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Atenções voltadas para o PIB dos EUA do 2º trimestre 

Repercussões da decisão de aumento de juros do Federal Reserve é o maior destaque nesta quinta-feira, 28/07/2022

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IBOVESPA +1,7% | 101.437 Pontos

CÂMBIO -1,8% | 5,25/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Destaque do dia

Fed eleva taxa básica de juros em 0,75pp e mercado interpreta discurso de Jerome Powell como dovish; na agenda de hoje, atenções voltadas para o PIB dos EUA do 2º trimestre. 

Brasil

O principal índice da bolsa brasileira encerrou o pregão desta quarta-feira (27) no positivo, aos 101.437 pontos com uma alta de 1,67%. Enquanto o dólar caiu 1,84% frente ao real, encerrando o pregão aos R$ 5,25.  Os juros futuros encerraram o dia de ontem em queda, acompanhando o movimento da treasuries (títulos de dívida dos EUA) e a reação positiva dos ativos de risco a declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, em entrevista coletiva para comentar a decisão de elevar o juro em 75 pontos-base. Powell enfatizou que provavelmente será apropriado moderar o ritmo do aperto, abrindo espaço para um alívio nas taxas locais. DI jan/23 fechou em 13,87%;  DI jan/24 em 13,68%; DI jan/25 em 13,04%; DI jan/27 encerrou em 12,95%; e DI jan/29 em 13,1%.

Mundo

Mercados globais amanhecem mistos (EUA -0,3% e Europa +0,4%) enquanto investidores digerem a alta de 75 bps na taxa básica de juros americana e sinalização de uma possível desaceleração dos aumentos futuros, ainda que o combate à inflação permaneça como foco principal do Federal Reserve. Nos EUA, o foco hoje ficará por conta da divulgação dos dados do PIB e novas divulgações de resultados, com destaque para Apple, Amazon e Intel. Na Europa, a confiança na economia da zona do euro caiu para o nível mais fraco em quase 1 ano e meio. A queda do indicador ocorre à medida que os temores de escassez de energia aumentam e, o primeiro aumento da taxa de juros do Banco Central Europeu em mais de uma década alimenta preocupações de que uma recessão está se aproximando. Na China, o índice de Hang Seng (-0,2%) encerra em baixa após as autoridades monetárias de Hong Kong elevarem a principal taxa de juros da cidade em 75 bps, em sincronia com o esperado aumento do Federal Reserve. Bancos e incorporadoras lideraram as perdas devido às preocupações de que a medida possa pesar sobre o já fragilizado mercado imobiliário e economia.

Economia EUA

Conforme amplamente esperado, o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) elevou ontem sua taxa de juros de referência em 0,75pp, para o intervalo entre 2,25% e 2,50%. A decisão foi unânime entre os membros votantes. O mercado interpretou como dovish (amena) a entrevista coletiva pós-decisão do Presidente do Fed, Jerome Powell. De acordo com a autoridade, a política monetária atual está na faixa considerada neutra, havendo necessidade de um nível pelo menos moderadamente restritivo. Além disso, Powell enfatizou que a decisão de juros será tomada a cada reunião, a depender da evolução dos dados econômicos, mas que “provavelmente será apropriado moderar” o ritmo de aperto. Em relação à atividade econômica, o Fed mantém o foco de permitir um “pouso suave” da economia americana, mas isso se tornou mais desafiador e existem muitas incertezas no radar.   

Economia Brasil

No Brasil, o Ministério da Economia divulgará, hoje à tarde, a geração líquida de empregos formais em junho (CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O mercado de trabalho brasileiro continua em trajetória de recuperação firme. Além disso, haverá publicação do IGP-M de julho e do resultado primário do governo central de junho.   

Agenda do dia

Na agenda econômica desta quinta-feira (28), destaque para a publicação dos resultados do PIB dos Estados Unidos no 2º trimestre, que mostrarão se a economia americana entrou em recessão técnica (dois trimestres consecutivos de queda) na primeira metade de 2022. O time econômico da XP estima contração de 0,9% em relação ao período anterior, enquanto o consenso de mercado indica crescimento de 0,5%.  

Mercado em Gráfico

Em decisão unânime, o FOMC, Comitê de Política Monetária dos EUA, anunciou nesta quarta-feira a elevação em  0,75 p.p. da taxa de juros americana como amplamente esperado. Com isso, ela passa do intervalo de 1,5% a 1,75% ao ano para 2,25% a 2,50%. Em discurso após a decisão, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que a economia do país já começa a dar sinais de desaceleração, apesar disso ainda não ter refletido nos dados de trabalho e inflação, e que já considera que o banco central entrou em território neutro de juros. Daqui pra frente, Powell indicou que poderá ser apropriado desacelerar o ritmo das altas, a depender dos dados econômicos. Powell também indicou que não acredita que a economia americana entrou em recessão, lembrando que hoje (quinta-feira), será divulgado o PIB do 2T22 do EUA. Depois do anúncio, o mercado passou a precificar uma probabilidade de 65,6% de uma alta de 50 bps para a próxima reunião em setembro. Essa projeção é em linha com nosso time de economia da XP, que também espera mais uma alta de 25bps na reunião seguinte e que o Fed, então, pause para avaliar o balanço de riscos para a economia americana.

Veja todos os detalhes

Economia

Fed eleva taxa básica de juros em 0,75pp e mercado interpreta discurso de Jerome Powell como dovish; na agenda de hoje, atenções voltadas para o PIB dos EUA do 2º trimestre

  • O Comitê Federal de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) anunciou ontem (27), conforme amplamente esperado, a elevação de 0,75pp na taxa de juros de referência (Fed Funds Target Rate), para o intervalo entre 2,25% e 2,50%. A decisão foi unânime entre os membros votantes do colegiado. Segundo o comunicado que acompanhou a decisão, indicadores de produção e vendas vêm desacelerando no período recente. No entanto, os dados de emprego foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego permaneceu em níveis baixos. Ademais, a inflação continua elevada, refletindo desequilíbrios entre oferta e demanda relacionados à pandemia, assim como saltos nos preços de alimentos e energia e pressões disseminadas. A equipe econômica da XP espera que o banco central americano reduza o ritmo de aperto monetário nas próximas reuniões, com altas de 0,50pp em setembro e 0,25pp em novembro. A partir de então, o Fed realizaria uma pausa para avaliar os efeitos do aumento de juros sobre a economia e o balanço de riscos. O arrefecimento da atividade, com destaque à deterioração das condições do mercado imobiliário, respaldaria o final do ciclo de aperto com a taxa de juros de referência entre 3,00% e 3,25%;
  • A maioria dos agentes de mercado interpretou como dovish (amena) a entrevista coletiva pós-decisão do Presidente do Fed, Jerome Powell. De acordo com a autoridade, a política monetária atual está na faixa considerada neutra, havendo necessidade de um nível pelo menos moderadamente restritivo. Além disso, Powell enfatizou que a decisão de juros será tomada a cada reunião, a depender da evolução dos dados econômicos, mas que “provavelmente será apropriado moderar” o ritmo de aperto. Em relação à atividade econômica, o banqueiro central afirmou que não enxerga a economia americana em recessão. Tal cenário, segundo o dirigente, não é consistente com as condições bastante sólidas do mercado de trabalho. O Fed mantém o foco de permitir um “pouso suave” da economia americana, mas isso se tornou mais desafiador e existem muitas incertezas no radar. As reações do mercado após o anúncio e comunicação do Fed foram predominantemente positivas. Por exemplo, as expectativas para a taxa de juros de referência no final de 2022 diminuíram para cerca de 3,3%, e os mercados começaram a precificar cortes a partir de maio de 2023. Além disso, os juros de títulos do Tesouro americano (treasuries) recuaram ao longo da curva. As taxas de 2 anos ficaram aquém de 3%, enquanto as taxas de 10 anos atingiram o nível mais baixo desde meados de abril, em torno de 2,75%. No mesmo sentido, os principais índices acionários dos Estados Unidos subiram fortemente na quarta-feira, e o índice que mede o valor do dólar (DXY) declinou cerca de 0,80pp;
  • Na agenda econômica desta quinta-feira (28), destaque para a publicação dos resultados do PIB dos Estados Unidos no 2º trimestre, que mostrarão se a economia americana entrou em recessão técnica (dois trimestres consecutivos de contração) na primeira metade de 2022. O time econômico da XP estima queda de 0,9% em relação ao período imediatamente anterior, devido à conjunção entre contribuição líquida negativa do setor externo, retração das despesas do governo e desaceleração adicional do consumo das famílias e dos investimentos privados. Por sua vez, o consenso de mercado indica crescimento de 0,5%. Outros indicadores de atividade também serão divulgados nos Estados Unidos: despesas de consumo pessoal no 2º trimestre; pedidos de auxílio-desemprego referentes à semana passada; e sondagem industrial do Fed de Kansas relativa a julho;
  • Segundo dados publicados nesta manhã pela Comissão Europeia, o índice de sentimento econômico da zona do euro recuou de 103,5 pontos em junho para 99,0 pontos em julho, em meio à inflação historicamente alta no bloco e à perspectiva de corte no fornecimento de gás natural da Rússia. A mediana de projeções do mercado apontava para 102,0 pontos. A confiança do consumidor despencou de -23,8 pontos em junho para -27,0 pontos em julho. No mesmo período, o componente da indústria declinou de 7,0 para 3,5 pontos, enquanto o componente do setor de serviços caiu de 14,1 para 10,7 pontos;
  • No Brasil, o Ministério da Economia divulgará, hoje à tarde, a geração líquida de empregos formais em junho (CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). A equipe econômica da XP estima um saldo positivo de 225 mil vagas, enquanto o consenso de mercado aponta para 240 mil. O mercado de trabalho brasileiro continua em trajetória de recuperação firme. Além disso, haverá publicação do IGP-M de julho (consenso: 0,30% ante junho e 10,18% nos últimos 12 meses) e do resultado primário do governo central de junho (XP: R$ 15,1 bilhões; consenso: R$ 14,1 bilhões).

Empresas

AmBev (ABEV3) – 2T22: resultados fortes e melhora nos fundamento

  • Com o retorno das atividades fora de casa, a AmBev conseguiu aumentar o volume e os preços na maioria de suas unidades, estratégia a ser valorizada em momentos de inflação global, embora as margens sigam pressionadas diante de custos altos e o aumento das despesas em vendas e marketing tenha impulsionado as despesas de SG&A;
  • A receita líquida de R$ 17.989mi veio em linha (+3% vs. XPe), mas apresentou sólido crescimento A/A de 14%, com volume de cerveja no Brasil em 21.944k hl, também em linha, enquanto o EBITDA Aj. (ex-créditos de impostos) de R$ 4.616mi (margem de 25,7%) foi maior do que esperávamos principalmente devido a desempenhos acima do esperado em geral, com surpresa negativa apenas em CAC;
  • Com o ambiente macro ainda desafiador, vemos o 2T22 da AmBev como chave para uma mudança positiva nas percepções de curto/médio prazo, já que os preços das commodities estão com tendência de queda e devem descomprimir as margens sequencialmente, permitindo uma recuperação já esperada, a qual acreditamos que possa ser acelerada pelo BEEs;
  • Reiteramos nossa recomendação de Compra e preço-alvo de R$ 18,80/ação para fim de 2022;
  • Clique aqui para acessar nosso relatório completo.

Vitrine XP – Resultados do 2T22: Assaí e GPA; Assaí novamente como destaque, enquanto o GPA continua trabalhando para consolidar o Novo GPA Brasil

  • Nós tivemos duas empresas da nossa cobertura reportando seus resultados cobertura hoje: Assaí e GPA. O Assaí foi o destaque da noite e também o destaque no varejo alimentar até o momento, com sólido desempenho de vendas e rentabilidade em níveis saudáveis. No GPA, a empresa continua enfrentando alguns obstáculos no GPA Brasil devido ao cenário macro e à transição da operação para uma companhia sem o Extra Hiper, enquanto os resultados do Grupo Éxito continuam apresentando uma performance positiva;
  • Clique no link para acessar o relatório completo de Assaí (link), e GPA (link).

Resultado Santander 2T22

  • Vemos os resultados do Santander no 2T22 como ligeiramente positivos. Apesar do NII mais suave no período, uma performance mais forte em outras receitas operacionais e uma carga tributária substancialmente menor no segundo trimestre levaram o banco a registrar um lucro líquido de R$ 4,1 bilhões (+2% T/T e 15% acima do nosso número);
  • Carteira de crédito cresceu 6,4% A/A principalmente devido ao forte crescimento dos empréstimos para pessoas físicas (+14% A/A);
  • A inadimplência ficou em 2,9% (T/T estável e +0,65pp A/A), beneficiando-se principalmente da queda de 26bps na NPL Corporate & SME para 1,1%, que compensou o aumento de 19bps na NPL de pessoas físicas para 4,1% no 2T22;
  • As provisões para créditos de liquidação duvidosa atingiram R$ 5,7 bilhões no trimestre (+24,6% T/T e + 60% A/A), o que combinado com a inadimplência estável levou a uma melhora marginal em seu índice de cobertura para 224% (+9,4 pp Q/Q);
  • O resultado mais forte implica um ROAE ainda saudável de 20,8% (+0,2pp Q/Q e -0,3% Y/Y). Com isso, mantemos nossa visão conservadora sobre as ações;
  • Clique aqui para conferir o conteúdo completo.

Intelbras (INTB3): Segmentos de Energia e Segurança levando a sólidos resultados no 2T22

  • A Intelbras reportou bons resultados no 2T22, com um sólido crescimento de receita de 40% A/A, embora -2,3% abaixo de nossas estimativas;
  • A margem bruta diminuiu 1,7pp no ​​trimestre, refletindo a maior exposição ao negócio de Energia Solar, principalmente devido à consolidação da Renovigi. A margem EBITDA foi de 11,7% (vs 11,1% XPe). O segmento de segurança continua a evoluir de forma consistente, apresentando um crescimento anual de 27,6%;
  • As receitas do segmento de energia voltaram a brilhar com um crescimento expressivo de 241% A/A, incluindo a contribuição inorgânica da Renovigi (dois meses). Mantemos a nossa recomendação de Compra e preço-alvo de R$37,0/ação para o final de 2022;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Petrobras (PETR4)Mais sobre o Noticiário Recente: Assimetria segue sendo o nome do jogo

  • O noticiário sobre a Petrobras vem sendo intenso nos últimos dias, especialmente no tocante a dois pontos sensíveis para a tese: a política de precificação dos combustíveis e pagamento de dividendos;
  • Nesse relatório, nós:
    • analisamos o anúncio da Diretriz de Formação de Preços no Mercado Interno (vemos como ligeiramente positivo);
    • comentamos a carta do Ministério da Economia sobre o pagamento de dividendos (vemos espaço potencial para distribuição adicional);
    • novamente, discutimos algumas assimetrias no valuation da empresa, nos atuais preços. 
  • Reiteramos nossa recomendação de compra e preço alvo de US$ 18,90 (PBR/PBR.A) e R$ 47,30 (PETR3/PETR4);
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Materiais Básicos e Óleo e Gás – O que esperar do 2T22? Prévia de Resultados (Parte 2)

  • De forma geral, os segmentos de Materiais e Óleo & Gás devem apresentar números mistos no 2T22;
  • Os principais destaques são maiores preços gerais de commodities e melhor sazonalidade, parcialmente compensados pela inflação de custos (fretes, combustíveis, produtos químicos, mão de obra);
  • A tendência crescente da inflação geral de custos, juntamente com a demanda por commodities em meio a crescentes temores de uma desaceleração econômica global, deve ser altamente discutida durante as Teleconferências do 2T;
  • Apesar disso, as empresas ainda estão gerando muito caixa, e o pagamento de dividendos e a alocação de capital devem ser outro foco dos investidores;
  • Estamos lançando a prévia do 2T22 para Vale, Gerdau, CSN Mineração, Aura Minerais, CBA e 3R;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Aura Minerals (AURA33): Conclusão da venda da mina Gold Road para PPG

  • Ontem (27), a Aura Minerals anunciou a conclusão da venda das ações de sua subsidiária integral direta Z79 Resources, Inc (“Z79”) que detém através da Gold Road Mining Corp (“GRMC) a mina Gold Road localizada no Arizona para a PPG Arizona Holding Acquisition, LP (“PPG”), uma afiliada da Pandion Mine Finance, LP. O negócio foi concluído pelo valor de U$1;
  • Segundo comentário do presidente da empresa, a unidade foi vendida pelo mesmo preço comprado. O risco envolvido no projeto era conhecido, não apresentando reservas confirmadas, e por isso os investimentos foram feitos de forma gradual, mas os riscos geológicos se concretizaram. Também, ainda acredita que a mina tem potencial, mas exigiria tempo e investimento adicionais significativos;
  • Vemos a notícia como neutra uma vez que a empresa já havia anunciado no início de novembro a decisão de não continuar investindo na Mina, priorizando projetos greenfield, com maior potencial. Mantemos nosso preço alvo de R$ 50/BDR.

Klabin (KLBN11) – Sem grandes surpresas: bons resultados e em linha com nossas estimativas

  • Ontem (27) antes do mercado, a Klabin reportou mais um conjunto de bons resultados e em linha com nossas estimativas. O EBITDA recorrente atingiu R$ 1,8 bilhão (+7% T/T, +2% A/A), com margem EBITDA de 37% (redução de 1p.p. T/T);
  • Papel e Embalagem sofreu com a paralisação de manutenção em Monte Alegre e inflação de custos, enquanto a celulose ainda vive um ambiente de preços de celulose mais altos aliados a uma desvalorização do real;
  • A empresa também anunciou R$ 0,36/KLBN11 que dá ~2% Div Yield (~8% anualizado) a ser pago em 11 de agosto • Mantemos nosso rating de Compra da Klabin com preço-alvo de R$31,2/ação devido a valuation barato e resiliência de resultados;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Elétricas e Saneamento: Resultados do 2T22 devem ser mistos

  • Para nossa cobertura de Utilities, esperamos que os resultados do 2T22 sejam mistos;
  • O destaque positivo deve permanecer nas distribuidoras, que esperamos que apresentem bons resultados em termos de controle de custos, redução de perdas, inadimplência e crescimento do consumo;
  • Por outro lado, os geradores hídricos, apesar da excelente hidrologia observada no trimestre, devem apresentar resultados mais negativos devido ao hedge implementado no ano passado a preços elevados;
  • Na fonte eólica, chuvas mais fortes no Nordeste levaram a ventos mais fracos, e as empresas devem apresentar resultados mais sutis;
  • Em relação ao segmento de saneamento e transmissão, esperamos que as empresas apresentem resultados estáveis em relação ao trimestre anterior;
  • Acesse aqui o conteúdo completo.

Data Expert Credit Tracker

  • Os dados de crédito de abril reforçam nossa visão de crescimento gradual da inadimplência ao longo do ano;
  • O saldo total de crédito cresceu 16,7% A/A. Esse aumento também está praticamente em linha com o guidance dos bancos para o crescimento da carteira de crédito para este ano;
  • Vemos a demanda por crédito ainda forte e saltando 21,3% A/A, apesar da queda mensal de 10,4% M/M, que pode ser parcialmente atribuída à sazonalidade;
  • O ciclo de aperto monetário no Brasil continua impactando as taxas de juros. Além disso, não esperamos que essa pressão ascendente nas taxas de juros diminua no curto prazo, pois vemos o pico do aperto monetário até o início de 2023;
  • Atualmente sob os holofotes, a taxa de inadimplência permaneceu relativamente estável em uma base mensal de 2,7% (+7bps M/M), mas ainda está em alta de 45bps A/A. Isso está em linha com nossa visão de que as taxas de inadimplência convergirão gradualmente para níveis próximos ao pré-pandemia até o final do ano;
  • Clique aqui para conferir o conteúdo completo.

Desktop (DESK3): Anúncio de duas aquisições; Atingindo mais de 840 mil clientes em São Paulo

  • Hoje, Desktop (DESK3) anunciou duas novas aquisições: (i) Fasternet e (ii) IDC, ambos ISPs atendem 50 cidades adjacentes às operações atuais da companhia no estado de São Paulo. As empresas adquiridas somam cerca de 155 mil acessos;
  • Com as novas aquisições, a base de clientes da Desktop no estado de São Paulo chegará a ~840.000 acessos (conforme os últimos dados divulgados pela Anatel em abr/22). A empresa não divulgou o preço pago pelas companhias adquiridas. A aquisição representa 23% da atual base de clientes da companhia e faz parte de sua estratégia de crescimento e consolidação na região;
  • Reiteramos nossa recomendação de Compra e preço-alvo de R$ 27,0/ação para o final de 2022;
  • Clique aqui para conferir o conteúdo completo.

Energias do Brasil (ENBR3): Sem surpresas, distribuição impulsionou os resultados do 2T22

  • No dia 27 de julho, a EdP Energias do Brasil divulgou seus resultados do 2T22 após o fechamento do mercado;
  • Temos uma avaliação neutra dos resultados da EdP no 2T22, uma vez que o seu EBITDA Ajustado veio em linha com as nossas estimativas e com o consenso de mercado, refletindo fortes resultados no segmento de distribuição, com maiores volumes e aumento da margem bruta;
  • Por outro lado, no segmento de geração e transmissão não houve grandes surpresas, apesar da melhor hidrologia no trimestre;
  • Mantemos nossa recomendação de Compra em Energias do Brasil, com preço-alvo de R$ 23/ação;
  • Acesse aqui o relatório completo.

LOG CP (LOGG3) – Resultados do 2T22: Resultados fortes motivados por entregas sólidas

  • A LOG CP apresentou resultados fortes conforme o esperado no 2T22. Destacamos a receita líquida atingindo patamares sólidos de R$ 54 milhões (+47% A/A e +33% T/T), e em linha com nossas estimativas, impulsionada por (i) maior ticket em novas locações; e (ii) reajustes de aluguel acima da inflação no trimestre;
  • A empresa registrou recorde histórico de entregas, com 3 empreendimentos, atingindo 171 mil m² de ABL, dos quais 100% já estão locados. Além disso, a LOG mencionou que a Amazon representou 23,4% da receita bruta, refletindo a sólida demanda por galpões AAA, especialmente no segmento BTS para players de e-commerce relevantes;
  • Do lado financeiro, o EBITDA atingiu R$ 44 milhões (+49% A/A e +48% T/T), levando a margem EBITDA para 81,9% (+0,9 p.p. A/A). Além disso, o FFO atingiu R$ 36 milhões (+30% A/A e +7% vs. XPe), porém a margem FFO ficou em 66,6% (-8,9 p.p. A/A), negativamente impactada por (i) maiores despesas financeiras devido ao aumento de taxas de juros e (ii) equity swap de R$ 36 milhões. Mais ainda, a LOG reportou captação de R$ 400 milhões em debêntures no trimestre, o que somado a venda de ativos de R$ 424 milhões deve fornecer capacidade de financiamento para que a LOG continue com seu plano de expansão de ABL “Todos por 1.5″, em nossa visão;
  • Dito isso, podemos ver uma reação positiva das ações da LOGG3;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

Principais notícias dos setores

Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas e Energia (óleo & gás e elétricas).

  • Notícias Diárias do Setor Financeiro
    • Crédito cresce 16,8% no acumulado de 12 meses até abril, diz BC (Valor);
    • A nova ambição de André Esteves: Tornar o BTG Pactual maior que o Itaú (Valor);
    • Santander tem lucro líquido gerencial de R$ 4,084 bilhões no 2º trimestre, alta de 2% (Valor);
    • Clique aqui para acessar o relatório completo.
  • Entrega XP: Notícias diárias do setor de varejo
    • Inflação de serviços supera varejo em São Paulo, diz Fecomercio (Folha);
    • Demanda por salgadinho pode indicar busca de produto barato para saciar fome, aponta pesquisa (Folha);
    • Cansei de Ser Gato abre primeira loja física, em São Paulo (Folha);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • Agro, Alimentos & Bebidas: confira as principais notícias
    • Ambev (ABEV3) tem lucro ajustado de 3,08 bi no 2º tri, alta de 4,2%; volumes sobem, enquanto pressões de custos persistem (Infomoney);
    • Soja em maior alta desde Maio com preocupações com clima (Bloomberg);
    • Preço de leites e derivados sobe 30% no ano com entressafra e custo maior (Valor);
    • Clique aqui para acessar o relatório completo.
  • Radar Energia XP: Notícias diárias do setor de energia
    • Saída do mercado regulado deve reduzir conta de luz (Valor Econômico);
    • ONS registra seis recordes de geração eólica e solar em dois dias(Canal Energia);
    • Petrobras aprova ‘diretriz’ que permite a conselho discutir preços (Valor Econômico);
    • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Mercados

Radar Global: Análises das principais empresas e tendências sob o nosso Radar | Meta reporta queda de faturamento pela primeira vez

  • Meta reporta queda de faturamento pela primeira vez;
  • Spotify supera expectativas de receita e espera atingir 450 milhões de usuários no terceiro trimestre;
  • Shopify decepciona em lucros;
  • Grandes empresas de petróleo devem apresentar lucro recorde durante o segundo trimestre;
  • Acesse aqui o relatório de internacional.

Alocação & Fundos

Renda fixa para além da reserva de emergência – conheça a Root Capital – IFO

  • Quais são os diferentes fundos de crédito? Qual o papel de cada um deles na alocação de longo prazo? Conheça a Root Capital e a estratégia Root Capital High Yield Advisory;
  • No Indo a Fundo no Outliers dessa semana, conheça a Root Capital, gestora de crédito recebida no episódio 72° do Outliers que trouxe com mais detalhes a história, estrutura e gestão da Root. Você pode conferir o conteúdo completo abaixo;
  • Clique aqui para conferir o conteúdo completo.

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • Rumo a R$ 1 milhão em FIIs: conheça a estratégia de Gabriel Porto, que começou a construir patrimônio com R$ 1 mil (InfoMoney);
    • Conheça os 35 fundos imobiliários com rentabilidade acima da Selic (Estadão);
    • Gestores questionam regras em fundos imobiliários (Valor);
    • Clique aqui para acessar o relatório.

ESG

Governo da Alemanha aprova € 177 bilhões para o financiamento da transição energética no país | Café com ESG, 29/07

  • O mercado fechou o pregão de quarta-feira em território positivo, com o Ibov e o ISE em alta de +1,7% e +2,6, respectivamente;
  • Do lado dos investimentos, em meio à profusão de fundos que miram florestas e teses climáticas, um veículo da gestora francesa Mirova definiu como foco investir exclusivamente em empresas que fomentam a biodiversidade da Amazônia brasileira – lançado há pouco mais de dois anos, o Amazon Biodiversity Fund (ABF) atingiu R$ 80 milhões sob gestão;
  • No internacional, (i) o governo da Alemanha aprovou um pacote de “financiamento de transformação e clima” que vai distribuir cerca de € 177 bilhões nos próximos anos para acelerar a transição energética do país – o ministro das Finanças, Christian Lindner, disse que a guerra na Ucrânia tornou mais urgente a necessidade de ampliar a fatia das fontes renováveis na matriz energética; e (ii) os quase US$ 370 bilhões em medidas de segurança climática e energética no acordo de reconciliação orçamentária que os democratas do Senado dos EUA fecharam ontem foram reduzidos em relação às versões anteriores do projeto, mas altamente elogiados pelos defensores da energia limpa – com o acordo, a expectativa é que os EUA reduza as emissões em 40% até 2030;
  • Clique aqui para acessar o relatório e começar o dia bem informado com as principais notícias ao redor do Brasil e do mundo quando o tema é ESG.
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Este relatório de análise foi elaborado pela XP Investimentos CCTVM S.A. (“XP Investimentos ou XP”) de acordo com todas as exigências na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A XP Investimentos não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à XP Investimentos e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela XP Investimentos.

O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da XP Investimentos estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários da XP Investimentos. O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da XP Investimentos ou por agentes autônomos de investimento que desempenham suas atividades por meio da XP, em conformidade com a ICVM nº 497/2011, os quais encontram-se registrados na Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários – ANCORD. O agente autônomo de investimento não pode realizar consultoria, administração ou gestão de patrimônio de clientes, devendo atuar como intermediário e solicitar autorização prévia do cliente para a realização de qualquer operação no mercado de capitais. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes. Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da XP Investimentos, incluindo agentes autônomos da XP e clientes da XP, podendo também ser divulgado no site da XP. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da XP Investimentos. SAC. 0800 77 20202. A Ouvidoria da XP Investimentos tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 722 3710. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da XP Investimentos: www.xpi.com.br. A XP Investimentos se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto. O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.

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