IBOVESPA -0,75% | 167.921 Pontos
CÂMBIO +0,87% | 5,42/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 18,1% em reais e de 24,3% em dólares, por conta da depreciação de 9,2% do real, aos 167.922 pontos.
Suzano (SUZB3, +16,4%) foi o destaque positivo da semana, beneficiada pela depreciação do real e após confirmar reajuste de US$ 50 por tonelada nos preços da celulose para Europa e América do Norte a partir de novembro.
Por outro lado, Vamos (VAMO3, -62,9%) foi o destaque negativo, pressionada pela forte abertura da curva de juros e pela reprecificação das companhias domésticas mais alavancadas e intensivas em capital.
Renda Fixa
A semana foi marcada por forte abertura da curva de juros doméstica, superior a 250 bps em vértices longos, refletindo a reprecificação dos riscos fiscais após o resultado do 2º turno das eleições. Nos EUA, o movimento foi oposto, com fechamento das taxas dos Treasuries diante do aumento da demanda por ativos defensivos em um ambiente de maior tensão geopolítica. A T-note de 2 anos encerrou a sexta-feira (30) em 4,57% (-12 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos em 4,9% (-8 bps) e o T-bond de 30 anos em 5,31% (-2 bps). Enquanto o DI jan/27 encerrou a 13,64% (+16 bps na semana), o DI jan/29 a 14,94% (+234 bps) e o DI jan/31 a 15,21% (+264 bps). A abertura também foi observada nas NTN-Bs, com a B29 avançando para 7,80% (vs. 6,77%) e a B35 para 7,92% (vs. 6,74%).
Mercados globais
Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em direções opostas (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: 0,4%), em dia de eleições de meio de mandato e após o guidance mais fraco da Apple, que recua cerca de 3% no pós-mercado com a projeção de margem bruta pressionada pela alta dos preços de memória. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 0,3%, pressionado principalmente pelos setores de tecnologia e aéreas. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda, em mais um dia de dúvidas sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial: o Kospi (Coreia) recuou 3,6%, com Samsung e SK Hynix caindo mais de 4%, enquanto na China, o CSI 300 fechou em leve queda de 0,2% e o Hang Seng (Hong Kong) avançou 0,6%, apoiado por novas medidas de suporte ao mercado acionário anunciadas por Pequim.
O mercado acompanha a retomada dos preços do petróleo após relatos de um ataque americano à ilha iraniana de Qeshm, no Estreito de Ormuz, um dia depois de o Irã sinalizar abertura para negociações de paz. O Brent sobe cerca de 1,1%, para próximo de US$ 106/barril, recuperando parte da queda de mais de 7% da véspera. O Treasury de 10 anos opera em 4,92%, com o mercado ainda precificando como mais provável uma alta de juros pelo Fed em dezembro. Os investidores também direcionam o foco para o resultado das eleições e para a temporada de resultados, com divulgações esperadas de AMD, Uber, National Grid e Booking ao longo da semana, e o relatório de emprego de outubro, na sexta-feira.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de sexta-feira (30) com alta de 0,40%, aos 3.646,62 pontos. Apesar do avanço no dia, o índice acumulou queda de 8,62% na semana e encerrou outubro com recuo de 2,89%. Entre os principais segmentos, os FIIs de papel registraram desempenho de -6,20% na semana e -2,44% no mês, enquanto os fundos de tijolo recuaram 10,17% no acumulado semanal e 2,41% ao longo de outubro.
Após as recentes quedas, o IFIX passou a negociar com deságio de aproximadamente 12% em relação ao valor patrimonial, patamar elevado frente à média histórica. Entre os principais segmentos, os fundos de recebíveis negociam com desconto médio de cerca de 6,4%, enquanto os FIIs de tijolo e os FOFs/multiestratégia apresentam deságios mais expressivos, de 14,4% e 13,6%, respectivamente. Esses níveis se tornam ainda mais significativos ao considerarmos que os valores patrimoniais já refletem a alta das NTN-Bs nos últimos anos, cujas taxas seguem em patamares historicamente elevados.
A sessão de sexta-feira foi marcada por desempenho positivo entre os principais segmentos do mercado. Os fundos de recebíveis avançaram 0,06%, enquanto os FIIs de tijolo registraram valorização de 0,68%. Entre os segmentos de tijolo, os ativos logísticos lideraram os ganhos, com alta de 1,08%, seguidos pelas lajes corporativas (+0,28%) e pelos fundos de shoppings (+0,24%). Já os fundos híbridos avançaram 0,20%, enquanto a categoria multiestratégia/FOF registrou alta de 0,76%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram HSML11 (+3,2%), VILG11 (+3,0%) e BBIG11 (+2,6%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MFII11 (-3,8%), HSLG11 (-2,9%) e VCJR11 (-2,2%).
Economia
O preço do petróleo (tipo Brent) recuou 7,6% ontem, para cerca de US$ 105 por barril, em meio a sinais de abertura para uma solução diplomática para a guerra no Oriente Médio. Negociadores iranianos e mediadores do Catar elaboraram uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz em até dois dias após um eventual acordo com Washington.
Nos Estados Unidos, o índice ISM da indústria subiu para 55,5 em outubro, acima das expectativas, com pressões de custos ainda elevadas, combinação que corrobora a expectativa de nova alta de juros pelo Fed em dezembro. Na China, o PMI oficial da indústria recuou para 49,3, em território contracionista.
No Brasil, a taxa de desemprego atingiu 5,2% em setembro, nova mínima histórica, e os rendimentos reais do trabalho voltaram a subir no 3º trimestre. Ainda assim, projetamos que a taxa de desemprego subirá de 5,4% ao final de 2026 para 6,5% ao final de 2027, na esteira da perda de tração da atividade doméstica.
Na agenda internacional, as atenções estarão voltadas às eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, realizadas hoje, que definirão a composição do Congresso para os próximos dois anos. Ao longo da semana, destaque para o relatório de emprego (Nonfarm Payroll) americano de outubro e para a decisão de juros do Banco da Inglaterra. No Brasil, o Copom se reúne hoje e amanhã para decidir sobre a taxa Selic.
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Economia
Petróleo recua com sinais de avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã, às vésperas das eleições de meio de mandato americanas
- O preço do petróleo (tipo Brent) recuou 7,6% ontem, a maior queda diária desde julho, para cerca de 105 dólares por barril, em meio a sinais de abertura para uma solução diplomática para a guerra no Oriente Médio. Negociadores iranianos realizaram no fim de semana o terceiro dia consecutivo de conversas com mediadores do Catar, em Doha, e o chanceler Abbas Araqchi afirmou que foi elaborada uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz em até dois dias após um eventual acordo com Washington. O governo iraniano condiciona a reabertura ao fim do bloqueio naval americano e à suspensão de sanções. Do lado americano, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não atacarão o Irã antes da votação de hoje e, questionado pela NBC News se avalia novos ataques após as eleições, respondeu negativamente. Segundo o Axios, em telefonema no fim de semana, Trump disse ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que prefere dar mais tempo à diplomacia, enquanto Netanyahu defendeu a retomada dos ataques logo após as eleições;
- Nos Estados Unidos, o índice ISM da indústria subiu de 54,5 em setembro para 55,5 em outubro, o maior nível desde julho e acima das expectativas de mercado. O ISM é uma sondagem com empresas que busca medir o pulso da atividade econômica. Leituras acima de 50 indicam expansão, enquanto valores abaixo desse nível sinalizam contração. O componente de produção atingiu 59,0, o maior patamar desde novembro de 2021, e a medida de novos pedidos avançou ligeiramente, para 55,5. As pressões de custos, porém, seguem elevadas: apesar de recuar de 77,9 para 75,2, o índice de preços pagos permaneceu acima de 70 pela nona leitura consecutiva, o que reflete a alta de commodities, inclusive energia, em meio à guerra com o Irã. A combinação de atividade forte e inflação pressionada corrobora a expectativa de nova alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em dezembro, para a qual o mercado atribui probabilidade de cerca de 85%;
- Na China, o PMI (índice de gerentes de compras) oficial da indústria recuou de 50,1 em setembro para 49,3 em outubro, abaixo da expectativa de mercado (50,0). O PMI é uma sondagem com empresas que busca captar o pulso da atividade econômica, e leituras abaixo de 50 indicam contração. O resultado marcou a terceira leitura contracionista em quatro meses, com os componentes de produção (49,8) e de novos pedidos (49,4) também abaixo desse patamar. O PMI não industrial, que abrange serviços e construção, caiu de 50,2 para 49,7. Diante desse quadro, Pequim tem adotado medidas pontuais de apoio e sinalizado disposição para ampliar os estímulos, com o objetivo de manter o crescimento dentro da meta anual de 4,5% a 5%;
- No Brasil, a taxa de desemprego atingiu 5,2% em setembro, nova mínima histórica. A população ocupada segue em trajetória de alta, embora a um ritmo mais moderado. Enquanto isso, os rendimentos reais do trabalho voltaram a subir no 3º trimestre, após queda no 2º trimestre em meio à pressão inflacionária. Apesar do cenário positivo no curto prazo, as perspectivas indicam esfriamento à frente. Projetamos que a taxa de desemprego subirá de 5,4% ao final de 2026 para 6,5% ao final de 2027, na esteira da perda de tração da atividade doméstica. O aperto nas condições financeiras e o elevado endividamento de empresas e famílias continuarão a pressionar a economia nos próximos trimestres;
- No cenário internacional, as atenções estarão voltadas às eleições de meio de mandato nos Estados Unidos (“midterms”), realizadas hoje, que renovam a Câmara dos Deputados e parte do Senado, definindo a composição do Congresso para os próximos dois anos. Do lado dos indicadores, o destaque será o mercado de trabalho nos Estados Unidos, sobretudo o relatório de emprego (Nonfarm Payroll) de outubro. Na Zona do Euro, a primeira leitura da inflação ao consumidor de outubro será divulgada. Ademais, o Banco da Inglaterra (BoE) decidirá sobre a taxa básica de juros do Reino Unido. O mercado espera alta de 0,25 p.p., em resposta à inflação persistentemente acima da meta. Por fim, índices PMI serão divulgados para as economias avançadas – oriundos de sondagens empresariais que buscam captar o pulso da atividade econômica. No Brasil, o Copom – Comitê de Política Monetária do Banco Central – se reunirá hoje e amanhã para decidir sobre a taxa Selic. As expectativas de inflação do Boletim Focus, que serão divulgadas hoje, podem influenciar a decisão da autoridade. Além disso, o Caged deve mostrar desaceleração na criação de empregos formais em setembro, e a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) deve registrar nova queda na produção. Por fim, a balança comercial de outubro deve apresentar superávit robusto, impulsionada pelas exportações recordes de petróleo.
Empresas
Utilities: prévia dos resultados do 3º trimestre de 2026
- A temporada de resultados do 3T26 deve ser mista para o setor de utilities;
- Embora distribuidoras como EQTL e ENGI já tenham divulgado prévias operacionais positivas, sustentadas pelo crescimento saudável dos volumes em suas áreas de concessão, a manutenção dos parâmetros de qualidade também está pressionando os custos na comparação anual, compensando parte desses indicadores positivos;
- Para as renováveis, a combinação de uma incidência mais fraca de recursos eólicos e um curtailment elevado também está pressionando os resultados;
- Para as hidrelétricas, apesar da melhora do GSF na comparação anual, os preços spot médios ficaram abaixo do esperado, limitando um desempenho mais positivo para empresas com capacidade descontratada, como a AXIA;
- A SBSP deve apresentar uma dinâmica de custos semelhante à observada no 2T, enquanto a ORVR deve registrar uma melhora sequencial no trimestre, impulsionada por indicadores operacionais saudáveis e pela normalização de sua estrutura de custos;
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XP Varejo: campanhas de datas duplas transformam a Black Friday em uma Black Month
- Nesta edição do Carrinho XP, avaliamos as expectativas para a Black Friday (BF) de 2026 e a preparação dos varejistas;
- Destacamos: (i) as vendas do e-commerce devem crescer mais de 20% A/A apesar do endividamento recorde das famílias e do crédito caro;
- (ii) os incumbentes do e-commerce estão combinando promoções, crédito e logística, enquanto o TikTok Shop adiciona pressão competitiva;
- (iii) o 11.11 se tornou uma data comercial relevante em novembro, com os players de vestuário também aderindo à data;
- (iv) as farmácias estão combinando promoções digitais com ofertas de HPC para capturar a demanda de novembro;
- Em nossa visão, expectativas fortes de vendas coexistem com um consumidor pressionado, tornando o timing promocional e as condições de pagamento cada vez mais relevantes entre as categorias;
- No geral, os players estão se preparando para um calendário promocional mais amplo, potencialmente antecipando compras da própria BF ou do Natal;
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WEG (WEGE3): defensiva por natureza, preparada para crescer
- Estamos elevando nossa recomendação para a WEG para Compra e aumentando nosso preço-alvo para o fim de 2027 para R$60/ação (de R$53/ação);
- Embora há muito tempo vejamos a WEG como uma das teses de maior qualidade em nossa cobertura, acreditamos que os desenvolvimentos macroeconômicos recentes tornaram a tese de investimento mais atrativa;
- Seu perfil defensivo, presença global e proteção natural ao câmbio deixam a companhia particularmente bem posicionada em um ambiente no qual os investidores favorecem cada vez mais a resiliência dos resultados;
- Ao mesmo tempo, após uma série de investimentos orgânicos (que ainda estão em andamento), acreditamos que a WEG está entrando na fase de colheita de seu ciclo de investimentos, com a nova capacidade sustentando um CAGR de receita de ~18% entre 2027-29E (~16% neutro ao câmbio);
- Como os múltiplos da WEG historicamente acompanharam o crescimento dos resultados, vemos a trajetória para um CAGR de lucro de ~20% (2026-29E) como relativamente mais favorável para o valuation agora, após vários trimestres de crescimento moderado;
- Por fim, a trajetória do capex relacionado à IA continua sendo um risco para sua tese de investimento, em nossa visão, embora já esteja refletida no de-rating geral dos pares globais relacionados a redes elétricas;
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Nubank (Nu): riscos superprecificados, oportunidades subprecificadas
- Estamos atualizando nossa recomendação para o Nubank (NU) com preço-alvo de US$ 17 para o final de 2027, implicando um potencial de valorização de ~44%;
- Além de revisitar as avenidas de crescimento de longo prazo discutidas em nosso relatório anterior (link), utilizamos esta atualização para aprofundar dois temas que acreditamos ser cada vez mais relevantes para os investidores: qualidade de crédito e a oportunidade nos Estados Unidos;
- Embora reconheçamos que os riscos de crédito aumentaram, acreditamos que as tendências atuais de crédito do Nu permanecem amplamente gerenciáveis, com métricas resilientes de cartão, padrões de migração estáveis, reservas robustas e rentabilidade ajustada ao risco saudável, o que nos dá confiança de que o Nu continua bem-posicionado para navegar um ciclo mais desafiador;
- Ao mesmo tempo, vemos a estratégia do Nu nos EUA evoluindo de uma opcionalidade para um potencial vetor relevante de crescimento, especialmente entre segmentos rentáveis e pouco atendidos;
- Em conjunto, acreditamos que a valuation atual oferece um ponto de entrada atrativo: mesmo sob premissas mais estressadas, vemos o NU negociando a modestos ~12x P/L e ~3x P/VP para 2027E, níveis que parecem difíceis de conciliar tanto com a resiliência dos fundamentos atuais quanto com a magnitude das oportunidades de médio prazo à frente;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
TMT: guia de ações
- Estamos publicando nosso Guia de Ações, relatório elaborado para consolidar os principais indicadores técnicos, fundamentalistas e de mercado das empresas que cobrimos;
- O relatório está dividido nas seguintes seções: dados macroeconômicos, indicadores de mercado, múltiplos e desempenho das ações de TMT, além de dados operacionais e financeiros, oferecendo uma visão transversal dos principais temas que atualmente impulsionam o setor;
- Dados macroeconômicos: a curva de juros futuros do Brasil abriu de forma relevante em relação ao mês passado, com alta das taxas ao longo dos diferentes vencimentos. Atualmente, a XP estima que a taxa Selic encerrará 2026 em 13,50%. Para 2026, as projeções para o IPCA e o IGP-M são de 5,2% e 5,9%, respectivamente;
- Indicadores de mercado: até 26 de outubro, os investidores estrangeiros registraram entrada líquida de R$ 13,3 bilhões, enquanto o fluxo de investidores institucionais locais ficou negativo em R$ 12,6 bilhões;
- Desempenho das ações de telecomunicações: de modo geral, as ações de telecomunicações superaram o Ibovespa nos últimos 30 dias, com Vivo, TIM e Unifique como os principais destaques, registrando retornos de 5%, 6% e 4%, respectivamente;
- Desempenho das ações de tecnologia: as ações de tecnologia apresentaram desempenho misto nos últimos 30 dias. Bemobi e LWSA foram os destaques negativos, com desempenho inferior ao Ibovespa. Enquanto isso, TOTVS e Intelbras superaram o índice, registrando retornos de -5% e 1%, respectivamente;
- Indicadores técnicos: as posições vendidas permanecem concentradas em Intelbras, em 10,2%, seguida pela TOTVS, em 7,3%, enquanto as posições vendidas em Vivo e TIM estão em 5,5% e 2,4%, respectivamente;
- Revisões de resultados: TIM e TOTVS tiveram revisões para baixo nas estimativas de lucro líquido, enquanto a Bemobi se destaca positivamente, sustentada por receitas e margens operacionais mais fortes;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Brasil Telecom: especialista em dados | monitor de preços
- Neste relatório, continuamos acompanhando as tendências de preços nos segmentos móvel e de fibra. Também incluímos os preços dos combos;
- No móvel, a Vivo reformulou seu portfólio pré-pago, enquanto Vivo e NuCel aumentaram as franquias de dados dos planos Controle. As franquias de dados dos novos planos híbridos (por exemplo, Vivo Easy Lite e TIM Controle Fit) aumentaram entre as operadoras, enquanto as ofertas pós-pagas permaneceram inalteradas. Na fibra, a Vivo atualizou seu portfólio e a TIM lançou uma promoção para o plano de 1 Gbps. Nos combos, as três operadoras aumentaram as velocidades de banda larga, enquanto a Claro elevou o preço do plano de entrada;
- Metodologia: coletamos as ofertas atuais de planos móveis e de fibra nos sites oficiais das empresas. Para o móvel, focamos em São Paulo. Para a fibra, aplicamos a mesma abordagem e adicionamos Campinas para avaliar melhor o posicionamento competitivo da Desktop. Os preços foram coletados no fim do mês;
- Móvel: no pré-pago, a Vivo lançou um novo plano de 30 dias por R$35, com 25 GB, e reduziu a franquia de dados de seu plano de R$30 de 25 GB para 20 GB. Apesar do maior preço por GB por dia, a Vivo permaneceu como a operadora mais barata entre as ofertas de 30 dias;
- No Controle, Vivo e NuCel aumentaram as franquias de dados de seus planos tradicionais e se tornaram as duas operadoras mais baratas em termos de preço por GB
- Entre os novos planos híbridos (por exemplo, Easy Lite e TIM Fit), as quatro operadoras aumentaram suas franquias de dados;
- No pós-pago, a Vivo aumentou a franquia de dados de todos os seus planos, enquanto as demais operadoras mantiveram suas ofertas inalteradas;
- Fibra: a Vivo lançou um novo plano de 600 Mbps e elevou o preço do plano de 700 Mbps, enquanto a TIM lançou uma promoção para seu plano de 1 Gbps;
- Combos: as três operadoras aumentaram suas franquias de dados. A Claro elevou o preço mensal para R$159,90, enquanto a TIM permaneceu como a opção mais barata, a R$89,99 (em São Paulo);
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
3Tentos (B3: TTEN3) | Recuperação sem um roteiro claro
- Esperamos que o trimestre marque o início da recuperação do segmento industrial, impulsionado pelo avanço dos projetos de expansão e pela entrada em operação de novos ativos;
- Ainda assim, a falta de maior visibilidade por parte da administração deve manter elevada a dispersão de expectativas do mercado;
- Embora a tese de longo prazo permaneça sustentada pelo modelo integrado de negócios e pelo plano de crescimento da companhia, acreditamos que os investidores continuarão focados na previsibilidade dos resultados de curto prazo;
- Nesse contexto, uma recuperação mais consistente da ação deve depender não apenas da melhora operacional, mas também de maior confiança na trajetória futura de resultados;
- Clique aqui para acessar o relatório.
Minerva (B3: BEEF3) | Prévia de Resultados do 3T26: geração de caixa adiada
- Esperamos um trimestre pressionado pelo fim da cota de exportação para a China e pelos preços elevados do gado, limitando o desempenho operacional da companhia;
- A principal discussão, no entanto, deve continuar sendo a geração de caixa e a capacidade de desalavancagem;
- Embora parte da geração de caixa possa migrar para os próximos trimestres, o mercado seguirá atento ao impacto da recomposição de capital de giro necessária para o próximo ciclo da cota chinesa;
- Assim, acreditamos que o resultado dificilmente deve alterar de forma relevante o debate sobre a trajetória de alavancagem da empresa;
- Clique aqui para acessar o relatório.
Boa Safra (B3: SOJA3) | Prévia dos resultados do 3T26: foco migra para a conversão da carteira de pedidos
- Esperamos que o mercado olhe além dos números do trimestre e concentre sua atenção na evolução da demanda e na conversão da carteira de pedidos em receita;
- Embora o ambiente para os produtores continue desafiador, a companhia segue avançando em iniciativas de eficiência e preservando o crescimento comercial;
- Além disso, os investidores devem acompanhar a evolução das questões relacionadas à qualidade das sementes, que continuam sendo um tema relevante para a tese;
- Em nossa visão, a capacidade de transformar a carteira atual em receita será mais importante para o desempenho da ação do que os resultados trimestrais em si;
- Clique aqui para ver o relatório.
Vittia (B3: VITT3) | Prévia de resultados do 3T26: trimestre fraco
- Esperamos mais um trimestre refletindo um ambiente ainda desafiador para o produtor rural, com impacto sobre os volumes vendidos e a diluição de despesas;
- Embora o mix comercial deva contribuir para uma melhora sequencial das margens, acreditamos que isso não será suficiente para compensar a desaceleração observada ao longo do ano;
- Além disso, os investidores devem continuar acompanhando a qualidade da carteira de crédito e a evolução dos indicadores de inadimplência;
- Em nossa visão, o foco continuará na recuperação da demanda e na capacidade da companhia de retomar o crescimento nos próximos trimestres;
- Clique aqui para acessar o relatório.
Jalles (B3: JALL3) | Resultados devem subestimar a perspectiva construtiva
- Esperamos que o mercado olhe além dos resultados do trimestre, que devem refletir a estratégia da companhia de postergar parte das vendas de etanol em um ambiente de preços menos atrativo;
- A atenção dos investidores deve permanecer voltada para a evolução da safra, o aumento do guidance de moagem e o potencial de monetização dos estoques durante a entressafra;
- Nesse contexto, acreditamos que uma parcela relevante da criação de valor da safra 2026/27 ainda está por ser capturada nos próximos trimestres;
- Clique aqui para acessar o relatório.
BrasilAgro (B3: AGRO3) | Prévia de resultados do 1T27: Modo de espera persiste
- O trimestre deve trazer poucas novidades para a tese, com a recuperação da operação de cana ainda pouco visível nos números;
- A atenção dos investidores deve continuar voltada para o andamento da nova safra, a estratégia de hedge e a disciplina de alocação de capital da companhia. Apesar das condições climáticas favoráveis até o momento, o mercado segue monitorando riscos meteorológicos;
- Assim, acreditamos que os investidores devam permanecer em compasso de espera até que haja maior visibilidade sobre o desenvolvimento da safra e seus impactos nos resultados;
- Clique aqui para acessar o relatório.
Irani (RANI3): resultados acima do esperado, com volumes robustos de caixas de papelão ondulado; revisão do 3T26
- A Irani reportou resultados acima do esperado no 3T26, com EBITDA recorrente de R$152 milhões (+16% T/T, +9% vs. XPe), enquanto a margem EBITDA atingiu 33,3% (+3,4p.p. T/T, +2,2p.p. vs. XPe);
- Principais destaques:
- (i) os volumes de caixas de papelão ondulado totalizaram 47,7kt (+8% T/T, +4% vs. XPe), apresentando desempenho superior ao mercado brasileiro (+4,0% T/T para a Empapel), enquanto os preços permaneceram amplamente estáveis;
- (ii) os envios de papel para embalagens atingiram 31,5kt (-2% T/T, -2% vs. XPe), refletindo menores vendas de papel rígido, uma vez que a companhia priorizou transferências internas para a produção de papelão ondulado;
- Embora (iii) os preços de OCC tenham aumentado +9% T/T, compensando parcialmente a melhor diluição dos custos fixos decorrente dos maiores volumes;
- E (iv) a alavancagem tenha recuado ligeiramente para 1,9x (vs. 2,1x no 2T26);
- No geral, vemos o trimestre como positivo, com volumes mais fortes de caixas de papelão ondulado e ganhos contínuos de participação de mercado sustentando a surpresa positiva do EBITDA, apesar dos maiores custos de OCC;
- Mantemos nossa visão positiva sobre as ações da Irani;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Usiminas (USIM5): trimestre fraco, com perspectiva desafiadora à frente; revisão do 3T26
- A Usiminas apresentou resultados abaixo do esperado no 3T26, com EBITDA ajustado de R$558 milhões (-12% vs. XPe, -27% T/T), refletindo desempenhos mais fracos tanto em Siderurgia quanto em Mineração;
- Em Siderurgia, o EBITDA ajustado atingiu R$538 milhões (-13% vs. XPe, -22% T/T), também ficando abaixo do guidance anteriormente conservador do management, que indicava resultados recorrentes amplamente estáveis T/T;
- Apesar dos maiores envios de aço (+5% T/T), o COGS/t aumentou 2,4% T/T, mais do que compensando os ganhos de volume e pressionando as margens (atualmente em ~9,6%);
- Olhando à frente, vemos a perspectiva para o 4T26E como preocupante, com o management indicando uma queda moderada dos resultados operacionais de Siderurgia, uma vez que um mix de vendas menos favorável e as pressões contínuas de custos devem pesar sobre a lucratividade;
- Enquanto Mineração deve enfrentar menores volumes de vendas em meio a uma perspectiva desafiadora para os preços do minério de ferro/fretes transoceânicos;
- Por fim, permanecemos cautelosos em relação a 2027E, uma vez que taxas de juros mais altas e um ambiente doméstico mais desafiador devem restringir uma recuperação significativa da demanda e das margens de aço, em nossa visão;
- Enquanto um desempenho mais fraco do minério de ferro e custos de frete mais altos continuam sendo ventos contrários adicionais para Mineração;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Petroleiras independentes de E&P | Prévia do 3T26: Brent mais fraco, resultados mistos
- Neste relatório, apresentamos a prévia dos resultados do 3T26 para as petroleiras independentes de E&P sob nossa cobertura. O Brent permaneceu em patamar elevado ao longo do trimestre, com média de US$91,5/barril (-US$5,4/barril t/t), e deve sustentar mais uma temporada de resultados forte;
- Apesar da queda sequencial dos preços do petróleo, fatores específicos de cada companhia devem determinar trajetórias distintas para os resultados. Esperamos que o EBITDA da PRIO aumente para US$1,0 bilhão (+10% t/t), sustentado por produção recorde;
- Para a Brava, projetamos EBITDA de R$1,5 bilhão (-25% t/t), impactado negativamente por menores offtakes. Por fim, o EBITDA da PetroReconcavo deve recuar R$47 milhões t/t, para R$349 milhões, com resultados pressionados por perdas com hedges de -R$126 milhões (-R$37 milhões t/t);
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
CSN (CSNA3): CSN anuncia venda da divisão de Cimento, mais um passo rumo à desalavancagem
- O que há de novo? A CSN anunciou que celebrou um acordo de exclusividade de 10 dias com a Huaxin para a venda da CSN Cimentos,
- Por um enterprise value de R$12,7 bilhões (implicando um múltiplo EV/EBITDA de 7,0-7,5x vs. 4,5-5,0x para a CSN com base em nossas estimativas para 2027E, e amplamente em linha com nosso valuation), com a assinatura dos contratos definitivos esperada para os próximos dias;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Vale (VALE3): aspectos positivos sob a superfície; revisão do 3T26
- A Vale reportou resultados neutros no 3T26, com EBITDA ajustado pro forma de US$3,5 bilhões (-3% vs. XPe, em linha com o consenso);
- Embora amplamente em linha, vemos alguns aspectos positivos em um trimestre marcado por desafios operacionais;
- (i)A Vale reiterou seu guidance de produção de minério de ferro para 2026 (no limite inferior), apesar da exaustão em andamento em Serra Norte, com a maior disponibilidade de hematita e o desempenho robusto contínuo do S11D devendo sustentar volumes mais fortes no 4T26E;
- (ii) O guidance de cobre e níquel também foi reiterado (no limite superior), com as paradas programadas para manutenção (particularmente a reconstrução do moinho SAG de Sossego) devendo ter um impacto menor no 4T26E;
- (iii) Os custos foram positivos, com os custos caixa C1 melhores do que o esperado e os níveis atuais de FX sugerindo aproximadamente US$0,6/t de potencial alívio, caso sustentados;
- (iv) O frete permaneceu sob controle, em US$22,8/t (ou US$21,4/t após hedges, +US$2,7/t A/A), destacando os benefícios da estratégia de afretamento de longo prazo e do programa de hedge de combustível da Vale (frete spot C3 com alta de US$13,3/t A/A, como referência);
- Além disso, embora os preços realizados tenham sido afetados negativamente por menores prêmios, as pelotas proporcionaram uma compensação parcial, enquanto os ajustes FOB negativos devem ser parcialmente revertidos no 4T26E (tudo mais constante);
- No geral, embora a fraqueza recente dos preços do minério de ferro continue sendo um vento contrário importante para a Vale, acreditamos que a relação risco-retorno das ações agora esteja inclinada para o upside aos preços atuais (ADRs da Vale recuando ~40% em relação às máximas de seis meses atrás);
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Oncoclínicas tem adesão de 61,6% dos credores para plano de reestruturação (Pipeline Valor);
- Enel Rio aguarda decisão do governo a 40 dias do fim da concessão (Agência Infra);
- Leilão de transmissão tem 50,1% de deságio e Celeo leva maior lote (Agência Infra);
- Bancos globais reavaliam empréstimos e elevam risco de calote por causa do Super El Niño (Bloomberg Línea).
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Estratégia
Raio-XP – Rebaixando a recomendação para a Bolsa Brasileira para Neutro
- Em outubro, as bolsas globais caíram (MSCI ACWI, -1,7%), com a rotação de ações ligadas à IA para setores defensivos. A Bolsa brasileira teve forte volatilidade no período eleitoral e caiu 10% em reais e 14% em dólares no mês;
- Atualizamos nossas estimativas, considerando um cenário de juros altos por mais tempo, e introduzimos nosso valor justo do Ibovespa para o fim de 2027, em 200 mil pontos. Como o potencial de alta é parecido com o da renda fixa local no período, rebaixamos nossa visão para a Bolsa brasileira para Neutro, apesar da queda recente;
- Em nossa visão, 1) estamos perto de entrar em um regime macro desafiador para a Bolsa (“inflação em alta, juros em alta”), 2) vemos riscos de queda para as estimativas de lucro do consenso para 2027 e 3) nosso Índice de Sentimento XP voltou a níveis pessimistas, mas ainda não em um sinal de “Compra”;
- Como se posicionar? Seguimos preferindo empresas de alta qualidade, boas pagadoras de dividendos e exportadoras, e evitamos empresas muito alavancadas;
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Fulwood amplia investimentos em Extrema e prevê expansão de galpões no Sul e Sudeste (Revista Buildings);
- Vinci conclui repasse de participações em sete shoppings à Tivio por R$ 477 milhões; pacote inicial envolvia nove malls (SiiLA);
- FII ALZR11 vende imóvel locado à Coca-Cola FEMSA por R$ 140 mi; veja lucro estimado (InfoMoney);
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ESG
Petrobras abre chamada para aquisição de biometano | Café com ESG, 03/11
- O mercado encerrou a semana passada em território negativo, com o Ibovespa caindo 18,1% e o ISE 26,34%. O pregão de sexta-feira também fechou em queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,75% e 1,61%, respectivamente;
- Do lado das empresas, (i) a Petrobras abriu uma chamada de propostas para aquisição de biometano, com fornecimento a partir de 2027 e contratos de até dez anos para a substituição de parte do gás natural consumido nas refinarias e em outras instalações industriais da companhia – a estatal também poderá comprar Certificados de Garantia de Origem de Biometano (CGOBs), em contratos de até dois anos; e (ii) a chinesa Envision Energy está avaliando a possibilidade de instalar uma fábrica no Brasil para produzir baterias e turbinas eólicas, dois negócios de seu portfólio de soluções para o setor de energia que estão no foco dos planos de crescimento do país – a decisão de um eventual investimento para fabricação local dependeria de uma demonstração de interesse do governo brasileiro, segundo Marcello Trombelli, diretor de soluções e de relações institucionais e governamentais da Envision no Brasil;
- Na política, a diretoria da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou a inclusão da ação “Regulamentação do Sistema Brasileiro de Certificação de Hidrogênio de Baixo Carbono” na Agenda Regulatória 2025-2026 – segundo a ANP, a antecipação da regulamentação do sistema de certificação, inicialmente prevista na proposta da agenda regulatória 2027-2028, ocorre em razão de sua importância para os investidores do setor e para a implementação de políticas públicas de incentivo à produção de hidrogênio de baixa emissão de carbono;
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CVM reabre debate sobre relatórios de sustentabilidade; Mercado regulado de carbono no Brasil ganha cronograma | Brunch com ESG
- Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado todos os domingos pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana;
- Nesta semana, destacamos: (i) CVM reabre debate sobre regime de reporte IFRS S1 e S2; e (ii) Brasil estabelece cronograma para o relato de emissões no mercado regulado de carbono
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