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Papel e Celulose: Expansão da capacidade da China continua pressionando os fundamentos da indústria

Atualização do mercado de celulose: Feedback do evento com a Hawkins Wright

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Realizamos uma reunião com Tom Wright, Diretor da Hawkins Wright, para discutir os desenvolvimentos mais recentes nos mercados globais de celulose. Embora a menor disponibilidade de fibras e as interrupções temporárias de oferta tenham proporcionado algum suporte recente aos preços da BHKP, o principal desafio da indústria continua sendo a expansão em curso da capacidade integrada de celulose da China, sustentada tanto por cavacos domésticos quanto importados. Embora o consumo chinês de celulose continue crescendo anualmente, a maior parte desse crescimento está sendo capturada pela produção doméstica, em vez das importações. Combinado com ~10-11Mt de exportações incrementais de papel e cartão nos últimos cinco anos, isso reforça a tese do “Choque da China 2.0”, na qual o excesso de capacidade industrial chinesa continua pressionando os mercados globais de celulose e papel e resultando em pressões deflacionárias de forma generalizada. No geral, embora os fundamentos de curto prazo pareçam mais equilibrados vs. ciclos de baixa anteriores, continuamos vendo riscos estruturais de queda para os preços da celulose, particularmente diante da ampla disponibilidade de fibra de baixo custo na China, sustentando a expansão da capacidade doméstica.

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A China continua sendo a principal preocupação estrutural da indústria. Após a desaceleração do setor imobiliário, os investimentos se deslocaram cada vez mais para a manufatura industrial, ajudando a sustentar o crescimento da capacidade de Papel e Celulose apesar da fraca demanda doméstica. A China agora responde por ~30% da produção industrial global, com apenas ~17% do PIB global, enquanto a produção doméstica de celulose capturou a maior parte da demanda incremental por fibra do país nos últimos anos. Isso ajuda a explicar por que as importações de celulose permaneceram amplamente estáveis apesar do crescimento das exportações de papel e reforça as preocupações de que futuras adições de capacidade possam continuar deslocando os volumes importados de celulose de mercado.

A disponibilidade de fibra continua sendo o principal debate. A Hawkins Wright observou que a disponibilidade doméstica de madeira pode ser maior do que o mercado pressupõe, sustentada por uma base de plantações de aproximadamente 5,5 milhões de hectares de eucalipto e 6,5 milhões de hectares de álamo. Embora a produtividade permaneça bem abaixo dos níveis do Brasil, os rendimentos atuais de aproximadamente 10-15m³/ha sugerem amplo espaço para melhorias ao longo do tempo. Como resultado, acreditamos que o mercado possa estar subestimando a capacidade da China de continuar sustentando a expansão doméstica de celulose por meio de uma combinação de fibra local e cavacos importados.

A recente menor disponibilidade de fibra tem sido favorável, mas pode se mostrar temporária. Os preços vietnamitas de cavacos de fibra curta aumentaram ~US$40-50/BDMT em relação às mínimas recentes, impulsionados por condições climáticas adversas, demanda chinesa mais forte e condições de oferta mais restritas na Indonésia. Ao mesmo tempo, as restrições de licenciamento na Indonésia teriam reduzido a produção de madeira, ajudando a restringir os balanços regionais de madeira e fibra. Embora os custos mais altos da madeira devam sustentar a curva de custos da indústria, a Hawkins Wright acredita que é improvável que esses fatores compensem o impacto das contínuas adições de capacidade integrada na China e no Sudeste Asiático e das condições fracas da demanda geral.

O mercado de celulose continua desafiador, particularmente para fibra longa. Os preços da celulose de fibra curta recuaram para ~US$570-580/t, com algumas transações supostamente ocorrendo mais próximas de US$550/t, enquanto a fibra longa continua sendo o segmento mais pressionado, com uma capacidade global estimada de ~15Mt operando com prejuízo. Embora várias interrupções operacionais tenham sustentado os balanços de fibra curta no 1S26, a perspectiva se torna menos construtiva no 2S26E, à medida que as paradas para manutenção terminam e novas capacidades integradas iniciam seu ramp up na China. Dessa forma, o cenário-base da Hawkins Wright continua sendo de uma nova queda dos preços da fibra curta em relação aos níveis atuais, embora não necessariamente retornando aos níveis mínimos observados em 2023, uma vez que os custos mais altos da fibra devem proporcionar algum suporte no curto prazo (vemos uma faixa de ~US$550-560/t como uma premissa de preço justa para a BHKP chinesa nos próximos meses).

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