IBOVESPA -0,9% | 185.814 Pontos
CÂMBIO +0,5% | 5,14/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quarta-feira em queda de 0,9%, aos 185.814 pontos, interrompendo uma sequência de duas altas.
Na ponta positiva, Petrobras (PETR4, +2,6%) avançou com a alta do petróleo e foi a ação que mais contribuiu para o desempenho índice, enquanto Cosan (CSAN3, +4,0%) liderou os ganhos. Já a Tenda (TEND3, -6,0%) registrou a maior queda do dia, em meio à abertura da curva de juros e preços do petróleo elevados.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram ontem em alta. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries avançaram de forma expressiva, com a T-note de 2 anos a 4,89% (+15 bps), a de 10 anos a 5,11% (+16 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,40% (+11 bps), após PMIs acima do esperado fortalecerem as apostas de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), enquanto a escalada do petróleo contribuiu para elevar os prêmios de inflação.
No Brasil, a curva de juros acompanhou o movimento externo e fechou em alta em toda a extensão, com o DI jan/27 a 13,56% (+3 bps), o DI jan/29 a 13,80% (+12 bps) e o DI jan/31 a 13,99% (+12 bps). A NTN-B encerrou com a B29 a 7,53% (vs. 7,49%), a B35 a 7,65% (vs. 7,62%) e a B50 a 7,34% (vs. 7,31%).
Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,7%; Nasdaq 100: -1,1%), pressionados pela disparada dos juros longos e por temores inflacionários, que ofuscam a chegada do presidente chinês Xi Jinping aos EUA para reunião com Donald Trump. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 0,3%, puxado pelos setores de seguros e automotivo. Na Ásia, os mercados fecharam mistos: o Nikkei 225 (Japão) avançou 0,8%, impulsionado pelo lançamento do dispositivo de inteligência artificial da Meta, enquanto na China o CSI 300 recuou 1,7% e o Hang Seng perdeu 0,3%, com investidores cautelosos à espera do desfecho da cúpula entre Trump e Xi.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou a extensão do Acordo de Busan até janeiro de 2027, com as conversas entre os líderes voltadas a inteligência artificial, conflitos regionais e minerais críticos.
O Brent sobe cerca de 2%, para perto de US$ 105 por barril, pressionado pelas tensões no Oriente Médio. A Meta segue em destaque após anunciar óculos de realidade virtual e planos de monetização do agente de inteligência artificial Muse, enquanto o mercado aguarda os resultados de Costco nesta quinta-feira, além dos pedidos de seguro-desemprego e das vendas de imóveis novos.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou a quarta-feira em queda de 0,37%, aos 3.732,49 pontos, acompanhando a abertura da curva de juros em meio à pressão do ambiente externo.
O desempenho negativo do índice foi puxado principalmente pelos fundos de recebíveis, que recuaram 0,57%, além das quedas observadas nos fundos híbridos (-0,27%) e no segmento de multiestratégia/FOFs (-0,30%). Os fundos de tijolo registraram baixa de 0,21%, pressionados sobretudo pelos ativos logísticos (-0,44%), enquanto os fundos de shoppings permaneceram próximos da estabilidade, com leve alta de 0,02%. As lajes corporativas também encerraram a sessão praticamente estáveis, com recuo de 0,06%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram BPML11 (+7,1%), TRXF11 (+1,4%) e HTMX11 (+1,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRBL11 (-4,4%), MFII11 (-2,8%) e GZIT11 (-2,2%).
Economia
O principal evento de hoje deve ser a aguardada reunião entre Trump e Xi, em meio a incertezas sobre a relação comercial entre os EUA e a China. O encontro ocorre durante a Assembleia Geral da ONU. Os dois países concordaram em prorrogar por dois meses a trégua tarifária, informou na quarta-feira o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.
Em meio a pressões inflacionárias decorrentes dos preços do petróleo, à atividade econômica sólida nos EUA e ao aumento dos desequilíbrios fiscais globais, os rendimentos dos títulos soberanos subiram acentuadamente ontem. Os juros dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos ultrapassaram 5,10%
No Brasil, destaque para a publicação do Relatório de Política Monetária do Banco Central do Brasil. Esperamos que o documento mantenha um tom cauteloso, mas deixe aberta a possibilidade de novos cortes de juros.
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Economia
Trump se reúne com Xi em meio à alta dos juros globais; relatório de política monetária do Brasil é divulgado nesta manhã
- O principal evento de hoje deve ser a aguardada reunião entre Trump e Xi, em meio a incertezas sobre a relação comercial entre os EUA e a China. O encontro ocorre durante a Assembleia Geral da ONU. Os dois países concordaram em prorrogar por dois meses a trégua tarifária, informou na quarta-feira o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.
- Estados Unidos e China sinalizaram abertura para prolongar a trégua comercial que expira em 10 de novembro ou avançar para um acordo mais abrangente. A declaração do secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, ocorreu após nova reunião com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng, na preparação para a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping. Segundo Bessent, a própria China levantou a possibilidade de um entendimento mais amplo, embora ainda não tenham sido divulgados detalhes. Os dois países também discutiram acordos relacionados à inteligência artificial e, segundo a versão americana, concordaram em estabelecer uma linha direta para comunicar incidentes de segurança relacionados à tecnologia;
- Em meio a pressões inflacionárias decorrentes dos preços do petróleo, à atividade econômica sólida nos EUA e ao aumento dos desequilíbrios fiscais globais, os rendimentos dos títulos soberanos subiram acentuadamente ontem. Os juros dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos ultrapassaram 5,10%, o nível mais alto em quase 20 anos. A dívida global aumentou mais de US$ 10 trilhões no primeiro semestre de 2026 e atingiu recorde superior a US$ 365 trilhões, segundo o IIF (Instituto de Finanças Internacionais). Os mercados emergentes responderam por US$ 6,5 trilhões desse aumento, levando seu estoque para mais de US$ 110 trilhões, com destaque para a China. O estoque recorde de dívida, portanto, passa a conviver com custos de refinanciamento significativamente mais elevados;
- Nos Estados Unidos e no Irã, a retórica mais dura voltou a elevar o prêmio de risco no mercado de energia. Após Donald Trump afirmar na Assembleia Geral da ONU que poderia “aniquilar” o Irã, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que Teerã não se renderá aos Estados Unidos, embora tenha mantido aberta a possibilidade de uma solução diplomática. A frustração com as perspectivas de um acordo rápido levou o Brent a fechar em alta de 3,86%, a 103,08 dólares por barril, enquanto o WTI avançou 1,81%, para 92,16 dólares por barril. O mercado de derivados também apresentou forte volatilidade: os futuros de diesel chegaram a cair cerca de 5% após notícias de que o governo Trump avaliava proibir as exportações do combustível por 90 dias, informação posteriormente negada pela Casa Branca. O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou que uma restrição desse tipo poderia agravar a escassez global e gerar efeitos adversos sobre os próprios preços;
- No Brasil, destaque para a publicação do Relatório de Política Monetária do Banco Central do Brasil. Esperamos que o documento mantenha um tom cauteloso, mas deixe aberta a possibilidade de novos cortes de juros. O principal ponto de atenção será a primeira projeção do BC para o crescimento do PIB em 2027, em um contexto de perda de força da atividade e revisões baixistas das expectativas de mercado. Uma projeção de crescimento mais fraca poderia também se traduzir em menor inflação projetada, reforçando nossa avaliação de que a desaceleração econômica sustenta a continuidade do ciclo de flexibilização. Projetamos a Selic em 13,25% no fim de 2026 e 11,50% em 2027, embora os riscos permaneçam relevantes.
- A Petrobras afirmou que já contratou as importações de diesel necessárias para outubro, mês em que o consumo do combustível costuma atingir um pico sazonal devido ao plantio da safra de verão e ao transporte do milho. A companhia prevê importar aproximadamente 650 milhões de litros no próximo mês e, neste momento, não identifica necessidade de grandes volumes adicionais em novembro. A informação reduz o risco imediato de restrições de abastecimento, apesar de o diesel internacional estar entre R$ 2 e R$ 3 por litro mais caro que no mercado doméstico.
Empresas
Relatório temático | A ascensão do cisne roxo
- Em maio de 2024, argumentamos que a entrada do Nubank no mercado móvel poderia se tornar um ponto de inflexão estrutural para o setor de telecomunicações brasileiro;
- Dois anos depois, essa tese se concretizou em grande medida, com os efeitos competitivos surgindo antes de a companhia atingir a escala de assinantes contemplada em nosso trabalho original;
- O produto melhorou, a distribuição se ampliou e a NuCel se tornou uma alternativa nacional crível, enquanto as incumbentes começaram a reagir em preço, retenção, estratégia de canais e convergência antes de a entrante alcançar uma participação de mercado relevante;
- Neste relatório, revisitamos como a NuCel evoluiu, como o setor respondeu e, mais importante, o que essa nova configuração significa para crescimento, monetização e posicionamento relativo daqui para frente;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Papel e Celulose: capitalizando sobre o momentum de curto prazo dos preços da celulose
- As ações de Papel e Celulose apresentaram desempenho inferior ao mercado mais amplo nos últimos 12 meses, mas vemos um cenário macroeconômico mais favorável, à medida que o ciclo eleitoral do Brasil e as tensões geopolíticas aumentam a percepção geral de risco para as ações;
- Favorecendo alguma exposição a nomes defensivos como Suzano e Klabin, que se destacam como alternativas atrativas de hedge de portfólio;
- Além disso, o momentum da celulose agora é positivo, sustentado por uma disponibilidade spot mais restrita, estoques em queda e um ambiente inflacionário de custos, especialmente para os players integrados na China, além de ser corroborado pelo anúncio da Suzano de um novo aumento de preços para Out’26;
- Por outro lado, permanecemos cautelosos estruturalmente em relação aos preços da celulose, com nossa premissa de longo prazo para o preço da BHKP retraindo (US$560/t a partir de 2028E), particularmente em meio às adições de capacidade integrada na China e à nova oferta de celulose de mercado;
- Dito isso, vemos o valuation como pouco exigente, com FCF yields recorrentes de 2027E de 8,1% para SUZB3 e 6,9% para KLBN11 e com uma assimetria positiva considerando os cenários de FX/preços da celulose, sem considerar potenciais alavancas de melhora do FCF no futuro;
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Bens de Capital: revisitando nossas preferências
- Temos observado sinais de renovado interesse pelas ações brasileiras, com as expectativas de taxas de juros domésticas mais baixas trazendo novamente ao foco nomes alavancados e com exposição local;
- Caso esse cenário se materialize, ele poderia ampliar as oportunidades em nossa cobertura, embora o desempenho recente tenha reforçado a importância do momentum de lucros em relação apenas a múltiplos baixos;
- Por enquanto, continuamos priorizando vetores bottom-up visíveis e tendências de melhora dos lucros, mantendo Embraer e Tupy como nossas top picks;
- Enquanto monitoramos onde um cenário doméstico mais favorável poderia criar upside adicional;
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Fusão entre Afya e Yduqs: nasce o maior grupo de educação do Brasil
- A Afya e a Yduqs anunciaram hoje uma fusão que criará o maior grupo de educação do Brasil;
- A transação está estruturada como uma troca de ações, acompanhada pela distribuição de R$ 750 milhões em dividendos aos acionistas da Yduqs;
- Nos termos propostos, os acionistas da Yduqs deterão 31% da nova companhia, enquanto os acionistas da Afya ficarão com 69%, implicando um potencial de valorização de aproximadamente 20% em relação ao preço de fechamento da Yduqs em 23 de setembro;
- A companhia combinada teria um valor de mercado implícito de aproximadamente R$ 9,5 bilhões;
- Estimamos sinergias com valor presente líquido de R$ 2,1 bilhões, equivalentes a aproximadamente 20% do valor de mercado, impulsionadas principalmente pela otimização das despesas gerais e administrativas (SG&A) e líquidas dos impactos do Pilar Dois;
- Avaliamos a consolidação de forma positiva, uma vez que deve ampliar a escala, a liquidez e a relevância do setor para os investidores;
- Os principais riscos incluem possíveis medidas antitruste e uma carga tributária mais elevada relacionada ao Pilar Dois;
- A transação ainda está sujeita à aprovação dos acionistas e dos órgãos de defesa da concorrência.
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Afya e Yduqs confirmam fusão que cria companhia de R$ 9 bilhões (Valor Econômico);
- BC estuda aumentar exigência de capital para cartão de crédito (Valor Econômico);
- Credores tentam barrar financiamento da Braskem para Idesa (Bloomberg Línea);
- US 30-Year Yield Hits Highest Since 2004 as Bond Selloff Deepens (Yahoo! Finance).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX recua 0,37% e fecha quarta-feira aos 3.732,49 pontos (Suno Notícias);
- Pessoa física compra R$ 198 milhões líquidos em FIIs em uma semana (Suno Notícias);
- “Vai virar ativo previdenciário”: Analista prevê FIIs superando ações em investidores (InfoMoney);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Após aprovação do Redata, debate sobre incentivos estaduais ganha força no setor | Café com ESG, 24/09
- O pregão de quarta-feira fechou em queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,86% e 1,25%, respectivamente.
- No Brasil, segundo Marcos Peigo, CEO da Scala Data Center, após a aprovação do Redata, o país deveria avançar logo com a discussão sobre incentivos estaduais a data centers para aproveitar o momento de saturação no mercado americano e atrair investimentos – hoje, há 650MW em data centers em território nacional processando dados domésticos, um mercado que pode alcançar 3 GW em uma década, mas se o país conseguir virar um hub de exportação de capacidade, atendendo Estados Unidos e Europa, esse número poderia chegar a 15 GW, na avaliação da Scala.
- No internacional, (i) o grupo automotivo chinês Geely lançou um sistema capaz de carregar um carro elétrico em apenas quatro minutos, o tempo mais rápido do setor – segundo a companhia, o novo sistema pode recarregar um veículo de 10% a 70% em 4,5 minutos e de 10% a 97% em 8 minutos e 40 segundos; e (ii) as exportações chinesas de baterias, turbinas eólicas, veículos elétricos e painéis solares evitaram a emissão de 374 milhões de MtCO2 em 2025, uma quantidade de emissões de carbono superior à produzida pelo Reino Unido, segundo análise do Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo – o estudo também reforçou que a China é, ao mesmo tempo, o maior emissor de carbono do mundo e a principal produtora e exportadora das tecnologias necessárias para reduzir essas emissões.
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