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Brasil se torna o maior importador de veículos chineses no 1º semestre de 2026 | Café com ESG, 28/07

Incentivo fiscal aumenta a demanda por veículos elétricos chineses

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de segunda-feira fechou em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 0,74% e 1,54%, respectivamente.

• Do lado das empresas, (i) o conselheiro da Vale, Marcelo Gasparino, enviou uma carta de renúncia à companhia na manhã desta segunda-feira, após o colegiado decidir destituir Gasparino do cargo em reunião do conselho realizada no dia de 19 de junho – o advogado ocupava ainda a vice-presidência do conselho e, na semana passada, concorreu para a presidência do colegiado em assembleia geral de acionistas, mas perdeu a disputa para Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira; e (ii) o Brasil se tornou o principal importador de carros chineses no mundo no primeiro semestre de 2026, segundo dados da alfândega chinesa – o movimento é liderado pelos carros eletrificados, cuja importação somou US$ 4,5 bilhões nos primeiros cinco meses do ano, frente principalmente a uma política de exportações mais agressiva da China para compensar a fraqueza da demanda doméstica e a crescente aceitação do consumidor.

• Na política, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abrirá, na quinta-feira, a consulta pública sobre o primeiro leilão de baterias do Brasil que acontecerá no final do ano – segundo a agência, os contratos terão 15 anos de duração, com início de suprimento em 1º de agosto de 2028.

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Brasil

Natura aposta em novo parceiro para escalar produção agroflorestal de dendê na Amazônia

“A Natura soma hoje 1.172 hectares de dendê cultivado em sistema agroflorestal (SAF) na Amazônia, resultado de um investimento que já passa de R$ 60 milhões desde 2021 — e que deve receber outros R$ 20 milhões até 2030. O avanço, no entanto, mede menos de 10% do que a companhia projeta para 2040, quando pretende chegar a 12 mil hectares e deixar de recorrer, por completo, a óleo de palma produzido em monocultura. Para acelerar esse ritmo, a companhia abriu uma nova frente de fornecimento. Dos 1.172 hectares totais, 950 vêm de uma parceria de quase duas décadas com a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA), enquanto os 222 hectares restantes marcam a estreia de outro parceiro na cadeia: a organização sem fins lucrativos Amazon People, que assumiu a implementação do modelo na comunidade de Jutaiteua, em Moju, no nordeste do Pará. O óleo extraído dessa nova área entra no blend usado como matéria-prima dos sabonetes fabricados pela Natura no Ecoparque, em Benevides (PA). Cerca de 50 famílias participam hoje da implantação do sistema agroflorestal na região, selecionadas por critérios agronômicos, ambientais e de histórico de uso do solo. A aposta da Natura no modelo agroflorestal remonta a 2008, quando a companhia começou a testar, em parceria com a Embrapa e a própria CAMTA, uma alternativa ao cultivo tradicional de dendê. Em vez da monocultura, o sistema combina a palma a outras culturas — cacau, açaí, mandioca, pimenta-do-reino, ingá e árvores nativas — em manejo agroecológico, sem uso de agrotóxicos. Do ponto de vista do negócio, a diversificação de cultivos funciona como redutor de risco: segundo a companhia, ela diminui a dependência de uma única commodity e a exposição a oscilações de mercado, além de tornar a cadeia de suprimentos mais resiliente a eventos climáticos extremos — fator que, segundo a Natura, também contribui para a redução das emissões de Escopo 3 da empresa. Estudos de instituições parceiras, entre elas a Universidade de Oxford, sustentam que o modelo pode alcançar produtividade equivalente ou superior à da monocultura de palma. A companhia reconhece, porém, que a equação não é trivial: exige assistência técnica permanente, manejo especializado e planejamento de longo prazo junto aos produtores — o que ajuda a explicar por que, quase duas décadas depois de iniciado o projeto, a área plantada ainda está distante da meta para 2040.”

Fonte: Valor Econômico; 27/07/2026

Marcelo Gasparino renuncia ao conselho da Vale

“O conselheiro da Vale Marcelo Gasparino enviou uma carta de renúncia à companhia na manhã desta segunda-feira (27). Segundo a mineradora, a companhia irá avaliar nos próximos dias as providências necessárias e manterá o mercado informado sobre os desdobramentos relevantes. O pedido do executivo surge após o colegiado decidir, na quarta-feira (22), destituir Gasparino do cargo em razão de vazamento de informações confidenciais relativas à reunião do conselho de 19 de junho. O advogado ocupava ainda a vice-presidência do conselho. Na semana passada, Gasparino concorreu para a presidência do colegiado em assembleia geral de acionistas, mas perdeu a disputa para Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira. Segundo a Vale, na ocasião do pedido de destituição, o conselho acompanhou recomendações do Comitê de Auditoria e Riscos (Care) e da Diretoria de Auditoria e Conformidade. “

Fonte: Valor Econômico; 27/07/2026

Em carta de renúncia da Vale, Gasparino diz que não divulgou informação relevante não pública

“Em carta de renúncia ao conselho de administração da Vale, Marcelo Gasparino afirma que não houve divulgação de informação relevante não pública da mineradora. A nota do executivo vem após a Vale anunciar o recebimento do pedido de renúncia do advogado, na manhã desta segunda-feira (27). “Não houve intenção de obter qualquer vantagem, interferir na negociação de valores mobiliários ou expor manifestações confidenciais de outros administradores. Tampouco foi demonstrado qualquer prejuízo à Companhia ou aos seus acionistas em decorrência desse encaminhamento”, disse Gasparino na carta. Segundo o executivo, um escritório de advocacia externo responsável pela investigação o procurou para tratar do assunto em 14 de julho, mas Gasparino optou por retornar após a assembleia do dia 22 de julho. “Minha defesa jurídica será apresentada nas instâncias competentes”, disse. O pedido de renúncia de Gasparino surge após o colegiado da Vale decidir, na quarta-feira (22), destituir o executivo do cargo em razão de vazamento de informações confidenciais relativas à reunião do conselho de 19 de junho. O advogado ocupava ainda a vice-presidência do conselho. Na semana passada, Gasparino concorreu para a presidência do colegiado em assembleia geral de acionistas, mas perdeu a disputa para Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira. Segundo a Vale, na ocasião do pedido de destituição, o conselho acompanhou recomendações do Comitê de Auditoria e Riscos (Care) e da Diretoria de Auditoria e Conformidade. Procurada, a Vale informou que Manuel Lino Oliveira assumiu a presidência do conselho nesta segunda. A companhia ainda não esclareceu sobre os próximos passos sobre a cadeira de Gasparino.”

Fonte: Valor Econômico; 27/07/2026

No arco do desmatamento, floresta da Vivo sai do papel um ano após o anúncio

“Trinta anos é um prazo incomum para um compromisso corporativo, sobretudo quando o ativo em questão é uma floresta que uma empresa não precisa para operar. Porém, é a conta que a Vivo decidiu carregar ao lançar a Floresta Futuro Vivo, em agosto do ano passado. Agora, quase um ano depois, a iniciativa saiu do papel com o plantio simbólico de mudas de castanheira, sumaúma e andiroba feito por Christian Gebara, CEO da operadora e Thiago Picolo, CEO da re.green ao lado do cacique e de integrantes do povo Tembé, na zona rural de Paragominas (PA). O intervalo entre o anúncio e a primeira muda diz mais sobre o projeto do que a cerimônia. Nesses meses correram o mapeamento da paisagem, a definição das espécies, os levantamentos socioeconômicos e o início do diálogo com as comunidades do entorno. Além da espera pelo calendário que de fato mandaria na operação: no cronograma estabelecido, o plantio em escala, de cerca de 900 mil árvores de 30 espécies nativas, só começa em janeiro de 2027, com as chuvas. O compromisso da Vivo prevê restaurar, proteger e reconectar mais de 800 hectares de floresta amazônica. Contudo, o que chama atenção na aposta da companhia não é o volume de árvores. É o movimento que ela representa: a migração de capital corporativo sem qualquer passivo florestal para a conta da restauração. Paragominas fica no arco do desmatamento, a faixa em meia-lua que acompanha as bordas sul e leste da Amazônia, do Maranhão a Rondônia, onde a fronteira agropecuária encosta na floresta. O município já foi vitrine de uma virada ambiental. Entender o que aconteceu ali nas últimas duas décadas ajuda a explicar por que a Vivo, com apoio e recomendação da re.green, escolheu justamente esse pedaço de terra. No fim de 2007, o Ministério do Meio Ambiente incluiu a cidade na lista das regiões prioritárias para combate ao desmatamento na Amazônia, o que significou fiscalização reforçada, embargos a propriedades irregulares e restrição de crédito rural. Na época, uma operação da Polícia Federal chamada de Arco de Fogo fechou dezenas de madeireiras e carvoarias, e a economia local, sustentada havia décadas pela extração de madeira, entrou em colapso. A reação veio em março de 2008, sob o comando do então prefeito Adnan Demachki, que reuniu mais de 30 entidades civis, entre produtores de grãos, madeira e gado, em um pacto contra o desmatamento, com apoio técnico das ONGs Imazon e The Nature Conservancy. A partir daí, em um ano a devastação caiu 90% e o cadastro das propriedades rurais alcançou 80%, antecipando o que viraria o CAR nacional. Assim, em 2010 Paragominas se tornou a primeira das 36 localidades da lista prioritária a deixá-la. A experiência ainda deu origem ao Programa Municípios Verdes, lançado pelo governo do Pará em 2011. Quase duas décadas depois, o retrato que se vê é de um município de porte médio consolidado. O Censo 2022 registrou 105.550 habitantes distribuídos por um território de 19,3 mil km², e o PIB per capita está na casa dos R$ 50,3 mil no dado municipal mais recente do IBGE, referente a 2021, acima da média paraense, sustentado por grãos, pecuária de corte e leiteira, piscicultura e mineração de bauxita. Uma conta anterior, porém, segue aberta. À época do pacto liderado por Demachki, o corte raso já alcançava 748 mil hectares, o equivalente a 38,7% do território, além de 130 mil hectares de floresta altamente degradada, segundo o Imazon.”

Fonte: Exame; 27/07/2026

Brasil já é o maior importador de carro chinês do mundo

“O Brasil se tornou em 2026, pela primeira vez, o principal importador de carros chineses no mundo. De janeiro a maio deste ano o país comprou US$ 5,2 bilhões em veículos eletrificados ou convencionais, superando compradores mais tradicionais como Rússia (US$ 5 bilhões) e Bélgica (US$ 3,8 bilhões) para chegar ao topo do ranking. Os dados da alfândega chinesa mostram que as compras automóveis do gigante asiático mais que dobraram em relação aos US$ 2,1 bilhões registrados no mesmo período do ano passado – alta de 146,9%. Naquele momento, o Brasil ocupava o sexto lugar entre maiores importadores. O movimento é liderado pelos carros eletrificados, cuja importação somou US$ 4,5 bilhões nos primeiros cinco meses do ano. Apenas nos meses de abril e maio, o volume alcançou US$ 2,7 bilhões. O Brasil também assumiu a dianteira das importações no segmento específico de automóveis eletrificados. Bélgica (US$ 3,8 bilhões) e Reino Unido (US$ 3,4 bilhões) completam o top 3. A fatia de elétricos e híbridos no total das importações de veículos da China para o Brasil passou de 33% em 2021 para 87% em 2025. Entre os motivos apresentados por analistas para a forte aceleração das importações nessa categoria estão a corrida para aproveitar de tributação menor no país, uma política de exportações mais agressiva da China para compensar a fraqueza da demanda doméstica e a crescente aceitação do consumidor, não apenas brasileiro, dos veículos eletrificados – puros ou híbridos -, nicho que as chinesas dominaram, deixando tradicionais montadoras americanas, europeias e outras asiáticas comendo poeira. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) organizados pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) mostram que o país comprou US$ 5,35 bilhões no primeiro semestre em veículos chineses – mais que o dobro de todas as importações de origem francesa (US$ 2,6 bilhões). Entre categorias, o destaque ficou com os híbridos plug-in, que responderam por pouco mais da metade (US$ 2,79 bilhões) desse total. O grupo dos veículos eletrificados respondeu por aproximadamente 15% de tudo o que o Brasil importou da China no período. Diretor de conteúdo e pesquisa do CEBC, Tulio Cariello destaca como motivo da aceleração da importação o calendário de aumento das tarifas de importação brasileira, que passou de 25% e 30% a depender da categoria para 35%. “Houve intensificação das importações para escapar da tarifa. A partir de agora, deve ocorrer alguma acomodação, à medida em que as vendas no mercado doméstico sejam atendidas pelo estoque formado”, diz. “Por outro lado, não acredito que haverá queda forte, uma vez que há interesse alto do brasileiro, inclusive das classes média e média alta. O carro elétrico virou um desejo de consumo, e carro elétrico se tornou sinônimo de carro chinês.” De janeiro a junho, o país vendeu 215.023 veículos eletrificados leves, alta de 125% ante as 95.493 unidades vendidas no mesmo período do ano anterior, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). É um ritmo seis vezes maior que o do setor como um todo, que avançou 19,4% no período, nas estatísticas da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). No Brasil, a fatia dos eletrificados na venda domestica saltou para 18% em junho, de 7,7% na mesma comparação.”

Fonte: Valor Econômico; 28/07/2026

Justiça suspende novas migrações para o mercado livre de gás no Rio

“A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a Agenersa suspenda quaisquer processos que obriguem a Naturgy a avançar com a migração, para o mercado livre de gás natural, de clientes com consumo inferior a 100 mil m³/dia. Na prática, a liminar derruba a regulamentação da Agenersa que reduziu o volume mínimo necessário para migração, de 100 mil para 10 mil m³/dia; e impede novas migrações no segmento industrial, já que todos as clientes com consumo superior aos 100 mil m³/dia já estão, hoje, no mercado livre. A decisão também suspende as multas aplicadas pela Agenersa às distribuidoras CEG e CEG Rio, por criarem barreiras à migração de unidades da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Braskem. A decisão autorizou o depósito judicial integral das multas. Além disso, a agência reguladora do Rio de Janeiro fica impedida de aplicar novas penalidades “em razão da recusa fundamentada” das concessionárias à migração de usuários ao mercado livre no estado, conforme antecipado pelo eixos pro (teste grátis), serviço exclusivo para empresas da agência eixos. Ao fundamentar a cautelar, a juíza Geórgia Vasconcellos, da 2ª Vara de Fazenda Pública da Comarca da Capital, cita um impasse já superado: o impacto de migrações no equilíbrio dos contratos de suprimento de gás celebrados entre a Naturgy e a Petrobras. Este ponto foi superado em maio, quando as partes formalizaram a revisão das condições comerciais do contrato de fornecimento, flexibilizando cláusulas que eram apontadas pela Naturgy como o principal impeditivo à liberação de novas migrações nas concessões da CEG e CEG Rio. Ao conceder a tutela de urgência favorável à Naturgy, a juíza citou decisão do próprio TJ-RJ, que negou no início do ano o pedido de migração da Braskem, via Justiça. Além da petroquímica, a CSN também judicializou o caso. Na ocasião, a decisão judicial contrária à Braskem citava, justamente, que nenhuma migração deveria ser implementada enquanto persistissem “as restrições técnicas e contratuais, especialmente a incompatibilidade entre o piso mínimo da QDC [volume diário contratado com a Petrobras] e o consumo reduzido dos novos agentes livres”.”

Fonte: Eixos; 27/07/2026

Aneel abre consulta para regras do primeiro leilão de baterias e setor cobra “racionalidade no custeio”

“A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abrirá, na quinta-feira (30/7), a consulta pública sobre o primeiro leilão de baterias do Brasil, que acontecerá no dia 2 de dezembro. O certame será destinado a sistemas de armazenamento em bateria (Bess) que tenham o mínimo de conteúdo local estabelecido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O segundo certame, no dia 4 de dezembro, será aberto a todos os projetos de sistemas de armazenamento e ainda não teve a data da consulta pública divulgada. Os contratos terão 15 anos de duração, com início de suprimento em 1º de agosto de 2028. Os vencedores do primeiro certame terão prioridade no atendimento da demanda, ainda não definida. Haverá, ainda, uma bonificação de localização para projetos em regiões definidas pelo Ministério de Minas e Energia (MME), de modo a reduzir os impactos dos cortes de geração (curtailment). Os empreendimentos contratados terão compromisso de entrega de potência máxima de quatro horas por ciclo completo, com até dois ciclos completos diários, limitados a 366 ciclos completos anuais. O Operador Nacional do Sistema (ONS) poderá ainda despachar o recurso por mais de quatro horas por ciclo completo, com limite máximo de doze horas e potência em valores proporcionalmente inferiores. A contratação será feita por meio de Contratos de Potência de Reserva de Capacidade (CRCAPs), com remuneração pela disponibilidade da potência contratada. Entre os requisitos técnicos das baterias estão a eficiência total mínima de 85% e tempo máximo de recarga completa de seis horas. Os projetos que vão concorrer deverão ser cadastrados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) até às 12h de 31 de julho. O licenciamento ambiental não será requisito para a habilitação prévia e o prazo mínimo para obtê-lo é 7 de fevereiro de 2027. Interessados podem contribuir com a consulta pública até 14 de setembro. A etapa seguinte é a audiência pública, prevista para 26 de agosto, às 14h30.”

Fonte: Eixos; 27/07/2026

Internacional

Orange une-se à Morrison para expandir capacidade de centros de dados na França

“A Orange anunciou uma parceria com a gestora de infraestrutura Morrison para formar uma empresa conjunta de centros de dados localizada na França. A operadora de telecomunicações francesa disse que a “joint venture” apoiará e melhorará sua presença de data centers na França, com a meta de aumentar sua capacidade atual em quase 10 vezes, chegando a 400 megawatts. A companhia será apoiada por um investimento de 3 bilhões de euros utilizando os ativos existentes da Orange, uma contribuição de investimento da Morrison e dívida. Como parte do acordo, a Orange também contribuirá com cinco grandes centros de dados em quatro campi na França, juntamente com sua experiência operacional e alcance comercial. Além do capital, a Morrison trará sua experiência em investimentos em infraestrutura e centros de dados. As empresas disseram que a parceria e a estrutura de “joint venture” permitirão que elas combinem sua experiência industrial e comercial para acelerar a implantação de nova capacidade e atender à crescente demanda do mercado. As empresas esperam assinar o acordo até o final deste ano. A expectativa é de que ele seja concluído no primeiro trimestre de 2027.”

Fonte: Valor Econômico; 27/07/2026

Malaui instala a primeira bateria em escala de rede para armazenar energia solar

“O Malawi concluiu a instalação do único sistema de armazenamento de energia em baterias de escala industrial da África Austral fora da África do Sul e da Namíbia — uma instalação de 20 megawatts projetada para ajudar a estabilizar o fornecimento de energia em um dos países com menor taxa de eletrificação do mundo. Representantes da Electricity Supply Corporation of Malawi (ESCOM) ativaram o sistema de baterias no fim de semana, em um momento em que o país busca tornar sua rede elétrica mais resiliente a choques climáticos. O forte fenômeno climático El Niño está trazendo temperaturas mais elevadas, que devem reduzir a vazão do rio Shire, do qual o Malawi depende para a maior parte de sua geração hidrelétrica. Apenas um quarto da população do Malawi tem acesso à eletricidade, um índice que o governo pretende elevar para 70% até 2030. As usinas hidrelétricas, responsáveis ​​por cerca de dois terços do fornecimento de eletricidade do país, foram gravemente danificadas pelo ciclone Freddy há três anos. Atualmente, a energia solar contribui com cerca de 100 MW da capacidade de geração de 580 MW do Malawi. “Este projeto trata de fornecer a energia estável e de alta qualidade de que nossos hospitais precisam para salvar vidas. Trata-se do que nossas escolas precisam para educar nossas crianças e do que nossas empresas precisam para prosperar”, disse a ministra de Energia, Jean Mathanga, na sexta-feira, no local da instalação, na capital, Lilongwe. O Malawi planeja adicionar mais três instalações de armazenamento em baterias, com uma capacidade combinada de 60 MW, em outras duas cidades. O primeiro projeto foi financiado pela Global Energy Alliance for People and Planet. O sistema de baterias ajudará a conectar mais 600.000 residências e a reduzir a duração dos apagões de quatro horas para menos de duas horas, afirmou o diretor de operações da ESCOM, Sinosi Maliyano. “Tenho dificuldade em pagar as mensalidades da faculdade dos meus filhos porque minha oficina de soldagem não consegue nos sustentar devido aos frequentes apagões”, disse à Reuters Adrian Masoambeta, de 43 anos, proprietário de uma oficina de soldagem. “Esperamos que eles levem a sério essa iniciativa das baterias.”

Fonte: Reuters; 27/07/2026

Grandes incêndios florestais na Europa sobrecarregam a capacidade de aeronaves de combate a incêndios, diz a empresa aérea Avincis

“A Avincis, maior empresa de serviços aéreos de emergência da Europa, alerta que o continente não está preparado para temporadas de incêndios florestais mais longas e extremas; o CEO da empresa declarou à Reuters que suas aeronaves de combate a incêndios são agora necessárias praticamente o ano todo. O CEO John Boag afirmou que as temporadas de incêndios mais longas na Europa e os entraves burocráticos agravaram a escassez regional tanto de aeronaves quanto de pilotos experientes para operá-las. “Globalmente, as temporadas de incêndios estão ficando mais longas, as aeronaves não estão sendo deslocadas entre áreas e está cada vez mais difícil encontrar pilotos”, disse Boag em entrevista. As declarações de Boag — um piloto de helicóptero que iniciou a carreira conduzindo gado no interior da Austrália a bordo de um Bell 47, em 1985 — surgem no momento em que a França e a Espanha enfrentam incêndios florestais históricos, após semanas de seca transformarem as florestas em áreas de alto risco de fogo. A Avincis, sediada em Lisboa, afirma que a Europa enfrenta dificuldades, em parte porque os meses adicionais de combate a incêndios reduzem a janela de tempo para o deslocamento de recursos entre hemisférios, gerando lacunas na capacidade operacional. “Originalmente, o pico da atividade no verão durava três ou quatro meses… Agora, temos aeronaves operando desde março e abril até outubro”, disse Boag. Invernos chuvosos apenas agravam o problema, ao estimular o crescimento de vegetação que, posteriormente, pode se tornar combustível altamente inflamável. Outra preocupação é a expansão do risco de incêndios para regiões mais ao norte. “Chegamos a um ponto em que os governos precisarão ter condições financeiras para manter aeronaves disponíveis durante os 12 meses do ano, pois as empresas comerciais não conseguem mais ir para o Sul (hemisfério sul) e gerar receita durante a baixa temporada”, afirmou Boag.”

Fonte: Reuters; 27/07/2026

Startup usa baterias para aliviar custos de eletricidade de pequenos negócios

“No Café Mars, no Brooklyn, em Nova York, a decisão de operar uma cozinha totalmente elétrica trouxe efeitos distintos. De um lado, o restaurante reduziu as emissões de carbono e melhorou a qualidade do ar para os chefs que preparam pratos como ravióli de costela e cannolis de tofu. De outro, passou a lidar com uma conta mensal de eletricidade de US$ 4.000, cerca de R$ 20.264. “Nossa conta de eletricidade é absurda. E isso é difícil”, disse Paul D’Avino, proprietário e co-chef do restaurante italiano de 45 lugares. Para tentar reduzir esse custo, o Café Mars começou a usar seis baterias plug-in fornecidas gratuitamente pela David Energy, startup que atua no fornecimento de energia. Os equipamentos armazenam eletricidade durante a noite, quando a demanda e os preços são menores, e liberam essa energia ao longo do dia, nos momentos de maior consumo. A empresa estima que o sistema possa reduzir entre 3% e 5% da conta mensal de estabelecimentos como o Café Mars. No restaurante, as baterias foram instaladas em meados de maio e reduziram em US$ 104 o último pagamento de eletricidade. “Mesmo que seja 1% da nossa conta, é melhor do que 0%”, afirmou D’Avino. O modelo depende da arbitragem de preços, estratégia baseada na compra de energia em períodos mais baratos para uso quando os preços estão mais altos. A David Energy financia a instalação das baterias e tenta capturar, no mercado de energia, valor suficiente para cobrir o investimento, conceder desconto aos clientes e preservar sua própria margem. “Estamos financiando a bateria antecipadamente e depois extraindo o valor dessa bateria no mercado de energia”, disse James McGinniss, CEO da empresa, à Bloomberg. A solução ganha espaço em um contexto de alta dos preços da eletricidade nos Estados Unidos e queda no custo das baterias. Em Nova York, as tarifas de energia subiram 6,1% no ano passado, aumentando a pressão sobre pequenos negócios com margens apertadas. Para empresas como o Café Mars, o problema não está apenas no volume total de eletricidade consumida. Parte relevante da fatura vem das chamadas tarifas de demanda, cobranças calculadas a partir do maior nível de uso de energia registrado em um único momento do mês. No caso do restaurante, elas representam quase metade da conta. Essa estrutura torna os picos de consumo particularmente caros. Segundo Yury Dvorkin, pesquisador de redes elétricas da Universidade Johns Hopkins, pequenas diferenças entre a energia disponível na rede e o consumo podem provocar aumentos bruscos de preço. “O custo de uma bateria não é nada comparado a quanto dinheiro você pode ganhar com a arbitragem de preços”, disse. A combinação de baterias distribuídas em diferentes imóveis forma o que o setor chama de usina virtual, rede coordenada de equipamentos capazes de armazenar e liberar energia conforme as condições do sistema elétrico. Em muitos casos, essas estruturas são usadas para vender eletricidade de volta à rede durante os horários de preços elevados. Em Nova York, no entanto, esse tipo de instalação pode enfrentar um processo prolongado de licenciamento junto ao Corpo de Bombeiros. A David Energy tenta contornar essa barreira com equipamentos plug-in que não injetam energia na rede.”

Fonte: Exame; 27/07/2026

El Niño aumenta chances de planeta superar 2°C — ainda que em um único mês

“A chegada do El Niño — de intensidade alta, segundo alerta de cientistas — já começou a afetar o clima em todo o mundo e pode elevar a temperatura média global mensal para mais de 2°C pela primeira vez na história. As projeções são do centro de pesquisa oceânica e atmosférica da Universidade de Miami. De acordo com a Escola Rosenstiel de Ciências Marinhas, Atmosféricas e da Terra (RSMAS, em inglês) a probabilidade de um único mês no início de 2027 ultrapassar os 2°C atingiu entre 35% e 40%. (Bloomberg) Na semana passada, a ONG de dados Berkeley Earth divulgou uma avaliação onde aponta que o atual El Niño está fazendo as águas do Pacífico central esquentarem cada vez mais rápido e com maior intensidade. As temperaturas oceânicas estavam 1,17 ± 0,09 °C acima da média de 1850–1900 — o junho mais quente já registrado para as superfícies oceânicas. “Um novo El Niño se intensificou rapidamente. As previsões agora indicam que ele poderá ser o El Niño mais forte já registrado, atingindo seu pico no final de 2026”, alerta a ONG. Com aproximadamente 5% da superfície da Terra registrando o junho mais quente da história, pelo menos 24 países bateram recordes nacionais de temperatura no mês passado. Conforme cientistas de diferentes partes do mundo revisam para cima suas estimativas para o El Niño, as probabilidades de que o planeta supere o limite de aquecimento considerado “seguro” para a humanidade também vão aumentando — embora a comunidade científica ainda esteja tentando compreender as consequências de cruzarmos esta linha vermelha. Limitar o aumento da temperatura global a 2°C em comparação com os níveis pré-industriais é um compromisso ratificado por quase 200 países no Acordo de Paris. Mas a ambição mais segura é ficar em 1,5ºC de aumento. Algo que já superamos. E a combinação de um planeta mais quente por causa de atividades humanas, como queima de combustíveis fósseis e desmatamento, com o fenômeno que aquece as águas do Pacífico equatorial tem deixado os estudiosos em alerta. Ondas de calor, incêndios florestais, tempestades e enchentes estão se tornando cada vez mais frequentes e intensas, com prejuízos que só aumentam e alcançam até mesmo a vida marinha.”

Fonte: Eixos; 27/07/2026

EPA afirma que energia para data centers pode contornar leis de poluição

“Fontes de energia que fornecem eletricidade exclusivamente para data centers, e não para a rede pública, podem não estar sujeitas às leis federais de poluição, informou a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) na segunda-feira.
A EPA afirmou que, se as usinas não estiverem fornecendo eletricidade para a rede pública, elas não estarão sujeitas ao Programa de Chuva Ácida da Lei do Ar Limpo (Clean Air Act) — legislação federal fundamental para a redução drástica da poluição por smog e fuligem proveniente de instalações industriais. “A EPA acredita que, considerando a redação literal dessas definições, o Programa de Chuva Ácida não se aplica a instalações de geração de energia que não estejam conectadas, de forma alguma, à rede elétrica principal”, escreveu Aaron Szabo, administrador assistente da EPA, em uma carta datada de 16 de julho. A agência declarou que sua interpretação das leis federais de poluição aceleraria o desenvolvimento de infraestrutura para inteligência artificial, ao mesmo tempo em que reduziria a sobrecarga nas redes elétricas regionais. A EPA informou que sua orientação esclarece que o Programa de Chuva Ácida não se aplica às chamadas instalações de geração de energia “isoladas” (islanded), que operam de forma independente da rede elétrica geral. Segundo a agência, essa interpretação proporcionaria aos desenvolvedores maior flexibilidade quanto ao local e à rapidez na construção de novos data centers, estruturas que estão impulsionando um aumento na demanda por eletricidade em todos os Estados Unidos. A agência afirmou que sua medida apoia o Compromisso de Proteção ao Consumidor de Energia (Ratepayer Protection Pledge) do presidente Donald Trump — iniciativa ampliada na semana passada que exige que as empresas participantes construam, adquiram ou paguem por toda a energia necessária para abastecer suas instalações e infraestruturas associadas. Nos termos desse compromisso — que não tem caráter vinculativo —, espera-se que desenvolvedores, concessionárias de energia e órgãos reguladores estaduais arquem com os custos associados a novos projetos, em vez de repassá-los aos consumidores residenciais.”

Fonte: Reuters; 27/07/2026

Acordo Mercosul-China é tratado em conversa entre Lula e Xi Jinping

“O presidente Lula e o presidente da China, Xi Jinping, conversaram na noite de domingo (26/7) por mais de uma hora, em ligação telefônica. Além de tratarem da integração dos projetos nacionais de desenvolvimento, os líderes também falaram sobre a formalização de uma zona livre de comércio que envolva os dois países. De acordo com nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), os presidentes “coincidiram a respeito da importância de acelerar as tratativas para um acordo Mercosul-China, que contemple as necessárias flexibilidades.” A ampliação da cooperação em áreas estratégicas e de alta tecnologia, como inteligência artificial, satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes teve destaque nos propósitos compartilhados pelos dois presidentes. Além de comentarem o balanço positivo do comércio entre os dois países, Lula e Xi Jinping avaliaram positivamente os resultados das ações bilaterais já em andamento, como a isenção de visto para visitas de curta duração, vigente nos dois países desde maio deste ano, e as agendas de atividades para ampliar o conhecimento mútuo entre brasileiros e chineses, promovidas pelas celebrações do Ano Cultural Brasil-China 2026. Os conflitos globais e seus impactos sobre a vida das pessoas, a segurança alimentar e energética global foram destacadas pelos dois líderes como principais desafios da agenda global. Lula e Xi Jinping também concordaram que as restrições à livre navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb têm efeitos nefastos sobre a economia mundial. Os líderes destacaram a relevância do Grupo de Amigos da Paz – iniciativa diplomática liderada pelos dois países na ONU, com o objetivo de buscar uma solução pacífica aos conflitos, por meio do diálogo entre países do Sul Global – para o fim da Guerra na Ucrânia. Apesar de criticarem a incapacidade do Conselho de Segurança das Nações Unidas de responder adequadamente aos conflitos, os presidentes reiteraram o compromisso com a defesa do multilateralismo e a intenção de atuarem de forma coordenada nos fóruns internacionais.”

Fonte: Eixos; 27/07/2026

Trump pode precisar permitir minerais chineses, já que a indústria dos EUA enfrenta dificuldades para cumprir o prazo de 2027

“A iniciativa do presidente dos EUA, Donald Trump, de acabar com a dependência de Washington em relação a minerais críticos chineses até janeiro esbarra em uma realidade dura: as empresas americanas de mineração e processamento não estão preparadas. Desde que retornou ao cargo, Trump transformou a mineração e o processamento de minerais críticos em uma prioridade de segurança nacional, destinando dezenas de bilhões de dólares a quase 150 empresas do setor para reduzir o domínio da China sobre as cadeias de suprimentos de armas e outros produtos estratégicos. A indústria de defesa e outros fabricantes estão agora a pouco mais de cinco meses do prazo de 1º de janeiro de 2027 — estabelecido por regulamentações federais — para interromper a compra de terras raras, ímãs, tungstênio, molibdênio e tântalo da China, Rússia, Irã ou Coreia do Norte. Washington tenta limitar essas importações há anos, mas tem concedido frequentemente isenções às empresas, uma vez que a oferta interna dos EUA não consegue suprir a demanda. Trump criticou duramente essas isenções em uma publicação de 10 de maio em sua plataforma Truth Social, afirmando: “TODAS AS AGÊNCIAS FEDERAIS DEVEM COMPRAR PRODUTOS AMERICANOS — SEM DESCULPAS!” Na última segunda-feira, ele assinou uma ordem executiva tornando ainda mais difícil para as empresas contratadas pelo setor de defesa obterem tais isenções. No entanto, a realidade é que as empresas americanas do setor mineral estão longe de atender às necessidades internas, segundo entrevistas com 16 executivos da indústria, investidores, analistas e formuladores de políticas. Em 2025, a demanda dos EUA pelo tipo mais comum de ímã de terras raras, por exemplo, foi de aproximadamente 48.000 toneladas métricas, enquanto as fontes internas forneceram 300 toneladas métricas, de acordo com dados da consultoria Arthur D. Little. As empresas americanas estão a caminho de alcançar uma capacidade de produção de 5.000 toneladas métricas até o final do ano. As terras raras — que figuram entre os 60 minerais considerados críticos por Washington — precisam ser processadas antes de serem transformadas em ímãs utilizados na fabricação de armas, automóveis, computadores e outros produtos.”

Fonte: Reuters; 27/07/2026

Campanha de reciclagem de baterias na Índia enfrenta barreiras logísticas e de custos

“Problemas de custos e logística estão dificultando o cumprimento das metas de reciclagem de baterias de baixo custo na Índia por parte da Panasonic e de outras empresas, aumentando as preocupações ambientais e prejudicando o fornecimento de minerais essenciais. Para pilhas secas portáteis, o tipo de bateria frequentemente usado em eletrônicos de consumo e uma importante fonte de energia na Índia rural, os fabricantes devem coletar 60% das baterias vendidas há três anos, durante o ano fiscal que termina em março de 2027, um aumento de 10 pontos percentuais em relação ao ano fiscal anterior. O não cumprimento dessa meta pode acarretar custos elevados sob a estrutura de Responsabilidade Estendida do Produtor (REP) da Índia. No entanto, as taxas de coleta e reciclagem permanecem bem abaixo de 10% na maioria dos casos, principalmente devido a desafios práticos, afirmou Akio Fujita, presidente e diretor administrativo da Panasonic Energy India. Iniciativas piloto de coleta realizadas pela Panasonic geralmente resultaram em taxas de coleta de 1% a 2%, com taxas atingindo 10% a 12% apenas em alguns casos excepcionais, quando havia estoques históricos de resíduos disponíveis. Uma iniciativa piloto de reciclagem de 12 meses entre a fabricante de pilhas secas Indo National e a startup de coleta de lixo domiciliar The Kabadiwala, em Lucknow, no norte da Índia, coletou apenas 1% das pilhas vendidas na cidade nesse período, levando um alto executivo da empresa a declarar ao “Nikkei Asia” que “as metas de coleta do primeiro ano estão significativamente à frente do nível de prontidão do ecossistema”. “A atual estrutura do BWMR (Regulamento de Gerenciamento de Resíduos de Baterias) precisará ser aprimorada para que não impeça empresas como a nossa de continuarem contribuindo para o crescimento sustentável e o investimento de longo prazo na Índia”, disse Fujita. A experiência global mostra que mercados maduros, como Bélgica e Suíça, atingiram taxas de coleta de 60% a 70% somente após 15 a 20 anos. Especialistas apontam o baixo valor do produto e a falta de conscientização do consumidor no varejo como os maiores obstáculos para a ampliação da coleta de pilhas secas para reciclagem. “Baterias de alto valor, como as de veículos elétricos e automotivos, são mais fáceis de coletar e, portanto, reciclar, porque o valor residual significativo do produto usado incentiva os usuários a trocá-las”, disse Sunil Trikha, consultor veterano em baterias. Em contrapartida, os consumidores tendem a descartar pilhas secas usadas no lixo comum. Como as pilhas secas são baratas, Trikha afirmou que programas que incentivam os usuários a “trazer de volta sua pilha usada e obter 10% de desconto” provavelmente não terão muita adesão.”

Fonte: Valor Econômico; 28/07/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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