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Ministério de Minas e Energia cria GT para mapeamento de reservas de urânio no país | Café com ESG, 03/07

Brasil se destaca em renováveis na sua matriz energética

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de quinta-feira fechou em território positivo, com o IBOV e ISE avançando 0,64 e 0,59%, respectivamente. 

• Na política, (i) o governo aprovou nesta quinta-feira uma resolução que cria um grupo de trabalho para estudar o papel do urânio no Programa Nuclear Brasileiro e em outros programas estratégicos de defesa e transição energética – segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o grupo irá avaliar o estado atual do mapeamento sobre os recursos e reservas de minerais nucleares do país, e propor estratégias para ampliar esse conhecimento; e (ii) o Ministério de Minas e Energia publicou o plano decenal de expansão de energia 2035 (PDE 2035), com R$ 3,5 trilhões de investimentos previstos nos próximos dez anos – o PDE estima que a capacidade instalada de geração elétrica cresça de 255 GW para cerca de 367 GW, impulsionada pelo crescimento das fontes eólica, solar e da geração distribuída (GD). 

• Do lado das empresas, a ByteDance anunciou um investimento superior a R$ 200 bilhões para construir um campus de data centers no Complexo Portuário do Pecém, no Ceará – quando concluído, o projeto terá capacidade de até 900 MW e será o maior complexo de data centers do Brasil e da América Latina, destinado a atender as operações globais do Tik Tok fora da China.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Maior data center da América Latina será construído pela ByteDance no Ceará

“A ByteDance anunciou um investimento superior a R$ 200 bilhões para construir um campus de data centers no Complexo Portuário do Pecém, no Ceará. O projeto terá capacidade de até 900 megawatts (MW) quando concluído e será o maior complexo de data centers do Brasil e da América Latina, destinado a atender as operações globais do TikTok fora da China. Na primeira fase, a empresa construirá 20 edifícios de data centers, com demanda energética próxima de 300 MW e capacidade inicial de tecnologia da informação de cerca de 200 MW. O plano prevê expansão gradual até aproximadamente 1 gigawatt (GW) de demanda energética, enquanto a capacidade operacional do campus deverá alcançar 900 MW. Para abastecer a infraestrutura, a ByteDance assinou, em 18 de maio de 2026, um contrato de compra de energia (PPA) de US$ 2 bilhões, com duração de 20 anos, com a empresa brasileira Casa dos Ventos. O acordo garante o fornecimento de energia eólica proveniente de empreendimentos como o Complexo Eólico Ibiapaba. Além do fornecimento de energia, a Casa dos Ventos participa do desenvolvimento do projeto ao lado da plataforma de data centers Omnia, administrada pela Pátria Investments. Segundo a empresa, o campus atenderá exclusivamente às operações do TikTok no Brasil, nos Estados Unidos, na Europa e em outros mercados fora da China. A iniciativa faz parte da estratégia da ByteDance para ampliar sua infraestrutura de processamento e armazenamento de dados diante do crescimento da base global de usuários da plataforma. A capacidade prevista coloca o empreendimento em uma escala inédita na América Latina. Atualmente, os maiores campi de data centers da região operam, em geral, entre 50 MW e 100 MW. O projeto da ByteDance deverá atingir cerca de 900 MW, superando em até nove vezes a capacidade dos maiores complexos atualmente em operação na região. De acordo com o cronograma divulgado, as primeiras operações estão previstas para 2027, com expansão gradual nos anos seguintes. A expectativa é que o projeto amplie a capacidade da infraestrutura digital brasileira e fortaleça a posição do país como destino para grandes investimentos em data centers.”

Fonte: Exame; 02/07/2026

Brasil é o 3º em economia com renováveis

“O Brasil foi o terceiro país que mais economizou gastos com combustíveis fósseis graças à participação de renováveis na matriz, mostra um mapeamento publicado hoje (2/7) pela Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, em inglês). No mundo, a expansão das energias renováveis evitou custos de US$ 480 bilhões com petróleo, gás e carvão em 2025. A China liderou, com cerca de US$ 177 bilhões— ou aproximadamente 47% — do custo total evitado, seguida pelos Estados Unidos (US$ 35 bilhões) e o Brasil (US$ 32 bilhões). Na sequência, aparecem Índia e Alemanha, com US$ 18 bilhões cada, e o Japão, com US$ 15 bilhões economizados. De acordo com o relatório de custos da Irena (.pdf), alternativas como solar e eólica ​​não são apenas mais baratas, mas também um importante “amortecedor geopolítico” para a segurança energética e estabilidade econômica. A agência estima que mais de 90% da capacidade renovável em escala de utilidade pública adicionada em 2025 foi mais barata do que a alternativa fóssil de menor custo. Além de evitar a emissão de 8,4 bilhões de toneladas de CO2, as renováveis estão ajudando algumas economias a atravessarem crises geopolíticas. Em 2025, três economias do Sudeste Asiático dependentes de importações — Indonésia, Tailândia e Filipinas — substituíram o consumo de carvão e gás avaliado em US$ 5,7 bilhões que, de outra forma, teriam sido adquiridos, aponta a Irena. “A queda nos custos da energia renovável está gerando um poderoso dividendo econômico”, comenta Francesco La Camera, diretor-geral da Irena. “Para os países que ainda dependem fortemente de combustíveis fósseis, cada megawatt adicional de energia renovável fortalece a proteção econômica contra a volatilidade dos preços dos combustíveis, protegendo consumidores, empresas e finanças públicas de custos mais altos”, completa. Para La Camera, a crise energética gerada por conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio reforça o argumento de que expandir a capacidade renovável é um investimento estratégico em resiliência e competitividade.”

Fonte: Eixos; 02/07/2026

A eletrificação da frota e o redesenho da tributação

“A indústria automobilística global atravessa sua maior transformação em um século e, no Brasil, o que antes era uma tendência de nicho tornou-se uma realidade estatística: as vendas de veículos elétricos e híbridos dispararam, atingindo a marca histórica de 1 em cada 7 veículos vendidos no início de 2026, de acordo com dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Contudo, essa “onda verde” traz consigo um desafio cinzento para as contas públicas, pois, à medida que o escapamento desaparece, o modelo de tributação baseado em combustíveis fósseis e propriedade se fragiliza, exigindo dos Estados reavaliação de suas bases arrecadatórias, deslocando o debate tributário para a necessidade de adaptação do sistema fiscal às novas dinâmicas de mobilidade urbana, com efeitos que já são observados no cenário atual. Esse avanço não foi espontâneo. Em São Paulo, epicentro da frota eletrificada nacional, o crescimento foi impulsionado por um ambiente regulatório favorável. A isenção do rodízio municipal na capital foi um dos primeiros incentivos extrafiscais e, na esfera tributária, o movimento tornou-se mais incisivo com a edição da Lei nº 18.065/2024, regulamentada pela Portaria SRE nº 94/2024, que concedeu isenção de IPVA a veículos movidos a hidrogênio e a determinados híbridos que atendessem determinados critérios. Trata-se de uma política de transição clássica na qual se abre mão da arrecadação no curto prazo para estimular a formação de mercado. O incentivo, todavia, já nasce com prazo de validade, pois a norma prevê tributação gradual nos exercícios seguintes, iniciando com 1% a partir do próximo ano e com alíquota projetada para 4% até 2030, revelando a preocupação estatal com a recomposição futura da base arrecadatória. Nesse contexto, a eletrificação impacta diretamente duas das principais fontes de receita estadual: o ICMS sobre combustíveis e o IPVA incidente sobre a propriedade de veículos. Historicamente, o ICMS sobre gasolina e diesel se destaca pela elevada eficiência arrecadatória, em razão de uma cadeia econômica concentrada e de fácil fiscalização. Esse modelo, contudo, tende a ser progressivamente enfraquecido, na medida em que veículos elétricos substituem o consumo de combustíveis fósseis. Embora a energia elétrica também seja tributada, o consumo descentralizado – muitas vezes realizado no ambiente doméstico – reduz a eficiência da arrecadação e compromete sua previsibilidade no médio e longo prazo.”

Fonte: Valor Econômico; 03/07/2026

Venda de híbridos e elétricos cresce 114,9% no semestre

“A venda de carros híbridos e elétricos no país cresceu 114,9% no primeiro semestre em comparação com igual período de 2025. O período abrange os seis últimos meses antes do aumento do Imposto de Importação para esses veículos, em vigor desde o dia 1º. As projeções indicam, no entanto, que a despeito da elevação tributária, a demanda por esses veículos continuará em ascensão. O aumento das alíquotas para o teto de 35% encerra a elevação gradual iniciada em janeiro de 2024. Mas, a julgar pela ausência de impacto das elevações anteriores, essa última também tende a passar despercebida pelo consumidor, já que grande parte das marcas chinesas, as principais importadoras desses tipos de veículos, tendem a manter preços competitivos em relação à indústria nacional. Em um ano e meio, híbridos e elétricos eram isentos de Imposto de Importação. Além disso, a BYD, líder de vendas de elétricos, será beneficiada pela recente decisão do governo, que liberou novas cotas de importação de carros semimontados com alíquota zero. Nos próximo seis meses, veículos semimontados entrarão no Brasil isentos de impostos para receber acabamento final no país. Embora a base seja menor, o avanço das vendas dos chamados eletrificados ficou muito à frente do crescimento do mercado total, que também foi bom. No primeiro semestre, foram licenciados 1,36 milhão de carros e comerciais leves no país, um aumento de 23,67% em relação aos primeiros seis meses de 2025. A fatia dos híbridos e elétricos alcançou 18% na primeira metade do ano. Foi, portanto, significativa o suficiente para puxar o resultado total, principalmente levando em conta os expressivos crescimentos de cada uma dessas categorias. O segmento dos carros 100% elétricos, carregados em tomadas, foi o que mais cresceu. No acumulado de janeiro a junho, o avanço foi de 196,29%. O volume de vendas desse tipo de veículo passou de 30,5 mil unidades no primeiro semestre de 2025 para 90,4 mil este ano. Já o mercado de híbridos – que utilizam dois motores, um a combustão e outro elétrico – cresceu 85,07%. Segundo Arcelio Júnior, presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave), como efeito da chegada das novas marcas chinesas, somente neste ano mais de 200 concessionárias foram abertas no país. Segundo ele, as chinesas já são donas de 1.360 pontos de vendas. O total de revendas soma 8.401 no país.”

Fonte: Valor Econômico; 03/07/2026

BNDES prevê contratar R$ 20 bi em apoio a florestas

“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prepara um novo leilão de compra de créditos de carbono para projetos de restauração florestal, com potencial para mobilizar até R$ 6 bilhões em contratos e recuperar até 60 mil hectares de vegetação nativa em todos os biomas brasileiros. O projeto faz parte da segunda etapa do ProFloresta+, lançado nesta quinta-feira (2) pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, no 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, no Rio. Segundo Mercadante, a meta é elevar para R$ 20 bilhões os investimentos do programa BNDES Florestas. “Já temos R$ 14 bilhões de compromisso do BNDES para esse programa de restauração. Nossa perspectiva é contratar mais R$ 6 bilhões e chegar a R$ 20 bilhões nesse produto.” Em nota, o BNDES disse que o financiamento é destinado aos desenvolvedores dos projetos de restauração, e não às empresas compradoras dos créditos de carbono: “As empresas interessadas manifestam demanda para adquirir créditos de carbono de alta integridade e firmam contratos com os projetos selecionados no processo competitivo estruturado pelo BNDES. Os desenvolvedores vencedores poderão acessar linhas de financiamento de longo prazo, especialmente por meio do Fundo Clima, para implantar os projetos de restauração florestal que darão origem aos créditos de carbono”. A nova etapa amplia o modelo adotado na primeira fase do programa, que teve a Petrobras como compradora âncora. Agora, o leilão será aberto a empresas de diferentes setores, como óleo e gás, siderurgia, mineração e indústria química, que tenham metas de descarbonização. O BNDES organizará um processo entre compradores e desenvolvedores de projetos de restauração florestal. Empresas selecionadas poderão receber financiamento de longo prazo da instituição, principalmente por meio do Fundo Clima, para implantar os projetos. A expectativa é que a iniciativa capture 19 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera. Ao explicar a estratégia do banco, Mercadante afirmou que o programa busca ampliar a política brasileira de descarbonização. Segundo ele, os projetos dão prioridades ao plantio de espécies nativas e envolvem comunidades ribeirinhas, povos indígenas, quilombolas, agricultores familiares e pequenos produtores. “Você blinda a floresta. Além de restaurar, esses projetos geram renda para as comunidades e ajudam na proteção do território.” Segundo ele, há interesse de grandes empresas brasileiras e internacionais em participar da nova rodada do ProFloresta+. De acordo com Mercadante, o edital será lançado ainda neste ano e a expectativa é concluir as contratações o mais rápido possível.”

Fonte: Valor Econômico; 03/07/2026

Comitê técnico para mineral crítico é adiado

“O governo federal adiou a deliberação da criação de um comitê técnico especial de soberania em minerais críticos e estratégicos, insumos que assumiram um papel central na discussão da transição energética e da indústria de defesa. O tema estava previsto para ser analisado na reunião do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) realizada nesta quinta-feira (2), mas foi retirado de pauta. Segundo apurou o Valor, integrantes do governo consideram mais conveniente deixar a criação do comitê para depois da conclusão da tramitação do Marco Legal dos Minerais Críticos no Congresso. Também há uma avaliação de que é necessário mais tempo para aprofundar as discussões sobre a proposta. A matéria foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio e ainda aguarda deliberação do Senado. Por enquanto, a proposta do Executivo é que o comitê fique sob a coordenação da Casa Civil, que vem ganhando espaço na articulação de uma política do governo para o setor, e não do Ministério de Minas e Energia, que costuma coordenar grupos técnicos sobre o tema. Mas a ideia é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva possa decidir posteriormente, conhecidas as regras aprovadas pelo Legislativo, a governança do grupo. Por ora, os termos da proposta de criação do comitê são tratados com cautela no Executivo. A orientação da cúpula do Palácio do Planalto é que se evite vazamentos para que não haja ruídos em torno do tema, considerado sensível especialmente por conta da pressão internacional que o Brasil vem sofrendo. O texto aprovado pela Câmara já trazia atribuições ao governo para tratar sobre a implementação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta prevê a criação do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, vinculado à Presidência da República, para disciplinar medidas relacionadas às regras, como a aprovação de contratos, acordos e parcerias internacionais relacionadas a esses minerais. A medida é vista com ressalva por entidades do setor. Fontes apontam que, em diálogo com o que está sendo discutido no Congresso, a resolução que seria deliberada nesta quinta-feira previa que o comitê fosse formado apenas por órgãos do Executivo e com caráter transitório, com natureza consultiva e técnica. Ainda, estabelecia que todos os instrumentos de governança que viessem a ser propostos seriam, posteriormente, apresentados ao Conselho Nacional, previsto pelo Legislativo. Parte dos integrantes do governo entende que o texto aprovado pela Câmara está alinhado ao Programa Nacional de Mineração (PNM) 2050, apresentado durante a reunião do CNPM desta quinta-feira. O plano estabelece diretrizes de longo prazo para o desenvolvimento do setor mineral brasileiro em um cenário de crescente disputa global por minerais críticos. A expectativa é que o Senado não promova mudanças significativas na proposta do Marco Legal, o que deve facilitar o alinhamento com as diretrizes previstas no plano, que visa o longo prazo.”

Fonte: Valor Econômico; 03/07/2026

Reavaliar subsídio ao diesel exige cuidado e eliminação deve levar mais tempo, diz Moretti

“A extinção do subsídio implementado pelo governo para o diesel será mais lenta que a da gasolina pela avaliação de que, mesmo após o recuo da cotação internacional do petróleo, o processo precisa ser feito com cautela para evitar um choque de preços no país ou um desabastecimento, afirmou o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Em entrevista à Reuters nesta quinta-feira, 2, Moretti argumentou que a estratégia de gradualismo na retirada do benefício manterá a premissa de neutralidade fiscal, prevendo que esses desembolsos pagos às empresas serão compensados por receitas extraordinárias que o governo ainda tem a receber, enquanto avalia eventual manutenção do imposto de exportação sobre petróleo, mas com alíquota mais baixa. O governo anunciou na terça-feira, 30, a eliminação de subsídio de R$ 0,35 por litro de diesel a partir de 1º de julho e disse que outras subvenções estavam em análise para retirada gradual. Segundo Moretti, o fim da subvenção de R$ 0,44 por litro de gasolina será feito em prazo “bem menor”, enquanto a extinção do benefício adicional de R$1,12 por litro de diesel será “gradual para não afetar não só o preço como o abastecimento”. O ministro justificou que o recuo da cotação do petróleo, de mais de US$ 100 por barril durante a guerra no Oriente Médio para cerca de US$ 70 agora, não foi integralmente repassado aos preços pagos pelo consumidor final, que subiriam de forma abrupta se a subvenção fosse extinta rapidamente. Em outra frente de preocupação, ele citou uma previsão de aumento sazonal da demanda internacional por diesel no segundo semestre deste ano, questão levada em conta pelo governo já que o Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido internamente. “Esse gradualismo é coerente com a nossa capacidade de entregar a meta fiscal ao fim do ano. Também olhando para a necessidade de o mercado de combustíveis, de diesel, ter a previsibilidade necessária para fazer as suas operações e abastecer a sociedade”, disse. Em relação ao imposto sobre a exportação de petróleo, instituído em março para reforçar o caixa do governo e desestimular as vendas externas em um momento em que as empresas lucravam com a alta acelerada do preço da commodity, Moretti afirmou que a alíquota de 12% não será mantida com o preço do barril no atual patamar. “Com o Brent a US$ 70, não se justifica uma alíquota de 12% e certamente nós não vamos mantê-la no cenário atual. A discussão é se a gente baixa progressivamente ou se a gente retira imediatamente”, afirmou. A medida provisória que instituiu a cobrança expira na próxima semana, mas o ministro pontuou que, como se trata de um imposto regulatório, o governo poderá manter a taxação com uma possível alíquota mais baixa por meio de decisão administrativa do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior.

Fonte: NovaCana; 03/07/2026

Governo cria grupos para ampliar mapeamento de recursos minerais

“O Conselho Nacional de Polícia Mineral (CNPM) aprovou resoluções que criam grupos de trabalho para avançar no setor mineral brasileiro. Entre as medidas, está prevista a criação de um grupo para estudar a ampliação do conhecimento geológico e de recursos minerais no país. Ao mesmo tempo, o governo visa estruturar um programa nacional de redução e reaproveitamento de rejeitos de mineração. A reunião foi realizada nesta quinta-feira (2). O colegiado, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), é formado por representantes de dez órgãos e entidades federais. O movimento ocorre em um momento que esses recursos, sobretudo minerais críticos e estratégicos, ganham protagonismo global e desperta interesse de diversas nações por conta da transição energética e defesa. No âmbito de ampliar o conhecimento geológico brasileiro, o grupo terá que avaliar modelos de financiamento, geração e disponibilização de dados geológicos no País. Atualmente, 28% do território brasileiro está mapeado, um patamar considerado insuficiente diante do potencial geológico do país. O Plano Nacional de Mineração 2050, apresentado nesta quinta-feira (2) na reunião, estabelece a meta de que o Estado eleve essa cobertura para 52% até 2055. Com a redução do risco geológico gerada por esse mapeamento, a expectativa é atrair o setor privado, fazendo com que os investimentos anuais dos empreendedores em pesquisa mineral saltem dos atuais R$ 1,5 bilhão para R$ 2,7 bilhões. “Conhecer o nosso subsolo é condição essencial para que o Brasil decida seu próprio futuro mineral. Quanto mais dados geológicos tivermos, mais segurança jurídica e mais oportunidades de investimento criamos para o povo brasileiro. É dessa maneira que defendemos o avanço do Brasil com soberania”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em nota. Caberá ao grupo propor mecanismos regulatórios e de atração de investimentos para ampliar a atuação do setor privado na geração de dados geológicos, sem onerar o orçamento público, além de desenvolver metodologia de priorização territorial para orientar o mapeamento básico do território nacional, com aproveitamento dos dados já existentes, oriundos de levantamentos públicos e privados. O colegiado também vai dimensionar os impactos socioeconômicos da atuação da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais/Serviço Geológico do Brasil (CPRM/SGB), abrangendo aspectos de infraestrutura, pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), e analisar casos internacionais sobre aquisição e disponibilização de dados geofísicos e geoquímicos. O grupo de trabalho terá 150 dias, contados da nomeação de seus membros, para apresentar relatório final ao CNPM, podendo entregar relatório parcial com o andamento das discussões.”

Fonte: Valor Econômico; 02/07/2026

Governo cria grupo para estudar urânio em programas de defesa e transição energética

“O governo aprovou nesta quinta-feira (2) resolução que cria um grupo de trabalho para estudar a o papel do urânio no Programa Nuclear Brasileiro, ao Programa Nuclear da Marinha e a outros programas estratégicos de defesa e transição energética. A medida foi aprovada em reunião do Conselho Nacional de Polícia Mineral (CNPM). Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o grupo irá avaliar o estado atual do mapeamento e do conhecimento sobre os recursos e reservas de minerais nucleares do País, com foco no urânio, e propor estratégias para ampliar esse conhecimento. “A resolução reforça que a atividade nuclear no Brasil se destina exclusivamente a fins pacíficos, em consonância com a Constituição Federal e com os compromissos internacionais assumidos pelo País”, afirmou a pasta, em nota. Também caberá ao colegiado dimensionar o potencial de produção mineral, considerando empreendimentos em operação, em implantação e cenários de expansão, além de identificar necessidades dos programas nucleares, de defesa nacional e de transição energética, que podem ser atendidas com receitas e compensaçõeos financeiras da exploração desses minérios. O colegiado será coordenado pelo MME e reunirá Casa Civil, Gabinete de Segurança Institucional, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Comando da Marinha e Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). Também contará com a participação, como convidados permanentes, do Ministério da Defesa, da Agência Nacional de Mineração (ANM), da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), da Eletronuclear, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e das Indústrias Nucleares do Brasil (INB). O colegiado terá 90 dias de duração, contados da nomeação dos membros, com possibilidade de prorrogação do prazo. Ao final dos trabalhos, o grupo deverá apresentar recomendações, estudos e poderá propor minutas de atos normativos ou propostas legislativas que viabilizem a destinação de recursos do setor mineral nuclear aos programas de defesa e energia. O relatório final deverá ser submetido ao CNPM. A iniciativa, de acordo com o Executivo, busca garantir que o potencial do Brasil, que possui as maiores reservas conhecidas do mineral nuclear, seja direcionado aos programas que sustentam a soberania nacional e transição energética.”

Fonte: Valor Econômico; 02/07/2026

Governo quer elevar presença do Brasil no mercado global de minerais críticos para 12,2% até 2050

“Em meio à corrida global por minerais críticos, o governo brasileiro visa traçar uma estratégia para ampliar a presença do país nesse mercado. A expectativa é elevar a participação brasileira na produção mundial desses minerais de 8,3% para 12,2% até 2050 e aumentar a participação da indústria de transformação mineral no PIB do setor de 51,5% para 65%, com foco na agregação de valor dos produtos e no fomento das cadeias produtivas no Brasil. As metas constam do Plano Nacional de Mineração (PNM) 2050, apresentado nesta quinta-feira (2), durante reunião do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM). Instalado em outubro de 2025, o colegiado é responsável por formular diretrizes para as políticas públicas do setor. O documento, que estabelece uma estratégia de longo prazo para a mineração brasileira, deve ser publicado ainda nesta semana. Entre as metas previstas pelo plano estão a ampliação dos investimentos privados em pesquisa mineral, de R$ 1,5 bilhão para R$ 2,7 bilhões por ano, e a redução do tempo médio de análise dos processos minerários de 1.563 para 780 dias. Para isso, fontes do governo apontam que será necessário reforçar a estrutura da Agência Nacional de Mineração (ANM) e aprimorar a eficiência e digitalização dos processos regulatórios. Também é esperada uma redução da dependência externa por fertilizantes. Na avaliação do Ministério de Minas e Energia (MME), o plano apresentado nesta quinta-feira fortalece a capacidade do país de planejar o desenvolvimento do setor de forma estratégica em um momento em que os minerais críticos ganham protagonismo no debate internacional, impulsionados pela transição energética e pelo avanço de tecnologias digitais e de defesa. Com reservas relevantes, o Brasil passou a ocupar posição central nessas discussões, despertando o interesse de diversos países. Nesse contexto, minerais como ferro, cobre, lítio, níquel, grafita, terras raras, fosfato e potássio são apontados como estratégicos para a infraestrutura, a transição energética, a segurança alimentar, a defesa e a reindustrialização. O plano representa uma atualização em relação à versão anterior, elaborada em 2011, quando o país ainda não contava sequer com uma agência reguladora para o setor mineral. Com a nova edição, o governo pretende retomar o planejamento setorial de longo prazo após 15 anos, conferir maior previsibilidade e coerência às políticas públicas. Também busca posicionar o Brasil diante da crescente disputa global por minerais críticos, visando avanços na industrialização e no adensamento das cadeias produtivas no Brasil e não apenas como país exportador de bens primários. Atualmente, a mineração responde por cerca de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e representou 20% das exportações brasileiras em 2025.”

Fonte: Valor Econômico; 02/07/2026

Restauração da Mata Atlântica avança, mas carece de estudos, diz UFMG

“Em meio ao avanço das mudanças climáticas e da degradação ambiental, a restauração da Mata Atlântica tem acumulado evidências de benefícios para a biodiversidade e para o armazenamento de carbono. Ainda assim, faltam dados consistentes para medir seus efeitos sobre recursos hídricos, qualidade do solo e impactos socioeconômicos, segundo pesquisa conduzida por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O estudo, publicado na revista científica Environmental Management, avaliou artigos científicos e iniciativas de restauração desenvolvidas no bioma para analisar os resultados ambientais, sociais e econômicos das ações de recuperação da vegetação nativa, além das condições de governança e financiamento envolvidas nesses projetos. A pesquisa ocorre em um momento em que a restauração de ecossistemas ocupa espaço central na agenda ambiental. No Brasil, o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg) estabeleceu a meta de restaurar pelo menos 12 milhões de hectares de florestas até 2030. De acordo com os autores, as evidências mais robustas encontradas na literatura estão relacionadas à recuperação da biodiversidade e ao aumento dos estoques de carbono nas áreas restauradas. Os resultados mostram avanços em relação às áreas degradadas, mas indicam que essas regiões ainda não alcançam as condições observadas em florestas maduras. A análise também conclui que o desempenho das áreas restauradas varia conforme fatores como as características locais, o histórico de uso da terra e as estratégias adotadas em cada projeto, o que reforça a necessidade de avaliações de longo prazo. Já os efeitos da restauração sobre recursos hídricos, solo e indicadores socioeconômicos aparecem de forma menos consistente na literatura. Segundo o levantamento, esses aspectos ainda são pouco documentados e contam com poucas séries de monitoramento capazes de permitir comparações entre diferentes iniciativas. Na dimensão social, os estudos revisados apontam benefícios como geração de renda, criação de empregos, capacitação e participação das comunidades em atividades de restauração. No entanto, esses resultados são apresentados de forma heterogênea e com poucos indicadores padronizados, dificultando análises comparativas entre regiões e projetos.”

Fonte: Exame; 02/07/2026

Governo publica versão final do Plano Decenal de Expansão 2035, com R$ 3,5 tri em investimentos

“O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou, nesta quinta-feira (2/7), no Diário Oficial da União, a portaria com a versão final do Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 (PDE 2035), elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Ao todo, os investimentos previstos somam cerca de R$ 3,5 trilhões. O estudo (.pdf) traz projeções da evolução da oferta e da demanda de energia no Brasil até 2035, e serve de referência para a elaboração de políticas públicas e decisões de investimento. O PDE estima que capacidade instalada de geração elétrica cresça de 255 (gigawatts) GW para cerca de 367 GW, impulsionada pelo crescimento das fontes eólica, solar e da geração distribuída (GD). A projeção é de que a demanda aumente 1,8% ao ano até 2035, e a oferta total cresça 2,3% ao ano. O Brasil deve se manter com uma das matrizes energéticas mais renováveis do mundo, com a participação das fontes renováveis atingindo 51% da oferta interna de energia em 2035. Na matriz elétrica, as renováveis responderão por 86% da geração nacional. Na geração centralizada, a projeção é de que a eólica vá de 122,4 Terawatt-hora (TWh), em 2025, a 184,1 TWh em 2035. Já a solar, deve crescer de 35,8 TWh para 58,7 TWh. Já a autoprodução e GD devem crescer, ao todo, de 810,6 TWh para 1.122,1 TWh. Com a expansão das renováveis, o país precisará de um aumento da ordem de 19 GW de termelétricas flexíveis até 2035. A oferta de gás natural deve mais que triplicar, indo de 19,3 TWh para 74,5 TWh. Segundo o estudo, o crescimento será mais acentuado entre 2027 e 2030, com a expectativa de expressiva produção no pré-sal nas Bacias de Campos e Santos, além do pós-sal da Bacia de Sergipe-Alagoas. O documento estima ainda que o sistema elétrico brasileiro demandará mais de 6 GW de baterias até 2035. A projeção da demanda por baterias é mais que o dobro do projetado no PDE 2034, quando a EPE estimou 2,8 GW. Na época, o documento avaliava que as baterias ainda estavam longe de serem economicamente atrativas e que a entrada no mercado seria marginal. A estimativa mudou com a perspectiva do primeiro leilão de baterias do país, marcado para dezembro, e com uma possível redução expressiva dos custos de tecnologias de armazenamento no aumento da utilização de baterias.”

Fonte: Eixos; 02/07/2026

Internacional

Tesla registra entregas acima do esperado no 2° trimestre com melhora das vendas na Europa

“A Tesla superou as expectativas de Wall Street para as entregas do segundo trimestre de 2026 esta quinta-feira, à medida que a recuperação da demanda na Europa compensou a demanda ainda fraca na América do Norte e a intensa concorrência das montadoras chinesas. A empresa entregou 480.126 veículos no período de abril a junho, alta de cerca de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior. Analistas esperavam, em média, entregas de 402.776 veículos, segundo dados da Visible Alpha. As ações da companhia, sediada em Austin, no Texas, subiam menos de 1% nas negociações pré-mercado. A empresa informou que divulgará seus resultados trimestrais em 22 de julho, após o fechamento dos mercados. A recuperação foi impulsionada pela melhora da demanda na Europa, onde a Tesla registrou uma retomada das vendas em vários mercados importantes após a forte queda do ano passado, que analistas atribuíram em parte aos danos à imagem da marca decorrentes das atividades políticas do CEO Elon Musk. A demanda nos Estados Unidos também deu sinais de estabilização após uma queda acentuada provocada pelo fim do crédito tributário federal de US$ 7.500 para veículos elétricos, expirado no fim de setembro. A Tesla continuou expandindo a oferta de seu software avançado de assistência ao motorista Full Self-Driving (FSD) na Europa, embora ele esteja disponível em apenas um número limitado de países. Analistas esperam que uma disponibilidade mais ampla nos próximos meses ajude a sustentar a demanda. As vendas de veículos elétricos da Tesla fabricados na China cresceram neste ano, impulsionadas pela produção da versão atualizada do Model Y, apesar da forte concorrência da BYD e de outras montadoras chinesas. Wall Street tem dado cada vez menos importância aos números trimestrais de entregas, à medida que Musk direciona o foco da Tesla para inteligência artificial, direção autônoma, robôs humanoides e infraestrutura de energia. A Tesla expandiu suas operações de robotáxis após lançar um serviço comercial limitado em Austin, em junho. Musk afirmou que a empresa pretende ampliar rapidamente esse serviço ao longo de 2026.”

Fonte: Valor Econômico; 02/07/2026

Joint venture chinesa para material de painéis solares segue inativa meses após criação

“Um esforço na China para consolidar a capacidade de produção de um material para painéis solares parece ter estagnado após as autoridades levantarem preocupações sobre possíveis práticas anticoncorrenciais. A joint venture Beijing Guanghe Qiancheng Technology foi formada em dezembro por 10 empresas chinesas envolvidas na fabricação de polissilício para células solares. Mas, seis meses após sua criação, a Guanghe Qiancheng não apresentou sinais de atividade comercial. Empresas chinesas controlavam 95% da capacidade mundial de produção de polissilício no final de 2024, segundo a consultoria de energia solar RTS, com sede em Tóquio. O governo chinês é conhecido por fornecer subsídios generosos para a indústria de painéis solares. Mas, nos últimos cinco anos, os investimentos na expansão da produção de polissilício superaram em muito o crescimento da demanda. Isso levou a uma deterioração do mercado que impactou os fabricantes. Foi nesse contexto que a Guanghe Qiancheng foi criada. Entre os investidores do empreendimento estão empresas do grupo Tongwei e GCL Technology Holdings, segundo informações da provedora de dados empresariais chinesa Qichacha. A Associação da Indústria Fotovoltaica da China (CPIA), também investidora, afirmou logo após a fundação da Guanghe Qiancheng que a empresa serviria como plataforma para a reestruturação da capacidade produtiva. No entanto, durante uma visita em meados de junho ao endereço registrado da Guanghe Qiancheng, nos arredores de Pequim, o nome da empresa não constava na placa de identificação na entrada de um prédio comercial que servia como sede. O escritório ficava no sexto andar, mas o andar tinha muitas salas vazias. Uma sala estava ocupada, porém sem nenhuma placa de identificação. Uma mulher que estava lá dentro confirmou que a sala era o escritório da Guanghe Qiancheng.”

Fonte: Valor Econômico; 02/07/2026

Barcelona introduz pulseiras de monitoramento de calor para trabalhadores que atuam ao ar livre

“Com a Espanha já sofrendo com ondas de calor sucessivas que causaram mais de 1.000 mortes em excesso em junho, Barcelona começou a distribuir pulseiras de monitoramento de calor para trabalhadores que atuam ao ar livre, servindo como um sistema de alerta precoce para riscos à saúde. A cidade disponibilizou cerca de 1.400 pulseiras para funcionários que trabalham em áreas externas, incluindo garis, equipes de iluminação, trabalhadores de parques e funcionários da gestão de resíduos. A iniciativa faz parte de um esforço para se adaptar às mudanças climáticas “cada vez mais agressivas”, afirmou Pep Llimona, coordenador de prevenção do serviço de parques e jardins da cidade. A pulseira mede a temperatura corporal dos trabalhadores e emite um som e uma vibração caso detecte que o usuário está em risco. Se isso ocorrer, o trabalhador deve interromper suas atividades. Vários trabalhadores de rua morreram nos últimos anos na Espanha devido a picos de temperatura, o que motivou mudanças nas rotinas e condições de trabalho. Em Barcelona, ​​uma mulher de 51 anos morreu em junho do ano passado após varrer as ruas do centro histórico da cidade, quando as temperaturas atingiram 30,4 graus Celsius. A Prefeitura de Barcelona informou na época que abriria uma investigação sobre a morte. Um porta-voz da cidade disse, na quinta-feira, que não houve indícios de que a causa tenha sido insolação. Pep Llimona afirmou que o plano de introduzir as pulseiras de monitoramento de calor já estava em andamento antes da morte da mulher. “Mas é verdade que isso ajudou a acelerar o processo e nos fez refletir um pouco mais”, disse ele. Assim como grande parte da Europa, a Espanha tem enfrentado calor intenso nas últimas semanas; a agência meteorológica do país, Aemet, registrou o segundo mês de junho mais quente da história. O país se prepara para uma segunda onda de calor, prevista para começar no fim de semana. “Como está ficando cada vez mais quente, precisamos estar mais atentos no trabalho”, disse a supervisora ​​de equipe Ester Jimenez. “Como supervisora ​​responsável por distribuir tarefas aos funcionários… temo que alguém possa sofrer insolação, e vejo o futuro como complicado diante desse calor”.”

Fonte: Reuters; 01/07/2026

EUA correm risco de não cumprir metas de biocombustíveis de Trump

“O esforço do presidente Donald Trump para ampliar a produção de biodiesel e cumprir promessas feitas a agricultores e comunidades rurais está esbarrando na realidade do mercado: as usinas americanas não estão conseguindo acompanhar as metas estabelecidas pelo governo. A diferença entre as metas e a produção efetiva traz riscos políticos e econômicos. Uma escassez prolongada pode elevar fortemente os preços dos créditos de combustíveis renováveis e obrigar o governo Trump a recorrer a um dispositivo raramente utilizado, que permite reduzir as metas previamente definidas para adequá-las às condições do mercado. Uma eventual revisão das metas representaria um recuo incomum e poderia desagradar agricultores e produtores de biocombustíveis, que pressionaram por cotas maiores e formam uma importante base política do presidente às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato. Parte da produção também já está comprometida com contratos de exportação, onde os preços têm sido mais atrativos devido às interrupções na oferta provocadas pela guerra no Irã. Esses volumes, porém, não geram créditos para o cumprimento das metas estabelecidas pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA). As refinarias geraram 736 milhões de créditos renováveis (RINs) em maio, segundo dados da EPA, bem abaixo dos cerca de 915 milhões necessários por mês para manter o ritmo exigido pelas metas, afirmou o economista agrícola da University of Illinois, Scott Irwin. Segundo as estimativas de Irwin, a produção nos quatro primeiros meses de 2026 ficou 1,41 bilhão de RINs abaixo do necessário. Para compensar esse déficit, a produção teria de superar em mais de 20% o maior volume mensal já registrado pelo setor durante o restante do ano. “As metas, na prática, exigem que as usinas de biodiesel operem em seu maior ritmo sustentado da história e que as plantas de diesel renovável produzam muito acima de qualquer nível que já tenham alcançado”, afirmou Irwin. “Não há como o setor cumprir as metas no ritmo em que está”, afirmou o diretor de energia da Capstone, Paul Niznik. A empresa de Washington assessora refinarias, distribuidoras de combustíveis e fundos de investimento. “O déficit tem gerado grande preocupação em todo o setor, principalmente sobre qual será a reação do governo”, disse. Segundo ele, os agentes do mercado não esperam que a EPA intervenha, apesar de a agência ter autoridade para conceder uma flexibilização das metas. Em vez disso, o governo poderia adotar medidas como reduzir as obrigações previstas para 2028, alterando a forma como os volumes importados são contabilizados para o cumprimento das exigências.”

Fonte: Nova Cana; 02/07/2026

Regulador de energia dos EUA estabelece ultimato para data centers

“O boom dos data centers nos EUA trouxe a complexa e burocrática rede elétrica do país — repleta de siglas e normas — para o centro do debate político nacional. Gigantes da tecnologia necessitam de enormes quantidades de eletricidade para operar seus modelos de IA, gerando uma urgência que entra em conflito com um sistema energético de ritmo lento e com preocupações crescentes sobre custos acessíveis. No mês passado, a Comissão Federal de Regulação de Energia (FERC), o principal órgão regulador do setor energético dos EUA, interveio na tentativa de equilibrar exigências conflitantes nas esferas política, econômica e de segurança nacional. Veja a seguir o que a comissão fez e o que não fez. Que problema a FERC tentava resolver? O mercado de eletricidade dos EUA é gigantesco e de difícil gestão, composto por uma colcha de retalhos de reguladores federais, estaduais e locais, além de concessionárias e operadores de rede que adotam regras e práticas distintas para a conexão das chamadas “grandes cargas” (instalações de alto consumo). Por exemplo, na Virgínia — onde se concentra o chamado “corredor dos data centers” (data centre alley) —, um data center precisaria negociar com a Dominion; esta empresa é regulada pela Comissão da Corporação Estadual (State Corporation Commission) e sujeita às leis do legislativo estadual. A empresa também se submete aos preços de energia definidos pela PJM, a operadora da rede que coordena o sistema em 13 estados e em Washington, D.C. Se um projeto utilizasse uma linha de transmissão que atravessasse outro estado, poderia ficar sujeito a um conjunto diferente de regras. Essa complexidade tornou-se um ponto crítico na expansão dos data centers. Os desenvolvedores desses projetos podem enfrentar processos muito distintos dependendo do estado, da concessionária local e do operador de rede envolvidos, bem como da forma de suprimento: se a energia vem da rede da concessionária local, se há conexão direta ao sistema de transmissão ou se ocorre uma ligação direta a uma usina geradora. O resultado é a incerteza quanto aos prazos dos projetos, a quem cabe pagar pelas melhorias na infraestrutura da rede e as condições contratuais — como garantias, pagamentos mínimos, restrições de despacho (curtailment) e regras para energia gerada “atrás do medidor” (behind-the-meter). O tempo médio para conectar um data center à rede elétrica supera atualmente quatro anos, segundo o grupo imobiliário JLL. Em outubro, o Secretário de Energia, Chris Wright, interveio recomendando que a FERC estabelecesse normas para padronizar a conexão de data centers. “Para inaugurar uma nova era de prosperidade americana, devemos garantir que todos os americanos e as indústrias nacionais tenham acesso a eletricidade acessível, confiável e segura. Para isso, grandes cargas — incluindo centros de dados de IA — atendidas por concessionárias de serviços públicos devem poder se conectar ao sistema de transmissão de maneira oportuna, ordenada e não discriminatória. Trata-se de uma questão urgente que exige pronta atenção”, afirmou Wright em uma carta à FERC.”

Fonte: Financial Times; 02/07/2026

Hungria lançará novo órgão fiscalizador de poluição para fabricantes de baterias de veículos elétricos

“A Hungria criará uma nova autoridade de alto nível para monitorar e sancionar indústrias poluidoras, afirmou Zsolt Tarkanyi, legislador do partido governista Tisza. A medida faz parte de um esforço para endurecer a regulamentação do setor de baterias para veículos elétricos (VEs), que cresceu rapidamente sob a gestão do ex-líder Viktor Orbán. A partir de 2021, Orbán apostou fortemente nas baterias para VEs, atraindo cerca de 26 bilhões de euros em investimentos estrangeiros — segundo dados do governo —, principalmente de fabricantes sul-coreanos e chineses, transformando a Hungria em um polo estratégico na Europa. No entanto, preocupações ambientais e de saúde e segurança relacionadas às fábricas tornaram-se questões centrais antes da eleição de abril, na qual o rival de centro-direita Peter Magyar derrotou Orbán de forma avassaladora e prometeu adotar uma postura mais rigorosa em relação ao setor. Em uma mudança significativa de política, o Ministro do Meio Ambiente, Laszlo Gajdos, ameaçou fechar fábricas do setor de baterias para VEs que não cumpram as regulamentações ambientais. “O que nós, como legisladores, podemos e vamos fazer é estabelecer uma nova autoridade de alto nível para monitorar e sancionar esses grandes potenciais poluidores”, disse Tarkanyi no Facebook, na noite de quinta-feira. A medida ocorre após uma decisão tomada no final de junho por um órgão governamental de suspender a licença de produção da Semcorp — fabricante chinesa de componentes para baterias — depois que autoridades detectaram poluição por alumínio em larga escala em amostras de água coletadas em poços de monitoramento ao redor da fábrica. Tarkanyi, legislador de Debrecen e integrante do partido Tisza (de Magyar), afirmou que a fábrica da Semcorp na segunda maior cidade da Hungria — cujo prefeito tem sofrido pressão para renunciar — permaneceria fechada “por um longo período”. Representantes de imprensa da Semcorp não responderam de imediato a perguntas enviadas por e-mail sobre como o fechamento prolongado da fábrica afetaria suas operações. A Semcorp informou à agência de notícias estatal MTI que iniciou uma investigação completa para determinar as causas da poluição.”

Fonte: Reuters; 03/07/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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