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Após aprovação do Redata, debate sobre incentivos estaduais ganha força no setor | Café com ESG, 24/09

Brasil e a onda de data centers em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de quarta-feira fechou em queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,86% e 1,25%, respectivamente.

• No Brasil, segundo Marcos Peigo, CEO da Scala Data Center, após a aprovação do Redata, o país deveria avançar logo com a discussão sobre incentivos estaduais a data centers para aproveitar o momento de saturação no mercado americano e atrair investimentos – hoje, há 650MW em data centers em território nacional processando dados domésticos, um mercado que pode alcançar 3 GW em uma década, mas se o país conseguir virar um hub de exportação de capacidade, atendendo Estados Unidos e Europa, esse número poderia chegar a 15 GW, na avaliação da Scala.

• No internacional, (i) o grupo automotivo chinês Geely lançou um sistema capaz de carregar um carro elétrico em apenas quatro minutos, o tempo mais rápido do setor – segundo a companhia, o novo sistema pode recarregar um veículo de 10% a 70% em 4,5 minutos e de 10% a 97% em 8 minutos e 40 segundos; e (ii) as exportações chinesas de baterias, turbinas eólicas, veículos elétricos e painéis solares evitaram a emissão de 374 milhões de MtCO2 em 2025, uma quantidade de emissões de carbono superior à produzida pelo Reino Unido, segundo análise do Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo – o estudo também reforçou que a China é, ao mesmo tempo, o maior emissor de carbono do mundo e a principal produtora e exportadora das tecnologias necessárias para reduzir essas emissões.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Google vai dobrar infraestrutura no Brasil até 2030

“O Google vai duplicar sua infraestrutura técnica no Brasil até o ano de 2030, com a instalação de mais centros de dados de grande porte e a adição de recursos tecnológicos. A informação foi antecipada ao Valor pelo CEO do Google Cloud, Thomas Kurian, que vai anunciar as medidas oficialmente hoje, em São Paulo. O valor do investimento não é revelado. “A América Latina é a segunda região que mais cresce para nós no mundo, e o Brasil se destaca como o mercado mais importante [do bloco]. Estamos investindo de forma muito agressiva no país”, disse o executivo indiano, que responde diretamente a Sundar Pichai, CEO do Google e da holding controladora Alphabet. Atualmente, a empresa tem uma região de nuvem no Estado de São Paulo, com três zonas de centros de dados. Cada zona corresponde a, no mínimo, uma dessas instalações, mas podem ser mais. O número e os locais exatos são mantidos em sigilo.”

Fonte: Valor Econômico; 24/09/2026

Afya e Yduqs fecham acordo para fusão

“Afya e Yduqs fecharam uma fusão que cria uma companhia com receita de cerca de R$ 9 bilhões. O novo grupo educacional terá a Afya como controladora, com 69%; a Yduqs ficará com 31% e o direito a uma retirada de, no mínimo, R$ 750 milhões em dividendos. O grupo alemão Bertelsman (maior acionista da Afya) terá 47% da companhia combinada e cadeiras no conselho de administração. A empresa terá 5,9 mil vagas de medicina e cerca de 1,5 milhão de alunos, considerando todas as graduações.”

Fonte: Valor Econômico; 24/09/2026

Data centers podem atrair US$ 1 trilhão se Brasil não “perder a segunda onda”, diz Scala

“Após a aprovação do Redata, o Brasil deveria avançar logo com a discussão sobre incentivos estaduais a data centers para ver os investimentos deslancharem de vez e aproveitar o momento de saturação no mercado americano, disse Marcos Peigo, o CEO da Scala Data Centers. Peigo avaliou que as longas discussões políticas sobre os benefícios fiscais do Redata, que consumiram quase dois anos desde que o projeto surgiu, fizeram o País perder uma primeira janela para capturar negócios em infraestrutura digital, e agora é preciso correr para não desperdiçar uma “segunda onda.” Hoje há 650 megawatts em data centers em território nacional processando dados domésticos, um mercado que pode alcançar 3 GW em uma década. Já é significativo, mas se o País conseguir virar um hub de exportação de capacidade, atendendo Estados Unidos e Europa, esse número poderia chegar a entre 13 GW e 15 GW, na avaliação da Scala. “Aí estamos falando de um investimento que pode beliscar US$ 1 trilhão em dez anos no Brasil,” Peigo disse nesta entrevista gravada durante o J. Safra Investment Conference 2026. Segundo ele, o Redata “coloca a gente na mesa, mas não coloca a comida no prato”, e agora é preciso que o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) autorize os incentivos estaduais. Enquanto isso, o Paraguai “fez a lição de casa” e já está atraindo projetos, inclusive com a energia competitiva de Itaipu. “Ouso dizer que se não aprovarmos no Confaz este ano, o Paraguai bate 1 GW em data centers antes do Brasil,” disse Peigo.”

Fonte: Brazil Journal; 23/09/2026

Por que a Vale investiu na Ligga Mineração

“A Vale comprou 30% da Ligga – uma mineradora na região de Carajás – por US$ 190 milhões – um aporte relativamente pequeno para a companhia, mas que dará à Vale acesso a um minério de alta qualidade e trará sinergias logísticas importantes já no curto prazo. A Ligga é dona da mina Ferro Sul, que produz minério de ferro e fica entre entre Parauapebas e Curionópolis, no coração de Carajás. Essa mina produz 2 milhões de toneladas de minério e tem planos de elevar a produção para 8 milhões a partir de 2028. Para isso, a Ligga precisará fazer um investimento numa nova planta de beneficiamento, além de obras de infraestrutura. O aporte da Vale foi feito para financiar esse plano de expansão, uma fonte próxima à companhia disse ao Brazil Journal. Segundo essa fonte, o investimento foi 100% primário e não há uma call option para o restante do capital – ainda que, naturalmente, a Vale tenha interesse de aumentar sua participação dada a qualidade do ativo.”

Fonte: Brazil Journal; 23/09/2026

MPSP recomenda suspensão da reestruturação da Braskem Idesa e administrador judicial na Braskem

“O Ministério Público de São Paulo (MPSP) recomendou a suspensão da reestruturação financeira da Braskem Idesa, que compreende um financiamento de US$ 415 milhões e aporte adicional de US$ 71 milhões da Braskem S.A. na subsidiária mexicana, além da nomeação de um administrador judicial para acompanhar a recuperação extrajudicial (RE) da petroquímica brasileira, após questionamentos de um grupo de credores financeiros à Justiça. Na petição juntada em sigilo ao processo em curso na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital de São Paulo, esses credores, detentores de títulos de dívida internacional e debêntures emitidas pela Braskem S.A., levantaram dúvida sobre a estrutura do “Chapter 11” (recuperação judicial nos Estados Unidos) da Braskem Idesa. Conforme parecer do MPSP, que é publico, o grupo pediu a impugnação do “Chapter 11” sob a justificativa de que não recebeu informações suficientes sobre a reestruturação financeira da operação mexicana, em especial de estudos de viabilidade, que poderá levar a um comprometimento potencial de recursos da ordem de US$ 800 milhões.”

Fonte: Valor Econômico; 23/09/2026

Congresso amplia poder na arena ambiental — com saldo controverso

“O Congresso Nacional ampliou a atuação na área ambiental e climática nos últimos quatro anos, movido tanto pela agenda do Executivo e de grupos de interesse como a bancada ruralista, quanto por pressões geopolíticas que aceleraram temas como a exploração de minerais críticos. Houve avanços em áreas como mercado de carbono e biocombustíveis, e retrocessos principalmente em projetos que envolvem licenciamento, questões fundiárias e terras indígenas. O balanço final foi negativo para o meio ambiente, segundo um monitoramento do Farol Verde, plataforma do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS). A pesquisa mapeou 66 ocasiões em que projetos de lei e vetos relacionados à pauta socioambiental foram à votação nominal em plenário. Entre janeiro de 2023 e julho de 2026, foram 44 na Câmara e 22 no Senado. Em 70% dos casos, o resultado foi considerado prejudicial para o meio ambiente, segundo avaliação do Observatório do Clima, rede de 130 organizações da sociedade civil. Proporcionalmente, o Senado fez avançar mais projetos considerados negativos do que a Câmara.”

Fonte: Capital Reset; 24/09/2026

Presidente da frente do biodiesel tenta emplacar venda direta em nova MP do Diesel

“O deputado Alceu Moreira (MDB/RS) tenta emplacar na Medida Provisória 1391/2026, editada pelo governo para ampliar as subvenções aos produtores e importadores de diesel, a venda direta de biodiesel a transportadores-revendedores-retalhistas (TRRs), empresas e revendedores varejistas de combustíveis. A emenda de número 1 foi apresentada pelo presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) no dia 14 de setembro. A proposta busca ampliar as possibilidades de comercialização do biodiesel puro (B100), pegando carona nas iniciativas do governo federal para minimizar os efeitos das guerras Rússia-Ucrânia e EUA-Irã sobre os preços dos combustíveis. “A medida contribui para a redução de custos logísticos e para o aumento da eficiência da cadeia de abastecimento, ao eliminar deslocamentos desnecessários do produto. Além disso, fortalece a concorrência no mercado de combustíveis, amplia as opções de fornecimento aos consumidores e estimula a utilização de combustíveis renováveis”, diz a justificativa de Moreira.”

Fonte: Eixos; 23/09/2026

Internacional

Microsoft vai investir US$ 10 bilhões no Oriente Médio

“A Microsoft planeja investir mais de US$ 10 bilhões nos Emirados Árabes Unidos, na Arábia Saudita, no Catar e no Kuwait até 2030, inclusive em infraestrutura de computação em nuvem e inteligência artificial, afirmou um executivo sênior nesta quarta-feira (23). A gigante de tecnologia americana está tornando a resiliência digital uma parte fundamental de sua estratégia para a região, à medida que a guerra entre Estado Unidos e Irã continua. O investimento reflete tanto a “construção contínua de infraestrutura quanto a expansão das operações na região”, disse o presidente da Microsoft, Brad Smith, à Reuters.”

Fonte: Valor Econômico; 24/09/2026

Na Semana do Clima de NY, fundo de florestas chega a 3/4 da meta e busca US$ 2,7 bi até dezembro

“O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), idealizado pelo Brasil para remunerar países que mantêm suas florestas em pé, ganhou nesta quarta-feira, 23, um reforço que o governo brasileiro esperava desde a COP30. O Reino Unido formalizou, durante a Semana do Clima de Nova York, o investimento de 400 milhões de libras (cerca de US$ 540 milhões) no mecanismo. Com o aporte, os compromissos somam aproximadamente US$ 7,3 bilhões, perto de três quartos da meta de US$ 10 bilhões que o governo quer garantir até dezembro. O anúncio ocorreu exatamente um ano depois de o presidente Lula apresentar, na ONU, o aporte brasileiro de US$ 1 bilhão ao fundo. A intenção de investir já havia sido antecipada pelo governo britânico no início de setembro. Além da formalização, a novidade desta quarta, 23, é o sinal de que Londres pode ir além: em carta a Brasil e Noruega, o Reino Unido indicou que vai avaliar uma nova contribuição no futuro. O movimento britânico agora também tem peso político. O Reino Unido participou do desenho do TFFF desde o início, mas, em Belém, decidiu não contribuir, o que gerou críticas justamente por ter ajudado a desenhar o fundo.”

Fonte: Exame; 23/09/2026

Bentley lança seu primeiro modelo elétrico

“A Bentley apresentou, nesta quarta-feira (23), seu primeiro veículo totalmente elétrico, apostando que compradores de alto poder aquisitivo desejam dirigir sem emitir poluentes, mas sem abrir mão dos elementos de design que definem a montadora britânica de luxo há mais de um século. O lançamento do SUV Torcal ocorre poucos meses depois de o primeiro veículo elétrico da Ferrari receber críticas de alguns entusiastas da montadora por ter pouca semelhança com os tradicionais carros esportivos movidos a gasolina. O primeiro elétrico da Bentley, por outro lado, é inconfundivelmente parte da marca. Ele preserva elementos de estilo dos modelos da companhia com motores a combustão, incluindo lanternas em formato de diamante projetadas para remeter à tradicional grade dianteira, embora os veículos elétricos não precisem dela para resfriar o motor. “Nossa intenção sempre foi fazer, antes de tudo, um Bentley”, disse à Reuters o diretor-presidente da companhia, Frank-Steffen Walliser. “Sentimos que as pessoas não estão pedindo um carro completamente diferente só porque ele é elétrico”. Além da Ferrari, a Rolls-Royce, pertencente à BMW, é a única outra grande montadora de ultraluxo que, atualmente, comercializa um veículo elétrico. A Lamborghini, que assim como a Bentley pertence ao Grupo Volkswagen, adiou o lançamento de seu primeiro elétrico para o fim da década. A britânica McLaren anunciou, na semana passada, que não tem planos para um veículo elétrico. Ambas citaram a demanda limitada dos clientes.”

Fonte: Valor Econômico; 23/09/2026

Geely aposta em IA e carregamento de carros elétricos em 4 minutos

“O grupo automotivo chinês Geely respondeu nesta quarta-feira (23) ao desafio lançado pela rival BYD com um sistema capaz de carregar um carro elétrico em apenas quatro minutos, o tempo mais rápido do setor. A Geely também apresentou uma bateria de última geração para veículos elétricos e uma versão aprimorada do utilitário elétrico Galaxy E5, em uma tentativa de reanimar as vendas na China, onde os emplacamentos caíram 11 meses consecutivos até agosto. O mercado chinês de veículos elétricos entrou em uma batalha tecnológica, com as montadoras competindo em sistemas de direção inteligente, autonomia e recursos de recarga ultrarrápida para atrair compradores. Apoiada por uma infraestrutura de recarga de 2,2 megawatts e uma bateria de alta capacidade, a Geely afirmou que seu novo sistema pode recarregar um veículo de 10% a 70% em 4,5 minutos e de 10% a 97% em 8 minutos e 40 segundos em temperatura ambiente normal. “As velocidades de recarga atuais já estão se aproximando do limite físico e os ganhos marginais decorrentes da busca por velocidades ainda mais rápidas no futuro se tornarão cada vez menores”, disse o executivo da Geely Zhang Dewang à Reuters no evento de lançamento.”

Fonte: Valor Econômico; 23/09/2026

Mesmo sob pressão anti-ESG, mercado sustentável segue forte, diz CEO da Bolsa Verde de Luxemburgo

“Até o fim deste ano, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), que acaba de receber o anúncio de aporte do Reino Unido de US$ 540 milhões, deve chegar aos primeiros US$ 10 bilhões esperados pelo governo brasileiro para captar recursos a partir de 2027 para financiar as florestas de pé. A ferramenta inédita, lançada oficialmente na COP30, tem sua conta sediada em Luxemburgo, país que se tornou um hub das finanças sustentáveis. Neste ano, a Bolsa Verde de Luxemburgo (LGX, na sigla em inglês), que tornou a Bolsa de Valores de Luxemburgo (LuxSE) líder global no segmento, completa sua primeira década com um volume de negócios crescentes, a despeito da pressão dos Estados Unidos na direção oposta, explica ao Valor Julie Becker, CEO da LGX e uma de suas fundadoras. Valor: Neste ano houve uma pequena queda na emissão de dívida sustentável. É o ambiente geopolítico? Julie Becker: Houve de fato uma diminuição nas emissões. Mas a procura dos investidores permanece muito forte e resiliente. Apesar da reação negativa contra o ESG nos EUA e de ambiente geopolítico mais complexo, as instituições continuam a financiar projetos de transição energética e objetivos de sustentabilidade mais amplos. Em alguns casos, estão menos inclinadas a comunicar publicamente sobre essas atividades. Preocupações com greenwashing existem em todas as áreas das finanças sustentáveis. No entanto, no mercado de renda fixa, tendem a ser mais fáceis de escrutinar. Títulos verdes, sociais e de sustentabilidade são normalmente ligados a projetos claramente identificados. Os requisitos de transparência em torno desses instrumentos permitem aos investidores avaliar como os recursos são alocados e, cada vez mais, qual o impacto que terão os projetos financiados. Observamos também, entre alguns emissores e instituições financeiras dos EUA, um grau de cautela em relação ao ambiente político e regulatório em evolução. Alguns continuam financiando projetos verdes ou sociais, mas sem rotulá-los como tal.”

Fonte: Valor Econômico; 23/09/2026

Exportações chinesas de tecnologia limpa evitam emissões maiores que do Reino Unido

“As exportações chinesas de tecnologias limpas evitaram, no ano passado, uma quantidade de emissões de carbono superior à produzida pelo Reino Unido, segundo uma nova análise que destaca o impacto climático crescente do avanço da tecnologia verde da China. As exportações chinesas de baterias, turbinas eólicas, veículos elétricos e, sobretudo, painéis solares evitaram a emissão de 374 milhões de MtCO2 (toneladas métricas de dióxido de carbono) em 2025, segundo análise de Lauri Myllyvirta, cofundador do Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo , com sede em Helsinque (Finlândia). Ao longo de sua vida útil, as tecnologias limpas exportadas pela China em 2025 devem evitar a emissão de 6.900 MtCO2, alta de 31% em relação a 2024 e equivalente a cerca de duas vezes as emissões da Índia no ano passado. A China é, ao mesmo tempo, o maior emissor de carbono do mundo e a principal produtora e exportadora das tecnologias necessárias para reduzir as emissões. Produzidas em grande escala e a baixo custo, turbinas eólicas, painéis solares, baterias e veículos elétricos chineses transformaram a economia da eletrificação e da
descarbonização, sobretudo em países em desenvolvimento.”

Fonte: Folha de São Paulo; 23/09/2026

Embaixador da China nos EUA faz alerta sobre ‘linhas vermelhas’ antes de encontro entre Trump e Xi

“O embaixador da China nos Estados Unidos, Xie Feng, alertou nesta quarta-feira que questões como Taiwan e direitos humanos constituem “linhas vermelhas” para Pequim que não podem ser ultrapassadas O aviso foi feito às vésperas do encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em Washington. O presidente da China visitará a capital americana para uma cúpula com Trump em um momento no qual os dois lados buscam estabilizar uma relação marcada por divergências sobre temas que vão do comércio a Taiwan. Em artigo publicado no Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista Chinês, Feng afirmou que a gestão das divergências depende de boa-fé e que os EUA deveriam parar de “fabricar pretextos”, como segurança nacional, desequilíbrios econômicos e trabalho forçado, para tentar conter a China. Quando China e EUA cooperam, ambos se beneficiam; quando entram em confronto, ambos são prejudicados, acrescentou. “A soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento da China não podem ser violados, e quatro linhas vermelhas — a questão de Taiwan, a democracia e os direitos humanos, os caminhos e sistemas de desenvolvimento e o direito ao desenvolvimento — não podem ser desafiadas”, afirmou Xie. “A China está comprometida com a busca do desenvolvimento pacífico e espera que os EUA também avancem nessa direção”, prosseguiu. Pequim reivindica Taiwan, que possui um governo democrático, como parte de seu território, apesar das objeções do governo de Taipé. Os EUA são o mais importante fornecedor de armas e apoiador internacional da ilha, apesar da ausência de relações diplomáticas formais.”

Fonte: Valor Econômico; 23/09/2026

Reino Unido deve “eletrificar agora”, diz secretária de Energia

“O Reino Unido deve “eletrificar agora” e, ao mesmo tempo, adotar uma abordagem “pragmática” em relação às licenças de petróleo e gás, afirmou a secretária de Energia do país, argumentando que o mundo caminha para não atingir suas principais metas climáticas. Miatta Fahnbulleh, nomeada pelo primeiro-ministro Andy Burnham em julho, disse que cumprir as metas climáticas de Paris é “a prioridade número um, e isso exige que tomemos providências internamente”. Em entrevista ao Financial Times, Fahnbulleh também responsabilizou o governo conservador anterior por não ter elaborado um plano de transição industrial para Aberdeen — outrora o polo de petróleo e gás da Grã-Bretanha —, onde mais de 70 mil empregos foram perdidos ao longo de uma década. “O que me deixa genuinamente irritada é que, há 20, 15 ou 10 anos… o governo deveria ter trabalhado em conjunto com a indústria, com o governo escocês e com as autoridades locais para elaborar um plano”, disse ela.”

Fonte: Financial Times; 23/09/2026

Países da UE apoiam mudanças no mercado de carbono para conter disparadas de preços, dizem diplomatas

“Os países da União Europeia concordaram, na quarta-feira, em manter mais licenças excedentes de CO2 no sistema de comércio de emissões (ETS) do bloco, numa tentativa de evitar picos nos preços do carbono, segundo diplomatas da UE e um documento visto pela Reuters. O plano, proposto inicialmente pela Comissão Europeia em abril, faz parte da resposta da UE à disparada dos preços dos combustíveis desencadeada pelo conflito envolvendo o Irã, situação que levou governos a buscarem urgentemente formas de conter as contas de energia. O ETS é a principal política do bloco para o combate às mudanças climáticas e não é a causa principal da alta dos preços de energia na Europa; no entanto, as mudanças acordadas na quarta-feira atendem a solicitações de governos — incluindo os da Polônia e da Itália — para limitar a contribuição do ETS para os custos da eletricidade. Embaixadores dos países da UE concordaram, em reunião a portas fechadas, em interromper a retirada de licenças excedentes de CO2 do mercado — prática atualmente em vigor —, informaram dois diplomatas da UE à Reuters. Em vez disso, as licenças excedentes seriam retidas em uma “reserva de estabilidade de mercado” especial, funcionando como um colchão de oferta que poderia ser liberado no mercado do ETS para conter picos de preços. O ETS obriga grandes poluidores, como usinas de energia e fábricas na Europa, a comprar licenças para cobrir suas emissões de CO2, negociando licenças excedentes de carbono em um mercado onde os preços flutuam diariamente.”

Fonte: Reuters; 23/09/2026

Alemanha traça plano para abandonar combustíveis fósseis, apoiando veículos elétricos e bombas de calor

“O gabinete da Alemanha aprovou, nesta quarta-feira, um roteiro para eliminar gradualmente o uso de carvão, petróleo e gás até 2045, reafirmando uma estratégia climática focada na eletrificação, apesar de um ministro ter defendido maior flexibilidade em relação a automóveis, sistemas de aquecimento e precificação de carbono. Um porta-voz do Ministério do Meio Ambiente informou que o plano seria apresentado na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, ainda nesta quarta-feira. A Alemanha seria o terceiro país — depois da França e dos Países Baixos — a adotar um roteiro nacional como parte de um esforço internacional para abandonar os combustíveis fósseis, acrescentou o porta-voz. Mais cedo nesta quarta-feira, a revista Spiegel noticiou que, segundo o plano, a Alemanha avaliará se o prazo acordado para encerrar a geração de energia a carvão até 2038 pode ser antecipado para 2035. No setor de transportes, o plano prevê que as normas da UE sobre emissões da frota levem os carros elétricos a bateria a representar 100% dos novos emplacamentos de veículos de passeio até 2035, informou a Spiegel. Isso contrasta com as exigências de alguns conservadores — incluindo a ministra da Economia, Katherina Reiche — de preservar um papel mais relevante para veículos com motores a combustão que utilizem combustíveis alternativos.

Fonte: Reuters; 23/09/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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