Resumo da Semana: Ibovespa fecha em queda de 0,8%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!


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Destaques da semana: 12/02 a 19/02

Ibovespa: -0,84% |118.431 pontos

A semana encurtada pelo Carnaval terminou com o Ibovespa fechando em queda de 0,84%, a 118.431 pontos. A Bolsa foi puxada principalmente por ações da Petrobrás, que caíram -4,9% (PETR3) e -3,9% (PETR4) após declarações pelo presidente Jair Bolsonaro sobre os reajustes em sua política de preços.

Lá fora, as Bolsas terminaram a semana sem direção única. Os mercados na Ásia voltaram do feriado de Ano Novo Lunar também, com o mercado chinês CSI 300 superando o pico de 2007, porém fechou com uma queda de -0,5%. A Europa terminou a semana em +0,5%, reagindo positivamente a resultados trimestrais otimistas. Nos EUA, o S&P 500 e a Nasdaq caíram -0,7% e -1,6%, respectivamente. Os setores cíclicos, como materiais, indústria e energia, tiveram uma performance melhor do que o mercado em geral, impulsionados pela fala Janet Yellen, secretária do Tesouro americano, que reiterou a necessidade de um grande pacote fiscal para apoiar a recuperação econômica.

O grande destaque da semana foi a alta nos juros do Tesouro americano de 10 anos que superaram a marca de 1,3%, o nível mais alto em quase um ano. A subida foi relacionada às expectativas de crescimento econômico e inflação, porém houve uma preocupação de que a subida dos juros pudesse causar uma migração de investidores de renda variável para títulos com rendimento maior, causando uma queda nas ações. Na nossa visão, a alta ainda é benigna e não é ainda uma fonte de preocupação.

Outra notícia que entrou no radar foi a alta de commodities, apoiada pelas apostas de uma recuperação na demanda. Além desse fator, o preço do petróleo foi impactado por uma onda de frio histórica nos EUA, que interrompeu as operações nas refinarias nos Texas, maior estado produtor de petróleo nos país. O Brent chegou a superar US$ 64 por barril, a máxima desde janeiro do ano passado. Com expectativas da retomada da produção na região, os preços já recuaram, com o Brent encerrando a semana em +0,58% enquanto o WTI caiu -0,39%.

A agenda econômica foi mais vazia nessa semana por conta dos feriados em várias regiões do mundo. Foi divulgada a prévia dos PMIs dos principais mercados desenvolvidos. A Zona do Euro registrou uma leve subida do PMI composto, de 47,8 em janeiro para 48,1 em fevereiro, indicando que a atividade econômica continua em contração. Por outro lado, o índice composto dos EUA subiu para 58,8, sugerindo forte expansão, impulsionado pelo setor de serviços que se beneficiou do afrouxamento de medidas de restrição. 

No Brasil, as atenções continuaram voltadas para as discussões sobre a extensão do auxílio emergencial. Espera-se que a PEC Emergencial seja protocolada pelo senador Márcio Bittar no início da semana que vem. Conforme nosso último relatório Macro Mensal, passamos a comtemplar uma nova rodada do auxílio em nosso cenário base.

Por último, o Bitcoin continuou a tendência de alta e chegou a bater o valor de US$ 54.000 e ultrapassar uma capitalização de mercado de US$ 1 trilhão. Esse valor é maior do que grandes empresas globais, como o Tesla, que tem ao redor de US$ 700 bilhões, enquanto a Apple vale mais de US$ 2 trilhões.


Perdeu algum resultado da semana? Confira abaixo os destaques

Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana com leve alta de 0,19% em relação ao Real, em R$ 5,39/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou alta, abrindo 10 bps acima na semana, atingindo 8,06%.


O que esperar

Na agenda econômica nacional da próxima semana, o IPCA-15 e o IGP-M de fevereiro, a nota de crédito do BC de janeiro e a taxa de desemprego da PNAD para dezembro serão os principais destaques. No cenário internacional, o PIB do quarto trimestre de 2020 da França e da Alemanha serão divulgados, assim como dados de confiança das principais economias globais e dados de desemprego do Chile, Colômbia e México. Clique aqui para ler o relatório completo.

Obs.: No calendário abaixo, deixamos apenas os indicadores que serão divulgados na próxima semana, porque a agenda de indicadores desta semana foi vazia devido ao Carnaval.


Ações

As ações da empresa operaram em alta na semana devido a um cenário mais otimista em relação ao segmento de aviação comercial à medida que companhias aéreas ao redor do mundo vão progressivamente retomando um cenário de normalidade.


As ações reagiram positivamente à alta dos preços de petróleo devido a um noticiário melhor na frente de oferta, em particular após os impactos da tempestade de inverno sobre a produção de petróleo do Texas.

A empresa se encontra restrita para cobertura por determinação da nossa área de Compliance.

A empresa se encontra restrita para cobertura por determinação da nossa área de Compliance.

O setor de Siderurgia & Mineração apresentou boa performance na semana, com volta do ano novo chinês. A alta do minério de ferro para próximo dos US$170/t impulsionou o setor.

Ações em queda na semana podem refletir o fato relevante divulgado pela companhia na semana anterior sobre a renúncia de quarto membros do Conselho de Administração.

Não houve notícias específicas, mas ações dos setores elétrico e de saneamento tiveram seu desempenho afetado pela alta recente da curva de juros.

SABESP

Não houve notícias específicas, mas ações dos setores elétrico e de saneamento tiveram seu desempenho afetado pela alta recente da curva de juros.

A queda das ações reflete a maior percepção de risco de investidores sobre a autonomia da empresa e a manutenção de sua política de preços de combustíveis após críticas realizadas pelo Presidente Bolsonaro em sua live semanal.

Tim

Sem notícias específicas da empresa.

Fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira

Nessa semana, o saldo acumulado da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi de R$ 2,671 bilhão*.

*Até dia 17/02/2021

Performance das Bolsas mundiais (últimos 5 dias)

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