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Governo nomeia novo secretário-executivo para o conselho de minerais críticos | Café com ESG, 29/10

Avanços na estruturação do conselho de minerais críticos em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de quarta-feira fechou em território negativo, com o IBOV  e o ISE caindo 2,68% e 3,40%, respectivamente. 

• Do lado das empresas, (i) uma projeção feita pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostra que consumo de energia dos data centers no Brasil deverá crescer cerca de dez vezes até 2036, quando essas instalações responderão por 3% da demanda de eletricidade do país – o estudo também prevê um forte aumento do consumo de energia pelos veículos elétricos, de 1 milhão de MWh em 2026 para 15 milhões de MWh em 2036; e (ii) a empresa de energia EDP e a Motiva anunciaram um contrato de autoprodução de eletricidade gerada a partir da fonte solar para abastecer 13 concessões de rodovias e trilhos (trens, metrôs e VLT) em cinco estados do país – além da energia solar, o contrato prevê a emissão de certificados de energia renovável (I-RECs), que garantem a rastreabilidade da energia contratada.

• Na política, o governo federal nomeou Carlos Leonardo Teófilo Durans para o cargo de secretário-executivo do CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos), órgão criado para coordenar a nova política brasileira para o setor mineral – Durans ficará responsável por comandar a estrutura técnica e administrativa do conselho, instalada no MDIC, que terá participação direta na análise de projetos, investimentos e operações empresariais envolvendo minerais críticos e estratégicos.

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Brasil

EDP fecha contrato de autoprodução de energia para atender 13 concessões da Motiva

“A empresa de energia EDP e a Motiva (antiga CCR) anunciaram nesta terça-feira (27) um contrato de autoprodução de eletricidade gerada a partir da fonte solar para abastecer 13 concessões de rodovias e trilhos (trens, metrôs e VLT) em cinco estados do país. O acordo tem duração de 15 anos e o volume contratado é de 9,3 megawatts médios (MWmed), que correspondem a cerca de 15% da demanda total da companhia de infraestrutura. A eletricidade será proveniente de uma das usinas do Complexo Solar Novo Oriente, da EDP, localizado em Ilha Solteira (SP). Ao todo, o parque tem capacidade instalada de 254 megawatt de corrente alternada (MWac), conta com 82 inversores e mais de 558 mil painéis. Mensalmente, o complexo gera energia suficiente para abastecer em torno de 375 mil residências. Além da energia solar, o contrato prevê a emissão certificados de energia renovável (I-RECs), que asseguram a origem da oferta. Cada I-REC significa 1 megawatt-hora (MWh) de energia renovável efetivamente produzida e inserida na rede elétrica. O valor da transação da entre as companhias como um todo não foi informado. A iniciativa permitirá que a Motiva aumente de 60% para 85% a participação da autoprodução no atendimento de sua demanda por energia. A eletricidade atenderá especificamente 154 unidades consumidoras na média e alta tensão do VLT Carioca, das Linhas 4-Amarela e 5-Lilás (Metrô de São Paulo), das Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda (trens metropolitanos de São Paulo) e das rodovias operadas pelas Motiva AutoBan (Sistema Anhanguera-Bandeirantes), ViaRio, Motiva Paraná, Motiva Pantanal (BR-163/MS), RodoAnel (Rodoanel Oeste), ViaSul (RS), RioSP (Presidente Dutra e Rio-Santos), ViaCosteira (SC) e ViaLagos (RJ).”

Fonte: Valor Econômico; 28/10/2026

Geração eólica deve voltar ao nível de 2025 em novembro, após safra de ventos mais fraca

“A geração eólica no Brasil deve recuperar, em novembro, o patamar observado no mesmo mês de 2025, após uma safra de ventos mais fraca ao longo do segundo semestre de 2026. Projeções da Windx, plataforma de previsão de geração eólica da Ampere Consultoria, indicam fator de capacidade médio de 35% no Nordeste e de 34% no Sistema Interligado Nacional (SIN), ante 35% em ambas as regiões em novembro do ano passado. A projeção indica uma recuperação em relação ao desempenho inferior registrado nos últimos meses, mas sem expectativa de superar os níveis de 2025. No Nordeste, principal polo de geração eólica do país, o fator de capacidade deve voltar à média do ano anterior. No SIN, a diferença será de apenas um ponto percentual.”

Fonte: MegaWhat; 28/10/2026

Etanol de milho cresce e desafio é ser sustentável

“A expansão do etanol de milho trouxe consigo preocupações ambientais e sociais. Na Europa, o movimento “food or fuel” (comida ou combustível, em inglês) questiona o uso da terra para a produção do biocombustível – inclusive o avanço sobre áreas de floresta -, enquanto no Brasil há o temor da utilização de lenha proveniente do desmatamento ilegal para abastecer caldeiras de usinas. Em maio, a eurodeputada dinamarquesa Sigfriid Friis voltou a questionar o cultivo de grãos para abastecer veículos um mês após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em visita à Alemanha, rebater o que chamou de “mitos” sobre os biocombustíveis brasileiros. “Ninguém come biodiesel, ninguém come gasolina. As pessoas comem comida.” Por outro lado, a ex-presidente da Irlanda Mary Robinson contestou as críticas europeias durante o Global Agribusiness Festival, realizado em outubro, em São Paulo. Para ela, a resistência tem motivações políticas e comerciais, ou seja, são concorrenciais. “É apenas política. Simples assim”, declarou ao The AgriBiz. Analistas destacam que, diferentemente da Europa, o Brasil produz duas safras por ano, reduzindo a competição por terra e por área para a produção de alimentos. O etanol do cereal utiliza especialmente o milho safrinha, geralmente plantado após a colheita da soja, na mesma área. Além disso, o biocombustível tem como subproduto uma insumo para a pecuária: o DDG, farelo rico em proteínas que sobra do processamento do milho e alimenta o gado. Seu uso permite criar mais animais em menos espaço, diminuindo a necessidade de pastagem.”

Fonte: Valor Econômico; 29/10/2026

Exportar minerais críticos é preciso

“Alguns países são subdesenvolvidos porque são subdesenvolvidos. Assim Ragnar Nurkse resumiu, nos anos 1950, o círculo vicioso da pobreza: mercados pequenos e de baixa renda geram pouca poupança e pouco investimento, o que mantém a produtividade baixa e o mercado pequeno. A lógica ajuda a entender um problema concreto do Brasil: como agregar valor a terras raras e outros minerais críticos quando a demanda industrial doméstica é estreita e as capacidades produtivas são limitadas? O refino e a transformação de minérios encontram no setor industrial praticamente toda a sua demanda, como insumos de baterias, carros eletrificados, equipamentos elétricos e bens de capital da transição energética. Uma economia que perdeu densidade industrial perde também o mercado que justificaria investir nessa etapa intermediária da cadeia, o midstream. Segundo as Contas Nacionais do IBGE, a indústria de transformação, que passava de 20% do valor adicionado na década de 1990, ficou em torno de 12% entre 2012 e 2020 e chegou a cerca de 15% em 2023. Na balança de produtos de média e alta tecnologia, o déficit saltou de US$ 1,8 bilhão em 2005 para US$ 112 bilhões em 2024, segundo a Unido.”

Fonte: Valor Econômico; 29/10/2026

Amazônia e Cerrado evitaram emissões equivalentes às do Japão

“O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco, afirmou que avanços no combate ao desmatamento evitaram que os impactos dos recentes incêndios florestais fossem maiores. De acordo com ele, de julho de 2025 até o mesmo mês de 2026, a redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado evitaram emissões equivalentes às que são emitidas pelo Japão em um ano. Ao participar do programa Bom Dia Ministro, no CanalGov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Capobianco voltou a destacar o recorde na queda do desmatamento de 41,8% na Amazônia, a menor desde 1988, e de 23,8% no Cerrado. “O desmatamento caiu em todos os seis biomas brasileiros. Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Caatinga e Pampa tiveram redução do desmatamento em 2025”, reforça o ministro. Os dados citados pelo o ministro são os números oficiais registrados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento por Satélite (Prodes) e divulgados no último dia 16. “Não haverá fumaça suficiente para encobrir esse resultado excepcional que a sociedade brasileira conseguiu”, destacou Capobianco, ao fazer uma relação com as recentes ondas de incêndios florestais nos estados do Amazonas, que avançaram sobre a divisa com o estado do Pará e ainda afetam a região oeste do estado vizinho.”

Fonte: Eixos; 28/10/2026

CNI quer política de comércio exterior específica para biocombustíveis

“A Confederação Nacional da Indústria (CNI) sugeriu o desenvolvimento de uma política de comércio exterior específica para os biocombustíveis no estudo Combustíveis no Brasil: análise do mercado e perspectivas para a descarbonização (.pdf), divulgado nesta quarta-feira (28/10). O trabalho analisa os desafios para conciliar a transição energética com a segurança do abastecimento e a competitividade da indústria nacional. A entidade considera que essa política deveria facilitar importações em situações de insuficiência da produção doméstica, além de permitir instrumentos excepcionais e temporários de gestão das exportações em cenários de estresse de oferta ou de preços. Ao mesmo tempo, aponta que será preciso expandir a capacidade produtiva das indústrias de biodiesel e etanol, uma vez que o aumento progressivo das misturas com diesel e gasolina, respectivamente, elevará a demanda pelos dois biocombustíveis.”

Fonte: Eixos; 28/10/2026

Demanda de data centers deve crescer dez vezes até 2036, prevê EPE

“O consumo de energia dos data centers no Brasil deverá crescer cerca de dez vezes até 2036, quando essas instalações vão responder por 3% da demanda de eletricidade do país. A projeção é da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que também prevê um forte aumento do consumo de energia pelos veículos elétricos, de 1 milhão de MWh em 2026 para 15 milhões de MWh em 2036. Os números, que estão no caderno de demanda do Plano Decenal de Expansão de Energia 2036 (PDE 2036), mostram como essas duas atividades devem ganhar espaço no consumo de eletricidade nos próximos dez anos. O consumo dos data centers deve sair dos atuais 3 TWh para 30 TWh, chegando a uma carga de 3.400 MW médios em 2036, segundo a EPE. Em contrapartida, a EPE reduziu a demanda estimada para plantas de hidrogênio produzido a partir da eletrólise, por avaliar que parte dos investimentos não deve ser concluída no horizonte decenal. Assim, a carga estimada para plantas de hidrogênio eletrolítico passa a ser de 3 TWh em 2036.”

Fonte: MegaWhat; 28/10/2026

Governo nomeia secretário-executivo do conselho de minerais críticos

“O governo federal nomeou Carlos Leonardo Teófilo Durans para o cargo de secretário-executivo do CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos), órgão criado para coordenar a nova política brasileira para o setor mineral. A nomeação consta de portaria assinada pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, publicada nesta quarta-feira (28) no DOU (Diário Oficial da União). Durans ficará responsável por comandar a estrutura técnica e administrativa do conselho, instalada no MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), que terá participação direta na análise de projetos, investimentos e operações empresariais envolvendo minerais críticos e estratégicos. O novo secretário-executivo é servidor de carreira e analista de Comércio Exterior desde 2013. Até então, ocupava o cargo de diretor do Departamento de Desenvolvimento da Indústria de Insumos e Materiais Intermediários do MDIC. Formado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Maranhão, Durans possui experiência na formulação de políticas industriais e já atuou em áreas relacionadas à inovação, produtividade e desenvolvimento de cadeias produtivas, incluindo os setores de petróleo e gás, defesa e indústria aeroespacial.”

Fonte: CNN; 28/10/2026

Internacional

Exportações chinesas de tecnologias limpas reduzirão as emissões globais em um volume equivalente ao do Brasil em 2026

“As exportações de tecnologias limpas da China neste ano reduzirão as emissões de carbono fora de suas fronteiras em um montante equivalente às emissões anuais do Brasil decorrentes do consumo de combustíveis fósseis, aponta uma análise, às vésperas da cúpula climática COP31, que ocorrerá no próximo mês. As exportações chinesas de painéis solares, turbinas eólicas, veículos elétricos e baterias ajudarão o mundo a evitar 450 milhões de toneladas métricas de emissões de dióxido de carbono — gás que contribui para o aquecimento do planeta —, segundo a análise realizada pelo Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (Centre for Research on Energy and Clean Air), sediado na Finlândia. O volume de emissões evitadas equivale a 2% das emissões anuais globais fora da China, país que domina as cadeias de suprimentos de energia limpa, desde veículos elétricos até baterias de lítio. Embora a China seja, no total, a maior emissora de dióxido de carbono do mundo, os Estados Unidos lideram em emissões per capita e também detêm o maior histórico acumulado de emissão de gases de efeito estufa. O Brasil figura entre os dez maiores emissores.”

Fonte: Reuters; 29/10/2026

Suzuki enfrenta desafios na Índia com endurecimento das normas de emissões

“A estratégia da Suzuki Motor de priorizar carros pequenos movidos a gasolina na Índia enfrenta um obstáculo, à medida que o país avança para tornar mais rigorosas as regulamentações ambientais para veículos. Em abril, a Índia implementará a terceira fase das normas de Eficiência Energética Média Corporativa (Cafe, na sigla em inglês) — conhecidas como Cafe III. As montadoras deverão cumprir padrões de consumo de combustível e emissões que se tornarão mais rígidos a cada ano, até 2031. Por outro lado, veículos elétricos contam com incentivos dentro das normas Café. No entanto, a Suzuki demorou a introduzir veículos elétricos no mercado indiano. O primeiro modelo totalmente elétrico da empresa, o e-Vitara, chegou ao mercado em fevereiro. Durante a discussão das diretrizes para o Cafe III, a Suzuki defendeu um modelo que favorecesse veículos menores movidos a gasolina. Uma minuta da regulamentação, divulgada em setembro do ano passado, propunha que cada veículo com peso de 909 kg ou menos fosse considerado como emitindo 3 gramas a menos de carbono por quilômetro, em comparação com veículos equivalentes.”

Fonte: Valor Econômico; 29/10/2026

A próxima aposta da CATL vai além dos carros elétricos

“Um caminhão pesado elétrico utiliza um conjunto de baterias cerca de sete vezes maior do que o de um carro de passeio elétrico comum. À medida que o transporte comercial adota a eletrificação, surge um novo mercado em expansão para os fabricantes de baterias. A China lidera essa transição. Caminhões pesados ​​movidos a novas fontes de energia — incluindo modelos elétricos a bateria e híbridos plug-in — representaram 37% das vendas nos primeiros oito meses deste ano e mais de 50% em setembro. Esses veículos de grande porte estão migrando, cada vez mais, para modelos de troca de baterias, nos quais as baterias descarregadas são substituídas por outras totalmente carregadas em estações específicas, evitando, assim, longos tempos de recarga. A CATL planeja ter 900 estações de troca de baterias para caminhões pesados ​​até o final deste ano e, a longo prazo, chegar a 10.000 unidades em toda a China. Para a gigante chinesa de baterias, os benefícios são triplos. Primeiramente, um sistema de troca eficiente exige que haja mais baterias no ecossistema do que caminhões. Em segundo lugar, as baterias intercambiáveis ​​não precisam ser vendidas junto com o chassi; elas podem ser alugadas, transformando a bateria em um ativo financiado separadamente, o que gera receita recorrente ao longo de todo o ciclo de vida do caminhão. Além disso, as estações de troca podem carregar as baterias quando os preços da eletricidade estão baixos e utilizar — ou vender — a energia armazenada quando os preços sobem.”

Fonte: Financial Times; 28/10/2026

GM anuncia que trocará Bolsa de Nova York pela Nasdaq em novembro

“A General Motors anunciou nessa terça-feira (27) que transferirá a listagem de suas ações da Bolsa de Nova York para a Nasdaq, em uma tentativa de atrair investidores ao se apresentar como uma empresa orientada pela tecnologia. A montadora é a mais recente companhia a migrar para a Nasdaq, onde são negociadas as ações de algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo, entre elas Nvidia e Apple. Outras empresas que fizeram o mesmo movimento para a Nasdaq nos últimos anos são Walmart e Palantir. A Bolsa com foco em tecnologia também atraiu empresas como SpaceX e Anthropic, que recentemente concluíram ou estão tentando realizar IPOs (ofertas públicas iniciais de ações) com avaliações na casa dos trilhões de dólares.”

Fonte: Folha de São Paulo; 28/10/2026

Reino Unido anuncia orçamento com medidas de apoio para amenizar a alta dos preços da energia

“O ministro das Finanças do Reino Unido, John Healey, anunciou medidas de apoio para ajudar as famílias a enfrentar as “turbulências econômicas globais”, com subsídios para as contas de energia e a manutenção do congelamento do imposto sobre combustíveis para motoristas, no primeiro plano orçamentário do governo do primeiro-ministro Andy Burnham. Healey disse ao Parlamento nesta quarta-feira (28) que elevaria os impostos sobre bancos, jogos de azar e rendimentos de poupadores e proprietários de imóveis para aluguel. Também endureceria as regras do imposto sobre valor agregado (IVA) aplicáveis a mercados on-line, como Amazon e Temu, para financiar o pacote de medidas. Segundo Healey, a economia enfrenta os impactos do conflito no Golfo, além das tensões comerciais globais e da guerra na Ucrânia. “Essas são as turbulências que enfrentamos. Não podemos simplesmente desejar que desapareçam. Precisamos escolher o rumo que seguiremos para atravessá-las”, afirmou.”

Fonte: Valor Econômico; 28/10/2026

Trump afrouxa regras que obrigavam empresas a diminuir emissão de gás superpoluente

“O governo Donald Trump está avançando para enfraquecer regras federais destinadas a obrigar empresas de petróleo e gás a reduzir suas emissões de metano, gás considerado “superpoluente” por reter tanto calor na atmosfera. O presidente dos EUA anunciou o plano na noite de terça-feira (27), durante um comício de campanha em Lubbock, no Texas, em apoio ao candidato republicano ao Senado, Ken Paxton. Trump afirmou que as regras da gestão Joe Biden eram “caras e desnecessárias”. A medida representa uma das iniciativas mais significativas do governo Trump para reduzir o alcance das políticas federais destinadas a combater as mudanças climáticas.”

Fonte: Folha de São Paulo; 28/10/2026

UE planeja adaptação a aquecimento global de 3°C, enquanto emissões batem recorde

“A União Europeia quer se preparar para a possibilidade de o aquecimento global atingir 3°C até o final do século. Para isso, pretende exigir que seus 27 Estados-membros elaborem planos de adaptação com base nesse cenário. A menos de duas semanas da COP31, que será realizada na Turquia, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou nesta terça-feira, 27, que as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera atingiram níveis recordes em 2025 e continuaram a aumentar em 2026. A Comissão Europeia apresentou na terça-feira um projeto de lei para instituir planos de “resiliência climática”. Pela proposta, os 27 países da UE deverão elaborar seus planos até o final de 2030. As medidas deverão se basear em um cenário climático comum, fundamentado nos dados científicos disponíveis, que considera um aquecimento global progressivo nas próximas décadas, em relação aos níveis pré-industriais: de 1,5°C até 2030, de 2°C até 2050 e de 3°C até 2100. “O desafio é agir antes que as mudanças climáticas causem impactos insuportáveis à nossa economia e à nossa sociedade”, declarou a vice-presidente da Comissão Europeia responsável pela transição, Teresa Ribera, em uma entrevista coletiva.”

Fonte: NovaCana; 28/10/2026

Índia busca investimento de US$ 220 bilhões em energia limpa para cumprir meta de 2030

“A Índia precisa de cerca de US$ 220 bilhões em investimentos em energia limpa nos próximos três anos, em um esforço acelerado para expandir a energia renovável e a infraestrutura da rede elétrica, visando atingir a meta de 500 GW de capacidade proveniente de fontes não fósseis até 2030, afirmou uma autoridade governamental de alto escalão na quarta-feira. Santosh Kumar Sarangi, um dos principais representantes do ministério federal responsável por energia limpa, declarou que os investimentos serão necessários nos setores de energia solar e eólica, armazenamento de energia em baterias, hidrogênio verde e infraestrutura de transmissão. Atualmente, a Índia conta com cerca de 308 GW de capacidade de geração de energia a partir de fontes não fósseis e pretende elevar esse montante para 500 GW, como parte de seus esforços mais amplos para alcançar emissões líquidas zero até 2070. O país já desenvolveu um mercado para cerca de 550 mil toneladas de amônia verde, atendendo à demanda de compradores estrangeiros, incluindo Japão e Coreia do Sul, acrescentou ele.”

Fonte: Reuters; 28/10/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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