IBOVESPA +0,72% | 178.365 Pontos
CÂMBIO +1,41% | 4,98/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta de 0,7%, aos 178.366 pontos, acompanhando a recuperação parcial dos ativos locais após a queda da véspera, quando o mercado foi pressionado pelo noticiário político doméstico.
Usiminas (USIM5, +8,0%) liderou os ganhos, refletindo a elevação do preço-alvo de suas ações por um banco de investimentos. Na ponta negativa, SLC Agrícola (SLCE3, -1,6%) recuou após a divulgação dos resultados do 1T26 (veja aqui o relatório completo dos nossos analistas).
Para o pregão de sexta-feira, os principais destaques da agenda são a Pesquisa Mensal de Serviços no Brasil e os dados de produção industrial nos EUA, ambos referentes a abril.
Renda Fixa
Os juros futuros recuaram nesta quinta-feira, corrigindo parte da abertura do dia anterior, em meio ao alívio no cenário externo, com petróleo relativamente estável acima de US$ 100 e o encontro entre Trump e Xi Jinping ajudando a moderar as curvas globais. Nos EUA, a T-note de 2 anos encerrou em 4,01% (+3 bps), a T-note de 10 anos em 4,48% (+1 bp) e o T-bond de 30 anos em 5,03% (-1 bp). No Brasil, a curva de DIs fechou com maior correção nos trechos intermediário e longo, levando o DI jan/27 a 14,19% (-2 bps), o DI jan/29 a 13,99% (-6 bps) e o DI jan/31 a 14,08% (-4 bps). A curva de NTN-B apresentou leve oscilação, com a NTN-B 2029 em 7,9%, a NTN-B 2035 em 7,6% (ante 7,5%) e a NTN-B 2050 em 7,3% (vs. 7,2%).
Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 50: -1,0%; Nasdaq 100: -1,5%), com o mercado realizando lucros após novas máximas históricas do S&P 500 e Nasdaq. Os investidores seguem monitorando a cúpula entre EUA e China, especialmente discussões envolvendo tarifas, Taiwan, Irã e comércio global. No corporativo, destaque para a Cerebras, que avançou no pós-mercado devido seu IPO ligado à temática de IA.
Na Europa, as bolsas operam em forte queda (Stoxx 600: -1,3%), pressionadas pela volta das preocupações inflacionárias após os dados mais fortes de CPI e PPI nos EUA, além da alta recente do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio. No Reino Unido, a instabilidade política também pesa sobre os ativos locais, com o primeiro-ministro Keir Starmer enfrentando crescente pressão interna dentro do Partido Trabalhista.
Na China, os mercados fecharam em queda acentuada (CSI 300: -1,1%; HSI: -1,6%), com o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump ainda no radar. No restante da Ásia, os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em baixa, liderados por uma forte correção na Coreia do Sul. O Kospi despencou mais de 6% após renovar máximas históricas, pressionado pelo sell-off em Samsung e SK Hynix, em meio a preocupações com concentração excessiva em ações ligadas à inteligência artificial.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quinta‑feira em alta de 0,88%, aos 3.868,16 pontos, o que representa um avanço de 33,82 pontos em relação ao fechamento anterior. O índice permaneceu próximo às máximas recentes ao longo da sessão, sinalizando resiliência dos principais segmentos, mesmo em um ambiente ainda desafiador. O desempenho positivo foi liderado pelos Fundos de Tijolo, que avançaram 0,82%, com destaque para Lajes Corporativas (+1,24%) e Shoppings (+1,01%), além de ganhos em Ativos Logísticos (+0,43%). Os Fundos de Recebíveis também contribuíram de forma relevante, com alta de 0,98%, enquanto os Fundos de Fundos avançaram 2,13% e Multiestratégia subiu 1,35%.
Entre os destaques positivos, SNFF11 avançou 4,3%, seguido por VGHF11, que subiu 3,7%, e KISU11, que encerrou com alta de 3,1%. No campo negativo, CACR11 recuou 2,0%, mantendo o viés recente de queda, enquanto TVRI11 caiu 1,1% e DEVA11 registrou queda de 1,0%.
Economia
A cúpula Trump–Xi em Pequim sinaliza aproximação entre EUA e China. Dentre os temas discutidos, os países concordaram com a reabertura do Estreito de Ormuz, a contenção da ambição nuclear do Irã e a busca por uma relação de “estabilidade estratégica”. Por sua vez, Taiwan segue como foco de tensão. Em paralelo, dados de vendas no varejo e seguro-desemprego nos EUA reforçam a leitura de juros altos por mais tempo.
Na agenda, os destaques são a produção industrial dos Estados Unidos e, no Brasil, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).
Veja todos os detalhes
Economia
Trump e Xi Jinping estreitam relação amistosa e disposta à cooperação
- A cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim trouxe tom de aproximação. Os dois líderes concordaram com a reabertura do Estreito de Ormuz para o livre fluxo de energia. A China também manifestou interesse em comprar mais petróleo americano, além de concordar que o Irã jamais poderá ter uma arma nuclear. No plano bilateral mais amplo, China e Estados Unidos acordaram construir uma “relação construtiva de estabilidade estratégica”, que Pequim adotará como marco orientador para os próximos anos. Por fim, Xi advertiu Trump que Taiwan é a “linha vermelha” da China, afirmando que um erro no tratamento do tema poderia levar os dois países a “conflitos”. A reunião prossegue nesta sexta-feira, com abertura para anúncios comerciais adicionais.
- Nos Estados Unidos, as vendas no varejo de abril avançaram 0,5% em relação a março, em linha com o esperado. O resultado foi impulsionado pelos postos de gasolina — cujas receitas subiram 2,8%, na esteira de uma alta de 13,7% em março — à medida que os preços dos combustíveis permanecem elevados pelo conflito no Oriente Médio. Paralelamente, os pedidos iniciais de seguro-desemprego subiram 12 mil na semana encerrada em 9 de maio, para 211 mil — levemente acima das expectativas de 205 mil. Crescem as preocupações de que os preços elevados e a escassez de oferta possam começar a pesar mais fortemente sobre a atividade econômica. Os dados corroboram com a nossa expectativa de que o Fed deva manter os juros elevados por mais tempo,
- A China elevou o tom contra a Europa após o avanço de medidas para restringir investimentos e ampliar o controle da União Europeia sobre setores considerados críticos. Em declaração à Reuters, o representante comercial da embaixada chinesa na Espanha afirmou que os “controles, limitações e sanções” adotados nos últimos meses deixaram Pequim “muito desapontada” e advertiu que esse movimento pode levar a uma postura mais defensiva por parte da China. O pano de fundo é a tramitação, no Parlamento Europeu, de regras mais rígidas sobre propriedade e produção em setores estratégicos, além de limitações a fornecedores classificados como de “alto risco” em cibersegurança. O episódio reforça a deterioração gradual da relação entre China e Europa e adiciona ruído a um ambiente global já mais fragmentado em comércio, tecnologia e investimento;
- Na agenda de hoje, o principal destaque internacional é a divulgação da produção industrial dos Estados Unidos. No Brasil, as atenções se voltam para a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).
Commodities
Papel e Celulose: Fraqueza da demanda limita upside dos preços de celulose na China
- Os preços de celulose apresentaram tendências divergentes em Abr’26, com o momentum de fibra curta perdendo força em meio à maior resistência na China e a demanda por fibra longa permanecendo fraca;
- Os preços de BEKP aumentaram nos mercados desenvolvidos (Europa/América do Norte +US$50/t), refletindo disponibilidade mais apertada e baixos estoques dos produtores, enquanto a China ficou para trás;
- Com preços amplamente estáveis em ~US$600-610/t, à medida que compradores resistiram a novos aumentos;
- As dinâmicas de curto prazo seguem moldadas pela inflação de custos e restrições do lado da oferta (ou seja, custos de energia, frete e madeira), embora a demanda downstream fraca e as adições de capacidade na China continuem pesando sobre o poder de precificação;
- Com custos ainda elevados, vemos os preços de celulose permanecendo sustentados no curto prazo, mas com upside cada vez mais dependente de disciplina de oferta, em vez de uma recuperação da demanda;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Óleo e Gás | Nova subvenção para combustíveis anunciada
- Nesta quarta-feira (13), o Governo Federal anunciou um novo programa de subvenção para produtores e importadores de gasolina e diesel. A Medida Provisória nº 1.358 estabelece que a subvenção será limitada ao valor dos tributos federais (PIS, Cofins e CIDE) incidentes sobre cada combustível – atualmente R$ 0,89/l para a gasolina e zero para o diesel (R$ 0,35/l após 31 de maio);
- Nos próximos dias, o Ministério da Fazenda definirá os valores finais, e a medida permanecerá em vigor por dois meses. Entre as empresas sob nossa cobertura, a Petrobras é potencial beneficiária;
- Uma subvenção de R$ 0,89/l (US$ 28,6/barril) sobre a gasolina por dois meses seria equivalente a um incremento de cerca de US$ 480 milhões (0,4% do valor de mercado) no fluxo de caixa para o acionista (FCFE) da Petrobras, ou US$ 2,9 bilhões em base anualizada (2,2%);
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Empresas
Brazilian Utilities: 1Q26 Earnings Pack – CPFE, ORVR, SAPR and LIGT
- Link: https://researchxp1.s3.sa-east-1.amazonaws.com/Pack_1405.pdf
Quatro companhias da nossa cobertura divulgaram resultados nesta noite: CPFE, ORVR, SAPR e LIGT; - A CPFE apresentou um leve miss operacional em todos os segmentos, com EBITDA ajustado 3% abaixo da XPe;
- Na distribuidora, os resultados ficaram 4% abaixo das nossas estimativas;
- Em geral, não esperamos uma reação relevante do mercado em CPFL;
- ORVR e Vital reportaram EBITDA combinado de R$ 339 milhões, praticamente em linha com a XPe, sustentado por KPIs saudáveis (especialmente em gate fee, que retomou totalmente sua trajetória após a decepção do 4T25) e pela entrada em operação das plantas de biometano;
- Esperamos uma reação neutra do mercado, e nossa tese de longo prazo segue inalterada;
- A SAPR entregou EBITDA ajustado de R$ 844 milhões, 5% acima das nossas estimativas e 8% acima do consenso;
- Apesar das tendências saudáveis, também não esperamos que os resultados sejam um driver relevante;
- Por fim, a LIGT reportou EBITDA ajustado 24% acima da XPe, mas 27% menor na comparação anual;
- Os resultados continuam fracos, apesar do beat, mas como a companhia está entrando na fase final do seu processo de recuperação judicial e possui uma agenda regulatória relevante nos próximos meses, entendemos que os resultados em si têm menos peso como evento;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Priner (PRNR3): Resultados fracos com maior impacto de chuvas; eficiências em SG&A amenizam pressão nas margens
- A Priner reportou resultados fracos no 1T26, amplamente em linha com nossas estimativas, com lucro líquido ajustado de -R$1mn (vs. -R$4mn na XPe e +R$4mn no 1T25);
- Destacamos:
- Receita líquida em linha, em R$421mn (+14% A/A), suportada por (a) a consolidação da SEMEP e (b) a aceleração dos projetos de subsea;
- Expansão da margem EBITDA de 3,4p.p. A/A, com a pressão nas margens brutas (-4,8p.p. A/A), principalmente em Mineração, sendo compensada por menor relação SG&A/receita (6,9% vs. 11,6% no 1T25);
- Redução da alavancagem para 2,0x (vs. 2,3x no 4T25);
- Além disso, a PRNR anunciou a reversão da última parcela da aquisição da Real Estruturas via mecanismo de clawback, o que avaliamos positivamente, pois, apesar dos desafios de execução, as proteções contratuais parecem ter funcionado conforme o esperado;
- Mantemos nossa recomendação de Compra, dado que Mineração deve normalizar a partir do 2T26 e o backlog recorde deve suportar a aceleração de resultados;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Grupo Mateus (GMAT3): 1T fraco; fortes ventos contrários macro levam à desalavancagem operacional
- O Grupo Mateus reportou resultados fracos no 1T, com receita muito pressionada, embora com uma margem bruta melhor levando o EBITDA ajustado a ficar em linha com nossas estimativas pessimistas;
- As receitas líquidas vieram 8% abaixo das nossas estimativas, crescendo 13% a/a, impulsionadas quase inteiramente pela consolidação do Novo Atacarejo e por aberturas de lojas, uma vez que a dinâmica orgânica deteriorou acentuadamente, com vendas nas mesmas lojas (SSS) em -7,3% (queda de ~6 p.p. t/t), pressionadas por deflação de alimentos, crédito ao consumidor apertado e endividamento das famílias;
- Além dos ventos contrários macro, a companhia decidiu reduzir as vendas do canal Balcão dentro das lojas para focar em vendas mais rentáveis, o que contribuiu para o SSS fraco, mas ajudou a margem bruta;
- Ainda assim, isso não foi suficiente para compensar a desalavancagem operacional, que levou a margem EBITDA ajustada a cair 0,3 p.p. t/t;
- Embora a companhia já esteja ajustando sua estrutura a um cenário de receita mais fraca, com corte de 9% no headcount desde set/25, acreditamos que tendências tão fracas sustentarão a visão cautelosa dos investidores sobre o nome, uma vez que o macro pressionado deve persistir, enquanto a integração do Novo adiciona desafios operacionais à tese;
- A decisão de não divulgar mais vendas por canal também adiciona complexidade para entender e projetar o negócio;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Cyrela (CYRE3): Forte geração de caixa, apesar de maiores despesas comerciais
- A Cyrela apresentou resultados mistos. A receita líquida atingiu R$ 2,0 bilhões (+4% A/A; -37% T/T; -8% vs. XPe e -6% abaixo do consenso), explicada por menores lançamentos no trimestre. O EBITDA atingiu R$ 429 milhões (+5% A/A; -48% T/T; -8% abaixo da XPe), explicado por (i) despesas comerciais mais elevadas (+19% vs. XPe), mas compensadas por (ii) G&A melhor que o esperado (-8% vs. XPe), (iii) outras despesas operacionais líquidas melhores que o esperado (-57% vs. XPe) e (iv) margens brutas melhores (+90 bps acima da XPe);
- O lucro líquido totalizou R$ 297 milhões (-9% A/A; -10% vs. XPe), impactado por impostos e minoritários (+18% e +22% vs. XPe), levando o ROE LTM para 21,2% (-110 bps T/T). Por fim, o FCF foi o destaque do trimestre, positivo em R$ 134 milhões (+88% A/A), levando a alavancagem a recuar para 19,6% (-190 bps T/T);
- Mantemos nossa visão positiva sobre a companhia, com preço-alvo de R$ 42,0/ação para o fim de 2026, sustentada por execução sólida e valuation atrativo;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Melnick (MELK3): Margens mais fortes compensadas por maiores despesas operacionais
- A Melnick apresentou resultados mistos no 1T26. A receita líquida atingiu R$ 320 milhões (+42,3% A/A; +3,2% T/T), acima das nossas estimativas (+5% vs. XPe), sustentada pelo reconhecimento de backlog e por vendas mais fortes de estoque, com o SoS de estoque pronto avançando +5,0 p.p. T/T. O lucro bruto totalizou R$ 77,8 milhões (+14% vs. XPe), com margem bruta de 24,3% (+2,0 p.p. vs. XPe) e margem ajustada de 28,6% (+1,1 p.p.). O EBITDA atingiu R$ 32,3 milhões (+7% vs. XPe; –20% T/T), pressionado por maiores despesas, principalmente G&A (+42% T/T; +13% vs. XPe) e outras provisões (+103% T/T; +43% vs. XPe);
- O lucro líquido foi de R$ 25,0 milhões (em linha com a XPe; –27% T/T; +86% A/A), impactado positivamente por melhor resultado financeiro líquido e menores despesas com impostos e minoritários. A queima de caixa foi de R$ 44 milhões e a alavancagem aumentou para 36,6% DL/PL (+3,1 p.p. T/T);
- No geral, a Melnick entregou nossas expectativas elevadas de crescimento na comparação anual. Reiteramos nossa recomendação de Compra para a companhia;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Tupy (TUPY3): Resultado ainda fraco; sinais de inflexão emergindo
- A Tupy apresentou resultados fracos no 1T26, com EBITDA ajustado de R$99 milhões, -16% vs. XPe e -60% A/A;
- As receitas líquidas recuaram -7% A/A (+6% T/T), ainda pressionadas por volumes mais fracos e ventos contrários de FX, apesar do suporte inicial de novos contratos;
- A margem EBITDA ajustada ficou em 4,3% (+2,5p.p. T/T, mas ainda abaixo do patamar estrutural de dois dígitos que vemos como justo), com ganhos de eficiência e descomissionamento não sendo suficientes para compensar volumes operacionais menores e ventos contrários de FX;
- O FCF foi um destaque positivo, apoiado pela dinâmica de capital de giro; enquanto os níveis de alavancagem aumentaram para dívida líquida/EBITDA UDM de 4,0x;
- Vemos isso principalmente como reflexo de um desempenho operacional mais fraco e menos preocupante estruturalmente, dado que o FCF não se deteriorou;
- Daqui em diante, sinais de inflexão se tornam mais tangíveis para o 2S26E, apoiados por um momentum mais robusto de pedidos (América do Norte/Europa) e contribuições iniciais de novos contratos;
- Embora vejamos esses fatores positivamente, acreditamos que evidências mais claras de estabilização de resultados ainda sejam necessárias para uma visão mais construtiva, particularmente considerando as recentes revisões negativas de resultados da Tupy após divulgações anteriores;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Embraer (EMBJ3): Uma tempestade em copo d’água?
- Estamos atualizando nossas estimativas para a Embraer, reiterando nossa recomendação de Compra e preço‑alvo para o fim de 2026 de US$70,00/ADS (agora R$87,00/ação);
- Vemos os resultados do 1T26 com leitura limitada para a trajetória anual da Embraer, dado o impacto combinado de sazonalidade e efeitos não recorrentes entre divisões, levando a um ajuste marginalmente negativo em nossas estimativas de lucratividade (margem EBIT -0,2p.p. em 2027-28E);
- Nesse contexto, acreditamos que o desempenho recente da ação (EMBJ3 -13% desde os resultados) pode estar atribuindo peso desproporcional a um trimestre sazonalmente mais fraco, cujas implicações de médio prazo parecem limitadas;
- Ao mesmo tempo, um backlog robusto, apoiado por maior visibilidade em Defesa (incluindo o recente acordo com os Emirados Árabes Unidos e negociações em andamento com Colômbia/Chile);
- Juntamente com a crescente contribuição de Executiva, Defesa e Serviços, seguem reduzindo o risco do perfil de resultados da Embraer;
- Vemos positivamente a maior visibilidade sobre entregas, lucratividade e geração de caixa ao longo do tempo, com upside adicional de opções como potenciais novos polos de produção nos EUA e na Índia;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Nubank (NU): Desafios de crescimento, mas não um ponto de inflexão estrutural
- Apesar de uma leitura negativa de qualidade de crédito no 1T26, marcada por um aumento de ~89bps T/T na inadimplência curta, provisões acima do esperado de US$1,72bn (+20% T/T; +17% vs. XPe) e pressão na margem financeira ajustada ao risco (NIM ajustada) de 9,5% (-100bps T/T), vemos a dinâmica subjacente como amplamente explicada por fatores identificáveis, e não como indicativa de deterioração estrutural:
- A piora foi majoritariamente impulsionada por sazonalidade, crescimento e mix de crédito, com coortes performando em linha com as expectativas da gestão e sem sinais de enfraquecimento intrínseco do crédito.
- Do lado positivo, o momentum de receitas segue forte (NII em US$3,25bn, +12% T/T), o crescimento e engajamento da base são robustos (135 milhões de clientes; ~83% ativos), levando a um ARPAC recorde (US$15,9).
- Além disso, a curta duration média dos empréstimos preserva flexibilidade de underwriting, enquanto as pressões em Estágio 2 parecem majoritariamente mecânicas.
- Embora a magnitude do aumento do custo de crédito deva gerar uma reação negativa no curto prazo, especialmente diante da incerteza sobre a normalização do custo de risco (3,3–3,9%), não vemos o trimestre como um ponto de inflexão negativa.
- Em vez disso, enxergamos uma assimetria ainda atrativa (link), sustentada por avenidas de crescimento, métricas operacionais resilientes e um valuation que já incorpora espaço para revisões de curto prazo, reforçando nossa convicção na tese.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
3Tentos (TTEN3) | Revisão de resultados do 1T26: um resultado que reduz riscos
- Os resultados da TTEN foram fortes em todas as frentes, com EBITDA ajustado de BRL 394 mi (+33% vs. XPe) e lucro líquido ajustado de BRL 195 mi (+66% vs. XPe), o que deve levar a revisões positivas de lucros e reduzir riscos do case;
- Esperamos uma forte reação das ações no pregão de amanhã. Os principais destaques foram margens mais fortes em Trading e execução consistente de hedge, embora ainda reste dúvida sobre a sustentabilidade das margens em MT. Na Indústria, a rentabilidade foi estável A/A ajustando hedge;
- A queda do frete para BRL 290/t T/T é um importante alívio e deve ajudar nas premissas ao longo do ano. Insumos também surpreenderam positivamente em margens. Por fim, a dívida líquida subiu BRL 473 mi T/T, como esperado pela sazonalidade, mas o Capex de BRL 245 mi ficou acima do esperado e será foco no call;
- Clique aqui para acessar o relatório
MBRF (MBRF3) | Revisão de resultados do 1T26: surpresa no operacional, mas com queima de caixa elevada
- A MBRF reportou um sólido resultado acima do esperado no 1T26, com receita líquida de BRL 39.453 mi (estável A/A e -1,9% vs. XPe), mas com surpresa positiva no EBITDA ajustado de BRL 3.096 mi (-3,2% A/A e +9,8% vs. XPe), embora entendamos que o nível de outperform não seja totalmente recorrente;
- A queima de caixa de BRL 1.262 mi (vs. XPe de BRL 524 mi) foi o principal ponto negativo do trimestre, com a alavancagem permanecendo estável T/T, mas ainda em patamar elevado de 3,4x DL/EBITDA (4,2x incluindo arrendamentos e forfaits);
- O miss de receita foi principalmente explicado pela BRF (-4,1% vs. XPe), refletindo um desempenho doméstico mais fraco não compensado pelo mercado internacional, além de sazonalidade, base de comparação elevada e USD mais fraco;
- Clique aqui para saber mais.
Vittia (VITT3) | Revisão de resultados do 1T26: resultados fracos, como esperado
- A Vittia reportou resultados fracos, amplamente em linha com as expectativas, com receita pressionada por um ambiente mais desafiador no agro e menor demanda por insumos. A piora de mix e compressão em biológicos levaram a um lucro bruto mais fraco, enquanto o SG&A em linha com inflação pressionou a alavancagem operacional, resultando em EBITDA negativo. Ainda assim, o prejuízo veio melhor que o esperado, suportado por um resultado financeiro mais forte;
- Como destaque positivo, a companhia apresentou menor inadimplência mesmo com expansão da carteira, reforçando a disciplina de crédito, além de manter a alavancagem sob controle em um trimestre sazonalmente mais pressionado. Por outro lado, a queima de caixa ficou acima do esperado, refletindo maior necessidade de capital de giro;
- Clique aqui para acessar o relatório.
Braskem (BRKM5) | Resultados do 1T26: bom P&L, queima de caixa forte e melhora à frente
- Nesta quinta-feira (14), a Braskem reportou os resultados do 1T26. O EBITDA recorrente atingiu US$ 198 milhões (ou R$ 1,0 bilhão), alta de +76% t/t e acima das nossas estimativas (+21% vs. XPe, ou +US$ 34 milhões) e do consenso (+8%). O lucro líquido foi de US$ 275 milhões, beneficiado por ganhos cambiais, em linha com o XPe;
- Por outro lado, a geração de caixa foi o principal destaque negativo, com uma queima de caixa de aproximadamente -US$ 1 bilhão (cerca de 50% do valor de mercado), impulsionada principalmente pelo consumo de capital de giro. No geral, os resultados ainda permanecem em níveis deprimidos;
- Ainda assim, esperamos uma melhora relevante no 2T26, com spreads internacionais se recuperando para níveis mais fortes em março e abril, após o início do conflito entre Estados Unidos e Irã;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Ometto pode ficar de fora de aporte na Raízen para deixar presidência do conselho (Valor Econômico);
- GPA convoca assembleia para alterar capital autorizado e rever regra de OPA (Valor Econômico);
- Caixa ainda é o grande desafio da Braskem no curto prazo, diz comando (Valor Econômico);
- PwC destaca risco de continuidade da operação da Oncoclínicas em balanço da empresa (Valor Econômico);
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX sobe 0,88% e fecha perto das máximas recentes (Suno);
- Mercado de escritórios passa por inflexão em São Paulo (Buildings);
- CACR11 contrata auditor para reemitir balanço após questionamento da CVM (Valor Investe);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Conselho Monetário Nacional adia novas regras ambientais para crédito rural | Café com ESG, 15/05
- O mercado fechou o pregão de quinta-feira em alta, com o IBOV e o ISE subindo 0,72% e 1,09%, respectivamente;
- No Brasil, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o adiamento e o escalonamento das novas regras ambientais para a concessão de crédito rural, após forte pressão do agronegócio – em contexto, a norma fecha a torneira do financiamento com recursos subsidiados ou direcionado por políticas públicas para produtores com registro de desmatamento ilegal após julho de 2019;
- Nos EUA, (i) a Câmara dos Deputados aprovou uma legislação que permite vendas nacionais, durante todo o ano, de gasolina contendo 15% de etanol (E15), representando uma grande vitória para produtores de biocombustíveis e grupos do agronegócio – a proposta reverte as restrições sazonais relacionadas a preocupações com neblina de poluição; e (ii) as ações da Ford subiram mais de 20% em dois dias, na maior alta desde 2020, com a expectativa de que a nova subsidiária Ford Energy deve se beneficiar do boom de data centers nos EUA – a companhia lançou sua nova subsidiária, Ford Energy, como parte de um movimento de se afastar de veículos elétricos para atuar no fornecimento de capacidade de armazenamento em baterias para gigantes de tecnologia que constroem data centers de IA;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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