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Balanços do 2º trimestre em destaque; veja o que move os mercados hoje

Inflação estadunidense e PLP dos Combustíveis são alguns dos temas de maior destaque nesta quinta-feira, 13/08/2026

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IBOVESPA -0,23% | 167.491 Pontos

CÂMBIO +0,69% | 5,16/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou ontem em queda de 0,2%, aos 167.491 pontos, à medida que as ações brasileiras seguem pressionadas pelas saídas de fluxos estrangeiros. O movimento negativo se refletiu também no câmbio, com o dólar avançando 1,3% ante o real, a R$ 5,17, e pesou principalmente sobre ações mais expostas à economia doméstica.

Embraer (EMBJ3, +4,0%) liderou os ganhos, dando sequência à alta iniciada após o balanço do 2T26, divulgado na segunda-feira, quando a companhia também elevou as projeções de margem EBIT e de geração de caixa livre para o ano. Na ponta negativa, Direcional (DIRR3, -4,7%) recuou mesmo após divulgar resultados do 2T26 com números sólidos no geral. 

Para o pregão de quinta-feira, Cemig, MBRF, CPFL Energia, Cyrela, YDUQS e Vamos irão divulgar seus resultados do 2T26. Acompanhe aqui.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a quarta-feira sem direção única. Nos EUA, após a divulgação do CPI de julho em linha com as expectativas, as Treasuries ficaram mistas, com a T-note de 2 anos a 4,20% (-3 bps), a T-note de 10 anos a 4,69% (0 bp) e o T-bond de 30 anos a 5,25% (+1 bp). Apesar do alívio inicial trazido pela inflação comportada, preocupações fiscais e um leilão de T-Notes de 10 anos a taxas elevadas sustentaram os vencimentos mais longos.

No Brasil, os DIs acompanharam parcialmente esse movimento, mas seguiram refletindo o prêmio de risco fiscal doméstico, com o mercado ainda atribuindo chance majoritária de corte de 0,25 p.p. da Selic em setembro após sinais de moderação da atividade econômica. Assim, o DI jan/27 encerrou a 13,76% (0 bp), o DI jan/29 a 14,25% (+7 bps) e o DI jan/31 a 14,48% (+7 bps). Já a NTN-B encerrou com a B29 a 8,11% (vs. 8,15%), a B35 a 8,09% (vs. 8,11%) e a B50 a 7,64% (vs. 7,68%).

Mercados globais

Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: 0,1%), com os investidores à espera do índice de preços ao produtor de julho, um dia após a inflação ao consumidor mais branda sustentar o apetite por risco. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,6%, impulsionado principalmente pelos setores bancário. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em baixa: o Nikkei 225 (Japão) recuou 0,3%, enquanto na China, o CSI 300 recua 0,6% e o Hang Seng -0,2%. Por outro lado, puxado pela retomada do trade de semicondutores, o Kospi (Coreia) subiu 3,6%.

O movimento asiático foi sustentado pelas ações de tecnologia de hardware, com a SK Hynix saltando mais de 6% e a Samsung Electronics avançando cerca de 5% em Seul, em resposta a balanços de gigantes globais de tecnologia que apontam para capex elevado em inteligência artificial. Em contrapartida, nos EUA os resultados divulgados após o fechamento pressionam o setor. Além disso, segundo o Financial Times a Anthropic pode realizar sua abertura de capital já em outubro, com seus investidores buscando uma avaliação recorde de US$ 2 trilhões.

Na Europa, a Maersk saltou 7% depois de elevar pela segunda vez no ano seu guidance para 2026, mesmo com o bloqueio do Estreito de Ormuz. O petróleo devolve parte da alta recente, com o Brent recuando cerca de 1,4%, para próximo de US$ 87/barril, após a Agência Internacional de Energia cortar sua projeção de demanda para 2026. Os investidores também direcionam o foco para o índice de preços ao produtor de julho, que o consenso espera avançar 0,2% na comparação mensal.

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 0,18%, aos 3.715,09 pontos.

O desempenho foi majoritariamente negativo entre os segmentos acompanhados. Os fundos híbridos recuaram 0,46%, enquanto o segmento de multiestratégia/FOFs registrou queda de 0,41%. Os fundos de recebíveis também encerraram a sessão no campo negativo (-0,13%). Já os fundos de tijolo recuaram 0,14%, pressionados principalmente por multiestratégia (-0,55%), shoppings (-0,16%) e ativos logísticos (-0,14%), apesar da alta observada em lajes corporativas (+0,22%).

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram MFII11 (+6,7%), PVBI11 (+1,5%) e HGRE11 (+1,4%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por VGHF11 (-1,9%), IRIM11 (-1,7%) e CYCR11 (-1,7%).

Economia

Nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor avançou apenas 0,1% em julho, com o núcleo também apresentando comportamento benigno, reduzindo a probabilidade de uma alta de juros pelo Federal Reserve (banco central) em setembro. No mercado de petróleo, o impasse sobre a reabertura do Estreito de Ormuz segue sustentando riscos para a oferta global, enquanto a Opep revisou para cima sua projeção para o crescimento da produção brasileira de combustíveis líquidos em 2026.

No Brasil, o setor de serviços apresentou desempenho acima do esperado em junho, enquanto o Congresso aprovou o PLP dos Combustíveis, que combina novos benefícios setoriais com um gatilho para contenção das despesas em 2027.

Na agenda, destaque para os preços ao produtor (PPI) e os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos. No Brasil, será divulgada a Pesquisa Mensal de Comércio.

Veja todos os detalhes

Economia

Inflação estadunidense perde força enquanto PLP dos Combustíveis avança à sanção

  • A inflação ao consumidor dos Estados Unidos permaneceu relativamente contida em julho. O CPI avançou 0,1% no mês, em linha com as expectativas, após queda de 0,4% em junho, enquanto a inflação em 12 meses desacelerou de 3,5% para 3,4%. O núcleo subiu 0,2% na margem, com pressões subjacentes ainda benignas, enquanto a gasolina recuou 2,9% pelo segundo mês consecutivo. A combinação da inflação mais moderada com a recente fraqueza do mercado de trabalho reduziu para cerca de 38% a probabilidade implícita de uma alta de juros pelo Federal Reserve (banco central) em setembro, ante 48,4% anteriormente. Ainda assim, a inflação permanece acima da meta de 2%, e a recente recuperação dos preços do petróleo pode voltar a pressionar os índices nos próximos meses;
  • No Brasil, as receitas reais do setor de serviços ficaram estáveis em junho (0,0% m/m), superando nossa projeção de -0,6% e o consenso de -0,2%. Na comparação anual, houve crescimento de 2,0%, também acima das expectativas, enquanto o setor avançou 0,4% no segundo trimestre, revertendo a contração observada no início do ano. Apesar do resultado cheio positivo, a composição foi mista: Informação e Comunicação permaneceu como principal destaque, enquanto Transportes foi pressionado sobretudo pela forte queda do transporte aéreo em meio aos custos elevados do querosene de aviação. Após a divulgação, nosso tracker para o PIB do 2T26 subiu de 0,40% para 0,45% t/t (1,94% a/a). Mantemos as projeções de crescimento do PIB em 2,0% para 2026 e 1,0% para 2027;
  • O Congresso aprovou o PLP dos Combustíveis (PLP 114/2026), que agora segue para sanção presidencial. Originalmente voltado ao uso de receitas extraordinárias do petróleo para reduzir tributos sobre combustíveis, o texto passou a contemplar benefícios para produtores de etanol e para a agroindústria, ampliação de despesas com Defesa, antecipação de R$ 3 bilhões do Fundo Social para saúde e educação e mecanismos para subsídios a fertilizantes, minerais críticos e à Copa do Mundo Feminina. Em contrapartida, a equipe econômica incluiu um gatilho para limitar o crescimento das despesas em 2027 caso haja projeção de déficit no relatório bimestral de julho. A estimativa é de uma redução de aproximadamente R$ 10 bilhões nas despesas do próximo ano, dos quais cerca de R$ 6 bilhões decorreriam do menor crescimento do piso da saúde;
  • A Opep revisou para cima sua projeção para o crescimento da produção brasileira de combustíveis líquidos em 2026, de 340 mil para 410 mil barris por dia, levando a produção média esperada para 4,8 milhões de bpd. Em junho, a produção total alcançou 5,3 milhões de bpd, cerca de 800 mil acima do nível registrado um ano antes. O Brasil aparece, ao lado de Estados Unidos, Canadá e Argentina, entre os principais vetores de expansão da oferta global, embora a Opep tenha alertado que o aumento dos custos de desenvolvimento pode pressionar novos projetos offshore. A entidade manteve suas projeções para o PIB brasileiro em 2,0% em 2026 e 2,2% em 2027;
  • A inflação no atacado do Japão permaneceu elevada em julho, com o PPI subindo 7,2% na comparação anual, ligeiramente abaixo do consenso de 7,4%, mas ainda perto do pico de 7,3% de junho, reforçando as expectativas de alta de juros pelo BOJ (banco central do Japão) em setembro. A forte demanda ligada ao boom de IA, a elevação dos preços globais de metais e os custos mais altos de matérias-primas decorrentes do conflito no Oriente Médio continuaram a impulsionar os ganhos de preços, enquanto o iene sinaliza que a desvalorização cambial segue pressionando a inflação mais ampla. A recente intervenção cambial conjunta EUA-Japão e os comentários do secretário do Tesouro dos EUA sinalizando desejo por uma alta precoce praticamente consolidaram a perspectiva de um aumento da taxa básica de 1% para 1,25% na reunião de 17 a 18 de setembro;
  • A economia do Reino Unido cresceu 0,3% em junho, surpreendendo as expectativas de estabilidade, impulsionada pela trégua temporária no conflito do Irã, pela Copa do Mundo e pelo clima quente, com o setor de serviços liderando a expansão (+0,4%) e o PIB avançando 0,4% no segundo trimestre. O ritmo de crescimento, no entanto, deve perder fôlego no segundo semestre diante da retomada do conflito no Irã e das incertezas em torno de possíveis aumentos de impostos no primeiro orçamento do novo ministro das Finanças, John Healey, em 28 de outubro, com o Banco da Inglaterra estimando que a atividade desacelere para perto de zero no terceiro trimestre;
  • Na agenda internacional, o mercado acompanhará a divulgação dos preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, relevantes para avaliar a evolução das pressões inflacionárias, e dos pedidos iniciais de seguro-desemprego (Initial Jobless Claims), que fornecerão novos sinais sobre as condições do mercado de trabalho americano. No Brasil, o destaque será a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). Esperamos que o varejo restrito avance 0,3% m/m e 2,5% a/a, enquanto, no varejo ampliado, projetamos queda de 1,2% m/m e alta de 4,7% a/a.


Empresas

CSN (CSNA3): Desalavancagem adiada enquanto o FCF permanece sob pressão; revisão do 2T26

  • A CSN reportou resultados neutros, mas ainda preocupantes, no 2T26, com EBITDA ajustado de R$2.773 milhões superando nossas estimativas principalmente devido a melhores números no segmento de Energia, que vemos como não recorrentes;
  • Como ponto negativo, a dívida líquida aumentou para R$42,1 bilhões, com a alavancagem atingindo 3,5x dívida líquida/EBITDA (vs. 3,4x no 1T26), devido aos impactos de FX sobre a dívida em moeda estrangeira e com o FCF impactado negativamente pela amortização de contratos de pré-pagamento de minério de ferro, pelo aporte na TLSA e por outros efeitos;
  • Destacamos: (i) um desempenho positivo de volumes em Mineração (EBITDA +4% vs. XPe), embora frete, preços spot do minério de ferro e FX se configurem como ventos contrários no 3T26E;
  • (ii) outro trimestre sólido para Cimento, sustentado por melhores preços e controle de custos;
  • E (iii) uma forte surpresa positiva em Energia, impulsionada pelo reconhecimento retroativo não recorrente de receitas relacionadas à hidrelétrica de Jacuí;
  • Embora uma possível venda da divisão de Cimento seja positiva e deva sustentar os esforços de desalavancagem, ainda vemos as perspectivas de geração de fluxo de caixa como desafiadoras, particularmente em um contexto de taxas de juros elevadas;
  • Com isso em mente, reiteramos nossa recomendação Neutra para as ações;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Qualicorp (QUAL): Aguardando uma reversão de tendência

  • Os resultados permaneceram fracos, em linha com nossas estimativas. A base de beneficiários de afinidade recuou 39 mil (T/T), refletindo os desafios operacionais enfrentados por um dos principais parceiros da Qualicorp e prolongando a pressão observada nos últimos anos;
  • Excluindo esse impacto não recorrente associado a essa operadora de menor porte, as adições líquidas teriam permanecido praticamente estáveis (T/T), sugerindo alguma estabilização da tendência subjacente;
  • Ainda assim, a companhia continuou enfrentando desalavancagem operacional, com a receita recuando 7,5% (A/A) e a margem EBITDA ajustada (ex-CAC) comprimindo 450 pontos-base (A/A);
  • Por outro lado, o lucro líquido ajustado superou nossa estimativa, atingindo R$ 16 milhões, ante os R$ 5 milhões esperados;
  • A geração de caixa totalizou R$ 50 milhões, abaixo dos R$ 124 milhões registrados no 1T26;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

CSN (CSNA3): Desalavancagem adiada enquanto o FCF permanece sob pressão; revisão do 2T26

  • A CSN reportou resultados neutros, mas ainda preocupantes, no 2T26, com EBITDA ajustado de R$2.773 milhões superando nossas estimativas principalmente devido a melhores números no segmento de Energia, que vemos como não recorrentes;
  • Como ponto negativo, a dívida líquida aumentou para R$42,1 bilhões, com a alavancagem atingindo 3,5x dívida líquida/EBITDA (vs. 3,4x no 1T26), devido aos impactos de FX sobre a dívida em moeda estrangeira e com o FCF impactado negativamente pela amortização de contratos de pré-pagamento de minério de ferro, pelo aporte na TLSA e por outros efeitos;
  • Destacamos: (i) um desempenho positivo de volumes em Mineração (EBITDA +4% vs. XPe), embora frete, preços spot do minério de ferro e FX se configurem como ventos contrários no 3T26E;
  • (ii) outro trimestre sólido para Cimento, sustentado por melhores preços e controle de custos;
  • E (iii) uma forte surpresa positiva em Energia, impulsionada pelo reconhecimento retroativo não recorrente de receitas relacionadas à hidrelétrica de Jacuí;
  • Embora uma possível venda da divisão de Cimento seja positiva e deva sustentar os esforços de desalavancagem, ainda vemos as perspectivas de geração de fluxo de caixa como desafiadoras, particularmente em um contexto de taxas de juros elevadas;
  • Com isso em mente, reiteramos nossa recomendação Neutra para as ações;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Embraer (EMBJ3): O que vem a seguir?

  • Hoje, nos reunimos com o Diretor de RI da Embraer, Sr. Gui Paiva, e sua equipe para discutir as perspectivas de médio e longo prazo da companhia;
  • Saímos da reunião incrementalmente mais construtivos em relação à perspectiva de lucros da Embraer – embora a última revisão do guidance possa ter contado com fatores não operacionais, vemos espaço para uma lucratividade estruturalmente mais alta em todo o portfólio, potencialmente sustentando novas revisões de lucros no futuro;
  • Destacamos: (i) a lucratividade entre as unidades de negócios continua melhorando, com margens estruturalmente mais altas em Aviação Executiva e Serviços;
  • (ii) melhora da qualidade do backlog, à medida que contratos antigos se encerram e novos pedidos refletem um ambiente mais favorável de oferta e demanda;
  • (iii) Serviços se tornando cada vez mais uma avenida de crescimento mais relevante para além do ciclo atual, complementada por opcionalidades como Eve e Índia;
  • E (iv) as oportunidades de crescimento futuro parecem abundantes, mas vemos um foco contínuo na preservação dos retornos à medida que a companhia avalia a próxima onda de alocação de capital;
  • Reiteramos nossa recomendação de Compra para EMBJ3;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Rede D’Or (RDOR): O melhor dos dois mundos: hospitais e SulAmérica superam as expectativas

  • Trimestre forte, com os segmentos de Hospitais e SulAmérica apresentando melhorias operacionais relevantes, o que deve reforçar a confiança na capacidade de execução da companhia e na trajetória de resultados;
  • O lucro líquido atingiu R$ 1,2 bilhão, em linha com nossa estimativa, mas acima do consenso de R$ 1,1 bilhão;
  • Os principais vetores da maior rentabilidade foram a melhora de 300 pb ano contra ano (A/A) na sinistralidade da SulAmérica, a aceleração do crescimento do tíquete hospitalar para 10% (A/A) e a diluição dos custos hospitalares com materiais e medicamentos;
  • A margem EBITDA de Hospitais atingiu 26,2%, superando nossa estimativa em 80 pb;
  • Além disso, a alíquota efetiva de imposto recuou para 23%, ante 40% no 1T26. Diante da força dos resultados e da continuidade do forte momento operacional em ambos os negócios, esperamos uma reação positiva do mercado amanhã.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Mater Dei (MATD): Melhorias operacionais seguem no caminho certo

  • Trimestre sólido, com aceleração do crescimento da receita e expansão de margem. A receita cresceu 12% (A/A), enquanto a margem EBITDA avançou 150 pb (A/A), refletindo a continuidade das melhorias operacionais;
  • Os principais destaques do trimestre foram: (i) aumento de 12,4% A/A no ticket médio, acelerando em relação aos 8% A/A registrados no 1T26; (ii) melhora de 90 pb (A/A) na taxa de ocupação dos leitos; e (iii) continuidade da diluição das despesas gerais e administrativas, que recuaram 150 pb (A/A) como percentual da receita;
  • Por outro lado, o número de leitos operacionais caiu em seis unidades (A/A), o que chama atenção diante do ramp-up em curso dos hospitais de Salvador e Nova Lima. De modo geral, esperamos uma reação positiva do mercado;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Banco do Brasil (BBAS3): resultado acima do esperado, mas deterioração em pessoas físicas torna o guidance desafiador

  • O Banco do Brasil apresentou um resultado claramente acima do esperado no 2T26, com lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, 15% acima da nossa estimativa, apoiado por um Custo do Risco melhor que o esperado e bom controle das despesas operacionais;
  • No entanto, consideramos que a qualidade subjacente do trimestre permanece mista;
  • Embora o banco continue aumentando as reservas antes das perdas e melhorando a cobertura no Agro, as tendências de crédito permanecem desafiadoras em toda a carteira, especialmente em Pessoas Físicas, na qual a deterioração impulsionada pelos cartões acelerou de forma significativa, a formação de NPLs novos mais que dobrou T/T e os índices de cobertura enfraqueceram;
  • A carteira Corporativa também parece menos saudável do que os NPLs reportados indicam, com menor constituição de provisões e redução dos saldos de Estágio 2, apesar de alguns focos de estresse em PMEs;
  • Apesar do NII resiliente, da sólida geração de tarifas e do controle disciplinado de custos continuarem importantes fatores de compensação, acreditamos que a forte deterioração da qualidade dos ativos, a fraca geração de capital e um guidance cada vez mais desafiador deixam pouca margem para erros no 2S26;
  • Assim, embora o trimestre tenha sido melhor do que se temia, não acreditamos que altere de forma relevante a tese de investimento;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Ultrapar (UGPA3) | Resultados do 2T26: Resultados em linha com nossas estimativas, mas acima do consenso

  • Nesta quarta-feira (12), após o fechamento do mercado, a Ultrapar divulgou seus resultados do 2T26. O EBITDA recorrente consolidado atingiu R$ 3,66 bilhões (+58% t/t, +149% a/a), em linha com nossa projeção (-0,1% vs. XPe), mas acima do consenso (+7%). A Ipiranga foi a principal responsável pelo forte desempenho, com margem EBITDA de R$ 451/m³ (vs. XPe de R$ 453/m³). O lucro líquido de R$ 1,7 bilhão ficou abaixo da nossa estimativa (-7% vs. XPe de R$ 1,8 bilhão);
  • Durante o 2T26, os preços domésticos permaneceram relativamente estáveis e bem abaixo da paridade de importação, favorecendo as distribuidoras com maior participação da Petrobras em seu mix de suprimento (como a Ipiranga). Olhando à frente, esperamos que os resultados fortes continuem no 3T26, uma vez que os preços domésticos permanecem, em sua maioria, abaixo da paridade de importação. Na nossa visão, as margens do 2T26 não são representativas das margens futuras;
  • Ainda assim, acreditamos que o momento dos resultados pode reforçar a confiança dos investidores de que as margens recorrentes podem se estabilizar em níveis estruturalmente mais altos, sustentadas pela redução da concorrência desleal. Esperamos uma reação positiva das ações;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Utilities: Pacote de Resultados do 2T26 – SBSP, CSMG, EQTL e ENEV

  • Quatro companhias sob nossa cobertura divulgaram resultados na noite de quinta-feira: SBSP, CSMG, EQTL e ENEV;
  • A SBSP apresentou resultados mais fracos, com EBITDA ajustado de R$ 3,5 bilhões (-7% vs. XPe), em função de pressões adicionais sobre custos variáveis, despesas operacionais e despesas com inadimplência;
  • A CSMG reportou EBITDA ajustado 5% abaixo do XPe, basicamente em razão de outras despesas acima do esperado, algo que consideramos pouco preocupante diante da perspectiva de um processo de transformação operacional nos próximos trimestres;
  • A EQTL apresentou resultados operacionais em linha em ambos os segmentos, o que deve levar a uma reação neutra do mercado;
  • Por fim, a ENEV entregou resultados ligeiramente abaixo das nossas estimativas (-4% vs. XPe), principalmente em função do Hub Parnaíba, cujo desempenho ficou 5% abaixo das nossas projeções (devido a resultados mais fracos no segmento de E&P), e das termelétricas a óleo e gás de terceiros. Na frente de custos, as elevadas despesas administrativas e gerais da holding relacionadas ao plano de opções de ações para funcionários também pressionaram os resultados;
  • Em suma, esperamos uma reação neutra do mercado;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

MRV (MRVE3): Resultados fracos, impactados por impairments da Resia

  • A MRV apresentou resultados fracos no 2T26;
  • A receita líquida ficou 2,1% acima da nossa estimativa e 2,9% acima do consenso, atingindo R$3,0 bilhões (+10,7% A/A; +8,0% T/T), enquanto a margem bruta alcançou 30,2% (+0,8 p.p. A/A; +0,8 p.p. T/T), 2,4 p.p. acima da nossa projeção;
  • O EBITDA totalizou -R$142 milhões, impactado pelo reconhecimento de -R$569 milhões em impairments na Resia relacionados às vendas anunciadas recentemente;
  • O lucro líquido excluindo efeitos de marcação a mercado atingiu -R$540 milhões, pressionado adicionalmente por despesas financeiras líquidas e tributárias acima do esperado;
  • No geral, vemos os resultados da MRV como fracos, uma vez que a companhia reconheceu integralmente no 2T26 os impairments referentes às vendas recentes da Resia;
  • Do lado positivo, o 3T26 pode apresentar melhora, sem o reconhecimento de impairments e com geração de caixa superior a R$1,5 bilhão;
  • Mantemos nossa recomendação de Compra para a ação, com base em valuation e na trajetória de desalavancagem, negociando a 3,1x P/L 2027;
  • Clique aqui para acessar o relatório;

Positivo (POSI3): operação em linha, mas despesas financeiras ainda pesam

  • Consideramos o resultado da Positivo no 2T26 misto, com os resultados operacionais em linha com nossas expectativas, mas o lucro líquido ainda pressionado pelas despesas financeiras;
  • A Receita Líquida atingiu R$ 939 milhões (+11% A/A; em linha com nossas estimativas), enquanto o EBITDA totalizou R$ 86 milhões (+16% A/A; +3% vs. nossas estimativas), com margem de 9,2%, em linha com nossa estimativa;
  • O lucro líquido, no entanto, atingiu apenas R$ 3 milhões, abaixo das nossas estimativas, uma vez que a maior necessidade de capital de giro continuou pressionando as despesas financeiras;
  • Operacionalmente, o ISS permaneceu como principal destaque, crescendo 18% A/A, impulsionado por servidores (+107%), PCs corporativos (+68%) e Positivo S+ (+20%), compensando a queda de 32% em Instituições Públicas;
  • Importante destacar que a administração reiterou seu guidance de receita bruta entre R$ 4,0 bilhões e R$ 4,2 bilhões e agora vê maior probabilidade de atingir o limite superior da faixa;
  • Em geral, as tendências operacionais melhoraram, principalmente em infraestrutura, mas a conversão do resultado operacional em lucro líquido continua sendo o principal debate;
  • Reiteramos nossa recomendação de Compra;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Azzas 2154 (AZZA3): 2T fraco; EBITDA abaixo das estimativas devido a maiores despesas com vendas, gerais e administrativas e baixa contábil de estoques de R$67 milhões

  • A Azzas reportou resultados fracos no 2T, com receita pressionada em todas as BUs e EBITDA ajustado abaixo das estimativas devido a maiores despesas com vendas, gerais e administrativas; 
  • A companhia continua enfrentando desafios operacionais na maioria das BUs, enquanto Fashion Women voltou a enfrentar bases de comparação difíceis; 
  • Como resultado, nenhuma BU cresceu, enquanto Shoes&Bags e Basic permaneceram como destaques negativos; 
  • Em termos de rentabilidade, a companhia contabilizou uma baixa de estoques de R$67 milhões, que impactou a margem bruta e as métricas de EBITDA, embora, mesmo ajustando por esse efeito, o EBITDA ajustado tenha ficado 7% abaixo das nossas estimativas devido às maiores despesas com vendas, gerais e administrativas; 
  • O FCF foi positivo, beneficiado por uma melhor dinâmica de capital de giro, principalmente associada aos estoques; 
  • Embora vejamos com bons olhos as iniciativas da companhia para estabilizar sua operação e consideremos fortes as marcas do grupo, a complexidade de compreender todas as partes móveis e os ajustes realizados em todas as BUs deve manter os investidores à margem até que apareçam sinais de inflexão mais consistentes e claros nos resultados; 
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

Track&Field (TFCO4): 2T forte; a execução continua entregando resultados

  • A T&F reportou um 2T sólido e ligeiramente acima do esperado, com forte crescimento da receita e EBITDA acima das estimativas, apesar de um mix de canais desfavorável; 
  • As vendas líquidas permaneceram fortes, sustentadas pela assertividade da coleção, por uma rede bem abastecida e pela execução sólida em datas comerciais importantes; 
  • Enquanto isso, assim como ocorreu no 1T, o sell-in apresentou desempenho superior (+22%), o que deve continuar sustentando o crescimento dos royalties no 3T; 
  • Conforme esperado, a maior participação das vendas para franquias pressionou a margem bruta, embora parcialmente compensada pela maior participação dos royalties; 
  • Ainda assim, a forte alavancagem operacional e as economias em despesas gerais e administrativas foram suficientes para manter a margem EBITDA amplamente estável (+1,1 p.p. vs. nossa estimativa), apesar dos maiores investimentos em marketing; 
  • Embora vejamos com bons olhos mais um trimestre de forte execução, mantemos nossa recomendação Neutra devido a um valuation justo (P/L de 14–12x para 2026–27e) e à liquidez limitada; 
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

Melnick (MELK3): Lucro acima das estimativas apesar da desaceleração da receita

  • A Melnick apresentou resultados mistos no 2T26, com atividade comercial e receitas mais fracas, mas rentabilidade acima do esperado;
  • A receita líquida atingiu R$271 milhões (-19,8% A/A; -15,4% T/T), 6,5% abaixo da nossa estimativa, enquanto a margem bruta ajustada avançou para 30,9% (+1,1 p.p. A/A; +2,4 p.p. T/T), 1,2 p.p. acima da nossa projeção;
  • O EBITDA totalizou R$40 milhões (+12,1% A/A; +22,4% T/T), 22,0% acima da nossa estimativa, sustentado pela disciplina de custos e pelo maior resultado de equivalência patrimonial;
  • O lucro líquido atingiu R$34 milhões (-13,1% A/A; +36,0% T/T), 24,1% acima da nossa estimativa, apoiado por um resultado financeiro líquido mais forte;
  • No geral, as margens e o EBITDA acima do esperado foram compensados pela forte desaceleração das vendas, pelas menores receitas e pela queda da margem do backlog, enquanto o consumo de caixa persistiu apesar do maior uso de antecipação de recebíveis, elevando ainda mais a alavancagem;
  • Reiteramos nossa recomendação de Compra para MELK3 com base em valuation e vemos a ação negociando a 3,7x P/L 2027;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

Moura Dubeux (MDNE3): Margem bruta acima das estimativas compensada por despesas operacionais mais fracas

  • A Moura Dubeux apresentou resultados sólidos no 2T26, com receitas acima das nossas estimativas e do consenso, enquanto a rentabilidade ficou ligeiramente abaixo das expectativas;
  • A receita líquida atingiu R$731 milhões (+10,0% A/A; +16,5% T/T), 5,4% acima da nossa estimativa e 4,8% acima do consenso, enquanto a margem bruta alcançou 38,6% (+5,3 p.p. A/A; -1,5 p.p. T/T), 0,8 p.p. abaixo da nossa projeção e 0,9 p.p. abaixo do consenso;
  • O EBITDA totalizou R$167 milhões (+24,5% A/A; +7,1% T/T), 3,1% acima da nossa estimativa e 5,5% abaixo do consenso, uma vez que a contração sequencial da margem e as maiores despesas operacionais compensaram parcialmente a surpresa positiva no lucro bruto;
  • O lucro líquido atingiu R$174 milhões (+44,9% A/A; +11,5% T/T), 3,7% acima da nossa estimativa e em linha com o consenso, sustentado por um resultado financeiro mais forte;
  • No geral, vemos os resultados como positivos, uma vez que o ROAE LTM de 28,0% e a baixa alavancagem reforçam o sólido perfil financeiro da MDNE, apesar do consumo de caixa ajustado no trimestre;
  • Assim, mantemos nossa recomendação de Compra para a ação;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

Unifique (FIQE3): forte dinâmica móvel, mas margens mais fracas e crescimento de FTTH mais lento

  • Consideramos o 2T26 da Unifique um resultado misto, com o forte crescimento da receita e da operação móvel compensando a menor rentabilidade e o ritmo mais fraco de adições orgânicas de FTTH;
  • A Receita Líquida atingiu R$ 345 milhões (+21% A/A; +1% vs. nossas estimativas), enquanto o EBITDA Ajustado totalizou R$ 169 milhões (+18% A/A; -2% vs. nossas estimativas), com margem de 49,0%, 130 p.b. abaixo da nossa estimativa e queda de 290 p.b. T/T;
  • O lucro líquido de R$ 46 milhões ficou 8% abaixo das nossas estimativas, pressionado pelo maior resultado financeiro negativo;
  • A operação móvel permaneceu como o principal destaque, com a base de acessos praticamente dobrando A/A, para 338 mil, e aproximadamente 50 mil adições líquidas T/T, enquanto a receita móvel cresceu 148%;
  • Por outro lado, as adições líquidas orgânicas de banda larga desaceleraram para 5 mil, ante 12 mil no 1T26, embora o churn tenha permanecido saudável em 1,48%;
  • A alavancagem permaneceu baixa, em 0,58x Dívida Líquida/EBITDA;
  • Em geral, a convergência continua evoluindo bem, mas a compressão das margens e o crescimento orgânico mais lento de FTTH reduzem os pontos positivos do trimestre;
  • Reiteramos nossa recomendação de Compra;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Suzano (SUZB3): Resultados neutros, mas ventos contrários se intensificando no 2S26E; revisão do 2T26

  • A Suzano reportou resultados amplamente em linha no 2T26, com EBITDA ajustado de R$4,7 bilhões, +2% vs. XPe e -2% vs. Consenso;
  • Uma vez que preços realizados de celulose ligeiramente melhores e um desempenho mais robusto de papel ajudaram a compensar volumes de celulose abaixo do esperado e pressões de custos;
  • Destacamos: (i) o EBITDA de celulose aumentou +3% T/T, sustentado por preços mais altos (+7% T/T em USD), apesar dos ventos contrários de FX e de um aumento de +5% T/T nos custos caixa de produção;
  • Enquanto (ii) os resultados de papel foram resilientes, com os volumes aumentando +7% T/T diante da demanda doméstica mais forte;
  • O FCF recorrente foi robusto, em R$2,4 bilhões, amplamente sustentado por ajustes de caixa positivos de derivativos e liberação de capital de giro;
  • Olhando à frente, continuamos esperando um cenário operacional desafiador no 2S26E, refletindo pressões de custos persistentes, queda dos preços da celulose e ventos contrários de FX (ao menos considerando os níveis spot);
  • Nesse sentido, observamos que os investidores têm se tornado cada vez mais céticos em relação à ação, particularmente em meio à deterioração do sentimento em torno da perspectiva para os preços da celulose, tema que discutimos hoje mais cedo com a Hawkins Wright;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

SLC (SLCE3) | Revisão de resultados do 2T26: Fundamentos Construtivos

  • A SLC reportou resultados operacionais sólidos, embora a maior alavancagem tenha ofuscado parte da tese. A receita líquida atingiu BRL 2,18 bi (+22% A/A e +3% vs. XPe), impulsionada por maiores volumes em algodão, soja e milho. O EBITDA ajustado totalizou BRL 581 mi (+4% A/A e -6% vs. XPe);
  • Seguimos vendo uma perspectiva mais construtiva para as commodities. No entanto, acreditamos que esse cenário favorável pode ser ofuscado pela atual alavancagem, somada às crescentes preocupações com potenciais perdas de produtividade relacionadas ao El Niño, fatores que devem ser os principais direcionadores da reação das ações no curto prazo;
  • Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/slc-slce3-revisao-de-resultados-do-2t26-fundamentos-construtivos/.

Minerva (BEEF3) | Revisão dos resultados do 2T26: Em linha, mas com riscos para o 2S ainda à frente

  • Após vários trimestres de elevada volatilidade nos resultados, a Minerva reportou um trimestre amplamente em linha, com números consistentes com as tendências operacionais observadas ao longo do 2T. A receita líquida atingiu BRL 14,1 bi (+1,3% A/A), o EBITDA ajustado somou BRL 1,2 bi (-5,5% A/A) e a margem ficou em 8,6%, todos em linha com a XPe;
  • No entanto, a visibilidade para o 2S segue limitada e, com a alavancagem ainda em 2,9x Dívida Líquida/EBITDA ex-forfaits, acreditamos que as preocupações dos investidores dificilmente devem diminuir no curto prazo;
  • Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/minerva-beef3-revisao-dos-resultados-do-2t26-em-linha-mas-com-riscos-para-o-2s-ainda-a-frente/.

Vittia (VITT3) | Revisão de resultados do 2T26: Nada de novo sob o sol

  • A Vittia entregou um trimestre fraco, como esperado. A receita líquida atingiu BRL 114 mi (+15% A/A; +10% vs. XPe), impulsionada pelo desempenho acima do esperado em Fertilizantes de Solo e Soluções Biológicas & Naturais, parcialmente compensado pela contínua fraqueza em Fertilizantes Foliares e Produtos Industriais. Apesar do desempenho superior na receita, o EBITDA ajustado de BRL -17 mi veio em linha com as nossas estimativas;
  • Consideramos os resultados satisfatórios dado o ambiente atual do setor de insumos agrícolas. Ainda assim, o trimestre pouco altera a tese de investimento: a Vittia continua executando bem e preservando a solidez do balanço, mas os resultados devem seguir pressionados até que a economia do produtor rural e o ambiente agrícola apresentem uma recuperação mais significativa;
  • Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/vittia-vitt3-revisao-de-resultados-do-2t26-nada-de-novo-sob-o-sol/.

Kepler Weber (KEPL3): Lucratividade pressionada ilustrando fundamentos desafiadores do agronegócio; revisão do 2T26

  • A Kepler Weber apresentou resultados pressionados no 2T26, com EBITDA de R$26 milhões, queda de -32% A/A, refletindo a deterioração contínua da demanda nos mercados finais;
  • A receita líquida caiu -4% A/A, com Fazendas permanecendo como o ponto fraco, parcialmente compensada pelos desempenhos resilientes de Agronegócios e Reposição & Serviços;
  • Em lucratividade, a margem EBITDA ficou em 8,7% (-3,5p.p. A/A), refletindo menor alavancagem operacional, um mix menos favorável e pressões sobre preços;
  • Embora o backlog tenha aumentado sequencialmente, em linha com a sazonalidade, a queda de -14% A/A indicada pela companhia reforça nossas preocupações em relação aos níveis de demanda no 2S26E;
  • Olhando à frente, continuamos vendo os fundamentos agrícolas como desafiadores, com a lucratividade dos produtores rurais pressionada e apetite limitado por novos investimentos;
  • Diante desse cenário, embora as iniciativas de diversificação e a disciplina de custos proporcionem algum suporte, continuamos esperando um ciclo de baixa prolongado, com visibilidade limitada sobre uma recuperação mais significativa até que as condições macroeconômicas melhorem;
  • Reiteramos nossa recomendação Neutra;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Papel e Celulose: Expansão da capacidade da China continua pressionando os fundamentos da indústria

  • Realizamos uma reunião com Tom Wright, Diretor da Hawkins Wright, para discutir os desenvolvimentos mais recentes nos mercados globais de celulose;
  • Embora a menor disponibilidade de fibras e as interrupções temporárias de oferta tenham proporcionado algum suporte recente aos preços da BHKP;
  • O principal desafio da indústria continua sendo a expansão em curso da capacidade integrada de celulose da China, sustentada tanto por cavacos domésticos quanto importados;
  • Embora o consumo chinês de celulose continue crescendo anualmente, a maior parte desse crescimento está sendo capturada pela produção doméstica, em vez das importações;
  • Combinado com ~10-11Mt de exportações incrementais de papel e cartão nos últimos cinco anos, isso reforça a tese do “Choque da China 2.0”, na qual o excesso de capacidade industrial chinesa continua pressionando os mercados globais de celulose e papel e resultando em pressões deflacionárias de forma generalizada;
  • No geral, embora os fundamentos de curto prazo pareçam mais equilibrados vs. ciclos de baixa anteriores, continuamos vendo riscos estruturais de queda para os preços da celulose;
  • Particularmente diante da ampla disponibilidade de fibra de baixo custo na China, sustentando a expansão da capacidade doméstica;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Agronegócio | Revisão do WASDE de Ago/26: Perspectiva de aperto em todas as culturas, apesar do aumento de área em soja, milho e algodão

  • O WASDE de agosto, apesar do aumento da área colhida de soja, milho e algodão, trouxe sinais importantes que reforçam nossa visão de estoques mais apertados de forma geral;
  • No milho , o tom altista de julho se manteve, com menor produtividade e exportações mais fortes resultando em uma redução de 137 mi de bu nos estoques finais, além de haver potencial adicional de alta para as exportações americanas diante das restrições no Mar Negro;
  • Na soja , o aumento da produção foi compensado por uma elevação de 30 mi de bu no esmagamento, em linha com nossa visão de uma demanda mais forte impulsionada pelo biodiesel, enquanto acreditamos que as exportações da safra velha e o balanço de oferta e demanda dos EUA devem se apertar ainda mais à frente;
  • No trigo , os estoques finais dos EUA recuaram para um dos níveis mais apertados dos últimos anos;
  • Já no algodão , um forte aumento no consumo global levou à redução dos estoques globais finais;
  • Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/agro-alimentos-e-bebidas-data-expert-analise-do-wasde-ago-26/.

Banco Pine (PINE4): trimestre em linha, mas qualidade dos ativos exige atenção

  • O Pine apresentou um trimestre em linha, com lucro líquido recorrente de R$ 165,7 milhões (+10,5% T/T, +99,6% A/A; 1% acima das nossas estimativas) e ROAE permanecendo sólido em 37,5%, sustentado pela combinação entre robusto crescimento da carteira de crédito, melhora do mix da carteira, expansão da margem financeira líquida e forte alavancagem operacional;
  • O segmento de varejo com garantia continua sendo o principal motor de crescimento, especialmente o crédito consignado privado, enquanto a geração de tarifas e o cross-selling gradualmente adicionam maior diversificação à receita;
  • Dito isso, acreditamos que o principal debate entre os investidores continua sendo a qualidade dos ativos;
  • Embora os índices de inadimplência reportados permaneçam relativamente baixos, as operações classificadas no Estágio 3, o custo de risco e as tendências de cobertura se deterioraram sequencialmente, indicando que parte da aceleração dos resultados vem acompanhada de aumento do risco de crédito;
  • Em suma, mantemos uma visão construtiva sobre a ação e reiteramos nossa recomendação de Compra;
  • No entanto, acreditamos que os investidores continuarão atentos para avaliar se as provisões estão acompanhando o ritmo da rápida expansão do banco em segmentos de varejo de maior rentabilidade;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • Taesa mira baterias e considera baixa chance de disputar leilão de transmissão em outubro (Megawhat);
  • Cury foca em vender estoque e melhorar produtividade para evitar atrasos (Valor Econômico);
  • Termos para novas debêntures em plano de recuperação do GPA são aprovados (Valor Econômico);
  • Raízen Energia pede conversão de registro na CVM em meio à reestruturação (CNN Brasil Agro);
  • Clique aqui para acessar o clipping.

Estratégia

Fluxos do Rebalanceamento do MSCI Brazil — Agosto de 2026

  • Em 12 de agosto, a MSCI anunciou sua Revisão de Índices, com as mudanças nos componentes de seus índices globais entrando em vigor em 1º de setembro;
  • No índice MSCI Brazil, não houve inclusões, e a StoneCo (STNE) foi excluída da carteira, implicando saídas entre 2,1 e 3,1 dias de seu ADTV de 3 meses;
  • O peso das ações preferenciais da Petrobras (PETR4) subiu de 7,32% para 7,76%, atraindo entradas de 0,32 a 0,47 dias de ADTV, e o da Vale (VALE3) de 10,43% para 10,73%, entre 0,26 e 0,39 dias. A Rede D’Or (RDOR3) avançou de 0,99% para 1,13%, podendo atrair entradas entre 0,8 e 1,1 dias de seu ADTV de 3 meses. Saídas são esperadas para o Nubank (NU) e para as ações preferenciais da Axia Energia (AXIA7), estas últimas entre 1,4 e 2,1 dias de ADTV;
  • No índice MSCI Latin America, não houve inclusões ou exclusões fora do Brasil, com o Walmart de México (WALMEX) registrando a maior queda de peso, de 1,82% para 1,67%;
  • O peso das empresas brasileiras no Emerging Markets segue praticamente inalterado, em 4,14%. Os maiores aumentos foram observados em Taiwan (+25,4 bps), Índia (+12,2 bps) e Emirados Árabes Unidos (+2,5 bps), enquanto China (-6,1 bps), Arábia Saudita (-7,9 bps) e Coreia (-13,9 bps) registraram as maiores quedas;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • IFIX recua 0,18%, aos 3.715,09 pontos; BMLG11 e VGHF11 fecham em baixa (Suno Notícias);
    • Mercado de carbono pode criar fonte de valor para agro (FIIs);
    • Shopee em Minas: empresa amplia operação logística com galpão de 110 mil m² (Buildings);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • Patria Malls (PMLL11) | Reformulação do portfólio em andamento
    • Mantemos recomendação NEUTRA, apesar da gestão ativa de qualidade, do dividend yield atrativo e da estrutura de capital saudável. A decisão baseia-se nos seguintes fatores:
      • Exposição predominante a shoppings de qualidade intermediária;
      • Indicadores operacionais inferiores à média dos pares;
      • Preferência por aguardar a conclusão das aquisições em andamento e eventuais novas movimentações, a fim de avaliar, de forma definitiva, o efeito líquido sobre a rentabilidade do portfólio.
    • Para mais informações, acesse o link abaixo:
      https://conteudos.xpi.com.br/fundos-imobiliarios/relatorios/patria-malls-pmll11-reformulacao-do-portfolio-em-andamento/

ESG

Testes com mistura B20 de biodiesel devem ser concluídos em fevereiro de 2027, diz MME | Café com ESG, 13/08

  • O mercado encerrou o pregão de quarta-feira em território negativo, com IBOV e ISE recuando 0,23% e 0,41% respectivamente;
  • No Brasil, (i) aguardadas pelo mercado há quase dois anos, o governo federal editou, nesta quarta-feira, os decretos que regulamentam o combustível sustentável de aviação (SAF), a captura e estocagem geológica de carbono (CCS) e o hidrogênio de baixo carbono – as leis que incentivam essas novas tecnologias foram sancionadas em 2024, e a previsão de publicação no Diário Oficial da União é hoje; e (ii) segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), os testes de misturas até 20% de biodiesel no diesel (B20) devem ser concluídos em fevereiro de 2027, podendo resultar em uma aprovação direta ou, alternativamente, em recomendações regulatórias adicionais e ajustes na especificação (o que adiaria o aumento da mistura para agosto de 2027) – em contexto, atualmente, o teor obrigatório de biodiesel é de 15% (B15);
  • Do lado das empresas, a Stellantis afirmou que está revisando sua estratégia e programação de lançamentos no Brasil diante do avanço das montadoras chinesas no mercado de veículos híbridos e elétricos – em resposta, a empresa avalia acelerar a eletrificação de seu portfólio, enquanto defende regras que favoreçam a produção nacional e se prepara para diferentes cenários tecnológicos conforme a política industrial do governo;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Relatórios de sustentabilidade das empresas listadas brasileiras: Onde estamos?

  • Após a decisão da CVM de tornar facultativa, e não mais obrigatória, a divulgação de relatórios de sustentabilidade alinhados às normas IFRS, os investidores estão voltando a recorrer aos relatórios de sustentabilidade como uma fonte essencial de acompanhar a evolução das empresas na agenda ESG;
  • Embora ainda haja diferenças significativas na abrangência e na profundidade das divulgações entre as empresas brasileiras, os relatórios de sustentabilidade continuam sendo um dos principais canais para comunicar avanços, metas e estratégias relacionados à agenda;
  • Com o objetivo de apoiar os investidores no acompanhamento desse cenário, analisamos o mapeamento público da B3 para identificar quais empresas sob a cobertura da XP já divulgaram seus relatórios de sustentabilidade referentes a 2025, bem como as principais tendências de reporte observadas até o momento;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

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