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A semana na Renda Fixa (10/04 a 14/04)

O que aconteceu nesta semana na renda fixa? Acompanhe os principais movimentos da semana no mercado de renda fixa e o que esperar para a semana que se inicia.

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O que aconteceu nesta semana na renda fixa?
As taxas futuras de juros tiveram mais uma semana de queda, em especial os vértices mais longos. O movimento de fechamento da curva reflete, principalmente, a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), no Brasil, e Índice de Preços ao Consumidor (CPI) e ao Produtor (PPI), nos Estados Unidos, que vieram abaixo das expectativas do mercado.

Por outro lado, no final da semana, dados econômicos nos Estados Unidos e declarações “hawkish” (contracionistas) de dirigentes do Federal Reserve colocaram correções generalizadas aos ativos, ao esfriarem as apostas na suavização do ciclo de aperto monetário no curto prazo no país. Assim, o rendimento das Treasuries (títulos do Tesouro americano) de 2 anos passou de 3,97% para 4,08%, em uma semana. Já para o título de 10 anos, a taxa saiu de 3,61% para 3,74%, no mesmo período. 


O que esperar para a próxima semana?
No Brasil, a agenda de indicadores está relativamente esvaziada. Em relação à atividade econômica, serão anunciados o IBC-Br de janeiro e a PIM (Pesquisa Industrial Mensal) de fevereiro. Em relação à inflação, haverá o IGP-10 de abril.

Para facilitar a navegação pelo conteúdo, utilize o índice à esquerda da página.

Cenário macroeconômico

No Brasil, o IPCA de março veio abaixo do esperado e com abertura benigna, atingindo patamar próximo do topo da meta no acumulado em 12 meses. Nos dados de atividade, tivemos leituras mistas: enquanto o comércio varejista cresceu fortemente em janeiro, serviços mostraram queda maior do que a esperada.

Enquanto isso, no cenário internacional, a Secretaria de Estatísticas Trabalhistas dos Estados Unidos (BLS, sigla em inglês) divulgou o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de março, levemente abaixo do esperado, mas com núcleos reacelerando na comparação anual.

Ainda nos Estados Unidos, a ata do FOMC (Federal Open Market Committee, semelhante ao COPOM no Brasil) foi divulgada, na quarta-feira (12), revelando a cautela dos dirigentes quanto ao setor de crédito após o caso SVB.

Na Europa, os últimos números de atividade mostram sinais mistos, com varejo ainda em território negativo e a indústria ainda resiliente. Na China, reabertura impulsiona balança comercial e inflação continua controlada, o que pode impactar positivamente o Brasil.

Leia o resumo completo de economia da semana

Juros e inflação

As taxas futuras de juros tiveram mais uma semana de queda, em especial os vértices mais longos. O movimento de fechamento da curva reflete, principalmente, a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), no Brasil, e Índice de Preços ao Consumidor (CPI) e ao Produtor (PPI), nos Estados Unidos, que vieram abaixo das expectativas do mercado.

A divulgação de índices de inflação com viés de queda causou uma leitura de maior proximidade do início do ciclo de flexibilização das taxas tanto no mercado local tanto no mercado americano.

Diante de uma expectativa de uma postura menos restritivas por parte das autoridades monetárias, houve reação animadora e os preços dos ativos brasileiros começaram a reagir fortemente, com viés de queda. Em meio a isso, o Tesouro Direto precisou interromper temporariamente as negociações na manhã desta quinta-feira (13).

Ainda na quinta-feira, o volume do leilão do Tesouro Direto de títulos prefixados ficou aquém das projeções dos agentes financeiros, portanto, houve retirada de prêmios na ponta longa da curva.

Por outro lado, no final da semana, dados econômicos nos Estados Unidos e declarações “hawkish” (contracionistas) de dirigentes do Federal Reserve colocaram correções generalizadas aos ativos, ao esfriarem as apostas na suavização do ciclo de aperto monetário no curto prazo no país. Assim, o rendimento das Treasuries (títulos do Tesouro americano) de 2 anos passou de 3,97% para 4,08%, em uma semana. Já para o título de 10 anos, a taxa saiu de 3,61% para 3,74%, no mesmo período. 

A curva de juros pode ser compreendida como as expectativas dos rendimentos médios de títulos públicos prefixados sem cupom (ou seja, sem pagamentos semestrais), de hoje até uma determinada data futura, a partir dos contratos futuros de juros (ou DI). Enquanto isso, a Taxa Selic Esperada é a rentabilidade da taxa básica de juros esperada no final de cada período. Entenda mais aqui.

Títulos públicos

Mercado primário (leilões)

Para mais informações sobre o funcionamento de leilões de títulos públicos, clique aqui.

Leilão do dia 11/04 – NTN-B e LFT

Na terça-feira, o Tesouro Nacional (TN) ofertou 1,8 milhão de Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B). Além disso, ofertou 1,5 milhão de Letras Financeiras do Tesouro (LFT), expandindo a oferta para ambas as categorias, em comparação ao último leilão.

As NTN-Bs ofertadas foram parcialmente absorvidas. O vencimento de 2028 foi o único a obter demanda para a totalidade da oferta e sua taxa ficou abaixo dos 6% a.a., enquanto isso, para os demais, os rendimentos ficaram acima deste patamar. Por sua vez, o volume financeiro foi de, aproximadamente, R$ 6,6 bilhões.

O TN obteve performance semelhante com as LFTs, uma vez que também foram parcialmente absorvidas. Nos vencimentos, o volume financeiro somado foi cerca de R$ 5,1 bilhões.

Leilão do dia 13/04 – LTN e NTN-F

No leilão de quinta-feira, houve oferta de 14 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN), com vencimentos para os próximos três anos, e 650 mil Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F), divididas em duas séries de vencimentos em 2029 e 2033. Houve redução para ambas as categorias, em comparação com o volume da semana anterior.

O TN obteve demanda para a totalidade das LTNs ofertadas. O volume financeiro totalizou R$ 10,7 bilhões. Além disso, vale mencionar que as taxas fecharam abaixo do patamar de 13%.

As NTN-Fs, por sua vez, foram parcialmente colocadas e o vencimento de 2029 não obteve demanda. O volume financeiro foi de R$ 300 milhões.

Mercado Secundário

O IMA-B representa a evolução, a preços de mercado, da carteira de títulos públicos indexados ao IPCA (NTN-B). O IRF-M representa a evolução, a preços de mercado, da carteira de títulos públicos prefixados (LTN e NTN-F).

Ambos são calculados pela Anbima e podem sofrer variações devido à dinâmica de oferta e demanda de títulos no mercado, reflexo das movimentações no cenário econômico.

O preço dos títulos sobe quando a expectativa de juro futuro cai (e vice-versa) devido à relação inversa entre os dois. Esse mecanismo que mostra o efeito dos juros sobre preços é a marcação a mercado. Entenda mais aqui.

Acompanhe as taxas do títulos do Tesouro Direto disponíveis para compra e para resgate

Crédito Privado

Fluxo

Nesta seção, analisamos os dados da Anbima de negociações definitivas de crédito privado, realizando um filtro cujo spread (diferença) entre os preços máximo e mínimo negociados representam mais do que 0,01% do volume negociado no dia, com o intuito de descartar o que acreditamos serem as operações diretas dentro de instituições.

Na última semana, o fluxo médio diário de negociações em debêntures não incentivadas foi de R$ 747 milhões (ante R$ 530 milhões na semana anterior), R$ 474 milhões em debêntures incentivadas (vs. R$ 479 milhões), R$ 128 milhões em CRIs (vs. 271 milhões) e R$ 276 milhões em CRAs (vs. R$ 356 milhões).

Os papéis mais negociados por classe de ativos foram as debêntures da Even (EBENA3), a debênture incentivada da Engie Brasil (EGIEA0), o CRI do Campinas Shopping e, por fim, o CRA da BRF.

Como não são disponibilizados a tempo da publicação do relatório, os dados desta sexta-feira serão considerados no acumulado da próxima semana.

Ações de rating

Ratings são notas atribuídas por agências classificadoras de risco de crédito que podem impactar diretamente seus investimentos em Renda Fixa. Entenda mais aqui.

O que esperar – Semana de 17/04 a 21/04

Agenda econômica

No Brasil, a agenda de indicadores está relativamente esvaziada. Em relação à atividade econômica, serão anunciados o IBC-Br de janeiro e a PIM (Pesquisa Industrial Mensal) de fevereiro. Em relação à inflação, haverá o IGP-10 de abril.

Já na China, serão divulgados diversos indicadores de atividade , inclusive o PIB, indicador importante para a atividade econômica global e, em especial, para o Brasil. Na Europa, o CPI (índice de preços ao consumidor) de março será divulgado, sendo relevante para os próximos passos do Banco Central Europeu.

Por fim, nos EUA serão publicados os dados do setor imobiliário e o Livro Bege do Fed, um relatório periódico sobre a situação econômica americana.

Leilões do Tesouro Nacional

Vencimentos de debêntures da próxima semana

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