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Natura anuncia Alessandro Carlucci como novo CEO; C&A divulga relatório financeiro alinhado ao IFRS | Café com ESG, 01/09

Mudanças em liderança e adesão de relatórios de sustentabilidade em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de segunda-feira fechou em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 0,1% e 1,32%, respectivamente.

• Do lado das empresas, (i) a C&A divulgou nesta segunda-feira, pela primeira vez, o relatório financeiro que mapeia os riscos e as oportunidades das mudanças climáticas para seus negócios, segundo o padrão internacional IFRS S1 e S2 – para a companhia, ondas de calor e frio fora de época alteram os padrões de consumo de vestuário e afetam as vendas no varejo de moda, razão pela qual esse fenômeno foi quantificado como um dos principais riscos impostos pelas mudanças climáticas ao negócio; e (ii) a Natura anunciou ontem uma troca de cadeiras no topo da companhia após a saída do CEO João Paulo Ferreira, que estava há 10 anos no cargo – seu lugar será ocupado por Alessandro Carlucci, atual presidente do conselho de administração, e que também já havia ocupado o cargo de diretor-presidente do grupo por dez anos, entre 2005 e 2014.

• De olho no leilão de baterias, fabricantes chinesas de sistemas de armazenamento de energia, como Jinko ESS e CATL, estão fechando parcerias com empresas brasileiras do segmento para nacionalizar projetos e garantir uma participação maior no leilão – como exemplo, a Jinko ESS anunciou, nesta segunda-feira, um memorando de entendimento com a UCB Power para que os projetos desenvolvidos em parceria possam atender aos requisitos de conteúdo local do primeiro certame, programado para o dia 2 de dezembro.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Sidney deixa a presidência da Febraban; Vilain assume

“Isaac Sidney deixará presidência-executiva da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), cargo que ocupa desde março de 2020. Para o seu lugar, foi escolhido Leandro Vilain, que preside a ABBC, associação que reúne bancos pequenos e fintechs. Haverá período de transição até outubro. Segundo a Febraban, a mudança reflete “decisão alinhada há mais de um ano”. Em julho, o Valor revelou que Sidney fez um financiamento imobiliário de R$ 5,5 milhões com o Master em 2020, quando já presidia a Febraban, episódio que causou mal-estar no setor. Ele apresentou à época o termo de quitação do crédito.”

Fonte: Valor Econômico; 01/09/2026

Para C&A, clima vai exigir mudanças mais rápidas nas coleções

“Ondas de calor e frio fora de época mexem com o guarda-roupa de qualquer pessoa e, invariavelmente, afetam as vendas de varejistas de moda. Para a C&A, esse fator foi quantificado como um dos principais riscos que a mudança do clima impõe para a empresa. A varejista de moda divulgou nesta segunda-feira (31), pela primeira vez, o relatório financeiro que mapeia os riscos e as oportunidades das mudanças climáticas para seus negócios, segundo o padrão internacional IFRS S1 e S2. Como sua concorrente Renner, a C&A observou que, no longo prazo, o impacto financeiro das oportunidades será maior do que as perdas estimadas. A empresa estimou quatro riscos e três oportunidades. Nem todos puderam ser calculados quantitativamente, mas os que foram mostram uma estimativa de ganho de R$ 455,6 milhões com oportunidades nos próximos anos, ante uma perda de R$ 84,6 milhões. Entre as principais oportunidades climáticas identificadas pelo relatório estão ganhos de eficiência e adoção de tecidos mais sustentáveis. A empresa prevê ganhos de R$ 328 milhões ao longo dos próximos dez anos com a adoção de critérios de eficiência energética e o melhor uso de recursos na expansão e reforma de lojas. A C&A anunciou na semana passada um plano estratégico que prevê a construção de 60 a 80 novas lojas e a reforma de pelo menos 100 unidades até 2030. A previsão é investir anualmente cerca de 7% da receita líquida na expansão. O grupo hoje tem 340 lojas no Brasil.”

Fonte: Capital Reset; 31/08/2026

Terras raras: projeto em MG atrai capital global às vésperas de marco legal

O projeto de terras raras Colosso, em Poços de Caldas, está se tornando um exemplo vivo do apetite global pela nascente (e já bilionária) indústria de terras raras do Brasil – bem como dos interesses e dos riscos políticos em jogo no setor. O empreendimento atraiu um aporte de equity da OneIM, fundada por ex-executivos do SoftBank e apoiada pelo Mubadala, e deve ser financiado por bancos de exportação do Canadá, Austrália e França, além de já ter um pré-acordo de venda da produção ao grupo belga Solvay. Ao mesmo tempo, a Viridis, a empresa listada na Austrália que é responsável pelo projeto, mantém conversas com o BNDES, cultiva uma base de acionistas brasileiros (incluindo as gestoras Ore e Régia) e pretende investir em uma planta de processamento local. Este tripé evidencia tanto a vontade de diversos países de construir uma indústria de terras raras no Ocidente quanto a estratégia da Viridis de obter apoio em Brasília (via BNDES) num momento em que o Congresso discute uma política de minerais críticos de claro viés nacionalista.”

Fonte: Brazil Journal; 31/08/2026

Ações da Natura (NATU3) disparam após mudança de comando

“As ações da Natura abriram o pregão desta segunda-feira (31) em alta depois do anúncio da mudança de comando da operação e da saída da empresa do diretor-presidente João Paulo Ferreira. Ele presidiu a Natura Cosméticos por uma década e toda a empresa desde o ano passado, depois do fim da Natura &Co. Por volta das 12h25, os papéis ordinários (NATU3) subiam 3,78%, a R$ 9,07. O lugar de Ferreira, como mostrou o Valor, será ocupado por Alessandro Carlucci, atual presidente do conselho de administração da Natura e que também já havia ocupado o cargo de diretor-presidente do grupo por dez anos, entre 2005 e 2014. A mudança do comando ocorre após a assembleia que formalizou o acordo entre Natura e Advent para a indicação de dois sócios da gestora americana para o conselho da empresa de cosméticos brasileira (Pablo Zucchini e Rafael Leão). A condição para a indicação era a aquisição de 8% das ações em circulação da Natura pelo fundo, processo já concluído e que fez da Advent a segunda maior acionista fora do grupo de controle da companhia, formado pelos seus fundadores.”

Fonte: Valor Econômico; 31/08/2026

Fabricantes chinesas de baterias se unem a brasileiras para ampliar disputa em leilão inédito

“Fabricantes chinesas de sistemas de armazenamento de energia, como Jinko ESS e CATL, estão fechando parcerias com empresas brasileiras do segmento para nacionalizar projetos e garantir uma participação maior no leilão inédito para a tecnologia, marcado para dezembro. A Jinko ESS, do grupo JinkoSolar Holding Co., anunciou, nesta segunda-feira (31), um memorando de entendimento com a UCB Power para explorar a nacionalização de sistemas de armazenamento de energia. A ideia é que os projetos desenvolvidos em parceria possam atender aos requisitos de conteúdo local colocados para uma das duas contratações de baterias para o setor elétrico brasileiro, a do dia 2 de dezembro, destinada exclusivamente a baterias “nacionais”. O sistema de armazenamento de energia poderá ser considerado “nacional” mesmo contendo células importadas, já que o Brasil não tem capacidade de produção desse componente fundamental para as baterias. Já a nacionalização envolveria o restante do sistema: “packs” de baterias, software de gerenciamento, inversores e outras infraestruturas. “A nacionalização também poderá facilitar o acesso a alternativas de financiamento disponíveis no Brasil, incluindo linhas do BNDES”, afirma Vinicius Berná, diretor-executivo comercial e de novos negócios da UCB Power, em nota. Na mesma linha, a chinesa CATL anunciou na semana passada uma parceria estratégica com a Moura, fabricante brasileira tradicional do segmento, para participação conjunta no leilão de dezembro. “Essa colaboração combina as soluções avançadas de armazenamento de energia da CATL com a profunda expertise local da Moura, contando com o apoio de um segundo parceiro estratégico, líder de mercado em inversores no país, e visando a produção local que atenda aos requisitos de conteúdo local do leilão”, disseram as empresas, em comunicado. Os anúncios da Jinko ESS e CATL não mencionam investimentos potenciais na industrialização de baterias no Brasil.”

Fonte: Valor Econômico; 31/08/2026

GRI lança programa para capacitar até 150 PMEs brasileiras em sustentabilidade

“A Global Reporting Initiative (GRI), organização responsável por um dos principais padrões globais de relato de sustentabilidade, vai ampliar sua atuação no Brasil com foco nas pequenas e médias empresas (PMEs). A entidade pretende capacitar inicialmente pelo menos 100 companhias — com meta de chegar a 150 — para que passem a coletar, organizar e reportar informações ambientais, sociais e de governança (ESG). O programa faz parte da nova estratégia do GRI para o país, que volta a ser uma prioridade da organização seis anos depois. A iniciativa terá apoio da Secretaria de Estado de Assuntos Econômicos da Suíça (SECO) e financiamento previsto até fevereiro de 2029. Mais do que ensinar as empresas a produzir relatórios de sustentabilidade, o programa pretende ajudá-las a incorporar os temas ESG à estratégia e à gestão dos negócios. A execução deverá envolver cerca de dez parceiros implementadores, entre consultorias e instituições que já trabalham com pequenas e médias empresas. Outra possibilidade prevista é envolver grandes companhias no desenvolvimento de suas próprias cadeias de fornecedores. Nesse modelo, uma empresa âncora poderá indicar de dez a 15 fornecedores de pequeno e médio porte para participar das capacitações. A iniciativa ocorre em um momento em que as empresas brasileiras estão sendo pressionadas a produzir informações de sustentabilidade não apenas por investidores, mas também por bancos, clientes e grandes companhias que precisam conhecer os riscos e impactos de suas cadeias de valor. Para as PMEs, essa pressão tende a aumentar à medida que novas regras e padrões passam a exigir informações que, muitas vezes, precisam ser obtidas também de fornecedores.”

Fonte: Valor Econômico; 31/08/2026

Sem logística reversa, cartões desafiam reciclagem

“Os cartões utilizados como meios de pagamento enfrentam uma espécie de limbo quando o assunto é sua destinação pós-consumo. Embora sejam predominantemente compostos por plásticos – sendo o policloreto de vinila (PVC) o material mais utilizado em sua fabricação – e contenham componentes como chips e antenas de aproximação, não estão incluídos, como categoria, nos acordos setoriais de logística reversa de eletroeletrônicos ou de embalagens. Também não há uma regra específica que atribua ao banco emissor, bandeira ou à adquirente a responsabilidade pelo recolhimento e destinação dos cartões ao fim de sua vida útil. Segundo o Banco Central, existem 477,1 milhões de cartões ativos em circulação no Brasil – entre cartões de crédito, débito e pré-pagos, com uma vida útil estimada entre três e cinco anos. Faltam, contudo, dados sobre o percentual do resíduo que é efetivamente descartado e reciclado. “A reciclagem dos cartões de PVC não alcança grandes volumes porque esses plásticos não têm uma substituição recorrente. Além disso, têm outros componentes, como o chip e a tarja magnética que dificultam a reciclabilidade do material”, diz Alfredo Schmitt, do Instituto SustenPlást, organização ligada ao Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast-RS). O principal gargalo, contudo, está na ausência de enquadramento no resíduo nos acordos setoriais da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) e de um sistema de logística reversa com responsabilidades compartilhadas pelos diferentes elos da cadeia. Hoje, há iniciativas piloto que buscam reciclar o material, mas que ainda não tem abrangência nacional. Um exemplo é o Papa Cartão, programa de coleta e reciclagem de cartões fabricados com PVC, que conta com pontos de coleta espalhados em estações do metrô de São Paulo, empresas parceiras e órgãos públicos.”

Fonte: Valor Econômico; 31/08/2026

Telefónica leva risco climático ao plano global de sustentabilidade após 97 mi de euros em danos

“Em 2024, dois eventos climáticos extremos separados por mais de 8 mil quilômetros atingiram a infraestrutura da Telefónica, dona da Vivo no Brasil. Na Espanha, chuvas torrenciais provocaram inundações históricas na região de Valência, enquanto no Brasil as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul afetaram redes e equipamentos. Juntos, os desastres provocaram danos estimados em 97 milhões de euros aos ativos da companhia. Parte do impacto financeiro foi mitigada por seguros, mas a dimensão dos estragos ajudou a materializar um risco que, até pouco tempo atrás, aparecia em projeções de longo prazo. Segundo Maya Ormazabal, diretora global de Sustentabilidade da Telefónica, os dois países estão lado a lado em termos de mercado quando considerados clientes, receitas, consumo de energia, materiais e funcionários, e o Brasil é uma peça estratégica para o grupo globalmente. Agora, adaptação às mudanças climáticas e seus potenciais efeitos sobre os ativos passam a ganhar mais espaço na estratégia global da Telefónica. A companhia lançou um novo plano de sustentabilidade de 2026 a 2030, alinhado à transformação e crescimento do grupo para os próximos anos. A proposta é aproximar definitivamente a agenda ESG das decisões financeiras e operacionais, a colocando no centro para crescimento, eficiência, gestão de riscos e acesso a capital.”

Fonte: Exame; 31/08/2026

Setor solar quer leilões anuais de baterias e mais 18 GW em usinas até 2030

“O avanço acelerado da energia solar no Brasil colocou um novo problema no centro das discussões do setor elétrico: o país ampliou a capacidade de geração renovável, mas nem sempre consegue aproveitar toda a eletricidade disponível. É nesse cenário que a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) apresenta uma agenda com recomendações para o governo federal que assumirá em 2027. Entre as principais propostas estão leilões anuais para sistemas de armazenamento de energia, a contratação de pelo menos 8 gigawatts (GW) em baterias e a instalação de mais 18 GW em grandes usinas solares até 2030. O documento também tenta conectar a expansão da oferta de eletricidade à atração de novas cargas, como data centers, projetos de hidrogênio verde e indústrias eletrointensivas, aquelas que demandam grandes volumes de energia em seus processos produtivos. A agenda está dividida em três frentes, chamadas de Bateria Brasil, Energia que Emprega e Sol para Todos. Além das propostas para armazenamento e grandes usinas, a entidade defende ampliar o acesso à energia solar para 3 milhões de unidades consumidoras até o fim da década.”

Fonte: Exame; 31/08/2026

Mato Grosso quer permitir até 5% de uso de biomassa nativa em usinas de etanol

“Em junho deste ano, o governo de Mato Grosso se comprometeu a zerar o uso de lenha oriunda de matas nativas em caldeiras de geração de energia até 2034. Poucos dias depois, a meta foi adiada para 2035. Agora, o governo estadual busca novas mudanças. Segundo reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo, o estado iniciou um processo para legalizar o uso de madeira nativa. Um ofício encaminhado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) em 6 de julho pediu ao procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca, que reconsiderasse o acordo firmado um mês antes com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O texto afirma que foram identificadas “preocupações do setor produtivo”. Posteriormente, a secretária de meio ambiente de Mato Grosso, Mauren Lazzaretti, enviou uma proposta ao Ministério Público em que cita a legislação mineira para permitir a legalização do uso de madeira nativa. Com isso, ela busca alterar a redação para que o estado permita, a partir de 2035, que até 5% da lenha nas usinas possa ser proveniente de desmatamento legal. Ainda conforme a apuração da Folha, as iniciativas foram criticadas pelo promotor de justiça Joelson de Campos Maciel, responsável pela elaboração do Termo de Compromisso Ambiental (TAC) assinado originalmente. Segundo ele, o governo não consultou a promotoria antes de solicitar as alterações.”

Fonte: NovaCana; 31/08/2026

Abrema quer biogás de aterros no leilão de baterias

“A Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema) quer que usinas a biogás instaladas em aterros possam participar de novos leilões voltados aos sistemas de armazenamento de energia. “Nós queremos participar também”, disse o presidente da entidade, Pedro Maranhão, em entrevista à agência eixos. Ele defende que os empreendimentos sejam reconhecidos como “baterias verdes”, por gerarem energia quando necessário e reduzirem as emissões de metano associadas aos resíduos. “Discutimos muito com o Ministério de Minas e Energia o leilão de baterias, porque os nossos aterros são as baterias. Nossa bateria produz energia 24 horas por dia, não precisa de sol, de chuva. Precisa de lixo, e lixo não vai faltar”, contou Maranhão. O primeiro Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de baterias, previsto para dezembro, é destinado exclusivamente à contratação de sistemas de armazenamento de energia (BESS).”

Fonte: Eixos; 31/08/2026

Prazo para conclusão do grupo de trabalho sobre eólicas offshore é estendido

“O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) prorrogou em 90 dias o prazo para a conclusão dos trabalhos do Grupo de Trabalho Eólicas Offshore, segundo portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira (31/8). O grupo foi instituído pela Resolução CNPE nº 18, de 1º de outubro de 2025. Com a prorrogação, o prazo para finalização dos trabalhos, apresentação do relatório final ao CNPE e conclusão das entregas previstas foi estendido, segundo a resolução. O grupo foi criado para regulamentar o marco legal das eólicas offshore, com atribuições que incluem a definição de critérios locacionais, regras para Declaração de Interferência Prévia (DIP), sanções e a criação de um Portal Único de Gestão de Áreas Offshore, além de estudos sobre coexistência com pesca e segurança na navegação. O GT tinha prazo original de 270 dias, com previsão de entrega da proposta de decreto no primeiro semestre de 2026. A criação do grupo, no entanto, já havia gerado frustração no setor, que esperava o primeiro leilão de cessão de áreas para eólicas offshore ainda neste ano, sob o governo Lula 3.”

Fonte: Eixos; 31/08/2026

Discussão sobre remuneração das transportadoras de gás deve se dar na ANP, e não na Justiça, defende Abrace

“A discussão sobre a base de remuneração das transportadoras de gás natural deve ser conduzida “com transparência e rigor técnico” pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), defendeu a Abrace Energia nesta segunda-feira (31/8). A associação, que representa os grandes consumidores de energia, se posicionou após a Associação de Empresas de Transporte de Gás Natural por Gasoduto (ATGás) judicializar o rito regulatório da ANP que culminou na proposta de aplicação do Método do Capital Recuperado (RCM) para valoração da Base Regulatória de Ativos (BRA) da Nova Transportadora do Sudeste (NTS) e Transportadora Associada de Gás (TAG). A Abrace estima que a metodologia alternativa, proposta pela ANP e questionada pelos transportadores, pode representar uma redução da ordem de 25% nas tarifas de transporte de gás. A Abrace acrescenta que uma “regulação adequada” deve preservar o equilíbrio entre a remuneração justa dos investimentos e a modicidade tarifária, “especialmente considerando que o custo do transporte no Brasil é um dos mais caros do mundo” – e que o método RCM busca considerar, justamente, o quanto do capital investido já foi recuperado ao longo da vigência dos contratos anteriores.”

Fonte: Eixos; 31/08/2026

Internacional

Acionistas da USA Rare Earth aprovam compra da Serra Verde

“Os acionistas da americana USA Rare Earth (USAR), empresa listada na Nasdaq, aprovaram a aquisição de 100% do Serra Verde Group, dono da única mina que produz e processa terras raras no Brasil. O resultado da votação, realizada na última sexta-feira (28), foi divulgado nesta segunda-feira (31) em documento apresentado à SEC, órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos. Os acionistas autorizaram a USA Rare Earth a emitir 126,8 milhões de novas ações ordinárias como parte da contrapartida pela aquisição da Serra Verde. A emissão estava prevista no acordo anunciado em abril, que avaliou a transação em US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões). Do valor total, US$ 300 milhões serão pagos em dinheiro. O restante será quitado por meio da emissão de ações da USAR, calculada com base no preço de fechamento de US$ 19,95 por ação em 17 de abril. A votação da emissão de novas ações era uma etapa necessária para a conclusão da aquisição. No entanto, a USAR ainda não confirmou que a compra foi efetivada. O documento não afirma que todas as demais condições de fechamento foram feitas ou dispensadas. O contrato de compra traz uma série de requisitos para o fechamento, como requisitos contratuais relacionados ao financiamento e ao acordo de off-take, consentimentos de terceiros e a ausência de medidas judiciais ou regulatórias que impeçam o negócio.”

Fonte: Capital Reset; 31/08/2026

Presidente da SEC busca conceder aos estados americanos poder sobre resoluções de acionistas

“A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) deu um passo em direção à eliminação de suas exigências para propostas de acionistas em empresas de capital aberto e à concessão de novos poderes aos estados – uma mudança que reduziria a influência de investidores ativistas. Em um comunicado regulatório divulgado na sexta-feira, a SEC informou que analisaria alterações na regra conhecida como 14a-8. Essa norma estabelece requisitos para propostas de acionistas incluídas nas declarações de voto (proxy statements) anuais de empresas de capital aberto, incluindo critérios de participação acionária mínima. Por e-mail, um porta-voz do presidente da SEC, Paul Atkins, afirmou que ele “ressaltou preocupações de que a Regra 14a-8 da SEC sobre propostas de acionistas excede a autoridade da Comissão e infringe leis estaduais. Nesse sentido, espera-se que a Comissão analise uma proposta para revogar a regra e devolver aos estados a competência para regular as propostas de acionistas”. As resoluções apresentadas por investidores, focadas em temas como emissões de carbono e cargos executivos, têm sido o ponto central de muitas assembleias anuais corporativas, embora o apoio a essas iniciativas tenha diminuído nos últimos anos.”

Fonte: Reuters; 31/08/2026

EPA concede a pequenas refinarias isenções de biocombustíveis equivalentes a 1,76 bilhão, quase o dobro da estimativa inicial

“Na segunda-feira, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) concedeu a pequenas refinarias isenções das exigências nacionais de mistura de biocombustíveis, totalizando 1,76 bilhão de créditos de combustível renovável para o ano de conformidade de 2025 — quase o dobro do volume que a agência esperava inicialmente isentar. A Casa Branca tem tentado aliviar a pressão sobre os preços da gasolina, que subiram acentuadamente durante o conflito envolvendo EUA, Israel e Irã. As refinarias buscaram essas isenções para reduzir os custos de produção de combustíveis, enquanto legisladores de estados agrícolas alertaram que a medida poderia reduzir a demanda por culturas utilizadas na fabricação de biocombustíveis. A EPA informou que proporá, até o final de outubro, a realocação de 100% da diferença entre as isenções projetadas e as efetivas de 2025 para as obrigações de volume de renováveis ​​de 2026 e 2027, transferindo, na prática, as obrigações dispensadas para anos futuros. As refinarias de petróleo dos EUA travam uma longa batalha de lobby contra as indústrias agrícola e de biocombustíveis em torno do Padrão de Combustível Renovável (Renewable Fuel Standard), que exige que as refinarias misturem combustíveis renováveis ​​à gasolina e ao diesel ou adquiram créditos conhecidos como números de identificação de renováveis ​​(RINs). Na segunda-feira, a EPA anunciou a concessão de isenções totais a 18 das 34 refinarias que haviam solicitado dispensa das obrigações do padrão de combustível renovável para o ano de conformidade de 2025. O comunicado da EPA informou ainda que concedeu isenções de 50% a 11 refinarias, negou três pedidos e considerou outros dois pedidos inelegíveis.”

Fonte: Reuters; 31/08/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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