Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de quinta-feira em alta, com o IBOV e o ISE subindo 0,72% e 1,09%, respectivamente.
• No Brasil, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o adiamento e o escalonamento das novas regras ambientais para a concessão de crédito rural, após forte pressão do agronegócio – em contexto, a norma fecha a torneira do financiamento com recursos subsidiados ou direcionado por políticas públicas para produtores com registro de desmatamento ilegal após julho de 2019.
• Nos EUA, (i) a Câmara dos Deputados aprovou uma legislação que permite vendas nacionais, durante todo o ano, de gasolina contendo 15% de etanol (E15), representando uma grande vitória para produtores de biocombustíveis e grupos do agronegócio – a proposta reverte as restrições sazonais relacionadas a preocupações com neblina de poluição; e (ii) as ações da Ford subiram mais de 20% em dois dias, na maior alta desde 2020, com a expectativa de que a nova subsidiária Ford Energy deve se beneficiar do boom de data centers nos EUA – a companhia lançou sua nova subsidiária, Ford Energy, como parte de um movimento de se afastar de veículos elétricos para atuar no fornecimento de capacidade de armazenamento em baterias para gigantes de tecnologia que constroem data centers de IA.
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Brasil
Empresas
Petrobras negocia associação à Ubrabio, em aproximação com produtores de biodiesel
“A Petrobras está pleiteando o ingresso da subsidiária PBio à União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), disse nesta quinta (14/5) o gerente executivo da área de Transição Energética da petroleira William Nozaki. Ele aludiu à aproximação como “um abraço do agro com o petro” e negou articulação para modificar a Lei do Combustível do Futuro. Nozaki participou nesta tarde do III Fórum Biodiesel e Bioquerosene, promovido pela Ubrabio em São Paulo, e afirmou que a estatal está “reabrindo os estudos e avaliações” sobre a retomada da planta de biocombustível de Quixadá (CE). “A orientação estratégica da Petrobras é por fortalecer a PBio. Entendemos que a PBio é um instrumento fundamental para atuação do sistema Petrobras junto ao segmento de biodiesel. E é nesse sentido que aproveito para anunciar que a PBio e a Petrobras estão pleiteando o ingresso da nossa subsidiária na Ubrabio”, disse o executivo. No bastidor está a articulação de um acordo setorial para encontrar um espaço para o diesel coprocessado com óleo vegetal, batizado pela petroleira de Diesel R, no mercado hoje reservado ao biodiesel. “Entendemos que o Diesel R é um ponto fundamental de diálogo com o segmento de biodiesel, na medida em que a produção desse coprocessado gera e antecipa uma demanda or matérias-primas que faz com que a Petrobras e o setor de biodiesel se enxergem como parceiros nesse processo”, disse o gerente.”
Fonte: Eixos; 14/05/2026
Estudo aponta caminho mais viável e barato para descarbonização da indústria
“Na corrida pela descarbonização da indústria pesada, os holofotes costumam apontar para grandes cifras e megaprojetos, como usinas de hidrogênio verde de bilhões de dólares em investimentos. Um levantamento, porém, indica um caminho menos glamouroso mas fundamental para atingir as metas climáticas do Brasil: projetos de eficiência e otimização. A constatação é do Acelerador da Transição Industrial (ITA, na sigla em inglês), iniciativa que conta com o apoio da ONU e tem o objetivo de atacar as travas – financeiras, regulatórias ou de infraestrutura – que impedem o avanço de projetos necessários para a transição energética em escala global. O grande atalho mora no “arroz com feijão” da indústria. Atualizações em instalações existentes, como a substituição de combustíveis em fábricas de cimento ou a eletrificação de caldeiras no refino de alumina, reduzem as emissões de gases de efeito estufa e também os custos operacionais. O relatório “Financiando Projetos de Descarbonização Industrial no Brasil”, elaborado pelo ITA em parceria com a consultoria Systemiq e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), aponta que os setores industrial e de energia no país vão demandar aportes anuais entre US$ 60 bilhões e US$ 85 bilhões até 2033 para atingir a redução de emissões que o país se comprometeu no Acordo de Paris.”
Fonte: Capital Reset; 14/05/2026
Conselho da Usiminas aprova reeleição da diretoria até 2028
“O conselho de administração da Usiminas aprovou, nesta quinta-feira (14), a eleição da diretoria estatutária da companhia, com mandato até 2028. Não houve alterações na composição das diretorias.Marcelo Rodolfo Chara segue como diretor-presidente e Diego Eduardo García como diretor vice-presidente de finanças e relações com investidores. Além disso, Américo Ferreira Neto e Miguel Angel Homes Camejo seguem nas diretorias industrial e comercial, respectivamente.”
Fonte: Valor Econômico; 14/05/2026
Política
“Em evento na cidade de Camaçari (BA), nesta quinta-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a exploração de petróleo na Margem Equatorial e afirmou que pretende avançar em uma parceria com a Petróleos Mexicanos (Pemex) para exploração no Golfo do México. “Porque a Claudia [Sheinbaum, presidente do México] quer, nós queremos, e a Magda [Chambriard, presidente da Petrobras] sabe que a gente pode entrar. A gente quer prospectar em águas profundas, em sociedade com a Pemex, no Golfo do México”, disse. “Logo, logo, se prepare para a Margem Equatorial”, afirmou o presidente, durante o anúncio de investimentos da Petrobras na Bahia, em visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), que retomou a produção em janeiro. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse, na terça-feira (12), que conversou com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, sobre oportunidades de parceria da companhia brasileira com a Pemex para explorar a porção mexicana do Golfo do México. Desde o ano passado, Lula tem intensificado o discurso em defesa da exploração de petróleo na Margem Equatorial, faixa que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. Em outra ocasião, ele disse que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estava de “lenga-lenga” e parecia atuar “contra o governo”.”
Fonte: Valor Econômico; 14/05/2026
Governo adia trava ambiental no crédito rural em nova queda de braço com o agro
“O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o adiamento e o escalonamento das novas regras ambientais para a concessão de crédito rural, após forte pressão do agronegócio. A norma fecha a torneira do financiamento com recursos subsidiados ou direcionado por políticas públicas para produtores com registro de desmatamento ilegal após julho de 2019. A norma exige que os bancos consultem a base de dados do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), para checar se houve supressão de vegetação nativa na propriedade rural após essa data de corte. Caso aponte desmatamento, o banco só pode conceder o crédito se o produtor apresentar documentos que comprovem a regularidade da supressão – o Código Florestal brasileiro permite um percentual de desmatamento em áreas rurais que varia de acordo com o bioma. Para realizar o desmatamento legal, o produtor precisa obter uma Autorização de Supressão de Vegetação Nativa (ASV), concedida por órgãos estaduais. Editada em 2024, a nova regra do CMN entrou em vigor em abril deste ano. Agora, esse prazo foi adiado para janeiro de 2027 para grandes propriedades, julho de 2027 para médias e janeiro de 2028 para pequenas propriedades e assentamentos agrários. A exigência se tornou um cabo de guerra entre o setor produtivo e o Ministério da Fazenda – dentro do próprio governo federal há divergências, com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) contra esta e outras medidas ambientais.”
Fonte: Capital Reset; 14/05/2026
Internacional
Empresas
Ações da Ford disparam após lançamento de unidade de energia para data centers
“As ações da montadora Ford, de Detroit, dispararam mais de 20% em dois dias — a maior alta desde 2020 — impulsionadas pela expectativa de investidores de que sua nova unidade de energia se beneficiará do boom de data centers nos EUA. A Ford lançou na segunda‑feira sua nova subsidiária, Ford Energy, como parte de um movimento de afastamento do foco em veículos elétricos para atuar no fornecimento de capacidade de armazenamento em baterias para gigantes de tecnologia que constroem data centers de IA, usando tecnologia licenciada da chinesa CATL, uma das maiores fabricantes de baterias do mundo. As ações da companhia subiram 13% na quarta‑feira depois que analistas do Morgan Stanley afirmaram que a relação com a CATL dá à Ford uma “vantagem competitiva estratégica subestimada em armazenamento de energia”, estimando que o negócio possa gerar margem bruta de 25% e chegar a valer US$ 10 bilhões. O CEO da Ford, Jim Farley, disse a acionistas em assembleia anual virtual na quinta‑feira que a empresa, sediada em Dearborn, Michigan, recebeu “um interesse enorme de clientes e estamos, neste momento, na fase de contratação da nossa capacidade inicial com vários deles”. As ações da Ford fecharam a quinta‑feira em alta de 6,7%, resultando em um aumento de US$ 9,9 bilhões em seu valor de mercado nos últimos dois pregões.”
Fonte: Financial Times; 14/05/2026
Política
A EPA dos EUA propõe adiar aplicação de regra de poluição veicular de Biden
“A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) propôs, nesta quinta‑feira, adiar a aplicação de uma regulamentação que exige cortes significativos na poluição do ar proveniente de veículos. A EPA estimou que o adiamento da regra antipoluição do ex‑presidente Joe Biden geraria uma economia de US$ 1,7 bilhão para as montadoras. Grupos ambientalistas criticaram a medida, afirmando que ela resultará em aumento de doenças evitáveis e mortes prematuras. Segundo a agência, a proposta — que havia sido noticiada em primeira mão pela Reuters mais cedo — adiaria por dois anos os prazos de conformidade para veículos leves e médio‑leves, para o ano‑modelo 2029. A EPA citou a queda nas vendas de veículos elétricos nos EUA, argumentando que isso tornaria as regras mais rigorosas de poluição inalcançáveis para os fabricantes. Em abril de 2024, a EPA de Biden havia finalizado uma norma exigindo reduções significativas nos chamados “poluentes‑critérios” emitidos por veículos de passeio e comerciais nos anos‑modelo de 2027 a 2032. O Sierra Club criticou a decisão de adiar a aplicação de limites mais rígidos para poluentes provenientes de veículos a gasolina. Segundo o grupo, essas reduções são “plenamente alcançáveis usando tecnologias simples e de baixo custo que já são empregadas em muitos veículos”.”
Fonte: Reuters; 14/05/2026
Câmara dos EUA aprova projeto que permite vendas de gasolina E15 o ano todo
“A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou uma legislação que permite vendas nacionais, durante todo o ano, de gasolina contendo 15% de etanol (E15), representando uma grande vitória para produtores de biocombustíveis e grupos do agronegócio, ao mesmo tempo em que aumenta as preocupações das refinarias com custos mais altos de compliance. A Câmara aprovou na quarta‑feira o projeto H.R. 1346, denominado Nationwide Consumer and Fuel Retailer Choice Act, por 218 votos a 203. A proposta permite que postos de combustíveis ofereçam E15 o ano inteiro, eliminando restrições sazonais relacionadas a preocupações com smog. “Havia muitas forças em Washington tentando impedir que essa votação acontecesse, mas mantivemos a posição, exigimos a votação e entregamos resultados”, disse o deputado Zach Nunn, republicano de Iowa, em comunicado após a votação. Iowa é o maior produtor de milho dos EUA. Garantir vendas de E15 o ano todo é uma meta antiga do setor agrícola e de biocombustíveis, mas a medida continua enfrentando oposição de parlamentares de estados refinadores, como Texas e Oklahoma, além de incertezas em um Senado profundamente dividido. O projeto ainda precisa ser aprovado no Senado — onde necessita de 60% dos votos — e receber a assinatura do presidente Donald Trump para virar lei. A votação de quarta‑feira ocorre após reveses anteriores: uma disposição semelhante foi retirada de um projeto de lei de financiamento emergencial em 2024, após oposição de Elon Musk (que atuava como “chief of efficiency” do governo Trump) e de alguns parlamentares conservadores. Uma nova tentativa, em janeiro de 2026, também fracassou, quando congressistas optaram por criar um grupo de trabalho para estudar a liberação do E15 durante todo o ano.”
Fonte: Reuters; 14/05/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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