IBOVESPA -0,70% | 168.453 Pontos
CÂMBIO -0,27% | 5,06/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 0,7%, aos 168.454 pontos, repercutindo a decisão de juros do Federal Reserve, que manteve as taxas inalteradas. Além disso, os investidores permaneceram à espera da decisão de política monetária do Copom, que reduziu os juros em 0,25 p.p. para 14,25%.
Cosan (CSAN3, +6,1%) liderou os ganhos do índice após o Grupo Radar anunciar a venda de parte de seu portfólio de terras agrícolas, movimento visto pelo mercado como positivo para a estratégia de desalavancagem da companhia. Na ponta negativa, CSN (CSNA3, -6,5%) e Usiminas (USIM5, -5,6%) foram impactadas pela queda do minério de ferro.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a sessão de ontem em forte alta ao longo de toda a curva, refletindo a reprecificação global após postura mais hawkish do Fed e aumento das incertezas geopolíticas. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries avançaram, com a T-note de 2 anos a 4,21% (+16bps), a de 10 anos a 4,50% (+6bps) e o T-bond de 30 anos a 4,93% (-1bps).
No Brasil, acompanhando o movimento externo, a curva avançou, com o DI jan/27 a 14,32% (+6bps), o DI jan/28 a 14,64% (+21bps), o DI jan/29 a 14,69% (+28bps) e o DI jan/31 a 14,57% (+27bps). A curva NTN-B acompanhou o avanço, com a B29 em 8,48% (vs. 8,32%), a B35 em 8,04% (vs. 7,84%) e a B50 em 7,45% (vs. 7,43%).
Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,9%; Nasdaq 100: +1,6%), recuperando parte das perdas da sessão anterior após a decisão do Federal Reserve. Na Europa, as bolsas operam sem direção única (Stoxx 600: -0,5%), enquanto investidores acompanham as decisões de política monetária do Banco da Inglaterra e do Banco Nacional Suíço. Na China, os mercados fecharam mistos (CSI 300: +0,2%; HSI: -1,6%), enquanto no restante da Ásia o desempenho foi majoritariamente positivo, com destaque para o Kospi (Coreia do Sul), que avançou 2,3% e superou os 9.000 pontos pela primeira vez, e para o Nikkei (Japão), que subiu 1,7% e renovou máximas históricas.
IFIX
O IFIX encerrou o pregão de ontem em queda de 0,34%, aos 3.811,18 pontos, recuando 13,03 pontos frente ao fechamento anterior de 3.824,21 pontos. O índice, contudo, segue sustentado acima dos 3.800 pontos, com a máxima de 52 semanas em 3.944,38 pontos e mínima no período em 3.402,09 pontos.
Os Fundos de Tijolo, maior segmento do índice com 38,9% de participação, cederam 0,40% no dia, pressionados por Lajes Corporativas (-0,51%) e Ativos Logísticos (-0,39%). Os Fundos de Recebíveis recuaram 0,28%, enquanto Multiestratégia aprofundou as perdas com queda de 0,66%. Os Fundos de Fundos registraram o recuo mais expressivo entre os grandes segmentos, com baixa de 1,31%. Os Fundos Híbridos sustentaram desempenho mais moderado, cedendo apenas 0,15%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram MFII11 (+3,3%), HTMX11 (+2,6%) e URPR11 (+1,8%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-3,6%), BCRI11 (-3,5%) e TGAR11 (-2,2%).
Economia
Estados Unidos e Irã assinaram o Memorando de Entendimento que encerra os combates e estabelece a reabertura do Estreito de Ormuz, o que derrubou o petróleo para cerca de US$ 80 por barril. Ademais, o Fed (banco central dos Estados Unidos) manteve os juros no intervalo entre 3,50% e 3,75% em sua primeira reunião sob o comando de Kevin Warsh, que substituiu Jerome Powell na presidência da autoridade monetária. O comitê retirou a sinalização de corte de juros como próximo passo provável e adotou tom mais duro, com revisões para cima na inflação e nos juros de 2026.
No Brasil, o Copom cortou a Selic em 0,25 p.p. para 14,25%. Nosso cenário-base antecipa um ajuste final em agosto de 0,25 p.p., o que deixaria a taxa Selic em 14,00% até (pelo menos) o 1T27. Mas, considerando a deterioração recente do cenário de inflação, uma pausa nos atuais 14,25% também parece bastante provável.
Nos indicadores, o IBC-Br de abril avançou 0,5% em relação a março, com crescimento disseminado entre setores, e reforçou a resiliência da atividade no 2T26. Por fim, o secretário-executivo da Fazenda indicou que o governo pode encerrar as medidas de subvenção aos combustíveis caso o petróleo se estabilize próximo de US$ 80 por barril.
Na agenda de hoje, destaque para a decisão do Banco da Inglaterra (manutenção esperada em 3,75%), os pedidos de seguro-desemprego e o índice do Fed da Filadélfia nos Estados Unidos, e a inflação de maio no Japão. No Brasil, não há indicadores relevantes previstos.
Veja todos os detalhes
Economia
Copom reduz a taxa Selic para 14,25%; Fed mantém os juros entre 3,50% e 3,75%
- Estados Unidos e o Irã assinaram formalmente o Memorando de Entendimento (MoU) que encerra os combates e estabelece a reabertura do Estreito de Ormuz. Trump assinou o documento durante jantar no Palácio de Versalhes, em Paris, ao lado do presidente francês Emmanuel Macron. O acordo prevê um cessar-fogo de 60 dias, encerramento das hostilidades também no Líbano e fim dos bloqueios navais mútuos. Questões nucleares permanecem em aberto para negociações futuras. A cerimônia formal de assinatura está prevista para 19 de junho na Suíça. Com o anúncio, o petróleo tipo Brent recuou cerca de 4%, aproximando-se de 80 dólares por barril;
- Nos Estados Unidos, o banco central (Fed) manteve a taxa de juros básica (Fed Funds) entre 3,50% e 3,75%, como esperado. A reunião marcou a estreia de Kevin Warsh como presidente da autoridade. O tom da comunicação foi lido como mais duro (hawkish, no jargão econômico). A nota retirou a sinalização de corte de juros como próximo passo provável e sinalizou menor uso de forward guidance (orientação futura). Warsh é crítico de longa data dessas ferramentas, por entender que elas enrijecem a atuação do banco central e reduzem sua capacidade de reagir a surpresas. O Resumo de Projeções Macroeconômicas (SEP, em inglês) – documento com as projeções dos diretores do Fed – trouxe revisão para cima para inflação e juros deste ano, com 9 dos 18 membros indicando ao menos uma alta adicional nos Fed Funds até o final do ano e 6 antecipando pelo menos duas. Warsh anunciou ainda a criação de cinco forças-tarefa para revisar aspectos operacionais do Fed, incluindo metodologia de comunicação, balanço patrimonial, confiabilidade de dados e arcabouços de inflação. O mercado passou a precificar cerca de 49% de probabilidade de alta de juros até o final de 2026, ante 35% antes da reunião. O S&P 500 recuou 1,2% e o Nasdaq caiu 1,3%. O dólar avançou;
- Reino Unido e Índia confirmaram a entrada em vigor do acordo de livre comércio em 15 de julho, após a Índia indicar que foram endereçadas suas preocupações com o novo regime tarifário britânico para o aço. O acordo ganha relevância por avançar em um ambiente global ainda marcado por maior protecionismo e incerteza comercial, ampliando o fluxo bilateral de bens e investimento entre duas grandes economias e reforçando a busca por diversificação de cadeias e parceiros comerciais fora do eixo EUA-China. Embora o impacto macro de curto prazo deva ser limitado, a medida é positiva para a integração comercial e para a perspectiva de crescimento de médio prazo;
- No Brasil, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 p.p. para 14,25%, em linha com o esperado. Em nossa visão, o comunicado pós-reunião trouxe alguns elementos hawkish (mais duros), à medida que o Comitê reconheceu a aceleração da atividade econômica e da inflação, além de ter elevado suas projeções para o IPCA no horizonte relevante de política monetária (período em que a decisão de juros tem efeito na economia), de 3,5% para 3,7%, se afastando ainda mais da meta de 3,0%. Para além disso, o balanço de riscos para essa projeção passou a incorporar um novo fator altista, relacionado a medidas de estímulo à demanda agregada. O Comitê precisou estender o horizonte relevante em um trimestre para encontrar espaço para o corte. A nosso ver, a autoridade monetária não vê muito espaço para reduções adicionais. Ainda assim, o Copom manteve aberta a possibilidade de novos ajustes. Nosso cenário-base antecipa um ajuste final em agosto de 0,25 p.p., o que deixaria a taxa Selic em 14,00% até (pelo menos) o 1º trimestre de 2027. Mas, considerando a deterioração recente do cenário de inflação, uma pausa nos atuais 14,25% também parece bastante provável. Para mais informações, clique aqui;
- O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) — proxy mensal do PIB — avançou 0,5% em abril comparado com março, em linha com nossas projeções. Os dados setoriais mostraram crescimento disseminado. Nossa projeção para o crescimento do PIB em 2026 permanece em 2,0%, com viés altista. A renda real segue em trajetória de expansão, impulsionada pelo mercado de trabalho aquecido em conjunto com o aumento das transferências fiscais. Além disso, uma série de medidas governamentais de estímulo deve sustentar a demanda no curto prazo;
- No campo político, o secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, em entrevista à Reuters afirmou que o governo pode encerrar as medidas de subvenção aos combustíveis caso o petróleo se estabilize perto de 80 dólares por barril, com os próximos 30 dias servindo como janela de observação. Segundo o time XP Política, estão na mesa o fim da alíquota temporária do imposto de exportação sobre petróleo e até mesmo a possibilidade de o governo não trabalhar pela aprovação do PLP 114/2026, que autoriza a União a utilizar o aumento extraordinário de arrecadação decorrente da elevação dos preços internacionais do petróleo na redução de PIS/Cofins e Cide sobre combustíveis e biocombustíveis;
- Na agenda de hoje, o Banco da Inglaterra (BoE) anuncia sua decisão de política monetária. O mercado espera manutenção da taxa básica em 3,75%. Nos Estados Unidos, serão divulgados os pedidos iniciais de seguro-desemprego da semana passada e o índice de atividade industrial do Fed da Filadélfia. No Japão, haverá a divulgação dos dados de inflação de maio. No Brasil, não há indicadores econômicos relevantes previstos para hoje.
Empresas
Movida (MOVI3): Crescimento Guiado por Eficiência Segue como Principal Foco
- Neste relatório:
- Apresentamos o feedback da reunião com o CEO (Gustavo Moscatelli), destacando execução e disciplina de preços como os principais pilares estratégicos, com a gestão priorizando um uso mais eficiente da base de ativos existente para sustentar o crescimento; e
- Atualizamos nosso modelo (elevando nosso preço‑alvo para o fim de 2026 para R$16,0/ação, de R$15,30/ação);
- Reiteramos nossa recomendação de Compra, diante da melhora no momentum de resultados mesmo em um cenário macro desafiador, sustentada por:
- Um cenário favorável em RaC, apoiado por disciplina contínua de preços e perspectivas positivas de volume no curto prazo, impulsionadas por ganhos adicionais de utilização; e
- Perspectivas favoráveis em Seminovos, impulsionadas pelo menor risco sobre valores residuais (como refletido nos dados recentes da FIPE) e pelas iniciativas da Movida para ampliar a exposição ao varejo, o que pode favorecer a dinâmica de depreciação ao longo do tempo;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Aura Minerals (AURA33): Risco aceito, jogo valendo
- As ações da Aura dispararam 123% UDM, acompanhando o forte desempenho do ouro (+26% UDM) e importantes marcos bottom-up (realocação da estrada em Borborema, aprovação de Era Dorada, atualização de reservas etc.);
- Mas, desde o início do conflito no Oriente Médio, os ativos de ouro têm sido altamente voláteis (ouro -21%; GDX -25%;
- Refletindo riscos inflacionários sobre o ambiente de juros globalmente (particularmente nos EUA) e o atual perfil risk-on do ouro, em nossa visão (volatilidade do ouro subindo acentuadamente nos últimos meses);
- Em Aura, as ações caíram -25% desde o início do conflito e AUGO está -40% vs. máximas recentes, o que vemos como um ponto de entrada;
- Uma vez que: (i) seguimos vendo upside para os preços do ouro, com a elevada alavancagem do equity da Aura ao ouro sugerindo melhora de momentum à medida que as tensões EUA-Irã desescalam;
- E (ii) balanço confortável deve implicar espaço para novos M&As (geradores de valor), com nossas estimativas apontando para um potencial de firepower de até ~3-4x aquisições do tamanho de companhias de 100koz sem comprometer a alavancagem;
- Por fim, os gatilhos bottom-up permanecem, como o underground de Almas, o turnaround da MSG, o avanço de Era Dorada e a potencial inclusão da Aura em ETFs ligados a ouro;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Estratégia
Analisando a saúde financeira das companhias brasileiras
- Neste relatório temático, fazemos uma análise aprofundada da saúde financeira das empresas brasileiras, com base nas ~140 companhias da nossa cobertura XP. Nossas principais conclusões são:
- Os indicadores financeiros agregados e setoriais seguem, de modo geral, saudáveis e próximos das médias históricas, apesar de algumas exceções, e as estimativas dos nossos analistas setoriais não apontam para uma deterioração material em 2026 e 2027;
- No entanto, a dispersão dentro dos setores é significativa, com bolsões de risco entre os nomes mais alavancados de cada setor;
- Com base em dados no nível das empresas, construímos dois scores para avaliar (a) a saúde financeira geral das companhias e (b) a vulnerabilidade dessas companhias a um cenário de juros mais altos por mais tempo no Brasil;
- Do ponto de vista de posicionamento, apresentamos uma cesta de nomes que combina baixa alavancagem financeira, recomendações de compra e dinâmica positiva de lucros;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- FIIs: confira o calendário de dividendos de junho de 2026 (Research XP);
- IFIX recua para 3.811,18 pontos e encerra quarta-feira em queda (FIIs);
- IFIX na máxima histórica: o alerta que o investidor precisa ouvir antes de ir além dos FIIs (Exame);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Petrobras conclui venda do 1º lote de combustível de aviação sustentável (SAF) de soja certificado pelo Corsia | Café com ESG, 18/06
- O pregão encerrou quarta-feira em território negativo, com o IBOV e o ISE caindo 0,70% e 1,13%, respectivamente;
- No Brasil, (i) a Gasmig, subsidiária de gás da Cemig, lançou uma chamada pública para investir até R$ 1 bilhão no fomento a negócios com gás natural renovável, com o processo engajando players locais e internacionais, e evidenciando o forte aquecimento do setor – entre os 11 grupos que enviaram propostas estão a BP, a gigante inglesa do petróleo, e a japonesa Mitsui, por meio da GeoMit; e (ii) a Petrobras e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram, nesta terça-feira, um edital para o desenvolvimento nacional de um eletrolisador industrial para converter água em hidrogênio de baixa emissão de carbono – o edital prevê um mínimo de 50% de conteúdo nacional e tem o objetivo de baixar os custos, além de desenvolver tecnologia inovadora em relação aos eletrolisadores produzidos fora do país;
- No internacional, os líderes do G7 concordaram com uma meta para reduzir a dependência da China e limitar a participação de qualquer país a no máximo 60% das importações de terras raras até 2030, segundo reportagem da Bloomberg de ontem – a meta inclui planos para introduzir cotas obrigatórias para empresas de alguns setores industriais, além da criação de uma plataforma para unir esforços destinados a ampliar a oferta proveniente da reciclagem e de novos projetos de mineração;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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