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Ata do Copom e dados de inflação no Brasil e nos EUA na agenda da semana

Confira alguns dos temas de maior destaque nesta segunda-feira, 10/08/2026

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IBOVESPA -1,73% | 172.513 Pontos

CÂMBIO -0,21% | 5,09/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 3,1% em reais e de 3,2% em dólares, por conta da depreciação de 0,2% do real, aos 172.455 pontos.

Fleury foi o destaque positivo da semana (FLRY3, +10,8%), após resultados do 2T26 que reforçaram sólida execução e bom momento operacional da companhia (link).

Por outro lado, Marcopolo (POMO4, -15,1%) foi o destaque negativo, com resultados fracos do 2T26, pressionados por um mix de produtos menos favorável, maiores custos de matéria prima e efeitos cambiais desfavoráveis (link). Confira o Resumo Semanal da Bolsa

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana em queda. Nos EUA, o movimento foi impulsionado pela redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio, além da divulgação de indicadores econômicos mais fracos do que o esperado, com destaque para o payroll abaixo das expectativas. A T-note de 2 anos encerrou a 4,19% (-6 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos a 4,64% (-5 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,19% (-1 bp).

No Brasil, o movimento foi favorecido pelo recuo das Treasuries, pela queda dos preços do petróleo e pela manutenção das expectativas de cortes de juros no curto prazo. Nesse contexto, o DI jan/27 encerrou a 13,75% (-6 bps vs. semana anterior), o DI jan/29 a 14,04% (-9 bps) e o DI jan/31 a 14,28% (-11 bps). As NTN-Bs apresentaram relativa estabilidade ao longo da semana, encerrando com a B28 a 8,23% (vs. 8,27%), a B35 a 8,13% (vs. 8,12%) e a B50 a 7,67% (vs. 7,68%).

Mercados globais

Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,4%), diante de sinais contraditórios sobre um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz e da espera pelo CPI de julho, depois de o S&P 500 fechar em máxima histórica, na melhor semana desde abril.

Na Europa, o Stoxx 600 opera praticamente estável (+0,2%), com tecnologia e mineradoras liderando os ganhos, enquanto os setores automotivo e de mídia ficam para trás. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Nikkei 225 (Japão) avançou 1,4%, impulsionado pelos dados fracos de emprego nos EUA, o Kospi (Coreia) subiu 0,6%, enquanto na China o CSI 300 ganhou 0,2% e o Hang Seng subiu cerca de 1%.

O mercado acompanha a nova alta do petróleo, sustentada pela incerteza sobre a reabertura de Ormuz: o Brent avança 1%, para próximo de US$ 84/barril, e o WTI sobe 0,8%, para perto de US$ 79/barril, impulsionando o setor europeu de energia, que sobe 0,5%. O chanceler iraniano Abbas Araghchi negou negociações diretas com os EUA, afirmando que as mensagens são trocadas por intermediários, enquanto o Irã se diz próximo de um pacto com Omã sobre novas rotas de navegação, sem reabertura imediata do estreito. Na temporada de resultados, reportam Super Micro Computer e CoreWeave na terça-feira, e Applied Materials na quinta-feira. Veja os Top 5 temas globais da semana.

IFIX

O IFIX encerrou a semana em queda de 1,24%, após o fim da principal data de anúncio de rendimentos, na sexta-feira (31/07) — movimento que historicamente gera certa pressão vendedora, reforçada pelo cenário macro volátil e pela renovação de tensões geopolíticas já conhecidas.

Nesse contexto, as quedas foram lideradas pelos fundos de tijolo (-1,22%), ante um recuo mais contido dos fundos de recebíveis (-0,59%). Entre os de tijolo, as lajes corporativas apresentaram o pior desempenho (-1,98%), enquanto os fundos multiestratégia/FOFs (-1,57%) também registraram quedas expressivas, refletindo a maior sensibilidade dessas duas classes às variações dos juros de longo prazo. Acreditamos que as recentes quedas voltaram a abrir uma janela de descontos expressivos em diversos ativos, ampliando a divergência entre preços de mercado e fundamentos operacionais, especialmente nos segmentos de tijolo e de FOFs/multiestratégia.

Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira, sobressaíram BTAL11 (+3,7%), PVBI11 (+2,6%) e TRXF11 (+1,8%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-3,2%), VRTM11 (-1,8%) e BBIG11 (-1,6%). Saiba mais sobre os FIIs na semana.

Economia

O relatório de emprego dos Estados Unidos surpreendeu negativamente em julho. Houve destruição líquida de 23 mil vagas, ante expectativa de criação de 80 mil postos. A taxa de desemprego recuou de 4,2% para 4,1%, mas o movimento refletiu a menor participação da força de trabalho. Os dados reforçam um quadro misto. A atividade segue resiliente e a inflação permanece distante da meta de 2,0%. Isso sustenta a expectativa de alta de 0,25 p.p. nos juros até o fim do ano. Ainda assim, a fraqueza do mercado de trabalho pode adiar esse movimento.

No campo geopolítico, o Irã divulgou no fim de semana uma extensa lista de exigências para reabrir o Estreito de Ormuz. As condições evidenciam sua força de barganha no conflito com Estados Unidos e Israel. Sinalizam, ainda, a disposição de manter fechado o tráfego de petroleiros por uma rota vital para a oferta global de energia.

Na agenda desta semana, os destaques serão os indicadores de inflação de julho nos Estados Unidos (CPI e PPI). No Brasil, o Banco Central publicará a ata da última reunião do Copom. O IBGE divulgará o IPCA de julho, para o qual esperamos deflação mensal em razão da queda dos preços de alimentos. Também serão conhecidas as receitas de serviços (PMS) e as vendas no varejo (PMC) de junho. Confira o Economia em Destaque.

Veja todos os detalhes

Economia

Inflação no Brasil e nos Estados Unidos e ata do Copom são destaques na agenda desta semana

  • O relatório de emprego dos Estados Unidos surpreendeu negativamente, com destruição líquida de 23 mil vagas, ante expectativa de criação de 80 mil postos. A taxa de desemprego recuou de 4,2% para 4,1%, mas o movimento refletiu, em grande medida, a queda na participação da força de trabalho. Os dados reforçam um quadro misto para a economia americana. A atividade segue resiliente e a inflação permanece distante da meta de 2,0%, o que sustenta a expectativa do mercado de alta de 0,25 p.p. nos juros até o fim do ano. Ainda assim, a fraqueza do mercado de trabalho pode adiar esse movimento. Nesse contexto, os próximos passos da política monetária seguem dependentes dos dados;
  • No final de semana, o Irã divulgou uma extensa lista de exigências para reabrir o Estreito de Ormuz. Segundo a agência estatal IRNA, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do país condicionou a reabertura da rota ao fim permanente da guerra, ao encerramento do bloqueio naval, à suspensão de todas as sanções, ao descongelamento de ativos iranianos, ao pagamento de reparações de guerra, à interrupção de “insultos e ameaças” e à cessação de ações militares contra aliados de Teerã. O posicionamento evidencia a força de barganha de Teerã no conflito de meses com Estados Unidos e Israel e sinaliza a disposição do país em manter fechado o tráfego de petroleiros pela hidrovia, por onde passa cerca de um quinto da oferta global de petróleo e gás natural liquefeito;
  • Na China, a inflação ao consumidor (CPI) desacelerou para 0,5% em julho na comparação anual, a menor variação em seis meses e abaixo do esperado (0,8%), sob pressão da queda dos preços de combustíveis e da demanda doméstica ainda fraca. O índice de preços ao produtor (PPI) recuou para 3,5% em 12 meses, também aquém das projeções, em meio ao arrefecimento das pressões de energia à medida que as disrupções no Estreito de Ormuz perdem força. No mesmo período, as exportações cresceram 23,9% e o superávit comercial alcançou o recorde de 112,5 bilhões de dólares, o que reforça o quadro de uma economia de duas velocidades — indústria e comércio exterior aquecidos, mas consumo interno debilitado;
  • Na agenda internacional desta semana, os destaques serão os indicadores de inflação de julho nos Estados Unidos, com a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) e do índice de preços ao produtor (PPI). No Brasil, o Banco Central publicará a ata da última reunião do Copom, que trará mais detalhes sobre o corte de juros desta semana. Na agenda de inflação, o IBGE divulgará o IPCA de julho, para o qual esperamos deflação mensal, refletindo a queda acentuada dos preços de alimentos. Também serão conhecidas as receitas de serviços (PMS) e as vendas no varejo (PMC) de junho, ambas com expectativa de retração na margem.

Empresas

WEG (WEGE3): Em que ponto estamos no ciclo de crescimento?

  • Estamos atualizando nossas estimativas e reiterando nossa recomendação Neutra para WEG, introduzindo um preço-alvo para o fim de 2027 de R$52/ação (vs. preço-alvo para o fim de 2026 de R$47/ação), com nossa visão permanecendo amplamente inalterada após os resultados recentes;
  • Seguimos vendo uma tese de investimento de longo prazo atrativa, sustentada por eletrificação, T&D e expansões de capacidade em curso, enquanto as tendências recentes de rentabilidade reforçam nossa confiança na qualidade do negócio;
  • Dito isso, não esperamos que os investimentos adicionais se traduzam imediatamente em receitas, uma vez que o ramp-up da produção e os processos de homologação/ciclos de entrega normalmente levam tempo;
  • Como resultado, vemos o crescimento neutro ao câmbio melhorando para +9–15% no 3T–4T26E e acelerando gradualmente em 2027–28E;
  • Embora acreditemos que a capacidade adicional deva se traduzir de forma mais relevante em receitas nos próximos anos, permanecemos ~8% abaixo do consenso para os lucros de 2027E;
  • Com a ação negociando a ~28x P/E 2027E e com prêmio de ~9% vs. pares, apesar de um perfil de crescimento mais lento, vemos o valuation atual já refletindo uma parcela significativa dessa oportunidade, deixando a assimetria de valuation enviesada para o downside nos níveis atuais;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Fleury (FLRY3): Comparações mais desafiadoras adiante; D&A deve permanecer nos níveis atuais

  • Hoje, o Fleury realizou uma teleconferência para discutir os resultados do 2T26;
  • A administração trouxe comentários adicionais sobre diversos temas, incluindo: (i) as perspectivas de crescimento para o 2S26; (ii) as perspectivas para o negócio Lab-to-Lab; (iii) tendências de capex e depreciação; e (iv) a expectativa para a alíquota efetiva de impostos;
  • Conforme destacamos em nossa revisão de resultados publicada ontem, o trimestre reforçou a sólida execução da companhia e o momento operacional positivo, embora permaneçamos mais cautelosos para o 2S26 diante de bases de comparação mais difíceis para a receita;
  • Mantemos nossa recomendação Neutra;
  • Clique aqui para acessar nosso relatório completo.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
  • Análise: Há nuvens se formando no mercado de crédito – e elas ainda não estão totalmente visíveis (Valor Econômico).
  • Elétricas se mobilizam por concessão da Enel em SP(Valor Econômico)
  • Soja: produtor se retrai e comercialização perde fôlego no Brasil (InvestNews)
  • Com cota preenchida, exportações de carne bovina para a China caem pela metade em julho (Globo Rural)
  • Clique aqui para acessar o clipping.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • XP capta R$ 1,1 bilhão em retorno ao mercado de escritórios (Metro Quadrado);
    • IFIX sobe 0,29%, mas fecha semana com perda de 1,24% (FIIs);
    • Selic caiu para 14%: ainda vale a pena investir em FIIs? (FIIs);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • HGBS11 busca assumir controle total do Shopping Jaraguá Araraquara
    • O HGBS11 anunciou a assinatura de compromisso para aquisição dos 75% remanescentes do Shopping Jaraguá Araraquara (SP) por aproximadamente R$ 216,3 milhões (R$ 13,7 mil/m²); caso a operação seja concluída, o fundo passará a deter 100% do empreendimento, após ter adquirido os primeiros 25% no fim de 2024 por R$ 63 milhões;
    • Segundo o fato relevante, a transação foi negociada a um cap rate de 9,0%, considerando o NOI projetado para os 12 meses subsequentes ao fechamento, patamar que consideramos atrativo diante do cenário atual e das características operacionais do ativo;
    • Avaliamos a operação como positiva sob a ótica qualitativa, embora neutra do ponto de vista financeiro;
    • Clique aqui e entenda mais sobre a nossa visão.
  • HGLG11 lucra R$ 44,5 milhões com venda do HGLG Itapevi I
    • O HGLG11 concluiu a venda do ativo logístico HGLG Itapevi I e de um terreno adjacente de 4,3 mil m², em Itapevi (SP), por R$ 119,8 milhões (R$ 3.494/m²), montante que representa prêmio de 7,9% sobre o último laudo de avaliação e de 59% em relação ao capital investido desde a aquisição dos imóveis;
    • Do valor total da transação, R$ 101,7 milhões foram recebidos à vista, enquanto os R$ 18,1 milhões remanescentes serão pagos em julho de 2028, com correção pelo IPCA;
    • Avaliamos a transação de forma positiva para o HGLG11;
    • Clique aqui e entenda mais sobre a nossa visão.

  • ETF Brief: XP Asset lança ETF de small caps, ouro volta ao radar de Wall Street e ETFs de bitcoin recebem US$ 850 milhões; no exterior, rotação de produtos alavancados impulsiona small caps coreanas enquanto FOMO sustenta o rali das bolsas americanas
    • XP Asset lança ETF XCAP11 focado em empresas small caps (InfoMoney)
    • Ouro ensaia novo rali e tenta voltar a ser o queridinho de Wall Street (Valor)
    • Bitcoin BTC ETF Inflows Hit US$ 850 Million After Coldcard Wallet Hack (Bloomberg)
    • Rotation From Leveraged ETFs Fuel 30% Jump in Korea Small Caps (Bloomberg)
    • Leveraged ETF Boom Amps Up Wall Street Intraday Momentum Plays (Bloomberg)
    • FOMO Fuels Wall Street’s Breakout Rally as Traders Pile In (Reuters)
    • Clique aqui para acessar o relatório.

ESG

ANP aprimora regras de especificação e controle de qualidade de biometano | Café com ESG, 10/08

  • O mercado encerrou a semana passada em território negativo, com o Ibovespa recuando 3,08% e o ISE 2,97%. O pregão de sexta-feira fechou em queda, com o IBOV e o ISE caindo 1,73% e 1,57%, respectivamente.
  • No Brasil, a diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou na última sexta-feira uma resolução que busca unificar e aprimorar as regras de especificação e controle da qualidade do biometano, substituindo as Resoluções ANP nº 886/2022 e nº 906/2022 – segundo a ANP, a resolução também incorpora aperfeiçoamentos identificados durante a aplicação da regulamentação vigente e amplia a flexibilidade regulatória em situações específicas, contribuindo para o desenvolvimento do mercado e para a segurança operacional.
  • No internacional, (i) as montadoras asiáticas Toyota e Hyundai têm se beneficiado do forte crescimento da demanda por modelos híbridos nos Estados Unidos, enquanto o conflito com o Irã mantém os preços da gasolina elevados – segundo a RBC Capital Markets, as vendas de modelos híbridos aumentaram quase 20% em julho em relação ao mesmo mês do ano passado, mesmo com uma queda de 1,5% nas vendas totais de automóveis nos EUA; e (ii) o governo norte americano concedeu um empréstimo de US$ 400 milhões a Sunrise Energy, mineradora australiana de terras raras, para ampliar a produção e viabilizar o fornecimento de escândio, terra rara utilizada nos setores de energia e defesa – as ações da Sunrise Energy, que está construindo uma mina a cerca de 360 km a oeste de Sydney, dispararam 18% após o anúncio.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

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