Vale a pena ter ouro na carteira? Saiba como investir no metal como proteção contra inflação

Em tempos de inflação alta e crise, o ouro sempre aparece como opção de proteção. Será que agora também vale a pena investir no metal precioso? Veja como ter uma posição nesse ativo na carteira


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Vale a pena ter ouro na carteira? Saiba como investir no metal como proteção contra inflação

O ouro é considerado por muitos o “porto seguro” do mercado financeiro mundial. Em momentos de crise, volatilidade e alta da inflação a procura por ele acaba crescendo bastante como uma reserva de valor e alternativa para proteger o patrimônio.

Mas será que é o momento para comprar ouro? Para explicar essa e outras dúvidas, detalhamos a seguir as principais formas de ter uma exposição ao metal na carteira.

  • Por que comprar ouro?
  • Como investir em ouro
  • Quais os riscos relacionados ao ouro?
  • Qual a tributação dos investimentos em ouro?

Boa leitura!

Por que comprar ouro?

Pela natureza de sua escassez e facilidade de negociação, o ouro é a mais tradicional reserva de valor, e foi, durante muito tempo, usado como lastro para as moedas.

Antes de mais nada, é preciso dizer que o ouro, assim como qualquer outro tipo de investimento, não deve ser considerado somente por conta de uma dica ou para seguir uma moda qualquer.

Usado como moeda de troca internacional desde 1500 a.C, aproximadamente, o ouro é conhecido como um símbolo de proteção contra crises financeiras e em momentos de alta da inflação.  É o que o mercado financeiro conhece como hedge ou proteção.

Assim, o ouro subiu 56% em 2020, batendo o recorde US$ 2 mil a onça, diante da incerteza com o cenário econômico com pandemia provocada pelo coronavírus e preocupações com a alta da inflação em meio aos programas de estímulos, que levaram muitos investidores a correr para o metal dourado. O mesmo também aconteceu na crise do subprime em 2007 e no ataque às Torres Gêmeas em 2000.

Em 2021, até 8 de julho, o contrato futuro de ouro para agosto acumulava queda de 5%, com a expectativa de que o banco central americano, Federal Reserve, comece a subir a taxa de juros diante do aumento da inflação,  o que fez com que muitos investidores migrassem das aplicações no metal para os títulos do Tesouro americano, Treasuries.

Isso, no entanto, não apagou o brilho do metal. Por serem tradicionais reservas de valor, as reservas internacionais de muitos bancos centrais estão aplicadas em ouro e dólar.

Alguns bancos centrais como da Sérvia, Tailândia têm aumentado a posição em ouro e autoridade monetária de Gana afirmou que pretende elevar as compras do metal diante do risco de alta da inflação e perda do poder de compra das moedas.

Cerca de um em cada cinco bancos centrais pretende elevar suas reservas de ouro no próximo ano, de acordo com pesquisa World Gold Council divulgada em junho.

A alta do preço do petróleo também tem levado exportadores da commodity como o Cazaquistão a investirem o excedente das receitas em ouro como forma de diversificação, segundo o HSBC.

O Citi prevê que as compras do metal aumentem para 500 toneladas em 2021 e 540 toneladas no próximo ano, ainda abaixo do pico de 600 toneladas em 2018 e 2019, mas acima das 326,3 toneladas registradas no ano passado, segundo dados do World Gold Council

Em um cenário de alta, com a recuperação da economia global, as compras dos bancos centrais podem chegar a cerca de 1.000 toneladas, de acordo com analista do Citi.

O ouro é visto também como um investimento seguro em diversos cenários. Mas, por se tratar de uma aplicação cuja variação de preço acontece diariamente e em todo o mundo, é importante conhecer o mercado e suas nuances.

Atritos comerciais entre EUA e China, ou eleições presidenciais conturbadas, por exemplo, são fatores geopolíticos que também impactam a cotação do ouro. Por isso, ficar sempre atento às notícias é essencial.

A mesma lógica vale para você que está pensando em vender ouro. Observe o cenário geopolítico e econômico mundial e como está a tendência da cotação antes de decidir pela venda ou não do metal precioso.

Como investir em ouro

commodity metálica é indica como uma forma de diversificar a carteira, compensando o risco de outros investimentos.

Existem algumas formas de investir em ouro, dentre elas destacamos 5: comprar barras de diferentes pesos, comprar contratos na bolsa, aplicar em COE ou em fundos que acompanham a variação do ouro e adquirindo ações de mineradoras de ouro.

Ouro em barra

Para compra de ouro físico em barra ou lâminas existem uma série de corretoras especializadas em negociar o metal, sendo possível comprar a partir de 1g, que estava custando R$ 325,08.

Neste caso, é preciso procurar uma corretora autorizada pelo Banco Central e pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Evite comprar em lojas de rua e, por segurança, só compre as barras vendidas lacradas pelas distribuidoras.

Essa opção, no entanto, envolve o risco de liquidez, pois é mais fácil você vender o ativo negociado no mercado financeiro do que o metal físico. Além disso, tem a questão da segurança. As corretoras costumam cobrar de 0,07% a 0,15% por mês sobre o valor do ativo para o serviço de custódia do metal.

Contratos futuros na bolsa

Esta é uma das alternativas para quem tem receio de manter o ouro em casa e prefere comprar ativos negociados na B3.

Os contratos futuros podem ser negociados por meio de lote fracionário de 0,225 gramas (OZ3), de 10 gramas de ouro (OZ2D) e lote padrão de 250 gramas (OZ1D) com vencimento em uma data futura. Para saber mais sobre as cotações consulte o site da B3.

O valor do contrato oscila como de uma ação, uma vez que é determinado pelas negociações na bolsa e também pela cotação internacional do ativo.

O valor mínimo para negociação depende do tamanho dos lotes mínimos. Por exemplo, em 8 de julho de 2021, o contrato padrão de 250 gramas estava sendo negociado a R$ 81,250, considerando a cotação de R$ 325 de 1g.

O alerta aqui fica para o fato de que os contratos menores são menos negociados, então, têm menos liquidez.

COE

Certificado de Operações Estruturadas é um investimento que une produtos da renda fixa e da renda variável. É um investimento com capital protegido, com uma perda máxima de zero, recebendo o dinheiro aplicado de volta,  e exposição limitada à alta.

Lembrando que aqui na XP temos várias possibilidades para você investir em ouro. No entanto, aportar dinheiro no ouro, de forma direta, é acompanhar a volatilidade do ativo, que pode se desvalorizar.

Fundos de investimento

A terceira opção da lista são os fundos lastreados em contratos financeiros de ouro, que contam com gestão de um profissional.

São mais acessíveis à maioria dos investidores, já que não é preciso se preocupar com burocracias para comprar o ouro em espécie e nem com os detalhes do mercado futuro.

A XP, por exemplo, oferece o fundo Trend Ouro FIM, que tem exposição ao ouro a partir do investimento em contratos futuros de ouro, com aplicação mínima de R$ 100 e taxa de administração de 0,50%.

Também está disponível na plataforma da XP o fundo listado em bolsa (Exchange Traded Fund, ETFGOLD11 que busca replicar o iShares Gold Trust, da BlackRock, com lastro em ouro. O fundo tem taxa de administração de 0,30% e lote mínimo de uma cota no valor da ordem de R$ 10.

Ações

Outra forma de investir em ouro é comprando ações de mineradoras. No Brasil, a Aura Minerals, listada na bolsa do Canadá, foi primeira mineradora de ouro a listar seus recibos de ações estrangeiras na B3 (Brazilian Depositary Receipts, BDR) em 2020.

As operações com ouro representaram 77% das receitas da empresa em 2020. A companhia reportou uma produção de 67kGEO (onça equivalente em ouro) no primeiro trimestre, um aumento de 68% na comparação anual.

A Aura Minerals foi escolhida para fazer parte do índice MVIS Global Junior Gold Miners Index, que inclui as mineradoras de pequeno porte (small caps) com ações mais líquidas ao redor do mundo. Os analistas da XP estão com recomendação de Compra para o papel.

Quais os riscos relacionados ao ouro?

Os riscos do metal têm relação com a oferta e demanda no mundo e com o valor da moeda nacional em relação ao dólar.

Além disso, é preciso observar as políticas monetárias dos países, os fluxos de importação e exportação do metal, os períodos de sazonalidade e fatores naturais que possam afetar a extração do ouro.

Em relação à compra ou venda do ouro, há também a preocupação quanto ao armazenamento com segurança (no caso do metal físico) ou na gestão dos ativos negociados via Bolsa de Valores ou corretora de valores (caso de ações, COE e fundos).

Qual a tributação dos investimentos em ouro?

O ouro adquirido de instituições financeiras no Brasil e definido como ativo financeiro está sujeito à tributação incidente sobre a renda variável. Nesse caso, o investidor conta com  isenção do Imposto de Renda sobre os ganhos de capital auferidos em aplicações de renda variável no valor de até R$ 20 mil no mês e acima disso paga uma alíquota de 15%. Nas operações de Day-trade (compra e venda no mesmo dia) a alíquota é de 20% sobre o ganho.

No caso do ETF de ouro, a tributação é de 15% sobre o ganho de capital, e no caso do fundo multimercado Trend Ouro Dólar, a tributação segue uma alíquota regressiva de IR 22,5% a 15,0%, dependendo do prazo do investimento, incidida sobre o lucro obtido no momento do resgate.

O ouro acaba sendo uma boa reserva de valor e tende a ser uma alternativa para preservar o capital e diversificar sua carteira de investimentos.

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