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Bolsas em queda; indústria dos EUA e serviços no Brasil no radar

Produção industrial dos Estados Unidos e Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) no Brasil são alguns dos temas de maior destaque nesta sexta-feira, 15/05/2026

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IBOVESPA +0,72% | 178.365 Pontos

CÂMBIO +1,41% | 4,98/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta de 0,7%, aos 178.366 pontos, acompanhando a recuperação parcial dos ativos locais após a queda da véspera, quando o mercado foi pressionado pelo noticiário político doméstico.

Usiminas (USIM5, +8,0%) liderou os ganhos, refletindo a elevação do preço-alvo de suas ações por um banco de investimentos. Na ponta negativa, SLC Agrícola (SLCE3, -1,6%) recuou após a divulgação dos resultados do 1T26 (veja aqui o relatório completo dos nossos analistas).

Para o pregão de sexta-feira, os principais destaques da agenda são a Pesquisa Mensal de Serviços no Brasil e os dados de produção industrial nos EUA, ambos referentes a abril.

Renda Fixa

Os juros futuros recuaram nesta quinta-feira, corrigindo parte da abertura do dia anterior, em meio ao alívio no cenário externo, com petróleo relativamente estável acima de US$ 100 e o encontro entre Trump e Xi Jinping ajudando a moderar as curvas globais. Nos EUA, a T-note de 2 anos encerrou em 4,01% (+3 bps), a T-note de 10 anos em 4,48% (+1 bp) e o T-bond de 30 anos em 5,03% (-1 bp). No Brasil, a curva de DIs fechou com maior correção nos trechos intermediário e longo, levando o DI jan/27 a 14,19% (-2 bps), o DI jan/29 a 13,99% (-6 bps) e o DI jan/31 a 14,08% (-4 bps). A curva de NTN-B apresentou leve oscilação, com a NTN-B 2029 em 7,9%, a NTN-B 2035 em 7,6% (ante 7,5%) e a NTN-B 2050 em 7,3% (vs. 7,2%).

Mercados globais

Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 50: -1,0%; Nasdaq 100: -1,5%), com o mercado realizando lucros após novas máximas históricas do S&P 500 e Nasdaq. Os investidores seguem monitorando a cúpula entre EUA e China, especialmente discussões envolvendo tarifas, Taiwan, Irã e comércio global. No corporativo, destaque para a Cerebras, que avançou no pós-mercado devido seu IPO ligado à temática de IA.

Na Europa, as bolsas operam em forte queda (Stoxx 600: -1,3%), pressionadas pela volta das preocupações inflacionárias após os dados mais fortes de CPI e PPI nos EUA, além da alta recente do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio. No Reino Unido, a instabilidade política também pesa sobre os ativos locais, com o primeiro-ministro Keir Starmer enfrentando crescente pressão interna dentro do Partido Trabalhista.

Na China, os mercados fecharam em queda acentuada (CSI 300: -1,1%; HSI: -1,6%), com o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump ainda no radar. No restante da Ásia, os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em baixa, liderados por uma forte correção na Coreia do Sul. O Kospi despencou mais de 6% após renovar máximas históricas, pressionado pelo sell-off em Samsung e SK Hynix, em meio a preocupações com concentração excessiva em ações ligadas à inteligência artificial.

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quinta‑feira em alta de 0,88%, aos 3.868,16 pontos, o que representa um avanço de 33,82 pontos em relação ao fechamento anterior. O índice permaneceu próximo às máximas recentes ao longo da sessão, sinalizando resiliência dos principais segmentos, mesmo em um ambiente ainda desafiador. O desempenho positivo foi liderado pelos Fundos de Tijolo, que avançaram 0,82%, com destaque para Lajes Corporativas (+1,24%) e Shoppings (+1,01%), além de ganhos em Ativos Logísticos (+0,43%). Os Fundos de Recebíveis também contribuíram de forma relevante, com alta de 0,98%, enquanto os Fundos de Fundos avançaram 2,13% e Multiestratégia subiu 1,35%.

Entre os destaques positivos, SNFF11 avançou 4,3%, seguido por VGHF11, que subiu 3,7%, e KISU11, que encerrou com alta de 3,1%. No campo negativo, CACR11 recuou 2,0%, mantendo o viés recente de queda, enquanto TVRI11 caiu 1,1% e DEVA11 registrou queda de 1,0%.

Economia

A cúpula Trump–Xi em Pequim sinaliza aproximação entre EUA e China. Dentre os temas discutidos, os países concordaram com a reabertura do Estreito de Ormuz, a contenção da ambição nuclear do Irã e a busca por uma relação de “estabilidade estratégica”. Por sua vez, Taiwan segue como foco de tensão. Em paralelo, dados de vendas no varejo e seguro-desemprego nos EUA reforçam a leitura de juros altos por mais tempo.

Na agenda, os destaques são a produção industrial dos Estados Unidos e, no Brasil, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).

Veja todos os detalhes

Economia

Trump e Xi Jinping estreitam relação amistosa e disposta à cooperação

  • A cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim trouxe tom de aproximação. Os dois líderes concordaram com a reabertura do Estreito de Ormuz para o livre fluxo de energia. A China também manifestou interesse em comprar mais petróleo americano, além de concordar que o Irã jamais poderá ter uma arma nuclear.  No plano bilateral mais amplo, China e Estados Unidos acordaram construir uma “relação construtiva de estabilidade estratégica”, que Pequim adotará como marco orientador para os próximos anos. Por fim, Xi advertiu Trump que Taiwan é a “linha vermelha” da China, afirmando que um erro no tratamento do tema poderia levar os dois países a “conflitos”. A reunião prossegue nesta sexta-feira, com abertura para anúncios comerciais adicionais.
  • Nos Estados Unidos, as vendas no varejo de abril avançaram 0,5% em relação a março, em linha com o esperado. O resultado foi impulsionado pelos postos de gasolina — cujas receitas subiram 2,8%, na esteira de uma alta de 13,7% em março — à medida que os preços dos combustíveis permanecem elevados pelo conflito no Oriente Médio. Paralelamente, os pedidos iniciais de seguro-desemprego subiram 12 mil na semana encerrada em 9 de maio, para 211 mil — levemente acima das expectativas de 205 mil. Crescem as preocupações de que os preços elevados e a escassez de oferta possam começar a pesar mais fortemente sobre a atividade econômica. Os dados corroboram com a nossa expectativa de que o Fed deva manter os juros elevados por mais tempo,
  • A China elevou o tom contra a Europa após o avanço de medidas para restringir investimentos e ampliar o controle da União Europeia sobre setores considerados críticos. Em declaração à Reuters, o representante comercial da embaixada chinesa na Espanha afirmou que os “controles, limitações e sanções” adotados nos últimos meses deixaram Pequim “muito desapontada” e advertiu que esse movimento pode levar a uma postura mais defensiva por parte da China. O pano de fundo é a tramitação, no Parlamento Europeu, de regras mais rígidas sobre propriedade e produção em setores estratégicos, além de limitações a fornecedores classificados como de “alto risco” em cibersegurança. O episódio reforça a deterioração gradual da relação entre China e Europa e adiciona ruído a um ambiente global já mais fragmentado em comércio, tecnologia e investimento;
  • Na agenda de hoje, o principal destaque internacional é a divulgação da produção industrial dos Estados Unidos. No Brasil, as atenções se voltam para a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).

Commodities

Papel e Celulose: Fraqueza da demanda limita upside dos preços de celulose na China

  • Os preços de celulose apresentaram tendências divergentes em Abr’26, com o momentum de fibra curta perdendo força em meio à maior resistência na China e a demanda por fibra longa permanecendo fraca;
  • Os preços de BEKP aumentaram nos mercados desenvolvidos (Europa/América do Norte +US$50/t), refletindo disponibilidade mais apertada e baixos estoques dos produtores, enquanto a China ficou para trás;
  • Com preços amplamente estáveis em ~US$600-610/t, à medida que compradores resistiram a novos aumentos;
  • As dinâmicas de curto prazo seguem moldadas pela inflação de custos e restrições do lado da oferta (ou seja, custos de energia, frete e madeira), embora a demanda downstream fraca e as adições de capacidade na China continuem pesando sobre o poder de precificação;
  • Com custos ainda elevados, vemos os preços de celulose permanecendo sustentados no curto prazo, mas com upside cada vez mais dependente de disciplina de oferta, em vez de uma recuperação da demanda;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Óleo e Gás | Nova subvenção para combustíveis anunciada

  • Nesta quarta-feira (13), o Governo Federal anunciou um novo programa de subvenção para produtores e importadores de gasolina e diesel. A Medida Provisória nº 1.358 estabelece que a subvenção será limitada ao valor dos tributos federais (PIS, Cofins e CIDE) incidentes sobre cada combustível – atualmente R$ 0,89/l para a gasolina e zero para o diesel (R$ 0,35/l após 31 de maio);
  • Nos próximos dias, o Ministério da Fazenda definirá os valores finais, e a medida permanecerá em vigor por dois meses. Entre as empresas sob nossa cobertura, a Petrobras é potencial beneficiária;
  • Uma subvenção de R$ 0,89/l (US$ 28,6/barril) sobre a gasolina por dois meses seria equivalente a um incremento de cerca de US$ 480 milhões (0,4% do valor de mercado) no fluxo de caixa para o acionista (FCFE) da Petrobras, ou US$ 2,9 bilhões em base anualizada (2,2%);
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Empresas

Brazilian Utilities: 1Q26 Earnings Pack – CPFE, ORVR, SAPR and LIGT

  • Link: https://researchxp1.s3.sa-east-1.amazonaws.com/Pack_1405.pdf
    Quatro companhias da nossa cobertura divulgaram resultados nesta noite: CPFE, ORVR, SAPR e LIGT;
  • A CPFE apresentou um leve miss operacional em todos os segmentos, com EBITDA ajustado 3% abaixo da XPe;
  • Na distribuidora, os resultados ficaram 4% abaixo das nossas estimativas;
  • Em geral, não esperamos uma reação relevante do mercado em CPFL;
  • ORVR e Vital reportaram EBITDA combinado de R$ 339 milhões, praticamente em linha com a XPe, sustentado por KPIs saudáveis (especialmente em gate fee, que retomou totalmente sua trajetória após a decepção do 4T25) e pela entrada em operação das plantas de biometano;
  • Esperamos uma reação neutra do mercado, e nossa tese de longo prazo segue inalterada;
  • A SAPR entregou EBITDA ajustado de R$ 844 milhões, 5% acima das nossas estimativas e 8% acima do consenso;
  • Apesar das tendências saudáveis, também não esperamos que os resultados sejam um driver relevante;
  • Por fim, a LIGT reportou EBITDA ajustado 24% acima da XPe, mas 27% menor na comparação anual;
  • Os resultados continuam fracos, apesar do beat, mas como a companhia está entrando na fase final do seu processo de recuperação judicial e possui uma agenda regulatória relevante nos próximos meses, entendemos que os resultados em si têm menos peso como evento;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Priner (PRNR3): Resultados fracos com maior impacto de chuvas; eficiências em SG&A amenizam pressão nas margens

  • A Priner reportou resultados fracos no 1T26, amplamente em linha com nossas estimativas, com lucro líquido ajustado de -R$1mn (vs. -R$4mn na XPe e +R$4mn no 1T25);
  • Destacamos:
  • Receita líquida em linha, em R$421mn (+14% A/A), suportada por (a) a consolidação da SEMEP e (b) a aceleração dos projetos de subsea;
  • Expansão da margem EBITDA de 3,4p.p. A/A, com a pressão nas margens brutas (-4,8p.p. A/A), principalmente em Mineração, sendo compensada por menor relação SG&A/receita (6,9% vs. 11,6% no 1T25);
  • Redução da alavancagem para 2,0x (vs. 2,3x no 4T25);
  • Além disso, a PRNR anunciou a reversão da última parcela da aquisição da Real Estruturas via mecanismo de clawback, o que avaliamos positivamente, pois, apesar dos desafios de execução, as proteções contratuais parecem ter funcionado conforme o esperado;
  • Mantemos nossa recomendação de Compra, dado que Mineração deve normalizar a partir do 2T26 e o backlog recorde deve suportar a aceleração de resultados;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Grupo Mateus (GMAT3): 1T fraco; fortes ventos contrários macro levam à desalavancagem operacional 

  • O Grupo Mateus reportou resultados fracos no 1T, com receita muito pressionada, embora com uma margem bruta melhor levando o EBITDA ajustado a ficar em linha com nossas estimativas pessimistas; 
  • As receitas líquidas vieram 8% abaixo das nossas estimativas, crescendo 13% a/a, impulsionadas quase inteiramente pela consolidação do Novo Atacarejo e por aberturas de lojas, uma vez que a dinâmica orgânica deteriorou acentuadamente, com vendas nas mesmas lojas (SSS) em -7,3% (queda de ~6 p.p. t/t), pressionadas por deflação de alimentos, crédito ao consumidor apertado e endividamento das famílias; 
  • Além dos ventos contrários macro, a companhia decidiu reduzir as vendas do canal Balcão dentro das lojas para focar em vendas mais rentáveis, o que contribuiu para o SSS fraco, mas ajudou a margem bruta; 
  • Ainda assim, isso não foi suficiente para compensar a desalavancagem operacional, que levou a margem EBITDA ajustada a cair 0,3 p.p. t/t; 
  • Embora a companhia já esteja ajustando sua estrutura a um cenário de receita mais fraca, com corte de 9% no headcount desde set/25, acreditamos que tendências tão fracas sustentarão a visão cautelosa dos investidores sobre o nome, uma vez que o macro pressionado deve persistir, enquanto a integração do Novo adiciona desafios operacionais à tese; 
  • A decisão de não divulgar mais vendas por canal também adiciona complexidade para entender e projetar o negócio;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

Cyrela (CYRE3): Forte geração de caixa, apesar de maiores despesas comerciais

  • A Cyrela apresentou resultados mistos. A receita líquida atingiu R$ 2,0 bilhões (+4% A/A; -37% T/T; -8% vs. XPe e -6% abaixo do consenso), explicada por menores lançamentos no trimestre. O EBITDA atingiu R$ 429 milhões (+5% A/A; -48% T/T; -8% abaixo da XPe), explicado por (i) despesas comerciais mais elevadas (+19% vs. XPe), mas compensadas por (ii) G&A melhor que o esperado (-8% vs. XPe), (iii) outras despesas operacionais líquidas melhores que o esperado (-57% vs. XPe) e (iv) margens brutas melhores (+90 bps acima da XPe);
  • O lucro líquido totalizou R$ 297 milhões (-9% A/A; -10% vs. XPe), impactado por impostos e minoritários (+18% e +22% vs. XPe), levando o ROE LTM para 21,2% (-110 bps T/T). Por fim, o FCF foi o destaque do trimestre, positivo em R$ 134 milhões (+88% A/A), levando a alavancagem a recuar para 19,6% (-190 bps T/T);
  • Mantemos nossa visão positiva sobre a companhia, com preço-alvo de R$ 42,0/ação para o fim de 2026, sustentada por execução sólida e valuation atrativo;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Melnick (MELK3): Margens mais fortes compensadas por maiores despesas operacionais

  • A Melnick apresentou resultados mistos no 1T26. A receita líquida atingiu R$ 320 milhões (+42,3% A/A; +3,2% T/T), acima das nossas estimativas (+5% vs. XPe), sustentada pelo reconhecimento de backlog e por vendas mais fortes de estoque, com o SoS de estoque pronto avançando +5,0 p.p. T/T. O lucro bruto totalizou R$ 77,8 milhões (+14% vs. XPe), com margem bruta de 24,3% (+2,0 p.p. vs. XPe) e margem ajustada de 28,6% (+1,1 p.p.). O EBITDA atingiu R$ 32,3 milhões (+7% vs. XPe; –20% T/T), pressionado por maiores despesas, principalmente G&A (+42% T/T; +13% vs. XPe) e outras provisões (+103% T/T; +43% vs. XPe);
  • O lucro líquido foi de R$ 25,0 milhões (em linha com a XPe; –27% T/T; +86% A/A), impactado positivamente por melhor resultado financeiro líquido e menores despesas com impostos e minoritários. A queima de caixa foi de R$ 44 milhões e a alavancagem aumentou para 36,6% DL/PL (+3,1 p.p. T/T);
  • No geral, a Melnick entregou nossas expectativas elevadas de crescimento na comparação anualReiteramos nossa recomendação de Compra para a companhia;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Tupy (TUPY3): Resultado ainda fraco; sinais de inflexão emergindo

  • A Tupy apresentou resultados fracos no 1T26, com EBITDA ajustado de R$99 milhões, -16% vs. XPe e -60% A/A;
  • As receitas líquidas recuaram -7% A/A (+6% T/T), ainda pressionadas por volumes mais fracos e ventos contrários de FX, apesar do suporte inicial de novos contratos;
  • A margem EBITDA ajustada ficou em 4,3% (+2,5p.p. T/T, mas ainda abaixo do patamar estrutural de dois dígitos que vemos como justo), com ganhos de eficiência e descomissionamento não sendo suficientes para compensar volumes operacionais menores e ventos contrários de FX;
  • O FCF foi um destaque positivo, apoiado pela dinâmica de capital de giro; enquanto os níveis de alavancagem aumentaram para dívida líquida/EBITDA UDM de 4,0x;
  • Vemos isso principalmente como reflexo de um desempenho operacional mais fraco e menos preocupante estruturalmente, dado que o FCF não se deteriorou;
  • Daqui em diante, sinais de inflexão se tornam mais tangíveis para o 2S26E, apoiados por um momentum mais robusto de pedidos (América do Norte/Europa) e contribuições iniciais de novos contratos;
  • Embora vejamos esses fatores positivamente, acreditamos que evidências mais claras de estabilização de resultados ainda sejam necessárias para uma visão mais construtiva, particularmente considerando as recentes revisões negativas de resultados da Tupy após divulgações anteriores;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Embraer (EMBJ3): Uma tempestade em copo d’água?

  • Estamos atualizando nossas estimativas para a Embraer, reiterando nossa recomendação de Compra e preço‑alvo para o fim de 2026 de US$70,00/ADS (agora R$87,00/ação);
  • Vemos os resultados do 1T26 com leitura limitada para a trajetória anual da Embraer, dado o impacto combinado de sazonalidade e efeitos não recorrentes entre divisões, levando a um ajuste marginalmente negativo em nossas estimativas de lucratividade (margem EBIT -0,2p.p. em 2027-28E);
  • Nesse contexto, acreditamos que o desempenho recente da ação (EMBJ3 -13% desde os resultados) pode estar atribuindo peso desproporcional a um trimestre sazonalmente mais fraco, cujas implicações de médio prazo parecem limitadas;
  • Ao mesmo tempo, um backlog robusto, apoiado por maior visibilidade em Defesa (incluindo o recente acordo com os Emirados Árabes Unidos e negociações em andamento com Colômbia/Chile);
  • Juntamente com a crescente contribuição de Executiva, Defesa e Serviços, seguem reduzindo o risco do perfil de resultados da Embraer;
  • Vemos positivamente a maior visibilidade sobre entregas, lucratividade e geração de caixa ao longo do tempo, com upside adicional de opções como potenciais novos polos de produção nos EUA e na Índia;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Nubank (NU): Desafios de crescimento, mas não um ponto de inflexão estrutural

  • Apesar de uma leitura negativa de qualidade de crédito no 1T26, marcada por um aumento de ~89bps T/T na inadimplência curta, provisões acima do esperado de US$1,72bn (+20% T/T; +17% vs. XPe) e pressão na margem financeira ajustada ao risco (NIM ajustada) de 9,5% (-100bps T/T), vemos a dinâmica subjacente como amplamente explicada por fatores identificáveis, e não como indicativa de deterioração estrutural:
  • A piora foi majoritariamente impulsionada por sazonalidade, crescimento e mix de crédito, com coortes performando em linha com as expectativas da gestão e sem sinais de enfraquecimento intrínseco do crédito.
  • Do lado positivo, o momentum de receitas segue forte (NII em US$3,25bn, +12% T/T), o crescimento e engajamento da base são robustos (135 milhões de clientes; ~83% ativos), levando a um ARPAC recorde (US$15,9).
  • Além disso, a curta duration média dos empréstimos preserva flexibilidade de underwriting, enquanto as pressões em Estágio 2 parecem majoritariamente mecânicas.
  • Embora a magnitude do aumento do custo de crédito deva gerar uma reação negativa no curto prazo, especialmente diante da incerteza sobre a normalização do custo de risco (3,3–3,9%), não vemos o trimestre como um ponto de inflexão negativa.
  • Em vez disso, enxergamos uma assimetria ainda atrativa (link), sustentada por avenidas de crescimento, métricas operacionais resilientes e um valuation que já incorpora espaço para revisões de curto prazo, reforçando nossa convicção na tese.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

3Tentos (TTEN3) | Revisão de resultados do 1T26: um resultado que reduz riscos

  • Os resultados da TTEN foram fortes em todas as frentes, com EBITDA ajustado de BRL 394 mi (+33% vs. XPe) e lucro líquido ajustado de BRL 195 mi (+66% vs. XPe), o que deve levar a revisões positivas de lucros e reduzir riscos do case;
  • Esperamos uma forte reação das ações no pregão de amanhã. Os principais destaques foram margens mais fortes em Trading e execução consistente de hedge, embora ainda reste dúvida sobre a sustentabilidade das margens em MT. Na Indústria, a rentabilidade foi estável A/A ajustando hedge;
  • A queda do frete para BRL 290/t T/T é um importante alívio e deve ajudar nas premissas ao longo do ano. Insumos também surpreenderam positivamente em margens. Por fim, a dívida líquida subiu BRL 473 mi T/T, como esperado pela sazonalidade, mas o Capex de BRL 245 mi ficou acima do esperado e será foco no call;
  • Clique aqui para acessar o relatório

MBRF (MBRF3) | Revisão de resultados do 1T26: surpresa no operacional, mas com queima de caixa elevada

  • A MBRF reportou um sólido resultado acima do esperado no 1T26, com receita líquida de BRL 39.453 mi (estável A/A e -1,9% vs. XPe), mas com surpresa positiva no EBITDA ajustado de BRL 3.096 mi (-3,2% A/A e +9,8% vs. XPe), embora entendamos que o nível de outperform não seja totalmente recorrente;
  • A queima de caixa de BRL 1.262 mi (vs. XPe de BRL 524 mi) foi o principal ponto negativo do trimestre, com a alavancagem permanecendo estável T/T, mas ainda em patamar elevado de 3,4x DL/EBITDA (4,2x incluindo arrendamentos e forfaits);
  • O miss de receita foi principalmente explicado pela BRF (-4,1% vs. XPe), refletindo um desempenho doméstico mais fraco não compensado pelo mercado internacional, além de sazonalidade, base de comparação elevada e USD mais fraco;
  • Clique aqui para saber mais.

Vittia (VITT3) | Revisão de resultados do 1T26: resultados fracos, como esperado

  • A Vittia reportou resultados fracos, amplamente em linha com as expectativas, com receita pressionada por um ambiente mais desafiador no agro e menor demanda por insumos. A piora de mix e compressão em biológicos levaram a um lucro bruto mais fraco, enquanto o SG&A em linha com inflação pressionou a alavancagem operacional, resultando em EBITDA negativo. Ainda assim, o prejuízo veio melhor que o esperado, suportado por um resultado financeiro mais forte;
  • Como destaque positivo, a companhia apresentou menor inadimplência mesmo com expansão da carteira, reforçando a disciplina de crédito, além de manter a alavancagem sob controle em um trimestre sazonalmente mais pressionado. Por outro lado, a queima de caixa ficou acima do esperado, refletindo maior necessidade de capital de giro;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

Braskem (BRKM5) | Resultados do 1T26: bom P&L, queima de caixa forte e melhora à frente

  • Nesta quinta-feira (14), a Braskem reportou os resultados do 1T26. O EBITDA recorrente atingiu US$ 198 milhões (ou R$ 1,0 bilhão), alta de +76% t/t e acima das nossas estimativas (+21% vs. XPe, ou +US$ 34 milhões) e do consenso (+8%). O lucro líquido foi de US$ 275 milhões, beneficiado por ganhos cambiais, em linha com o XPe;
  • Por outro lado, a geração de caixa foi o principal destaque negativo, com uma queima de caixa de aproximadamente -US$ 1 bilhão (cerca de 50% do valor de mercado), impulsionada principalmente pelo consumo de capital de giro. No geral, os resultados ainda permanecem em níveis deprimidos;
  • Ainda assim, esperamos uma melhora relevante no 2T26, com spreads internacionais se recuperando para níveis mais fortes em março e abril, após o início do conflito entre Estados Unidos e Irã;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • Ometto pode ficar de fora de aporte na Raízen para deixar presidência do conselho (Valor Econômico);
  • GPA convoca assembleia para alterar capital autorizado e rever regra de OPA (Valor Econômico);
  • Caixa ainda é o grande desafio da Braskem no curto prazo, diz comando (Valor Econômico);
  • PwC destaca risco de continuidade da operação da Oncoclínicas em balanço da empresa (Valor Econômico);
  • Clique aqui para acessar o clipping.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • IFIX sobe 0,88% e fecha perto das máximas recentes (Suno);
    • Mercado de escritórios passa por inflexão em São Paulo (Buildings);
    • CACR11 contrata auditor para reemitir balanço após questionamento da CVM (Valor Investe);
    • Clique aqui para acessar o relatório.

ESG

Conselho Monetário Nacional adia novas regras ambientais para crédito rural | Café com ESG, 15/05

  • O mercado fechou o pregão de quinta-feira em alta, com o IBOV e o ISE subindo 0,72% e 1,09%, respectivamente;
  • No Brasil, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o adiamento e o escalonamento das novas regras ambientais para a concessão de crédito rural, após forte pressão do agronegócio – em contexto, a norma fecha a torneira do financiamento com recursos subsidiados ou direcionado por políticas públicas para produtores com registro de desmatamento ilegal após julho de 2019;
  • Nos EUA, (i) a Câmara dos Deputados aprovou uma legislação que permite vendas nacionais, durante todo o ano, de gasolina contendo 15% de etanol (E15), representando uma grande vitória para produtores de biocombustíveis e grupos do agronegócio – a proposta reverte as restrições sazonais relacionadas a preocupações com neblina de poluição; e (ii) as ações da Ford subiram mais de 20% em dois dias, na maior alta desde 2020, com a expectativa de que a nova subsidiária Ford Energy deve se beneficiar do boom de data centers nos EUA – a companhia lançou sua nova subsidiária, Ford Energy, como parte de um movimento de se afastar de veículos elétricos para atuar no fornecimento de capacidade de armazenamento em baterias para gigantes de tecnologia que constroem data centers de IA;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

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  • Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor.
  • O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à XP Investimentos e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela XP Investimentos.
  • O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Resolução CVM nº 20/2021 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório.
  • Os analistas da XP Investimentos estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC Brasil para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários da XP Investimentos.
  • O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da XP Investimentos ou por assessores de investimento que desempenham suas atividades por meio da XP, em conformidade com a Resolução CVM nº 178/2023, os quais encontram-se registrados na Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários – ANCORD. O assessor de investimento não pode realizar consultoria, administração ou gestão de patrimônio de clientes, devendo atuar como intermediário e solicitar autorização prévia do cliente para a realização de qualquer operação no mercado de capitais.
  • Para fins de verificação da adequação do perfil do investidor aos serviços e produtos de investimento oferecidos pela XP Investimentos, utilizamos a metodologia de adequação dos produtos por portfólio, nos termos das Regras e Procedimentos ANBIMA de Suitability nº 01 e do Código ANBIMA de Distribuição de Produtos de Investimento. Essa metodologia consiste em atribuir uma pontuação máxima de risco para cada perfil de investidor (conservador, moderado e agressivo), bem como uma pontuação de risco para cada um dos produtos oferecidos pela XP Investimentos, de modo que todos os clientes possam ter acesso a todos os produtos, desde que dentro das quantidades e limites da pontuação de risco definidas para o seu perfil. Antes de aplicar nos produtos e/ou contratar os serviços objeto deste material, é importante que você verifique se a sua pontuação de risco atual comporta a aplicação nos produtos e/ou a contratação dos serviços em questão, bem como se há limitações de volume, concentração e/ou quantidade para a aplicação desejada. Você pode consultar essas informações diretamente no momento da transmissão da sua ordem ou, ainda, consultando o risco geral da sua carteira na tela de carteira (Visão Risco). Caso a sua pontuação de risco atual não comporte a aplicação/contratação pretendida, ou caso existam limitações em relação à quantidade e/ou volume financeiro para a referida aplicação/contratação, isto significa que, com base na composição atual da sua carteira, esta aplicação/contratação não está adequada ao seu perfil. Em caso de dúvidas sobre o processo de adequação dos produtos oferecidos pela XP Investimentos ao seu perfil de investidor, consulte o FAQ. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.
  • A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
  • Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da XP Investimentos, incluindo assessores de investimentos da XP e clientes da XP, podendo também ser divulgado no site da XP. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da XP Investimentos.
  • 0800 77 20202. A Ouvidoria da XP Investimentos tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 722 3710.
  • O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da XP Investimentos: www.xpi.com.br.
  • A XP Investimentos se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo.
  • A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas.
  • Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto.
  • O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto.
  • O investimento em termos são contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem.
  • O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.
  • ESTA INSTITUIÇÃO É ADERENTE AO CÓDIGO ANBIMA DE DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INVESTIMENTO.
  • A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


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