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Resultados do 1º trimestre de 2026: Mais uma fraca temporada de resultados no Brasil

Veja o resumo dos resultados divulgados, com uma análise consolidada do nosso universo de cobertura de ações.

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A temporada de resultados do 1T26 chegou ao fim e, em nossa visão, foi mais uma temporada fraca. Dentro da nossa cobertura XP, 45% das empresas superaram nossas estimativas de lucro líquido (vs. 44% no trimestre anterior), enquanto apenas 24% superaram as estimativas de receita (vs. 28% no trimestre anterior). No agregado, as companhias apresentaram crescimento de receita e EBITDA de 5,5% e 2,9%, respectivamente, ligeiramente melhor do que no 4T25. No nível setorial, Propriedades Comerciais e Locadoras de Veículos foram os principais destaques positivos, enquanto Bens de Capital e Papel & Celulose ficaram entre os destaques negativos. Em termos de performance das ações, a temporada também trouxe um quadro levemente negativo, com uma reação média de -0,25%. O diferencial de performance entre resultados acima e abaixo das expectativas aumentou em relação ao trimestre anterior, com as ações que frustraram registrando retorno médio de -1,47% um dia após a divulgação de seus resultados, vs. +0,73% para as ações que superaram as expectativas.

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Vemos o 1T26 como mais uma temporada fraca de resultados no Brasil, com a parcela de empresas entregando surpresas positivas de lucro permanecendo em níveis historicamente baixos. Dentro da nossa cobertura XP, 24% das empresas superaram as estimativas de receita, 28% ficaram abaixo e 48% vieram em linha. No caso do EBITDA, 28% superaram, 16% ficaram abaixo e 56% ficaram em linha. No nível do lucro líquido, 45% superaram, 30% ficaram abaixo e 25% vieram em linha. Em comparação com o trimestre anterior, as tendências de receita pioraram, com uma parcela maior de decepções e menor de surpresas positivas. Já os números de EBITDA e lucro líquido melhoraram marginalmente, à medida que a proporção de surpresas positivas aumentou levemente. 

Olhando para o crescimento anual, observamos relativa resiliência na dinâmica de receita, mas números mais fracos na linha de lucro, particularmente pressionados por commodities. As empresas sob nossa cobertura apresentaram crescimento consolidado de receita e EBITDA de 5,5% e 2,9% em relação ao 1T25, respectivamente. Setores defensivos se destacaram, registrando crescimento positivo de forma ampla, incluindo expansão de dois dígitos em EBITDA e lucro líquido. 

Em termos de desempenho das ações, esta temporada de resultados trouxe um quadro levemente negativo, com as ações do Ibovespa registrando uma reação média de -0,25% no dia seguinte à divulgação dos resultados (vs. média de -0,16% nos últimos cinco trimestres). A típica dispersão entre surpresas positivas e negativas de resultados se ampliou em relação ao trimestre anterior, já que as ações que frustraram as expectativas tiveram retorno médio de -1,47% após os resultados, contra +0,73% para aquelas que apresentaram surpresas positivas de lucro. 

As estimativas de lucro por ação para 2026 e 2027 foram revisadas levemente para cima, em 0,7% e 1,8%, respectivamente, ao longo da temporada de resultados. Energia continua explicando a maior parte dessa tendência positiva, à medida que o conflito no Oriente Médio persiste e os preços do petróleo permanecem em patamares elevados. Ao mesmo tempo, também vemos uma tendência construtiva de revisões em Consumo Discricionário, Saúde e Telecomunicações. Em contraste, Materiais e Industriais se destacam como os principais contribuintes negativos. 

Os destaques setoriais no 1T incluem Propriedades Comerciais, Locadoras de Veículos e Construtoras de baixa renda, enquanto Bens de Capital e Papel & Celulose ficaram entre os destaques negativos.

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