Petrobras em foco: rebaixamos recomendação de PETR4/PETR3 para Venda

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IBOVESPA -0,6% | 118.431 Pontos

CÂMBIO -0,8% | 5,39/USD

O que pode impactar o mercado hoje

O Ibovespa encerrou a semana passada, encurtada pelo Carnaval, em queda de 0,84%, a 118.431 pontos. A Bolsa foi puxada principalmente por ações da Petrobrás, que caíram -4,9% (PETR3) e -3,9% (PETR4) após declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre reajustes na política de preços da empresa e sinalização de potencial mudança no comando da empresa (mais detalhes abaixo). Do lado internacional, as bolsas nos Estados Unidos e na Europa amanhecem o dia em queda (-0,7%) puxadas por ações de tecnologia (a Nasdaq registra queda -1,1% agora pela manhã) enquanto investidores alocam suas carteiras em papéis mais cíclicos, sensíveis a inflação e retomada econômica. Na China (-3,1%), a possibilidade do Banco Central frear a liquidez dos mercados já se refletiria em queda do mercado acionário.

No campo político internacional, o andamento do pacote de estímulos à economia americana no Congresso do país continua em destaque: as negociações seguem entre as diferentes alas do partido democrata, que procura aprovar o projeto na Câmara no final da semana. Vale destacar que o presidente Joe Biden disse que estaria aberto a contemplar uma redução no valor de USD 1,9 trilhões; reiteramos que se esperam ajustes à proposta em temas como o aumento do salário mínimo, que deve ser excluído ou reduzido. Outro ponto importante é que os países do G7 se reuniram nesta sexta-feira (19) para discutir cooperação para vencer a Covid-19 e para combater mudanças climáticas. No entanto, temas pendentes, como uma nova estratégia sobre a China não foram abordados. Ainda, com tensões elevadas, a China incitou os EUA a eliminar sanções e não interferir em questões domésticas.

Do lado de economia, o “reflation trade” continua, com os juros dos títulos públicos de longo prazo subindo nas principais economias desenvolvidas e o preço das commodities continuando a subir. Por ora, é uma notícia boa, uma que vez que indicaria que a economia global está se normalizando, voltando aos níveis pré-pandemia. No entanto, se as novas rodadas de estímulo – especialmente nos EUA – se provarem exageradas, o movimento pode acelerar, com consequências negativas sobre as condições financeiras globais. Nesse sentido, a pesquisa de clima da economia IFO, na Alemanha, ficou acima do esperado em fevereiro e acelerando frente a janeiro, reforçando os sinais de retomada da economia europeia, após a desaceleração ligada à segunda onda da Covid.

No Brasil, os jornais continuam debatendo as consequências da mudança no comando da Petrobrás sinalizada pelo Presidente Bolsonaro. Em nossa visão, parece cedo para cravar se os efeitos são restritos ao setor, ou uma indicação de tendência de mudança na gestão de política econômica. A PEC que implementará a nova rodada do auxílio emergencial será chave para demostrar o compromisso do governo com a agenda de reformas e disciplina fiscal, bandeiras do Ministério da Economia. O texto, que será apresentado pelo senado Márcio Bittar hoje, deve trazer mecanismos que permitam a edição de uma medida provisória para pagamento do auxílio emergencial, no valor de R$ 30 bilhões, sem medidas de contrapartidas imediatas, mas com a previsão de reduções futuras, como o congelamento de salários de servidores por mais dois anos, a suspensão do aumento das verbas do Fundeb e o congelamento do valor nominal de emendas parlamentares e fundos regionais. As medidas seriam viabilizadas pela decretação do estado de calamidade por decisão de um conselho fiscal, implementado pela PEC. Vale ressaltar que o projeto deve sofrer alterações nas discussões entre os senadores e a previsão é que ele seja votado na quinta-feira.

Do lado de estratégia, desde o começo do ano, vários acontecimentos passaram a indicar um aumento dos riscos de interferência política nas empresas brasileiras, principalmente nas estatais. Na sexta feira, a indicação abrupta de uma troca do Presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, pelo general Joaquim Silva e Luna, foi mais um fato que aumenta essa preocupação. Acreditamos que esses acontecimentos voltam a elevar o prêmio de risco do Brasil, e podem impactar a percepção do país por parte dos investidores estrangeiros, afetando não somente a Bolsa, mas também o câmbio, a curva de juros futuros e o risco país. Quanto ao Ibovespa, a Petrobras sozinha tem uma participação de 9,8% do índice, ficando atrás apenas da Vale, com 12,7%. A queda nas ações da Petrobras, por consequência, afetará diretamente o índice, mas acreditamos que o impacto possa ir muito além.

Do lado das empresas, publicamos um relatório rebaixando a recomendação das ações da Petrobras de Neutro para Venda, com preço-alvo revisado de R$24/ação para PETR4/PETR3 (comparado a R$32/ação anteriormente). Nossa mudança de recomendação reflete o recente anúncio de que o Governo Federal decidiu substituir o CEO da companhia, Sr. Roberto Castello Branco, pelo General Joaquim de Silva e Luna. Vemos esse anúncio como uma sinalização negativa, tanto (i) de uma perspectiva de governança, dados os riscos para a independência de gestão da Petrobras, como também (ii) por implicar riscos de que a companhia continue a praticar uma política de preços de combustíveis em linha com referências internacionais de preços, ou seja, que reflitam as variações dos preços de petróleo e câmbio. Em nossa opinião, existem muitas incertezas para justificar uma tese de investimento na Petrobras, e acreditamos que as ações deverão daqui em diante negociar com um desconto mais alto em relação ao histórico e a outras petroleiras globais. Em nosso relatório completo, fornecemos todos os detalhes por trás de nossa mudança na recomendação de ações.

Além disso, a Lojas Americanas e a B2W anunciaram na última sexta-feira que seus respectivos Conselhos de Administração aprovaram o estudo de uma potencial fusão das duas companhia, o que vemos como positivo para os dois papéis. No nosso relatório, detalhamos o racional e os riscos da transação, assim como nossa visão do potencial impacto da transação. Reiteramos nossa recomendação de Compra para ambas as empresas, com preço alvo de R$121,0 por ação para BTOW3 e R$36,0 por ação para LAME4. Ainda, reforçamos a Lojas Americanas como nossa preferência dentro do setor.

Tópicos do dia

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Brasil

  1. Projeção de mercado para a Selic de 2021 passou de 3,75% para 4,00%

Internacional

  1. Política internacional: pacote de estímulos continua em destaque nos EUA
    Acesse aqui o relatório internacional

Empresas

  1. Petrobras (PETR4): Não há mais como defender; Rebaixamos para VENDA
  2. Riscos políticos aumentam – o que esperar do Ibovespa?
  3. Lojas Americanas & B2W (LAME4/ BTOW3): Unindo forças; B2W e LASA anunciam estudo de potencial fusão
  4. EDP Energias do Brasil (ENBR3): Resultado do 4T20 acima das nossas expectativas; Mantemos Compra
  5. Grupo Pão de Açucar (PCAR3): Anúncio dos últimos passos da cisão das operações do Assaí (atacarejo)
  6. Setor elétrico: Maior percepção de risco após fala do Presidente Bolsonaro de atuar na questão de preços de energia
  7. Raia Drogasil (RADL3): Panvel anuncia Marketplace focado em saúde e bem-estar
  8. Banco do Brasil: Possível saída do CEO, Parte II


Veja todos os detalhes

Brasil

Projeção de mercado para a Selic de 2021 passou de 3,75% para 4,00%

  • Na esteira das pressões inflacionárias de curto prazo, a projeção de IPCA para 2021 passou de 3,62% para 3,82%. Para 2022, as projeções permaneceram em 3,49%;
  • Acompanhando a divulgação de dados mais fracos de serviços e comércio, a projeção de PIB passou de 3,43% para 3,29% para 2021 e permaneceu em 2,50% para 2022;
  • A projeção de taxa de câmbio para 2021 subiu de 5,01 para 5,05 reais por dólar. Para 2022, a projeção permaneceu em 5,00;
  • Em meio às pressões inflacionárias e à perspectiva de mais uma rodada do auxílio emergencial, a projeção de Selic para 2021 foi elevada de 3,75% para 4,00% ao final de 2021, mas permaneceu em 5,00% ao final de 2022. Clique aqui para acessar o relatório completo.

Internacional

Política internacional: pacote de estímulos continua em destaque nos EUA

  • Na seara internacional, o andamento do pacote de estímulos à economia americana no Congresso do país continua em destaque. As negociações seguem entre as diferentes alas do partido democrata, que procura aprovar o projeto na Câmara no final da semana;
  • Vale destacar que o presidente Joe Biden disse que estaria aberto a contemplar uma redução no valor de USD 1,9 trilhões. Reiteramos que se esperam ajustes à proposta em temas como o aumento do salário mínimo, que deve ser excluído ou reduzido devido a resistência ao tema entre democratas moderados e dúvidas sobre a elegibilidade da medida para reconciliation, manobra por meio de qual o partido aprovará o projeto no Senado;
  • No lado das relações globais, os países membros do G7 se reuniram nesta sexta-feira (19) para discutir cooperação para vencer a Covid-19 e para combater mudanças climáticas. No entanto, temas pendentes, como uma nova estratégia sobre a China não foram abordados;
  • Ainda, com tensões no mar meridional elevadas, a China incitou os EUA a eliminar sanções e não interferir em questões domésticas;
  • E o governo Biden diz que aceitaria convite para negociações sobre o Irã e diz estar em contato com o país sobre americanos presos no país.

Empresas

Petrobras (PETR4): Não há mais como defender; Rebaixamos para VENDA

  • Publicamos um relatório rebaixando a recomendação das ações da Petrobras de Neutro para VENDA, com preço-alvo revisado de R$24/ação para PETR4 / PETR3 (comparado a R$32/ação anteriormente). Nossa mudança de recomendação reflete o recente anúncio de que o Governo Federal decidiu substituir o CEO da companhia, Sr. Roberto Castello Branco, pelo General Joaquim de Silva e Luna;
  • Vemos esse anúncio como uma sinalização negativa, tanto (i) de uma perspectiva de governança, dados os riscos para a independência de gestão da Petrobras, como também (ii) por implicar riscos de que a companhia continue a praticar uma política de preços de combustíveis em linha com referências internacionais de preços, ou seja, que reflitam as variações dos preços de petróleo e câmbio. Em nossa opinião, existem muitas incertezas para justificar uma tese de investimento na Petrobras, e acreditamos que as ações deverão daqui em diante negociar com um desconto mais alto em relação ao histórico e a outras petroleiras globais;
  • Além disso, as incertezas para a política de preços de combustíveis da Petrobras implicam uma menor correlação das ações em relação aos preços do petróleo daqui para frente, dados os riscos de que não sejam totalmente repassados aos preços dos combustíveis. Com isso, esperamos uma deterioração nos resultados no futuro, não apenas devido às margens de refino mais baixas, mas também devido aos riscos que a Petrobras deva realizar importações de combustível com prejuízo para evitar qualquer risco de desabastecimento no mercado local. Em nosso relatório completo (link), fornecemos todos os detalhes por trás de nossa mudança na recomendação de ações.

Riscos políticos aumentam – o que esperar do Ibovespa?

  • Desde o começo do ano, vários acontecimentos passaram a indicar um aumento dos riscos de interferência política nas empresas brasileiras, principalmente nas estatais. Na sexta feira, a indicação abrupta de uma troca do Presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, pelo general Joaquim Silva e Luna, foi mais um fato que aumenta essa preocupação;
  • Esses fatos não parecem ser isolados uns dos outros e acreditamos que o mercado também não deva ter essa percepção. Para os mercados, acreditamos que esses acontecimentos voltam a elevar o prêmio de risco do Brasil, e podem impactar a percepção do país por parte dos investidores estrangeiros. Além da Bolsa, outros ativos como o câmbio, a curva de juros futuros e o risco país também tendem a sofrer quando o prêmio de risco do Brasil aumenta;
  • Quanto ao Ibovespa, a Petrobras sozinha tem uma participação no Ibovespa de 9,8% do índice, ficando atrás apenas da Vale, com 12,7%. A queda nas ações da Petrobras, por consequência, terá um impacto direto no índice. Porém, acreditamos que o impacto possa ir muito além do que apenas as ações da Petrobras. Clique aqui para ler o relatório completo.

Lojas Americanas & B2W (LAME4/ BTOW3): Unindo forças; B2W e LASA anunciam estudo de potencial fusão

  • A Lojas Americanas e a B2W anunciaram na última sexta-feira que seus respectivos Conselhos de Administração aprovaram o estudo de uma potencial fusão das duas companhias;
  • Nós vemos a potencial transação como positiva, pois não apenas deve garantir uma melhor gestão estratégia da nova companhia como também deve permitir uma precificação mais justa das ações. Reiteramos nossa recomendação de Compra para os dois papéis, com preço alvo de R$121,0 por ação para BTOW3 e R$36,0 por ação para LAME4. Ainda, reforçamos a Lojas Americanas como nossa preferência dentro do setor;
  • Detalhamos no relatório o racional e os riscos da transação, assim como nossa visão do potencial impacto para os dois papéis. Clique aqui para mais detalhes.

EDP Energias do Brasil (ENBR3): Resultado do 4T20 acima das nossas expectativas; Mantemos Compra

  • Em 19 de fevereiro, após o fechamento do mercado, a EdP Energias do Brasil reportou um EBITDA Ajustado do 4T20 de R$ 659,2 milhões, acima da nossa estimativa de R$ 528,6 milhões e do consenso da Bloomberg de R$620,0 milhões. Esse desempenho reflete uma combinação de (i) um melhor desempenho do braço de geração hidrelétrica da companhia devido a uma melhor estratégia de alocação da garantia física e compras de energia para e hedge (ii) menores despesas gerenciáveis na comparação trimestral;
  • Adicionalmente, conforme a Nova Política de Dividendos anunciada em 2020, que prevê pagamento mínimo de R$ 1,0 por ação, a Companhia propôs complemento de R$ 240,4 milhões, que será deliberado na Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada no dia 09 de abril de 2021. Com esse montante, os dividendos estimados distribuídos no exercício de 2020 serão de R$ 599 milhões, correspondente a R$ 1,00 por ação;
  • Por fim, a companhia anunciou que João Manuel Veríssimo Marques da Cruz foi eleito para o cargo de CEO da EDP Brasil em substituição de Miguel Nuno Simões Nunes Ferreira Setas que foi nomeado para o para o cargo de Presidente do Conselho de Administração;
  • Vemos os resultados da EdP como positivo por estarem acima nossas estimativas (monitoramos principalmente o EBITIDA Ajustado). Mantemos recomendação de Compra na EdP Energias do Brasil, com preço-alvo de R$21/ação.

Grupo Pão de Açucar (PCAR3): Anúncio dos últimos passos da cisão das operações do Assaí (atacarejo)

  • O Grupo Pão de Açúcar anunciou na última sexta-feira (19/2) após o fechamento de mercado a aprovação da listagem das ações do Sendas (Assaí) na B3 e NYSE (link);
  • Próximos passos da cisão: no dia 26 de fevereiro, após o encerramento do pregão, os detentores de ações do Grupo Pão de Açúcar receberão ações emitidas de Sendas, na mesma proporção da sua participação no capital do GPA hoje. As ações de Sendas passarão a ser negociadas no segmento do Novo Mercado sob o código “ASAI3” a partir de 1º de março;
  • O que isso significa para as ações do GPA? Conforme discutido no nosso último relatório (link), vemos a cisão das duas companhias como um importante evento para destravar valor para seus acionistas ao permitir uma reavaliação do múltiplodas ações para patamares mais próximos aos seus pares,ao mesmo tempo em que traz mais agilidade para as operações. Nós reiteramos nossa recomendação de Compra e preço-alvo para o fim de 2021 de R$ 103,0/ação para PCAR3, e a mantemos como nossa preferência no setor.

Setor elétrico: Maior percepção de risco após fala do Presidente Bolsonaro de atuar na questão de preços de energia

  • Durante o último final de semana, o Presidente Jair Bolsonaro afirmou que seu governo planeja atuar em questões referentes aos preços de energia elétrica;
  • A declaração foi breve, e não foram fornecidos maiores detalhes até o momento sobre seu significado. Entretanto, acreditamos que as ações do setor elétrico deverão reagir negativamente, principalmente quando se leva em consideração a maior percepção de risco após o anúncio de troca de comando na Petrobras;
  • Os componentes fundamentais das tarifas de energia são, com base em dados da ANEEL:
    1. Custos não gerenciáveis, também denominados “parcela A”, que compreendem custos de geração e transmissão e totalizam cerca de 40% do valor das tarifas;
    2. Componente de cobertura dos custos de operação e remuneração do capital de distribuidoras, ou “parcela B”, que abrange 20% do valor final das faturas;
    3. Impostos, tanto federais (PIS/COFINS, 9,20%), como estaduais (ICMS, 22%);
    4. Encargos setoriais, que abrange 7,8% do valor das tarifas.
  • Apesar da maior percepção de risco, acreditamos ainda improvável que a declaração do Presidente da República resulte em interferência direta em contratos existentes de geração, transmissão ou distribuição. Eventualmente, o que poderia ser discutido seria um diferimento de pressões tarifárias tal como o que ocorreu na Conta-COVID de 2020, ou a Conta ACR do período de 2014-15. Notamos também que, semelhante ao que ocorreu no caso dos combustíveis, que a declaração se refira à aplicação de tributos sobre a energia. Neste caso, tal como no caso dos combustíveis, destacamos os mesmos riscos de espaço fiscal limitado no âmbito federal para reduções eventuais do PIS/COFINS (além, é claro, da observação à Lei de Responsabilidade Fiscal, LRF) e de oposição dos Estados a mudanças no ICMS;
  • Ainda que não sejam claros os eventuais impactos ao setor elétrico, acreditamos que as ações deverão ser penalizadas pela maior percepção de risco. Nesse sentido, acreditamos que de um ponto de vista tático nomes menos expostos a tal risco são geradoras com maior exposição ao mercado livre (ACL), tendo em vista que seus contratos são bilaterais entre entes privados. Nesse sentido, favorecemos CESP e AES Tietê como principais nomes com exposição a este segmento.

Raia Drogasil (RADL3): Panvel anuncia Marketplace focado em saúde e bem-estar

  • A plataforma reunirá produtos e serviços de saúde identificados com o propósito da marca de oferecer saúde e bem-estar, oferecendo categorias como alimentação saudável, veganos, higiene, infantis, perfumaria, etc.;
  • O projeto entra agora em sua fase de estruturação e captação de sellers, e a inauguração da plataforma está prevista para o 4º trimestre de 2021;
  • Esperamos ver um aumento da competição do setor de farmácia também no ambiente digital. Mantemos recomendação Neutra para RADL3 e preço alvo de R$27,0 por ação.

Banco do Brasil: Possível saída do CEO, Parte II

  • Após o anúncio de demissão do CEO da Petrobras e a fala do Presidente Bolsonaro de que outras mudanças poderiam ocorrer, a mídia especula que o presidente do Banco do Brasil, André Brandão, poderia ser uma destas mudanças;
  • A já anteriormente especulada saída do sr. Brandão viria após a reestruturação organizacional do banco, que envolveu a demissão voluntária de 5.5 mil funcionários e fechamento de aproximadamente ~300 agências e postos avançados. De acordo com a mídia, a notícia não foi bem recebida pelo governo e a reação do mesmo incentivou a nossa mudança de preferência no setor financeiro de Banco do Brasil para Bradesco;
  • Nossa visão continuaria sendo negativa em caso de demissão, devido a: i) o CEO Brandão deu sinalizações positivas para o mercado de que seu mandato seria voltado para o ganho de eficiência por meio de uma reestruturação organizacional; ii) o sr. Brandão também é um veterano respeitado com mais de 30 anos de experiência em bancos privados, como Citi e HSBC, incluindo uma posição de CEO na operação local do HSBC de 2012 até sua venda para o Bradesco em 2016; e iii) pode ser visto como interferência política do governo (acionista controlador) em detrimento dos acionistas minoritários. Esperamos que investidores negativamente reajam a notícia e que as ações do banco performem pior do que o IFNC (índice do setor financeiro) no pregão de hoje.
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