A trajetória futura dos juros dependerá principalmente da evolução da política fiscal, da taxa de câmbio e das expectativas inflacionárias. Para detalhes, acesse Esquenta do Copom | Reação ao cenário de inflação mais desfavorável: vemos agora uma pausa para avaliação;
- Hoje, o destaque da agenda internacional será a divulgação do ISM de Serviços nos Estados Unidos – sondagem empresarial sobre as condições econômicas e de mercado – referente a outubro. Conforme já publicado nesta manhã, a inflação ao consumidor da zona do euro atingiu 4,0% no acumulado em 12 meses até outubro, acima da leitura do mês anterior (3,8%) e em linha com as expectativas. A medida de núcleo da inflação – exclui os itens mais voláteis, como alimentos e energia – permaneceu em 2,5%, também como previsto. No Brasil, além da decisão de juros do Copom, os agentes de mercado irão monitorar os dados de geração de emprego formal (Caged) em setembro (XP: 160,2 mil).
Commodities
Mineração e Siderurgia: preços do minério de ferro permanecem em níveis fracos, com a pressão dos fretes se intensificando novamente
- Os preços do minério de ferro permaneceram em níveis fracos nesta semana (~US$91/t), refletindo fundamentos pouco inspiradores da demanda na China e o aumento da oferta de Simandou;
- Como um fator adicional de preocupação para as mineradoras brasileiras de maior custo, os fretes Tubarão-Qingdao aumentaram novamente para US$37/t;
- Pressionando ainda mais a competitividade dos produtores brasileiros sem hedge de frete ou contratos de frete de longo prazo a custos mais competitivos;
- Nesse sentido, a Vale mencionou durante sua Call de Resultados do 3T26 que ~67% de suas necessidades de bunker para 2027E estão protegidas a ~US$78/bbl, com exposição limitada às taxas spot (~70% por meio de contratos de frete de longo prazo);
- Os preços do ouro recuaram -3% S/S, uma vez que os preços mais altos do petróleo reforçaram as preocupações inflacionárias e as expectativas de juros mais altos por mais tempo nos EUA, apesar de os investidores permanecerem cautelosos antes dos resultados das eleições de meio de mandato;
- Por fim, também observamos que os preços do HRC e do vergalhão permaneceram estáveis S/S no Brasil, com a paridade de importação do aço plano em +12% (estável S/S) e a paridade do aço longo em -16% (-7p.p. S/S);
- Enquanto as importações do Egito, isentas de tarifas, sugerem uma paridade de -6%, após a recente depreciação do BRL;
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Papel e Celulose: Suzano aumenta preços para Nov’26; preços dos cavacos seguem tendência de queda na China
- Na semana passada, a Suzano anunciou um segundo aumento consecutivo de US$50/t no preço da celulose de fibra curta de eucalipto na Europa e nas Américas, válido para os pedidos de Nov’26;
- Reforçando os esforços dos produtores para sustentar o momentum positivo dos preços, particularmente fora da Ásia (onde os preços permanecem incertos em meio à frágil demanda na ponta e às margens pressionadas dos produtores de papel);
- Enquanto isso, os dados da SCI99 indicam que os preços dos cavacos domésticos na China continuam em tendência de queda;
- Especialmente para o eucalipto em Guangxi, reforçando a competitividade de custos dos produtores integrados e limitando a magnitude da recuperação da BHKP, apesar das ofertas mais firmes no exterior;
- Em relação aos dados recentes do setor, observamos (i) os estoques nos portos europeus aumentaram +1% M/M em Set’26 (-7% A/A), totalizando 1.456kt;
- E (ii) os preços líquidos da BHKP e da NBSK na China estão atualmente em US$595/t e US$597/t, respectivamente, enquanto os futuros de BHKP estão em US$605/t para Dez’26 (estáveis S/S);
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Empresas
BrasilAgro (B3: AGRO3) | Um início de safra mais fraco
- Os resultados da BrasilAgro vieram abaixo do esperado, refletindo principalmente o desempenho mais fraco da operação de cana-de-açúcar, em meio a desafios de colheita e menor ritmo de retirada da produção pelas usinas no Maranhão;
- Além disso, a rentabilidade de soja e milho permaneceu pressionada, enquanto a companhia segue reduzindo a área destinada ao milho. Como consequência, incorporamos o novo guidance ao modelo, reduzindo nossas estimativas de EBITDA ajustado ex-venda de terras;
- Por outro lado, o avanço da estratégia de hedge ajuda a mitigar parte desse impacto, embora as incertezas climáticas ainda devam manter os investidores cautelosos;
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Unipar (UNIP6) | Prévia do 3T26: novamente sob pressão
- Neste relatório, apresentamos a prévia dos resultados do 3T26 da Unipar, com divulgação prevista para a próxima quinta-feira (12 de novembro). No geral, esperamos resultados fracos após um 2T26 muito forte. O 3T26 foi marcado por preços e spreads petroquímicos internacionais mais baixos, após a forte alta provocada pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã;
- Além disso, o terceiro trimestre costuma ser sazonalmente mais fraco para a demanda por cloro-soda. No total, projetamos receita líquida de R$1,3 bilhão (-14% t/t e +2% a/a), EBITDA de R$185 milhões (-54% t/t e -30% a/a) e lucro líquido de R$4 milhões (-R$119 milhões t/t);
- Olhando à frente, porém, esperamos uma recuperação sequencial dos resultados no 4T26 à medida que os preços e spreads internacionais se recuperem, embora ainda seja cedo para determinar a magnitude dessa melhora;
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ISA Energia (ISAE4) | Revisão do 3T26: resultado ligeiramente acima do esperado
- A ISA Energia apresentou resultados ligeiramente positivos no 3T26, com EBITDA ajustado de R$1.238 milhões, 5% acima das nossas estimativas;
- A surpresa positiva foi impulsionada principalmente por (i) receitas ligeiramente acima do esperado (+4% vs. XPe), que consideramos recorrentes, e (ii) controle disciplinado de custos, com o PMSO ajustado amplamente em linha com as nossas expectativas após a exclusão de despesas não recorrentes relacionadas ao desfazimento de participações societárias durante o trimestre;
- O lucro líquido ajustado atingiu R$611 milhões, 10% acima das nossas estimativas, refletindo parcialmente despesas financeiras líquidas abaixo do esperado devido a variações monetárias;
- De forma geral, vemos os resultados como ligeiramente positivos, com o desempenho operacional ligeiramente acima das expectativas;
- Mantemos nossa recomendação Neutra para ISAE, uma vez que o principal catalisador potencial continua sendo uma resolução da disputa com a SEFAZ, o que acreditamos ser improvável antes de 2027;
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Marcopolo (POMO4): sinais iniciais de um ciclo de baixa mais prolongado; revisão do 3T26
- A Marcopolo reportou resultados pressionados no 3T26, com EBITDA recorrente de R$279 milhões (-12% vs. XPe; -42% A/A; -14% T/T);
- Os volumes de produção recuaram -25% A/A, impactados por uma forte deterioração na maioria das operações internacionais;
- Em meio à menor alavancagem operacional e aos ventos contrários de FX, a margem EBITDA recorrente recuou para 12,2% (queda de -7,1p.p. A/A);
- Embora entendamos que parte da pressão possa estar relacionada ao hiato temporário entre as fases do Caminho da Escola, vemos sinais de que uma recuperação geral pode levar mais tempo do que o anteriormente esperado;
- Com visibilidade limitada até o início de 2027E e ventos contrários emergentes, como a normalização da demanda por ônibus rodoviários/Volgren e um cenário macroeconômico doméstico ainda desafiador;
- No geral, embora POMO4 pareça descontada nos níveis atuais (4,7x P/L 2027E, com um dividend yield atrativo), consideramos difícil ganhar convicção em relação aos lucros de 2027-28E, dado o fraco momentum e o risco de novos cortes nas estimativas, reiterando nossa recomendação Neutra;
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RD Saúde (RADL3): resultados do 3T em linha; Um início saudável para uma temporada mais fraca
- Execução consistente em uma temporada mais fraca;
- A RD reportou um trimestre em linha, com MSSS desacelerando para +8,4% (vs. nossa estimativa de +9,3%) diante de bases de comparação mais difíceis, embora o crescimento tenha permanecido bem acima da inflação;
- Em GLP-1s, a penetração permaneceu estável T/T em aproximadamente 12%, com a empresa mantendo um overshare, embora os ganhos de participação de mercado tenham ficado ligeiramente abaixo do número consolidado excluindo GLP-1s;
- Em rentabilidade, o EBITDA ficou 1,5% abaixo da nossa estimativa, principalmente devido aos investimentos em EVP, que continuaram pressionando as despesas com vendas;
- O lucro líquido, por sua vez, ficou 2% acima da nossa estimativa, uma vez que um resultado financeiro mais leve compensou o EBITDA mais fraco;
- No geral, a RD inicia a temporada com uma receita resiliente e execução consistente em um momento no qual esperamos um crescimento mais fraco de forma generalizada, reforçando nossa visão construtiva;
- Vemos a empresa como um nome de qualidade negociando com desconto em relação aos níveis históricos (XPe em 13x P/L 2027) e esperamos que se mostre mais resiliente em um cenário potencialmente mais desafiador para o consumo à frente;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Itaú Unibanco (ITUB4): execução sólida e posição de capital mais robusta
- O Itaú apresentou mais um trimestre sólido no 3T26, reportando lucro líquido de R$ 12,6 bilhões (+1,7% T/T, +6,2% A/A, +1,1% vs. XPe), com ROE consolidado de 23,6% (-70 p.b. T/T; +30 p.b. A/A);
- A margem financeira gerencial atingiu R$ 34,6 bilhões (+3,4% T/T, +7,8% A/A, +1,6% vs. XPe), sustentada por receitas mais fortes com o mercado;
- A qualidade dos ativos permaneceu amplamente resiliente, apesar de alguma normalização em PMEs, com a inadimplência acima de 90 dias aumentando 10 p.b. T/T, para 2,0%, e o custo de risco estável em 2,7%;
- As receitas de serviços e seguros permaneceram como o principal ponto de atenção, enquanto as despesas operacionais continuaram bem controladas;
- A geração de capital foi outro destaque positivo, com o CET1 aumentando 40 p.b. T/T, para 12,7%;
- Em relação ao guidance para 2026, o único ajuste foi a redução do intervalo da alíquota efetiva de imposto para 28%-29% (ante 29,5%-32,5%), o que deve ajudar a compensar a dinâmica mais fraca das receitas de serviços;
- No geral, o trimestre reforça nossa visão de que o Itaú permanece bem posicionado para enfrentar um cenário de crédito potencialmente mais desafiador, sustentado por uma concessão disciplinada, um mix de crédito favorável e sólidos colchões de capital;
- Reiteramos nossa recomendação de compra e mantemos ITUB4 como nossa principal escolha;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Financials: tendências estáveis entre os bancos digitais
- Esta é a terceira parte da nossa prévia de resultados do 3T26, cobrindo Nubank, Banco Inter e PicPay;
- Para o Nubank, o crescimento resiliente das receitas e tendências de crédito ainda administráveis devem sustentar uma rentabilidade saudável, apesar de uma base de comparação mais desafiadora após os benefícios do Desenrola 2.0 no 2T, dos investimentos internacionais e de uma alíquota de imposto ligeiramente maior, levando-nos a projetar lucro líquido recorrente de R$ 1,1 bilhão (+37% A/A; +1% T/T);
- O Inter deve continuar apresentando um crescimento saudável da carteira de crédito, liderado pelos segmentos imobiliário e de consignado privado, mas a expansão mais lenta da margem financeira e as maiores provisões devem pressionar os resultados sequencialmente, com lucro líquido recorrente estimado em R$ 409 milhões (+22% A/A; -3% T/T);
- Enquanto isso, o PicPay deve continuar sendo o nome de maior crescimento do grupo, com forte expansão do crédito, ganhos contínuos de eficiência e melhora da alavancagem operacional, embora os resultados possam ser afetados por uma carga tributária maior devido à sazonalidade, resultando em lucro líquido ajustado de R$ 260 milhões (+146% A/A; -8% T/T);
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Estratégia
XP Short Scout: monitor de short selling no Brasil – 03/11/2026
- O short interest mediano no Ibovespa aumentou 99 bps, para 7,8%. As posições em aberto subiram para R$ 139,0 bilhões (+6,0%);
- Cyrela (CYRE3) viu sua taxa de aluguel subir para 57,1%, um aumento de 52,3 p.p. em relação a 16 de outubro. O short interest, por outro lado, recuou 1,0 p.p., para 15,9% do free float, enquanto o days to cover ficou em 3,0 dias de ADTV, uma queda de 34,9% frente a duas semanas atrás;
- Já a CSN Mineração (CMIN3) apresentou taxa de aluguel de 49,6%, alta de 23,7 p.p. em relação à atualização anterior, enquanto o short interest subiu 0,8 p.p., para 8,1% do free float, e o days to cover subiu 3,9%, para 15,1 dias de ADTV;
- Também destacamos a alta da taxa de aluguel da TOTVS (TOTS3) para 12,3%, um avanço de 12,2 p.p. nas últimas duas semanas. Seu days to cover está em 5,3 dias de ADTV (+29,3%), enquanto o short interest atualmente representa 7,1% do free float (+1,9 p.p.);
- Outros nomes para acompanhar: CEAB3, GGPS3, GOAU4, MBRF3, MGLU3, ORVR3, PLPL3, POMO4;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX recua 3,34%, perto da mínima de 52 semanas (Suno Notícias);
- Incorporadoras e desenvolvedoras avaliam riscos e oportunidades antes de avançar com novos projetos corporativos (Revista Buildings);
- Boom de galpões chega aos aeroportos (Metro Quadrado);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- Carteira Recomendada XP FIIs – Fundamentalista – Novembro/26
- Atualizamos a carteira Fundamentalista para o mês de novembro de 2026;
- Em outubro, a carteira recuou 3,2%, ante queda de 2,9% do IFIX. Além disso, entregou dividend yield mensal de 1,05%, equivalente a 12,6% ao ano;
- Com isso, acumula valorização de 2,3% nos últimos 12 meses, o que representa 159% do desempenho do IFIX no período;
- Clique aqui para mais informações.
- Carteiras de Alocação Brasil: Nov/2026
- Atualizamos as perspectivas por classe de ativo e apresentamos as carteiras de alocação para pessoa física para o mês de novembro/2026;
- Neste mês, adotamos uma postura mais defensiva, reduzindo exposições mais dependentes de ganho de capital e priorizando carrego, liquidez e menor duration, além de ampliar a exposição à renda variável global;
- As carteiras seguem diversificadas, mas com uma composição de risco mais defensiva, diante das incertezas sobre a agenda fiscal e seus impactos nos prêmios de risco domésticos;
- Acesse aqui o conteúdo completo.
- Carteira de Alocação Global: Nov/2026
- Atualizamos nossa Carteira de Alocação Global com percentuais por classe de ativo para a parcela de recursos destinados a um portfólio de ativos globais;
- Neste mês, optamos por manter inalterada a alocação das carteiras, preservando o posicionamento construído ao longo dos últimos meses;
- Na renda fixa, avançamos a duration recomendada para três anos, diante de yields mais atrativos após a recente abertura das curvas;
- Acesse aqui o conteúdo completo.
- Carteiras XP: Top Ações, Dividendos e Small Caps – Novembro 2026
- Na carteira Top Ações XP, adicionamos novas posições nos setores de Instituições Financeiras, de Alimentos & Bebidas e de Bens de Capital, além de ampliarmos a exposição ao setor de Saúde. Por outro lado, retiramos posições no setor de Bancos, e reduzimos a exposição ao setor de Propriedades Comerciais (clique aqui para conferir);
- Na carteira Top Dividendos XP, ampliamos a exposição ao setor de Instituições Financeiras. Por outro lado, reduzimos a exposição ao setor de Mercado de Capitais (clique aqui para conferir);
- Na Carteira Top Small Caps XP, adicionamos um papel de Agro, trocamos um papel de Educação por outro do mesmo setor e aumentamos o peso de um papel de Elétricas. Por outro lado, retiramos papéis de Tecnologia e Varejo (clique aqui para conferir).
ESG
BYD atinge 9,7% de participação de mercado e se torna a quarta maior do Brasil | Café com ESG, 04/11
- O pregão de terça-feira fechou em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 1,37% e 0,63%, respectivamente.
- No Brasil, BYD alcançou 24.114 veículos vendidos em outubro, um crescimento de 137,6% nas vendas em comparação com o mesmo mês do ano anterior, e atingindo 9,7% em participação de mercado – a empresa encerrou o mês na quarta colocação do ranking geral de vendas, atrás apenas de Fiat, Volkswagen e General Motors.
- No internacional, (i) Portugal exigirá que data centers sejam abastecidos por energia renovável e utilizem tecnologias de refrigeração que não consumam água, ou fontes alternativas de água, de modo a não comprometer o abastecimento destinado a residências e empresas, afirmou a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho – o país está se consolidando como um polo europeu de data centers, com mais de 2,6 gigawatts em desenvolvimento e conta com investimentos da Microsoft em infraestrutura para inteligência artificial; e (ii) a China atingiu US$ 45 bilhões em investimentos em indústrias limpas em 2026, respondendo por 49% de todas as instalações industriais limpas em operação ou em construção globalmente – segundo o Global Project Tracker da MPP (Mission Possible Partnership), um número recorde de 36 projetos industriais de descarbonização em escala comercial alcançaram a decisão final de investimento nos últimos 12 meses, sendo 23 deles apenas na China.
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Carteira ESG XP: sem alteração no nosso portfólio para novembro de 2026
- Com o objetivo de ajudar os investidores no processo de alocação de recursos, lançamos em set/21 nossa carteira ESG, combinando 10 nomes que gostamos sob uma perspectiva fundamentalista e que possuem altos padrões ESG;
- Para novembro, não estamos fazendo nenhuma alteração na nossa Carteira ESG XP, mantendo as mesmas 10 ações;
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